sexta-feira, 10 de julho de 2026

Moisés Mendes: Flávio Bolsonaro é o Neymar da extrema direita

Flávio Bolsonaro nunca conseguiu provar que jogava, mas foi convocado para enfrentar Lula por direito sucessório. Os próprios parceiros e seu técnico, Valdemar Costa Neto, sabem que ele não tem condições de jogar um jogo de gente grande.

Mas Flávio tentou viver da fama do sobrenome, o que se revela agora como vantagem insuficiente. O filho ungido é o Neymar do bolsonarismo. Individualista, confuso, com distorções da realidade e dependente das lendas que alguns inventaram a seu respeito, Flávio é o que a extrema direita chama de narrativa.

Tarcísio de Freitas não quer saber de Flávio por perto, para que não incomode seu favoritismo em São Paulo. Valdemar já avisou que a candidatura dele tem avarias irreversíveis, com suspeita de perda total.

Nikolas Ferreira teria fornecido seus especialistas em vídeo para ajudar Michelle na produção visual com ataques ao enteado. A Faria Lima o abandonou, e só a Globo se esforça para insinuar que a briga continua.

Nessa quarta-feira, o Globo deu de manchete mais essa tentativa de criar equivalências:

“Lula e Flávio testam argumentos sobre tarifaço em prévia de embate da campanha eleitoral”

E logo abaixo acrescentou: “Membros do governo dizem ser oportunista iniciativa do senador, que quer se afastar da ideia de que atuou contra o país”.

Primeiro, não há tratamento equivalente possível entre a sabotagem dos irmãos Bolsonaro contra o Brasil e a defesa da soberania por parte de Lula. Também é falso que Flávio esteja tentando se afastar “da ideia de que atuou contra o país”. Ele atuou contra o país. Não é uma “ideia” ou uma suposição, é um fato.

O confronto entre o que Lula faz pelo Brasil e o que Flávio faz contra o país não é uma mera questão eleitoral, como sugere o Globo. Por que então essa manchete?

Para fingir que o jornal oferece igualdade de tratamento a um democrata e a um fascista. Que é o que as corporações de mídia fazem desde a ditadura, para ficar ao lado da direita e da extrema direita ou por temê-las.

A manchete reaviva uma questão permanente, que inquieta democratas e esquerdas: como Globo, Folha e Estadão continuam sendo protagonistas, num mundo em transformação em todas as áreas, incluindo as da comunicação e do jornalismo?

Por que essa hegemonia não se altera, ao contrário do que acontece em outras atividades? Podem tentar fugir da pergunta, ignorar manchetes como essa e enfiar a cabeça na areia.  Só estarão reafirmando a tentação do autoengano. Como se ignorar a realidade ajudasse a modificá-la ou distorcê-la.

E a realidade é que os jornalões tratam Flávio como tratariam Sergio Moro, Michelle, Tarcísio ou Helio Negão, se eles fossem os candidatos da direita. Com mesura e deferências.

Flávio já foi abandonado pelos empresários e até pelas fintechs acumpliciadas com o PCC, mas ainda é tratado com cordialidades pelas corporações de mídia. É a concessão ao ‘outro lado’, mesmo que seja o lado que usa a democracia para degradá-la ou destruí-la.

Por covardia, a cobertura da grande imprensa distorce até a percepção que parte da própria extrema direita passou a ter de Flávio. A madrasta já advertiu para que não tenham o enteado como pessoa confiável.

Mas há uma diferença entre Neymar e Flávio, favorável a Neymar: o ex-jogador sempre foi visto como bom de turma. E Flávio é um desastre no vestiário da direita e até do bolsonarismo.

•        Flávio Bolsonaro admite em Washington: prioridade é blindar a candidatura, não livrar o Brasil do tarifaço

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deu, nesta terça-feira (7), a confirmação mais explícita até agora de que sua ofensiva em Washington contra o tarifaço tem motivação eleitoral, não econômica. Em depoimento presencial na audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o pré-candidato à Presidência argumentou que a tarifa deveria ser adiada — não porque prejudica o Brasil, mas porque sua aplicação agora mudaria o “cenário político” às vésperas da eleição de outubro.

Falando em inglês, ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro — deputado cassado que vive nos Estados Unidos e que vem atuando há meses justamente para que sanções e tarifas fossem aplicadas contra o Brasil —, Flávio classificou o momento atual como o pior possível para a imposição da tarifa. É a mesma lógica que já havia adiantado no documento de 86 páginas protocolado na semana passada junto ao USTR: pedir 180 dias de prazo adicional, tempo suficiente para que a decisão só saia depois das urnas.

O detalhe que faz o episódio ecoar além da bolha política é o timing. Flávio chegou ao local da audiência por volta das 11h — horário marcado para o início das manifestações — mas só começou a falar às 11h45, depois de ter solicitado formalmente ao USTR um espaço de cinco minutos, no qual se apresentou oficialmente como senador da República e pré-candidato à Presidência, mencionando ainda reuniões pessoais anteriores com o próprio Donald Trump.

<><> Os números que desmentem qualquer versão “técnica” do discurso

Enquanto Flávio tenta vender a narrativa de que o adiamento da tarifa seria bom para o país, dados divulgados nesta mesma terça-feira pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio) mostram o custo real que a escalada tarifária já impôs à economia brasileira. A fatia dos Estados Unidos nas exportações do Brasil caiu para 9,4% no primeiro semestre de 2026 — o menor patamar desde o início da série histórica, em 1997. As vendas brasileiras ao mercado americano somaram US$ 17,4 bilhões entre janeiro e junho, queda de 13% ante o mesmo período do ano passado, com o comércio bilateral total recuando 12,8%.

O levantamento mostra que o problema é concentrado exatamente nos produtos atingidos pela sobretaxa: itens taxados tiveram recuo de 16,6% nas vendas aos EUA, contra retração bem menor, de 8,7%, nos produtos não afetados diretamente pelas tarifas. Do lado das importações, o setor mais castigado foi o de máquinas e motores americanos, com queda de 76% — uma perda de US$ 2,7 bilhões que atinge diretamente fornecedores dos EUA, não apenas exportadores brasileiros.

Abrão Neto, presidente da Amcham, resumiu o quadro afirmando que os números do semestre confirmam que o comércio bilateral atravessa período de forte pressão. Ao mesmo tempo, o Brasil compensou parte da perda ampliando 11,5% suas exportações totais no período — com destaque para a China, que aumentou compras de produtos brasileiros em 21,9%, e a União Europeia, com alta de 12,8%. É o retrato de uma economia que sofre com o tarifaço, mas já demonstra capacidade de redirecionar fluxo comercial para outros parceiros — o oposto do argumento de urgência apresentado por Flávio em Washington.

<><> Duas narrativas que não se sustentam ao mesmo tempo

O contraste entre os dois episódios do mesmo dia expõe a fragilidade do discurso construído por Flávio nos últimos meses. Se o tarifaço realmente fosse a prioridade que ele alega defender — a de proteger a economia brasileira e o setor produtivo —, o argumento apresentado ao USTR seria sobre os US$ 17,4 bilhões em exportações que já minguaram, sobre os empregos afetados nas cadeias de carne bovina, etanol e manufaturados, ou sobre o encolhimento histórico da participação americana no comércio exterior brasileiro. Em vez disso, o argumento apresentado foi sobre calendário eleitoral: a tarifa deveria esperar até depois de outubro.

É esse descompasso — entre o discurso de proteção ao país e o pedido explícito de que a decisão seja adiada por conveniência eleitoral — que deve continuar dando munição tanto ao Planalto quanto a adversários internos do próprio campo bolsonarista, a poucos meses de uma disputa presidencial que Flávio tenta vencer justamente distanciando seu nome do desgaste que ele próprio ajudou a produzir.

•        Flávio Bolsonaro: equipe tentou vídeos para lacração e foi repreendida em audiência na USTR

ssessores de Flávio Bolsonaro (PL) foram repreendidos ao tentar produzir vídeos e fotos para lacração nas redes durante a fala de pouco mais de 4 minutos do senador na audiência sobre o tarifaço no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).

A informação foi divulgada pelo economista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Gustavo Pessoa, que participou da audiência, em entrevista à agência Sputnik Brasil.

Pessoa afirmou que a fala política de Flávio causou desconforto na mesa diretora, já que a audiência era focada mais em questões técnicas, e o comportamento da equipe irritou as autoridades que conduziam a sessão.

“Nós percebemos que o discurso do Flávio Bolsonaro foi o discurso mais politizado de todas as sessões. E nós sentimos um certo desconforto da mesa diretora que estava ali organizando todas as sessões. Nós vimos, pelos movimentos corporais, um olhar e o outro, como se aquilo tivesse destoando de toda a sessão e que eles não estavam confortáveis. Inclusive, até houve uma reprimenda da mesa diretora contra o pessoal da equipe do Flávio Bolsonaro, porque eles estavam gravando, estavam tirando fotos”, contou o economista.

Segundo Pessoa, Flávio Bolsonaro chegou atrasado à audiência, acompanhado do irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e outros três assessores.

“Eles chegaram atrasados, atrasaram um pouco o início da sessão e foi o único discurso em todo esses dois dias que teve um peso muito mais politizado. O Flávio Bolsonaro não chegou com dados concretos, nem argumentos robustos. Ele acabou se baseando apenas em política”.

<><> “Merd*. Não se ajuda”

Fiel escudeiro de Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo atacou a estratégia da equipe de comunicação levada por Flávio Bolsonaro à audiência.

Para Paulo Figueiredo, Flávio Bolsonaro não foi capaz de fazer o básico para repercutir sua participação na imprensa, e o release feito por sua equipe de comunicação foi “criado e escrito pelo ChatGPT”.

“Flávio veio aos EUA, falou de tarifa […] e ele publicou um videozinho bem mais ou menos, a assessoria dele publica um release escrito e feito claramente pelo ChatGPT, não há uma entrevista de quebra-queixo, não temos uma imagem para passar aqui hoje, não tem uma entrevista coletiva, a imprensa não recebeu a íntegra do que ele falou dentro do USTR e, como não pode ser gravado, não se sabe exatamente o que ele falou… eu vou te falar, a gente tenta sentar e deixar o nego trabalhar e fazer o que tem que fazer, mas puta merda, campanha desgraçada, nego não se ajuda”.

<><> Governo Lula acusa Flávio Bolsonaro de “traição à Pátria”

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) emitiu nota oficial na terça-feira (7) repudiando a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), em Washington, convocada para discutir a imposição de tarifas contra o Brasil.

O governo Lula acusou Flávio Bolsonaro de legitimar as alegações norte-americanas contra o país e de agir com “claro objetivo eleitoreiro”, enquanto representantes de quatro ministérios negociavam, no mesmo momento, a reversão das tarifas com técnicos do próprio USTR. A nota concluiu com uma frase direta: “Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria.”

<><> Governo Lula repudia atuação de Flávio Bolsonaro nos EUA

A nota da Secom não deixou margem para interpretação. O governo federal afirmou que, entre os 34 brasileiros inscritos para falar na audiência do USTR, Flávio Bolsonaro foi o único que não se posicionou contra as tarifas. Dos 78 participantes totais, 63 se manifestaram contra as medidas e apenas 15 foram favoráveis. O senador ficou fora de ambos os grupos: limitou-se a pedir o adiamento da aplicação das tarifas, sem contestar as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para taxar produtos brasileiros.

Para o Palácio do Planalto, essa escolha não foi acidental. A nota afirma que Flávio “optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país” e que não negou que “a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil”. O governo também cobrou que o senador não reconheceu, na audiência, ter “errado ao contrariar os interesses do povo brasileiro”.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, foi direto ao criticar a politização do episódio: “Não há espaço para discussão de natureza política, eleitoral, egoística, ou qualquer outro interesse que não seja o interesse do Brasil, a defesa da soberania e a defesa dos reais interesses do Brasil.” A frase resume a postura oficial diante de uma situação que o governo trata como linha vermelha: a separação entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país.

A Secom ainda criticou a defesa de Flávio pela revogação de decretos sobre plataformas digitais, que buscam combater conteúdos criminosos e violência contra mulheres. Para o governo, essa posição “só interessa a dois grupos: quem lucra com o caos e quem precisa dele para cometer crimes”.

<><> A diplomacia oficial brasileira e a defesa do país

Enquanto Flávio Bolsonaro discursava no USTR, representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, do Itamaraty, do Ministério da Justiça e do Palácio do Planalto se reuniam com técnicos do mesmo escritório americano para tentar reverter as tarifas. O contraste foi sublinhado pela própria nota do governo, que destacou a simultaneidade dos dois eventos como forma de evidenciar a diferença entre a atuação oficial e a do senador.

O ministro Márcio Elias Rosa informou que as negociações ocorrem de forma ininterrupta desde julho de 2025 e que o governo brasileiro tem demonstrado, nas tratativas, que as tarifas “não têm fundamento”. Ele afirmou que o Brasil não sairá da mesa de negociações e que a orientação do presidente Lula é clara: manter as discussões restritas à questão tarifária, sem ampliar o escopo para outros temas.

Um desses temas é o etanol. Em documento de 86 páginas enviado ao USTR em 2 de julho, Flávio Bolsonaro defendeu a redução das tarifas brasileiras sobre o etanol norte-americano, descrevendo a relação tarifária entre os dois países como “assimétrica”. O governo rejeitou a proposta. Márcio Elias Rosa afirmou que fazer concessões nesse setor representaria um “risco” para a indústria sucroalcooleira do Nordeste e que o açúcar brasileiro já enfrenta sobretaxa de quase 100% nos Estados Unidos. “Não dá para dissociar as duas cadeias”, disse o ministro. A posição foi reforçada por entidades do setor que participaram da própria audiência do USTR, como a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

•        Eduardo bajula trumpista radical e Flávio Bolsonaro comemora ao ouvir sobre interferência no Brasil

pós reprimenda da equipe por tentar fazer vídeos para lacração dentro do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), nos EUA, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) protagonizou mais um momento de submissão aos interesses de Donald Trump e gargalho ao ouvir de Shane Jett, senador “estadual” de Oklahoma, que ele pretende vir ao Brasil para interferir nas eleições.

“Eu sou fã de você (SIC). Se eu votasse em Oklahoma eu ia votar em você”, afirmou Eduardo, bajulando o trompista radical.

Flávio, então, emenda dizendo que sua candidatura “é um projeto de Deus no Brasil”.

Jett diz “amém” e revela que está vindo para o Brasil no início da campanha eleitoral, em agosto, para doutrinação da Freedom Caucus, instituição ultraconservadora de cunho religioso que atua na política dos EUA e está sendo exportada, chegando por aqui por meio do bolsonarismo.

“Eu estou indo lá em agosto para fazer algumas palestras políticas, para te apoiar”, diz o trumpista radical ouvindo risadas de Eduardo Bolsonaro. Ao lado. Flávio Bolsonaro faz gesto com o braço comemorando a adesão do radical.

<><> Trumpismo radical

Embora ocupe apenas uma cadeira no Senado estadual de Oklahoma, o republicanos Shane Jett tornou-se uma peça relevante na engrenagem da ultradireita norte-americana que busca expandir sua influência para além das fronteiras dos Estados Unidos.

Trumpista radical, ex-oficial da Marinha e fluente em português após viver em Belo Horizonte, Jett reúne características raras entre parlamentares estaduais americanos.

Casado com uma brasileira e com forte inserção em redes evangélicas, transformou-se em um interlocutor natural entre setores conservadores dos EUA e lideranças da direita brasileira, assumindo nos últimos anos uma postura pública de defesa de Jair Bolsonaro e de críticas ao Supremo Tribunal Federal.

A projeção de Jett ganhou novo impulso em 2024, quando assumiu a presidência do Oklahoma Freedom Caucus, braço estadual da rede nacional de caucuses conservadores inspirada no House Freedom Caucus de Washington.

O grupo nasceu com a proposta de empurrar o Partido Republicano ainda mais à direita, pressionando inclusive parlamentares republicanos considerados moderados. Sua plataforma combina redução do Estado, combate ao aborto, defesa do porte de armas, oposição às políticas de diversidade, rejeição ao que classifica como “globalismo” e promoção da família tradicional e dos valores cristãos como eixo da ação política.

Mais do que um agrupamento legislativo, o Freedom Caucus funciona como uma rede de mobilização política e ideológica. Integrado à State Freedom Caucus Network, o movimento compartilha estratégias, campanhas e pautas com organizações conservadoras que orbitam o trumpismo e eventos como a CPAC, que no Brasil fica sob o comando de Eduardo Bolsonaro.

É nesse ambiente que temas religiosos deixam de ocupar apenas o espaço das igrejas e passam a orientar projetos de lei, disputas eleitorais e campanhas culturais. O discurso da “liberdade religiosa”, da “defesa da civilização cristã” e do enfrentamento ao chamado “marxismo cultural” tornou-se uma das principais moedas de circulação entre esses grupos, aproximando lideranças conservadoras dos Estados Unidos e da América Latina.

É justamente essa combinação de ativismo religioso, articulação política e afinidade ideológica que explica a crescente presença de Shane Jett no debate brasileiro.

Nos últimos anos, o senador estadual passou a defender publicamente Bolsonaro, enviar ofícios às autoridades brasileiras e utilizar suas redes sociais para denunciar a fictícia perseguição judicial ao ex-presidente.

Não há evidências públicas de que integre formalmente a estratégia política do clã Bolsonaro, mas sua atuação ilustra como a internacionalização da ultradireita deixou de depender apenas de líderes nacionais e passou a contar com uma malha de parlamentares estaduais, think tanks, organizações religiosas e movimentos conservadores capazes de difundir narrativas e coordenar agendas muito além de suas respectivas fronteiras.

 

Fonte: Brasil 247/O Cafezinho/Fórum

 

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