Joaquim
de Carvalho: As perguntas que ainda não foram respondidas sobre o financiamento
do filme de Bolsonaro
A
operação deflagrada nesta segunda-feira pela Polícia Civil de São Paulo
adicionou um novo elemento à crescente rede de investigações que hoje orbitam o
filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. A ação policial teve
como alvo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização comandada pela
empresária Karina Ferreira da Gama, ex-assessora no governo Bolsonaro e também
proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo longa.
Segundo
a investigação, a polícia apura suspeitas de fraude, superfaturamento e desvio
de recursos públicos em um contrato firmado entre o ICB e a Prefeitura de São
Paulo para implantação de pontos de internet gratuita na periferia da capital.
A
investigação teve origem em um caso de feminicídio, quando um subcontratado do
ICB, dono da empresa Favela Conectada, Alex Leandro Bispo dos Santos, foi
acusado de matar a esposa, a influenciadora Maria Katiane Gomes da Silva.
Na
quebra de sigilo de Alex, foram descobertos repasses milionários do Instituto
dirigido pela jornalista Karina para a Favela Conectada, que não teria cumprido
as cláusulas contratuais. No contrato, aliás, a influenciadora Maria Katiane
aparece como testemunha.
O
contrato, originalmente estimado em R$ 108 milhões, teria alcançado R$ 157,1
milhões após aditivos. Os investigadores afirmam que pelo menos R$ 26 milhões
teriam sido pagos sem a efetiva prestação dos serviços contratados.
O
aspecto mais sensível da investigação é que a Polícia Civil passou a apurar se
parte desses recursos públicos pode ter sido desviada para estruturas ligadas à
produção do filme sobre Jair Bolsonaro.
Em
representação encaminhada à Justiça, os investigadores apontaram suspeitas de
“confusão patrimonial” entre o Instituto Conhecer Brasil e a Go Up
Entertainment e pediram análise das movimentações financeiras justamente para
verificar se recursos do programa municipal teriam sido utilizados para custear
atividades relacionadas ao longa-metragem.
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O braço fluminense do suposto esquema
A
relevância dessa nova investigação decorre do fato de que o financiamento de
“Dark Horse” já estava no centro de outra controvérsia nacional, a revelação de
que US$ 10,6 milhões — cerca de R$ 61 milhões à época — teriam sido
transferidos entre fevereiro e maio de 2025 para estruturas vinculadas ao
filme.
A
cronologia conhecida hoje chama atenção.
Em
outubro de 2023 começaram os aportes do Rioprevidência em produtos financeiros
ligados ao Banco Master, instituição controlada por Vorcaro. Em novembro do
mesmo ano surge o contrato do projeto cinematográfico, então chamado “O Capitão
do Povo”. Em janeiro de 2024, Eduardo Bolsonaro assina digitalmente o documento
como produtor-executivo.
Ao
longo de 2024, segundo a Polícia Federal, os investimentos do Rioprevidência em
estruturas ligadas ao Master cresceram até alcançar aproximadamente R$ 3
bilhões sob investigação. Nesse mesmo período, a PF descreve sucessivos
encontros entre o então governador Cláudio Castro e Daniel Vorcaro, incluindo
reuniões em instalações oficiais do governo do Rio de Janeiro e encontros
privados no exterior. Segundo os investigadores, alguns desses encontros foram
seguidos por novos aportes milionários do fundo previdenciário estadual.
Paralelamente,
consolidava-se a aliança política entre Cláudio Castro e Flávio Bolsonaro.
Desde o início do governo Castro, o grupo político do senador ampliou sua
influência sobre a administração fluminense por meio de alianças eleitorais,
indicações políticas e apoio mútuo na construção do campo bolsonarista no
estado.
No
final de 2024 surgem as tratativas para financiamento do filme. Em fevereiro de
2025 aparecem os primeiros repasses conhecidos publicamente atribuídos ao
projeto. Agora, em junho de 2026, a Polícia Civil de São Paulo passa a
investigar se outra fonte de recursos públicos — desta vez vinculada a um
contrato municipal de internet — também pode ter sido utilizada para financiar
estruturas relacionadas ao mesmo filme.
Nenhuma
dessas investigações provou até o momento que recursos públicos do
Rioprevidência, da Cedae ou da Prefeitura de São Paulo tenham financiado
diretamente “Dark Horse”. Porém, o que emerge é um padrão que exige apuração
aprofundada: diferentes estruturas abastecidas por recursos públicos aparecem
conectadas, em momentos distintos, a pessoas, empresas ou organizações
relacionadas ao financiamento e à produção da obra.
A
questão central deixa de ser apenas quem financiou o filme. A pergunta que as
autoridades agora precisam responder é se os recursos empregados na produção
tiveram origem exclusivamente privada ou se parte deles percorreu circuitos
financeiros alimentados, direta ou indiretamente, por contratos públicos,
fundos estatais ou instituições beneficiadas por aportes governamentais.
A
operação desta segunda-feira amplia significativamente o escopo dessa pergunta.
O que antes parecia restrito às relações entre o Banco Master, o Rioprevidência
e o grupo político bolsonarista passa agora a alcançar também a produtora
responsável pelo filme e contratos públicos firmados em outra esfera de
governo.
Por
isso, a reconstrução completa dos fluxos financeiros deixou de ser apenas uma
questão de interesse político. Tornou-se uma necessidade institucional para
esclarecer se diferentes investigações hoje dispersas tratam, na realidade, de
partes distintas de uma mesma engrenagem financeira.
Os
sigilos de todos os envolvidos, inclusive o de Flávio Bolsoanro, precisam ser
que brados, pelo bem da investigação.
• "Vamos desbaratar essa
quadrilha", afirma Lindbergh após operação contra ONG ligada à produtora
de Dark Horse
O
deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) cobrou nesta segunda-feira (1) uma
investigação mais ampla sobre o fluxo financeiro ligado ao filme Dark Horse,
produção biográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). Em postagem divulgada na rede
social X, antigo Twitter, o parlamentar afirmou que as apurações precisam
alcançar os responsáveis políticos e financeiros ligados ao projeto. O petista
mencionou o ex-mandatário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado
federal Mário Frias (PL-SP) e o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O
petista comentou a operação da Polícia Civil contra a ONG Instituto Conhecer
Brasil (ICB), entidade de propriedade de Karina Gama, que também aparece como
sócia da Go UP, produtora responsável pelo filme. Investigadores apuram
suspeita de fraudes em contratos de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São
Paulo. O contrato sob investigação foi firmado pela Secretaria Municipal de
Inovação e Tecnologia (SMIT) com o objetivo de instalar 5 mil pontos de acesso
à internet sem fio em comunidades periféricas da capital paulista.
"O
cerco está se fechando. Karina Gama vai ser presa, mas quem está por trás dela
é Flávio Bolsonaro, Mário Frias e Eduardo Bolsonaro. Muita coisa precisa ser
explicada por essa turma", escreveu Lindbergh em referência à operação da
Polícia Civil, deflagrada nesta segunda-feira, que teve a ONG como alvo pela
suspeita de irregularidades em um contrato firmado com a Prefeitura de São
Paulo.
"A
PC investiga suspeita de fraudes em contratos de R$ 108 milhões sem efetivação
do serviço. Muita coisa precisa ser explicada por essa turma. Já pedimos à
Interpol para investigar onde estão os 61 milhões que o Flávio pediu ao
Vorcaro. Vamos seguir o caminho do dinheiro e desbaratar essa quadrilha",
acrescentou Lindbergh.
Ao
falar sobre a operação contra a ONG, o prefeito da capital paulista, Ricardo
Nunes (MDB), fez críticas à investigação da Polícia Civil e sinalizou que a
apuração é consequência de perseguição política.
Além da
nova operação contra a ONG, o Intercept Brasil divulgou em 13 de maio uma
reportagem mostrando que o senador Flávio Bolsonaro negociou com o dono do
Banco Master, Daniel Vorcaro, um financiamento de R$ 134 milhões para o filme.
Do valor total pedido pelo parlamentar, R$ 61 milhões foram repassados.
Detido
e em processo de colaboração premiada, o empresário é investigado pela Polícia
Federal após acusações de envolvimento em um esquema de fraudes financeiras
que, segundo a PF, movimentou ao menos R$ 12 bilhões. Inicialmente, a proposta
de delação feita pela equipe do ex-banqueiro foi rejeitada pela PF. A
corporação apontou "seletividade" dos fatos que envolvem as
irregularidades.
Quem
também está detido, em prisão domiciliar, é Jair Bolsonaro, após ser condenado
pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos de reclusão no inquérito da trama
golpista. Foi a pena mais alta entre as 29 condenações anunciadas pela Corte.
• Prefeitura de SP ampliou contrato com
ONG ligada a produtora de filme sobre Bolsonaro após identificar
"irregularidade grave"
A
Prefeitura de São Paulo ampliou em 50% o contrato firmado com o Instituto
Conhecer Brasil, organização social ligada à empresária Karina Ferreira da
Gama, responsável também pela produtora do filme "Dark Horse", sobre
a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL).
Segundo
o jornal O Globo, documentos de processos administrativos da administração
municipal apontam que o valor total do contrato alcançou R$ 143 milhões após um
aditivo assinado em dezembro de 2025. A ampliação ocorreu mesmo depois de a
área técnica da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia apontar uma
"irregularidade grave" na prestação de contas da entidade referente
ao exercício de 2024.
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Polícia investiga possível desvio de recursos
A
Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1) uma operação para
investigar supostos desvios de recursos públicos relacionados ao contrato. Uma
das linhas de apuração busca esclarecer se parte dos recursos destinados ao
projeto de instalação de pontos públicos de wifi na capital paulista foi
utilizada para financiar a produção cinematográfica sobre Bolsonaro.
O
contrato com a prefeitura tem validade até o fim de 2026 e prevê a manutenção
da rede pública de conectividade da cidade. Antes da assinatura do aditivo, a
ONG já havia recebido R$ 93,5 milhões da administração municipal. Com a
ampliação, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) comprometeu-se a repassar
mais R$ 49,2 milhões ao longo deste ano. Atualmente, os pagamentos mensais à
organização somam cerca de R$ 4,1 milhões, de acordo com a reportagem.
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Parecer técnico apontou "irregularidade grave"
A área
técnica da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia identificou problemas
na execução financeira da parceria, incluindo a falta de devolução integral de
valores considerados indevidos. Entre os apontamentos está um pagamento
duplicado de R$ 925 mil realizado pela ONG a um fornecedor.
No
parecer assinado em fevereiro deste ano, os técnicos registraram que
"verifica-se que a Organização da Sociedade Civil não promoveu a
restituição integral dos valores glosados dentro do exercício analisado,
tampouco sanou todas as inconformidades apontadas pela área técnica. A
permanência de valores expressivos pendentes de devolução caracteriza
irregularidade grave na execução financeira da parceria, comprometendo a
regularidade da prestação de contas." O documento recomendava a formalização
da devolução de quase R$ 1 milhão considerado irregular.
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Prefeitura afirma que recursos foram devolvidos
Em
nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que os valores apontados foram
integralmente restituídos pela organização em 2025 e negou qualquer relação
entre os recursos municipais e a produção do filme sobre Bolsonaro.
"Portanto,
não há o que se falar em prejuízo à Prefeitura. O aditamento ao Termo de
Colaboração mencionado pela reportagem teve como finalidade garantir a
continuidade da prestação de serviços já em operação, com a manutenção dos
3.200 pontos (de wifi). Portanto, a administração repudia qualquer tentativa de
criar relações entre ações do Município e a produção cinematográfica do filme
sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A produção do filme não recebeu recursos
municipais."
Apesar
disso, a formalização administrativa da restituição só foi registrada em maio
de 2026, após cobranças da própria área técnica da secretaria.
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Aprovação das contas gerou questionamentos
De
acordo com a reportagem, o secretário municipal de Inovação e Tecnologia,
Humberto de Alencar, aprovou a prestação de contas da ONG em despacho datado de
11 de maio de 2026, antes da conclusão formal dos procedimentos de
regularização apontados pelos técnicos.
A
decisão ocorreu dias antes da divulgação de reportagem do site The Intercept
Brasil sobre articulações para captar recursos destinados à produção do filme
em homenagem ao ex-mandatário.
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Relação com Mario Frias e emendas parlamentares
A
reportagem também destaca a proximidade entre Karina Ferreira da Gama e o
deputado federal Mario Frias (PL-SP), um dos envolvidos no projeto
cinematográfico. Em 2022, ela recebeu R$ 54 mil da campanha eleitoral do
parlamentar por serviços de assessoria de imprensa.
Posteriormente,
Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer
Brasil. Parte dos recursos foi utilizada em projetos como o "Jovem
Empreendedor" e o "Lutando pela Vida", voltado à oferta de aulas
de jiu-jitsu para crianças e adolescentes.
Documentos
citados pela reportagem indicam ainda a contratação de pessoas ligadas à
própria organização ou a entidades associadas à sua direção. Entre elas está
Rudyge Alex Scatolini, ex-integrante do conselho fiscal da ONG, contratado para
coordenar um dos projetos financiados com recursos das emendas.
Outro
caso envolve o publicitário Marcelo Machado, vice-presidente da Academia
Nacional de Cultura, entidade também dirigida por Karina. Sua empresa, MM7
Comunica, recebeu um contrato de R$ 50 mil em projeto financiado por recursos
destinados pelo deputado.
Karina
Ferreira da Gama não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem sobre
os repasses e as contratações. Mario Frias e Marcelo Machado também não
retornaram os contatos. Rudyge Alex Scatolini não foi localizado.
• Líder do PT, Uczai cita Dark Horse e
repudia ‘enredo criminoso pago por todos os brasileiros’
O líder
do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Uczai, afirmou que a suspeita de desvio
envolvendo uma ONG ligada à produção do filme Dark Horse reforça a necessidade
de investigação sobre o financiamento do filme biográfico de Jair Bolsonaro
(PL). A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira (1) uma operação para
apurar contratos suspeitos que começaram em R$ 108 milhões por ano, chegaram a
R$ 157,1 milhões com aditivos e podem envolver ao menos R$ 26 milhões sem a
devida prestação de serviços à cidade de São Paulo.
O
parlamentar criticou a relação entre a produção do longa e o Instituto Conhecer
Brasil (ICB), ONG de propriedade de Karina Gama, também produtora do filme
sobre Bolsonaro. O parlamentar relacionou a operação policial às suspeitas
sobre recursos usados na obra e apontou uma possível conexão política e
financeira.
"A
suspeita é de que a população de São Paulo também pode ter sido saqueada para
financiar esse filme tosco. Quanto mais se investiga, mais escandaloso fica o
roteiro desse filme, o enredo criminoso pago por todos os brasileiros, e o povo
está descobrindo a verdade", afirmou Uczai.
O
deputado também alertou para o que chamou de "relação promíscua" da
família Bolsonaro com o dinheiro investido em Dark Horse. A fala ocorre em meio
ao avanço das apurações sobre o ICB, entidade contratada pela Prefeitura de São
Paulo para a instalação de wi-fi na capital paulista.
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Investigação mira contrato com a Prefeitura de São Paulo
A
Polícia Civil investiga o contrato entre o Instituto Conhecer Brasil e a
Prefeitura de São Paulo, firmado inicialmente no valor de R$ 108 milhões por
ano. A apuração indica que o montante subiu para R$ 157,1 milhões após aditivos
assinados pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e repassados à ONG para a
instalação de pontos de internet na capital paulista.
A
investigação parte da 2ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública,
Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DICCA), vinculada ao Departamento de
Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Os investigadores apuram se a ONG
utilizou ao menos R$ 26 milhões sem entregar o serviço previsto à cidade de São
Paulo, o que pode configurar desvio de recursos públicos.
O caso
ganhou peso político adicional porque Karina Gama, dona do ICB, também atuou na
produção de Dark Horse. O filme retrata a trajetória de Jair Bolsonaro (PL) e
entrou no centro de questionamentos após revelações sobre negociações
financeiras envolvendo aliados do ex-mandatário.
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Financiamento de R$ 134 milhões amplia pressão sobre o caso
Além da
operação contra a ONG, o site The Intercept Brasil divulgou, em 13 de maio, uma
reportagem segundo a qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou com
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, um financiamento de R$ 134 milhões para o
filme Dark Horse.
Do
valor total pedido pelo parlamentar, R$ 61 milhões chegaram a ser repassados. A
revelação ampliou a pressão sobre os envolvidos na produção do longa e abriu
nova frente de cobrança por explicações sobre a origem e o destino dos
recursos.
Daniel
Vorcaro está detido e tenta avançar em um processo de colaboração premiada. A
PF (Polícia Federal) investiga o empresário por suspeita de participação em um
esquema de fraudes financeiras que, segundo a corporação, movimentou ao menos
R$ 12 bilhões.
A
proposta inicial de delação apresentada pela equipe do ex-banqueiro foi
rejeitada pela PF. A corporação apontou seletividade nos fatos apresentados
sobre as irregularidades, o que manteve o empresário sob investigação em uma
das frentes que cercam o financiamento do filme.
Fonte:
Brasil 247

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