sexta-feira, 5 de junho de 2026

Pseudomonas aeruginosa: o que é a bactéria presente em lote de água

A bactéria Pseudomonas aeruginosa foi o motivo de dois casos de recolhimento de produtos nas últimas semanas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Nesta quarta-feira (3), a agência suspendeu o lote LZ1, da marca de água mineral Crystal, após análises clínicas rotineiras detectarem a presença do agente biológico.

A mesma bactéria estava presente em produtos da marca Ypê, que tiveram a venda e o uso proibidos em abril após a agência identificar o risco biológico.

A Pseudomonas aeruginosa pode ser encontrada no corpo humano e, em indivíduos saudáveis, não apresenta sintomas graves. De acordo com o Manual MSD, ela está presente no solo e em locais úmidos, ela oferece risco principalmente a diabéticos, pessoas imunossuprimidas, portadores de doenças que prejudicam o sistema imunológico, fibrose cística ou hospitalizados.

Ela pode infectar o sangue, a pele, os ossos, ouvidos, olhos, pulmões, as vias urinárias, as válvulas cardíacas. O contato pode ocorrer por meio de feridas, contato com água contaminada (como em banheiras de hidromassagem), uso de dispositivos médicos (como cateteres, tubos de respiração e ventiladores mecânicos).

As infecções podem atingir válvulas cardíacas, correntes sanguíneas, ouvidos, pulmões, olhos, ossos, articulações e trato urinário, segundo informações do Manual MSD.

Em quadros externos leves, os sintomas podem incluir coceira, dor, irritações na pele e secreção. Já os quadros graves podem evoluir para pneumonia hospitalar, especialmente em pacientes internados que utilizam respiradores mecânicos.

Algumas das cepas do agente biológico são mais resistentes ao tratamento com antibióticos. Quando atinge a corrente sanguínea, pode haver risco de choque infeccioso. Se não tratada corretamente, a infecção pode causar a morte.

<><> Entenda os riscos da bactéria encontrada na Água Mineral Crystal

A bactéria Pseudomonas aeruginosa pode ser encontrada no solo, na água e em ambientes úmidos, como pias, sanitários, piscinas mal tratadas e superfícies, segundo informações do Manual MSD.

Em indivíduos saudáveis, ela pode estar presente sem apresentar sintomas. O grupo de maior risco são os portadores de diabetes, fibrose cística, quem tem baixa imunidade ou que utilizam medicamentos imunossupressores.

Outro motivo de atenção é que algumas cepas do agente biológico são mais resistentes ao tratamento com antibióticos.

As infecções provocadas pela Pseudomonas aeruginosa podem atingir válvulas cardíacas, correntes sanguíneas, ouvidos, pulmões, olhos, ossos, articulações e trato urinário. Quando atinge a corrente sanguínea, pode haver risco de choque infeccioso. Se não tratada corretamente, a infecção pode causar a morte.

Em quadros externos leves, os sintomas podem incluir coceira, dor, irritações na pele e secreção. Já os quadros graves podem evoluir pneumonia hospitalar, especialmente em pacientes internados que utilizam respiradores mecânicos.

<><> O que é a bactéria Pseudomonas e quais são os riscos

O infectologista do Hospital Emílio Ribas Nilton Cavalcante explicou que a bactéria "Pseudomonas" existe na natureza, especialmente em locais úmidos e no solo, e pode estar presente no organismo humano. "Essa bactéria coabita conosco", afirmou.

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Segundo o médico, a maioria das pessoas não desenvolverá nenhum problema ao ser exposta à bactéria. "Vai depender da quantidade que foi ingerida e da imunidade da pessoa que se expôs àquele agente", destacou.

Cavalcante alertou que os grupos mais vulneráveis são aqueles com imunidade comprometida. Ele explicou ainda que, ao ser ingerida, a bactéria pode competir com os micro-organismos já presentes no organismo e, caso consiga se estabelecer, colonizar o local e aguardar uma oportunidade para causar dano.

"Esse dano pode não ser imediato, pode ser um dano mais para frente", disse o infectologista.

>>> Falha no sistema de desinfecção

Para o especialista, a presença da bactéria indica uma falha no sistema de controle de infecção. "O correto é não ter bactéria, nem 'Pseudomonas', nem 'Escherichia coli'", afirmou.

O infectologista ressaltou que a água mineral passa por controles adicionais, como verificação de toxinas, metais e sais, e que a identificação de qualquer irregularidade exige o recolhimento imediato do produto. "Se tem uma bactéria, tem uma falha, e podem ocorrer outras falhas", alertou.

Nilton Cavalcante orientou que a maioria das pessoas não sentirá nenhum sintoma. No entanto, caso alguém apresente alguma reação adversa após consumir a água do lote identificado, o recomendado é procurar um médico e informar sobre o consumo do produto. "O médico vai avaliar se isso é importante nesse caso ou não", concluiu Cavalcante.

>>> Posicionamento da empresa e orientações ao consumidor

A empresa Crystal informou que a contaminação foi identificada em uma única amostra coletada no Distrito Federal durante fiscalização. Segundo o fabricante, o lote teria sido envasado em janeiro deste ano e sua circulação é restrita.

A empresa afirmou ainda ter realizado mais de 300 análises após a identificação, com resultados negativos em todos os casos, e que os demais produtos da marca não foram afetados.

Consumidores que possuírem garrafas do lote LZ1, com validade em 20 de janeiro de 2027, devem evitar o consumo imediato e procurar o estabelecimento onde realizaram a compra ou entrar em contato diretamente com a empresa Crystal para obter o ressarcimento e realizar a devolução do produto de forma adequada.

<><> Bactéria encontrada na água Crystal é a mesma dos produtos Ypê? Entenda

Mas, afinal, a bactéria encontrada na água Crystal é a mesma que apareceu no caso envolvendo produtos da Ypê? A resposta é sim. Trata-se da mesma espécie bacteriana, a Pseudomonas aeruginosa, que também esteve no centro das investigações relacionadas a lotes de detergentes da marca em 2025.

Lembrando que, no caso Ypê, a bactéria foi encontrada na fábrica e a suspensão determinada pela Anvisa foi uma medida cautelar para apuração. Os resultados dos laudos laboratoriais dos produtos ainda não foram divulgados

Porém, isso não significa que os dois casos tenham a mesma origem. A bactéria é relativamente comum na natureza e pode ser encontrada em diferentes ambientes úmidos, incluindo água, solo, pias, ralos, reservatórios, equipamentos industriais e superfícies com acúmulo de umidade. Ela pode surgir em contextos bastante distintos.

Como a bactéria chega aos produtos?

A presença da bactéria em produtos industrializados geralmente está associada a falhas de controle sanitário ou contaminações pontuais durante processos de captação, armazenamento, envase, manipulação ou transporte. Justamente por isso, a identificação do micro-organismo costuma levar ao recolhimento preventivo dos lotes afetados.

No caso da água Crystal, a investigação ainda está em andamento. Segundo as informações divulgadas até o momento, as evidências apontam para uma ocorrência restrita ao lote recolhido, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até janeiro de 2027.

A fabricante informou às autoridades sanitárias que realizou uma investigação interna para apurar as possíveis causas da contaminação e afirmou estar colaborando com a Anvisa e com os órgãos de vigilância sanitária.

 

Fonte: CNN Brasil

 

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