Países
do BRICS respondem hoje por 50% do crescimento econômico global, diz Rússia
Os
membros do BRICS atualmente garantem 50% do crescimento da economia mundial,
enquanto o G7 responde por cerca de 20%, afirmou nesta quinta-feira (4) Maksim
Oreshkin, chefe adjunto da administração presidencial da Rússia, durante sua
participação no SPIEF.
"Em
três anos, a economia russa cresceu mais de 10%. A Europa, no mesmo período,
cresceu 3%", declarou Oreshkin.
O chefe
adjunto russo afirmou ainda que a economia ocidental vive um período de
instabilidade e turbulência, destacando que as oportunidades de crescimento da
Rússia estão se ampliando e devem ser aproveitadas, apesar dos tremores
observados nos países ocidentais.
Oreshkin
também acrescentou que a Rússia mantém uma das menores taxas de
desemprego do mundo e que o avanço da produtividade é hoje o principal
motor do crescimento econômico do país.
Os
membros do BRICS atualmente garantem 50% do crescimento da economia
mundial, enquanto o G7 responde por cerca de 20%, afirmou nesta
quinta-feira (4) Maksim Oreshkin, chefe adjunto da administração presidencial
da Rússia, durante sua participação no SPIEF.
De 3 a
6 de junho, São Petersburgo sediará o 29º Fórum Econômico Internacional (SPIEF
2026), com o tema principal "O diálogo pragmático é o caminho para um
futuro estável". Como informou o assessor presidencial russo Yuri
Ushakov, 20 mil pessoas de mais de 100 países confirmaram
participação no fórum, na "capital do norte" da Rússia.
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Mundo multipolar é possível desde que ONU restabeleça sua
autoridade global, opina especialista
A
construção de um mundo multipolar pode ser coroada de sucesso se for realizada
uma reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) destinada a restaurar a
reputação da instituição, disse o presidente do Centro da China e Globalização,
Wang Henry Huiyao, discursando no SPIEF 2026.
O
especialista chinês expressou essa opinião durante as discussões no âmbito da
sessão "O futuro para todos, o bem para todos: como gerir a
concorrência por recursos e espaço", organizada no âmbito do Fórum Econômico Internacional de São
Petersburgo 2026 (SPIEF,
na sigla em inglês).
"Em
primeiro lugar, devemos gradualmente restaurar a confiança entre os maiores
jogadores do mundo. Para isso, é necessário restaurar a autoridade da ONU,
que se mostrou bastante passiva em várias situações", disse Wang Henry
Huiyao.
O
analista chinês expressou a opinião de que a inclusão do G20 no Conselho de
Segurança da ONU pode ser uma solução promissora.
"Precisamos
de uma reforma da ONU. Por exemplo, nas recomendações há três meses, eu
propus incluir o G20 no Conselho de Segurança da ONU [...]. Também é
necessário melhorar o processo de tomada de decisões dentro da
organização", disse ele.
Durante
o evento, o analista destacou também que em uma época em que a inteligência
artificial se
tornou um sério desafio para todos os Estados, é de alta importância criar
uma organização que pudesse lidar com incertezas e riscos decorrentes do
uso dessa nova tecnologia.
De 3 a
6 de junho, São Petersburgo sediará o 29º Fórum Econômico Internacional (SPIEF
2026), com o tema principal "O diálogo pragmático é o caminho para um
futuro estável". Como informou o assessor presidencial russo Yuri
Ushakov, 20 mil pessoas de mais de 100 países confirmaram
participação no fórum, na "capital do norte" da Rússia.
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Empresas russas estão prontas para investir em projetos em Cuba, declara
vice-primeiro-ministro russo
Empresas
russas estão prontas para investir em projetos de longo prazo em Cuba, apesar
da pressão externa, declarou o vice-primeiro-ministro russo, Dmitry
Chernyshenko, durante um diálogo empresarial Rússia-Cuba à margem do Fórum
Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF).
Chernyshenko
destacou que a Rússia aumentou suas importações de Cuba em 20% até 2025.
Entre as áreas promissoras de
cooperação,
ele mencionou os setores agroindustrial e tecnológico.
Em
particular, especificou que "cerca de 90 empresas russas estão
interessadas em exportar carne, laticínios e produtos de pescado para
Cuba".
Além
disso, enfatizou que a Rússia pode oferecer ao país
latino-americano soluções
nas áreas de tecnologia da informação, segurança cibernética, telemedicina e
automação de negócios.
Falando
sobre a esfera humanitária, Chernyshenko
observou que uma filial de uma universidade federal foi inaugurada em Havana no
ano passado e que oito centros de estudos da língua russa operam em Cuba.
"A
Rússia e Cuba continuarão a fortalecer suas relações bilaterais. Nossa
parceria está destinada a se tornar um exemplo da nova arquitetura da
cooperação econômica internacional em um mundo multipolar", enfatizou.
Além
disso, a Rússia fornece a Cuba carros dos fabricantes russos GAZ, UAZ,
Kamaz e LADA.
"Moscou entregou
50 carros Moskvich para a frota de táxis de Havana", acrescentou
Chernyshenko.
De modo
geral, prosseguiu, a cooperação
russo-cubana está
se desenvolvendo em diversas áreas, sob acordos firmados no mais alto nível.
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Acordo para o desenvolvimento de vacina contra o câncer
Rússia
e Cuba vão assinar um memorando de entendimento para
o desenvolvimento conjunto de uma vacina contra o câncer, anunciou o
vice-primeiro-ministro russo.
"No
ano passado, a Rússia forneceu a Cuba 600 substâncias para a produção de
produtos farmacêuticos e, hoje, assinaremos um memorando para o
desenvolvimento conjunto de uma vacina oncológica", afirmou.
Em maio
passado, o diretor do Instituto de Oncologia e Radiologia de Cuba (INOR, na
sigla em espanhol), Luis Eduardo Martín, disse à Sputnik que
estão realizando diversos intercâmbios científicos com o Centro
Clínico Científico e Prático N. P. Napalkov, em São Petersburgo, na Rússia,
incluindo o desenvolvimento de medicamentos contra o
câncer.
O
diretor do INOR mencionou especificamente um biossimilar do anticorpo
monoclonal Pembrolizumabe, que, segundo ele, "tem apresentado resultados
muito bons". Ele explicou que ensaios clínicos com pacientes cubanos estão
explorando a eficácia do medicamento no tratamento de melanomas e linfomas.
Martín
também afirmou que especialistas cubanos e russos estão trabalhando
juntos na avaliação geriátrica de pacientes com câncer.
O SPIEF
2026, realizado em São Petersburgo entre 3 e 6 de junho, tem como tema "O
diálogo pragmático é o caminho para um futuro estável". A Sputnik, parte
do grupo de mídia Rossiya Segodnya, é parceira de notícias do evento.
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Esforços do Reino Unido para se relacionar com China
'oferecem lição valiosa para Bruxelas'
A União
Europeia (UE) intensificou sua abordagem protecionista em relação a Pequim,
prejudicando seriamente as relações bilaterais. É esperado que essa situação
seja discutida na Cúpula do Conselho Europeu, agendada para 18 e 19 de junho,
com o caso britânico potencialmente servindo como um exemplo fundamental,
segundo a mídia asiática.
No 11º
Diálogo Estratégico China-Reino Unido, realizado esta semana, a secretária de
Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, enfatizou que, em um contexto
internacional turbulento e complexo, é mais importante do que nunca que
ambas as nações fortaleçam o diálogo e a cooperação para enfrentar os
desafios globais.
"A
China é a segunda maior economia do mundo e, assim como o Reino Unido, é membro
permanente do Conselho de Segurança da ONU. Devemos nos comprometer com a
segurança e a prosperidade do Reino Unido, em consonância com os valores
britânicos", escreveu a diplomata.
Em
resposta a essas declarações, o Global Times observou que, embora
ainda seja incerto se Londres traduzirá essas palavras em ações concretas, é
evidente que "o governo britânico busca uma abordagem mais
construtiva em relação a Pequim".
No
entanto, ainda de acordo com a mídia, os esforços do Reino Unido
para recalibrar sua política em relação à China "oferecem uma lição
valiosa para Bruxelas", que atualmente está envolvida em um amplo debate sobre suas
relações com o gigante asiático.
"A
UE intensificou sua abordagem protecionista em relação à China, o que
prejudicou seriamente os laços bilaterais", observou a publicação,
acrescentando que "espera-se que sua política para a China seja discutida
mais a fundo na cúpula da UE", que será realizada nos dias 18 e 19 de
junho.
O
jornal asiático acrescentou ainda que, em vez de adotar uma abordagem que oscila
entre confronto e evasão, o Reino Unido deve reconhecer que, em um sistema
global altamente interdependente, "as relações com a China não podem
ser definidas simplesmente como adversárias ou competitivas".
"Questões-chave
como as mudanças climáticas, a estabilidade das cadeias de suprimentos
globais e a transição energética exigem cooperação entre a China e
a UE", conclui o Global Times.
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Reservas de terras raras colocam Rússia entre principais fornecedores globais,
diz ministro russo
Rússia
ocupa a sétima posição mundial em reservas de metais de terras raras, e sua
base de recursos naturais é considerada suficiente para atender qualquer nível
de demanda, afirmou nesta quinta-feira (4) Aleksandr Kozlov, ministro de
Recursos Naturais e Ecologia da Rússia, durante participação no SPIEF.
"Rússia
dispõe de uma das maiores bases de matérias‑primas de metais de terras raras do
mundo, ocupando o sétimo lugar em volume de reservas", afirmou ele.
Segundo
Kozlov, o país dispõe de 28,4 milhões de toneladas desses recursos,
uma das maiores bases de matérias-primas do mundo, tendo destacado que a
Rússia mantém uma produção anual de 2,2 mil toneladas em contraste
com a demanda global, que chega a 226 mil toneladas.
O
ministro russo afirmou que a base russa de matérias-primas é capaz de suprir
plenamente tanto o mercado doméstico quanto as necessidades de
exportação e ressaltou que o país está bem posicionado para ampliar sua
participação no mercado internacional de minerais críticos.
Além
disso, Kozlov afirmou que o Ministério de Recursos Naturais e Ecologia da
Rússia está elaborando um projeto de lei para melhorar a confiabilidade
dos dados sobre reservas de matérias-primas escassas.
Conforme
ele, esse documento é particularmente importante para depósitos de
múltiplos componentes, incluindo metais de terras raras. Kozlov explicou que
muitas reservas datam da época soviética e que é necessário estabelecer um
mecanismo para sua reavaliação obrigatória.
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Rússia tem soberania financeira e não depende de empréstimos de outros países,
diz ministro
Apesar
das severas condições externas, a Rússia manteve a sua soberania econômica e
financeira e segue independente da infraestrutura financeira externa, declarou
o ministro de Finanças russo Anton Siluanov feitas nesta quinta-feira (4) no
Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF, na sigla em inglês).
Conforme
o ministro, a soberania nesses assuntos deve ser preservada e tratada com
atenção. Além disso, durante seu discurso, Siluanov afirmou que a economia
russa está crescendo estavelmente sem investimentos externos, contando com
as capacidades financeiras internas.
A
dívida externa da Rússia é de apenas 10% do PIB, a qual será logo
paga por completo, sublinhou ele.
De 3 a
6 de junho, São Petersburgo sediará o 29º Fórum Econômico Internacional (SPIEF
2026), com o tema principal "O diálogo pragmático é o caminho para um
futuro estável". Como informou o assessor presidencial russo Yuri
Ushakov, 20 mil pessoas de mais de 100 países confirmaram
participação no fórum, na "capital do norte" da Rússia.
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Montadoras da China estão prontas para substituir empresas que deixaram a
Rússia
O
presidente da União de Empresários Chineses na Rússia, Zhou Liqun, disse em
entrevista à Sputnik que as montadoras chinesas estão prontas para cooperar com
Moscou e substituir as montadoras ocidentais no mercado russo.
"No setor automotivo, após a saída das
empresas ocidentais, muitas linhas de produção continuam em funcionamento,
assim como algumas instalações ociosas. As empresas chinesas estão localizando
sua produção e aproveitando de forma eficiente os equipamentos existentes,
incluindo aqueles que operavam no âmbito da cooperação russo-ocidental",
afirmou Zhou às margens do Fórum Econômico Internacional de São
Petersburgo (SPIEF, na sigla em inglês).
Segundo
ele, essas empresas já estão colaborando
com a China na
montagem de componentes e em determinadas tecnologias.
"Acredito
que as montadoras chinesas estejam dispostas a participar dessa cooperação, desde que as
políticas e condições sejam adequadas", observou Zhou.
O SPIEF está
na sua 29ª edição em 2026 e acontece entre esta quarta-feira (3) e o
próximo sábado (6).
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Paquistão adota imposto sobre criptomoedas como 'base'
para nova economia digital
A
decisão do Paquistão de impor um imposto sobre ganhos de capital de 15% a 30%
em transações com criptomoedas não tem apenas objetivo arrecadatório.
Segundo
Hannan Hussain, especialista sênior do centro de estudos Initiate Futures, a
medida busca criar uma ponte para a economia digital.
"O
Paquistão sente mais segurança de que um imposto introduzido neste momento pode
servir como base para cultivar, no longo prazo, a gestão e a regulação de
moedas digitais dentro da economia formal", afirmou.
Os
principais pontos defendidos para a implementação do imposto são:
A
medida ocorre após o rápido crescimento do mercado cripto e busca fechar
lacunas de tributação.
A
legalização envia um sinal forte a investidores nacionais e internacionais.
A
decisão posiciona o Paquistão para atrair tecnologias financeiras modernas.
De
forma geral, se o Paquistão administrar bem os riscos, a medida pode ajudar o
país a se tornar um polo regional de ativos digitais, atraindo startups de
países vizinhos onde as criptomoedas continuam proibidas.
Fonte:
Sputnik Brasil

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