Yu
Peng: Declaração e compromisso de um partido centenário com a China e o mundo
Em 1º
de julho, a reunião em comemoração ao 105º aniversário da fundação do
Partido Comunista da China (PCCh) foi realizada com solenidade em Beijing. Xi
Jinping, Secretário-Geral do Comitê Central do PCCh e Presidente da República
Popular da China, proferiu um importante discurso, no qual reviu e resumiu de
forma abrangente o glorioso percurso e as grandes sucessos alcançados pelo PCCh
ao unir e liderar o povo chinês, revelou profundamente as excelentes
características que permitiram ao Partido acumular sucessos contínuos, e fez um
grande apelo aos comunistas chineses para fortalecer a confiança e prosseguir a
luta na nova jornada. Trata-se de um discurso importante que brilha com
sabedoria histórica e destaque da época: não apenas demonstra a firme confiança
e determinação do Partido em unir e guiar o povo chinês para construir
plenamente um grande país socialista moderno e alcançar a revitalização
nacional, mas também representa um solene compromisso com o mundo de avançar
continuamente na construção de uma comunidade de futuro compartilhado para a
humanidade, oferecendo uma referência para que a comunidade internacional
compreenda melhor o PCCh e a China.
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Criar grandes êxitos por meio de esforços incansáveis
Há 105
anos, no grande despertar do povo chinês e da nação chinesa, e com a estreita
combinação do marxismo-leninismo com o movimento operário chinês, o PCCh surgiu
na história. Ao longo de 105 anos, o Partido Comunista Chinês tem se mantido
fiel à sua missão primordial de lutar pela felicidade do povo chinês, pelo
rejuvenescimento da nação chinesa, pelo progresso da humanidade e pela harmonia
global. Ao unir e liderar o povo chinês em uma luta incansável, o Partido não
apenas transformou radicalmente o destino do povo chinês, abriu o caminho
correto para o rejuvenescimento da nação e forjou um poderoso Partido Comunista
Chinês, como também demonstrou a vigorosa vitalidade do marxismo e influenciou
profundamente o curso da história mundial.
Hoje, o
PCCh tornou-se o maior partido político do mundo, com mais de 100 milhões de
membros; a China transformou-se na segunda maior economia do planeta, eliminou
historicamente a pobreza absoluta e construiu plenamente uma sociedade
moderadamente próspera, concretizando os dois grandes milagres de rápido
desenvolvimento econômico e estabilidade social duradoura. Sob a liderança do
Partido, o povo chinês avança na modernização ao estilo chinês, criando uma
nova forma de civilização humana e ampliando os caminhos de acesso à
modernização para os países em desenvolvimento. Ao promover a construção de uma
comunidade de futuro compartilhado para a humanidade, a China contribui com a
sabedoria, as propostas e a força do país para a solução dos grandes desafios
da humanidade.
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Qualidades excelentes desvendem o segredo do sucesso
O fato
de o povo chinês e a nação chinesa terem conseguido reverter o destino
histórico após os tempos modernos e alcançar as grandes sucessos de hoje
reside, acima de tudo, na firme liderança do PCCh. Por que o Partido permanece
vibrante e cheio de vitalidade após um século? Em seu discurso, o
Secretário-Geral Xi Jinping revelou profundamente as seis excelentes qualidades
do Partido: buscar a verdade com determinação, estar profundamente enraizado no
povo, assumir corajosamente a missão histórica, acompanhar a maré do
desenvolvimento, ter a coragem e a capacidade de lutar, e zelar continuamente
pelo próprio fortalecimento. Essas características são a chave para compreender
“por que o PCCh consegue” e a base sólida sobre a qual continuará a construir
novos sucessos no futuro.
Ao
embarcar na nova jornada, o Partido enfrenta tarefas ainda mais pesadas em
matéria de reforma, desenvolvimento e estabilidade, além de um número maior de
contradições, riscos e desafios. Contudo, ao cultivar essas excelentes
características, ele certamente manterá a direção correta, contará com um
alicerce sólido, manterá a iniciativa estratégica, permanecerá na vanguarda da
época, conservará a confiança na vitória e estará sempre cheio de vitalidade —
correspondendo às novas expectativas da história e do povo , e guiando o povo
chinês para nova vitória.
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Esforçar-se para escrever um novo capítulo na história
As
perspectivas são brilhantes, mas o caminho não será plano e sem obstáculos. O
glorioso percurso dos últimos 105 anos nos enche de orgulho, mas jamais devemos
cair na presunção ou parar de avançar. À medida que as mudanças mundiais sem
precedentes em um século se aceleram, o mundo entra em um período de
turbulência e transformação; o desenvolvimento da China, por sua vez,
encontra-se em uma fase em que oportunidades estratégicas coexistem com riscos
e desafios, com um aumento de fatores incertos e imprevisíveis — o que impõe
requisitos ainda mais elevados para a construção interna e a capacidade de
governança do Partido. A China está firmemente determinada a concluir a
construção de um país socialista moderno e forte em todos os aspectos até
meados do século XXI. Para que esse objetivo grandioso se converta em uma
realidade concreta e próspera, no fim das contas, tudo se resume à luta
perseverante e ao trabalho árduo.
O
Presidente Xi Jinping salientou que, para cumprir a missão do Partido na nova
etapa da nova era, todos os comunistas chineses devem fortalecer a confiança e
prosseguir a luta. Ele apresentou requisitos claros em cinco pontos — devemos
aderir à teoria básica, à linha básica e às diretrizes fundamentais do Partido;
devemos contar firmemente com o povo para criar grandes feitos históricos;
devemos responder proativamente aos riscos e desafios no caminho a percorrer;
devemos promover continuamente a construção de uma comunidade de futuro
compartilhado para a humanidade; e devemos avançar persistentemente na
governança rigorosa e abrangente do Partido — fornecendo a orientação
fundamental sobre como os comunistas devem agir na nova jornada.
Ao
longo dos dias, líderes partidários e governamentais, bem como personalidades
de diversos setores em vários países, prestaram homenagens de diversas formas
ao 105º aniversário da fundação do PCCh, elogiando altamente as grandes
sucessos econômicos e sociais alcançadas pelo povo chinês sob a liderança do
Partido e a importante contribuição da China para a paz e o desenvolvimento
mundiais. A China socialista sob a liderança do PCCh é amplamente reconhecida
como construtora da paz mundial, contribuinte para o desenvolvimento global e
defensora da ordem internacional. Olhando para o futuro, sob a firme liderança
do Partido, a China continuará a erguer a bandeira da paz, do desenvolvimento,
da cooperação e do benefício mútuo, a promover os valores comuns da humanidade,
a impulsionar a formação de um novo tipo de relações internacionais, a
implementar os quatro grandes iniciativas globais e a trabalhar com todos os
países para construir uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade,
rumo a um futuro ainda mais brilhante para toda a humanidade.
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Alguém duvida que o futuro fala mandarim? Por Washington
Araújo
Existe
uma diferença silenciosa separando a China de boa parte do mundo contemporâneo.
Enquanto inúmeras democracias passam anos debatendo aeroportos, ferrovias,
portos ou linhas de metrô, os chineses simplesmente os constroem. Não se trata
apenas de eficiência administrativa. Trata-se de uma visão histórica de poder.
A China
compreendeu algo que muitos governos ocidentais ainda resistem em admitir:
infraestrutura também é linguagem política. Cada ponte gigantesca, cada trem
ultrarrápido, cada porto automatizado envia ao planeta uma mensagem objetiva de
capacidade nacional.
O
impacto psicológico disso é imenso.
Durante
décadas, turistas estrangeiros viajavam aos países ricos para enxergar o
futuro. Hoje, parte crescente desse espanto ocorre em Xangai, Shenzhen,
Chongqing ou Hangzhou. O visitante desembarca esperando encontrar uma potência
industrial clássica e encontra cidades hiperconectadas, onde o celular
substituiu carteira, banco, bilhete de metrô e até documentos cotidianos.
A
surpresa não nasce apenas da tecnologia. Nasce da escala.
O
Ocidente construiu a imagem da China como oficina disciplinada do capitalismo
global. Mas Pequim aproveitou esse período para fazer algo mais sofisticado:
estudar o funcionamento das grandes potências enquanto acumulava recursos,
conhecimento e paciência estratégica.
A
paciência talvez seja o elemento menos compreendido da política chinesa.
Os
Estados Unidos pensam em eleições presidenciais. A China pensa em décadas. Em
alguns setores, pensa em meio século. Essa diferença altera profundamente a
natureza das decisões econômicas e industriais.
Não é
coincidência que os chineses tenham avançado justamente nas áreas que definirão
poder no século XXI: baterias, inteligência artificial, energia limpa, minerais
estratégicos, telecomunicações e logística global.
Há
outro detalhe raramente discutido no Ocidente: a China não tenta vender ao
mundo um modelo ideológico universal. Ela oferece resultados concretos.
Estradas. Investimentos. Ferrovias. Crédito. Portos. Redes digitais.
Isso
produz influência diplomática crescente em países cansados de discursos
abstratos sobre democracia, acompanhados de pouca cooperação econômica efetiva.
A
ascensão chinesa também desmontou um velho preconceito europeu e americano: a
ideia de que inovação sofisticada seria monopólio cultural do Ocidente. Durante
muito tempo, produtos chineses foram associados a cópias baratas. Hoje,
empresas chinesas lideram setores inteiros da transição energética e desafiam
gigantes tradicionais da indústria mundial.
Mas
talvez o aspecto mais impressionante seja outro.
A China
não está apenas crescendo. Está alterando a imaginação do planeta sobre o que
significa modernidade. Durante mais de cem anos, modernizar-se significava
aproximar-se do modelo ocidental. Pela primeira vez desde a Revolução
Industrial, surge uma potência capaz de oferecer outro caminho de
desenvolvimento em escala global.
Isso
ajuda a explicar a tensão crescente entre Pequim e Washington.
Os
Estados Unidos percebem que perder fábricas é grave. Perder tecnologia preocupa
ainda mais. Mas perder centralidade simbólica talvez seja o golpe mais
profundo. Impérios também sobrevivem de narrativas.
E a
narrativa chinesa já começou a disputar o século.
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Carros inteligentes da China podem dominar 20% do mercado
europeu e causa temor nas montadoras ocidentais
A
indústria automobilística europeia entrou em uma nova fase de pressão. A China
deixou de ser apenas fornecedora de peças e virou concorrente direta no coração
do mercado ocidental.
Um
relatório do JPMorgan projeta que as montadoras chinesas poderão controlar 20%
do mercado de carros novos da Europa Ocidental até 2028. A previsão representa
uma revisão forte: antes, o banco estimava que os carros chineses poderiam
chegar a 15% das entregas apenas em 2030.
O dado
mostra a velocidade da mudança. Em 2025, os carros chineses, incluindo veículos
exportados da China e modelos produzidos localmente, já representavam 10% das
vendas de carros novos na Europa Ocidental, segundo o South China
Morning Post, com base na análise do JPMorgan.
A
ofensiva chinesa combina preço, tecnologia embarcada, eletrificação e escala
industrial. Não se trata apenas de vender carros elétricos mais baratos. As
empresas chinesas chegam com veículos conectados, sistemas inteligentes de
assistência ao motorista, baterias competitivas e ciclos de lançamento mais
rápidos que os das montadoras tradicionais.
O
avanço ocorre em um momento delicado para a Europa. A transição para o carro
elétrico exige investimentos bilionários, adaptação de fábricas, redes de
recarga, produção de baterias e mudança no comportamento do consumidor.
Enquanto isso, a China já construiu uma cadeia industrial altamente integrada,
com domínio relevante em baterias, software, componentes e produção em massa.
A
Agência Internacional de Energia informou que quase metade das vendas de carros
na China em 2024 já era de veículos elétricos. O país também respondeu por
quase dois terços dos elétricos vendidos no mundo naquele ano. Esse volume dá
às montadoras chinesas uma vantagem difícil de replicar: mercado interno
gigantesco, aprendizado acelerado e produção em escala.
Na
Europa, a pressão já aparece nos números. A ACEA, associação das montadoras
europeias, informou que os carros elétricos a bateria alcançaram 19,4% do
mercado da União Europeia no primeiro trimestre de 2026, com 546.937 unidades
registradas. Itália, França e Alemanha registraram fortes altas nesse segmento.
Esse
crescimento abriu espaço para marcas como BYD, SAIC, Geely, Chery, MG, Omoda,
Jaecoo e Leapmotor. Algumas avançam por exportação direta. Outras buscam
produção local, parcerias industriais e redes próprias de distribuição para
reduzir barreiras políticas e logísticas.
A BYD
se tornou o símbolo mais visível dessa mudança. Segundo a Reuters, a empresa
planeja ampliar sua rede comercial na Europa e já trabalha para produzir
veículos no continente. A companhia constrói fábricas na Hungria e na Turquia,
com capacidade combinada estimada em cerca de 500 mil veículos por ano.
A
estratégia é clara: vender como marca chinesa, mas produzir cada vez mais perto
do consumidor europeu. Isso ajuda a reduzir custos, contornar tarifas, criar
empregos locais e diminuir a resistência política contra a entrada de veículos
fabricados na China.
A União
Europeia já reagiu. Em 2024, a Comissão Europeia impôs tarifas compensatórias
sobre veículos elétricos chineses, alegando subsídios considerados injustos à
cadeia de produção chinesa. As alíquotas definitivas foram de 17% para a BYD,
18,8% para a Geely e 35,3% para a SAIC, além de outras taxas conforme o
fabricante.
Mas as
tarifas não resolveram o problema central. Elas podem desacelerar parte das
importações, mas não eliminam a vantagem tecnológica, industrial e de custo
acumulada pela China. Também empurram as empresas chinesas para uma resposta
mais sofisticada: fabricar dentro da própria Europa.
O
impacto já mexe com gigantes ocidentais. A Stellantis, dona de marcas como
Fiat, Peugeot, Citroën, Jeep e Opel, firmou parceria com a chinesa Leapmotor
para vender e produzir modelos fora da China. A lógica é defensiva e
pragmática: se as montadoras europeias não conseguem competir sozinhas em preço
e velocidade, parte delas passa a buscar tecnologia chinesa para sobreviver.
Esse
movimento revela uma inversão histórica. Durante décadas, empresas ocidentais
entraram na China para acessar mão de obra, mercado consumidor e escala. Agora,
marcas chinesas entram na Europa com tecnologia, capital, baterias e carros
prontos para disputar consumidores no território das montadoras tradicionais.
A
disputa não é apenas comercial. É geopolítica. O automóvel sempre foi uma das
bases da indústria europeia, especialmente na Alemanha, França, Itália e
Espanha. Se a China conquistar 20% do mercado da Europa Ocidental até 2028, não
será apenas uma vitória de vendas. Será uma mudança estrutural na cadeia global
de valor.
Para os
consumidores europeus, a chegada dos chineses pode significar carros mais
baratos, mais tecnologia embarcada e maior competição. Para as montadoras
locais, significa pressão sobre margens, fábricas, empregos e capacidade de
inovação.
Para o
Brasil, o sinal é ainda mais importante. A mesma disputa que se desenrola na
Europa também chegará com força ao mercado brasileiro. A BYD já cresce no país,
marcas chinesas ampliam presença e a eletrificação começa a redesenhar a
indústria automotiva nacional.
A
questão brasileira não deve ser apenas importar modelos prontos. O país precisa
decidir se será mercado consumidor de uma nova onda tecnológica ou se usará
essa transição para atrair fábricas, produzir baterias, desenvolver
fornecedores locais e proteger sua capacidade industrial.
A
projeção do JPMorgan mostra que a China não está apenas participando da
transição energética. Está tentando comandá-la. E, no setor automotivo, esse
comando passa por baterias, software, conectividade, escala e preço.
A
Europa percebeu tarde que o carro do futuro não é apenas um motor elétrico no
lugar de um motor a combustão. É uma plataforma digital sobre rodas. Nesse
campo, a China avançou com velocidade, apoio estatal, planejamento industrial e
empresas capazes de transformar escala em poder global.
Se a
previsão se confirmar, em 2028 um em cada cinco carros novos vendidos na Europa
Ocidental poderá ter origem chinesa. Esse número resume a nova realidade da
indústria: o centro da inovação automotiva já não pertence sozinho ao Ocidente.
E quem não entender isso corre o risco de virar passageiro em uma corrida
comandada por Pequim.
Fonte:
Brasil 247/O Cafezinho

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