Proibido
no Brasil, uso de PMMA por médicos deve gerar detenção de 2 anos
Médicos
que aplicarem PMMA (polimetilmetacrilato) em pacientes poderão ser condenados
de 6 meses a 2 anos de prisão caso descumpram proibição do uso da substância no
Brasil. A informação foi dada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), nesta
segunda-feira (1º).
A
proibição do uso da substância pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) foi comentada em coletiva de imprensa em que a CNN Brasil esteve
presente.
De
acordo com a Resolução nº 2.461/2026, que será publicada no Diário Oficial da
União (DOU) na terça-feira (2), profissionais da medicina que descumprirem a
ordem poderão ser condenados por exercício legal da medicina.
Graziela
Bonin, conselheira federal do CFM, alertou sobre os riscos de injetar PMMA no
corpo, considerando seus efeitos "mutilantes" no corpo.
De
reações alérgicas a granulomas, a introdução da substância nos músculos pode
causar uma forte reação inflamatória devido à sua presença permanente nos
tecidos. Além disso, pacientes podem desenvolver embolia gasosa e até irem a
óbito.
O
presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, pontuou que o uso será permitido
apenas para casos de lipodistrofia em pacientes com HIV, com autorização prévia
dos órgãos reguladores, e realizado em unidades de alta complexidade
credenciadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), em conformidade com os
protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde.
Vale
ressaltar que o PMMA é proibido na França desde 2005, na Holanda desde 2015 e
na Argentina desde 2022. Segundo José Hiran, a expectativa é que a venda do
produto seja proibida em todo o território, além de seu uso na medicina.
• Anvisa proíbe hidratante facial
clareador de empresa não identificada
A
Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu, nesta segunda-feira
(4), a comercialização do hidratante facial "Skin face - Clareador
Noite", fabricado por uma empresa não identificada.
Também
foi definida a apreensão de todos os lotes do produto e as medidas contra o
creme já estão em vigor. No diário oficial, a Agência explicou que a empresa
fabricadora não tem registro ou autorização para produção do hidratante -
infringindo leis do país - além de o próprio produto não ter registro
sanitário.
Foram
proibidos a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso
do creme.
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Anvisa atualiza regras de pesquisas clínicas; entenda as mudanças
A
Anvisa aprovou uma atualização sobre as regras que regulam a pesquisa clínica
no Brasil. As novas normas devem permitir uma maior atratividade do Brasil para
investimentos nesse tipo de pesquisa.
Segundo
a agência reguladora, a pesquisa clínica engloba o conjunto de estudos feitos
com seres humanos, sendo que os dados gerados durante esses estudos servem para
demonstrar a eficácia e a segurança de um medicamento que, durante a fase da
pesquisa, é considerado um produto sob investigação.
“Os
estudos clínicos são um dos pilares centrais para o registro de novos
medicamentos e sua chegada ao mercado”, afirmou a agência. A proposta foi
aprovada pela diretoria colegiada da Anvisa no último dia 27 de abril.
A
atualização das regras foi proposta pela própria área técnica da agência e
contou com 240 contribuições durante a fase de consulta pública, sendo todas
analisadas individualmente pela equipe técnica.
Fonte:
CNN Brasil

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