O
colonialismo português e o genocídio em Gaza
O
jornal Público revelou que Portugal impediu a inclusão de uma
referência à crise alimentar em Gaza na declaração final da XV Conferência de
Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
(CPLP), realizada na última sexta-feira (18/07). O sociólogo Miguel de Barros
afirmou ao jornal que o embaixador português na Guiné-Bissau, Miguel Cruz
Silvestre, controlou de forma rígida o conteúdo do documento.
Entre
os pontos excluídos estava a condenação de ações que dificultam o acesso à
comida, com menção específica ao bloqueio de ajuda humanitária por Israel na
Faixa de Gaza. A referência seria incluída como parte da defesa do direito
humano à alimentação. A atitude gerou críticas por suprimir o contexto de
violência imposto pelo exército israelense que agrava a insegurança alimentar
do povo palestino, principalmente entre as crianças.
Mas o
que a herança colonial portuguesa tem a ver com este assunto? O filósofo
francês e revolucionário Frantz Fanon nos ajuda a compreender.
Através
de sua extensa obra, Fanon nos lembra que o colonialismo europeu não terminou
com a independência das colônias, apenas mudou de forma. Ainda hoje, está
presente nas escolhas políticas dos países do bloco e também em suas relações
sociais.
No caso português, o saudosismo lusotropicalista e a ideia de que Portugal foi
um “bom colonizador” persistem até hoje. A recusa em reconhecer os crimes
coloniais reflete o “colonialismo psicológico e cultural” presente na teoria de
Frantz Fanon, algo visível não somente na política anti-imigração do atual
governo, mas também sobre o posicionamento do Estado em relação ao genocídio em
curso na Palestina.
Ao
associar a imigração no país com o aumento da criminalidade – uma relação já
desmentida pela própria Polícia Judiciária – a administração do
primeiro-ministro Luis Montenegro continua alinhada às posições da extrema
direita. No Parlamento, o líder do partido de extrema direita Chega, André
Ventura, insiste na falsa alegação de uma “invasão islâmica” em Portugal.
Enquanto
isso, dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que 40% das
nacionalidades concedidas em Portugal no ano de 2023 foram para cidadãos
israelenses. Essa porcentagem supera até mesmo os 23,5% atribuídos aos
brasileiros, que atualmente representam a maior comunidade estrangeira no país.
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Negar o genocído é herança colonial
Lembremos
que Portugal é um dos países da União Europeia que não reconhece o Estado da
Palestina. Mesmo após a morte de mais de 50 mil pessoas, a maioria mulheres e
crianças, líderes políticos e autoridades continuam insistindo na “narrativa”
de que as ações de Israel são uma resposta aos ataques do Hamas em 7 de
Outubro. Ou seja: outra falácia.
Além,
claro, da conivência da grande imprensa, que continua oferecendo espaço em
horário nobre para que comentaristas e jornalistas permaneçam defendendo as
barbáries cometidas pelas forças armadas israelenses, muitas vezes com a
justificativa de que crianças também são “terroristas” e devem ser combatidas
pelo “bem do povo judeu”.
Por
isso, neste momento, insisto na importância de revisitar a obra Frantz Fanon,
que defendia que a descolonização exige ruptura radical nas estruturas sociais,
políticas e psicológicas. De acordo com o pensador, a desumanização não decorre
de um processo natural, mas é fruto direto de uma construção social e política.
Para ele, essa condição emerge da relação desigual de poder entre colonizadores
e colonizados.
Fanon
sustenta ainda que a violência colonial vai além de um mero instrumento de
controle – ela opera como um mecanismo sistemático de desumanização, projetado
para manter a estrutura de dominação e perpetuar a desigualdade. Sendo assim, o
que assistimos na Palestina é colonialismo em sua essência.
Infelizmente,
os esforços de algumas camadas da sociedade portuguesa para condenar o passado
colonial não têm sido suficientes no combate ao racismo, à xenofobia e ao
pensamento colonial no país.
Além
disso, esses esforços não têm protegido a dignidade do próprio povo português
ou dos trabalhadores que jamais se beneficiaram da pilhagem e exploração das
ex-colônias. Como imigrante brasileira que vive em Lisboa, posso afirmar isso
com propriedade.
Apesar
da Revolução dos Cravos e da significativa importância desse movimento na
história de Portugal, o país não conseguiu, de fato, concluir o processo de
ruptura social, política e econômica defendido por pensadores como Fanon,
permanecendo, mais uma vez, fechado em si mesmo e do lado errado da história.
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Bloqueio israelense mata 122 palestinos de fome, incluindo 83 crianças
Hospitais de Gaza registraram nove
mortes devido à fome e à desnutrição nas últimas 24 horas, de acordo com o
Ministério da Saúde local. A contagem eleva para 122 o número total de pessoas
que morreram de fome durante a guerra de Israel em Gaza, incluindo 83 crianças,
informou o órgão em comunicado no Telegram. A ocupação israelense bloqueia todas
as passagens há 145 dias consecutivos.
O
primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, condenou nesta sexta-feira
(25/07) as condições humanitárias na Faixa de Gaza. O premiê descreveu a
situação como uma “catástrofe humanitária” e enfatizou a necessidade urgente de
proteger vidas inocentes e acabar com o sofrimento e a fome da população.
“A negação de ajuda humanitária por
parte de Israel e os ataques a civis, incluindo crianças que buscam água e
comida, são indefensáveis e inaceitáveis”, declarou.
O
chanceler canadense Mark Carney também solicitou a substituição do controle de Israel
sobre a ajuda humanitária por um órgão independente. Em declarações à
agência britânica Reuters, o primeiro-ministro pediu a negociação
de um cessar-fogo imediato, reafirmando que Ottawa apoia a solução de dois
Estados e pretende trabalhar vigorosamente em todos os campos para ajudar a
concretizá-la.
Já
Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã,
relembrou que apenas os EUA e Israel votaram contra uma resolução histórica da
ONU no final de 2021 que reconheceu o acesso à alimentação como um
direito humano básico protegido.
“O
mundo se uniu, e a Resolução do Direito à Alimentação foi endossada por todos
os membros da ONU, enquanto estes dois a rejeitaram completamente”, escreveu no X. “A oposição deles a
essa resolução não indicava uma política premeditada de usar alimentos como
arma de guerra?”, acrescentou.
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Violência persiste em meio à crise
Em meio ao bloqueio de ajuda e mortes
por desnutrição, as Forças Armadas de Israel intensificam sua escalada. Nesta sexta-feira
(25/07) ao menos 11 palestinos morreram, incluindo quatro civis que buscavam
auxílio humanitário.
Outro
ataque aéreo atingiu uma escola que abrigava deslocados no bairro de Remal, no
oeste de Gaza, deixando feridos e quatro mortos, conforme relatado por fonte
médica do Hospital al-Shifa à emissora catari Al Jazeera.
Já no
bairro de Tuffah, ao leste, um palestino foi morto durante uma incursão militar
israelense. O balanço total da ofensiva israelense em Gaza desde outubro de
2023 agora alcança 59.587 mortos e 143.498 feridos. Em Israel,
estima-se que 1.139 pessoas tenham morrido nos ataques de 7 de outubro, com
mais de 200 ainda mantidas como reféns.
¨ Se o rei da Bélgica
pode falar a verdade sobre Gaza, por que os políticos covardes da Europa não
podem? Por David Van Reybrouck
Justamente
quando parecia que o fracasso moral da Europa em relação a Gaza era completo, o
chefe de Estado de um país da UE se levantou com uma poderosa mensagem de
clareza moral. O Rei Filipe da Bélgica, cujas declarações políticas diretas são
raras, condenou os graves abusos humanitários em Gaza como " uma vergonha para a humanidade ".
Em
um discurso televisionado para marcar o
dia nacional da Bélgica, em 21 de julho, Philippe disse: "Estou com todos
aqueles que denunciam os graves abusos humanitários em Gaza, onde civis
inocentes, presos em seu enclave, estão morrendo de fome e sendo mortos por
bombas". O monarca afirmou apoiar plenamente os apelos do secretário-geral
da ONU, António Guterres, para pôr fim a "esta crise insuportável".
Do palácio real em Bruxelas, o rei acrescentou: "A situação atual se
arrasta há muito tempo. É uma vergonha para a humanidade".
Após um
fim de semana em que pelo menos 100 pessoas em Gaza foram
mortas enquanto buscavam comida e água – violência que não provocou nenhuma
resposta formal da UE – a mensagem do monarca se destacou. Ele falou de um
encontro recente com Rami Elhanan e Bassam Aramin – dois pais, um
israelense e um palestino, que perderam uma filha cada em surtos anteriores de
violência no Oriente Médio. "Eles deixaram de lado qualquer desejo de
vingança e escolheram transformar sua dor em uma mensagem de paz", disse ele.
"É sempre a dignidade humana que está em jogo."
O
discurso do rei repercutiu além da Bélgica. A emissora nacional holandesa
NOS questionou abertamente por que o rei
Willem-Alexandre dos Países Baixos não havia feito uma declaração semelhante.
Como
monarca constitucional, Philippe tem poderes formais limitados. Seus dois
discursos anuais – no dia nacional da Bélgica e na véspera de Natal – são
revisados pelo primeiro-ministro antes da transmissão. Mas os comentários deste
ano contrastaram fortemente com o governo federal e o primeiro-ministro, Bart
De Wever, um nacionalista flamengo. Seu partido, a Nova Aliança Flamenga
(N-VA), o maior da Bélgica, inclui vários defensores ferrenhos das operações
militares de Israel em Gaza. De Wever resistiu aos apelos para impor
sanções a Israel. Ele chegou a questionar se a Bélgica prenderia Benjamin
Netanyahu ,
como o direito internacional exigiria caso o primeiro-ministro israelense
visitasse o país.
Transcendendo
a política interna, Philippe lançou um apelo mais amplo à ação: “A Europa deve
afirmar sua liderança com ainda mais firmeza. Deve se posicionar como um
baluarte contra – e uma alternativa válida – as brutais disputas de poder que
testemunhamos hoje.”
Dado o
silêncio intolerável da UE sobre os crimes de guerra, as violações de direitos
humanos e o agravamento da catástrofe humanitária cometidos por Israel, foi um
alívio ouvir pelo menos um chefe de Estado falar a verdade em voz alta. Os
ministros das Relações Exteriores da UE, reunidos em Bruxelas na semana
passada, não tomaram medidas contra Israel , o que levou a
uma acusação de "traição cruel e ilegal" aos palestinos pela Anistia Internacional . O anúncio de Emmanuel
Macron de que a França reconheceria o Estado palestino em setembro, embora
importante, permanece simbólico na ausência de quaisquer sanções econômicas,
financeiras ou diplomáticas.
O rei,
que discursava poucos dias após uma audiência com organizações humanitárias que
atuam em Gaza, destacou a incapacidade de respeitar o direito internacional.
"Durante décadas, o direito internacional foi a pedra angular em que os
Estados podiam confiar", disse ele. "Hoje, isso está sendo
abertamente questionado. Mas quando o direito internacional é violado, o mundo
inteiro sofre. A imprevisibilidade e a violência ganham então rédea
solta."
Ao
elogiar os esforços coletivos para enfrentar desafios como a crise climática, a
transformação digital e a cooperação em defesa, Philippe instou os líderes da
UE a "permanecerem fiéis aos nossos valores: democracia, justiça e Estado
de Direito". Em um cenário político cada vez mais dominado pela
realpolitik, eis uma voz que insiste nos fundamentos éticos do projeto europeu.
O rei
belga tem um histórico consistente de oposição à discriminação e defesa dos
direitos humanos. Após um ataque terrorista mortal ao museu
judaico em Bruxelas em 2014, ele fez uma visita oficial ao local. Em 2015, ele
convidou uma grande delegação de rabinos e líderes da comunidade judaica ao
palácio após o desmantelamento de células terroristas islâmicas em Bruxelas e
Verviers.
Sua
postura moral tem raízes profundas na monarquia belga. Sua bisavó, a Rainha
Elisabeth, foi reconhecida pelo Yad Vashem como uma das
Justas entre as Nações. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela usou sua posição
como rainha-mãe para intervir em favor dos judeus que enfrentavam a deportação.
Segundo o Yad Vashem, "essas intervenções de um membro de uma família real
na Europa em favor dos judeus foram inigualáveis".
Desde a
sua independência em 1830, a Bélgica concedeu plenos direitos civis aos
judeus – exceto durante os anos da ocupação nazista. Esses direitos, incluindo
a liberdade de religião, expressão e imprensa, estão consagrados na
Constituição belga.
Mais
recentemente, em 2022, Philippe realizou sua primeira visita à República
Democrática do Congo, a ex-colônia belga fundada e brutalmente explorada por
seu ancestral Leopoldo II. Durante a visita à RDC, o rei expressou seu
"mais profundo pesar" pelo sofrimento infligido pelo colonialismo
belga. "O próprio regime colonial era baseado na exploração e na
dominação", disse ele. Era "marcado pelo paternalismo, pela
discriminação e pelo racismo".
O fato
de a defesa do direito internacional por Philippe e seus comentários sobre o
sofrimento em Gaza terem parecido notícia demonstra a timidez dos líderes
eleitos da Europa. Ele estava dizendo apenas o que deveriam ter dito meses
atrás.
É claro
que seus comentários não porão fim à guerra. Mas devem lembrar à Europa – e ao
mundo – que o silêncio diante da injustiça equivale à cumplicidade.
E que, em tempos de covardia política, um monarca constitucional ainda pode
ser um líder moral.
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Espanha condena moção do Parlamento israelense sobre
anexação da Cisjordânia
O
governo da Espanha expressou, nesta quinta-feira (24/07), sua “firme
condenação” à recente votação simbólica realizada
no Knesset, o Parlamento de Israel, que defendeu a anexação da Cisjordânia e de
outros Territórios Palestinos Ocupados.
A
aprovação da proposta aconteceu na terça-feira (23/07) e já foi rechaçada por
outros países, como Turquia e Arábia Saudita. Embora a decisão
não tenha caráter vinculante, Madri considerou que ela envia um sinal político
grave e desrespeita normas essenciais do direito internacional.
Em nota oficial, o Ministério de
Assuntos Exteriores espanhol lembrou que a votação “ignora
princípios e disposições fundamentais do direito internacional e é contrária ao
Parecer Consultivo de 19 de julho de 2024 da Corte Internacional de Justiça,
que determina que a ocupação é ilegal”.
O
governo do presidente Pedro Sánchez frisou que a iniciativa representa um
retrocesso nos esforços diplomáticos de décadas e ameaça ainda mais a já
fragilizada perspectiva de paz na região.
O
comunicado também destaca que a proposta “mina as bases para a implementação de
uma solução de dois Estados, garantindo os direitos do povo palestino, a paz na
região e a segurança de Israel, ignorando os compromissos assumidos por Israel
e pela Palestina desde a Conferência de Madrid e o Processo de Oslo”.
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Assentamentos ilegais
O
governo espanhol reiterou seu repúdio à expansão contínua dos assentamentos
israelenses em território palestino, recordando que tais ações “são ilegais à
luz do direito internacional” e representam uma violação direta das resoluções
da ONU e de outros acordos multilaterais.
“A
Espanha reitera a sua condenação da expansão dos colonatos e de qualquer ação
destinada a obstruir uma resolução pacífica do conflito”, acrescentou.
O
comunicado apela por medidas humanitárias urgentes diante da situação crítica
na Faixa de Gaza. A Espanha pede que sejam libertados os reféns mantidos pelo
Hamas, que as hostilidades sejam interrompidas de forma imediata e que
organizações internacionais tenham acesso irrestrito para entregar ajuda
humanitária.
“A
Espanha reitera o seu firme apoio à solução de dois Estados como a única forma
de alcançar a paz”, conclui a nota.
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Cessar-fogo: Hamas rejeita acusações dos EUA de não
colaborar no acordo
O
movimento de resistência palestino, Hamas, expressou na sexta-feira (25/07) sua
rejeição às acusações feitas pelo enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve
Witkoff, nas quais ele acusa os palestinos de não estarem dispostos a chegar a um cessar-fogo
na Faixa de Gaza.
Em um
comunicado, o Hamas afirmou seu compromisso com negociações “sérias e
responsáveis” visando pôr fim à agressão israelense contra o território
palestino.
Além
disso, o movimento palestino enfatizou que havia submetido sua última resposta
aos mediadores após “extensas consultas com facções palestinas, países amigos e
todas as partes envolvidas”.
O Hamas observou que demonstrou
flexibilidade durante todo o processo de negociação, respondendo
positivamente às sugestões destinadas a superar obstáculos para um acordo
“justo e abrangente”.
O
movimento enfatizou que sua prioridade continua sendo “acabar com a agressão,
levantar o cerco e chegar a um acordo estável e duradouro que preserve os
direitos e sacrifícios do povo palestino”.
A
resistência palestina expressou surpresa com as recentes declarações do enviado
dos EUA, nas quais ele acusou o grupo de falta de seriedade e afirmou que sua
última resposta demonstrou sua falta de interesse na redução da tensão.
O Hamas
chamou os comentários de “imprecisos” e “desprovidos de verdade”, observando
que os próprios mediadores ” acolheram e expressaram satisfação” com a resposta
palestina, em contraste com a imagem que Washington pintou.
As delegações dos EUA e de Israel se
retiraram das negociações indiretas em Doha, citando o que Steve Witkoff
descreveu como a incapacidade do Hamas de coordenar uma posição palestina
unificada.
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Foco na ajuda, mapas de retirada e garantias
Fontes
palestinas próximas às negociações disseram à mídia árabe que a resposta do
Hamas se concentrou em garantir a entrada regular de ajuda
humanitária em Gaza,
esclarecer os mapas da retirada militar israelense e obter garantias confiáveis
para um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza.
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O Hamas continua comprometido com as negociações
Apesar
das consequências diplomáticas, o Hamas reiterou seu compromisso com um
envolvimento sério nas negociações. “Estamos determinados a chegar a um
acordo que
beneficie nosso povo e ponha fim à agressão”, disse o grupo em seu comunicado.
A Faixa
de Gaza continua sob intenso bombardeio e cerco israelense, e a situação
humanitária está se deteriorando rapidamente.
Fonte:
Opera Mundi/The Guardian

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