Flávio
Bolsonaro já prepara estratégia para se defender de suposto vazamento de vídeo
comprometedor
A
equipe do senador Flávio Bolsonaro já definiu uma estratégia de comunicação
para o caso de um eventual vídeo de caráter privado ser divulgado durante a
campanha presidencial. De acordo com informações publicadas pela colunista Bela
Megale, do jornal O Globo, a principal porta-voz da defesa pública do
parlamentar será sua esposa, Fernanda Bolsonaro, caso esse cenário se
concretize.
Fernanda
tem informado a interlocutores que está preparada para enfrentar possíveis
ataques contra o marido. A estratégia prevê pronunciamentos e gravações em que
ela destacará a transformação pessoal vivida por Flávio nos últimos anos,
reforçando a narrativa de fortalecimento da família após uma crise conjugal.
Fernanda
relata que o casal enfrentou uma crise no casamento há cerca de quatro anos,
mas afirma que a situação foi superada. Ela atribui essa mudança ao fato de o
senador ter ingressado na igreja e afirma a pessoas próximas que a família está
“mais forte do que nunca”.
A
avaliação feita por integrantes da campanha, segundo a coluna, é de que uma
eventual divulgação de material privado poderia até produzir um efeito
favorável ao candidato. O entendimento é que a exposição de imagens de natureza
pessoal poderia ser interpretada por parte do eleitorado como um ataque
considerado “abaixo da linha da cintura”, o que teria potencial para
vitimizá-lo politicamente.
A
reportagem afirma ainda que a principal preocupação dos aliados de Flávio já
não está relacionada à possibilidade de surgir um vídeo envolvendo Daniel
Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master. Conforme a coluna, o senador
assegura que jamais participou de encontros privados com o empresário.
As
atenções da campanha estariam voltadas
para a possibilidade de surgirem imagens de outro evento ocorrido há
aproximadamente quatro anos e que, de acordo com a apuração da colunista, teria
provocado uma crise no casamento do senador.
Na
semana passada, durante um encontro com mulheres, Flávio Bolsonaro fez um
discurso ao lado da esposa que foi interpretado por aliados como uma
antecipação da estratégia que poderá ser adotada caso o episódio venha à tona.
Em sua fala, o senador afirmou:
“Ninguém
melhor do que a minha mulher, que está aqui do meu lado, que é quem poderia me
julgar. E, se ela está aqui do meu lado, é porque ela sabe o homem transformado
que ela tem hoje. Ela sabe o homem muito melhor que ela tem hoje, um homem que
é convertido, um homem que respeita muito mais a família, um homem que valoriza
muito mais a esposa, as filhas”, disse.
• Michellismo: Michelle cria movimento
“imparáveis” e divulga vídeo para confrontar Flávio Bolsonaro
pós ser
enxotada do comando nacional e a extinção da presidência do PL Mulher, cargo
que era ocupado no movimento criado por ela a pedido de Jair Bolsonaro (PL),
Michelle Bolsonaro (PL) enviou novo recado nas redes e está criando o movimento
“imparáveis” para confrontar o enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que busca
desesperadamente uma reaproximação com a madrasta para evitar a fuga dos votos
femininos.
“Dom
abre portas, mas a mesa revela o caráter”, alfinetou Michelle, compartilhando
publicação sobre o livro “A Paz do Diabo”, em que “Charles Spurgeon revela, com
profundidade bíblica e linguagem direta, como o inimigo age de forma
silenciosa, oferecendo descanso falso enquanto destrói a alma aos poucos”.
Em meio
aos recados, Michelle teria aberto as portas do movimento “imparáveis”,
movimento que marca definitivamente a criação do Michellismo, com a
ex-primeira-dama deixando o guarda-chuva do bolsonarismo, criado pelo marido e
herdado pelos enteados desafetos.
Segundo
Jussara Soares, na CNN Brasil, o projeto tem origem em uma hit pop e “quer dar
continuidade ao trabalho da ex-primeira-dama no PL Mulher e funcionar como uma
espécie de comunidade de fãs”.
A
música “Unstoppable”, da cantora australiana Sai, teria sido a inspiração para
o nome do movimento e descreve Michelle e suas aliadas como “incontroláveis, um
Porsche sem freios”.
“Eu
coloco minha armadura, vou te mostrar que sou. Sou incontrolável, sou um
Porsche sem freios. Sou invencível, sim, eu ganho todos os jogos. Sou tão
poderosa, não preciso de baterias para jogar. Sou tão confiante, sim, estou
incontrolável hoje”, diz a tradução da música que cita ainda o termo usado pelo
marido para definir Michelle: “incontrolável”.
O
anúncio da criação do movimento se deu pelo perfil “Imparaveis.mb” – de
Michelle Bolsonaro – em collab com a página do PL Mulher.
“Em
meio as dificuldades, é preciso coragem para avançar. Mulheres e Homens de Bem
jamais desistem de lutar por justiça e liberdade. Para seguir adiante, é
preciso ser IMPARÁVEL”, diz a publicação, que usa um vídeo da heroína Mulher
Maravilha.
Junto
às imagens, a heroína se protege dos “mentirosos” e das “metralhadoras de
mentiras” e diz que “a tropa do bem” vai avançar “vencendo as mentiras”.
A
ênfase é justamente na mentira, para atingir mulheres e evangélicos que foram
impactados pelos vários recuos de Flávio Bolsonaro ao mentir sobre o elo com
Daniel Vorcaro.
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Desespero
Em uma
demonstração do desespero em meio ao derretimento nas pesquisas, Flávio
Bolsonaro praticamente implorou de forma pública, nesta quinta-feira (9), pelo
apoio da madrasta, Michelle Bolsonaro.
“Eu
estou sempre aberto aqui a conversar, sempre esperando o tempo que ela achar
que é o suficiente para estar com a gente na campanha, vestindo a camisa,
porque eu tenho certeza que a Michelle pensa igual a mim”, declarou Flávio,
visivelmente acuado pela força política da madrasta.
“Tem
que estar todo mundo junto para combater esse inimigo do Brasil que é o atual
governo”, completou, recorrendo ao tradicional discurso de união externa contra
o PT e Lula para tentar mascarar a humilhação interna.
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Ceará
Flávio
Bolsonaro retorna nesta sexta-feira (10) ao Ceará, a origem mais direta da
briga. Michelle se opôs à aliança do PL com Ciro Gomes, hoje no PSDB, e
defendeu outro caminho para a direita no estado. O conflito começou ainda em
2025, quando a ex-primeira-dama criticou a aproximação com Ciro e foi rebatida
por Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro.
Naquele
momento, Jair Bolsonaro não contestou Michelle e Flávio precisou recuar na
guerra interna, em Bolsonaro não contesta Michelle e Flávio recua em guerra no
clã: “não teve apoio ao Ciro”.
A
trégua durou pouco. Em março, Michelle retomou os ataques à tentativa de
aliança com Ciro e chamou o jogo político de “sujo”, como mostrou a reportagem
Michelle retoma ataques a Flávio Bolsonaro por aliança com Ciro Gomes: “o jogo
é sujo”.
Em
abril, Flávio fechou a aliança do PL com Ciro no Ceará, contrariando a
madrasta. O desdobramento está em Flávio Bolsonaro trai madrasta Michelle e
fecha aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará.
Na reta
mais recente da crise, Ciro Gomes soltou a mão de Flávio Bolsonaro após o
impasse com Michelle. Depois, a própria Michelle tripudiou dos enteados quando
Ciro decretou o fim dos “acordos espúrios”, como mostrou a Fórum em Michelle
tripudia sobre Flávio Bolsonaro e enteados após Ciro Gomes decretar fim de
“acordos espúrios”.
Eduardo
Bolsonaro, porém, entrou na briga para provocar Michelle e confirmar a aliança
com Ciro. A Fórum mostrou que ele atrelou o apoio no Ceará à necessidade de
voto para aprovar a anistia a Jair Bolsonaro, em Eduardo Bolsonaro provoca
Michelle e confirma aliança com Ciro Gomes: “não se faz política com o fígado”.
• Ana Cristina Valle, “02” de Bolsonaro e
pivô das rachadinhas, tem R$ 227 mil bloqueados por fraude em campanha
Ana
Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro e mãe do vereador Jair Renan
Bolsonaro (PL-SC), teve R$ 227 mil bloqueados pela Justiça Eleitoral para
devolver dinheiro público usado em sua campanha a deputada distrital em 2022,
no Distrito Federal.
A
informação foi publicada pela Veja nesta sexta-feira (10). O bloqueio ocorre
porque Ana Cristina não pagou, no prazo determinado, o valor que a Justiça
mandou ressarcir após rejeitar suas contas de campanha. Se o dinheiro nas
contas bancárias não for suficiente, a cobrança pode avançar sobre veículos e
imóveis registrados em nome da ex-candidata.
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Candidata teve campanha reprovada pelo TRE-DF
A
prestação de contas de Ana Cristina Valle foi rejeitada por unanimidade pelo
Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), seguindo parecer do
Ministério Público Eleitoral. Na eleição de 2022, ela disputou uma vaga na
Câmara Legislativa do Distrito Federal com o nome de urna Cristina Bolsonaro.
O
relator do caso, desembargador Guilherme Pupe da Nóbrega, afirmou no julgamento
que as falhas “permeiam praticamente toda a gama de gastos de campanha”. A
Justiça Eleitoral apontou problemas na comprovação de despesas com militância,
mobilização de rua, alimentação, combustível, criação de páginas na internet,
impulsionamento de conteúdo, locação de bens e contratação de serviços de
terceiros.
Segundo
o voto, a ex-candidata também não apresentou justificativas, esclarecimentos ou
documentos capazes de sanar as irregularidades apontadas pela área técnica. A
candidatura de Ana Cristina Valle e os dados da disputa de 2022 constam no
sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE.
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Ana Cristina Valle foi pivô das rachadinhas do clã Bolsonaro
O
bloqueio recoloca Ana Cristina Valle no centro do histórico jurídico e político
do clã Bolsonaro. Antes da cobrança eleitoral, ela já havia aparecido como
personagem-chave das investigações sobre as chamadas rachadinhas, esquema de
devolução ilegal de parte dos salários de assessores em gabinetes
parlamentares.
A Fórum
mostrou que Ana Cristina Valle foi apontada como operadora inicial do esquema
no entorno de Carlos Bolsonaro. Ela foi chefe de gabinete do vereador na Câmara
Municipal do Rio de Janeiro entre 2001 e 2008, período em que familiares dela
também ocuparam cargos em estruturas ligadas à família Bolsonaro.
Em
outra frente, a Fórum revelou que Jair Bolsonaro e seus filhos empregaram Ana
Cristina Valle e parentes dela em gabinetes legislativos. Esse histórico fez da
ex-mulher de Bolsonaro uma das figuras mais sensíveis nas apurações sobre
cargos, salários e dinheiro público no núcleo familiar do ex-presidente.
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Bloqueio mira dinheiro público do fundo eleitoral
A
decisão atual, porém, trata especificamente da campanha de 2022. O bloqueio de
R$ 227 mil não é uma decisão sobre o mérito das rachadinhas, mas uma cobrança
da Justiça Eleitoral por recursos do fundo eleitoral cuja aplicação não foi
comprovada de forma regular.
Na
prática, Ana Cristina Valle passa a responder a uma cobrança direta sobre
dinheiro público de campanha. O caso amplia o desgaste no entorno de Jair
Bolsonaro e atinge uma personagem que já foi central nas suspeitas sobre a
engrenagem de cargos, salários e repasses que marcou a trajetória política do
clã.
• Sonegador: Paulo Figueiredo, conselheiro
de Flávio Bolsonaro, tem dívida milionária em impostos
O
blogueiro Paulo Figueiredo, investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por
suposta participação na trama golpista, também acumula pendências fiscais com a
União. Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)
consultados pela Coluna do Estadão, ele possui débitos inscritos na Dívida
Ativa, etapa em que não cabem mais contestações administrativas sobre a
cobrança.
Procurado,
Figueiredo negou irregularidades e afirmou que foi autuado indevidamente
durante a Operação Armadeira 2, deflagrada pela Lava Jato em 2020 para
investigar um esquema de blindagem de empresas contra fiscalizações da Receita
Federal. O blogueiro também argumentou que não é mais residente fiscal no
Brasil por viver nos Estados Unidos.
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Golpista
Além
das pendências tributárias, Figueiredo responde a uma ação penal no STF por
suposta participação na tentativa de golpe de Estado. Denunciado pela
Procuradoria-Geral da República (PGR), ele é acusado de utilizar sua influência
junto ao meio militar, por meio de programas de rádio e televisão, para ampliar
ataques a generais e incentivar a adesão ao movimento investigado. Como mora
nos Estados Unidos, ainda não foi intimado pela Corte e não apresentou defesa
no processo.
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“Mulher vota mal”
O nome
de Figueiredo também voltou ao centro do debate político após declarações de
que “mulher vota mal para caralho”, o que gerou desgaste para a pré-campanha do
senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Cerca
de uma semana após a repercussão da fala, Flávio afirmou, durante um encontro
com mulheres conservadoras, que repudiava as declarações do blogueiro. Nas
redes sociais, porém, publicou um vídeo sobre o episódio em tom mais moderado,
sem mencionar diretamente indignação com o ataque ao eleitorado feminino.
Figueiredo
reagiu às críticas e reafirmou sua posição. Segundo ele, Flávio Bolsonaro
estaria “errado do ponto de vista material” e ocuparia uma posição menos
conservadora. “Flávio tem a posição dele, eu tenho a minha. Eu estou muito mais
à direita do que o Flávio”, declarou.
O
blogueiro também criticou a reação do senador, afirmando que ele teria adotado
uma postura de “vitimismo” ao dizer que se sentiu ofendido pelas declarações.
“Flávio dizer que se sentiu ofendido já é vitimismo. Odeio gente que se
vitimiza”, afirmou.
Fonte:
Brasil 247/Fórum

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