sexta-feira, 10 de julho de 2026

Daniel Kersffeld: A surpreendente ascensão da esquerda nos EUA

No mesmo momento em que a influência poderosa de Donald Trump impulsiona a ascensão da extrema-direita na América Latina, um fenômeno oposto se dá Estados Unidos. No interior do Partido Democrata, uma corrente que se coloca de forma clara à esquerda está vencendo um número inédito de eleições primárias, em cidades importantes. Seu triunfo enfraquece as correntes vistas como favoráveis às corporações ou à política imperial norte-americana. O fenômeno é considerado pelo próprio New York Times como um das principais tendências políticas atuais no país.

Durante décadas, dentro do Partido Democrata, várias tendências e grupos coexistiram, em meio a crescentes tensões. Vão de uma ala mais conservadora, ideologicamente próxima do Partido Republicano, a outra ala mais radicalizada, integrada por correntes que, embora integrem o partido, também se organizam de forma autônoma. A mais destacada são os Socialistas Democráticos (DSA, ou Democratic Socialistas of America).

No centro entre as duas correntes há uma facção centrista, composta, entre outros, pelas famílias Clinton (Bill e Hillary) e Obama (Barack e Michelle), juntamente com governadores e figuras parlamentares politicamente influentes, ocupa o centro do poder partidário e busca o equilíbrio entre as duas correntes. Sob Trump, tenta manter a estabilidade de uma organização de que busca atender às expectativas de seus eleitores e, ao mesmo tempo, sustentar o diálogo e uma perigosa proximidade com o governo republicano.

Embora tenha surgido em 1982, o movimento Socialista Democrático ganhou crescente visibilidade especialmente após as eleições de 2016, quando o histórico Bernie Sanders, senador independente de Vermont, buscou a indicação presidencial democrata. Embora tenha sido derrotado nas primárias por Hillary Clinton, seu desafio à elite do partido e seu confronto com as propostas retrógradas de Donald Trump deram um impulso decisivo ao movimento político de esquerda, Isso permitiu que Ilhan Omar, de origem somali, se tornasse a primeira mulher muçulmana a entrar para o Legislativo dos EUA.

Dois anos depois, o Congresso seria abalado por um pequeno grupo de líderes, entre os quais se destacaram Rashida Tlaid, nascida em Detroit em uma família de imigrantes palestinos, e especialmente Alexandra Ocasio-Cortez, uma nova-iorquina de ascendência porto-riquenha. Aos 30 anos, tornou-se a mulher mais jovem já eleita para a Câmara dos Representantes. Juntamente com Ayana Presley, essas legisladoras formaram The Squad [“O Esquadrão”], um sub bloco de esquerda relativamente autônomo dentro do partido. Em eleições subsequentes, ele cresceria para nove membros, constantemente em conflito tanto com os republicanos quanto com líderes de seu próprio partido.

Iniciado em janeiro de 2025, o segundo mandato de Trump parecia enterrar qualquer chance de expressão política de esquerda. No entanto, a vitória eleitoral de Zohran Mamdani como prefeito de Nova York, em novembro tornou-se um marco político para a esquerda. Com uma plataforma baseada no controle de aluguéis, saúde universal, tarifas de transporte público mais baixas e proteção para trabalhadores migrantes contra assédio policial e deportações, Mamdani derrotou com folga seu rival, o ex-prefeito Andrew Cuomo. Este, que despontou como candidato do establishment, foi apoiado não apenas pela liderança democrata, mas também pelo próprio Trump.

A ascensão da esquerda, sem precedentes na história norte-americana, expressa-se agora no triunfo dos socialistas nas primárias democratas que estão sendo realizadas em vários distritos, para preparar as listas eleitorais que irão competir contra os republicanos, em disputas por diversos cargos legislativos, em novembro próximo.

Estas vitórias estão se tornando cada vez mais numerosos. Uma das mais retumbantes foi a de Darializa Ávila Chevalier. Estudantes de doutorado, candidatou-se ao posto de deputada pelo 13º distrito de Nova York. Em 23 de junho, derrotou Adriano Espaillat, um congressista veterano que gastou milhões de dólares a mais do que ela.

O ascenso não se dá apenas nas pré-disputas institucionais. Considerado um fenômeno urbano, com base em Nova York e forte presença em cidades como Los Angeles e Washington, o movimento de esquerda experimentou um rápido crescimento nacional: de menos de 6 mil membros em 2015, saltou para 100 mil adeptos em todo o país em fevereiro de 2026. Mais de 250 de seus ativistas ocupam cargos públicos eletivos em 40 estados. Embora tenha se originado na costa Leste, agora está plenamente desenvolvido em estados como Califórnia, Texas e Missouri.

O eleitorado de esquerda, oriundo das classes trabalhadora e média, representa não apenas o colapso do “sonho americano”, mas também uma geração que, na última década, sofreu as medidas de “austeridade” regressivas das políticas de Trump sem colher benefícios relevantes durante a presidência democrata de Joe Biden. Duramente atingidos pelos efeitos da pandemia, seus membros expressam solidariedade internacional com os palestinos e o Sul Global, aspiram a melhores empregos, salários mais altos e, claro, uma melhor qualidade de vida.

Após a conquista de Nova York, um dos principais objetivos da DSA é vencer na capital do país. Janeese Lewis George foi indicada para ser a próxima prefeita de Washington. Assim como Mamdani em Nova York, ela baseará sua campanha em iniciativas básicas que expressem distribuição de renda e beneficiem diretamente os eleitores. Sua vitória é considerada praticamente certa, já que não se espera que o Partido Republicano apresente um candidato capaz de vitória.

Sob a rígida disciplina dos democratas, os líderes da DSA não buscam, pelo menos por enquanto, formar um novo partido político, mas lutar contra uma liderança fossilizada que parece não estar à altura dos desafios atuais. A crescente influência já é evidente na disputa que começa a surgir pelas primárias presidenciais do próximo ano. Com exceção de Ocasio-Cortez, a figura de proa do espaço crítico, nenhum dos pré-candidatos democratas sente-se à vontade com a ascensão dos socialistas. É que, longe de romperem com a esquerda, eles provavelmente buscarão negociar e sugerir nomes e iniciativas específicas para a eleição presidencial de 2028.

Quem atualmente se deleita com os conflitos internos da oposição e, indiretamente pensa poder se se aproveitar do crescimento da esquerda é precisamente Donald Trump. Enfraquecido, o presidente já não se apresenta como o candidato do anti-establishment. Parace disposto a polarizar as eleições de novembro, propondo uma disputa entre o “partido da ordem” e aqueles outros que, segundo ele, só promovem a destruição dos valores fundamentais que constituíram os Estados Unidos.

Com as comemorações do 4 de julho e do 250º aniversário da independência transformadas em um ritual de autogratulação por um governo que carece de respostas eficazes para a situação econômica e enfrenta críticas crescentes ao seu desempenho internacional, as acusações contra a esquerda assumem um tom especial e prenunciam a próxima campanha eleitoral.

O governo acusa a esquerda de ser “comunista”; de promover o caos e a anarquia, em grande parte devido às suas origens estrangeiras; de incentivar o aborto e a igualdade de gênero; e, numa revivificação do “Medo Vermelho” de um século atrás, de incitar a queima de igrejas. Além disso, como afirmou Trump, os socialistas querem “retomar a mutilação genital feminina”, enquanto, como declarou Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes, eles “realizaram um casamento satânico”, “querem abolir a fronteira e a polícia” e “buscam descriminalizar a prostituição transgênero”.

Embora o tenha feito com fins eleitorais, e não sem alarde ou exagero, em 29 de junho, Trump expressou seu maior temor, que também é o da elite americana, ao afirmar que a ascensão da esquerda socialista constitui “a maior ameaça à nossa nação, talvez desde a nossa fundação. Isso inclui a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial, o 11 de setembro e o ataque a Pearl Harbor”.

Como afirmam os líderes da DSA, os Estados Unidos enfrentam hoje um projeto nacional em crise. Resta saber até que ponto a esquerda poderá contribuir para a mudança desejada, agora sobre novas bases, com novos atores e, sobretudo, a partir de novos horizontes políticos.

¨      Progressistas do Maine correm para encontrar um candidato para substituir Graham Platner

Grupos progressistas e legisladores que se uniram em torno da candidatura insurgente de Graham Platner a uma vaga no Senado dos EUA agora estão correndo para decidir para onde transferir seu apoio após sua desistência da disputa no Maine, em decorrência de mais uma acusação de agressão sexual. A confusão e a aparente decepção ressaltam a incerteza que paira sobre a coalizão em torno da mensagem anti-establishment de Platner, e a resposta dos democratas mais centristas de proceder com cautela. Organizações, eleitores, voluntários e autoridades eleitas que antes o viam como um veículo para uma agenda progressista mais populista agora avaliam se devem se unir em torno de um sucessor ou aguardar até que o processo de substituição do partido seja concluído.

Até o momento, apenas um pequeno número de ex-aliados de Platner se manifestou publicamente em apoio a um novo candidato, deixando um bloco crucial de eleitores e ativistas progressistas em aberto. A iniciativa mais clara e inicial veio da Our Revolution, grupo derivado da campanha de Bernie Sanders em 2016, que anunciou na quinta-feira que estava mobilizando toda a sua "máquina de organização" em apoio a Troy Jackson, ex- presidente do Senado estadual do Maine , que lançou sua candidatura uma hora após a saída de Platner. “Os progressistas do Maine não venceram as primárias por acaso”, disse o diretor executivo do grupo, Joseph Geevarghese, em um comunicado, argumentando que o objetivo das primárias – Medicare para Todos, uma campanha livre de dinheiro corporativo, o fim das “guerras intermináveis” – sobrevive à saída de Platner, mesmo que ele não vença. “Esse objetivo merece ser honrado.”

Jackson, um lenhador de quinta geração e membro de longa data do sindicato, que concorreu sem sucesso ao cargo de governador este ano e ficou em terceiro lugar, fez campanha ao lado de Platner e Sanders durante as primárias e se posicionou como a continuação desse movimento, em vez de um candidato de última hora que se aproveita do fracasso de Platner. Outros progressistas proeminentes começaram a se alinhar a ele. O congressista Ro Khanna, da Califórnia, que havia sido um dos apoiadores mais visíveis de Platner no Congresso antes de retirar seu apoio esta semana, passou a apoiar "totalmente" Jackson como o provável porta-voz do movimento, assim como o streamer Hasan Piker .

A seção do Maine dos Socialistas Democráticos da América, que apoiou a candidatura de Jackson ao governo em maio, ainda não fez um endosso formal ao Senado, mas já mantém uma relação de organização com sua campanha. A Maine People's Alliance, uma organização progressista de base com 32.000 membros que apoiou Platner no início de sua campanha, afirmou que ainda não declarou apoio a um novo candidato.

O histórico de Jackson inclui um capítulo anterior que pode não agradar aos progressistas. Ele votou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2009 e anteriormente se opôs ao aborto, exceto em circunstâncias limitadas, embora tenha revertido ambas as posições desde então. Em relação a Israel, ele tentou acalmar os delegados que haviam começado a gritar “parem o genocídio” e “cessar-fogo agora”, dizendo apenas que “há um tempo” para protestar. Mas as consequências da saída de Platner também deram munição aos democratas que há muito alertam que uma corrida por candidatos de fora do sistema pode prejudicar a avaliação dos candidatos. Matt Bennett, cofundador do grupo democrata centrista Third Way, disse que a saída de Platner criou uma oportunidade para o partido reformular a corrida em direção a um candidato mais tradicional e moderado. “Desistir é uma loucura. Se conseguirmos substituir Platner por um democrata comum neste ciclo eleitoral, teremos uma ótima chance de vencer”, disse Bennett sobre a disputa para o Senado no Maine.

Jackson não é o único democrata em busca da nomeação. Nirav Shah, ex-diretor do centro de controle e prevenção de doenças do Maine, considerado mais centrista e que ficou em segundo lugar na recente eleição para governador, anunciou na quinta-feira sua candidatura ao cargo e publicou nas redes sociais que não enviará ajuda a Israel e que a catástrofe em Gaza é um genocídio. Outros candidatos incluem o ex-chefe de gabinete progressista da então representante dos EUA, Katie Porter, Jordan Wood; a representante estadual Valli Geiger, que disse que o próprio Platner a convidou para concorrer como sua substituta; a secretária de estado, Shenna Bellows; e o fundador da Maine Beer Company, Dan Kleban – todos os quais já entraram na disputa ou disseram estar considerando fazê-lo.

Na noite de quarta-feira, o comitê estadual democrata do Maine votou para selecionar o substituto de Platner por meio de uma convenção de nomeação, em vez de um caucus, aberta a todos os eleitores. De acordo com a lei estadual, o partido tem até 27 de julho para certificar um candidato para enfrentar a senadora republicana Susan Collins, que busca seu sexto mandato. Para o grupo Our Revolution e outros que agora se organizam para o próximo candidato, o processo acelerado e conduzido por delegados é arriscado em si, porque, sem uma demonstração rápida de apoio progressista unificado, eles acreditam que pessoas influentes dentro do grupo podem direcionar a nomeação para uma alternativa mais moderada antes que a base construída por Platner tenha a chance de se reagrupar. “Temos dias, não semanas, para garantir que um verdadeiro progressista esteja nesta cédula”, disse Geevarghese. “Se não nos organizarmos agora, corremos o risco de ver o establishment democrata entregar ao Maine um candidato corporativo sem importância, enquanto o partido que acabou de ser derrotado nas urnas decide que sabe mais do que ninguém.”

¨      Candidatos do Maine: os democratas que poderiam substituir Graham Platner

Um mês após vencer as primárias democratas no Maine, Graham Platner, o criador de ostras que se tornou candidato dissidente, suspendeu sua campanha após ser acusado por uma ex-namorada de tê-la agredido sexualmente em 2021 – alegação que ele nega categoricamente, classificando-a como “categoricamente falsa”. Agora que Platner anunciou que irá apresentar a documentação para desistir da candidatura, os democratas do Maine têm até 27 de julho para escolher um substituto para enfrentar Susan Collins, a senadora republicana, em uma disputa considerada crucial para o controle do Senado. O partido estadual anunciou na quarta-feira que realizará uma convenção para nomear o novo candidato.

Mas um fator complicador foi que Platner obteve mais votos nas primárias do que qualquer outro candidato democrata ao Senado na história do estado, e energizou uma coalizão que a favorita do establishment, a governadora Janet Mills, jamais conseguiu igualar. Alguns sugerem que seu sucessor precisará dar continuidade a essa energia, enquanto outros argumentam que o novo indicado terá que ser independente dele, ou correrá o risco de ser visto como seu protegido. Quem assumir o cargo terá pouco tempo para se preparar para uma eleição geral contra Collins, que está no cargo há cinco mandatos. Eis as opções até o momento.

>>> Troy Jackson

Lenhador e ex-presidente do Senado estadual, Jackson concorreu ao cargo de governador este ano com o apoio de Bernie Sanders, mas perdeu as primárias. Pouco depois do anúncio de Platner, Jackson declarou sua candidatura. "Estou dentro. E vamos derrotar Susan Collins." Ele já protocolou a documentação junto à Comissão Eleitoral Federal para formar um comitê exploratório no Senado. Ro Khanna, congressista da Califórnia e um dos principais aliados de Platner até esta semana, declarou publicamente que Jackson deveria receber a indicação, descrevendo-o como "alguém que dedicou sua vida a defender esses valores progressistas".

>>> Janet Mills

A governadora em exercício, que suspendeu sua própria campanha para as primárias do Senado antes da votação, não é considerada uma substituta viável, apesar de sua projeção nacional. Ela estava sendo derrotada em gastos de campanha e nas pesquisas de opinião antes da votação primária, antes de sua campanha ser encerrada. Embora ela tenha esclarecido que suspendeu apenas a "campanha ativa".

>>> Valli Geiger

Representante estadual de Rockland e apoiadora de Platner desde o início, Geiger afirma que o próprio Platner a convidou para concorrer como sua substituta. Ela contou ao programa Maine's Total Coverage que Platner a ligou e ofereceu seu apoio, dizendo, segundo ela, que estava "com esse movimento desde o começo". Geiger disse que aceitou o apoio dele – que ele não confirmou publicamente – mas que queria que o partido estadual conduzisse um processo "aberto" e "robusto", em vez de ter um candidato pré-determinado.

>>> Nirav Shah

O ex-diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Maine, que se tornou uma figura pública conhecida durante a pandemia de Covid, também concorreu e perdeu nas primárias para governador. Shah afirmou que sua equipe recebeu "centenas de mensagens encorajadoras" incentivando-o a concorrer à vaga no Senado e pediu que o partido realize um processo de seleção "transparente e aberto", incluindo pelo menos um debate televisionado entre os candidatos.

>>> Shenna Bellows

A secretária de Estado do Maine, e outra candidata derrotada nas primárias para governador, Bellows foi derrotada por Collins na eleição para o Senado em 2014 por mais de 30 pontos percentuais. Ela afirmou em um comunicado que "consideraria seriamente entrar nesta disputa", argumentando que era "excepcionalmente qualificada para unir os habitantes do Maine e derrotar Susan Collins em pouco mais de 100 dias".

>>> Jordan Wood

Ex-chefe de gabinete do Congresso, Wood inicialmente desafiou Platner pela indicação ao Senado antes de mudar de ideia e concorrer pelo 2º distrito congressional, onde acabou perdendo. Ele escreveu nas redes sociais esta semana que estava "em diálogo com eleitores em todo o Maine" sobre a possibilidade de entrar na disputa pelo Senado, caso a vaga seja aberta.

>>> Paige Loud

Assistente social que recebeu cerca de 10% dos votos nas primárias do mesmo 2º distrito, Loud já apresentou a documentação necessária para concorrer à vaga no Senado. Em comunicado, ela afirmou que, caso Platner desistisse, estaria “preparada para dar continuidade à mesma visão pró-trabalhador, anti-imperialista e anti-bilionários” de sua campanha para o Congresso. Sua equipe declarou que ela estava “sendo proativa em manter as opções em aberto para os apoiadores em todo o estado que manifestaram o desejo de que uma mulher fosse considerada como candidata”.

>>> Dan Kleban

Cofundador da Maine Beer Company, Kleban concorreu nas primárias para o Senado antes de desistir no início deste ano. Ao anunciar seu renovado interesse, ele apresentou a disputa como um referendo sobre Collins, e não sobre Platner: "Por muito tempo, esta eleição girou em torno de tudo, menos das repetidas falhas de Susan Collins em fazer o que é certo para o Maine", disse ele, citando seus votos para confirmar juízes que revogaram proteções federais ao aborto e seu apoio à agenda econômica de Donald Trump. Kleban disse que ficou "impressionado com as inúmeras ligações de moradores do Maine" incentivando-o a se candidatar e pediu "um processo aberto e transparente" para escolher o candidato nas próximas duas semanas.

>>> David Costello

Costello, ex-funcionário do estado de Maryland que ficou em terceiro lugar nas primárias para o Senado em junho, escreveu no Facebook que "voltaria à disputa" caso Platner desistisse.

 

Fonte: Outras Palavras/The Guardian

 

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