quarta-feira, 3 de junho de 2026

Bepe Damasco: Não há no mundo extrema direita tão vadia, traidora da pátria e delinquente como a brasileira

Diante de mais um crime explícito de traição ao Brasil por parte dos Bolsonaro, que imploraram a Trump para enquadrar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, para facilitar a intervenção estrangeira no Brasil, me dei ao trabalho de fazer uma breve comparação entre os extremistas de direita do Brasil e alguns dos seus pares europeus. As experiências de Milei, na Argentina, e Trump, nos EUA, ficam para outro artigo. 

Recortando os casos da Hungria, onde Viktor Orbán ficou no poder por longos 16 anos, e da Itália, governada pela primeira-ministra Giorgia Meloni, veremos vários traços comuns entre eles e o bolsonarismo, como a xenofobia, o negacionismo climático, a aversão à ciência e às artes e os ataques à democracia, dentre outros. Mas, nesses países, uma vez ou outra são implementadas algumas ações de governo com impacto positivo na vida da população. 

Até para prolongar o máximo possível sua permanência no poder, esses governos extremistas acabam fazendo algumas concessões em seus programas excludentes socialmente e voltados para o mercado financeiro, para a classe média alta e para os ricos. E também costumam defender as riquezas de suas nações, ao contrário do entreguismo e do viralatismo do bolsonarismo

No Brasil, a versão do fascismo tem características próprias. Bolsonaro consegue passar todo um mandato sem esboçar sequer uma medida em prol da melhoria da qualidade de vida da pessoas, com exceção dos últimos meses, quando distribuiu benefícios a torto e a direito, no desespero para tentar se reeleger, causando um rombo orçamentário de cerca de R$ 300 bilhões.

Marcou também sua passagem pelo Palácio do Planalto pela pouca vocação para o trabalho - dando prioridade às ridículas motociatas -; por ofensas à imprensa e ao Judiciário; pela negligência criminosa durante a pandemia, que causou centenas de milhares de mortes; por cobrir o Brasil de vergonha na cena internacional e por tentar rasgar a Constituição com um golpe de estado.

Sem falar nos 51 imóveis que ele e seus filhos compraram com dinheiro vivo, fortíssimo indício de corrupção. 

Examinemos a trajetória do seu filho Flávio Bolsonaro, atual senador e que exerceu vários mandatos de deputado estadual no Rio de Janeiro: não se tem notícia de um miserável projeto de interesse público apresentado pelo Bolsonarinho nem na Alerj nem em Brasília. Em compensação, promovia rachadinhas, forçando seus assessores a desembolsar parte dos seus salários para manter seu alto padrão de vida. Além disso, condecorou o assassino Adriano da Nóbrega e empregou a mãe e a esposa do bandidaço em seu gabinete.

A compra de uma mansão em Brasília por R$ 6 milhões, com dinheiro emprestado pelo Banco Regional de Brasília, atolado até o pescoço no escândalo do Banco Master, mostra que a relação de Flávio com Vorcaro vem de longe. O "faturamento" inexplicável de sua loja de chocolates é outro empreendimento com cheiro de falcatrua.

Desnecessário seria falar das fichas corridas de Eduardo Bolsonaro e até do caçula Renan Bolsonaro.

Quase a totalidade dos políticos investigados, processados e presos por corrupção e envolvimento com o  Comando Vermelho (casos dos deputados fluminenses Rodrigo Bacellar e TH Joias), o PCC e a milícia, em todo o país, são bolsonaristas. Se pudéssemos indagar a preferência política e a ideologia dos autores de várias modalidades de crimes bárbaros que chocam o país, não daria outra: a imensa maioria se confessaria bolsonarista. 

Na Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras municipais, os parlamentares bolsonaristas se destacam pela falta de educação, grosseria, ofensas aos colegas e burrice atávica, degradando a atividade legislativa. Através de discursos e projetos de lei destilam o ódio que sentem pelos mais pobres e a falta de solidariedade com as vítimas do racismo, do machismo e da misoginia.

Moral da história: não existe ao redor do planeta movimento político mais execrável e repugnante do que o bolsonarismo. 

¨      "De novo os traidores da pátria em ação", afirma Boulos após tarifaço de Trump

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou nesta terça-feira (2), em vídeo publicado nas redes sociais, que a nova proposta de tarifa de 25% do governo Donald Trump contra importações do Brasil “não é contra o governo Lula. É contra as empresas e os trabalhadores brasileiros”.

A declaração de Boulos foi feita após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, propor a aplicação de uma tarifa de 25% sobre todas as importações brasileiras, conforme documento divulgado no final da noite desta segunda-feira (1º). A medida mira temas como comércio digital, etanol, propriedade intelectual e desmatamento ilegal.

No vídeo, Boulos relacionou a iniciativa do governo Trump à recente visita do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao lado de seu irmão Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, à Casa Branca. “Não existe coincidência num caso desse. Há uma semana, Flávio Bolsonaro foi lá tirar fotinho na Casa Branca? O que acontece? Mais uma proposta de taxação, que não é contra o governo Lula. É contra as empresas brasileiras e os trabalhadores brasileiros”, afirmou.

Segundo o ministro, a proposta tarifária teria como efeito pressionar empresas instaladas no Brasil a transferirem operações para os Estados Unidos. “Quando o Trump faz isso, ele quer fazer com que as empresas saiam do Brasil e vão para os Estados Unidos para não pagar taxa. Tirar emprego de brasileiro e botar emprego para americano”, disse.

Boulos também acusou Flávio Bolsonaro de atuar contra os interesses nacionais. “Quem foi conspirar para isso mais uma vez? O Flávio Bolsonaro. (...) Tinham feito isso no ano passado com o tarifaço. Lula trabalhou, trabalhou e conseguiu tirar. E agora de novo os traidores da pátria em ação, trabalhando contra o Brasil. Que vergonha dessa gente lambe-botas”, declarou.

O ministro ainda criticou a possibilidade de integrantes desse campo político disputarem a Presidência da República. “E ainda tem coragem de querer disputar a Presidência da República do Brasil. Vá disputar para ser vereador em Miami, deputado no Texas. Mas, enfim, surpresa não é. Essa mesma gente botou bandeira dos Estados Unidos na Avenida Paulista no 7 de Setembro, dia da independência. De certa forma, estão sendo coerentes com a traição à pátria”, afirmou.

A proposta do USTR prevê exceções para mercadorias classificadas como sujeitas às chamadas tarifas de segurança nacional. O governo Trump ainda realizará consultas públicas e audiências antes de adotar qualquer sanção definitiva contra o Brasil.

De acordo com o órgão norte-americano, políticas brasileiras relacionadas a comércio digital, determinadas tarifas e desmatamento ilegal poderiam ser enquadradas nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. A ferramenta permite ao governo dos EUA investigar e retaliar práticas comerciais consideradas injustas.

Entre os produtos que ficariam fora das tarifas punitivas, segundo o documento, estão carne bovina, café, certas frutas e nozes, especiarias, petróleo e minérios metálicos.

Em nota, o USTR afirmou que “certos atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais desleais; aplicação de medidas anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal são irrazoáveis e oneram ou restringem o comércio dos EUA, sendo, portanto, passíveis de ação judicial nos termos da Seção 301(b) da Lei de Comércio”.

¨      Gleisi culpa clã Bolsonaro por novo tarifaço dos EUA: “Traidores da pátria, do povo brasileiro”

A ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu à proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras e afirmou que o tarifaço dos EUA mira o Pix, acusando Eduardo Bolsonaro de atuar contra o Brasil. 

A declaração ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, propor uma tarifa de 25% contra todos os produtos importados do Brasil, em uma investigação que inclui comércio digital, etanol, propriedade intelectual, serviços de pagamento eletrônico e desmatamento ilegal.

Gleisi relacionou a ofensiva comercial norte-americana às articulações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e afirmou que uma das justificativas apresentadas envolve políticas brasileiras que favoreceriam empresas nacionais de pagamento eletrônico em relação a concorrentes americanas.

“O novo tarifaço americano, resultado das articulações de Eduardo Bolsonaro nos EUA contra o Brasil, tem como uma das principais justificativas que políticas brasileiras favorecem empresas nacionais de pagamento eletrônico em detrimento de concorrentes americanas - leia-se o PIX”, afirmou Gleisi.

A ministra defendeu o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos e disse que o país não deve aceitar pressões externas para beneficiar empresas de cartões dos Estados Unidos.

“O Brasil não pode e não vai ceder nada no Pix para as empresas americanas ficarem cobrando as taxas caríssimas dos cartões. O PIX é nosso, veio pra ficar e vamos defender essa conquista para o povo brasileiro”, declarou.

Gleisi também elevou o tom contra a família Bolsonaro ao classificar a atuação política contra interesses brasileiros como crime contra o país.

“É criminoso o que os Bolsonaros fazem contra o Brasil. Traidores da pátria, do povo brasileiro”, afirmou.

A proposta do USTR foi divulgada no fim da noite de segunda-feira, 1º de junho, e prevê exceções para produtos enquadrados nas chamadas tarifas de segurança nacional. Entre os itens que ficariam fora das tarifas punitivas estão carne bovina, café, certas frutas e nozes, especiarias, petróleo e minérios metálicos.

Segundo o documento, o governo dos Estados Unidos sustenta que determinadas políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, aos serviços de pagamento eletrônico, a tarifas preferenciais, à proteção da propriedade intelectual, ao mercado de etanol e ao combate ao desmatamento ilegal poderiam ser questionadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.

<><> Lula relembra agradecimento de Flávio Bolsonaro a Trump por ataques ao Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembrou, nesta terça-feira, (2), o agradecimento atribuído a Flávio Bolsonaro a Donald Trump no dia em que os Estados Unidos anunciaram uma taxação contra o Brasil. A declaração foi feita durante a inauguração da nova sede definitiva do campus Catalão do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), em Goiás.

O evento marcou a entrega de uma obra vinculada ao Novo PAC, com custo total de R$ 8,9 milhões, dos quais R$ 6,5 milhões vieram do programa federal. Segundo o IF Goiano, a nova estrutura substitui o imóvel anteriormente alugado, que custava R$ 23 mil por mês, e amplia a capacidade de atendimento da unidade.

Em seu discurso, Lula afirmou que o Brasil respondeu às pressões do governo norte-americano por meio da diplomacia e da defesa da verdade. O presidente disse que, diferentemente dos Estados Unidos, o país não atua com instrumentos militares, mas com argumentos políticos, econômicos e institucionais.

“Como eu não tenho navio para fazer as guerras de Trump, bomba atômica ou poderio militar, a minha guerra é da verdade contra a mentira, contra as narrativas. Quando o Brasil foi taxado em 50% mandei cartas ao governo americano dizendo que eles estavam mentindo, porque eles não têm déficit com o Brasil. Quem tinha que aumentar a taxação somos nós, e não eles”, afirmou Lula.

O presidente também criticou integrantes da família Bolsonaro e afirmou que seus filhos comemoraram a taxação norte-americana contra o Brasil. Lula citou Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro ao tratar do episódio.

“O que fizeram os meninos do Bolsonaro? Um deles, que é candidato a presidente, disse em 9 de julho de 2025, no dia em que Trump taxou o Brasil: ‘Obrigado, Trump. Faça o Brasil livre de novo’. Hoje Flávio diz que não dfalou nada, mas ele está mentindo, assim como Eduardo Bolsonaro também agradeceu quando o Brasil foi taxado”, declarou.

A postagem:

Ao mencionar o tarifaço, o presidente apresentou o episódio como um ataque à economia nacional e criticou aqueles que, segundo ele, teriam celebrado a decisão do governo norte-americano.

Lula também afirmou ter mantido uma conversa de cerca de três horas com Trump. Segundo o presidente, o diálogo não contou ainda com a presença de Marco Rubio, a quem chamou de “inimigo da América Latina”. Lula disse ter usado a reunião para defender os interesses brasileiros e argumentar que as políticas do país também podem beneficiar os Estados Unidos.

Outro ponto abordado pelo presidente foi a soberania brasileira sobre minerais estratégicos, especialmente as terras raras. Lula afirmou que o país não aceitará a exploração de seus recursos naturais sem controle nacional, comparando a situação atual ao histórico de retirada de riquezas minerais do Brasil no passado.

“Não vamos permitir que levem nossos minerais e terras raras, assim como levaram nosso ouro no passado, enquanto ficamos lambendo os beiços”, afirmou Lula.

A defesa das terras raras foi apresentada pelo presidente como parte de uma estratégia de proteção dos recursos naturais e de fortalecimento da soberania nacional. Lula indicou que o Brasil deve evitar repetir ciclos históricos em que riquezas foram retiradas do país sem garantir desenvolvimento, agregação de valor e benefícios duradouros para a população.

<><> Lula levanta possibilidade de retaliação comercial contra os EUA

O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça-feira (2) que o Brasil deveria ser o país a ampliar a taxação sobre produtos vindos dos Estados Unidos, após o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propor a imposição de tarifas de 25% sobre importações brasileiras, em um novo capítulo da tensão comercial entre os dois países.

A declaração foi feita um dia depois da proposta norte-americana e retomou a crítica do presidente à justificativa usada pela Casa Branca no primeiro semestre de 2025, quando os Estados Unidos alegaram um suposto déficit comercial com o Brasil para defender o chamado “tarifaço”.

Lula afirmou que contestou diretamente a versão apresentada pelo governo norte-americano, inclusive por meio de artigos publicados em jornais dos Estados Unidos e de correspondências enviadas às autoridades do país.

“Eu, então, fiz questão de provar, escrevendo artigos nos jornais americanos, mandando carta ao governo americano, dizendo que eles estavam mentindo, porque os Estados Unidos não tinham déficit com o Brasil. O superávit americano com o Brasil nos últimos 15 anos ultrapassa US$ 415 bilhões [...] Então, quem tinha que aumentar a taxação éramos nós, não eles”, declarou Lula.

Segundo o presidente, os números do comércio bilateral mostrariam que a narrativa adotada pelos Estados Unidos não correspondia à realidade das relações econômicas entre os dois países. Para Lula, a existência de um superávit acumulado pelos norte-americanos reforça o argumento de que o Brasil não deveria ser alvo de medidas tarifárias adicionais.

A fala ocorre em meio à nova movimentação do USTR, que propôs a cobrança de 25% sobre importações brasileiras. A medida reacende o debate sobre reciprocidade comercial e sobre a resposta que o governo brasileiro pode adotar diante de iniciativas unilaterais dos Estados Unidos contra produtos do Brasil.

Ao citar o episódio do primeiro semestre de 2025, Lula buscou reforçar que o Brasil já havia questionado a base econômica apresentada pela Casa Branca para justificar a elevação de tarifas. Na avaliação do presidente, a relação comercial entre os dois países não sustentaria a tese de prejuízo norte-americano.

 

Fonte: Brasil 247

 

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