sexta-feira, 27 de junho de 2025

Foucauld Giuliani: “Trump substitui Deus pelo seu próprio deus, um deus que convoca à guerra e a apoia”

A análise das palavras proferidas por Trump no discurso em que anunciou a operação no Irã revela como sua teologia não só está impregnada de idolatria, mas também é posta a serviço de uma estratégia imperialista.

“E eu quero agradecer a todos e, em particular, a Deus. Quero apenas dizer que te amamos, Deus, e amamos nossas grandes forças armadas. Proteja-as. Deus abençoe o Oriente Médio. Deus abençoe Israel e Deus abençoe a América”. Essas são as palavras que concluem o discurso de Donald Trump em que anuncia e justifica a entrada dos Estados Unidos na guerra contra o Irã.

Palavras cheias de mentiras, palavras a serem desmontadas no plano teológico. Mesmo que isso seja inútil; mesmo que as palavras permaneçam para sempre impotentes e bastante ridículas diante da força que se desencadeia; justamente porque esta nossa época humilha todo desejo de verdade, toda vontade de não ceder ao caminho do puro interesse.

“Agradecer a todos e, em particular, a Deus”. Trump procura aqui envolver “todos” – incluindo “Deus” – em sua empreitada bélica. Agradecendo a todos por tal empreitada, cada um se sente envolvido e comprometido com ela.

Universalização fictícia do ato de guerra e de sua responsabilidade, falsa unanimidade político-militar. O poder ama a linguagem da unidade. Dessa forma, pode dar a ilusão de ser a expressão da sociedade em sua totalidade. Isso também reforça sua legitimidade: se fala em nome de todos, sua força se enriquece simbolicamente com a força de todos.

<><> O orgulho mais destrutivo

Essa primeira frase é também um modelo original de blasfêmia. Trump agradece a Deus por um ato político que lhe é totalmente estranho: desencadear uma guerra. O Evangelho nos ensina que a presença de Deus na história não passa por campanhas militares lançadas por Estados sedentos de poder.

Agradecendo a Deus por um evento que ele não quis nem pediu, Trump atribui a Ele um ato que não é seu e substitui Deus pelo “seu” Deus, um Deus que convoca à guerra e a apoia.

De maneira particularmente sorrateira – aparentemente usando a linguagem humilde do agradecimento e da gratidão –, Trump na realidade cobre de glória a si mesmo. O orgulho mais destrutivo assume a máscara da humildade mais inocente, a vontade obstinada de poder assume a aparência de abertura à graça. Trump honra um Deus diferente do verdadeiro Deus, cria um Deus que lhe convém, um Deus feito à sua medida. Na Bíblia, esse processo tem um nome bem conhecido: idolatria.

Deus é um entre outros, é simplesmente agradecido “em particular”. Uma maneira grosseira de estender a todos os protagonistas da guerra a sensação de estarem no seu bom direito, na estrada certa, no caminho desejado para eles por um Deus insidiosamente redefinido. Os militares e os funcionários são agradecidos exatamente como Deus. Há, aqui, portanto, uma obra comum, uma colaboração, uma aliança entre os homens e Deus. Guerra santificada, aliança sagrada entre Deus e os homens. Em outras palavras: a guerra tornou-se sagrada, indiscutível, fora do campo do discernimento moral e da racionalidade democrática.

“Quero apenas dizer que te amamos, Deus, e amamos nossas grandes forças armadas. Proteja-as”.

<><> Um grande projeto de amor universal

Amamos o que quer fazer e faz o nosso bem. Sendo a guerra um bem, Deus, que a quis, e o exército, que a conduz, são eminentemente dignos de amor. Chamar o amor como testemunha da fundamentação dos bombardeios e do ato de semear morte? É exatamente esse tipo de absurdo que Trump proclama aqui. “Proteja-as”: cuidamos daquilo que nos ama, o amamos, não queremos sua morte. À manifestação do amor segue-se, assim, a ordem de não o prejudicar e de honrá-lo em suas necessidades e exigências.

“Deus abençoe o Oriente Médio. Deus abençoe Israel e Deus abençoe a América”.

De acordo com essas palavras de Trump, não há interesses conflitantes, não há vontade hegemônica e imperialista, não há hierarquização do valor das vidas – vidas dos israelenses e dos estadunidenses infinitamente mais dignas de serem vividas do que as dos cidadãos de Gaza ou dos iranianos –, não, haveria apenas um grande projeto de amor universal desejado por Deus, Deus que o elegeu como seu tenente! Isso é evidentemente falso.

Esse grande projeto é apresentado de forma maniqueísta e apocalíptica: o campo do bem contra o campo do mal, o campo da “liberdade” contra o campo da “tirania”. Mais uma vez, a imagem da unidade, da totalidade, por trás da qual se esconde uma lógica imperial. A “pax americana” – apresentada positivamente como um bem universal ao qual todos teriam “direito” – passa pelo uso necessário da força, considerada, portanto, libertadora.

Legitimação da guerra, divinização da força, santificação da morte; teologia do poder e da violência; heresia não cristã e antievangélica.

<><> As loucas 24 horas de Trump

Israel e Irã concordaram com um "cessar-fogo completo e total" que levará ao "fim oficial da guerra de 12 dias" em 24 horas, anunciou o presidente Trump em sua conta social Truth, no fim de um dia agitado e cheio de surpresas.

No domingo, o presidente parecia estar inclinado a acelerar o conflito quando, contrariando seus assessores mais próximos, abriu-se para uma mudança de regime no Irã, após os atentados em Fordow, Natanz e Isfahan: "Não é politicamente correto", escreveu ele nas redes sociais, "usar o termo 'mudança de regime', mas se o atual regime iraniano não é capaz de tornar o Irã grande novamente, por que não deveria haver uma mudança de regime???" Daí o lançamento do slogan MIGA, na esteira do MAGA que o levou à Casa Branca.

Na manhã de ontem, a porta-voz Karoline Leavitt deu a interpretação autêntica, alegando que o presidente "apenas fez uma pergunta que muitos estão fazendo". Ele então alertou a todos para não aproveitarem a crise para aumentar o preço do petróleo.

Pouco depois, o Irã ordenou sua resposta ao bombardeio das três instalações nucleares, lançando uma dúzia de mísseis contra a base americana de Al Udeid, no Catar, sede do Comando Central que Trump havia visitado em 15 de maio. Todos eles foram interceptados e não causaram nenhuma vítima.

Por volta das 13h em Washington, Trump convocou o Conselho de Segurança Nacional. A retaliação contra Al Udeid tornou-se o tema central, mas, em vez de atacar os aiatolás, após a reunião, ele recorreu novamente às redes sociais para reclamar da forma como a mídia estava descrevendo os efeitos dos ataques de sábado: "Os locais que atacamos no Irã foram totalmente destruídos e todos sabem disso. Só as notícias falsas dizem algo diferente, só para denegrir".

Anteriormente, ele havia criticado o assessor de PutinMedvedev, pela leviandade com que ameaça o uso de armas nucleares.

Trump recorreu às redes sociais logo depois, na esperança de pôr fim à crise: "O Irã respondeu oficialmente à nossa destruição de suas instalações nucleares com uma resposta muito fraca, como esperávamos, e que combatemos com muita eficácia. 14 mísseis foram disparados, 13 foram abatidos e 1 foi "deixado livre" porque estava direcionado a uma direção não ameaçadora. Tenho o prazer de informar que nenhum americano ficou ferido e não houve danos. Mais importante ainda, eles liberaram completamente sua raiva e espero que não haja mais ódio. Quero agradecer ao Irã por nos alertar em tempo hábil, o que significou que nenhuma vida foi perdida. Talvez o Irã possa agora avançar em direção à paz e à harmonia na região, e eu encorajarei Israel com entusiasmo a fazer o mesmo".

O resultado foi imediato, como o próprio Trump anunciou nas redes sociais às 18h em Washington: "Parabéns a todos! Foi totalmente acordado entre Israel e Irã que haverá um cessar-fogo completo e total (aproximadamente daqui a 6 horas, quando Israel e Irã tiverem concluído e completado suas últimas missões em andamento!), por 12 horas, momento em que a guerra será considerada encerrada!" Ele explicou o mecanismo da seguinte forma: "O Irã iniciará um cessar-fogo e, na décima segunda hora, Israel iniciará um cessar-fogo e, na vigésima quarta hora, o fim oficial da guerra de 12 dias será aclamado pelo mundo. Supondo que tudo corra como deveria, e correrá, gostaria de parabenizar ambos os países, Israel e Irã, por terem a coragem e a inteligência para pôr fim ao que deveria ser chamado de "guerra dos 12 dias". Ela poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não durou e nunca durará! Deus abençoe Israel, Deus abençoe o Irã, Deus abençoe o Oriente Médio, Deus abençoe os Estados Unidos da América e Deus abençoe o mundo!"

¨       Líder supremo do Irã diz que 'nada de significativo' aconteceu com instalações nucleares atingidas pelos EUA

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, fez nesta quinta-feira (26/06) seu primeiro pronunciamento público em vídeo desde os ataques dos EUA ao seu país e o cessar-fogo com Israel.

Chefe de Estado e comandante-chefe das Forças Armadas, incluindo a Guarda Revolucionária Iraniana, Khamenei está escondido em um bunker em algum lugar do país, para se proteger de uma eventual tentativa de assassinato por parte das tropas israelenses.

Em uma mensagem por vídeo transmitida pela TV estatal, ele disse que "nada significativo" ocorreu nas instalações nucleares atacadas pelos EUA no início desta semana, contrariando as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o programa iraniano havia sido completamente destruído.

A versão do presidente americano já havia sido questionada por um relatório preliminar do setor de inteligência do Pentágono que vazou na terça-feira (24/6). Segundo o documento, os ataques dos Estados Unidos não destruíram o programa nuclear iraniano e provavelmente apenas o atrasaram por alguns meses.

Os Estados Unidos atacaram três instalações nucleares no Irã — Fordo, Natanz e Isfahan — com bombas bunker buster, capazes de penetrar 18 metros de concreto ou 61 metros de terra antes de explodir.

A Casa Branca afirmou que a avaliação inicial dos danos está "totalmente errada" e representa "uma tentativa clara de menosprezar" o presidente Trump.

Também em sua mensagem divulgada nesta quinta, o aiatolá Ali Khamenei afirmou que Trump pediu que seu país se "rendesse", mas que seus comentários foram "grandes demais para a boca" do presidente americano.

"Para um grande país e nação como o Irã, a simples menção de rendição é um insulto", disse.

O líder iraniano também ameaçou realizar mais ataques contra bases americanas na região, acrescentando: "Se um ataque ocorrer, o custo para o inimigo e o agressor certamente será alto".

Khamenei acrescentou ainda que seu país demonstrou unidade durante a troca de ataques dos últimos dias, enviando a mensagem de que "nosso povo é uma só voz".

Ele também repetiu os parabéns pelo que descreveu como a "vitória" de seu país sobre Israel.

Anteriormente, em postagens compartilhadas nas redes sociais, o líder supremo afirmou que o Irã havia "dado um tapa na cara dos EUA" em seu ataque a uma base americana no Catar.

<><> 'A guerra de 12 dias'

Os enfrentamentos mais recentes entre Israel e Irã começaram em 13 de junho, quando as forças israelenses lançaram um ataque aéreo de proporções inéditas, alvejando instalações nucleares e integrantes do alto escalão militar iraniano.

Segundo o governo do premiê Benjamin Netanyahu, o objetivo da operação era impedir o avanço nuclear iraniano, que Israel vê como uma ameaça à sua existência. O Irã nega essa ideia, afirmando que seu programa nuclear tem fins pacíficos e civis.

Pouco tempo depois do primeiro ataque israelense, Teerã respondeu. A partir daí, o conflito escalou.

Na noite do nono dia de enfrentamentos, décimo no horário de Israel e Irã, os Estados Unidos entraram oficialmente na guerra, realizando um ataque direto contra instalações nucleares iranianas.

Após uma ação calculada e com aviso prévio do Irã contra uma base americana no Catar, que causou poucos estragos, Donald Trump anunciou um cessar-fogo em 23 de junho.

Segundo ele, Irã e Israel haviam concordado em acabar com a "guerra de 12 dias" em negociações mediadas por Estados Unidos e Catar.

O governo israelense chegou a acusar iranianos de violar a trégua, mas, após alertas de Trump, os dois Estados afirmaram publicamente que o cessar-fogo estava em vigor.

Ainda não se sabe ao certo a extensão dos danos causados pelos bombardeios contra o Irã.

Pelo menos três instalações nucleares foram atacadas, entre elas a usina de Fordo, construída a vários metros de profundidade sob uma cordilheira montanhosa. O governo israelense afirma que ela foi deixada inoperante.

Israel também diz ter matado 14 cientistas envolvidos no programa nuclear iraniano e membros do governo.

O Irã, porém, diz ter movido seu estoque de urânio enriquecido antes dos ataques e oficiais do governo falaram em "danos limitados" provocados pelos bombardeios.

¨      As perguntas que ficam no cessar-fogo entre Israel e Irã

O surpreendente anúncio de um acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã, feito pelo presidente dos Estados UnidosDonald Trump, na noite desta segunda-feira (23/06), sugere inicialmente que a arriscada aposta feita por ele de bombardear instalações nucleares iranianas não resulte por ora em uma guerra generalizada.

Mas há ainda uma longa lista de questões sem resposta, incluindo a mais urgente de todas: se um cessar-fogo entre esses dois arqui-inimigos pode realmente durar e significar o fim da guerra. Nas horas seguintes ao anúncio, o acordo já sofreu abalos.

<><> A guerra entre Israel e Irã acabou?

Relatos iniciais das agências de notícias indicaram que as hostilidades entre ambos os lados pareciam ter acabado depois das 4h (horário local).

Porém, a fragilidade do acordo entre os dois arqui-inimigos ficou evidente ao amanhecer desta terça-feira, quando o ministro israelense da Defesa, Israel Katz, acusou o Irã de violar o cessar-fogo, o que o regime em Teerã imediatamente negou.

Israel acusou o Irã de lançar novamente mísseis e prometeu retaliar. Pouco depois, aviões israelenses atingiram uma estação de radar no Irã.

As novas agressões irritaram Trump, que fez advertências tanto contra o Irã quanto Israel. "Israel, não jogue suas bombas. Se fizer isso, será uma grande violação. Traga seus pilotos para casa, agora!", escreveu Trump nas redes sociais.

Depois, falando a jornalistas, ele voltou a dirigir palavras de reprovação. "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas realmente não estou feliz com Israel. Israel tem de se acalmar, tenho de fazer Israel se acalmar", disse.

Aparentemente, a advertência de Trump teve algum efeito. Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. Segundo o governo israelense, a decisão foi tomada após Trump ligar para o premiê Benjamin Netanyahu.

<><> O que diz o acordo de cessar-fogo?

Os termos exatos do acordo de cessar-fogo ainda são desconhecidos. Certo está que ele foi inicialmente confirmado por ambos os lados. Na manhã desta terça-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Israel concordou com um cessar-fogo bilateral com o Irã, em coordenação com Trump.

Depois foi a vez de o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmar que havia sido alcançado um cessar-fogo, classificando o acordo como uma derrota para Israel.

O que se sabe até o momento é o cronograma que Trump divulgou em suas postagens. Segundo o presidente americano, o Irã deverá suspender as hostilidades nas primeiras 12 horas, e Israel só a partir das 12 horas seguintes. Depois dessas 24 horas será declarado o "fim oficial" da guerra, deflagrada em 13 de junho com o bombardeio israelense a instalações nucleares do Irã.

<><> Como se chegou ao acordo?

Segundo o jornal The Washington Post, que cita um alto funcionário dos EUA, negociadores iranianos disseram aos americanos que retornariam à mesa de negociações para debater o programa nuclear do Irã se Israel interrompesse os bombardeios, o que obrigava os EUA a buscar essa garantia com o governo de Israel.

Um alto funcionário da Casa Branca relatou à agência de notícias AP que Trump se comunicou diretamente com o primeiro-ministro israelense para garantir o cessar-fogo. Esse mesmo alto funcionário disse que o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o enviado especial Steve Witkoff se comunicaram com os iranianos por canais diretos e indiretos.

O governo do Catar desempenhou um papel importante na mediação do cessar-fogo, principalmente na intermediação com os iranianos, segundo os relatos. O primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, garantiu o sim do regime em Teerã numa ligação telefônica com autoridades iranianas, disse à agência de notícias Reuters uma autoridade informada sobre as negociações.

Trump conversou com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad al-Thani, para agradecê-lo por ajudar a firmar o acordo. O emirado do Golfo tem sido o principal interlocutor também nas negociações entre Israel e Hamas na guerra em Gaza.

À agência Reuters, um alto funcionário da Casa Branca afirmou que Israel concordou com um cessar-fogo desde que o Irã não lançasse novos ataques. Já o Irã sinalizou que não realizaria novos ataques, disse o mesmo funcionário.

O Irã se mostrou receptivo ao cessar-fogo porque se encontrava num "estado gravemente enfraquecido", disse a autoridade da Casa Branca. Os iranianos enfrentaram dias de bombardeios israelenses contra instalações nucleares e militares, bem como as mortes de importantes cientistas nucleares e comandantes de segurança.

<><> As negociações com o Irã serão reiniciadas?

Nada foi dito sobre novas negociações com o Irã sobre o programa nuclear do país. Tudo indica que os países ocidentais tentarão levar a República Islâmica de volta à mesa de negociações, mas essas conversas deverão ser difíceis.

O Irã já anunciou que pretende continuar seu programa nuclear mesmo após os ataques dos EUA às suas instalações nucleares mais importantes. O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI), Mohammed Eslami, disse à emissora estatal iraniana IRIB que o país pretende continuar o processo de produção sem interrupção.

Os danos às instalações ainda estão sendo avaliados, disse. A extensão da destruição após os ataques de Israel e dos Estados Unidos às instalações nucleares do país permanece incerta, disseram especialistas.

Outra pergunta que segue sem resposta é o destino do estoque de Urânio enriquecido do Irã (cerca de 400 quilos, segundo estimativas), que muitos especialistas acreditam que pode não ter sido atingido pela campanha de bombardeios dos EUA e de Israel..

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, disse nesta terça-feira que escreveu ao ministro do Exterior do Irã, Abbas Araqchi, para propor uma reunião e pediu cooperação após o anúncio de um cessar-fogo entre Irã e Israel. Grossi afirmou que a retomada da cooperação do Irã com a agência poderia levar a uma solução diplomática para a longa controvérsia sobre o programa nuclear de Teerã.

O Irã nega que queira obter armas nucleares. O vice-presidente americano afirmou, porém, que "o Irã esteve muito perto de ter uma arma nuclear", em entrevista ao programa Special Report with Bret Baier, da emissora Fox News.

O governo Trump disse que o objetivo dos bombardeios americanos a instalações nucleares iranianas era unicamente destruir o programa nuclear do Irã, sem iniciar uma guerra mais ampla.

Trump citou relatórios de inteligência de que o Irã estava perto de construir uma arma nuclear, sem dar mais detalhes. No entanto, agências de inteligência dos EUA afirmaram no início deste ano que avaliaram que o Irã não estava construindo uma arma nuclear e uma pessoa com acesso a relatórios de inteligência dos EUA disse à Reuters na semana passada que essa avaliação não havia mudado.

 

Fonte: Le Monde/La Stampa/La Repubblica/BBC News/DW Brasil

 

Nenhum comentário: