Pseudomonas
aeruginosa: o que é a bactéria presente em lote de água
A
bactéria Pseudomonas aeruginosa foi o motivo de dois casos de recolhimento de
produtos nas últimas semanas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária).
Nesta
quarta-feira (3), a agência suspendeu o lote LZ1, da marca de água mineral
Crystal, após análises clínicas rotineiras detectarem a presença do agente
biológico.
A mesma
bactéria estava presente em produtos da marca Ypê, que tiveram a venda e o uso
proibidos em abril após a agência identificar o risco biológico.
A
Pseudomonas aeruginosa pode ser encontrada no corpo humano e, em indivíduos
saudáveis, não apresenta sintomas graves. De acordo com o Manual MSD, ela está
presente no solo e em locais úmidos, ela oferece risco principalmente a
diabéticos, pessoas imunossuprimidas, portadores de doenças que prejudicam o
sistema imunológico, fibrose cística ou hospitalizados.
Ela
pode infectar o sangue, a pele, os ossos, ouvidos, olhos, pulmões, as vias
urinárias, as válvulas cardíacas. O contato pode ocorrer por meio de feridas,
contato com água contaminada (como em banheiras de hidromassagem), uso de
dispositivos médicos (como cateteres, tubos de respiração e ventiladores
mecânicos).
As
infecções podem atingir válvulas cardíacas, correntes sanguíneas, ouvidos,
pulmões, olhos, ossos, articulações e trato urinário, segundo informações do
Manual MSD.
Em
quadros externos leves, os sintomas podem incluir coceira, dor, irritações na
pele e secreção. Já os quadros graves podem evoluir para pneumonia hospitalar,
especialmente em pacientes internados que utilizam respiradores mecânicos.
Algumas
das cepas do agente biológico são mais resistentes ao tratamento com
antibióticos. Quando atinge a corrente sanguínea, pode haver risco de choque
infeccioso. Se não tratada corretamente, a infecção pode causar a morte.
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Entenda os riscos da bactéria encontrada na Água Mineral Crystal
A
bactéria Pseudomonas aeruginosa pode ser encontrada no solo, na água e em
ambientes úmidos, como pias, sanitários, piscinas mal tratadas e superfícies,
segundo informações do Manual MSD.
Em
indivíduos saudáveis, ela pode estar presente sem apresentar sintomas. O grupo
de maior risco são os portadores de diabetes, fibrose cística, quem tem baixa
imunidade ou que utilizam medicamentos imunossupressores.
Outro
motivo de atenção é que algumas cepas do agente biológico são mais resistentes
ao tratamento com antibióticos.
As
infecções provocadas pela Pseudomonas aeruginosa podem atingir válvulas
cardíacas, correntes sanguíneas, ouvidos, pulmões, olhos, ossos, articulações e
trato urinário. Quando atinge a corrente sanguínea, pode haver risco de choque
infeccioso. Se não tratada corretamente, a infecção pode causar a morte.
Em
quadros externos leves, os sintomas podem incluir coceira, dor, irritações na
pele e secreção. Já os quadros graves podem evoluir pneumonia hospitalar,
especialmente em pacientes internados que utilizam respiradores mecânicos.
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O que é a bactéria Pseudomonas e quais são os riscos
O
infectologista do Hospital Emílio Ribas Nilton Cavalcante explicou que a
bactéria "Pseudomonas" existe na natureza, especialmente em locais
úmidos e no solo, e pode estar presente no organismo humano. "Essa
bactéria coabita conosco", afirmou.
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Segundo
o médico, a maioria das pessoas não desenvolverá nenhum problema ao ser exposta
à bactéria. "Vai depender da quantidade que foi ingerida e da imunidade da
pessoa que se expôs àquele agente", destacou.
Cavalcante
alertou que os grupos mais vulneráveis são aqueles com imunidade comprometida.
Ele explicou ainda que, ao ser ingerida, a bactéria pode competir com os
micro-organismos já presentes no organismo e, caso consiga se estabelecer,
colonizar o local e aguardar uma oportunidade para causar dano.
"Esse
dano pode não ser imediato, pode ser um dano mais para frente", disse o
infectologista.
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Falha no sistema de desinfecção
Para o
especialista, a presença da bactéria indica uma falha no sistema de controle de
infecção. "O correto é não ter bactéria, nem 'Pseudomonas', nem
'Escherichia coli'", afirmou.
O
infectologista ressaltou que a água mineral passa por controles adicionais,
como verificação de toxinas, metais e sais, e que a identificação de qualquer
irregularidade exige o recolhimento imediato do produto. "Se tem uma
bactéria, tem uma falha, e podem ocorrer outras falhas", alertou.
Nilton
Cavalcante orientou que a maioria das pessoas não sentirá nenhum sintoma. No
entanto, caso alguém apresente alguma reação adversa após consumir a água do
lote identificado, o recomendado é procurar um médico e informar sobre o
consumo do produto. "O médico vai avaliar se isso é importante nesse caso
ou não", concluiu Cavalcante.
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Posicionamento da empresa e orientações ao consumidor
A
empresa Crystal informou que a contaminação foi identificada em uma única
amostra coletada no Distrito Federal durante fiscalização. Segundo o
fabricante, o lote teria sido envasado em janeiro deste ano e sua circulação é
restrita.
A
empresa afirmou ainda ter realizado mais de 300 análises após a identificação,
com resultados negativos em todos os casos, e que os demais produtos da marca
não foram afetados.
Consumidores
que possuírem garrafas do lote LZ1, com validade em 20 de janeiro de 2027,
devem evitar o consumo imediato e procurar o estabelecimento onde realizaram a
compra ou entrar em contato diretamente com a empresa Crystal para obter o
ressarcimento e realizar a devolução do produto de forma adequada.
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Bactéria encontrada na água Crystal é a mesma dos produtos Ypê? Entenda
Mas,
afinal, a bactéria encontrada na água Crystal é a mesma que apareceu no caso
envolvendo produtos da Ypê? A resposta é sim. Trata-se da mesma espécie
bacteriana, a Pseudomonas aeruginosa, que também esteve no centro das
investigações relacionadas a lotes de detergentes da marca em 2025.
Lembrando
que, no caso Ypê, a bactéria foi encontrada na fábrica e a suspensão
determinada pela Anvisa foi uma medida cautelar para apuração. Os resultados
dos laudos laboratoriais dos produtos ainda não foram divulgados
Porém,
isso não significa que os dois casos tenham a mesma origem. A bactéria é
relativamente comum na natureza e pode ser encontrada em diferentes ambientes
úmidos, incluindo água, solo, pias, ralos, reservatórios, equipamentos
industriais e superfícies com acúmulo de umidade. Ela pode surgir em contextos
bastante distintos.
Como a
bactéria chega aos produtos?
A
presença da bactéria em produtos industrializados geralmente está associada a
falhas de controle sanitário ou contaminações pontuais durante processos de
captação, armazenamento, envase, manipulação ou transporte. Justamente por
isso, a identificação do micro-organismo costuma levar ao recolhimento
preventivo dos lotes afetados.
No caso
da água Crystal, a investigação ainda está em andamento. Segundo as informações
divulgadas até o momento, as evidências apontam para uma ocorrência restrita ao
lote recolhido, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até janeiro
de 2027.
A
fabricante informou às autoridades sanitárias que realizou uma investigação
interna para apurar as possíveis causas da contaminação e afirmou estar
colaborando com a Anvisa e com os órgãos de vigilância sanitária.
Fonte:
CNN Brasil

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