quarta-feira, 30 de julho de 2025

O que os números do Censo não revelam sobre os evangélicos brasileiros?

O último Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) atualiza os dados sobre o aumento de pessoas que se declaram como evangélicas no Brasil, que passaram de 21,6% para 26,9% da população, entre os anos de 2010 e 2022. É um fenômeno que precisa ser observado com atenção, para que se interpretem as informações além dos números, já que não se trata de um grupo homogêneo ou perfeitamente representado por suas figuras políticas e midiáticas.

Para analisar esse atual cenário e projetar perspectivas para o futuro, Andrea DiP recebe no podcast Pauta Pública desta semana a pesquisadora e socióloga Christina Vital. Ela avalia a atuação de representantes evangélicos no Congresso, suas influências na política e também nas periferias do país. Para Vital, houve mudanças significativas no campo evangélico desde a ascensão do bolsonarismo, em 2018, e ainda há muitos desafios para a próxima eleição presidencial em 2026, já que algumas dessas instituições religiosas passaram a atuar de forma política.

Essa presença ganha força especialmente nas periferias ou em territórios onde o Estado está ausente, de acordo com a socióloga. “Os dados do IBGE mostram que nas periferias quem domina são os evangélicos, sobretudo os pentecostais. [Eles] se anunciam como mais poderosos no combate à violência, porque a colocam como um mal moral e espiritual e a religião na confrontação desse mal. [Além disso], oferecem também rede de apoio material, social e emocional”, ressalta Vital.

<><> Leia os principais pontos da entrevista:

•        O que os dados sobre religião do Censo do IBGE de 2022, divulgados em junho de 2025, nos dizem sobre religião no Brasil e como a gente olha para esses números de maneira crítica?

Tem um mapa da religião no Brasil que é muito interessante de acompanhar.

Os números gerais informam que a população do Brasil tem 57% de católicos, quase 27% de evangélicos e os que se declaram sem religião, são quase 10%. Houve também o crescimento dos que se declaram de religiões de matrizes africanas e uma queda das declaradas espíritas.

Ao longo dos levantamentos pelo Censo, é possível verificar o aumento da diversidade religiosa no Brasil, no espaço urbano. É menor a presença de outras religiões no interior do país. Outra coisa interessante, é o crescimento evangélico, principalmente nas periferias das cidades.

Hoje, no Brasil, a gente vê esse crescimento evangélico em áreas de expansão e é possível perceber as marcas que esses grupos vão produzindo em cada um desses territórios também. Por exemplo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense, tem um número muito maior de evangélicos do que de católicos.

Nos anos 2000, por exemplo, quando os católicos eram 74% da população, na faixa litorânea do Rio de Janeiro, que é maior renda e escolaridade, você tinha mais católicos do que a média nacional. Ou seja, 80% da população dessa área era de católicos. Quando olhava-se para a região metropolitana Baixada Fluminense, esse mapa invertia. Esse mapa continua invertido nesse sentido, porque os dados do IBGE mostram que nas periferias quem domina são os evangélicos.

•        Ao que podemos atribuir esse crescimento dos evangélicos nas periferias?

Desde os anos 1990, realizo trabalho de campo em favelas, de forma intermitente, por meio de pesquisas qualitativas. Acompanhei de perto muitos desses processos, sobretudo nos anos 1990, quando se intensificou o chamado “novo nascimento”, isto é, o processo de conversão de pessoas oriundas do catolicismo popular ou de religiões de matriz africana para as igrejas pentecostais, que se tornavam cada vez mais numerosas.

Venho acompanhando esse fenômeno e dialogo com referências importantes nesse debate, como Clara Mafra e Paul Freston, que analisam, entre outros aspectos, como os evangélicos, especialmente os pentecostais, se apresentam como mais eficazes no enfrentamento da violência. Isso porque, ao interpretar a violência como um mal moral e espiritual, a religião assume um papel central no enfrentamento desse mal.

Considero que a expansão e a importância dos evangélicos nessas localidades estão relacionadas à violência, ao fato de serem áreas de expansão urbana e à presença dos templos e da comunidade, que oferecem e continuam oferecendo redes de apoio relevantes, materiais, sociais, emocionais e espirituais. Além disso, há uma questão importante que é a validação moral que os evangélicos conquistaram. Por muito tempo, foram vistos no Brasil como representantes de uma moralidade superior, marcada por comportamentos associados à abstinência de álcool, fumo e práticas consideradas ilícitas, características frequentemente destacadas como superiores em relação à cultura católica predominante.

Esse fator também contribuiu para o lugar social que passaram a ocupar, especialmente em relação à classe social. É possível considerar, portanto, pelo menos esses elementos para entender o crescimento evangélico no Brasil, sobretudo em áreas de expansão urbana e em territórios marcados por alta vulnerabilidade e violência.

•        Você acha que o bolsonarismo mudou o campo evangélico no Brasil?

Eu diria que o impacto do bolsonarismo no campo evangélico foi inédito, principalmente em relação às formas de engajamento político que se consolidaram a partir da eleição de Jair Bolsonaro. Antes mesmo das eleições de 2016, já se observava o contexto do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e toda a articulação que Bolsonaro realizava naquele período. Nesse momento específico da história, ele conseguiu ocupar um espaço de projeção como liderança capaz de organizar a direita e o conservadorismo no país.

Anteriormente, havia ações da Justiça Eleitoral que confrontavam campanhas políticas dentro de igrejas; várias denominações foram autuadas por irregularidades durante o período eleitoral. Existia uma contenção, uma vigilância sobre manifestações políticas em templos, com algumas igrejas, como a Igreja Universal do Reino de Deus, mais conhecidas por essa prática. Houve, inclusive, apreensão de materiais de campanha de candidatos em templos, evidenciando o vínculo institucional entre igrejas e partidos, sobretudo na disputa por espaços no Legislativo e, posteriormente, no Executivo.

Em 2018, observou-se uma participação mais explícita de lideranças religiosas, inclusive de pastores reconhecidos, que passaram a orientar fiéis sobre características desejáveis em candidatos. Fora dos púlpitos presenciais, essas lideranças utilizaram as redes sociais como púlpitos eletrônicos, declarando abertamente apoio a candidatos e partidos, além de se posicionarem contrariamente a adversários.

Essa situação ficou praticamente sem controle, impulsionada por uma rede bolsonarista muito ativa na internet, que fez uso estratégico da religião. A gramática religiosa foi convertida em gramática política de uma forma inédita na história brasileira. Além disso, o crescimento dessa onda conservadora e extremista também provocou uma reação significativa, estimulando a organização de setores progressistas dentro do campo evangélico. Desde 2018, esses grupos passaram a atuar de forma mais estruturada, o que resultou, por exemplo, na eleição de um deputado federal evangélico que se posiciona contra o fundamentalismo religioso, além do fortalecimento de movimentos de evangélicos de esquerda no Brasil.

•        Pensando nessas transformações todas que estão acontecendo no campo dos evangélicos no país, como você vê o apoio deste grupo nas eleições de 2026?

Já em 2014, observou-se uma organização diferente por parte de setores evangélicos. Esse processo é resultado de um empoderamento que se constrói desde 1989, quando atores evangélicos passaram a se estruturar politicamente para oferecer apoio a candidaturas. Se antes atuavam nos bastidores, fornecendo suporte e recebendo políticos em busca de diálogo, passaram a reivindicar protagonismo, ocupando diretamente o espaço eleitoral.

Em 2014, a candidatura de Pastor Everaldo à Presidência marcou esse movimento. Ele conseguiu reunir em torno de si lideranças influentes, como Silas Malafaia e Robson Rodovalho, ainda que enfrentasse tensões internas, já que era ligado à Assembleia de Deus, a maior denominação do país, enquanto a Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, era antagonista ao PSC, partido pelo qual concorreu. Mesmo assim, havia a expectativa de que, se sua candidatura ganhasse força, outras lideranças se somariam a ela. Ainda assim, sua campanha teve desempenho fraco, mas a ideia de um “puro-sangue”, como defendeu Marco Feliciano, não se perdeu entre parte do eleitorado evangélico.

Jair Bolsonaro, embora não seja evangélico, fato que ele próprio reafirmou diversas vezes, foi o presidente que mais abriu espaço para o discurso religioso na política, tanto pela retórica quanto pela composição de ministérios e pela indicação de nomes como André Mendonça ao STF. Mesmo não sendo evangélico, conseguiu representar uma pauta que agradou a setores do poder religioso e a uma base social que se reconheceu em seu discurso.

Para 2026, considero improvável que essa mesma mobilização se repita com a mesma força, especialmente em caso de condenação de Bolsonaro, o que levantaria dúvidas sobre sua capacidade de articulação política. Isso abrirá espaço para disputas não apenas entre possíveis candidatos, mas também entre lideranças religiosas.

Em médio prazo, no entanto, é importante observar o surgimento de novas lideranças jovens, alinhadas à extrema direita, que estão se organizando e se fortalecendo. Essas figuras podem, futuramente, viabilizar candidaturas que reúnam diversas forças do campo conservador. Sóstenes Cavalcante, por exemplo, sugeriu que o crescimento mais contido do número de evangélicos pode estar ligado ao envelhecimento de grandes lideranças. De fato, o envelhecimento desses atores impacta a dinâmica do campo evangélico, que passa a se reorganizar, inclusive no ambiente virtual.

Essa reorganização tende a tornar o campo evangélico mais difuso socialmente, diluindo o peso de grandes lideranças e tornando menos central a identidade evangélica declarada como condição para fortalecer candidaturas. Assim, é possível que, num futuro próximo, surja um “puro-sangue” que não se apresenta explicitamente como tal, mas que, mesmo assim, consiga reunir amplos setores conservadores em torno de sua candidatura. Tudo isso ainda está em movimento.

•        Cruz profanada: o que significa o ataque à única igreja católica de Gaza. Por Edison Veiga

O ataque das forças israelenses ao único templo católico da Faixa de Gaza, a Igreja da Sagrada Família, deixou três mortos, 11 feridos e uma ferida que deve custar a cicatrizar-se. Em uma guerra, quando locais considerados sagrados são transformados em alvo, o simbolismo transcende as esferas da diplomacia e da humanidade.

As primeiras consequências foram vistas quase que imediatamente. Se o papa Leão 14 estava medindo as palavras ao cobrar o fim do conflito entre Israel e Hamas, seus passos foram mais incisivos nos últimos dias. Na manhã do dia 18 ele telefonou para o patriarca latino de Jerusalém, o cardeal Pierbattista Pizzaballa — que, em seguida, entrou em Gaza para levar centenas de toneladas de ajuda humanitária.

Um dos feridos no ataque foi o pároco da igreja, o sacerdote argentino Gabriel Romanelli, que ficou conhecido principalmente porque, desde o início da guerra, recebia todas as noites uma ligação do papa Francisco (1936-2025).

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, buscou colocar panos quentes na história. No mesmo dia 18, entrou em contato com o papa Leão dizendo que o alvo foi atingido por engano. O líder da Igreja Católica, segundo informações do Vaticano, foi firme em sua posição e cobrou o fim da guerra em Gaza, expressando preocupação quanto à situação humanitária da Palestina. O papa também disse ser necessário respeitar os lugares de culto, independentemente da religião.

“O Santo Padre reiterou seu apelo por um novo impulso nas negociações, um cessar-fogo e o fim da guerra. Ele voltou a expressar sua preocupação com a trágica situação humanitária da população de Gaza, cujas crianças, idosos e doentes estão pagando um preço agonizante”, afirmou a Santa Sé.

Católicos são minoria na Palestina e essa única igreja em Gaza tem uma comunidade de cerca de 200 fiéis. No centro de Gaza, entre ruínas e silêncios, a pequena Igreja da Sagrada Família se erguia como último refúgio espiritual para uma comunidade cada vez mais esvaziada e encurralada pela guerra. Única paróquia católica da Faixa de Gaza, o templo era também refúgio: abrigava idosos, crianças, civis que não tinham para onde ir. Era um espaço de trégua — religioso, humanitário, simbólico. Até ser atingido pelo bombardeio israelense.

A simbologia desse ataque não pode ser subestimada. Na tradição católica, igrejas não são apenas construções; são locais sagrados, espaços de esperança, especialmente em contextos de guerra. Atacar uma igreja é mais do que destruir paredes: é violar uma promessa de proteção. É converter um santuário em alvo.

As faíscas desse ataque ainda repercutem não só no mundo católico, mas na opinião pública mundial — sobretudo a europeia. E, no entendimento de especialistas e pessoas ligadas ao Vaticano, podem indicar uma mudança de posicionamento de Leão 14 — depois de um início de pontificado mais cuidadoso com as palavras, ele pode agora sentir que é preciso ser mais firme em cobrar um cessar-fogo.

Um religioso próximo a Pizzaballa ouvido pela Agência Pública confirmou que essa expectativa está posta. E foi além. “Este acontecimento pode marcar a estreia de fato do novo papa nas discussões geopolíticas”, afirma ele. “Resta acompanhar as próximas declarações.”

Para o teólogo e historiador Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, Leão 14 está diante de seu “primeiro grande teste”. “Ainda estava naquela fase de namoro inicial [com o cargo]. Mas um ataque dessa natureza passa a exigir uma resposta, uma posição mais firme”, comenta. “O conflito deve marcar a entrada de Leão nos aspectos que envolvem a política mundial já que, enquanto Francisco se posicionava de maneira muito contundente, o novo papa parecia cauteloso.”

“Antes de tudo, em um contexto de guerra deveríamos considerar o direito humanitário, e isso também significa proteger as possíveis vítimas civis em contextos armados. Há lugares, como as igrejas, onde a possibilidade de haver vítimas civis não envolvidas no conflito é extremamente alta”, avalia o vaticanista italiano Andrea Gagliarducci, do grupo ACI-EWTN. “Não se trata de pensar que existam lugares intocáveis, mas sim de tentar tornar a guerra mais ‘humana’. Se, na prática, não pode haver lugares realmente intocáveis em uma guerra, existe um nível humanitário que diz respeito a todos, a partir da própria humanidade, e é isso que deveria importar a todos.”

Sobre Leão, o vaticanista não o vê como menos enfático do que o predecessor. Mas, sim, mais diplomático. “Diria, antes, que ele foi mais preciso, mais direto, mais diplomaticamente cuidadoso nas palavras que usava a cada vez”, diz Gagliarducci. “O papa Francisco utilizava muitas expressões marcantes, mas na diplomacia o que conta é a precisão, não a força das palavras. E acredito que Leão 14 tem sido bastante incisivo. Obviamente, o fato de uma igreja, e uma igreja católica, ter sido atingida não pode deixar ninguém indiferente. Mas, no que me diz respeito, a diplomacia da Santa Sé já vinha sendo incisiva.”

<><> Lugares “neutros”

Pesquisador sênior no Instituto de Estudos de Desenvolvimento e Paz da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, o cientista político Leonardo Bandarra ressalta que há bases no direito internacional para uma certa regulação das guerras. “Em uma situação dessas, é preciso proteger os civis e as partes não diretamente envolvidas no conflito”, ressalta. “Hospitais e outras atividades são protegidas, como ajuda humanitária, acesso aos direitos básicos e também aos direitos religiosos, neste caso incluem-se as igrejas.”

Assim, ele entende que o ataque israelense carrega o simbolismo tanto de ferir uma premissa do direito internacional quanto o fato em si de ser uma agressão a uma fé alheia.

Para Moraes, o simbolismo transcende a religião em si e é a expressão do poder israelense. “Não significa que eles estão provocando outro grande grupo religioso [no caso, os católicos]. Significa que eles demonstram poder em relação a esse outro grupo que, naquele espaço, é minoritário”, diz.

A teóloga e socióloga Brenda Carranza, professora de Antropologia da Religião na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisadora no grupo Sionismo Cristão no Sul Global, acredita que o conflito escalou para um momento em que “todas as instituições internacionais e humanitárias” foram colocadas em xeque pelo governo israelense.

“A expansão territorial buscada por Israel é moralmente uma vingança, uma agressão neocolonialista e também uma manifestação do poder típico da ultradireita que caracteriza o governo do [primeiro-ministro Benjamin] Netanyahu”, aponta. “Coloco isso como contexto para que a gente não caia na armadilha de que por ser um alvo religioso é uma guerra religiosa. Houve bombardeio de igreja católica assim como foram bombardeadas também as universidades e hospitais que deveriam ser intocáveis.”

Carranza cobra esse cuidado na interpretação para que o conflito não seja compreendido, em uma escalada, como um confronto entre religiões. Embora de um lado haja maioria judia e, de outro, maioria islâmica, a pesquisadora argumenta que a motivação não passa pelo aspecto da fé. “É um confronto político, geopolítico, de um Estado que não permite a possibilidade territorial de criar outro Estado, o Palestino”, argumenta.

Ao longo da história da humanidade, contudo, ataques a igrejas são episódios constantes em tempos de conflito bélico. Os próprios judeus já foram vítimas disso, inúmeras vezes. Considerado sagrado, o Templo de Salomão, conhecido como Primeiro Templo, foi destruído em duas ocasiões: em 586 a.C, quando os babilônios invadiram Jerusalém e incendiaram o lugar. E, depois, por volta do ano 70 d. C., quando os romanos destruíram o templo depois de uma histórica revolta judaica.

<><> Próximos passos

Se os especialistas são unânimes em descartar que o bombardeio à igreja possa desencadear uma certa adesão de católicos ou mesmo países considerados católicos no conflito, por outro acredita-se que já esteja havendo um certo revide presente nos discursos dos católicos e mesmo na opinião pública ocidental.

Gagliarducci diz que não vê o incidente como uma “provocação ao grande grupo religioso dos cristãos”, mas que entende o “incidente” como “a vontade do Estado de Israel de erradicar o terrorismo onde quer que ele esteja, sem considerar as situações colaterais”.

“No entanto, a partir de uma razão que provavelmente todos compartilhamos, chegou-se a uma situação insustentável”, diz. “Porque vai contra a humanidade. E creio que os cristãos se sentiram ainda mais atingidos por isso do que pelo incidente de Gaza em si. Alguns, sem chegar a usar a palavra genocídio, definiram o episódio como um ‘democídio’.”

O resto do planeta assiste aos próximos passos, com um olho no Vaticano, outro no Oriente Médio. “Na Faixa de Gaza, não me parece haver a preocupação em relação ao que se destrói, seja militar, seja civil e, agora, seja um local sagrado religioso”, pontua o teólogo e cientista da religião Andrey Mendonça, professor na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). “Por outro lado, [depois do incidente], o mundo pode começar a voltar seus olhos para esse conflito de maneira mais incisiva, pressionando para o fim da guerra.”

 

Fonte: Por Andrea DiP, Ricardo Terto, Stela Diogo e Rafaela de Oliveira, da Agencia Pública

 

Nenhum comentário: