Bepe
Damasco: Nem trogloditas da ditadura militar superaram bolsonaristas em termos
de traição ao Brasil
Bolsonaro
talvez seja o único dos cerca de 8 bilhões de habitantes do planeta Terra que
não possui uma reles virtude como ser humano. E o movimento político de
natureza fascista que segue sua liderança, o bolsonarismo, não encontra
paralelo na história do nosso país em termos de entreguismo, sabotagem e
traição ao Brasil.
Quando
parlamentares do PL, em plena Câmara dos Deputados, abrem uma faixa de apoio a
Trump, eles apenas reafirmam a que tipo de interesse servem. Em defesa da
impunidade do ex-presidente, não hesitam em se somar a um mandatário de outro
país para prejudicar todo o Brasil.
O
militares que rasgaram a Constituição, em 1964, apearam do governo um
presidente com legitimidade democrática e submeteram o país a uma longa noite
de horrores que durou 21 anos, com tortura, assassinatos, prisões, banimentos,
censura, cassações, demissões sumárias do serviço público e perseguições de
toda ordem, ao menos tinham um rascunho de projeto de país.
Vamos
lembrar que o regime dos generais integrou o Brasil através do investimento em
telecomunicações e rompeu, no governo Geisel, o acordo militar que tinha com os
americanos, aderindo à cooperação com a Alemanha, inclusive com a transferência
de tecnologia nuclear, algo impensável de acontecer em governos da
extrema-direita nativa dos dias atuais
No
momento em que o governo federal e o setor produtivo atuam em defesa das nossas
empresas e dos empregos dos trabalhadores, em um esforço concentrado para
reverter a aplicação do tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras
determinado por Trump, Eduardo Bolsonaro, em nome do pai, dobra a aposta no
crime de lesa pátria, militando nos EUA contra a soberania brasileira.
Longe
de ser um caso isolado, esse episódio é um retrato em preto e branco do
nível a que pode descer o bolsonarismo.
O que esperar de gente que bate continência para bandeira dos Estados Unidos e
que reverencia Israel, aplaudido o genocídio sionista de mulheres e crianças?
Noves
fora os que seguem a liderança de Bolsonaro por pura falta de informação e
ignorância, ou cegos pelo fundamentalismo religioso, todos os que o fazem de
cabeça pensada são tão imundos quanto seu chefe.
Não
existe esta conversa fiada de "bolsonarista que come de garfo e
faca", ou "bolsonarista que usa sapatênis".
Aliás,
os estudiosos do futuro terão um enorme trabalho para entender os motivos que
levaram uma quantidade expressiva de pessoas a apoiar Bolsonaro. Na sua
passagem pela presidência da República, ele foi incapaz de uma medida sequer
que beneficiasse a grande massa de pobres e trabalhadores do país e tampouco a
classe média.
Durante
quatro anos, investiu contra a ciência, sabotou a saúde pública, a ponto de 700
mil pessoas terem morrido de covid, acabou com os ministérios do Trabalho, das
Mulheres e da Cultura, congelou o salário mínimo, incentivou a bandidagem de
madeireiros e garimpeiros, destruiu um sem número de programas sociais e
arrombou as contas públicas despejando R$ 500 bilhões em benefícios
oportunistas para tentar se reeleger.
No fim,
arquitetou um golpe de estado para continuar no poder depois de derrotado nas
eleições, planejando inclusive o assassinato de autoridades da República.
O pior
presidente da história também se mostrou inimigo figadal do batente, com uma
agenda que consumia apenas três, quatro horas de seu dia. Isso quando tinha
agenda.
Bem sei
que o fenômeno da ascensão do obscurantismo não é exclusividade brasileira e
atinge muitos países, em todos os continentes. Contudo, uma conclusão é
inescapável: só em uma sociedade doente uma figura repugnante como Bolsonaro
pode ter proeminência.
• Lula compara Eduardo Bolsonaro a
Silvério dos Reis e cobra reação da Câmara
Durante
discurso realizado nesta sexta-feira (25) em Osasco (SP), o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a
quem comparou ao traidor histórico Joaquim Silvério dos Reis, que entregou
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, à Coroa portuguesa. A fala do
presidente foi registrada em evento oficial e teve como alvo o ex-deputado,
filho de Jair Bolsonaro (PL), por sua atuação no exterior em defesa do pai.
Lula
classificou como "inadmissível" o fato de políticos que se diziam
patriotas agora estarem, segundo ele, "agarrados às botas do presidente
dos Estados Unidos" e pedindo uma intervenção contra o Brasil. A crítica
foi direcionada ao pedido, atribuído a Eduardo Bolsonaro, para que o presidente
norte-americano Donald Trump impusesse sanções comerciais ao país em troca de
apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Esses
mesmos cidadãos ou cidadãs que utilizavam a camisa da seleção brasileira e a
bandeira nacional, dizendo-se patriotas, estão agora agarrados às botas do
presidente dos Estados Unidos, pedindo para ele fazer intervenção no Brasil, em
uma total falta de patriotismo", afirmou Lula. "Que patriota é esse?
Isso é pior que Silvério dos Reis, porque Silvério dos Reis traiu Tiradentes.
Mas esse cara está traindo a nação, o povo brasileiro."
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"A Câmara tem que tomar uma atitude"
O
presidente cobrou publicamente uma resposta institucional por parte da Câmara
dos Deputados. Segundo Lula, Eduardo Bolsonaro teria abandonado o mandato para
agir em território estrangeiro contra os interesses nacionais:
"Esse
cara era deputado, se afastou, foi lá para os Estados Unidos ficar pedindo: 'Ô
Trump, salva meu pai, salva meu pai'. É uma pena que ainda tenha gente que não
tem um pingo de caráter, um pingo de vergonha na cara", disse.
Ao
relembrar sua trajetória política, Lula também destacou que, mesmo nos momentos
mais difíceis, como durante sua prisão por 580 dias, jamais recorreu a pressões
internacionais:
"Eles
inventaram uma mentira contra mim, me colocaram 580 dias na cadeia. Tinha gente
que queria que eu fugisse do Brasil. Eu me recusei. Fui lá para o Paraná porque
queria desmentir o Moro e os meus acusadores do Ministério Público. Quando me
propuseram acordo com tornozeleira, eu disse: 'Não troco minha dignidade pela
minha liberdade'."
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Críticas a Trump e à carta publicada nos EUA
Lula
também reagiu à publicação de uma carta por Donald Trump em seu portal oficial.
Segundo ele, o documento solicitava ao governo brasileiro que encerrasse a
suposta "perseguição" a Bolsonaro, ameaçando ainda taxar em 50% as
exportações do Brasil para os EUA.
O
presidente brasileiro classificou a postura como desrespeitosa e informou que o
governo, por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin e do chanceler Mauro
Vieira, já havia buscado esclarecimentos junto aos norte-americanos sobre dez
reuniões realizadas anteriormente:
"Fui
surpreendido com uma carta publicada no portal do presidente. E ele colocou
três coisas que não dá para aceitar: primeiro, o Bolsonaro não é problema meu,
é da Justiça. Segundo, na carta ele diz que não aceita que a gente vá punir ou
regular as big techs. E nós vamos fazer, porque eles têm que respeitar a
legislação brasileira."
Lula
ainda rebateu a alegação de que os EUA estariam em desvantagem comercial frente
ao Brasil. De acordo com o presidente, os americanos têm superávit de US$ 7
bilhões na balança comercial apenas neste ano e acumularam US$ 410 bilhões nos
últimos 15 anos, considerando também os serviços:
"Então,
quem deveria estar reclamando éramos nós."
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Justiça para Bolsonaro, sem interferência
Lula
foi categórico ao dizer que Bolsonaro está sendo julgado, não perseguido, pelas
tentativas de golpe de Estado em 2022. Segundo ele, há provas de que o
ex-presidente tentou impedir a posse dele e do vice, Geraldo Alckmin, e até
articulou a morte de ambos, além do ministro Alexandre de Moraes, do TSE:
"Ele
tentou dar um golpe nesse país, não queria que eu e o Alckmin tomássemos posse
e chegou a montar uma equipe para matar o Lula, o Alckmin e o presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, o Alexandre de Moraes. Isso já está provado, por
delação deles mesmos."
"Neste
país, quem manda é o povo brasileiro, e o povo está esperando que se faça
justiça. Se o Bolsonaro for inocente, ele vai ser livre. Agora, o que eu acho é
que ele precisaria ter um pouco de respeito."
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Eduardo Bolsonaro ameaça Motta e Alcolumbre e comete “crime intolerável contra
a democracia”, diz Gleisi
A
ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), qualificou como
“crime intolerável contra a soberania e a democracia no Brasil” a ameaça do
deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra os presidentes da
Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A
ministra acusa o deputado de envolvimento em articulações com aliados do
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pressionar o Congresso e o
Judiciário brasileiro em favor de seu pai, Jair Bolsonaro (PL).
Segundo
Gleisi, “a conspiração desse traidor da pátria com os agentes de Donald Trump
descamba para uma chantagem cada vez mais indecente”, afirmando que o grupo
exige “anistia de Jair Bolsonaro e impeachment de Alexandre Moraes para
suspender sanções dos EUA ao Brasil”.
A
ministra salienta ainda que “perderam a eleição, nunca reconheceram o
resultado, tentaram dar um golpe, assassinar o presidente eleito, e agora
querem uma intervenção estrangeira no Judiciário e no Congresso do nosso país.
E ainda querem se passar por vítimas”.
Na
avaliação de Gleisi, as atitudes atribuídas ao deputado merecem repreensão
severa: “esse crime de lesa pátria não pode ficar impune”.
• Pegou fogo no parquinho. Por Oliveiros
Marques
Tempos
atrás, escrevi neste espaço sobre a possibilidade de a política brasileira
retomar o seu leito normal. Agora, me parece que esse movimento das águas está
sendo acelerado por uma verdadeira enxurrada. E o mais interessante: uma
enxurrada movida pelo fogo - o fogo que incendeia o parquinho da
extrema-direita brasileira.
O
egoísmo e o bolsocentrismo da família Bolsonaro estão empurrando o centro de
volta para o meio do rio. Um lugar que, pensando em projetos de longo prazo
para si, nunca deveria ter abandonado. Acredito que os atores políticos do
Centrão, ao perceberem que o bolsonarismo é um projeto que se esgota em si
mesmo, devem começar a remar com mais pressa para longe do Titanic.
A
postura de Eduardo Bolsonaro ao atacar Tarcísio, Nikolas, a senadora Tereza
Cristina e o senador Astronauta é um recado claro ao centro político: se nem os
extremistas mais fiéis escapam, imagine os aliados de última hora. Fica
evidente que os Bolsonaros se bastam. Se veem como os bam-bam-bans, a última
bolacha do pacote (ok, pode ser biscoito), a bala que matou Kennedy.
Essa
postura sempre colocará os aliados em papéis coadjuvantes - e, portanto,
descartáveis ao bel-prazer dos autoproclamados protagonistas. Papéis que,
acredito, os coronéis do Centrão não estão mais dispostos a desempenhar. Com o
avanço do orçamento impositivo e das emendas Pix, a criatura ganhou pernas
próprias, pronta para se impor sobre o criador.
Os
políticos do Centrão sabem que sua sobrevivência depende muito mais da relação
com representantes de setores produtivos dos mais diversos segmentos (alguns
nem tão produtivos assim) do que do voto radical estimulado pela família
Bolsonaro. E esses empresários serão duramente atingidos pela Bolso-Taxa,
articulada pela família com o governo Trump, e já estão se afastando.
Esse
movimento redesenha as eleições de 2026, com a perspectiva de uma disputa entre
três campos bem definidos. De um lado, a centro-esquerda liderada por Lula -
essa é a única certeza. Do outro, a extrema-direita, que deve lançar alguém da
cozinha da família Bolsonaro para tentar manter o que restar de seu eleitorado
radicalizado - que será bem menor do já foi um dia. E, por fim, um campo de
centro, de onde deve emergir um nome daqueles que hoje tentam pescar junto ao
bolsonarismo, mas que se afastarão oportunamente. E, aqui, candidatos para
serem cortados não faltarão.
• Ameaça de Eduardo Bolsonaro a Motta e
Alcolumbre é “tiro no pé”, diz Lindbergh
Em
forte reação às recentes declarações de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o deputado
Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, afirmou
que o filho do ex-presidente “enterrou qualquer possibilidade real de anistia”
ao tentar pressionar o Congresso Nacional com ameaças de sanções
internacionais.
“É uma
chantagem. Uma ameaça explícita. Eduardo Bolsonaro queimou todas as pontes e
tenta intimidar o Congresso Nacional com sanções estrangeiras, apontando
Alcolumbre e Hugo Motta como possíveis alvos dos EUA caso não pautem o projeto
de anistia aos golpistas”, afirmou Lindbergh. Para ele, a estratégia adotada
pelo parlamentar bolsonarista tem efeito oposto ao pretendido: “Alguém
realmente acha que, depois dessa ameaça pública e absurda, Alcolumbre e Motta
vão pautar esse projeto? Seria uma desmoralização completa do Congresso, uma
rendição vergonhosa à pressão externa articulada por um deputado submisso a
interesses estrangeiros”.
As
declarações de Eduardo Bolsonaro provocaram indignação entre parlamentares. Na
entrevista concedida ao Oeste com Elas, o deputado afirmou que os presidentes
do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), estariam sob risco de sofrer sanções dos Estados Unidos,
caso não apoiassem pautas como o impeachment do ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Alexandre de Moraes e a chamada “lei da anistia”, que visa
beneficiar envolvidos em atos golpistas de 8 de janeiro.
Segundo
Eduardo, “ele [Alcolumbre] está na mira das autoridades americanas, que podem
agir caso ele não apoie determinadas decisões políticas”. Ele ainda citou que
Hugo Motta também estaria em risco, por seu papel central na tramitação da
proposta de anistia.
A
menção à possibilidade de aplicação da Lei Magnitsky — que permite aos EUA
impor sanções a estrangeiros acusados de violar direitos humanos — gerou
reações contundentes no meio político, sobretudo pelo caráter de ingerência
internacional. Para Lindbergh Farias, ao tentar intimidar os chefes das duas
casas legislativas com pressões externas, Eduardo Bolsonaro cometeu “o maior
tiro no pé” de sua carreira parlamentar.
“Eduardo
Bolsonaro acaba de enterrar qualquer possibilidade real de anistia. Ameaçar o
Legislativo foi o maior tiro no pé”, concluiu o líder petista.
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Fuga de Marcos do Val reforça necessidade de prisões preventivas, diz Lindbergh
O líder
do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que a fuga do
senador Marcos do Val (Podemos-ES) para os Estados Unidos reforça a necessidade
da prisão preventiva de investigados que descumprem medidas cautelares. Do Val,
que está com o passaporte bloqueado por decisão do Supremo Tribunal Federal
(STF), viajou nesta semana para Miami.
“Primeiro
Eduardo, depois Zambelli… agora Marcos do Val”, escreveu Lindbergh. “O senador
descumpriu medida cautelar imposta pelo STF, que havia determinado o bloqueio e
apreensão de seus passaportes, no âmbito da investigação sobre a tentativa de
golpe de Estado. Ignorando a ordem judicial, embarcou para os EUA no dia 23 de
julho, ostentando o passaporte diplomático, num claro desafio à autoridade do
Supremo Tribunal Federal”.
Do Val
é investigado por participação direta na tentativa de golpe de Estado de
janeiro de 2023. As acusações incluem divulgação de documento confidencial,
associação criminosa, abolição violenta do Estado democrático de Direito e
organização criminosa. O Ministério Público também apura sua articulação com
militares e aliados bolsonaristas para deslegitimar o resultado das eleições.
Segundo
Lindbergh, o STF não pode tolerar a violação de medidas cautelares. “O caso
reforça o debate sobre a necessidade de decretação de prisão preventiva,
juridicamente plausível diante da reiteração de condutas ilícitas, da fuga
internacional e da obstrução de justiça. O STF não pode tolerar que
investigados em liberdade tratem medidas cautelares como meras recomendações”,
completou.
Fonte:
Brasil 247

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