Rajan
Menon: Por que os sonhos de mudança de regime no Irã terminarão em um rude
despertar
Durante
suas três campanhas presidenciais, Donald Trump criticou duramente as "guerras
eternas" e as intervenções de "mudança de regime". Mais do que
qualquer candidato, ele sentiu o cansaço dos americanos com a guerra após os
fiascos no Iraque, Afeganistão e Líbia, e especialmente a consternação dos
veteranos militares, 60% dos quais votaram nele em detrimento de Hillary
Clinton, Joe Biden e Kamala Harris. A narrativa rebelde e anti-intervencionista
de Trump, "América Primeiro", também repercutiu fortemente entre
aqueles no movimento Maga que nunca serviram nas Forças Armadas, especialmente
os trabalhadores braçais.
Agora,
Trump, antes um crítico implacável de desventuras militares, bombardeou as
instalações de enriquecimento nuclear do Irã, um país que não havia atacado os
EUA, não estava se preparando para isso e nem sequer ameaçou entrar em guerra.
Desde o bombardeio, Trump foi além: ele tem refletido sobre a mudança de regime no Irã. Sua
transformação surpreendeu muitos de seus acólitos da Maga, que compartilham a
visão de Tucker Carlson de que Trump corre o risco de ser arrastado para a luta
de Israel com o Irã e se envolver em sua própria guerra eterna. A frágil trégua
acordada por Irã e Israel pode aliviar suas preocupações se for mantida, mas
Trump pode ser atraído para a mudança de regime novamente se os combates
recomeçarem.
Talvez
Trump tenha sugerido uma mudança de regime para intimidar os líderes iranianos
e levá-los a desmantelar toda a sua operação de enriquecimento de urânio, algo
que Teerã rejeitou desde o início das negociações com Washington. O presidente
pode acreditar que o risco de perder o poder forçará a liderança iraniana, que
já está sob pressão militar de Israel , a ceder.
Mas
Trump não precisa seguir esse caminho. Tendo atingido as instalações de
enriquecimento de urânio do Irã – embora agora seja evidente que elas não
foram destruídas, ao contrário de sua alardeada declaração logo após o ataque –
o presidente poderia declarar vitória. Ele poderia dizer aos mais fortes
apoiadores americanos de Israel que cumpriu sua promessa de protegê-lo e então
tranquilizar as estrelas de Maga, como Tucker Carlson e Steve Bannon, de que
continua sendo um inimigo de guerras eternas. Ele não conseguirá que o Irã
assine um acordo de não enriquecimento de urânio, mas e daí? Ele poderia alegar
que, ao contrário do que afirma a mídia tradicional maliciosa, ele de fato
destruiu as instalações de enriquecimento de urânio do Irã.
Seguir
esse caminho faria sentido. Apesar de sua personalidade de durão, Trump tem uma
aversão instintiva a guerras desnecessárias que podem se transformar em
atoleiros. O recente ataque ao Irã foi isento de riscos: o Irã não tinha as defesas
aéreas necessárias para derrubar os bombardeiros furtivos B-2, então não havia
chance de pilotos americanos serem mortos ou capturados. E Teerã não tem os
meios para atacar o território americano em troca. Mesmo seus ineficazes
disparos de mísseis contra a base militar americana no Catar, que tentaram
salvar a reputação, foram precedidos por um aviso – prova de que o Irã não quer
fazer nada que possa levar Trump a se juntar à guerra de Israel.
O
Irã, na prática, deu a Trump a oportunidade de esquecer a mudança de regime.
Seria tolo se não a aproveitasse.
O Irã,
na prática, deu a Trump uma oportunidade para esquecer a mudança de regime.
Seria tolice não aproveitá-la. Levar essa ideia adiante criará problemas –
politicamente em casa, militarmente no Irã.
No
plano político interno, a ala Carlson-Bannon da Maga em breve ignorará o ataque
de Trump ao Irã, que JD Vance e o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth,
já disseram não ser um presságio de algo maior. Mas uma guerra de mudança de
regime será o equivalente a uma bomba. Criará uma fenda do tamanho de um cânion
na base de Trump entre os apoiadores incondicionais de Israel e aqueles que
acreditam que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, busca
arrastar os EUA para sua guerra porque acredita que a destruição do sistema
político iraniano pode impedir um Irã com armas nucleares. Trump não tem nada a
ganhar com tal resultado.
Os
riscos militares e estratégicos de uma guerra de mudança de regime são ainda
piores, e um deles decorre do tamanho do Irã. O país tem quase 92 milhões de
habitantes e uma área territorial de 1.648.193 km². Em contraste, a população
do Iraque é menos da metade, e seu território, menos de um terço. Além disso, o
exército iraniano e as forças auxiliares, mais de meio milhão de soldados na
ativa, não se retirarão silenciosamente. Eles terão a vantagem de lutar contra
um invasor em território nacional e em muitas frentes em uma vasta área. Embora
muitos iranianos não gostem da ordem política vigente, é pouco provável que
eles acolherão um invasor em vez de se unirem como nacionalistas para defender
sua pátria.
Além
disso, uma intervenção militar em um país multiétnico como o Irã
poderia precipitar desordem prolongada e derramamento de sangue. Os persas
representam apenas 60% da população do país. Os azerbaijanos representam 16%,
os curdos outros 10%, e há inúmeras nacionalidades menores. A relação entre o
Estado iraniano e grupos étnicos minoritários, especialmente os curdos, tem
apresentado períodos de tensão e até mesmo violência . A expectativa
de um colapso do regime pode desencadear rebeliões e, em resposta, repressão
por parte do Estado.
Um
otimista poderia argumentar que a mudança de regime não precisa necessariamente
de uma força de ocupação encarregada de criar estabilidade. Mas a ideia de que
a ordem política de um país pode ser renovada apenas pelo poder aéreo é
uma ilusão . Os fanáticos
pela mudança de regime poderiam dizer: "Bombas fora, estabilidade que se
dane, a revolta alcançará o objetivo". O problema, porém, é que os EUA não
conseguem se isolar das ondas de choque resultantes.
O Irã
exporta mais de 1,3 milhão de barris de
petróleo por dia e tem vista para o estreito de Ormuz, o canal para 20% das
exportações globais de petróleo. O Irã também faz fronteira com sete países e
compartilha fronteiras marítimas com outros seis. Estes últimos estão todos
intimamente alinhados com os EUA, que têm bases ou uma presença militar em seus
territórios. Os muçulmanos xiitas, que compõem 90% da população do Irã,
compreendem entre 55% e 70% da população do
Bahrein. Os muçulmanos xiitas constituem apenas 10-12% da população da Arábia
Saudita, mas estão concentrados em sua província oriental rica em
petróleo , onde representam 25-30% de seus
habitantes. Uma intervenção americana no Irã não necessariamente produzirá
protestos de solidariedade nessas comunidades xiitas oprimidas, mas podem, e as
monarquias do Golfo podem ter dificuldades para conter as consequências.
Dadas
essas realidades preocupantes, seria ingênuo acreditar que os EUA poderiam
demolir o Estado iraniano e sair ilesos. Esperamos que Trump entenda isso e não
volte a sonhar com uma mudança de regime se a trégua fracassar. Pelo menos por
enquanto, a recente rejeição de Trump à mudança de regime, sob a alegação de
que ela produziria o caos, é uma boa notícia. Devemos torcer para que o
presidente inconstante não mude de ideia, como acontece com tanta frequência.
¨
Quem é Reza Pahlavi, príncipe herdeiro do xá do Irã que
se coloca nos EUA como alternativa ao regime islâmico do país?
Reza
Pahlavi estava destinado a governar o Irã, mas faz quase meio século que ele
não vive lá. Agora, com a atual tensão entre Irã, Estados
Unidos e Israel,
ele voltou a aparecer, apresentando-se como uma alternativa caso haja uma mudança de regime. Nascido em Teerã, é
o filho mais velho do último líder da dinastia Pahlavi, o xá (rei) Mohamed Reza
Pahlavi, que governou o país com o respaldo dos Estados Unidos de 1941 até
1979, quando foi derrubado pela Revolução Islâmica, que atualmente
governa o Irã. Desde então, Pahlavi, o herdeiro, se tornou um dos críticos mais
conhecidos do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que está no poder
desde 1989.
Durante
a atual crise causada pela guerra entre Israel e Irã, além dos ataques dos EUA às instalações
nucleares iranianas,
Pahlavi afirmou que esta é uma oportunidade única para avançar com uma
"mudança de regime" em Teerã. Ele considera que a República Islâmica
está em sua posição mais fraca depois dos ataques sofridos, e que essa é uma
"oportunidade sem precedentes" para derrotar Khamenei. "A raiz
do problema é o regime e sua natureza. A única solução é que esse regime deixe
de existir", disse à BBC no domingo (22/06) durante uma entrevista em sua
casa, em um subúrbio perto de Washington, nos EUA. "A República Islâmica
está desmoronando", reiterou na segunda-feira (23/06) durante uma coletiva
de imprensa que compartilhou em suas redes sociais.
Para
Pahlavi, o "culpado" do momento atual que vive o Irã é Khamenei
"e sua facção corrupta e destrutiva", a quem ele exige a renúncia do
cargo. Pahlavi fez um apelo às forças armadas iranianas, aos membros do
exército e da polícia para que se afastem do regime e "se unam ao
povo" para combater a enfraquecida República Islâmica.
Ele
deixou claro que não busca restaurar a monarquia, mas quer um Irã "secular
e democrático", pelo qual se oferece a ter um papel simbólico dentro da
comunidade iraniana no exterior. "Me apresento para liderar essa transição
nacional, não por interesse pessoal, e sim como servidor do povo
iraniano", afirmou. "Não se trata de restaurar o passado. Trata-se de
assegurar um futuro democrático para todos os iranianos."
Mas,
quem é Pahlavi?
·
De príncipe herdeiro a exiliado
Reza
Pahlavi tinha apenas 7 anos quando, em 1967, participou da cerimônia em que seu
pai, Mohamed Reza Pahlavi, recebeu o título de "rei dos reis",
reforçando sua posição de liderança. Ainda criança, sentado à esquerda do pai,
foi nomeado oficialmente como príncipe herdeiro do Irã.
Nascido
em 31 de outubro de 1960, Reza Pahlavi foi educado em um colégio particular
localizado dentro do Palácio Real, e reservado exclusivamente para membros da
família do xá. Na juventude, estudou aviação e se formou como piloto de
combate. Em 1978, com 17 anos, viajou aos Estados Unidos para continuar seu
treinamento militar em aviação no Texas. Mas, antes que pudesse voltar ao
serviço, a Revolução Islâmica derrubou o regime de seu pai.
Diante
de uma onda de protestos no Irã, o xá foi obrigado a abandonar o país em
janeiro de 1979. Mohamed Reza Pahlavi saiu com sua família rumo ao Egito, logo
depois para o Marrocos, Bahamas e México, antes de chegar aos Estados Unidos,
onde recebeu tratamento médico para um câncer. A repentina perda de poder
deixou o jovem príncipe herdeiro e sua família apátridas, dependendo de um
círculo cada vez mais reduzido de simpatizantes da monarquia no exílio.
Nas
décadas seguintes, a tragédia atingiu a família em mais de uma ocasião. Sua
irmã e seu irmão mais novos tiraram a própria vida, deixando Reza como líder
simbólico de uma dinastia que muitos já consideravam parte do passado. Em julho
de 1980, o xá morreu de câncer. Desde então, Pahlavi vive nos Estados Unidos.
Estudou Ciências Políticas, se casou com Yasmine, uma advogada irano-americana,
e teve três filhas: Noor, Iman e Farah. Mas, como caiu o reino que supostamente
iria herdar?
·
De xá à aiatolá no Irã
Mohamed
Reza Pahlavi reinou como monarca do Irã durante 37 anos. Nesse período, o país
experimentou um processo de ocidentalização e crescimento econômico, enquanto
buscava recuperar o orgulho nacional e a história pré-islâmica do Irã, segundo
descreve o jornalista Ali Hamedani, do serviço persa da BBC.
Na
década de 1960, as mulheres conquistaram o direito ao
voto e
passaram a ter direitos relativamente semelhantes aos dos homens, mas, ao mesmo
tempo, o xá enfrentava duras críticas pelo seu estilo autocrático e pela falta
de democracia. Muitos se recordam da era Pahlavi como uma época de rápida
modernização e vínculos mais estreitos com o Ocidente. Outros, no entanto, se
lembram de uma época marcada pela censura e pela temida polícia secreta Savak,
o serviço de inteligência e segurança interna do Irã entre 1957 e 1979.
O clero
muçulmano xiita acusava o xá de ir contra os valores islâmicos, enquanto os
grupos de esquerda, influenciados pela extinta União Soviética, pediam por mais
igualdade dentro do país. Até meados de 1978, poucos podiam imaginar uma
revolução capaz de transformar profundamente o Irã.
Mas, em
poucos meses, os protestos envolveram intelectuais de esquerda, nacionalistas,
secularistas e islamistas, no que ficou conhecido como a Revolução Iraniana de
1979.
Ao
longo de 1978, os manifestantes contrários ao xá passaram a expressar, cada vez
mais fortemente, suas reivindicações em termos religiosos. Até que, no final
daquele ano, a retórica islamista começou a ganhar força nas ruas. Nesse
contexto, o aiatolá Ruhollah Khomeini voltou ao Irã depois de 14 anos de exílio
no Iraque e na França por se opor ao regime, posicionando-se como o único capaz
de unificar as diversas correntes em torno de um eventual governo islâmico. A
Revolução Iraniana terminou com a queda da monarquia e abriu espaço para a
inauguração da atual República Islâmica.
Os EUA
haviam sido um aliado indiscutível do xá. Por isso, em novembro de 1979, um
grupo de estudantes e militantes islamistas, contrários à monarquia, tomou a
Embaixada dos EUA em Teerã em apoio à Revolução Iraniana e manteve reféns cerca
de 50 americanos durante 444 dias. Dez anos depois, em 1989, o aiatolá Khomeini
morreu, e o então presidente do Irã, Ali Khamenei, foi designado como novo
líder supremo. Khamenei, a quem Reza Pahlavi questiona, governa o país desde
então, e cumpre o papel de chefe de Estado, além de controlar o Corpo da Guarda
Revolucionária Islâmica, entre outras funções.
·
A política desde o exílio
Após
seu pai ter sido derrubado, Reza Pahlavi abandonou o treinamento no Texas e se
reuniu com sua família no Cairo em março de 1980. Em 31 de outubro do mesmo
ano, meses depois da morte do xá, Reza Pahlavi, que tinha 20 anos, se declarou
como o novo rei do Irã, chamando a si mesmo de "Reza Xá 2º". Do
exílio, ele afirmou que era o herdeiro legítimo do trono da dinastia Pahlavi.
No
entanto, o governo dos Estados Unidos anunciou que não o apoiava.
Era
1980, último ano da presidência do democrata Jimmy Carter, que estava na Casa
Branca desde 1977, e o ano em que o republicano Ronald Reagan ganhou as
eleições em novembro. Em março de 1981, por ocasião do Ano Novo persa, Pahlavi
fez uma declaração pedindo a todos os opositores do governo iraniano que se
unissem, e lançou um chamado para "a resistência nacional".
A
partir desse momento, ele se manteve ativo na política do exílio, confiando em
seu legado familiar, redes de apoio na Europa e nos Estados Unidos, além do
respaldo de algumas correntes iranianas que se opõem ao sistema islâmico.
Depois
de viver por vários anos no Egito e no Marrocos, Reza Pahalvi se mudou, em
1984, para Maryland, nos Estados Unidos, e fixou residência em um subúrbio da
capital americana, onde ainda vive com a esposa.
Pahlavi
afirma que o Irã deve ser um estado democrático e secular, e que a religião
deve ser separada do Estado.
"Acredito
que o Irã deveria ser uma democracia parlamentar secular, e o povo decidir a
forma final do Estado", disse em 2018, durante uma conferência no The
Washington Institute for Near East Policy, onde pediu apoio aos
iranianos que tentam substituir o regime atual por uma democracia secular.
Em
fevereiro de 2023, Pahlavi falou ao jornal britânico Daily Telegraph e
reiterou que a decisão sobre qual forma de governo o Irã deveria adotar diante
de uma eventual queda do aiatolá Khamenei, cabe ao povo iraniano, e que ele não
pretende se candidatar a nenhum cargo político.
Em
março de 2023, ele enfatizou que o secularismo é necessário para a democracia e
defendeu meios não violentos para derrubar o governo iraniano.
Pouco
depois, Reza Pahlavi e sua esposa, Yasmine, visitaram Israel em uma
tentativa de reconstruir as relações históricas entre Irã e Israel. Ali, ele
visitou o Muro das Lamentações e o Museu Yad Vashem (museu do Holocausto), e se
reuniu com o presidente israelense Isaac Herzog e com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
·
'Momento muro de Berlim'
Após os
bombardeios de Israel ao Irã e o ataque dos Estados Unidos às suas instalações
nucleares, Pahlavi acredita que o momento político para pôr fim ao sistema de
governo da República Islâmica está se aproximando. "Este é o nosso momento
Muro de Berlim", disse em um comunicado que compartilhou nas redes
sociais.
Em
declaração à imprensa, afirmou que o que parecia impossível há cinco anos agora
é possível, citando como exemplo o colapso inesperado da União Soviética, que
aconteceu em poucos dias. Os Estados Unidos, contudo, negam estar por trás de
um possível plano para mudança de governo no Irã, apesar de o presidente Donald Trump ter mencionado
isso em uma mensagem nas redes sociais.
Pahlavi
enfatiza que já existem planos prontos para transformar o Irã em um sistema
democrático, caso o aiatolá Khamenei caia. Para o herdeiro do xá, a crise
econômica e política que o país vive, além da pressão internacional e o
crescente isolamento, fazem com que o regime se encontre em uma situação frágil
e instável.
Nas
últimas quatro décadas, Pahlavi tem tentado se apresentar como uma terceira via
entre o regime da República Islâmica e o caos ou golpes militares. No entanto,
ele enfrenta grandes desafios. Entre eles, a ausência de uma base popular real
dentro do Irã e as profundas divisões entre as correntes de oposição no
exterior.
Além
disso, a imagem negativa associada ao governo de seu pai — devido às violações
de direitos humanos e o domínio do aparato de segurança — ainda pesa contra
ele. Vários analistas acreditam que sua aproximação com Israel pode levá-lo a
perder apoio popular dentro do país, especialmente entre grupos conservadores
ou nacionalistas que veem Israel como um inimigo estratégico.
Outras
correntes da oposição iraniana rejeitam a ideia de que Pahlavi recupere o poder
ou até mesmo que lidere uma transição, destacando que lhe falta carisma
político e capacidade para liderar uma ampla aliança. Por outro lado, seus
apoiadores entendem que sua imagem moderada, seus vínculos com o exterior e
seus antecedentes seculares o colocam em uma posição favorável para liderar uma
eventual transição para um novo governo, evitando, assim, cenários sangrentos
como nas transições de países como Síria, Líbia e Iraque.
Fonte: The Guardian/BBC News Mundo

Nenhum comentário:
Postar um comentário