Guillermo
Carmona Rodríguez: Cuba - as 176 respirações de um afogado
Deitado
na minha cama, tento dormir em meio ao calor, aos mosquitos e às suas picadas.
Imagino que talvez, quando acordar, depois de um sonho agitado, encontre um
McDonald’s na esquina da minha casa. Então, vou me levantar na varanda e, de
lá, contemplar uma longa fila, que dará a volta no quarteirão e terminará
exatamente onde começa. A serpente do consumismo mordendo a própria cauda.
Observarei
os jovens ao saírem, enquanto limpam alguma mancha de ketchup de seus moletons
com o logotipo de um Congresso da União de Jovens Comunistas de cinco anos
atrás. Antigos dirigentes lamberão as costas da mão, por onde escorreram os
sucos do hambúrguer. Nesse momento futuro, me perguntarei se isso pode ser
chamado de “dar uma experimentada no capitalismo”.
No dia
18 de junho, uma quinta-feira, o primeiro secretário do Partido Comunista e
presidente da República de Cuba, Miguel Mario Díaz-Canel, anunciou a maior
abertura econômica já vista em Cuba. Entre as medidas anunciadas estão a
entrada de franquias internacionais no país e a abertura para uma economia de
mercado. As serras ficarão repletas de letreiros de néon. Trocaremos os grandes
outdoors em que aparecem heróis e mártires da revolução por propagandas de
lâminas de barbear e lenços umedecidos.
Em
algum momento, a gente se acostuma a acordar sem saber em que Cuba se encontra.
Você fecha os olhos e mergulha no sono REM. Ao abri-los, permanece no mesmo
lugar, no seu quarto, com seus livros, seus chinelos debaixo da cama e seu
cachorro babando na porta; mas já não será o mesmo país. Então, você é atingido
por um jetlag tropical, um desfasamento marxista-leninista,
uma amnésia da memória política.
Estamos
na década de 80, sob a ampla sombra da URSS, e vivemos uma meritocracia um
tanto enganosa, embora funcional. Um piscar de olhos. O Muro de Berlim cai e
entramos no “período especial”, com a escassez como um nó no estômago. Caí-se
em uma soneca curta. Surge o novo século e, com ele, uma fase de aparente
calma, graças à ajuda da Venezuela e de outros países da região.
Um sono
leve. Fidel deixa o poder devido a uma grave doença e uma pequena abertura
pelas mãos de Raúl começa na praça sitiada em questões como a emigração e os
negócios privados. Vinte anos depois, chega a internet com sua ágora, sua
pornografia, sua parafernália e o culto à individualidade. Descanso leve. Surge
Trump com seu chicote de couro com balas de chumbo na ponta para descarregá-lo
nas costas de um povo pobre. Os apagões se espalham como se fossem uma besta
que se alimenta de luz. Surge aquela sensação semelhante à de um sujeito
prestes a se afogar que contempla o sol como um círculo difuso na superfície da
água. Você nada, nada e nada para alcançá-lo. Depois de algumas braçadas, você
entende que nunca vai alcançá-lo.
Quando
seus braços ficam dormentes, quando seus olhos secam mesmo que você esteja
cercado de água e dentro do peito cresce uma bolha que suga todo o seu ar para
fora, você se esforçará ainda mais para permanecer consciente. Nesse cenário,
com o sonho levado à escala de um país, é que surgem as 176 medidas.
Entre
elas estão: a venda de ações de empresas estatais para nacionais e estrangeiros
e a decisão de não socorrer entidades desse tipo que estejam com prejuízo.
Elas, sozinhas, enfrentarão os tubarões. Além disso, serão concedidos terrenos
em usufruto por até 99 anos para exploração. Serão emitidas licenças para que
uma pessoa física possa possuir quantos negócios quiser e contratar mais de cem
funcionários. Ou seja, teremos CEOs e sociedades anônimas em Cuba.
A
formação dos preços não será regulada pelas autoridades, mas ocorrerá de acordo
com as oscilações e os caprichos do mercado. Não haverá subsídios para
produtos, como acontecia com a canasta de … abastecimiento –
um programa em que eram fornecidos a custo muito baixo itens como pão, leite,
arroz, feijão e sabonetes –; em vez disso, será prestada assistência, segundo
explicam, especificamente às pessoas vulneráveis.
Quando
você está prestes a morrer no meio de um mar revolto, transformado em causa de
morte e sepultura, você vai se debater em busca de oxigênio, que não
encontrará. Não importa. Nesses instantes, você só deseja sobreviver. Depois é
que descobrirá em que empregará sua sobrevivência. As transformações ocorridas
em Cuba não vão além disso: as respirações de um afogado.
Desde
1959, com a vitória da Revolução, até hoje, a economia cubana tem sido
planejada por tentativa e erro. A estratégia mudou repetidas vezes, em sintonia
com o contexto da ilha e da geopolítica internacional. No início, tentou-se
criar um país autossustentável, que pudesse existir e agir graças aos seus
próprios esforços e recursos.
Talvez
o exemplo mais contundente disso tenha sido a safra dos dez milhões, na qual se
tentou colher essa quantidade de açúcar. Houve muito suor e sacarose. Houve
bolhas como pequenas cúpulas nas costas das mãos. Houve um povo entusiasmado
que foi morar nos canaviais. No entanto, não foi possível atingir a meta
definida.
O
bloqueio, imposto por Kennedy desde o início dos anos 60, afastou Cuba de seu
principal mercado histórico: os Estados Unidos. O governo revolucionário teve
de buscar ajuda na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas como
alternativa. No entanto, isso gerou uma dependência. Essa dependência provocou
um atraso na industrialização e estagnação. Quando o campo socialista se
desintegrou, nos encontramos sozinhos, muito sozinhos, como um barco isolado e
distante de qualquer enseada.
Foi aí
que se fizeram concessões. A nação se abriu, diante da falta de outras
alternativas, para atividades como o turismo, e fomentou-se um investimento
estrangeiro bastante restrito. Nos anos 2000, os pequenos negócios foram
aprovados. O Estado, diante das diversas dificuldades, perdeu poder aquisitivo
e capacidade de sustento para satisfazer as necessidades básicas da população,
e esse papel foi assumido pelos chamados “cuentapropistas”
(microempresários).
Várias
mudanças ocorreram; algumas superficiais e outras arriscadas. Nenhuma delas
rompia com a essência do socialismo; ou seja, não abriam espaço para a mão
invisível de Adam Smith, com seus anéis dourados com pedras preciosas na cor do
dólar e suas unhas de manicure, nem colocavam em jogo os meios de produção e a
própria terra.
Enfim,
o Estado cede funções, se contrai e se aproxima, perigosamente, dos métodos
neoliberais. Os tomadores de decisão afirmam que se basearam nos modelos
apresentados por países comunistas como a China e o Vietnã; modelos que sempre
ensejam dúvidas. Além disso, a cultura e o contexto desses países asiáticos
pouco se assemelham aos nossos.
As
medidas constituem um cisma em todos os níveis: econômico, social, ideológico e
financeiro.
Muda a
percepção do país sobre si mesmo e a relação com seus habitantes. Em poucos
minutos (duração da coletiva em que um Díaz-Canel cansado e desgrenhado
informou as novidades), conceitos defendidos com fome, dor e cansaço atroz por
mais de 60 anos foram quebrados. Parece que a Ilha de Cuba, à noite, mergulhou
no Caribe e, quando reapareceu pela manhã, era outra. Um bichinho que trocou de
pele em meio a uma estação hostil. Uma reencarnação forçada para não perder os
restos da alma que ainda restavam.
Continua
após o anúncio
Sem
conseguir dormir, contei a um amigo pelo WhatsApp dos meus devaneios sobre a
inauguração de um McDonald’s na esquina da minha casa ou sobre a pizzaria de
duzentos pesos onde almoço quando vou trabalhar sendo substituída por um Pizza
Hut. Aproveitei para perguntar, de passagem, sua opinião sobre as mudanças que
se aproximavam. Ele, um advogado de esquerda – desde uma época em que defender
essa posição política não estava na moda –, respondeu-me de forma muito
sucinta: “Não dava para fazer mais nada”. Alguns segundos depois, como se
tivesse pensado bastante no assunto ou como se lhe doesse escrever isso, recebi
outra mensagem: “Mas isso não vai trazer mais socialismo. Isso é certo”.
Essa
atitude, entre o ceticismo e a resignação, poderia descrever o pensamento da
maioria dos meus compatriotas. Em Cuba, após anos de crise econômica – que se
transformou em cataclismo político, o que resultou em falta de confiança no
governo e em insatisfação com sua gestão –, o leque de opiniões se ampliou
demais. Podemos encontrar trumpistas, apaixonados pelo canto de sereia que
antecede os bombardeios; defensores ferrenhos do governo com a máquina do tempo
com um pneu furado; e pessoas apolíticas, que apenas desejam viver da forma
mais digna e humana possível. Esse último grupo constitui a maioria.
Todos
eles demonstram desconfiança em relação às transformações em andamento. Os
trumpistas só querem uma invasão, como se as guerras fossem uma festa de
aniversário com piñatas cheias de C4 e napalm, e não se
importam com nenhum avanço ou retrocesso. Os defensores do governo estão
confusos entre manter seu apoio contra os ventos e as marés do tempo ou se
sentir traídos por verem suas crenças, há décadas inabaláveis, serem quebradas
como se fossem uma concha frágil.
Os
demais não sabem o que pensar. A cada dois meses, as autoridades vêm publicando
pacotes de medidas – nenhum tão extremo quanto o último – que, segundo elas,
resolveriam parte dos problemas do cubano comum. Isso não aconteceu. Por isso,
mesmo diante da radicalização do Estado, eles permanecem desconfiados.
Depois
de tantos anos aprendendo o materialismo dialético em cada série do ensino,
dirão: “Para acreditar, é preciso ver”. Então, estão lá como espectadores de um
cinema de bairro pobre. No entanto, alguns temem que agora o rico fique mais
rico e o pobre mais pobre, como acontece quando o capitalismo se aproxima com
suas presas com firmamentos de platina e seu hálito de chiclete.
Ainda
não consigo dormir. Pensei que, na esquina de onde moro, há uma barraca de
café; agora vendem café crioulo misturado com chícharo, forte e barato. Não
passa de trinta pesos. Oferecem em duas versões: espresso, puro como um tiro de
cafeína e amargor no meio do paladar; ou cortado, com uma
colherinha de leite em pó para suavizar o impacto.
Talvez
abram um Starbucks por lá. Não sei bem o que vou fazer quando me deparar com
opções ilimitadas de preparo do meu café. Talvez eu me aproxime do balcão,
depois de atravessar um mar de pessoas tirando selfies para
mostrar suas canecas com a sereia verde estampada, e peça apenas um espresso.
¨
EUA pressionam aliados para impedir debate na ONU sobre
bloqueio a Cuba, diz jornal
Um
artigo da revista The Nation revelou que o
Departamento de Estado dos Estados Unidos, sob instruções de Marco Rubio, teria
sentado um telegrama diplomático às suas embaixadas para pressionar governos ao
redor do mundo e impedir que a ONU debatesse a agressão econômica contra Cuba.
O
documento vazado confirma o que Havana vem denunciando: Washington não só
mantém o bloqueio, o embargo energético e as sanções financeiras, como também
tenta silenciar o debate internacional sobre suas consequências
humanitárias.
Segundo
o artigo, o telegrama instrui as embaixadas dos EUA a pressionarem seus países
anfitriões para que se opusessem ao debate solicitado por Cuba na Assembleia
Geral da ONU na próxima terça-feira (07/07). Caso o debate ocorra, os Estados
Unidos pedem a seus aliados que ataquem Cuba em seus discursos, acusando-a de
incompetência, corrupção e fracasso econômico, e que evitem atribuir a culpa da
crise ao embargo.
Dessa
forma, o governo norte-americano pede que esses países sejam “extremamente
cautelosos” em suas intervenções e os adverte de que comentários favoráveis a
Cuba podem gerar “atrito” em suas relações bilaterais com os Estados Unidos.
O
jornal The Nation observa que a Assembleia Geral da ONU
condenou esmagadoramente o bloqueio contra Cuba em 31 votações consecutivas. No
entanto, o governo Trump agora tenta impedir que o assunto seja sequer
debatido, porque sabe que a maioria do mundo rejeita essa política ilegal,
cruel e extraterritorial.
<><>
‘Cuba defenderá sua soberania contra uma agressão militar dos EUA’
O
presidente cubano Miguel Díaz-Canel declarou que Cuba responderá firmemente a
qualquer ato armado dirigido contra a nação caribenha e defenderá legitimamente
sua soberania, em resposta às contínuas ameaças de invasão militar do governo
Trump.
“Se houver um ataque,
nosso povo responderá de
forma unida em defesa da soberania. Não queremos guerra, mas também não temos
medo de agressão (…) Estamos nos preparando para que não haja surpresa nem
derrota”, disse Díaz-Canel em entrevista ao veículo de comunicação
britânico Sky News.
Díaz-Canel
esclareceu que a ilha não tem intenção de iniciar um conflito militar com os
EUA, embora não tenha descartado a possibilidade de agressão, apesar de esta
não representar uma ameaça à segurança nacional do país.
“Cuba é
um país pacífico e não representa uma ameaça para ninguém”, enfatizou o
presidente, que lembrou que a nação caribenha oferece muita solidariedade ao
mundo, mas “isso não deve ser interpretado como uma disposição para ceder sua
soberania e independência”, acrescentou.
Díaz-Canel
contextualizou a situação atual e reiterou a disposição de Cuba em dialogar com
os EUA para resolver as divergências nas relações bilaterais sem comprometer
sua independência e soberania.
¨ Argentina: deputado
denuncia Milei por autorizar entrada de tropas dos EUA sem aval do Congresso
O
presidente da Argentina, Javier Milei, enfrenta
um novo processo judicial, desta vez por ter contornado o Congresso com um
decreto executivo (DNU) que autorizou a entrada de tropas dos Estados Unidos no
país para os exercícios “Adaga do Atlântico” e “PASSEX”. A acusação foi feita
pelo deputado Juan Marino (União pela Pátria), que criticou o governo por optar
por “se submeter à estratégia militar de Trump”.
Em entrevista ao jornal argentino Página
12, Marino acusou o Executivo de autorizar
esses exercícios “às escondidas do Congresso, para evitar submetê-los ao debate
público”. O principal motivo da denúncia é o Decreto nº 264/2026, que autorizou
a entrada
de tropas americanas nos exercícios “Atlantic
Dagger” e “PASSEX”, nos quais, durante 42 dias, mais de 350 militares operaram
em bases em Buenos Aires e Córdoba sob doutrina e comando dos EUA.
Segundo o deputado, o governo não tem
autoridade para autorizar esse tipo de exercício militar e, portanto, afirmou
que contornar o Poder Legislativo é “inconstitucional”. A apresentação
especifica que o Artigo 75, Seção 28 da Constituição reserva exclusivamente ao
Parlamento o poder de autorizar a entrada de tropas estrangeiras e o
destacamento de forças nacionais, e que a Lei 25.880 proíbe a autorização por
decreto.
A denúncia apresentada pelo parlamentar à
Corte Federal cita não apenas Milei, mas também o ex-chefe
do Estado-Maior Manuel Adorni, o ministro
da Defesa Carlos Presti, o ministro das Relações Exteriores Pablo Quirno e o
ex-secretário de Comunicação Javier Lanari.
Nesse sentido, a vice-presidente da Comissão
de Defesa, Agustina Propato, afirmou que o Executivo pretende “flexibilizar” a
entrada de tropas estrangeiras, e que isso fica evidente pelo fato de os
exercícios militares planejados para este ano ainda não terem ocorrido. Por sua
vez, o ex-ministro da Defesa, Agustín Rossi, falou em “ilegalidade” por ter
omitido o debate na câmara, conforme exigido por lei.
Agustín Rossi, falando ao veículo, enfatizou
que a decisão de Milei é “uma consequência do alinhamento do governo com os
Estados Unidos, já que possui uma política de defesa que é subsidiária à sua
política externa”.
Rossi acrescentou que a entrada de tropas
norte-americanas “é mais um fato que concretiza essa política de alinhamento”,
assim como a participação do governo no Escudo das Américas e o acordo entre a
Marinha argentina e o Comando Sul para patrulhar conjuntamente o mar argentino.
O
Escudo das Américas é uma coalizão de segurança militar e
política promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que foi
lançada sob o argumento de coordenar esforços em nível hemisférico contra o
narcotráfico e o crime organizado.
¨
Petro anuncia saída
antecipada e convoca mobilização geral na Colômbia
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro,
anunciou, no último domingo (05/07), que pretende antecipar a saída do governo
para o próximo dia 20, dia da independência do país, três semanas antes
do término oficial
do seu mandato. A decisão foi anunciada na rede social X.
Petro também convocou a população para uma mobilização geral.
O mandatário justificou a escolha do dia 20
de julho com o fato de que as datas previstas para a transição (6 e 7 de
agosto) seriam “trágicas” para a história colombiana.
“Faremos no dia 20 de julho, em todas as
praças públicas da Colômbia. 20 de julho, grito de independência do povo livre
por uma Colômbia livre e pelas reformas sociais. Espero vocês em Bosa e Ciudad
Bolívar, no sul e no oeste de Bogotá, para o desfile e nosso grito de
Independência Nacional. Todas e todos com as bandeiras da Colômbia limpas e
alegres”, escreveu Petro.
O presidente colombiano aproveitou para
defender o legado do seu governo, o que tem feito desde a derrota do Pacto
Histórico nas eleições presidenciais. No último domingo, Petro disse que,
quando chegou à Presidência, teria encontrado um povo “cheio de fome”, mas que
saía do poder sabendo que a população estaria “comendo bem, dançando muito bem
e jogando futebol bem e sem trapaça”.
Nas publicações, Petro também disse que
Abelardo de la Espriella, candidato eleito, não teria
vencido o pleito. “O cidadão estadunidense [Abelardo] não
ganhou as eleições na Colômbia, fizeram a partir de um servidor com IP em Los
Angeles, Califórnia”, afirmou.
No governo Petro, a Reforma Agrária promovida
no país vizinho formalizou a entrega de mais de 2 milhões de hectares às
comunidades rurais. Ao mesmo tempo, o desemprego caiu a 9,2% (a menor taxa no
século), 1,6 milhão de pessoas saíram da pobreza monetária e o salário mínimo
acumulou alta de 23,4%.
No campo de apoio ao governo Petro, o senador
Iván Cepeda, derrotado no pleito, pede que a população mobilize o que chamou de
“desobediência civil pacífica” caso Espriella não renuncie à nacionalidade
estadunidense. Ele também critica o fato de que o presidente eleito tem
ameaçado processar Petro nos Estados Unidos.
Fonte:
CTXT/Opera Mundi

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