Por
que Padre Zezinho está (de novo) na mira de católicos tradicionalistas
Padre
José Fernandes de Oliveira, assim, com nome de registro, completo e dois
sobrenomes, não parece alguém especialmente famoso. Mas Padre Zezinho, como
ficou conhecido esse sacerdote brasileiro autor de mais de 1,8 mil músicas, é
um ícone do catolicismo brasileiro.
Ele é o
compositor de canções profundas e extremamente conhecidas, algumas das quais
transcenderam o ambiente das igrejas e acabaram se transformando em sucessos
populares — desses que tocam em rádios e, por vezes, ganham regravações de
artistas não religiosos.
Em
1997, por exemplo, Padre Zezinho foi um dos convidados do tradicional especial
de fim de ano de Roberto Carlos, para cantar sua célebre Oração pela Família.
"Que
nenhuma família comece em qualquer de repente, que nenhuma família termine por
falta de amor."
Os
versos dessa música são daqueles que ecoam na cabeça das pessoas como se fossem
obras de domínio público, de tradição popular. Esquece-se até que há um autor
por trás de uma canção tão conhecida.
Prestes
a completar 85 anos de vida, em 8 de junho, e no ano em que comemora 60 anos de
sacerdócio, Padre Zezinho ganha sua primeira biografia autorizada, o livro
Apenas Um Cidadão do Infinito: Vida e Missão de Pe. Zezinho, escrito pela
jornalista Gabi Bonvechio, que trabalha como assessora dele desde 2019. E diz
que está pronto para as celebrações.
"Eu
estou deixando que façam tudo. Não estou falando mais nada. Se querem, que
marquem e eu vou", diz ele, em entrevista à BBC News Brasil, concedida por
videochamada de um espaço no convento do Sagrado Coração de Jesus, conhecido
como Conventinho, em Taubaté, onde ele mora com outros religiosos.
"Sou
um enfermo que se controla e consegue se cuidar", completa o sacerdote,
que há anos redobra os cuidados e limita sua rotina por conta principalmente de
dois eventos.
Em
2012, ele sofreu um acidente vascular cerebral e ficou sete meses sem conseguir
falar. "Deus me trouxe de volta", diz. No ano seguinte, foi
diagnosticado com câncer de próstata — segue em tratamento, com a doença sob
controle.
Se a
saúde e a idade já não o permitem uma intensa atividade em shows e missas,
Padre Zezinho segue expondo suas opiniões — ou "catequizando", como
ele prefere — nas redes sociais.
Sua
página oficial no Facebook tem mais de 1 milhão de seguidores, e, ali, o
religioso e sua equipe postam quase diariamente. Além de frases para reflexão,
o padre promove suas ideias cristãs com artigos. Muitas vezes, no mundo
polarizado atual, polêmicas surgem.
O caso
mais recente ocorreu em maio. Foi precipitado por um texto que nem é de autoria
do religioso, um artigo do filósofo e sociólogo Romero Venâncio, professor na
Universidade Federal de Sergipe, que Zezinho republicou em sua página.
O
acadêmico expunha sua preocupação acerca do que classificou como "escalada
delirante de extremistas católicos nas redes digitais", situando estes
entre os "tradicionalistas" e como membros da "direita
católica".
O
resultado foi tenso. Até vídeos fakes associando o padre ao comunismo
viralizaram, entre ataques e calúnias.
Padre
Zezinho lidou com o episódio com a experiência de quem mantém a coerência mesmo
levando pedradas há seis décadas. "Todos os dias eu sou agredido. Mas essa
gente é 2% [dos católicos]. Os outros 98% querem catequese, querem atualização.
A maioria quer o Vaticano 2º, a maioria quer as encíclicas sociais."
Ele se
refere ao Concílio Vaticano 2º, ocorrido entre 1962 e 1965 — daqueles debates
realizados pela cúpula do catolicismo saiu a modernização da Igreja. As missas
deixaram de ser em latim, e os padres e bispos ressaltaram o compromisso de
atuar junto aos pobres, de trabalhar pelo social.
Já as
"encíclicas sociais" mencionadas por Zezinho são o conjunto de cartas
papais inaugurado pelo papa Leão 13 (1810-1903) com a Rerum Novarum, há 135
anos — e cujo mais recente exemplo saiu há poucos dias, a Magnifica Humanitas,
de Leão 14. São documentos em que o pontífice expressa preocupações sociais e,
por isso, acabaram sendo chamados de doutrina social da Igreja.
"Falam
até que eu sou um câncer para a Igreja. Não desejo o câncer para ninguém, até
porque tenho um em tratamento. Nunca vou chamar alguém de câncer. Vou discordar
de muitos, mas vou continuar sendo amigo e buscando diálogo."
Ao
justificar seu olhar social e seu discurso em prol dos mais pobres, ele recorda
o sacerdote católico francês Léon Gustave Dehon (1843-1925), fundador da
Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, ordem religiosa à qual
Zezinho pertence — por isso, são chamados de "padres dehonianos".
"Ele
era um homem que buscava uma proposta política e religiosa de diálogo, tanto
para os operários quanto para os patrões. Eu cresci nessa ideia."
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Ordenado nos EUA
O
despertar vocacional de Zezinho está intimamente ligado aos dehonianos.
Mineiro
nascido em Machado, ele se mudou para Taubaté aos 2 anos de idade, com a
família. "Pai e mãe paralíticos, e vivíamos em um bairro muito
pobre", recorda.
"Eu
era coroinha e cresci ajudando nas missas. Todos os dias ia com minha mãe,
cedo, depois ia para a escola. Após a aula, fazia os trabalhos que tinha de
fazer, levava comida para meus irmãos na fábrica [onde eles, mais velhos,
trabalhavam], brincava por duas horas e, de novo, ia com minha mãe para o
Conventinho, porque a gente ajudava lá."
A mãe,
Waldivina Messias de Oliveira, trabalhou como costureira, lavadeira e
cozinheira na casa religiosa. "Cresci no ambiente de convento e gostei
daquilo", recorda o padre. Tornou-se seminarista na adolescência — tinha
12 anos quando ingressou no seminário mantido pelos dehonianos na cidade de
Lavras, em Minas Gerais.
O
percurso até a ordenação foi um périplo. De Lavras, foi para Corupá, em Santa
Catarina, em outra instituição da mesma ordem. Aos 19 anos, nova mudança, para
Jaraguá do Sul, também no estado catarinense, para mais uma etapa de seus
estudos rumo ao sacerdócio.
No ano
seguinte, já tendo feito os primeiros votos, seguiu para Brusque — como noviço,
ali estudaria filosofia. Dois anos depois, passou uma breve temporada na
Taubaté de sua infância, estudando Teologia e matando a saudade dos familiares.
Foi
quando os superiores da ordem decidiram que quatro jovens religiosos deveriam
ter uma experiência internacional. Dois foram destacados para estudar em Roma.
Outros dois, Zezinho entre eles, foram para os Estados Unidos.
De lá,
enquanto se graduava em Teologia em Hales Corners, perto de Milwaukee, Zezinho
acompanhou as discussões que transformariam a Igreja e o seu futuro: do outro
lado do Atlântico, ocorria o Concílio Vaticano 2º.
Padre
Zezinho professou os chamados votos perpétuos em setembro de 1964, em cerimônia
ocorrida em Honesdale, na Pensilvânia. Ele se tornou diácono em junho de 1966
e, finalmente, padre em setembro do mesmo ano.
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Música
Um ano
depois, Padre Zezinho celebrou sua primeira missa em Taubaté — ele estava de
volta ao Brasil. Vinha no espírito do Concílio que havia terminado há pouco
tempo. Animado, jovem, passou a usar o violão em celebrações. Não era o sisudo
padre José, mas o simpático Padre Zezinho, que dispensava a batina no convívio
social e era próximo, sobretudo, da juventude.
De um
lado, nascia ali um capítulo importante na história da Igreja Católica no
Brasil. De outro, Zezinho começava a sofrer críticas de conservadores.
Detratores chamavam seus primeiros trabalhos de "musiquinhas adocicadas e
festivas", seus encontros com jovens de "alucinógenos
espirituais", seus textos de "livrinhos inconsequentes" — como
recupera Gabi Bonvechio, na biografia recém-lançada.
Padre
Zezinho conta que o gosto pela música veio de casa — seu pai, Fernando José de
Oliveira, gostava de tocar viola. A infância em Taubaté, lembra ele, também foi
muito musical — terra de estrelas como Hebe Camargo (1929-2012) e Celly Campelo
(1942-2003), enfatiza o religioso. O caipira eclético que gostava de rock e
música popular em geral encantou-se pelo country e pelo blues em sua temporada
nos Estados Unidos. Isso tudo moldou seu estilo.
Em
texto publicado na revista acadêmica Caminhos em 2020, o teólogo Antonio
Manzatto, professor na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, situou a
gênese da trajetória de Zezinho na efervescência político-cultural dos anos
1960.
Manzatto
lembra que eram tempos de ditadura militar no Brasil, rock nas rádios e TVs e
contracultura no mundo jovem. A Igreja Católica, pós-Concílio, respirava ares
de renovação, o que, segundo ele, "permitiu que a vivência religiosa se
organizasse em estruturas diferentes".
"Nesse
ambiente, a figura de padres modernos foi extremamente importante. Padres
renovados que se vestem de maneira simples, sem a sisudez das batinas, que
falam a língua do povo, que não hesitam em se fazer próximos das pessoas, de
suas casas, de suas vidas", pontua Manzatto.
"Para
a juventude que andava em busca de novos referenciais, figuras assim eram muito
bem-vindas; e para a Igreja, que buscava nova linguagem e novas formas de
comunicação com a juventude, o encontro foi extremamente benfazejo."
Padre
Zezinho se apresentou nesse cenário, com seu nome "diminutivo familiar que
aproxima as pessoas, bem ao gosto dos brasileiros". Seu discurso simples
era diferente do empolado tradicional dos padres de então. Ele ouvia os jovens
e dialogava com eles. De quebra, trouxe a música.
"Não
a música dos claustros, das orquestras ou de ritmos distantes da
juventude", salienta Manzatto. "Mas a música contemporânea com
violões, guitarras e baterias ao estilo dos conjuntos musicais da época."
Para o
sociólogo Rogério Baptistini, professor na Universidade Presbiteriana
Mackenzie, Zezinho é "um dos pioneiros da evangelização moderna".
"Ele
usou a música como ferramenta de comunicação de massa e pregou a paz e o
diálogo em letras alinhadas à doutrina social da Igreja, sempre conectado ao
seu tempo e à visão progressista do catolicismo", afirma, definindo o
Padre Zezinho como um "patrimônio sólido" do catolicismo brasileiro.
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Diversas místicas, uma Igreja
Se
desde o início vieram críticas do lado mais conservador da Igreja, da parte de
Zezinho nunca houve muro entre os segmentos diferentes do catolicismo. Ele
conta que foi formado um grupo de religiosos em 1969, com oito padres de
estilos diferentes que passaram a se reunir periodicamente — em uma tradição
que durou até 1980.
Entre
eles, estavam Jonas Abib (1936-2022), que depois se notabilizaria como fundador
da comunidade Canção Nova e um dos principais expoentes do movimento
conservador Renovação Carismática Católica (RCC), e também o padre jesuíta
Casimiro Irala (1936-2024), músico paraguaio radicado no Brasil e integrante da
Ação Católica, grupo conhecido pela ênfase na doutrina social da Igreja.
Eram
místicas diferentes, lembra Zezinho. "Mas a gente era muito amigo, coisa
assim de irmão". "Brincava com padre Jonas: sua mística é ensinar a
orar, a minha é ensinar a partilhar. Não pensávamos igual, mas nos amamos do
mesmo jeito."
Com
Irala, disse que aprendeu muito sobre música também.
Como
suas canções sempre foram mais com mensagens sociais do que de louvor, ele
acabou sendo associado à linha Teologia da Libertação (TL), corrente cristã que
enfatiza como necessária a opção preferencial pelos pobres — ao contrário da
imensa maioria dos padres cantores que vieram depois, casos de Marcelo Rossi,
ligado à RCC e com canções de louvor. Desde aqueles primeiros anos, era uma
postura que o deixava alvo de críticas dos conservadores.
Padre
Zezinho é cuidadoso nas palavras. Refuta ser chamado de progressista, porque
entende que isso deixa os conservadores na posição antagônica de
"atrasados": "Sou atualizador. Respeito os conservadores e
respeito os progressistas".
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Contestando os contestadores
Desde
cedo, lembra ele, seus amigos diziam que ele estava escolhendo um caminho
difícil. "Porque estava contestando os contestadores, os que não aceitavam
o Vaticano 2º. Rios não correm para trás. Os peixes, sim. Mas o rio vai
adiante."
"Teve
jornalista ultraconservador que me chamou [ao lado de outros nomes da Igreja]
de 'vaca sagrada' quando eu estava ficando muito famoso com minhas canções, e,
mesmo sofrendo críticas, a Igreja não mexia comigo."
Sobre a
TL, ele gosta de ser específico. "Sou da TL bíblica, não da TL
marxista", comenta.
Diz que
seu viés é a libertação que está nos textos sagrados, em prol do ser humano.
"É por aí que eu vou", ressalta, lembrando que suas músicas falam das
alegrias, das esperanças, das dores e das lutas do "povo de Deus".
"Fiz
música de doutrina social. Música de justiça e paz", comenta. Um exemplo
simbólico é a Prece Pelo Social, lançada em 2000. A canção pede a Deus mais
trabalho, mais salário e mais pão. "O rico menos rico/ O pobre menos
pobre", cobra a letra. "Trabalho pra toda a gente/ Salário bem mais
decente/ […]. Do jeito que está não dá."
"Essa
minha música machucou muita gente. Fiz para que possamos entender o que é
justiça social", explica, lembrando que há dezenas de encíclicas falando
que "rico demais não é bom para a Igreja, assim como pobre demais também
não é bom".
"Experimentei
a fome aos 9 anos. Sou fruto de gente que acredita em progredir e não em ficar
parado. O pobre tem de fazer alguma coisa para sair da pobreza, mas o rico
também tem de fazer alguma coisa para ajudar o pobre. Não pode ser rico demais",
ressalta.
Ele se
considera "um formador de opinião". "Nunca usei essa expressão
que gostam hoje, influenciador", diz. "Sou um explicador."
Sobre o
fato de costumar ser incluído em polêmicas de internet, Padre Zezinho argumenta
que "não tem medo". E que escolhe o caminho da gentileza. "Dá
para dizer tudo sem gritar. Microfone não é para xingar, é para dialogar.
Respondo sempre de uma forma gentil. Sem gentileza, não pode haver
cristianismo."
Ele
disse que esse racha entre RCC e TL começou nos anos 1970. "Um grupo de
direita, político, leigo, começou a fazer essas distinções: 'nós somos
espirituais, vocês não são', 'a TL é uma vergonha para a Igreja' e palavras
terríveis que até hoje falam", recorda.
Padre
Zezinho lembra que já trabalhou muito com pessoas da RCC e emissoras católicas
ligadas ao movimento e encara a proximidade como um diálogo permanente e
profícuo.
"Direita
e esquerda existem, conservadores e avançados existem. Podemos discordar, mas
sem ódio", afirma. "Não sou esquerdista, nem direitista, nem
centrista. Eu sou catequista. Sou transformador, sou explicitador."
O
sacerdote concorda que o debate atual está contaminado pela polarização social
e política, intensificada pelo uso das redes sociais. "Podemos estar em
pistas separadas, mas a gente se encontra de vez em quando, então estamos
juntos", comenta.
"Estou
obedecendo aos papas que pregam justiça social, o fundador da minha congregação
que pregava justiça social. É o que eu faço. Todos eles pregaram isso",
explica o padre.
Ele
enfatiza que não importa com as discordâncias. "Se um burguês não gosta,
então que seja burguês. Eu vou apanhar deles, mas eu acho que os pobres
precisam crescer e é preciso fazer coisas em favor dos pobres para eles
crescerem. Se isso é esquerda ou direita, não me importa. O que me importa é a
doutrina social", diz.
Padre
Zezinho reconhece que esse posicionamento lhe traz um custo. "Pago um
preço por isso? Pago. Toda hora alguém diz: 'coitado do padre Zezinho, pena que
é da TL'", afirma.
"Eu
sou TL bíblica, não TL marxista. Sou contra Marx? Não. Só acho que o acento em
marxismo não ajuda a Igreja. Mas o capitalismo também não ajuda. Entre
capitalismo e comunismo, eu escolho o diálogo."
A
biógrafa Gabi Bonvechio diz que o padre é muito rotulado. "Ele é fruto do
Concílio Vaticano 2º e abraçou a causa da doutrina social da Igreja e acaba
muito atacado por isso", avalia.
"Não
ouso rotulá-lo. Ele fala muito de temas que os conservadores falam, como a
família, a espiritualidade e a piedade. E também cobra justiça social. Houve
uma época em que a esquerda o chamava de direitista e conservador. Agora, os
direitistas o chamam de comunista e TL", diz Bonvechio, afirmando ser
"uma injustiça" qualquer tentativa de "colocá-lo em uma
caixinha".
Para o
sociólogo Rogério Baptistini, o que ocorre é que "hoje a Igreja no Brasil
está sofrendo uma espécie de reação pentecostal". "Sacerdotes como
ele e [o padre] Julio Lancelotti, por caminhos diferentes, sofrem com a onda de
conservadorismo."
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Legado
Professor
na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e diretor no Lay Centre, também
em Roma, o vaticanista Filipe Domingues ressalta a coerência de padre Zezinho,
como um sacerdote que nunca deixou de "seguir a comunhão da Igreja" e
se permitir ter uma vida de celebridade.
O
religioso costuma enfatizar que não é um cantor. Mas um padre que canta. Esta
postura parece fazer diferença. "Ele fez tudo o que fez sem buscar
méritos", comenta Domingues. "Ele vive aquilo que prega. E isso traz
credibilidade."
Em
2019, o padre ganhou um espaço dedicado ao seu acervo, no convento onde reside.
É o Memorial Padre Zezinho — que pode ser visitado sob agendamento.
Quanto
à biografia, o religioso precisou ser convencido. Gabi Bonvechio disse que
pediu autorização ao padre em agosto do ano passado. Ela entrevistou mais de 50
pessoas, além do próprio sacerdote.
"Passei
a viver a vida do padre junto com ele, para poder contar sua história",
diz ela.
O
teólogo Raylson Araujo, pesquisador na Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo, diz que Padre Zezinho é um dos grandes evangelizadores da Igreja
Católica no Brasil. "Seu impacto é enorme e de longa data. Marcou época
muito antes das redes sociais e da consolidação das TVs católicas", diz
Araujo.
"E
mais: Tem padre que canta, mas não faz reflexão teológica. Tem padre que faz
reflexão teológica, mas não canta. Padre Zezinho fez os dois e com maestria,
traduzindo reflexões teológicas profundas e canções que há décadas está na boca
do povo de Deus."
Fonte:
BBC News Brasil

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