Evangélicos
na Casa Branca sugerem que Deus está com Trump na guerra
A cena
bizarra aconteceu no centro do poder dos Estados Unidos, do lado de fora da ala
oeste da Casa Branca.
Uma
oração de um grupo de evangélicos prometendo "libertar a Terra" em
nome de Deus.
"Estamos
tomando a Terra", diz na ocasião Paula White, assessora do Escritório da
Fé da Casa Branca. Enquanto isso, ouve-se ao fundo um homem falando em línguas,
prática comum entre pentecostais e carismáticos.
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se declara cristão sem
denominação. Na posse, ele foi à Igreja Episcopal próxima à Casa Branca, mas é
uma longa tradição dos mandatários de Washington ir à Igreja de São João.
Trump
já teve três casamentos, recebeu uma condenação civil por estupro e outra por
falsificar documentos para esconder a compra do silêncio da atriz Stormy
Daniels, com a qual teria tido um caso extraconjugal quando a atual
primeira-dama, Melania, estava grávida.
Ainda
assim, Trump se elegeu duas vezes com votos de uma coalizão de religiosos
conservadores. Dentre os católicos, atraiu os que não aceitam o aborto. Dentre
os judeus, os defensores do governo de Benjamin Netanyahu. Dentre os
evangélicos, especialmente os neopentecostais, com promessas de políticas
públicas.
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Fim do estado laico?
No dia
18, quarta-feira, a Casa Branca recebeu pastores de todo o país para um evento.
Publicou nas redes uma nota:
Hoje, o
Escritório de Fé da Casa Branca recebeu 100 pastores e líderes religiosos de
todo o país para um briefing aprofundado sobre políticas públicas, liberdades
religiosas, assistência social e adoção, desenvolvimento mental e saúde
cerebral (cuidados de saúde mental) e muito mais! Oramos por Donald Trump e
pelas decisões que ele está tomando em questões mundiais!
Na
sexta-feira, 20, no horário de Washington, os Estados Unidos fizeram uma ataque
sem precedentes a instalações nucleares do Irã.
Diz
Paula White no vídeo:
“Agradecemos
agora mesmo, Senhor, do leste, do oeste, do norte e do sul. Tu abalarás a
América com teu poder e tua glória. Cancelamos todas as missões do inimigo.
Esta Nação nasceu para ser uma Nação sob Deus. E estamos pisando no solo da
Casa Branca. E estamos declarando a tua palavra.”
A
presença de pastores evangélicos na Casa Branca, inclusive no salão oval, não é
incomum.
Em
trecho do vídeo, diz a oradora:
“Todo
lugar que nossos pés pisarem, tu nos darás. E estamos tomando a terra.
Agradecemos, Senhor. Tu nos trouxeste ao reino para um tempo como este. E este
é o momento. E então declaramos agora mesmo, da capital da nossa nação, que a
América retornará a Deus. Voltaremos a Deus. Nada deterá esta Nação. E falamos
agora mesmo pela autoridade do céu. Tu nos disseste para trazer o céu à terra.
O céu está sendo libertado através do teu povo agora mesmo.”
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Um mundo só para os "escolhidos"
Existe
uma franja dentre os evangélicos que acredita que Donald Trump e Israel vão
antecipar a volta de Jesus, promovendo o Apocalipse.
Na
versão longa do vídeo é feito um pedido pela vida de Donald Trump:
“Oramos
para que legiões de anjos o guiem e protejam. Agradecemos a Ti cada vez que ele
entra em um avião, pois nunca, jamais, haverá qualquer ataque à sua vida! Ele
viverá o resto dos seus dias pelo que escreveste para ele. E será um líder que
este mundo jamais esquecerá, porque se lembrará de ter trazido a América de
volta para Deus! Agradecemos e louvamos a Ti hoje. [...] Portanto, declaramos
hoje novamente que veremos uma manifestação do Teu poder e da Tua glória, e que
Tu estás prestes a fazer algo sem precedentes, por isso Te agradecemos, Te
louvamos e Te glorificamos. Em nome de Jesus. Aleluia.”
Não se
sabe qual seria a "manifestação" de Deus à qual se refere a oradora,
mas os Estados Unidos consideravam atacar o Irã, que é uma república islâmica
comandada por xiitas.
• Universal em Haifa
Como a
Fórum já divulgou, dois pastores da Igreja Universal de Haifa, em Israel,
postaram um vídeo em que disseram que um ataque do Irã destruiu as redondezas
da sede, mas não tocou em nenhum objeto pertencente ao empreendimento
religioso.
Em
outras palavras, Cristo teria evitado que a destruição chegasse à Universal,
embora tenha penalizado judeus.
Os
pastores não declaram sua solidariedade aos israelenses.
No
final do vídeo a volta de Jesus é mencionada:
“E
nós cremos que a justiça de Deus vai ser feita, porque todos nós temos um
clamor a Deus. E nós vemos que no meio dessa desordem, Deus vai vir e vai
trazer ordem. Vai trazer abundância de novos nascidos da água e do Espírito. E
o nome dele será santificado aqui. Ele permite isso para que todo mundo veja
que o que ele disse iria acontecer no fim dos tempos. Isso aqui não é nada
comparado com o que ainda virá.”
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Ucrânia: Alemanha e a paranoia ocidental. Por Gilberto
Lopes
“O
Ocidente sente falta da liderança alemã”, como afirmou o chanceler conservador
Friedrich Merz em 6 de junho, um dia depois de seu retorno dos Estados Unidos,
onde se encontrou com o presidente Donald Trump.
A
viagem criou expectativas, depois que Donald Trump criticou a União Europeia e
sua posição na OTAN, exigindo que a Europa aumente substancialmente sua
contribuição aos esforços militares da organização. “A Alemanha é o maior, mais
populoso e economicamente mais poderoso país da Europa, cabendo-lhe assumir a
liderança dentro e fora da União Europeia”, disse Friedrich Merz, afirmando que
é uma tarefa política tornar a Alemanha “grande de novo”.
É uma
ideia desenvolvida por Daniela Schwarzer, ex-diretora do Conselho Alemão de
Relações Exteriores e das Fundações Open Society na Europa e na Ásia Central,
em seu artigo “The end of German complacency”, publicado três dias antes
do discurso de Friedrich Merz. “O longo período de hesitação estratégica da
Alemanha terminou”, anunciou Schwarzer, para quem o novo chanceler está
destinado a implementar a Zeitenwende, o “ponto de inflexão”
histórico que seu antecessor, o social-democrata Olaf Scholz, anunciou mas não
conseguiu realizar, como pretendem os setores mais radicais.
Um
papel que Friedrich Merz está disposto a assumir. “O elemento de maior alcance
da política externa inicial de Friedrich Merz é sua ênfase na busca da
autonomia estratégica europeia. A Alemanha empreendeu seu maior esforço de
rearmamento desde 1945, destinando 400 bilhões de euros para defesa e
segurança”, disse Schwarzer. Na opinião dela, a Alemanha consolida, dessa
forma, sua credibilidade como parceiro na OTAN e no mundo.
Decisões
que implicam a renúncia a dois princípios dos quais Friedrich Merz tem sido,
até agora, um reconhecido adepto. O primeiro é que, durante muito tempo, foi um
atlantista convicto. Agora admite que “já não se pode confiar nos Estados
Unidos”. O outro era o compromisso com a estabilidade fiscal, da qual Wolfgang
Schäuble, seu mentor político e ex-ministro das finanças (2009-2017) do governo
de Angela Merkel, era um firme defensor.
Juntamente
com o atual secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, então primeiro-ministro dos
Países Baixos, foram responsáveis pela imposição de medidas radicais de
austeridade à Grécia em 2010. As negociações tinham como objetivo garantir o
pagamento de uma dívida cujos maiores credores eram bancos europeus, sobretudo
alemães. Quando as condições radicais dessa direita europeia foram impostas, “a
Grécia tornou-se um protetorado das potências dominantes da zona euro, que se
comportam como se estivessem em terra conquistada”, disse o belga Éric
Toussaint, porta-voz do Comitê para a Abolição das Dívidas Ilegítimas (CADTM).
O certo
é que, naquele momento, era difícil imaginar uma direita mais radical na Europa
do que a encarnada por estes personagens. Oliver Nachtwey, professor associado
de Análise de Estruturas Sociais na Universidade da Basileia e membro do
Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt, lembrou que, enquanto a austeridade
imposta por Schäuble a países como a Grécia ajudava na expansão do capital
alemão, a austeridade interna imposta à Alemanha funcionava como uma forma de
controlar o aumento dos salários e reforçar a competitividade alemã diante de
seus vizinhos europeus.
Oliver
Nachtwey publicou seu livro – Germany’s hidden crisis – em
2018, sobre o que chamou de decadência social no coração da Europa, uma crise
anunciada que deixou a economia alemã estagnada já faz três anos.
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O primeiro exército convencional da Europa
O
enorme aumento dos gastos com defesa proposto por Friedrich Merz, diz
Schwarzer, só foi possível graças a uma emenda constitucional que flexibilizou
o limite de endividamento do país. Se for para gastos militares, não só a
Alemanha, mas também os países membros da União Europeia, estão agora livres
dos limites de gastos até há pouco tempo vigentes. O objetivo é converter a
Alemanha no “primeiro exército convencional da Europa”. Por enquanto, não
dispõem de armas atômicas, mas os desenvolvimentos sugerem que a questão poderá
ser discutida em breve.
Em suas
três primeiras semanas de mandato, Friedrich Merz reuniu-se três vezes com o
presidente ucraniano e visitou países na linha da frente de uma eventual guerra
com a Rússia – Polônia, Lituânia e Finlândia – antes de viajar por países que,
em outras circunstâncias, seriam suas primeiras visitas, incluindo os Estados
Unidos e o Reino Unido.
Em 22
de maio, Friedrich Merz viajou à Lituânia para presidir à instalação de uma
brigada de tanques alemã em Vilnius, perto da fronteira com a Bielorrússia. A
Lituânia é o único país báltico que não faz fronteira com o território russo,
com exceção da província de Kaliningrado, um exclave situado a oeste, entre a
Lituânia e a Polônia, na costa do mar Báltico.
É a
primeira brigada alemã baseada fora do país desde o final da Segunda Guerra
Mundial. “Proteger Vilnius é proteger Berlim”, disse Merz. Dias antes, na
Finlândia (o mais recente membro da OTAN, juntamente com a Suécia), Friedrich
Merz expressou sua convicção de que a guerra na Ucrânia “não vai acabar em
breve”.
No dia
seguinte, Friedrich Merz reuniu-se com Volodymyr Zelensky em Kiev para discutir
o apoio militar alemão e europeu à Ucrânia. “Faremos tudo o que estiver a nosso
alcance para apoiar militarmente a Ucrânia”, afirmou. Anunciou o levantamento
das restrições de alcance das armas fornecidas à Ucrânia pelos britânicos,
franceses, alemães e estadunidenses. “Queremos permitir a utilização de armas
de longo alcance e, ainda que não falemos dos detalhes, intensificaremos a
produção conjunta de armamentos”, disse Friedrich Merz numa conferência de
imprensa com Volodymyr Zelensky em 28 de maio.
Segundo
o ministro da defesa alemão, isso poderá acontecer em poucas semanas, assim que
o programa de produção conjunta de armamentos de longo alcance na Ucrânia
estiver em curso. Para isso, Berlim fornecerá mais cinco bilhões de euros de
ajuda militar à Ucrânia, que se somam aos 28 bilhões de euros já concedidos
desde 2022. Um contrato assinado entre os ministros da defesa de ambos os
países prevê o fornecimento e a produção de sistemas de defesa antiaérea,
munições e apoio logístico, incluindo comunicações por satélite.
Autorizada
a atacar posições militares no interior do território russo, a Ucrânia atingiu
cinco aeroportos militares russos a milhares de quilômetros da fronteira, no
dia 1 de junho, destruindo alguns de seus bombardeiros estratégicos. Minna
Ålander, pesquisadora temporária no programa de Defesa e Segurança
Transatlântica do Center for European Policy Analysis (CEPA) e
membro sênior do Fórum Mundial Livre de Estocolmo, lembrou que a Ucrânia só
realizou esta operação (que naturalmente exigiu muitos meses de preparação)
depois que Friedrich Merz levantou todas as restrições ao ataque a alvos dentro
da Rússia, distantes da linha da frente.
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Ameaça russa?
“Uma
eventual vitória no conflito da Ucrânia poderia colocar o exército russo,
golpeado, mas triunfante, bem na fronteira da OTAN, do mar Negro ao oceano
Ártico”, afirma o Institute for the Study of War (ISW), uma
instituição norte-americana que acompanha diariamente o desenvolvimento da
guerra. “Ajudar a Ucrânia a recuperar o controle de todo ou da maior parte de
seu território será muito mais vantajoso, pois empurraria as forças russas mais
para o Leste”, diz o estudo, publicado em dezembro de 2013.
O
documento desenvolve todo tipo de especulações sobre os riscos de um avanço
russo em direção às fronteiras da OTAN. Um exército russo implantado na
fronteira da OTAN exigiria enormes despesas para dissuadir a agressão,
acrescentam.
Um
estudo realizado por Natalya Bugayova para o Institute for the Study of
War sobre “O elevado custo de perder a Ucrânia” conclui que a força da
Rússia depende de seu sucesso na Ucrânia. Ajudar a Ucrânia a vencer não só
evitaria seu desaparecimento como nação independente, mas também daria “um
golpe assimétrico na ameaça russa e na coalizão antiestadunidense”, assegura.
Na
verdade, porém, não foi a Rússia que avançou em direção às fronteiras da OTAN,
mas a OTAN que avançou milhares de quilômetros desde os anos 90 do século
passado até a fronteira russa. Uma eventual adesão da Ucrânia deixaria a OTAN
em contato com praticamente toda a fronteira ocidental russa, interrompida
apenas pelo território da Bielorrússia.
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Armar-se para a guerra
Estes
comentários sobre a ameaça russa à OTAN justificaram o aumento dos gastos
militares na União Europeia e na Alemanha em particular. Bruno Kahl, chefe dos
serviços secretos alemães (BND), avisou que a Rússia poderia atacar os países
da OTAN assim que a guerra na Ucrânia terminasse. “Temos informações de que a
Ucrânia é apenas uma etapa no caminho da Rússia para o Ocidente”, afirmou em 10
de junho. Estas eram as mesmas ideias que já tinha apresentado no ano passado,
no Parlamento alemão.
Bruno
Kahl não apresentou dados para sustentar sua afirmação sobre a ameaça russa aos
países da OTAN. Mas, com esta afirmação, justificou o aumento dos gastos
militares acordado pelo governo alemão, argumentando que o objetivo da Rússia,
nesse eventual conflito, seria expulsar os Estados Unidos da Europa e empurrar
as fronteiras da OTAN para onde estavam no final da década de 1990. Ou seja,
antes do início da expansão da OTAN para o Leste.
Falam
de uma guerra com a Rússia como se fosse uma guerra que alguém pudesse ganhar.
Naturalmente, um conflito dessa envergadura só poderia ser uma guerra nuclear.
Mas essa realidade não é explicitamente considerada por aqueles que defendem o
aumento das despesas militares na Europa como forma de evitar uma guerra com a
Rússia, para a qual propõem, inclusive, diversas datas.
Falando
em Londres, no mesmo dia da apresentação de Bruno Kahl ao parlamento alemão, o
secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, pedia um aumento de 400% nos mísseis
aéreos e de defesa para conter uma ameaça russa que, em sua opinião, pode
concretizar-se em cinco anos. “Nossos militares precisam de milhares de
veículos armados e tanques, milhões de projéteis de artilharia, temos que
duplicar nossas capacidades operacionais”, disse Mark Rutte.
Joschka
Fischer, ministro das relações exteriores da Alemanha entre 1998 e 2005 e líder
do Partido Verde durante duas décadas, justifica um ponto de vista semelhante,
afirmando que as elites russas interpretam o resultado da Guerra Fria e a
dissolução da União Soviética como uma grande tragédia. O ataque à Ucrânia é,
até o momento, a tentativa mais ambiciosa de rever essa história. Mas “podemos
esperar muito mais”, garante.
Em sua
visão de mundo, enquanto a Rússia ameaça a Europa Ocidental, a China avança no
mundo da Inteligência Artificial e da renovação de seu equipamento militar. Por
isso, a Europa precisa criar uma sólida dissuasão para enfrentar esta
realidade.
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Um grande cinismo
Para o
chanceler russo Sergei Lavrov, o envolvimento direto de Berlim no conflito na
Ucrânia já é evidente. “A Alemanha desliza pelo mesmo plano inclinado em
direção ao colapso no qual já se moveu algumas vezes no século passado”. “A
União Europeia não aprendeu as lições da história”, disse Lavrov, “ao reunir-se
mais uma vez sob uma bandeira nazista para tentar infligir uma derrota
estratégica à Rússia”.
“O
nazismo mais real está sendo revivido. Há muitos exemplos disso. Incluindo as
declarações do novo chanceler alemão, o senhor Friedrich Merz, de que é o
momento da Alemanha voltar a liderar a Europa. É preciso ser um grande cínico
para proferir tais palavras”.
Neste
cenário, a diretora de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard,
conclui que “estamos mais perto do que nunca da beira da aniquilação nuclear”.
As elites políticas e os belicistas “fomentam despreocupadamente o medo e as
tensões entre as potências nucleares”, pensando que poderão proteger-se a si
mesmos e às suas famílias em abrigos nucleares…
Ou,
como disse o ex-ministro das relações exteriores do Brasil Celso Amorim, agora
conselheiro do governo Lula, “nunca vivi num mundo tão perigoso. Não se trata
de um perigo teórico. Em Gaza é genocídio. E o número de mortos na Ucrânia
também é gigantesco”. Guerras que representam um risco real de se tornarem
incontroláveis. “Estamos falando da sobrevivência da humanidade”, alertou.
E ele
tem razão!
Fonte: Fórum/A
Terra é Redonda

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