sábado, 11 de julho de 2026

Flávio Bolsonaro já prepara estratégia para se defender de suposto vazamento de vídeo comprometedor

A equipe do senador Flávio Bolsonaro já definiu uma estratégia de comunicação para o caso de um eventual vídeo de caráter privado ser divulgado durante a campanha presidencial. De acordo com informações publicadas pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, a principal porta-voz da defesa pública do parlamentar será sua esposa, Fernanda Bolsonaro, caso esse cenário se concretize.

Fernanda tem informado a interlocutores que está preparada para enfrentar possíveis ataques contra o marido. A estratégia prevê pronunciamentos e gravações em que ela destacará a transformação pessoal vivida por Flávio nos últimos anos, reforçando a narrativa de fortalecimento da família após uma crise conjugal.

Fernanda relata que o casal enfrentou uma crise no casamento há cerca de quatro anos, mas afirma que a situação foi superada. Ela atribui essa mudança ao fato de o senador ter ingressado na igreja e afirma a pessoas próximas que a família está “mais forte do que nunca”.

A avaliação feita por integrantes da campanha, segundo a coluna, é de que uma eventual divulgação de material privado poderia até produzir um efeito favorável ao candidato. O entendimento é que a exposição de imagens de natureza pessoal poderia ser interpretada por parte do eleitorado como um ataque considerado “abaixo da linha da cintura”, o que teria potencial para vitimizá-lo politicamente.

A reportagem afirma ainda que a principal preocupação dos aliados de Flávio já não está relacionada à possibilidade de surgir um vídeo envolvendo Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master. Conforme a coluna, o senador assegura que jamais participou de encontros privados com o empresário.

As atenções da campanha estariam voltadas  para a possibilidade de surgirem imagens de outro evento ocorrido há aproximadamente quatro anos e que, de acordo com a apuração da colunista, teria provocado uma crise no casamento do senador.

Na semana passada, durante um encontro com mulheres, Flávio Bolsonaro fez um discurso ao lado da esposa que foi interpretado por aliados como uma antecipação da estratégia que poderá ser adotada caso o episódio venha à tona. Em sua fala, o senador afirmou:

“Ninguém melhor do que a minha mulher, que está aqui do meu lado, que é quem poderia me julgar. E, se ela está aqui do meu lado, é porque ela sabe o homem transformado que ela tem hoje. Ela sabe o homem muito melhor que ela tem hoje, um homem que é convertido, um homem que respeita muito mais a família, um homem que valoriza muito mais a esposa, as filhas”, disse.

•        Michellismo: Michelle cria movimento “imparáveis” e divulga vídeo para confrontar Flávio Bolsonaro

pós ser enxotada do comando nacional e a extinção da presidência do PL Mulher, cargo que era ocupado no movimento criado por ela a pedido de Jair Bolsonaro (PL), Michelle Bolsonaro (PL) enviou novo recado nas redes e está criando o movimento “imparáveis” para confrontar o enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que busca desesperadamente uma reaproximação com a madrasta para evitar a fuga dos votos femininos.

“Dom abre portas, mas a mesa revela o caráter”, alfinetou Michelle, compartilhando publicação sobre o livro “A Paz do Diabo”, em que “Charles Spurgeon revela, com profundidade bíblica e linguagem direta, como o inimigo age de forma silenciosa, oferecendo descanso falso enquanto destrói a alma aos poucos”.

Em meio aos recados, Michelle teria aberto as portas do movimento “imparáveis”, movimento que marca definitivamente a criação do Michellismo, com a ex-primeira-dama deixando o guarda-chuva do bolsonarismo, criado pelo marido e herdado pelos enteados desafetos.

Segundo Jussara Soares, na CNN Brasil, o projeto tem origem em uma hit pop e “quer dar continuidade ao trabalho da ex-primeira-dama no PL Mulher e funcionar como uma espécie de comunidade de fãs”.

A música “Unstoppable”, da cantora australiana Sai, teria sido a inspiração para o nome do movimento e descreve Michelle e suas aliadas como “incontroláveis, um Porsche sem freios”.

“Eu coloco minha armadura, vou te mostrar que sou. Sou incontrolável, sou um Porsche sem freios. Sou invencível, sim, eu ganho todos os jogos. Sou tão poderosa, não preciso de baterias para jogar. Sou tão confiante, sim, estou incontrolável hoje”, diz a tradução da música que cita ainda o termo usado pelo marido para definir Michelle: “incontrolável”.

O anúncio da criação do movimento se deu pelo perfil “Imparaveis.mb” – de Michelle Bolsonaro – em collab com a página do PL Mulher.

“Em meio as dificuldades, é preciso coragem para avançar. Mulheres e Homens de Bem jamais desistem de lutar por justiça e liberdade. Para seguir adiante, é preciso ser IMPARÁVEL”, diz a publicação, que usa um vídeo da heroína Mulher Maravilha.

Junto às imagens, a heroína se protege dos “mentirosos” e das “metralhadoras de mentiras” e diz que “a tropa do bem” vai avançar “vencendo as mentiras”.

A ênfase é justamente na mentira, para atingir mulheres e evangélicos que foram impactados pelos vários recuos de Flávio Bolsonaro ao mentir sobre o elo com Daniel Vorcaro.

<><> Desespero

Em uma demonstração do desespero em meio ao derretimento nas pesquisas, Flávio Bolsonaro praticamente implorou de forma pública, nesta quinta-feira (9), pelo apoio da madrasta, Michelle Bolsonaro.

“Eu estou sempre aberto aqui a conversar, sempre esperando o tempo que ela achar que é o suficiente para estar com a gente na campanha, vestindo a camisa, porque eu tenho certeza que a Michelle pensa igual a mim”, declarou Flávio, visivelmente acuado pela força política da madrasta.

“Tem que estar todo mundo junto para combater esse inimigo do Brasil que é o atual governo”, completou, recorrendo ao tradicional discurso de união externa contra o PT e Lula para tentar mascarar a humilhação interna.

<><> Ceará

Flávio Bolsonaro retorna nesta sexta-feira (10) ao Ceará, a origem mais direta da briga. Michelle se opôs à aliança do PL com Ciro Gomes, hoje no PSDB, e defendeu outro caminho para a direita no estado. O conflito começou ainda em 2025, quando a ex-primeira-dama criticou a aproximação com Ciro e foi rebatida por Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro.

Naquele momento, Jair Bolsonaro não contestou Michelle e Flávio precisou recuar na guerra interna, em Bolsonaro não contesta Michelle e Flávio recua em guerra no clã: “não teve apoio ao Ciro”.

A trégua durou pouco. Em março, Michelle retomou os ataques à tentativa de aliança com Ciro e chamou o jogo político de “sujo”, como mostrou a reportagem Michelle retoma ataques a Flávio Bolsonaro por aliança com Ciro Gomes: “o jogo é sujo”.

Em abril, Flávio fechou a aliança do PL com Ciro no Ceará, contrariando a madrasta. O desdobramento está em Flávio Bolsonaro trai madrasta Michelle e fecha aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará.

Na reta mais recente da crise, Ciro Gomes soltou a mão de Flávio Bolsonaro após o impasse com Michelle. Depois, a própria Michelle tripudiou dos enteados quando Ciro decretou o fim dos “acordos espúrios”, como mostrou a Fórum em Michelle tripudia sobre Flávio Bolsonaro e enteados após Ciro Gomes decretar fim de “acordos espúrios”.

Eduardo Bolsonaro, porém, entrou na briga para provocar Michelle e confirmar a aliança com Ciro. A Fórum mostrou que ele atrelou o apoio no Ceará à necessidade de voto para aprovar a anistia a Jair Bolsonaro, em Eduardo Bolsonaro provoca Michelle e confirma aliança com Ciro Gomes: “não se faz política com o fígado”.

•        Ana Cristina Valle, “02” de Bolsonaro e pivô das rachadinhas, tem R$ 227 mil bloqueados por fraude em campanha

Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro e mãe do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), teve R$ 227 mil bloqueados pela Justiça Eleitoral para devolver dinheiro público usado em sua campanha a deputada distrital em 2022, no Distrito Federal.

A informação foi publicada pela Veja nesta sexta-feira (10). O bloqueio ocorre porque Ana Cristina não pagou, no prazo determinado, o valor que a Justiça mandou ressarcir após rejeitar suas contas de campanha. Se o dinheiro nas contas bancárias não for suficiente, a cobrança pode avançar sobre veículos e imóveis registrados em nome da ex-candidata.

<><> Candidata teve campanha reprovada pelo TRE-DF

A prestação de contas de Ana Cristina Valle foi rejeitada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), seguindo parecer do Ministério Público Eleitoral. Na eleição de 2022, ela disputou uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal com o nome de urna Cristina Bolsonaro.

O relator do caso, desembargador Guilherme Pupe da Nóbrega, afirmou no julgamento que as falhas “permeiam praticamente toda a gama de gastos de campanha”. A Justiça Eleitoral apontou problemas na comprovação de despesas com militância, mobilização de rua, alimentação, combustível, criação de páginas na internet, impulsionamento de conteúdo, locação de bens e contratação de serviços de terceiros.

Segundo o voto, a ex-candidata também não apresentou justificativas, esclarecimentos ou documentos capazes de sanar as irregularidades apontadas pela área técnica. A candidatura de Ana Cristina Valle e os dados da disputa de 2022 constam no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE.

<><> Ana Cristina Valle foi pivô das rachadinhas do clã Bolsonaro

O bloqueio recoloca Ana Cristina Valle no centro do histórico jurídico e político do clã Bolsonaro. Antes da cobrança eleitoral, ela já havia aparecido como personagem-chave das investigações sobre as chamadas rachadinhas, esquema de devolução ilegal de parte dos salários de assessores em gabinetes parlamentares.

A Fórum mostrou que Ana Cristina Valle foi apontada como operadora inicial do esquema no entorno de Carlos Bolsonaro. Ela foi chefe de gabinete do vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro entre 2001 e 2008, período em que familiares dela também ocuparam cargos em estruturas ligadas à família Bolsonaro.

Em outra frente, a Fórum revelou que Jair Bolsonaro e seus filhos empregaram Ana Cristina Valle e parentes dela em gabinetes legislativos. Esse histórico fez da ex-mulher de Bolsonaro uma das figuras mais sensíveis nas apurações sobre cargos, salários e dinheiro público no núcleo familiar do ex-presidente.

<><> Bloqueio mira dinheiro público do fundo eleitoral

A decisão atual, porém, trata especificamente da campanha de 2022. O bloqueio de R$ 227 mil não é uma decisão sobre o mérito das rachadinhas, mas uma cobrança da Justiça Eleitoral por recursos do fundo eleitoral cuja aplicação não foi comprovada de forma regular.

Na prática, Ana Cristina Valle passa a responder a uma cobrança direta sobre dinheiro público de campanha. O caso amplia o desgaste no entorno de Jair Bolsonaro e atinge uma personagem que já foi central nas suspeitas sobre a engrenagem de cargos, salários e repasses que marcou a trajetória política do clã.

•        Sonegador: Paulo Figueiredo, conselheiro de Flávio Bolsonaro, tem dívida milionária em impostos

O blogueiro Paulo Figueiredo, investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação na trama golpista, também acumula pendências fiscais com a União. Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) consultados pela Coluna do Estadão, ele possui débitos inscritos na Dívida Ativa, etapa em que não cabem mais contestações administrativas sobre a cobrança.

Procurado, Figueiredo negou irregularidades e afirmou que foi autuado indevidamente durante a Operação Armadeira 2, deflagrada pela Lava Jato em 2020 para investigar um esquema de blindagem de empresas contra fiscalizações da Receita Federal. O blogueiro também argumentou que não é mais residente fiscal no Brasil por viver nos Estados Unidos.

<><> Golpista

Além das pendências tributárias, Figueiredo responde a uma ação penal no STF por suposta participação na tentativa de golpe de Estado. Denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ele é acusado de utilizar sua influência junto ao meio militar, por meio de programas de rádio e televisão, para ampliar ataques a generais e incentivar a adesão ao movimento investigado. Como mora nos Estados Unidos, ainda não foi intimado pela Corte e não apresentou defesa no processo.

<><> “Mulher vota mal”

O nome de Figueiredo também voltou ao centro do debate político após declarações de que “mulher vota mal para caralho”, o que gerou desgaste para a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Cerca de uma semana após a repercussão da fala, Flávio afirmou, durante um encontro com mulheres conservadoras, que repudiava as declarações do blogueiro. Nas redes sociais, porém, publicou um vídeo sobre o episódio em tom mais moderado, sem mencionar diretamente indignação com o ataque ao eleitorado feminino.

Figueiredo reagiu às críticas e reafirmou sua posição. Segundo ele, Flávio Bolsonaro estaria “errado do ponto de vista material” e ocuparia uma posição menos conservadora. “Flávio tem a posição dele, eu tenho a minha. Eu estou muito mais à direita do que o Flávio”, declarou.

O blogueiro também criticou a reação do senador, afirmando que ele teria adotado uma postura de “vitimismo” ao dizer que se sentiu ofendido pelas declarações. “Flávio dizer que se sentiu ofendido já é vitimismo. Odeio gente que se vitimiza”, afirmou.

 

Fonte: Brasil 247/Fórum

 

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