A
depravação de J.D. Vance, a falência moral do imperialismo e a vitória épica da
China
“Estou
bravo com a ascensão da China, mas o que mais me deixa bravo é que a liderança
americana deixou isso acontecer.” A frase é de J.D. Vance, hoje vice-presidente
dos Estados Unidos, em discurso proferido em 23 de maio de 2024, quando ainda
era senador, na conferência “A Foreign Policy for the Middle Class”, organizada
pelo Quincy Institute e pela revista The American Conservative no Senado
americano, em Washington.
O
trecho voltou a viralizar nas redes nesta semana porque internautas o
reencontraram e, sobretudo, porque Vance é hoje cotado como possível sucessor
de Donald Trump nas próximas eleições. E a política americana não mudou nada:
segue inteiramente voltada para diminuir os outros países.
A frase
é a falência moral do imperialismo americano em estado puro, e o discurso de
Vance é a sua expressão mais caricata, porém mais explícita: ele apenas disse
em voz alta, sem filtro e sem vergonha, o que gerações de líderes americanos
sempre pensaram em silêncio.
Deixou
acontecer. Como se a industrialização de um país de 1,4 bilhão de habitantes
fosse um erro de despacho de Washington, uma porta que algum burocrata esqueceu
de trancar. Como se uma civilização de cinco mil anos estivesse sentada,
esperando a permissão dos Estados Unidos para se desenvolver.
Porque
o que Vance chama de erro é, na verdade, a maior epopeia econômica da história
da humanidade. A China foi sancionada, contida, difamada, tarifada e
tecnologicamente estrangulada por Washington durante décadas, e mesmo assim
tirou 800 milhões de pessoas da pobreza e se tornou a maior potência industrial
do planeta.
Como
demoliu ponto por ponto o analista Arnaud Bertrand, a fala de Vance é
indefensável sob todos os ângulos: moral, factual, econômico, diplomático e
político. Vale percorrer cada um deles.
Moralmente,
a frase é repugnante. O que Vance está dizendo, traduzido do juridiquês
imperial para o português claro, é que os Estados Unidos deveriam ter mantido
um quinto da humanidade na pobreza, porque a miséria alheia era boa para os
negócios americanos. E mais: que as lideranças políticas americanas sentem
ressentimento quando outros povos prosperam, e ficam bravas quando outros
países superam seus próprios problemas.
É uma
declaração sociopata, e vinda justamente de um político que adora exibir seus
supostos valores cristãos. Vance evidentemente nunca chegou à parte da Bíblia
que fala em amar o próximo, e não foi um deslize isolado: já como
vice-presidente, no auge da guerra tarifária de Trump, ele chamaria os chineses
de “camponeses” dos quais a América toma dinheiro emprestado.
Factualmente,
a fala é analfabeta, porque trata os chineses como se não tivessem agência
nenhuma. A ascensão chinesa não foi uma concessão americana que poderia ter
sido negada: foi uma conquista arrancada do mundo sob bloqueio, cerco e guerra
comercial.
E se o
desenvolvimento chinês fosse mesmo um presente da política americana de
engajamento, por que a Índia não se desenvolveu no mesmo ritmo? A Índia tinha a
população, tinha o inglês, tinha acesso anterior à OMC, tinha o selo de
“democracia” e décadas de cortejo geopolítico do Ocidente.
Ainda
assim, o capital escolheu a China, as fábricas escolheram a China, as cadeias
de suprimento escolheram a China. Porque civilização não se constrói bajulando
Washington: constrói-se com infraestrutura, disciplina, engenheiros, operários,
logística, eletricidade, educação e capacidade estatal.
A
verdade suja é que o objetivo do engajamento nunca foi ver a China se tornar
uma competidora à altura dos Estados Unidos, e sim usufruir para sempre da mão
de obra barata chinesa mantendo o país permanentemente subordinado. Essa
política mágica simplesmente não existia: nenhum governo americano, nem os dois
de Trump com todo o seu arsenal de tarifas e sanções, conseguiu moldar a China
aos interesses de Washington.
No
plano econômico, o argumento desmorona com dois números. Em 1980, a China
respondia por 2% do PIB global; em 2024, por 17%. No mesmo período, a fatia
americana não caiu: subiu de 25,5% para 26,3%.
Ou
seja, os Estados Unidos não perderam nada, nem em termos absolutos nem em
termos relativos. O país conserva mais de um quarto da produção econômica
mundial com apenas 4% da população global, uma fatia desproporcional e
francamente injusta, e ainda assim se apresenta ao mundo como vítima.
Diplomaticamente,
a fala é um tiro no próprio pé. Ela antagoniza a China, claro, mas manda um
recado ainda mais devastador para todos os demais países do mundo que querem se
desenvolver, ou seja, praticamente todos: para a América, o jogo é de soma
zero, e a prosperidade dos outros é uma derrota americana.
Isso
torna a política externa dos Estados Unidos objetivamente mais difícil e
complica a vida de cada empresa americana que tenta vender algo no exterior. É
difícil conquistar um mercado quando o seu vice-presidente declara que fica
“bravo” quando os clientes prosperam.
Por
fim, a fala é politicamente estúpida. O bode expiatório é o truque mais velho
da política, mas ele só funciona enquanto desvia a culpa de problemas que o
próprio governante poderia resolver, e os Estados Unidos passaram desse ponto
há muito tempo.
O país
manteve sua fatia do bolo global, mas fracassou em distribuí-la internamente.
Os ganhos foram açambarcados por uma pequena elite, enquanto o americano comum
ficou com os custos insanos de saúde, a infraestrutura em ruínas e os salários
estagnados.
Pode-se
culpar a China por tudo isso à vontade, mas a conta chega. A vida do povo
americano não melhora com o dedo apontado para Pequim, e cedo ou tarde as
pessoas param de olhar para onde o dedo aponta e começam a olhar para quem está
apontando.
Outro
comentário que viralizou junto com o vídeo resumiu o novo momento com precisão
cirúrgica: os próximos dez anos da América não serão de competição com a China,
porque essa fase já acabou. A América agora compete com a Índia para ver quem
decepciona menos o capital, enquanto o verdadeiro adversário da China é a sua
própria capacidade de execução, sua própria disciplina, sua capacidade de
seguir construindo sem dar ouvidos ao ruído ocidental.
Vance
está bravo porque a China ascendeu. Mas o que realmente o humilha é outra
coisa: a América tentou impedir com todas as suas forças, e a China ascendeu
assim mesmo.
No fim,
a fala do vice-presidente é irrecuperável sob qualquer ângulo: moralmente
repulsiva, factualmente analfabeta, economicamente errada, diplomaticamente
suicida e politicamente burra. O que é, honestamente, um fenômeno
impressionante.
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EUA e China lideram corrida global inédita por fusão
nuclear
O mundo vive uma corrida pela liderança
tecnológica da fusão nuclear, defendida por alguns como potencial fonte de energia
massiva e livre de gases de efeito
estufa. Embora a viabilidade econômica de uma
eventual usina seja incerta, cada vez mais bilhões de dólares vêm sendo
aplicados por governos, empresas e investidores privado.
No segundo semestre de 2025, os investimentos
privados no setor cresceram num ritmo sem precedentes, com 85% do financiamento
concentrado na China e nos Estados Unidos. O aumento global foi de 30%, alcançando 13 bilhões de
dólares (R$67 bilhões), segundo relatório da organização Fusion for
Energy (F4E), da União Europeia
(UE).
Até 2050, o setor de energia de fusão poderia
atingir um volume de mais de 350 bilhões de dólares, estima a Agência
Internacional de Energia (IEA). A demanda por energia cresce continuamente —
impulsionada, entre outros fatores, pela eletrificação da economia. E os
centros de dados necessários para ainteligência
artificial (IA) aumentaram significativamente esse
apetite.
O princípio por trás da tecnologia é: núcleos
atômicos leves se fundem, formando novos elementos e liberando energia na forma
de calor. Esse calor pode ser utilizado para gerar eletricidade, de forma
independente do clima, com segurança no fornecimento, sem combustíveis fósseis
e sem emissão de gases de efeito estufa.
Ao
contrário da energia nuclear convencional, na qual a energia é obtida pela
fissão de núcleos atômicos, o risco de acidente na fusão é mais baixo. Os
resíduos radioativos apresentam risco menor para a saúde humana e o meio
ambiente. Parte dos especialistas argumenta que mesmo um desenvolvimento
tecnológico bem-sucedido não seria veloz o bastante para que a Europa alcance
suas metas para proteger o clima.
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Startups apostam na fusão
Durante décadas, o foco no tema da fusão
nuclear esteve principalmente em grandes projetos financiados pelo
Estado, como o ITER (International Thermonuclear Experimental Reactor).
Neste projeto, 35 países participam da construção de um reator experimental no
sul da França, incluindo os países da UE, os Estados Unidos, a Rússia e a
China.
Desde o
início das obras em 2007, os custos aumentaram enormemente, enquanto a
conclusão foi repetidamente adiada. Atualmente, a entrada em operação está
prevista para o período entre 2034 e 2036.
Em todo
o mundo, também foram fundadas muitas empresas que buscam avançar na construção
de reatores de fusão nuclear. Atualmente, 77 companhias trabalham para levar a
fusão nuclear à maturidade de mercado, segundo a F4E.
A
maioria (42) está nos Estados Unidos, contra oito na China e seis no Reino
Unido. Também na Alemanha quatro startups se posicionam no mercado.
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Investimentos concentrados em EUA e China
A fusão
nuclear não só exige muita pesquisa, como também a injeção de recursos.
Excluindo os fundos públicos, cerca de 13 bilhões de euros foram investidos até
o fim de 2025 na pesquisa privada em fusão.
A maior
parte (53%) vai para empresas dos EUA e cerca de um terço para empresas
chinesas. "De fato, nesses dois mercados já existem alguns 'unicórnios'
com avaliações superiores a um bilhão de dólares", afirma a F4E. O
restante, pouco mais de 700 milhões de euros, vai para oito empresas europeias.
Enquanto
na China o Estado investe fortemente na fusão nuclear, nos Estados Unidos o
setor é impulsionado principalmente por investidores privados, inclusive das
grandes empresas de tecnologia. Por exemplo, o Google apoia a empresa americana
TAE Technologies há mais de dez anos, não apenas com centenas de milhões de
dólares, mas também com engenheiros da própria empresa trabalhando diretamente
no desenvolvimento tecnológico.
Além
disso, o Google investiu na maior empresa de fusão dos EUA, a Commonwealth
Fusion Systems (CFS), e assinou um contrato para compra de eletricidade. Já a
empresa americana Helion Energy é apoiada por Sam Altman, CEO da OpenAI. A
Microsoft também firmou um contrato de compra de eletricidade com a Helion
Energy.
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Alemanha mira mesmo objetivo
Para
Markus Roth, professor da TU Darmstadt que fundou em 2021 a startup Focused
Energy, a Alemanha tem um ecossistema competitivo para o desenvolvimento da
fusão nuclear, em razão da ampla presença de instituições de pesquisa, startups
e empresas industriais.
Ao
contrário da maioria dos concorrentes, a sua startup aposta em tecnologia a
laser. A viabilidade do método foi demonstrada em 2022, quando pesquisadores
nos Estados Unidos conseguiram, pela primeira vez, obter mais energia de uma
reação de fusão em escala de laboratório do que foi necessário para iniciá-la.
Mas um
dos grandes obstáculos no caminho para um reator de fusão é o rápido
desenvolvimento de cadeias de fornecimento, ele aponta. "Precisamos
aprender, na Alemanha, a construir sistemas a laser como construímos carros —
em linha de produção, mas com alta precisão."
O
governo alemão também vê grande potencial na fusão nuclear e a define como uma
das seis tecnologias-chave para o futuro da Alemanha. Mais de dois bilhões de
euros em investimentos públicos foram prometidos para a fusão nuclear nesta
legislatura.
No
entanto, ainda levará tempo até a geração efetiva de eletricidade, e as
startups afirmam que estão longe de ter os recursos necessários para o longo
prazo.
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A “esperteza chinesa” com as marcas está com os dias
contados. Por Fernando Capotondo
Durante
anos, Michael Jordan não pôde usar legalmente o próprio nome para vender tênis
em território chinês porque uma empresa local chamada Qiaodan Sports registrou
anteriormente a marca, assim como o número 23, que sempre identificou a lenda
do basquete norte-americano. Manobras como essa, além de outras semelhantes que
afetaram Apple e Tesla, entre outras empresas, tornaram-se casos emblemáticos
daquela tênue linha que, na Argentina, é conhecida como “esperteza crioula” e,
no Caribe, costuma ser chamada de “jogar esperto”. Foi justamente para fechar
essa brecha especulativa que o Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional
(APN), o principal órgão legislativo da República Popular da China, aprovou uma
histórica reforma da Lei de Marcas.
A nova
legislação, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027, aprofundará o
combate aos registros fraudulentos e às marcas enganosas que deram origem a
tantos abusos. Em apenas cinco anos, a China passou de cerca de 30 milhões de
marcas registradas em vigor para um total de 49,8 milhões, um crescimento
próximo de 65%. Segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual
(OMPI), o país asiático concentra mais de 53% das marcas registradas em vigor
no mundo, um volume tão elevado que favorece o bloqueio de concorrentes, a
revenda de direitos e até mesmo uma verdadeira indústria de litígios.
Durante
anos, registrar uma marca foi um negócio mais lucrativo do que fabricar um
produto.
Enquanto
a Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China (CNIPA) reconhece
em seus balanços que precisa barrar anualmente mais de 500 mil pedidos
apresentados de “má-fé”, relatórios da Associação Internacional de Marcas
(INTA) e levantamentos da Câmara de Comércio da União Europeia na China (EUCCC)
estimam que o estoque de “marcas mortas”, paradas no sistema, varia entre 30% e
40% do total de registros. Trata-se de um número difícil de ignorar, inclusive
para Pequim.
Embora
os litígios bilionários envolvendo multinacionais sejam os que ganham destaque
na imprensa internacional, consultorias concordam que as verdadeiras
prejudicadas são as pequenas e médias empresas estrangeiras. Sem orçamento para
enfrentar processos que podem durar cinco ou dez anos nos tribunais chineses,
ou para pagar os elevados valores exigidos de má-fé para recuperar suas marcas,
milhares de pequenas e médias empresas foram obrigadas a mudar de nome ou
simplesmente desistiram de entrar no mercado chinês.
A
reforma aprovada pela APN pretende corrigir essas distorções. Trata-se da
primeira revisão abrangente da Lei de Marcas desde 1983 e busca substituir a
lógica de acumular registros por outra que privilegie o uso efetivo das marcas.
A própria Comissão de Assuntos Legislativos reconheceu que “o surgimento
recorrente de pedidos maliciosos de registro de marcas esgotou gravemente os
recursos públicos”. O órgão também afirmou que “as sanções insuficientes, o
exercício abusivo de direitos por alguns titulares e a desordem entre as
agências especializadas haviam se tornado problemas cada vez mais graves”,
conforme destacou o jornal oficial China Daily.
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Má-fé, inatividade e práticas enganosas
Entre
as principais mudanças está o endurecimento das condições para registrar uma
marca. Pedidos apresentados sem intenção real de utilizá-la ou que ultrapassem
as necessidades normais de uma atividade comercial poderão ser rejeitados.
Também serão aplicadas multas a quem registrar marcas de má-fé, isto é, sem
intenção genuína de utilizá-las comercialmente.
As
marcas enganosas também passarão a ser alvo de maior fiscalização. Aquelas
capazes de induzir o público ao erro quanto à qualidade de um produto, seu
processo de fabricação, suas matérias-primas ou sua origem geográfica estarão
sujeitas a sanções administrativas e financeiras. Caso a irregularidade
persista, as autoridades poderão cancelar o registro.
O mesmo
ocorrerá com as chamadas marcas ociosas. Registros que permanecerem três anos
consecutivos sem utilização, sem justificativa válida, perderão a proteção
legal. O objetivo é desestimular o acúmulo de marcas como ativos financeiros e
liberar espaço para quem realmente pretende competir no mercado.
Outro
setor afetado pela reforma é o das agências de propriedade intelectual. A
partir de agora, elas deverão registrar formalmente tanto a empresa quanto seus
funcionários junto à autoridade nacional competente, medida destinada a reduzir
a participação de intermediários em operações fraudulentas.
Nos
escritórios de advocacia que assessoram grandes corporações ocidentais, essas
armadilhas são bem conhecidas. Especialistas como Aaron Wininger, diretor do
departamento de propriedade intelectual para a China do escritório
norte-americano Schwegman Lundberg & Woessner, costumam alertar que o
tradicional princípio da “prioridade ao primeiro requerente” — sistema que
permitiu o caso Michael Jordan — funcionou historicamente como uma barreira que
obrigava empresas globais a litigar durante anos ou pagar resgates milionários
para recuperar suas marcas. Por isso, o endurecimento da legislação é visto
como uma correção necessária, embora tardia.
Em
Pequim, porém, a questão é explicada sob outra perspectiva, sem deixar de
reconhecer o problema. Acadêmicos como o professor Ma Yide, diretor da Escola
de Propriedade Intelectual da Universidade da Academia Chinesa de Ciências,
defendem que a reforma responde à necessidade de desenvolvimento interno, ao
limpar o sistema de pedidos maliciosos, fortalecer a segurança jurídica das
próprias empresas inovadoras e proteger os consumidores. Sob essa ótica, a
depuração do sistema é apresentada pelas autoridades como uma condição
necessária para impulsionar a inovação nacional.
Os
sistemas também envelhecem. De tempos em tempos, precisam corrigir os
incentivos que eles próprios criaram.
No
fundo, essa mudança diz mais sobre a economia chinesa do que sobre o direito de
marcas. Ela revela quais prioridades Pequim pretende imprimir à sua política
industrial e integra um movimento muito mais amplo para corrigir distorções
surgidas durante o intenso crescimento econômico das últimas décadas.
A mesma
lógica já pode ser observada em outros setores: as patentes deixam de ser
avaliadas pela quantidade e passam a ser valorizadas por sua capacidade de
gerar inovação; as startups são incentivadas a competir com tecnologia própria,
e não apenas pela multiplicação de empresas; e as exportações buscam se apoiar
em marcas chinesas capazes de disputar segmentos de maior valor agregado.
A nova
legislação pretende transformar essa mudança de modelo em uma obrigação legal.
Na China do futuro, apenas registrar uma marca não será suficiente. Primeiro
será preciso produzir. Depois, registrar.
Fonte:
Brasil 247

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