sexta-feira, 5 de junho de 2026

Países do BRICS respondem hoje por 50% do crescimento econômico global, diz Rússia

Os membros do BRICS atualmente garantem 50% do crescimento da economia mundial, enquanto o G7 responde por cerca de 20%, afirmou nesta quinta-feira (4) Maksim Oreshkin, chefe adjunto da administração presidencial da Rússia, durante sua participação no SPIEF.

"Em três anos, a economia russa cresceu mais de 10%. A Europa, no mesmo período, cresceu 3%", declarou Oreshkin.

O chefe adjunto russo afirmou ainda que a economia ocidental vive um período de instabilidade e turbulência, destacando que as oportunidades de crescimento da Rússia estão se ampliando e devem ser aproveitadas, apesar dos tremores observados nos países ocidentais.

Oreshkin também acrescentou que a Rússia mantém uma das menores taxas de desemprego do mundo e que o avanço da produtividade é hoje o principal motor do crescimento econômico do país.

Os membros do BRICS atualmente garantem 50% do crescimento da economia mundial, enquanto o G7 responde por cerca de 20%, afirmou nesta quinta-feira (4) Maksim Oreshkin, chefe adjunto da administração presidencial da Rússia, durante sua participação no SPIEF.

De 3 a 6 de junho, São Petersburgo sediará o 29º Fórum Econômico Internacional (SPIEF 2026), com o tema principal "O diálogo pragmático é o caminho para um futuro estável". Como informou o assessor presidencial russo Yuri Ushakov, 20 mil pessoas de mais de 100 países confirmaram participação no fórum, na "capital do norte" da Rússia.

¨      Mundo multipolar é possível desde que ONU restabeleça sua autoridade global, opina especialista

A construção de um mundo multipolar pode ser coroada de sucesso se for realizada uma reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) destinada a restaurar a reputação da instituição, disse o presidente do Centro da China e Globalização, Wang Henry Huiyao, discursando no SPIEF 2026.

O especialista chinês expressou essa opinião durante as discussões no âmbito da sessão "O futuro para todos, o bem para todos: como gerir a concorrência por recursos e espaço", organizada no âmbito do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo 2026 (SPIEF, na sigla em inglês).

"Em primeiro lugar, devemos gradualmente restaurar a confiança entre os maiores jogadores do mundo. Para isso, é necessário restaurar a autoridade da ONU, que se mostrou bastante passiva em várias situações", disse Wang Henry Huiyao.

O analista chinês expressou a opinião de que a inclusão do G20 no Conselho de Segurança da ONU pode ser uma solução promissora.

"Precisamos de uma reforma da ONU. Por exemplo, nas recomendações há três meses, eu propus incluir o G20 no Conselho de Segurança da ONU [...]. Também é necessário melhorar o processo de tomada de decisões dentro da organização", disse ele.

Durante o evento, o analista destacou também que em uma época em que a inteligência artificial se tornou um sério desafio para todos os Estados, é de alta importância criar uma organização que pudesse lidar com incertezas e riscos decorrentes do uso dessa nova tecnologia.

De 3 a 6 de junho, São Petersburgo sediará o 29º Fórum Econômico Internacional (SPIEF 2026), com o tema principal "O diálogo pragmático é o caminho para um futuro estável". Como informou o assessor presidencial russo Yuri Ushakov, 20 mil pessoas de mais de 100 países confirmaram participação no fórum, na "capital do norte" da Rússia.

<><> Empresas russas estão prontas para investir em projetos em Cuba, declara vice-primeiro-ministro russo

Empresas russas estão prontas para investir em projetos de longo prazo em Cuba, apesar da pressão externa, declarou o vice-primeiro-ministro russo, Dmitry Chernyshenko, durante um diálogo empresarial Rússia-Cuba à margem do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF).

Chernyshenko destacou que a Rússia aumentou suas importações de Cuba em 20% até 2025. Entre as áreas promissoras de cooperação, ele mencionou os setores agroindustrial e tecnológico.

Em particular, especificou que "cerca de 90 empresas russas estão interessadas em exportar carne, laticínios e produtos de pescado para Cuba".

Além disso, enfatizou que a Rússia pode oferecer ao país latino-americano soluções nas áreas de tecnologia da informação, segurança cibernética, telemedicina e automação de negócios.

Falando sobre a esfera humanitária, Chernyshenko observou que uma filial de uma universidade federal foi inaugurada em Havana no ano passado e que oito centros de estudos da língua russa operam em Cuba.

"A Rússia e Cuba continuarão a fortalecer suas relações bilaterais. Nossa parceria está destinada a se tornar um exemplo da nova arquitetura da cooperação econômica internacional em um mundo multipolar", enfatizou.

Além disso, a Rússia fornece a Cuba carros dos fabricantes russos GAZ, UAZ, Kamaz e LADA.

"Moscou entregou 50 carros Moskvich para a frota de táxis de Havana", acrescentou Chernyshenko.

De modo geral, prosseguiu, a cooperação russo-cubana está se desenvolvendo em diversas áreas, sob acordos firmados no mais alto nível.

<><> Acordo para o desenvolvimento de vacina contra o câncer

Rússia e Cuba vão assinar um memorando de entendimento para o desenvolvimento conjunto de uma vacina contra o câncer, anunciou o vice-primeiro-ministro russo.

"No ano passado, a Rússia forneceu a Cuba 600 substâncias para a produção de produtos farmacêuticos e, hoje, assinaremos um memorando para o desenvolvimento conjunto de uma vacina oncológica", afirmou.

Em maio passado, o diretor do Instituto de Oncologia e Radiologia de Cuba (INOR, na sigla em espanhol), Luis Eduardo Martín, disse à Sputnik que estão realizando diversos intercâmbios científicos com o Centro Clínico Científico e Prático N. P. Napalkov, em São Petersburgo, na Rússia, incluindo o desenvolvimento de medicamentos contra o câncer.

O diretor do INOR mencionou especificamente um biossimilar do anticorpo monoclonal Pembrolizumabe, que, segundo ele, "tem apresentado resultados muito bons". Ele explicou que ensaios clínicos com pacientes cubanos estão explorando a eficácia do medicamento no tratamento de melanomas e linfomas.

Martín também afirmou que especialistas cubanos e russos estão trabalhando juntos na avaliação geriátrica de pacientes com câncer.

O SPIEF 2026, realizado em São Petersburgo entre 3 e 6 de junho, tem como tema "O diálogo pragmático é o caminho para um futuro estável". A Sputnik, parte do grupo de mídia Rossiya Segodnya, é parceira de notícias do evento.

¨      Esforços do Reino Unido para se relacionar com China 'oferecem lição valiosa para Bruxelas'

A União Europeia (UE) intensificou sua abordagem protecionista em relação a Pequim, prejudicando seriamente as relações bilaterais. É esperado que essa situação seja discutida na Cúpula do Conselho Europeu, agendada para 18 e 19 de junho, com o caso britânico potencialmente servindo como um exemplo fundamental, segundo a mídia asiática.

No 11º Diálogo Estratégico China-Reino Unido, realizado esta semana, a secretária de Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, enfatizou que, em um contexto internacional turbulento e complexo, é mais importante do que nunca que ambas as nações fortaleçam o diálogo e a cooperação para enfrentar os desafios globais.

"A China é a segunda maior economia do mundo e, assim como o Reino Unido, é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Devemos nos comprometer com a segurança e a prosperidade do Reino Unido, em consonância com os valores britânicos", escreveu a diplomata.

Em resposta a essas declarações, o Global Times observou que, embora ainda seja incerto se Londres traduzirá essas palavras em ações concretas, é evidente que "o governo britânico busca uma abordagem mais construtiva em relação a Pequim".

No entanto, ainda de acordo com a mídia, os esforços do Reino Unido para recalibrar sua política em relação à China "oferecem uma lição valiosa para Bruxelas", que atualmente está envolvida em um amplo debate sobre suas relações com o gigante asiático.

"A UE intensificou sua abordagem protecionista em relação à China, o que prejudicou seriamente os laços bilaterais", observou a publicação, acrescentando que "espera-se que sua política para a China seja discutida mais a fundo na cúpula da UE", que será realizada nos dias 18 e 19 de junho.

O jornal asiático acrescentou ainda que, em vez de adotar uma abordagem que oscila entre confronto e evasão, o Reino Unido deve reconhecer que, em um sistema global altamente interdependente, "as relações com a China não podem ser definidas simplesmente como adversárias ou competitivas".

"Questões-chave como as mudanças climáticas, a estabilidade das cadeias de suprimentos globais e a transição energética exigem cooperação entre a China e a UE", conclui o Global Times.

<><> Reservas de terras raras colocam Rússia entre principais fornecedores globais, diz ministro russo

Rússia ocupa a sétima posição mundial em reservas de metais de terras raras, e sua base de recursos naturais é considerada suficiente para atender qualquer nível de demanda, afirmou nesta quinta-feira (4) Aleksandr Kozlov, ministro de Recursos Naturais e Ecologia da Rússia, durante participação no SPIEF.

"Rússia dispõe de uma das maiores bases de matérias‑primas de metais de terras raras do mundo, ocupando o sétimo lugar em volume de reservas", afirmou ele.

Segundo Kozlov, o país dispõe de 28,4 milhões de toneladas desses recursos, uma das maiores bases de matérias-primas do mundo, tendo destacado que a Rússia mantém uma produção anual de 2,2 mil toneladas em contraste com a demanda global, que chega a 226 mil toneladas.

O ministro russo afirmou que a base russa de matérias-primas é capaz de suprir plenamente tanto o mercado doméstico quanto as necessidades de exportação e ressaltou que o país está bem posicionado para ampliar sua participação no mercado internacional de minerais críticos.

Além disso, Kozlov afirmou que o Ministério de Recursos Naturais e Ecologia da Rússia está elaborando um projeto de lei para melhorar a confiabilidade dos dados sobre reservas de matérias-primas escassas.

Conforme ele, esse documento é particularmente importante para depósitos de múltiplos componentes, incluindo metais de terras raras. Kozlov explicou que muitas reservas datam da época soviética e que é necessário estabelecer um mecanismo para sua reavaliação obrigatória.

<><> Rússia tem soberania financeira e não depende de empréstimos de outros países, diz ministro

Apesar das severas condições externas, a Rússia manteve a sua soberania econômica e financeira e segue independente da infraestrutura financeira externa, declarou o ministro de Finanças russo Anton Siluanov feitas nesta quinta-feira (4) no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF, na sigla em inglês).

Conforme o ministro, a soberania nesses assuntos deve ser preservada e tratada com atenção. Além disso, durante seu discurso, Siluanov afirmou que a economia russa está crescendo estavelmente sem investimentos externos, contando com as capacidades financeiras internas.

A dívida externa da Rússia é de apenas 10% do PIB, a qual será logo paga por completo, sublinhou ele.

De 3 a 6 de junho, São Petersburgo sediará o 29º Fórum Econômico Internacional (SPIEF 2026), com o tema principal "O diálogo pragmático é o caminho para um futuro estável". Como informou o assessor presidencial russo Yuri Ushakov, 20 mil pessoas de mais de 100 países confirmaram participação no fórum, na "capital do norte" da Rússia.

<><> Montadoras da China estão prontas para substituir empresas que deixaram a Rússia

O presidente da União de Empresários Chineses na Rússia, Zhou Liqun, disse em entrevista à Sputnik que as montadoras chinesas estão prontas para cooperar com Moscou e substituir as montadoras ocidentais no mercado russo.

"No setor automotivo, após a saída das empresas ocidentais, muitas linhas de produção continuam em funcionamento, assim como algumas instalações ociosas. As empresas chinesas estão localizando sua produção e aproveitando de forma eficiente os equipamentos existentes, incluindo aqueles que operavam no âmbito da cooperação russo-ocidental", afirmou Zhou às margens do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF, na sigla em inglês).

Segundo ele, essas empresas já estão colaborando com a China na montagem de componentes e em determinadas tecnologias.

"Acredito que as montadoras chinesas estejam dispostas a participar dessa cooperação, desde que as políticas e condições sejam adequadas", observou Zhou.

O SPIEF está na sua 29ª edição em 2026 e acontece entre esta quarta-feira (3) e o próximo sábado (6).

¨      Paquistão adota imposto sobre criptomoedas como 'base' para nova economia digital

A decisão do Paquistão de impor um imposto sobre ganhos de capital de 15% a 30% em transações com criptomoedas não tem apenas objetivo arrecadatório.

Segundo Hannan Hussain, especialista sênior do centro de estudos Initiate Futures, a medida busca criar uma ponte para a economia digital.

"O Paquistão sente mais segurança de que um imposto introduzido neste momento pode servir como base para cultivar, no longo prazo, a gestão e a regulação de moedas digitais dentro da economia formal", afirmou.

Os principais pontos defendidos para a implementação do imposto são:

A medida ocorre após o rápido crescimento do mercado cripto e busca fechar lacunas de tributação.

A legalização envia um sinal forte a investidores nacionais e internacionais.

A decisão posiciona o Paquistão para atrair tecnologias financeiras modernas.

De forma geral, se o Paquistão administrar bem os riscos, a medida pode ajudar o país a se tornar um polo regional de ativos digitais, atraindo startups de países vizinhos onde as criptomoedas continuam proibidas.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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