Ângela
Carrato: As jogadas do Grupo Globo para criar uma Lava Jato 2.0
Quando
o então banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no aeroporto de
Guarulhos, em 17 de novembro, tentando embarcar para a Europa, muitos
telespectadores do Jornal Nacional não prestaram a devida
atenção.
A
situação começou a mudar no dia seguinte, quando o Banco Central liquidou
extrajudicialmente o Banco Master, de Vorcaro, por uma série de crimes que
vinha cometendo contra o sistema financeiro. Milhares de pessoas foram
atingidas.
Ficava
claro que a viagem de Vorcaro não tinha nada a ver com fechar a venda do Master
para um suposto investidor estrangeiro, como alegou.
Era
tentativa de fuga mesmo.
O rombo
do Master foi avaliado em R$ 5 bilhões, número que, passados três meses,
devidamente recalculado ultrapassa R$ 50 bilhões, se considerados os outros
sete estabelecimentos financeiros, entre fintechs e assemelhados, que
integravam o seu sistema. Todos igualmente liquidados pelo BC.
Apontado
como um dos maiores escândalos financeiros da história do Brasil, o caso chama
atenção pelo volume de recursos envolvidos e pela teia que Vorcaro construiu,
sempre buscando blindagem e vantagens para seus interesses e negócios.
Mesmo
contando com cobertura especializada em economia, finanças e negócios –
inclusive um jornal, o Valor Econômico – o grupo Globo e,
menos ainda o JN, nunca viram nada errado na quase meteórica
trajetória de sucesso de Vorcaro.
O maior
grupo de mídia corporativa brasileiro nunca alertou seu público sobre os riscos
de bancos ou financeiras que prometem retornos astronômicos aos clientes,
pagando valores muito acima dos praticados pelo mercado.
Chama a
atenção, igualmente, como um escândalo que envolve basicamente setores do
mercado financeiro, políticos de direita e extrema-direita vêm sendo jogado
pelo grupo Globo no colo do STF e do governo federal.
Na
primeira vez em que foi preso, Vorcaro ficou oito dias na cadeia. Seus
advogados conseguiram que fosse solto, mediante o uso de tornozeleira.
Em 4 de
março, na terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia
Federal e autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça, ele voltou a ser
preso preventivamente devido a suspeitas de novas fraudes bilionárias,
interferência nas investigações, intimidação de empresários, jornalistas e
ex-funcionários.
De São
Paulo, Vorcaro foi transferido para uma cela na Superintendência da PF, em
Brasília, onde se encontra e já deu início às tratativas para fazer delação
premiada.
O JN parece
apostar todas as suas fichas nesta delação, que será conduzida pelo ministro
Mendonça e por um setor a ele ligado na Polícia Federal.
O
esperado era que o JN e o restante da mídia corporativa
vasculhassem os negócios do ex-banqueiro, a fim de elucidar suas conexões e
como conseguiu ludibriar tanta gente.
Nada
disso aconteceu. O JN, por exemplo, vem se limitando a uma
cobertura para lá de protocolar.
O JN não
se mostra minimamente interessado nas investigações da Polícia Federal sobre
Fundos Públicos do Rio de Janeiro e do Amapá ou no Banco de Brasília, que
pertence ao governo do Distrito Federal.
Investigações
que deixam claro como, sem qualquer justificativa e contrariando pareceres
técnicos, seus gestores aplicaram milhões no Master.
O
objetivo era claro: tentar capitalizar o banco e impedir a sua insolvência,
pouco somando com o que poderia acontecer com as pensões e aposentadorias de
milhares de funcionários públicos a ele vinculados.
O Fundo
Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência)
aplicou quase R$ 1 bilhão, em diferentes momentos, em títulos de alto risco do
Master.
A
operação investigada pela PF (Operação Barco de Papel) levou à prisão
ex-diretores e gerou riscos aos pagamentos de aposentados.
O
assunto desapareceu do JN.
O Amapá
Previdência (Amprev) foi igualmente investigado pela PF na Operação Zona
Cinzenta, por ter investido R$ 400 milhões em Letras Financeiras do Banco
Master, um ativo de alto risco e sem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito
(FGC).
O
assunto igualmente desapareceu do JN.
Várias
prefeituras e institutos de previdência municipais aplicaram recursos em fundos
do Master, totalizando quase R$ 2 bilhões. Entre eles estão municípios de São
Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Pernambuco e
Amazonas.
Pelo
visto os editores do JN consideram este assunto irrelevante.
Pior
ainda. De todos os casos, talvez o mais emblemático seja o do Banco de Brasília
(BRB), cuja direção chegou a propor a compra do Master pela instituição.
A
operação previa a aquisição de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais
e 58% do capital total do Master. Após mais de cinco meses de análise, o Banco
Central oficialmente rejeitou a compra.
A
rejeição levou Vorcaro ao desespero e deu origem à fantasiosa história de que
havia um investidor estrangeiro interessado no negócio.
As
operações de fundos estaduais, municipais e do BRB têm em comum além de usarem
dinheiro público para tentar salvar um banco inadimplente, serem conduzidas sob
a batuta de políticos de extrema-direita ou de integrantes do Centrão.
Era de
se esperar que, a partir daí, políticos como o agora ex-governador do Rio de
Janeiro, Cláudio Castro (PL), e os do Amapá, Clécio Luis (União) e de Brasília,
Ibanes Rocha (MDB), ganhassem os holofotes do JN.
Certo?
Negativo. Através da
colunista do jornal O Globo, Malu Gaspar, a família Marinho entrou
em cena para tentar imprimir uma nova narrativa a estes fatos.
Gaspar
publicou em seu blog, em 18 de dezembro, que havia um contrato milionário da
mulher do ministro Alexandre de Moraes com o enrolado Banco Master. A
informação obtida com exclusividade segundo ela, havia sido checada com fontes
diferentes, todas em off.
Foi o
bastante para que as reportagens dos veículos do Grupo Globo e também as dos
demais veículos da mídia corporativa se voltassem unicamente para este aspecto.
Sem
dúvida a nova narrativa foi bem sucedida.
Ao
invés de se discutir a corrupção de Vorcaro e dos políticos de oposição que o
auxiliaram, a bola da vez passou a ser Alexandre de Moraes e por extensão, o
próprio STF.
Ministro
de maior protagonismo na Suprema Corte, por ter sido o relator do inquérito dos
atos golpistas, ter levado a julgamento e colocado na prisão o ex-presidente
Jair Bolsonaro e militares de alta patente, ele sempre esteve na mira da
extrema-direita.
Do
ponto de vista legal, não há qualquer irregularidade neste contrato. Moraes não
é o único ministro, na composição atual e nem nas anteriores do STF, em que
familiares também possuíam escritórios de advocacia. Some-se a isso que ele não
é e nem foi responsável por qualquer julgamento envolvendo o Banco Master no
STF.
Além do
contrato milionário – R$ 129 milhões a serem pagos em parcelas de R$ 3 milhões
mensais ao escritório de sua esposa – Gaspar insinuava que Moraes teria tido
conversas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na tentativa de
evitar a liquidação do Master.
Moraes
e Galípolo negam que tais conversas tenham tido este teor.
Não
faltaram entre as vozes mais exaltadas na direita e na chamada esquerda
“liberal” quem defendesse que Moraes deveria renunciar ao cargo.
O
ministro Dias Tóffoli, então relator do processo do Banco Master, foi o próximo
a entrar na mira do Grupo Globo.
Descobriu-se
que seus irmãos e, em última instância, ele próprio, havia tido negócios com
empresas de Vorcaro num resort em Santa Catarina.
Tóffoli
inicialmente negou, mas acabou admitindo a sociedade já desfeita. Mesmo assim,
a pressão foi tão grande que acabou abrindo mão da relatoria e se declarando
impedido para julgar qualquer assunto envolvendo o banco.
O
comentarista da Globonews, TV paga da família Marinho, Fernando Gabeira, chegou
a defender o fechamento do STF. Depois, voltou atrás.
Foi
nesse contexto que, por sorteio, a relatoria do caso caiu nas mãos do ministro
André Mendonça, o “terrivelmente evangélico”, indicado para a Suprema Corte por
Bolsonaro.
A
partir de então, o JN passou a dedicar a Mendonça enormes
espaços em seu noticiário, lembrando muito o feito com o então juiz Sergio
Moro, ainda hoje uma espécie de “herói” para a família Marinho.
Enquanto
a mídia corporativa, grupo Globo à frente, batia impiedosamente nos ministros
Moraes e Tóffoli, as investigações da PF apontavam para fatos da maior
relevância.
Um
deles foi a descoberta de como, através de um grupo denominado A Turma, Vorcaro
montou um esquema de milícia privada, cujo objetivo era pagar propina para
apoiadores e ameaçar ou intimidar adversários.
O chefe
da Turma era o próprio cunhado de Vorcaro, o ex-pastor da Igreja da Lagoinha,
em Belo Horizonte, Fabiano Zettel. Já o capanga, encarregado de executar as
ordens, era Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.
O grupo
Globo contou esta história pela metade, enfatizando apenas a parte que lhe
convinha.
Um dos
seus colunistas, Lauro Jardim, estar na lista dos que poderiam receber uma
surra de Sicário, mereceu todo destaque, a partir do vazamento de um dos
celulares de Vorcaro periciados pela PF.
Já o
envolvimento da Igreja da Lagoinha, uma espécie de QG para as operações de
Zettel, foi deixado de lado.
Estavam
de volta os vazamentos seletivos por parte de uma ala da PF.
Isso
somado ao fato de o Caso Master ter agora como relator um ministro amigo do
Grupo Globo colocou em cena, outra vez, a lembrança dos lamentáveis tempos da
mentirosa Operação Lava Jato, que prendeu Lula sem provas e quase destruiu a
indústria brasileira.
Não
deve ter passado despercebido para o telespectador mais atento, como Mendonça
se tornou presença quase diária no JN, a exemplo do que aconteceu
no passado com Sergio Moro.
Preso
pela Polícia Federal durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que
investiga o esquema, Sicário tentou se enforcar com a própria camisa dentro da
cela, na Superintendência da PF em Belo Horizonte, enquanto aguardava a
audiência de custódia.
Acabou
morrendo no dia seguinte num hospital em Belo Horizonte, para onde, segundo a
versão oficial, foi levado ainda com vida.
O
assunto, que deveria ter merecido cobertura e acompanhamento detalhados pela
mídia, foi abafado.
Sicário
era uma espécie de arquivo das atividades criminosas de Vorcaro e não há
justificativa para uma morte, em circunstâncias tão estranhas, não merecer a
devida apuração.
Nenhum
repórter do JN foi escalado para cobrir seu funeral e não há
depoimento de familiares seus.
Estavam
com medo? Não quiseram falar?
Sicário
pode ser comparado ao miliciano e ex-capitão do BOPE Adriano da Nóbrega,
acusado de chefiar o “escritório do crime” da família Bolsonaro, ou mesmo a
Paulo César Farias, o ex-tesoureiro de campanha de Fernando Collor. Ambos
morreram em situações igualmente estranhas.
Voltando
ao cerne do caso Master, mesmo com todo o diversionismo da mídia corporativa, a
extrema direita se viu implicada, através das investigações da PF dando conta
de que Zettel repassou R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro à reeleição,
em 2022, e R$ 2 milhões para Tarcísio de Freitas, então candidato ao governo de
São Paulo.
Zettel
foi identificado pela PF como o maior doador pessoa física para ambas as
campanhas. Ele se encontra preso no interior de São Paulo.
Para
encerrar qualquer dúvida sobre estas doações, o próprio presidente nacional do
PL, agremiação de Bolsonaro, Valdemar da Costa Neto, confirmou a existência
delas.
Esta
não seria outra importante pauta para a mídia corporativa brasileira se
quisesse fazer jornalismo?
De novo
o JN fingiu que não viu nada, ao contrário de veículos como
o Correio Braziliense, Brasil de Fato e CNN,
que divulgaram estas doações e pediram investigações.
A
“cegueira” do JN permaneceu até mesmo quando as denúncias
bateram às portas da Igreja da Lagoinha e de seu banco denominado Clava Forte,
apontados pela PF como espaço para lavagem de dinheiro para a turma do Master.
Nem a
coincidência desta igreja ter Zettel como antigo pastor e dele ter fundado, em
2024, a unidade de luxo Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, cujas atividades
foram encerradas às pressas em 15 de março, mostrou-se capaz de despertar o
interesse de produtores e repórteres do JN.
Sem
dúvida esta história tinha tudo para se tornar, no mínimo, um excelente Globo
Repórter ou uma reportagem eletrizante no Fantástico, bem
diferentes das irrelevâncias com que esses dois programas da TV Globo costumam
entreter seus incautos telespectadores.
Também
não deve ter parecido interessante para os produtores do JN o
fato desta igreja ser a frequentada por um dos expoentes da extrema direita
brasileira, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e por ninguém menos do que o
senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a CPMI do INSS.
O fato
de Carlos Viana ter repassado R$ 3,6 milhões em emendas pix para a Fundação
Oásis, descrita como o braço social da Igreja Batista da Lagoinha, também não
foi notícia no JN.
Em vez
disso, o telejornal da família Marinho abriu todas as baterias contra o filho
mais velho do presidente Lula, Fábio Luiz, tentando imputar-lhe, sem quaisquer
provas, a pecha de corrupto. (Este tema será aprofundado na quarta matéria
desta série).
Instalada
em agosto de 2025 para investigar fraudes, descontos ilegais e empréstimos
indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, com prejuízos estimados
em R$ 6 bilhões, esta CPMI foi proposta pela oposição na tentativa de desgastar
o governo Lula. Até agora sem sucesso.
Talvez
por isso, o clímax da família Marinho contra Lula e o PT tenha acabado por
acontecer através do episódio do powerpoint sobre as ligações
de Daniel Vorcaro, apresentado pela jornalista Andréia Sadi no programa Estúdio
i, da GloboNews.
Do
nada, um quadro que lembrava o powerpoint exibido em 2016 pelo
chefe da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para incriminar Lula foi
exibido na sexta-feira (20).
Na
maior cara de pau, entre as principais conexões de Vorcaro figuravam Lula,
Galípolo e o PT.
Com
Lula a PF tem tido toda liberdade para investigar, Galípolo foi o presidente do
BC que decretou a liquidação do Banco Master e nenhum ministro, deputado ou
prefeito do PT figura entre os que participaram do esquema com o Master.
Na
retratação, a emissora reconheceu o erro no uso do material visual e disse que
o conteúdo não refletia adequadamente o “rigor editorial” adotado pela redação.
O ridículo pedido de desculpas não mencionou diretamente o nome de Lula.
Que o
tal powerpoint nunca foi iniciativa da jornalista é óbvio. A
hierarquia em todos os veículos do grupo Globo é tamanha, que jamais algo assim
teria lugar. Se não foi um “erro” da repórter, de quem é a responsabilidade?
O
histórico de Sadi é o de fazer o jogo do patrão. O mesmo jogo que fazem Malu
Gaspar, Merval Pereira e Carlos Alberto Sardenberg. Não passam de peças numa
engrenagem maior. Peças desprovidas de qualquer ética ou senso de compromisso
para com a informação.
Uma das
utilidades do tal powerpoint, obviamente não mencionada no pedido
de desculpas, foi abastecer as redes sociais da extrema-direita que, desde
então, não falam em outra coisa.
Como
estudiosa da mídia, arrisco a observação de que a escolha de um programa da
GloboNews e não uma reportagem no JN para divulgar este
mentiroso powerpoint não se deu ao acaso.
Uma das
vantagens de um conglomerado de mídia, como o Globo, é de poder lançar mão de
veículos específicos para ações determinadas. As ações mais pesadas nunca
começam nos veículos de maior audiência. Sempre são testadas nos veículos
menores.
Não se
tratou de erro ou equívoco, mas de um teste. E um teste que se valeu de algo
ainda muito presente na memória do povo brasileiro como o powerpoint dos
tempos da Lava Jato. Dito de outra forma, a GloboNews acionou um gatilho na
memória dos seus telespectadores.
A
empresa terá feito isso por conta própria ou contou com “assessoramento” do Tio
Sam, como na época da Lava Jato?
Se a
reação não tivesse sido tão intensa e rápida como foi pelas redes sociais
progressistas e pela mídia independente, possivelmente a família Marinho se
sentiria encorajada a dar passos mais largos no combate ao governo Lula.
Por
isso, é preciso atenção redobrada, pois o Grupo Globo joga pesado e de forma
calculada.
Em
curtíssimo espaço de tempo, atacou o filho mais velho do presidente Lula e o
próprio presidente.
Sintomaticamente,
o responsável por todos os crimes cometidos pelo Banco Master, Roberto Campos
Neto, não foi sequer mencionado no powerpoint ou na retratação
da emissora.
Foi ele
quem permitiu a instalação de fintechs e de bets no país sem qualquer
regulação.
Durante
a sua gestão, a turma do Master esteve 24 vezes no BC e hoje se sabe que dois
diretores da instituição, agora devidamente afastados e respondendo processo
administrativo, funcionavam como consultores privados para Vorcaro.
Tamanho
silêncio sobre Campos Neto no JN e em todo o Grupo Globo tem
explicação.
O
patriarca Roberto Marinho, com o cinismo que lhe era peculiar, justificaria que
Campos Neto é um “amigo da casa”.
Na
realidade é bem mais do que isso.
Depois
que deixou o BC, Campos Neto assumiu uma das vice-presidências do Nubank, cuja
relação com a família Marinho é de sociedade e investimento estratégico.
Através
da Globo Ventures, a gestora de capital de risco comandada por Roberto Marinho
Neto, a família investe em diversas empresas, incluindo o Nubank.
Campos
Neto é, portanto, uma espécie de funcionário de uma empresa em que a família
Marinho é sócia.
Deve
ser mera “coincidência” o fato de o Nubank patrocinar o JN. Da
mesma forma que não deve passar de “coincidência” o Banco Will, uma das
fintechs ligadas ao Master liquidadas pelo BC, ter patrocinado o programa do
global Luciano Huck.
Outra
enorme “coincidência” certamente deve ter sido o Banco Master patrocinar a
festa de 25 anos do jornal Valor Econômico, em 2024, em Nova York.
O
evento reuniu a nata do mercado financeiro brasileiro em um dos hotéis mais
requintados da cidade e a cerimônia foi aberta por ninguém menos do que Daniel
Vorcaro.
Ele fez
questão de demostrar sua amizade para com dirigentes do Grupo Globo e de chamar
pelo nome cada um dos diretores e colunistas seus amigos que lá se encontravam,
a exemplo de Malu Gaspar e de Lauro Jardim.
Não por
acaso o JN se mostra tão entusiasmado diante da provável
delação de Vorcaro, que será conduzida por André Mendonça.
Mesmo
diante de todas as evidências de que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio
Castro, deveria ser cassado e tornado inelegível num processo que não tem nada
a ver com o Banco Master, Mendonça preferiu votar a favor do réu. Foi voto
vencido, mas deixou claro de que lado se encontra.
Se a
delação de Vorcaro conterá informações verdadeiras e elucidativas, que possam
contribuir para que toda a corrupção do Master venha à tona, é algo a ser
conferido.
O certo
é que em ano eleitoral, se alguém ainda tinha dúvidas de que a família Marinho
aposta em uma Lava Jato 2.0, não precisa ter mais.
Fonte:
Viomundo

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