Mercado
da saúde impulsiona empresas de gestão especializada na Bahia
O
crescimento do mercado da saúde na Bahia tem movimentado não apenas hospitais,
clínicas, laboratórios e consultórios, mas também um novo segmento de apoio
empresarial: o de empresas especializadas em gestão para profissionais e
empreendimentos da área. Com a expansão dos serviços, a maior formalização de
médicos e outros profissionais como pessoas jurídicas e a complexidade das
exigências fiscais, contábeis, trabalhistas e regulatórias, a gestão
especializada passou a ocupar espaço estratégico na cadeia da saúde.
Os
dados mais recentes reforçam a força desse movimento. O Caderno Setorial Etene,
do Banco do Nordeste, aponta que, em dezembro de 2025, as admissões de
empregados CLT nas atividades da cadeia produtiva da saúde cresceram 4,7% na
Bahia, no acumulado dos últimos 12 meses. O mesmo estudo projeta gastos
públicos e privados com saúde no Brasil de US$ 98 bilhões e US$ 122,3 bilhões
em 2026, respectivamente, valores que confirmam a relevância econômica do
setor.
É nesse
ambiente de expansão que muitos profissionais de saúde passam a atuar como
pessoas jurídicas para prestar serviços a clínicas, hospitais, operadoras,
empresas e consultórios próprios. A realidade envolve médicos, dentistas,
psicólogos, terapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas,
enfermeiros, biomédicos e outros trabalhadores da área, que precisam lidar com
abertura de empresa, regularização documental, emissão de notas fiscais, folha
de pagamento, contratos, credenciamento, planejamento tributário e
acompanhamento de obrigações específicas do setor.
“O
profissional de saúde foi preparado para cuidar de pessoas, mas muitas vezes
passa a enfrentar, sozinho, uma rotina empresarial complexa. Ele se beneficia
quando consegue se concentrar no cuidado com seus pacientes e deixar a parte
burocrática e estratégica da gestão do negócio com quem entende do assunto”,
afirma Catarina Lima, CEO da Referência Gestão de Saúde.
O
próprio enquadramento econômico mostra que essa atividade já tem contornos
definidos. A Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), mantida
pela Concla/IBGE, reconhece a subclasse 8660-7/00, de atividades de apoio à
gestão de saúde, que compreende, entre outros pontos, serviços de assessoria e
consultoria na área de saúde. Na prática, isso reflete uma demanda cada vez
mais evidente: transformar consultórios, clínicas e serviços médicos em
negócios sustentáveis, com processos claros, segurança jurídica e capacidade de
crescimento.
Na
Bahia, a Referência Gestão de Saúde é um exemplo desse novo nicho por reunir
mais de 16 anos de atuação no mercado, mais de 150 empresas de saúde
administradas e mais de dois mil profissionais de saúde assistidos, segundo
dados da própria empresa. Para Catarina Lima, a profissionalização da gestão
tende a avançar também no interior, acompanhando a expansão dos serviços de
saúde. “A saúde é um mercado em crescimento, mas não comporta mais improviso.
Uma clínica pode ter excelentes profissionais e, ainda assim, enfrentar
dificuldades por falhas de gestão, ausência de planejamento ou desconhecimento
das exigências legais. A gestão especializada dá segurança para crescer”,
pontua.
O
cenário econômico de 2026 também favorece esse tipo de atividade. Dados da
Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base no
Novo Caged, mostram que o estado gerou 7.159 postos formais de trabalho em maio
e chegou a 45.294 novas vagas no acumulado de janeiro a maio. O setor de
serviços foi o que mais puxou o resultado, tanto no mês, com 2.828 vagas,
quanto no acumulado do ano, com 26.565 novos postos. Nesse contexto, a gestão
especializada passa a integrar a engrenagem da economia da saúde: não substitui
o cuidado, mas ajuda a sustentar a estrutura necessária para que ele aconteça
com eficiência, regularidade e segurança.
Fonte:
Por Carla Santana - Assessora de Imprensa

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