Pare
de realizar esses procedimentos: as 3 rotinas médicas que idosos com mais de 75
anos precisam abandonar
Estudos
mostram que alguns exames e tratamentos comuns na terceira idade podem trazer
mais riscos do que benefícios — e especialistas já começam a rever práticas
médicas consideradas automáticas após os 75 anos...
Pacientes
com idade avançada sempre requerem mais cautela no atendimento médico. Isso
porque, depois dos 75 anos, muitos exames e tratamentos considerados “de
rotina” começam a apresentar riscos que podem superar os benefícios.
Pesquisadores e médicos têm revisitado práticas comuns da medicina moderna e
descoberto que alguns procedimentos talvez estejam sendo feitos em excesso em
idosos. Colonoscopias repetidas, tratamentos para alterações leves da tireoide
e a remoção de manchas na pele são alguns exemplos. A seguir, confira por que
tais procedimentos são considerados desnecessários para essa idade.
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1) Nem toda mancha na pele precisa ser removida
Com o
envelhecimento, é comum o aparecimento de pequenas manchas ásperas e
avermelhadas causadas pela exposição solar ao longo da vida. Essas lesões,
chamadas de queratoses actínicas, costumam surgir no rosto, couro cabeludo,
braços e mãos de pessoas idosas. Durante muitos anos, o procedimento comum da
medicina era remover essas manchas, principalmente por medo de evolução para
câncer de pele. O problema é que alguns médicos vêm questionando essa prática.
Um
artigo publicado no JAMA Internal Medicine defende que, em muitos casos, o
monitoramento contínuo pode ser mais eficiente do que a remoção das lesões. Os
pesquisadores apontam que a chance média de uma queratose actínica evoluir para
câncer de pele é extremamente baixa, inferior a 1 em 1.000 em pacientes sem
histórico prévio da doença.
Além
disso, os tratamentos utilizados, como congelamento com nitrogênio, laser e
cremes específicos, podem ser dolorosos, causar irritação intensa e deixar
marcas permanentes na pele. É por isso que, para muitos especialistas,
acompanhar as lesões periodicamente pode ser mais eficiente do que removê-las.
Além disso, é importante observar alguns sinais que indicam alerta, como
crescimento rápido, sangramento ou dor.
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2) O remédio para tireoide talvez não precise durar para sempre
Outro
tratamento que passou a ser questionado envolve o uso da levotiroxina,
medicamento amplamente utilizado para tratar alterações na tireoide. O remédio
costuma ser receitado quando a glândula não produz hormônios suficientes,
causando sintomas como cansaço, ganho de peso e ressecamento da pele. Porém,
nos últimos anos, médicos passaram a prescrever o medicamento também para
quadros mais leves e limítrofes, conhecidos como hipotireoidismo subclínico. O
detalhe é que muitos idosos com essa condição podem apresentar normalização
hormonal espontânea ao longo do tempo.
Um
estudo conduzido por pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Leiden,
na Holanda, mostrou que muitos pacientes acima dos 60 anos conseguiram manter a
função tireoidiana normal mesmo após a interrupção gradual do medicamento. Além
disso, outras pesquisas sobre o tema já haviam apontado que, em muitos casos, a
levotiroxina não trouxe melhora perceptível nos sintomas em idosos. O
tratamento ainda exige exames frequentes, acompanhamento constante e pode
causar efeitos colaterais importantes quando usado em excesso, como arritmias
cardíacas e perda óssea. Por isso, especialistas começaram a testar protocolos
de retirada gradual do medicamento.
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3) Colonoscopias repetidas podem trazer mais riscos do que benefícios
A
colonoscopia é considerada um dos exames mais importantes para prevenção do
câncer colorretal. Mas, depois dos 75 anos, ela pode não ser tão necessária
assim. Pelo menos é isso que indica um estudo publicado na revista científica
JAMA Network Open, que analisou quase 92 mil pacientes idosos do sistema de
saúde dos veteranos dos Estados Unidos.
Os
pesquisadores descobriram que, apesar da identificação de pólipos em parte dos
pacientes, a diferença na mortalidade por câncer colorretal foi mínima entre
aqueles que continuaram realizando o exame e os que não apresentavam alterações
relevantes. Outras pesquisas indicam que os benefícios do rastreamento passam a
ser muito menores nessa idade, especialmente em pacientes que já fizeram exames
anteriores e não apresentam fatores de risco relevantes. Em contrapartida, os
riscos do exame aumentam consideravelmente.
O
procedimento pode causar sangramentos, complicações relacionadas à anestesia e
perfurações no intestino, riscos que se tornam mais frequentes em idosos. Outro
ponto importante é que muitos pólipos encontrados em colonoscopias dificilmente
evoluirão para câncer ao longo da vida do paciente. Ou seja: em muitos casos, o
exame detecta alterações que provavelmente nunca causariam problemas reais.
• Se você tem esses 6 hábitos comuns, pare
agora: estudo revela que eles são os verdadeiros culpados pela demência
Você
sabia que o seu estilo de vida pode ser o fator determinante para a saúde do
seu cérebro nas próximas décadas? Um novo estudo da Universidade de Lund, na
Suécia, revelou dados surpreendentes: embora existam fatores genéticos, cerca
de metade dos casos de demência no mundo podem estar ligados a seis fatores de
risco que nós mesmos alimentamos no dia a dia.
A boa
notícia é que esses hábitos são potencialmente mutáveis. Se você quer adiar ou
até evitar sintomas de declínio cognitivo, entender e reconhecer quais são
esses "culpados" é o primeiro passo para preservar a saúde
intelectual com o passar dos anos.
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Pesquisa levantou uma série de fatores atrelados ao estilo de vida
Durante
o estudo, os pesquisadores identificaram 17 fatores de risco com grande
influência na doença de Alzheimer e na demência vascular. São eles: colesterol
alto, consumo baixo e alto de álcool, depressão, diabetes, doenças cardíacas,
escolaridade, histórico de AVC, idade, imc, medicamentos para o coração, morar
sozinho, presença do gene APOE ε4, pressão arterial, sexo, sono e tabagismo.
Os
estudiosos concluiram que seis desses fatores possuem um papel determinante
para o desenvolvimento da demência:
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1. Baixo nível de escolaridade e falta de convívio social
O
estímulo intelectual precoce e contínuo cria o que os cientistas chamam de
"reserva cognitiva". Quanto mais você estuda e aprende ao longo da
vida, mais conexões neuronais são formadas.
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2. Diabetes
O
açúcar elevado no sangue danifica os microvasos que irrigam o cérebro. A
pesquisa sueca destaca que o controle da
glicemia é fundamental, pois a diabetes acelera o envelhecimento vascular, um
dos componentes principais da demência vascular.
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3. Tabagismo
O
cigarro não afeta apenas os pulmões. As substâncias tóxicas causam o
estreitamento dos vasos sanguíneos, dificultando a chegada de nutrientes ao
cérebro.
O
estudo reforça que fumantes têm uma taxa de atrofia cerebral significativamente
maior do que não fumantes.
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4. Pressão Alta (Hipertensão)
A
hipertensão não controlada força as artérias cerebrais, podendo causar
micro-derrames que, muitas vezes, não são percebidos de imediato, mas que
acumulam danos irreversíveis à massa branca do cérebro ao longo dos anos.
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5. Hiperlipidemia (Gordura no sangue)
Níveis
elevados de colesterol e triglicerídeos contribuem para a formação de placas
nas artérias (aterosclerose). Quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é
comprometido pela gordura, os neurônios começam a morrer por falta de
nutrientes, favorecendo o processo de declínio cognitivo.
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6. IMC baixo
Ao
contrário do que muitos pensam sobre a obesidade, o estudo da Universidade de
Lund acendeu um alerta para o Índice de Massa Corporal (IMC) muito baixo,
especialmente em idades mais avançadas.
A
fragilidade física e a perda excessiva de massa muscular e gordura saudável
podem indicar má nutrição ou desequilíbrios metabólicos que deixam o cérebro
mais vulnerável.
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Hábitos diários podem reverter fatores de risco
Os
pesquisadores da Universidade de Lund defendem a prática de atividades capazes
de funcionar como uma barreira contra a degeneração:
• prática regular de atividades físicas;
• higiene do sono;
• alimentação equilibrada;
• redução do consumo de álcool;
• abandono do tabagismo;
• maior interação social.
Segundo
o estudo, essas medidas vão além de apenas reduzir o risco de demência: elas
reprogramam o organismo para um envelhecimento com muito mais vitalidade e
qualidade de vida.
Fonte:
Xataka Brasil

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