sábado, 26 de julho de 2025

Bepe Damasco: Nem trogloditas da ditadura militar superaram bolsonaristas em termos de traição ao Brasil

Bolsonaro talvez seja o único dos cerca de 8 bilhões de habitantes do planeta Terra que não possui uma reles virtude como ser humano. E o movimento político de natureza fascista que segue sua liderança, o bolsonarismo, não encontra paralelo na história do nosso país em termos de entreguismo, sabotagem e traição ao Brasil.

Quando parlamentares do PL, em plena Câmara dos Deputados, abrem uma faixa de apoio a Trump, eles apenas reafirmam a que tipo de interesse servem. Em defesa da impunidade do ex-presidente, não hesitam em se somar a um mandatário de outro país para prejudicar todo o Brasil.

O militares que rasgaram a Constituição, em 1964, apearam do governo um presidente com legitimidade democrática e submeteram o país a uma longa noite de horrores que durou 21 anos, com tortura, assassinatos, prisões, banimentos, censura, cassações, demissões sumárias do serviço público e perseguições de toda ordem, ao menos tinham um rascunho de projeto de país.

Vamos lembrar que o regime dos generais integrou o Brasil através do investimento em telecomunicações e rompeu, no governo Geisel, o acordo militar que tinha com os americanos, aderindo à cooperação com a Alemanha, inclusive com a transferência de tecnologia nuclear, algo impensável de acontecer em governos da extrema-direita nativa dos dias atuais

No momento em que o governo federal e o setor produtivo atuam em defesa das nossas empresas e dos empregos dos trabalhadores, em um esforço concentrado para reverter a aplicação do tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras determinado por Trump, Eduardo Bolsonaro, em nome do pai, dobra a aposta no crime de lesa pátria, militando nos EUA contra a soberania brasileira.

Longe de ser um caso isolado, esse episódio é um retrato em preto e branco do nível  a que pode descer o bolsonarismo. O que esperar de gente que bate continência para bandeira dos Estados Unidos e que reverencia Israel, aplaudido o genocídio sionista de mulheres e crianças?

Noves fora os que seguem a liderança de Bolsonaro por pura falta de informação e ignorância, ou cegos pelo fundamentalismo religioso, todos os que o fazem de cabeça pensada são tão imundos quanto seu chefe.

Não existe esta conversa fiada de "bolsonarista que come de garfo e faca", ou "bolsonarista que usa sapatênis".

Aliás, os estudiosos do futuro terão um enorme trabalho para entender os motivos que levaram uma quantidade expressiva de pessoas a apoiar Bolsonaro. Na sua passagem pela presidência da República, ele foi incapaz de uma medida sequer que beneficiasse a grande massa de pobres e trabalhadores do país e tampouco a classe média.

Durante quatro anos, investiu contra a ciência, sabotou a saúde pública, a ponto de 700 mil pessoas terem morrido de covid, acabou com os ministérios do Trabalho, das Mulheres e da Cultura, congelou o salário mínimo, incentivou a bandidagem de madeireiros e garimpeiros, destruiu um sem número de programas sociais e arrombou as contas públicas despejando R$ 500 bilhões em benefícios oportunistas para tentar se reeleger.

No fim, arquitetou um golpe de estado para continuar no poder depois de derrotado nas eleições, planejando inclusive o assassinato de autoridades da República.

O pior presidente da história também se mostrou inimigo figadal do batente, com uma agenda que consumia apenas três, quatro horas de seu dia. Isso quando tinha agenda.

Bem sei que o fenômeno da ascensão do obscurantismo não é exclusividade brasileira e atinge muitos países, em todos os continentes. Contudo, uma conclusão é inescapável: só em uma sociedade doente uma figura repugnante como Bolsonaro pode ter proeminência.

•        Lula compara Eduardo Bolsonaro a Silvério dos Reis e cobra reação da Câmara

Durante discurso realizado nesta sexta-feira (25) em Osasco (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a quem comparou ao traidor histórico Joaquim Silvério dos Reis, que entregou Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, à Coroa portuguesa. A fala do presidente foi registrada em evento oficial e teve como alvo o ex-deputado, filho de Jair Bolsonaro (PL), por sua atuação no exterior em defesa do pai.

Lula classificou como "inadmissível" o fato de políticos que se diziam patriotas agora estarem, segundo ele, "agarrados às botas do presidente dos Estados Unidos" e pedindo uma intervenção contra o Brasil. A crítica foi direcionada ao pedido, atribuído a Eduardo Bolsonaro, para que o presidente norte-americano Donald Trump impusesse sanções comerciais ao país em troca de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Esses mesmos cidadãos ou cidadãs que utilizavam a camisa da seleção brasileira e a bandeira nacional, dizendo-se patriotas, estão agora agarrados às botas do presidente dos Estados Unidos, pedindo para ele fazer intervenção no Brasil, em uma total falta de patriotismo", afirmou Lula. "Que patriota é esse? Isso é pior que Silvério dos Reis, porque Silvério dos Reis traiu Tiradentes. Mas esse cara está traindo a nação, o povo brasileiro."

<><> "A Câmara tem que tomar uma atitude"

O presidente cobrou publicamente uma resposta institucional por parte da Câmara dos Deputados. Segundo Lula, Eduardo Bolsonaro teria abandonado o mandato para agir em território estrangeiro contra os interesses nacionais:

"Esse cara era deputado, se afastou, foi lá para os Estados Unidos ficar pedindo: 'Ô Trump, salva meu pai, salva meu pai'. É uma pena que ainda tenha gente que não tem um pingo de caráter, um pingo de vergonha na cara", disse.

Ao relembrar sua trajetória política, Lula também destacou que, mesmo nos momentos mais difíceis, como durante sua prisão por 580 dias, jamais recorreu a pressões internacionais:

"Eles inventaram uma mentira contra mim, me colocaram 580 dias na cadeia. Tinha gente que queria que eu fugisse do Brasil. Eu me recusei. Fui lá para o Paraná porque queria desmentir o Moro e os meus acusadores do Ministério Público. Quando me propuseram acordo com tornozeleira, eu disse: 'Não troco minha dignidade pela minha liberdade'."

<><> Críticas a Trump e à carta publicada nos EUA

Lula também reagiu à publicação de uma carta por Donald Trump em seu portal oficial. Segundo ele, o documento solicitava ao governo brasileiro que encerrasse a suposta "perseguição" a Bolsonaro, ameaçando ainda taxar em 50% as exportações do Brasil para os EUA.

O presidente brasileiro classificou a postura como desrespeitosa e informou que o governo, por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin e do chanceler Mauro Vieira, já havia buscado esclarecimentos junto aos norte-americanos sobre dez reuniões realizadas anteriormente:

"Fui surpreendido com uma carta publicada no portal do presidente. E ele colocou três coisas que não dá para aceitar: primeiro, o Bolsonaro não é problema meu, é da Justiça. Segundo, na carta ele diz que não aceita que a gente vá punir ou regular as big techs. E nós vamos fazer, porque eles têm que respeitar a legislação brasileira."

Lula ainda rebateu a alegação de que os EUA estariam em desvantagem comercial frente ao Brasil. De acordo com o presidente, os americanos têm superávit de US$ 7 bilhões na balança comercial apenas neste ano e acumularam US$ 410 bilhões nos últimos 15 anos, considerando também os serviços:

"Então, quem deveria estar reclamando éramos nós."

<><> Justiça para Bolsonaro, sem interferência

Lula foi categórico ao dizer que Bolsonaro está sendo julgado, não perseguido, pelas tentativas de golpe de Estado em 2022. Segundo ele, há provas de que o ex-presidente tentou impedir a posse dele e do vice, Geraldo Alckmin, e até articulou a morte de ambos, além do ministro Alexandre de Moraes, do TSE:

"Ele tentou dar um golpe nesse país, não queria que eu e o Alckmin tomássemos posse e chegou a montar uma equipe para matar o Lula, o Alckmin e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Alexandre de Moraes. Isso já está provado, por delação deles mesmos."

"Neste país, quem manda é o povo brasileiro, e o povo está esperando que se faça justiça. Se o Bolsonaro for inocente, ele vai ser livre. Agora, o que eu acho é que ele precisaria ter um pouco de respeito."

<><> Eduardo Bolsonaro ameaça Motta e Alcolumbre e comete “crime intolerável contra a democracia”, diz Gleisi

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), qualificou como “crime intolerável contra a soberania e a democracia no Brasil” a ameaça do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A ministra acusa o deputado de envolvimento em articulações com aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pressionar o Congresso e o Judiciário brasileiro em favor de seu pai, Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Gleisi, “a conspiração desse traidor da pátria com os agentes de Donald Trump descamba para uma chantagem cada vez mais indecente”, afirmando que o grupo exige “anistia de Jair Bolsonaro e impeachment de Alexandre Moraes para suspender sanções dos EUA ao Brasil”.

A ministra salienta ainda que “perderam a eleição, nunca reconheceram o resultado, tentaram dar um golpe, assassinar o presidente eleito, e agora querem uma intervenção estrangeira no Judiciário e no Congresso do nosso país. E ainda querem se passar por vítimas”.

Na avaliação de Gleisi, as atitudes atribuídas ao deputado merecem repreensão severa: “esse crime de lesa pátria não pode ficar impune”.

•        Pegou fogo no parquinho. Por Oliveiros Marques

Tempos atrás, escrevi neste espaço sobre a possibilidade de a política brasileira retomar o seu leito normal. Agora, me parece que esse movimento das águas está sendo acelerado por uma verdadeira enxurrada. E o mais interessante: uma enxurrada movida pelo fogo - o fogo que incendeia o parquinho da extrema-direita brasileira.

O egoísmo e o bolsocentrismo da família Bolsonaro estão empurrando o centro de volta para o meio do rio. Um lugar que, pensando em projetos de longo prazo para si, nunca deveria ter abandonado. Acredito que os atores políticos do Centrão, ao perceberem que o bolsonarismo é um projeto que se esgota em si mesmo, devem começar a remar com mais pressa para longe do Titanic.

A postura de Eduardo Bolsonaro ao atacar Tarcísio, Nikolas, a senadora Tereza Cristina e o senador Astronauta é um recado claro ao centro político: se nem os extremistas mais fiéis escapam, imagine os aliados de última hora. Fica evidente que os Bolsonaros se bastam. Se veem como os bam-bam-bans, a última bolacha do pacote (ok, pode ser biscoito), a bala que matou Kennedy.

Essa postura sempre colocará os aliados em papéis coadjuvantes - e, portanto, descartáveis ao bel-prazer dos autoproclamados protagonistas. Papéis que, acredito, os coronéis do Centrão não estão mais dispostos a desempenhar. Com o avanço do orçamento impositivo e das emendas Pix, a criatura ganhou pernas próprias, pronta para se impor sobre o criador.

Os políticos do Centrão sabem que sua sobrevivência depende muito mais da relação com representantes de setores produtivos dos mais diversos segmentos (alguns nem tão produtivos assim) do que do voto radical estimulado pela família Bolsonaro. E esses empresários serão duramente atingidos pela Bolso-Taxa, articulada pela família com o governo Trump, e já estão se afastando.

Esse movimento redesenha as eleições de 2026, com a perspectiva de uma disputa entre três campos bem definidos. De um lado, a centro-esquerda liderada por Lula - essa é a única certeza. Do outro, a extrema-direita, que deve lançar alguém da cozinha da família Bolsonaro para tentar manter o que restar de seu eleitorado radicalizado - que será bem menor do já foi um dia. E, por fim, um campo de centro, de onde deve emergir um nome daqueles que hoje tentam pescar junto ao bolsonarismo, mas que se afastarão oportunamente. E, aqui, candidatos para serem cortados não faltarão.

•        Ameaça de Eduardo Bolsonaro a Motta e Alcolumbre é “tiro no pé”, diz Lindbergh

Em forte reação às recentes declarações de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, afirmou que o filho do ex-presidente “enterrou qualquer possibilidade real de anistia” ao tentar pressionar o Congresso Nacional com ameaças de sanções internacionais.

“É uma chantagem. Uma ameaça explícita. Eduardo Bolsonaro queimou todas as pontes e tenta intimidar o Congresso Nacional com sanções estrangeiras, apontando Alcolumbre e Hugo Motta como possíveis alvos dos EUA caso não pautem o projeto de anistia aos golpistas”, afirmou Lindbergh. Para ele, a estratégia adotada pelo parlamentar bolsonarista tem efeito oposto ao pretendido: “Alguém realmente acha que, depois dessa ameaça pública e absurda, Alcolumbre e Motta vão pautar esse projeto? Seria uma desmoralização completa do Congresso, uma rendição vergonhosa à pressão externa articulada por um deputado submisso a interesses estrangeiros”.

As declarações de Eduardo Bolsonaro provocaram indignação entre parlamentares. Na entrevista concedida ao Oeste com Elas, o deputado afirmou que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), estariam sob risco de sofrer sanções dos Estados Unidos, caso não apoiassem pautas como o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a chamada “lei da anistia”, que visa beneficiar envolvidos em atos golpistas de 8 de janeiro.

Segundo Eduardo, “ele [Alcolumbre] está na mira das autoridades americanas, que podem agir caso ele não apoie determinadas decisões políticas”. Ele ainda citou que Hugo Motta também estaria em risco, por seu papel central na tramitação da proposta de anistia.

A menção à possibilidade de aplicação da Lei Magnitsky — que permite aos EUA impor sanções a estrangeiros acusados de violar direitos humanos — gerou reações contundentes no meio político, sobretudo pelo caráter de ingerência internacional. Para Lindbergh Farias, ao tentar intimidar os chefes das duas casas legislativas com pressões externas, Eduardo Bolsonaro cometeu “o maior tiro no pé” de sua carreira parlamentar.

“Eduardo Bolsonaro acaba de enterrar qualquer possibilidade real de anistia. Ameaçar o Legislativo foi o maior tiro no pé”, concluiu o líder petista.

<><> Fuga de Marcos do Val reforça necessidade de prisões preventivas, diz Lindbergh

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que a fuga do senador Marcos do Val (Podemos-ES) para os Estados Unidos reforça a necessidade da prisão preventiva de investigados que descumprem medidas cautelares. Do Val, que está com o passaporte bloqueado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), viajou nesta semana para Miami.

“Primeiro Eduardo, depois Zambelli… agora Marcos do Val”, escreveu Lindbergh. “O senador descumpriu medida cautelar imposta pelo STF, que havia determinado o bloqueio e apreensão de seus passaportes, no âmbito da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado. Ignorando a ordem judicial, embarcou para os EUA no dia 23 de julho, ostentando o passaporte diplomático, num claro desafio à autoridade do Supremo Tribunal Federal”.

Do Val é investigado por participação direta na tentativa de golpe de Estado de janeiro de 2023. As acusações incluem divulgação de documento confidencial, associação criminosa, abolição violenta do Estado democrático de Direito e organização criminosa. O Ministério Público também apura sua articulação com militares e aliados bolsonaristas para deslegitimar o resultado das eleições.

Segundo Lindbergh, o STF não pode tolerar a violação de medidas cautelares. “O caso reforça o debate sobre a necessidade de decretação de prisão preventiva, juridicamente plausível diante da reiteração de condutas ilícitas, da fuga internacional e da obstrução de justiça. O STF não pode tolerar que investigados em liberdade tratem medidas cautelares como meras recomendações”, completou.

 

Fonte: Brasil 247

 

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