sábado, 11 de julho de 2026

O gado acredita em tudo: Como surgiu boato de que Bolsonaro será solto e disputará eleição

A máquina de desinformação bolsonarista voltou a operar por esses dias em rotação máxima nas redes sociais, resgatando o mesmo modus operandi de teorias conspiratórias passadas. A nova fantasia do ecossistema de fake news da extrema direita flerta abertamente com o absurdo: a tese de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria integralmente reabilitado pela Justiça, solto em tempo recorde e lançado diretamente na disputa eleitoral.

A onda de boatos ganhou tração após declarações ambíguas do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Durante um evento com empresários e parlamentares, o cacique partidário inflou expectativas sobre um novo recurso criminal protocolado pela defesa de Bolsonaro, disparando que “muita coisa vai acontecer no Brasil nestes 20 dias”. Foi o estopim necessário para que grupos de aplicativos de mensagem e perfis de extremistas distorcessem a realidade, vendendo uma ilusão jurídica sem qualquer base factual.

<><> Abismo técnico e a farsa dos prazos

O que a militância vende como “liberdade e palanque iminentes” esbarra na realidade processual. O recurso protocolado pela defesa é uma revisão criminal. Na melhor das hipóteses teóricas, esse mecanismo serve apenas para reavaliar a dosimetria (o cálculo) da pena com base em mudanças legislativas recentes, o que poderia, eventualmente, abrandar o regime de cumprimento para o semiaberto ou aberto no futuro.

Porém, o prazo estipulado pelos boatos das redes é uma impossibilidade física e jurídica. Uma revisão criminal exige meses de tramitação, no mínimo 90 dias, para que seja minimamente analisada pelos tribunais. A urgência fabricada pelos contos virtuais serve apenas a um propósito político: alimentar uma militância que parece disposta a acreditar em qualquer milagre digital, uma marca da ignorância bruta do movimento bolsonarista.

<>< Falsa equivalência com o caso Lula

Para tentar dar verniz de seriedade ao boato, os propagadores de fake news tentam traçar um paralelo jurídico inexistente entre a situação de Bolsonaro e a anulação dos processos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na esteira da Operação Lava-Jato. A comparação é tecnicamente desonesta e cretina.

No caso de Lula, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a suspeição e a parcialidade do juiz de primeira instância na origem das investigações, o que anulou o processo desde o nascimento por vício de competência. Já as condenações de Jair Bolsonaro e os processos decorrentes dos atos de 8 de Janeiro foram validados, discutidos e decididos diretamente pelo plenário da Suprema Corte.

Todas as controvérsias, desde a relatoria de Alexandre de Moraes até a validade de delações premiadas, já foram amplamente julgadas e sepultadas pelo colegiado de ministros. Não há fato novo, erro crasso ou reviravolta jurídica capaz de sustentar a tese de uma “descondenação”.

<><> Estratégia da frustração calculada

A insistência em espalhar uma mentira com prazo de validade tão curto repete a tática manjada do bolsonarismo: a criação de uma narrativa de perseguição programada.

Ao inflar a base com a promessa de que Bolsonaro subirá nos palanques nos próximos dias ao lado de Flávio Bolsonaro, a liderança do movimento pavimenta o caminho para a frustração. Quando o prazo inventado expirar e nada acontecer, porque a lei assim determina, o ecossistema ativará a segunda fase do plano: culpar as instituições e o sistema por um impedimento que, na verdade, sempre foi a única realidade legal.

•        Investigações da PF fazem Flávio Bolsonaro adiar indicação ao Senado no RJ

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aconselhado por aliados a adiar, ao máximo, a definição do candidato do partido ao Senado no Rio de Janeiro, após uma sequência de operações da Polícia Federal (PF) atingir nomes cotados para compor a chapa.

Em menos de dois meses, alguns potenciais indicados foram impactados por investigações policiais ou se tornaram inelegíveis, esvaziando as opções disponíveis.

A estratégia busca encurtar o tempo de exposição do futuro escolhido antes do registro oficial das candidaturas, mas o recuo tático já gera tensão interna no partido, que entra na reta decisiva do calendário eleitoral sem nome definido.

A recomendação para que Flávio Bolsonaro segure o anúncio partiu de interlocutores próximos ao senador, segundo apuração do Globo. O raciocínio é direto: revelar o nome agora significaria submetê-lo a semanas de escrutínio público antes mesmo do início oficial da campanha, em um ambiente em que cada cotado que emerge vira alvo de investigação ou de nova crise. A avaliação interna é que o risco político de antecipar a decisão supera qualquer ganho de visibilidade.

O contexto que produziu essa cautela é concreto. Em menos de dois meses, a chapa bolsonarista no Rio perdeu três nomes por razões que vão da inelegibilidade à prisão em flagrante. Flávio chegou a planejar o anúncio do substituto de Cláudio Castro para a última sexta-feira (3), mas voltou atrás mais uma vez.

A tendência, segundo interlocutores do partido, é que a definição só ocorra na convenção nacional do PL, marcada para 25 de julho, ou até depois disso, comprimindo, ao máximo, o intervalo entre o anúncio e o prazo legal para registro das candidaturas.

<><> Nomes atingidos por investigações da PF e inelegibilidade

O primeiro nome a cair foi o do ex-governador Cláudio Castro (PL), inicialmente escolhido por Flávio para disputar uma das vagas ao Senado.

Castro desistiu da candidatura depois de ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, na sequência, tornou-se alvo de operações da PF que investigam suspeitas de fraude no setor de combustíveis e os aportes do RioPrevidência no Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A combinação de inelegibilidade com investigações ativas encerrou sua viabilidade eleitoral antes mesmo de a campanha começar.

Em seguida, o impacto chegou à outra vaga da chapa. Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e indicado pela federação União Brasil-PP, foi preso em flagrante durante a Operação Unha e Carne após agentes encontrarem um fuzil calibre 5,56 em seu carro.

O terceiro caso envolve Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, que figurava entre os favoritos para substituir Castro até perder força com o avanço da investigação sobre um suposto esquema de desvio de cotas parlamentares.

Embora não tenha sido alvo da fase mais recente da operação, investigadores passaram a apurar a origem de R$ 468 mil apreendidos em dinheiro vivo em um imóvel ligado ao deputado, além de suspeita de tentativa de dar aparência de legalidade aos recursos.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), outro cotado, também foi atingido por uma operação da PF em dezembro do ano passado, o que reduziu seu capital político para a disputa, ainda que não tenha sido alvo dos desdobramentos mais recentes sobre cotas parlamentares.

<><> Repercussões internas e impasse no PL

A estratégia do adiamento não é consenso dentro do PL. A demora vem aumentando a insatisfação entre dirigentes estaduais, parlamentares e pré-candidatos do partido, que cobram uma definição justamente no momento em que o calendário eleitoral entra na fase decisiva.

As convenções partidárias podem ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, e a ausência de um nome confirmado para o Senado deixa o partido sem palanque estruturado em um dos estados mais populosos do Sudeste.

Anunciar o nome agora significaria submetê-lo a semanas de desgaste antes mesmo do início oficial da campanha.

A avaliação de interlocutores do PL resume a lógica defensiva que passou a dominar a articulação de Flávio no Rio. O problema é que essa lógica tem um custo: quanto mais o anúncio é postergado, menor o tempo para o candidato construir visibilidade e consolidar apoios antes do registro.

Parte dos dirigentes defende que a escolha ocorra na convenção nacional do partido, em 25 de julho. Outros já admitem que pode vir depois disso. O resultado prático é que o PL chega às vésperas das convenções sem candidato ao Senado no Rio de Janeiro, estado que Flávio considera estratégico para sua própria candidatura à Presidência da República.

•        Flávio Bolsonaro “pede água” a Michelle em nova declaração humilhante

A pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caminha a passos largos para o isolamento político, sufocada por um incêndio doméstico que o parlamentar simplesmente não consegue apagar. Em uma demonstração explícita de vulnerabilidade, o primogênito da clã praticamente implorou de forma pública, nesta quinta (9), pelo apoio da madrasta, Michelle Bolsonaro, dias após ser triturado por ela nas redes sociais. Com a candidatura patinando e sem o oxigênio do eleitorado mais fiel ao bolsonarismo, o senador abaixou a cabeça e resolveu se submeter ao “tempo” da ex-primeira-dama.

“Eu estou sempre aberto aqui a conversar, sempre esperando o tempo que ela achar que é o suficiente para estar com a gente na campanha, vestindo a camisa, porque eu tenho certeza que a Michelle pensa igual a mim”, declarou Flávio, visivelmente acuado pela força política da madrasta. “Tem que estar todo mundo junto para combater esse inimigo do Brasil que é o atual governo”, completou, recorrendo ao tradicional discurso de união externa contra o PT e Lula para tentar mascarar a humilhação interna.

<><> Estopim do racha: a aliança com Ciro Gomes

A crise que emparedou o pré-candidato do PL começou nos bastidores regionais. Flávio e o deputado federal André Fernandes (PL-CE) atropelaram as bases ideológicas no Ceará para selar um polêmico acordo pragmático com o ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PSDB), visando as costuras eleitorais no estado. No pacote, a família rifou a deputada federal Priscila Costa (PL-CE), o nome favorito de Michelle para o Senado, em prol de Alcides Fernandes.

Michelle, que já vinha criticando publicamente a aproximação com Ciro por considerá-lo um detrator histórico de Jair Bolsonaro, usou suas redes sociais para expor as entranhas da briga familiar e desmoralizar o enteado. A ex-primeira-dama revelou ter sido destratada por Flávio em uma ligação telefônica após bater de frente com o arranjo cearense.

“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone e eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante e então eu me recolhi”, disparou Michelle.

<><> Flávio acuado e Michelle soberana no PL

O impacto do desabafo de Michelle foi devastador para as pretensões presidenciais de Flávio. Percebendo o tamanho do prejuízo com o eleitorado conservador, que enxerga na ex-primeira-dama a verdadeira herdeira do capital político do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar, o senador recuou imediatamente. No mesmo dia, divulgou uma nota em tom de retratação: “Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez peço desculpas”.

A resposta de Michelle ao recuo do enteado foi um xeque-mate político. Cerca de cinco dias depois da lavagem de roupa suja pública, ela se reuniu com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e entregou sua renúncia irrevogável à presidência do PL Mulher. Oficialmente, alegou o desejo de se dedicar aos cuidados de Jair Bolsonaro e da filha. Na prática, isolou Flávio ainda mais.

O peso político de Michelle ficou evidente quando Valdemar Costa Neto veio a público declarar que o PL não tem ninguém “à altura” para substituí-la, cogitando inclusive extinguir o cargo nacional do núcleo feminino e garantindo que mudaria os planos caso ela decidisse voltar.

Ao implorar agora pelo engajamento de Michelle em seu palanque, Flávio Bolsonaro escancara que sua pré-candidatura está nas cordas. Dependente do carisma e da chancela de quem ele próprio tentou diminuir, o senador se curva publicamente na tentativa desesperada de salvar uma campanha que, antes mesmo de começar oficialmente, já vai de mal a pior.

•        PP e União devem retirar apoio a Flávio Bolsonaro após Ciro Nogueira se sentir abandonado

Após dividirem o poder no ex-governo Jair Bolsonaro (PL), PP e União Brasil devem retirar o apoio à candidatura Flávio Bolsonaro (PL) antes das convenções partidárias, que começam no próximo dia 20 de julho.

A retirada do apoia pela federação que une as duas siglas teria sido definida após o presidente do PP Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil do ex-governo Bolsonaro, se sentir abandonado por Flávio Bolsonaro desde que se tornou alvo das investigações relacionadas ao “amigo de vida” Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.

Assim como Nogueira, Flávio teve a relação com Vorcaro exposta em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil, em que cobra o banqueiro sobre parte dos 24 milhões de dólares prometidos ao clã, supostamente para patrocínio do filme Dark Horse.

O filho “01” de Jair Bolsonaro passou a ser alvo de investigação, mas diferentemente do que ocorreu com Nogueira ainda não foi alvo de ações da Polícia Federal sobre o caso, que é relatado por outro ex-ministro, André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Jovem Pan, dirigentes dos dois partidos têm dito que nas reuniões a maioria defende “neutralidade total” nas eleições.

Além do caso Master, o ressentimento se deu com a prisão nesta semana de Márcio Canella, quadro do União do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado de Flávio Bolsonaro, com a mãe, Rogéria Nantes Bolsonaro, como suplente.

Dirigentes do União teriam se decepcionado com o senador, que sequer falou até o momento sobre a prisão de Canella, que foi transferido nesta quinta-feira (9) para o presídio de Jericinó, em Bangu.

O movimento afasta a hipótese remota de que Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura que é filiada ao PP, assuma o posto de vice na chapa de Flávio Bolsonaro, que busca desesperadamente uma mulher para o posto.

•        PL e Republicanos avançam em negociações, mas impasses estaduais travam aliança para Flávio Bolsonaro

presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, se reuniram nesta quarta-feira em Brasília para discutir a aliança em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. O encontro contou com a participação do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, e de lideranças de estados estratégicos. Apesar do avanço declarado pelas partes, dirigentes envolvidos nas tratativas admitem que o acordo nacional ainda não foi fechado: o que trava a aliança não é divergência ideológica, mas a disputa por palanques e cargos estaduais.

<><> Reunião e o avanço das negociações

As negociações entre PL e Republicanos ganharam novo impulso nesta quarta-feira com um encontro em Brasília entre Valdemar Costa Neto e Marcos Pereira. Além dos presidentes das duas siglas, participaram o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e parlamentares de estados considerados estratégicos para a montagem dos palanques estaduais. O objetivo declarado foi avançar na construção da aliança em torno da pré-candidatura de Flávio à Presidência.

Ao deixar a reunião, Marinho foi direto sobre o estágio das tratativas: “Estamos conversando com os estados e com os partidos, fazendo um trabalho que antecede a convenção do dia 25 de julho. Buscamos ampliar o leque de apoio e resolver os palanques regionais que ainda remanescem.” Apesar do tom positivo, dirigentes envolvidos nas negociações foram claros ao afirmar que o acordo nacional ainda não foi fechado. A formalização da aliança, segundo eles, depende da solução dos impasses regionais, e não o contrário.

<><> Os impasses estaduais e as prioridades

Questionado sobre quais estados concentram as principais pendências, Marinho citou Acre, Espírito Santo e Minas Gerais como focos das negociações. Além desses, lideranças de Mato Grosso do Sul e Roraima também participaram do encontro, indicando que o mapa dos impasses é mais amplo do que o declarado publicamente. O Republicanos, por sua vez, deixou claro que considera prematuro discutir a composição da chapa presidencial enquanto os acordos estaduais não estiverem resolvidos.

A lógica é direta: o Republicanos quer garantir o apoio do PL às suas pré-candidaturas a governador em estados como Acre, Mato Grosso, Espírito Santo e Roraima antes de se comprometer com qualquer aliança nacional. Um dos participantes da reunião foi o senador Alan Rick (Republicanos-AC), pré-candidato ao governo do Acre. Após o encontro, ele afirmou que “a conversa fortaleceu o entendimento entre os partidos” e que as tratativas terão continuidade nos próximos dias. O tom otimista, contudo, não esconde que o acordo ainda está em aberto.

<><> A moeda de troca: cargos e palanques

A dinâmica das negociações expõe com clareza o que move as alianças da direita neste ciclo eleitoral: não é o alinhamento programático, mas a distribuição de poder nos estados. Segundo interlocutores de Marcos Pereira, a economista Daniella Marques, filiada ao Republicanos, é um dos nomes cotados para compor a chapa presidencial como vice, mas sua indicação está condicionada à resolução dos acordos estaduais. Enquanto o PL não confirmar apoio às candidaturas do Republicanos nas disputas regionais, a vaga de vice permanece em compasso de espera.

O senador Magno Malta (PL-ES) avaliou que houve avanço nas conversas, mas foi preciso ao apontar o que ainda falta: “Há muita paróquia para resolver.” Malta também mencionou a necessidade de alinhar o discurso entre os partidos, incluindo a questão dos presos do 8 de Janeiro e a anistia, o que revela que as negociações envolvem não apenas cargos, mas também a tentativa de construir uma narrativa comum para a base bolsonarista. Minas Gerais, segundo maior eleitorado do país, é considerado um dos estados mais estratégicos pela campanha de Flávio, mas segue sem definição a poucos dias das convenções. A legislação eleitoral, vale lembrar, permite que partidos façam composições distintas em nível nacional e estadual, o que amplifica a complexidade e o peso de cada negociação regional.

<><> Próximos passos e a data limite

Rogério Marinho sinalizou que as conversas terão continuidade nos próximos dias e que a expectativa é ter um balanço definitivo na semana seguinte à reunião. O prazo que organiza toda essa movimentação é a convenção partidária marcada para 25 de julho, data limite para a formalização das alianças e o registro das candidaturas. Sem acordo até lá, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro chega às convenções sem o palanque sólido que a campanha busca construir.

O cenário atual mostra que a viabilidade eleitoral de Flávio à Presidência passa, antes de qualquer disputa nacional, pela capacidade do PL de ceder espaço ao Republicanos nos estados. É a lógica clássica do pragmatismo eleitoral brasileiro: o apoio de cima para baixo só se sustenta quando os interesses de baixo para cima estão garantidos. Com menos de três semanas para a convenção, o relógio corre e as “paróquias” ainda estão longe de resolvidas.

 

Fonte: Fórum

 

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