Ângela
Carrato: O que o Grupo Globo esconde sobre o aumento dos preços dos
combustíveis
Mesmo
não tendo nada a ver com a absurda guerra de Trump e de Netanyahu contra o Irã,
o governo Lula está muito preocupado com seus efeitos para a economia
brasileira e, sobretudo, para a vida da população.
Já nos
primeiros dias da guerra, adotou uma série de medidas emergenciais e
diplomáticas frente à crise. Medidas que envolvem bilhões em crédito pelo BNDES
para exportadores, isenção de impostos federais sobre o diesel, tributação de
12% sobre a exportação de petróleo e fiscalização de preços nos postos.
Apesar
da gravidade da situação, inúmeros dos 8 mil postos existentes no país estão se
aproveitando da crise para aumentar o preço do combustível, o que atinge
diretamente o bolso do consumidor, projeta alta geral de preços e da inflação.
Além da
ganância dos donos dos postos, também as redes sociais de extrema-direita
entraram no assunto, espalhando mentiras de que os combustíveis vão faltar.
Sabe-se
também que a extrema-direita estava por trás da tentativa de mobilizar os
caminhoneiros para uma greve nacional. Algo gravíssimo, especialmente neste
momento e num país movido pelo transporte rodoviário.
O
governo Lula agiu rápido, houve negociação com os caminhoneiros e o risco de
greve foi debelado.
A mídia
corporativa, que tem dado tanto destaque à guerra, ignorou tudo isso. Finge
desconhecer os esforços do governo Lula e, sobretudo, se mostra criminosamente
calada diante de aumentos abusivos, que em muitos locais ultrapassam 100%.
Não é
explicado para a população porque mesmo a Petrobras tendo baixado o preço em
suas refinarias, o valor cobrado pelo litro da gasolina, do diesel e até do
etanol (álcool) continua aumentando.
Estes
aumentos, que impactam diretamente no bolso do consumidor, não são notícia
no Jornal Nacional e nem na maioria dos veículos da mídia
corporativa, mesmo diante da intensa fiscalização realizada pela Agência
Nacional do Petróleo (ANP) e Procons.
O que
está acontecendo?
Entender
o que se passa envolve conhecer como esta mídia funciona, em especial o seu
principal conglomerado, o Grupo Globo.
Era de
se esperar, por exemplo, que o JN, noticiário de maior audiência do
grupo e da própria TV brasileira, esclarecesse a opinião pública.
No
entanto, o que se verifica é uma espécie de contorcionismo editorial, através
do qual se fala muito sobre a guerra (ver primeira matéria desta série), mas há
omissão, manipulação e mentiras quanto se trata dos aumentos nos preços dos
combustíveis.
Vamos
aos fatos.
Quando
o presidente Lula e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, estiveram no
último dia 20, na refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), eles explicaram
detalhadamente o que está acontecendo.
Além de
anunciarem investimentos de R$ 9 bilhões na empresa, com a previsão de gerar 36
mil empregos, durante a entrevista coletiva Lula foi certeiro: as criminosas
privatizações de refinarias e da BR Distribuidora feitas por Bolsonaro
retiraram da Petrobras instrumentos capazes de controlar estes preços.
À
noite, a reportagem do JN exibiu cenas da refinaria, uma fala
totalmente fora de contexto da presidente da Petrobras e nada do que disse
Lula.
Por que
a censura a um pronunciamento crucial para a população entender o que está
acontecendo?
Um dos
objetivos do ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, queridinho da
família Marinho e de toda a mídia corporativa brasileira, era privatizar a
Petrobras. Objetivo que ele conseguiu apenas em parte, devido à forte
resistência dos petroleiros e da própria população.
A
privatização visava atender aos interesses internacionais. Após o golpe contra
a presidente Dilma Rousseff, em 2016, o governo Michel Temer (2016-2018)
promoveu uma mudança estrutural na política petrolífera, encerrando a
obrigatoriedade de a Petrobras ser operadora única e ter participação mínima de
30% no pré-sal.
Oficialmente,
a medida visava atrair capital estrangeiro, mas na prática, ampliou a presença
de multinacionais na exploração do petróleo, implicando significativa perda de
soberania nacional.
O
governo Jair Bolsonaro (2019-2022) deu continuidade ao processo com Paulo
Guedes anunciando a privatização de diversas subsidiárias e de 8 das 13
refinarias da Petrobras, sob o mentiroso argumento de “reduzir a dívida da
estatal e aumentar a concorrência”.
O
absurdo era tamanho, que Guedes conseguiu privatizar apenas uma dessas
refinarias, a Landulfo Alves, na Bahia, vendida para o fundo Mubadala dos
Emirados Árabes, e renomeada como Refinaria de Mataripe. As outras sete
entraram no chamado “plano de desinvestimento” que em muito as prejudicou.
É
importante lembrar que nessa época estava no auge a Operação Lava Jato, que,
como agora se sabe, sob os auspícios dos Estados Unidos, tinha como objetivo
criminalizar a empresa e retirar da vida pública o então ex-presidente Lula.
Foi na
privatização da Refinaria Landulfo Alves que Bolsonaro e a esposa Michele
receberam de presente aquelas joias cravejadas de brilhantes.
Do
ponto de vista do interesse popular, a privatização da BR distribuidora, a
maior rede de postos que garantia a chegada do combustível ao consumidor, foi a
mudança mais dramática.
Além de
quebrar a lógica da Petrobras, que envolvia o ciclo “do poço ao posto”,
retirava da empresa a capacidade para controlar preços do combustível e impedir
abusos.
Entre
2019 e 2021, período em que a BR Distribuidora passou para o controle privado e
foi renomeada como Vibra Energia, a Petrobras viu-se obrigada a ir vendendo sua
participação. O JN não só aplaudia como não poupava
referências positivas ao ministro Guedes.
Além de
mostrá-lo como pessoa “dinâmica e eficiente”, o mercado também fez a sua parte,
difundindo a metáfora criada por Bolsonaro durante a campanha eleitoral de
2018, de que Guedes era o seu “Posto Ipiranga”.
A
analogia fazia referência à propaganda dos postos de gasolina desta rede, onde,
para qualquer problema ou dúvida, a resposta era “pergunta lá no Posto
Ipiranga”. No caso, Guedes seria o detentor de todo o conhecimento sobre
economia, privatizações e austeridade fiscal.
Como já
tive oportunidade de mostrar em outro momento desta série, a observação
cuidadosa sobre os termos utilizados pela mídia é reveladora.
No caso
específico, Bolsonaro, um capacho dos Estados Unidos, definir seu principal
auxiliar como “Posto Ipiranga” expõe o seu desprezo por tudo o que é público e
o seu compromisso com o interesse de uns poucos.
Não por
acaso, em 2022 executivos do Grupo Ultra, que controla os Postos Ipiranga,
foram cotados para cargos no Ministério da Indústria. Se dependesse de
Bolsonaro e Guedes, o Estado poderia até deixar de existir, com o mercado
assumindo o comando.
O nome
disso, que a mídia corporativa brasileira esconde do seu respeitável público, é
“neoliberalismo predador”. O termo se refere à fase contemporânea do
capitalismo que maximiza privilégios e exclusões.
Este
modelo intensifica a desregulamentação, resultando em injustiças sociais e
concentrando riqueza, ao mesmo tempo em que possibilita à extrema-direita
capitalizar o descontentamento popular a seu favor.
A mídia
corporativa tem papel central neste processo, pois além de constatar os
problemas, os joga no colo de quem tenta enfrentá-los, como se fosse o seu
responsável.
É o que
está ocorrendo com Lula.
Em
Betim, por exemplo, ele anunciou que pretende reestatizar a refinaria Landulfo
Alves. Quanto à BR Distribuidora, o que se sabe é que no contrato firmado pelo
governo Bolsonaro e a Vibra, a Petrobras fica proibida, até 2029, de criar rede
própria de distribuição.
Inúmeros
postos que não pertencem mais à Petrobras continuam se valendo desta bandeira e
da confiança que sempre despertou no consumidor brasileiro. Pelo contrato de
venda, a empresa Vibra poderá usar esta marca até 2029. Espera-se que esse
prazo possa ser abreviado, especialmente num momento crucial como o que estamos
vivendo.
No dia
seguinte à fala de Lula, parlamentares, majoritariamente do PT, criaram uma
Frente Parlamentar Mista Pela Reestatização da BR Distribuidora.
A
frente tem o apoio dos sindicatos da categoria, da Federação Única dos
Petroleiros (FUP) e de outras entidades sindicais. O objetivo é combater o alto
preço dos combustíveis, uma vez que a privatização foi equivocada e prejudicou
o consumidor.
O JN ignorou
o assunto, preferindo levar ao ar um “povo fala”, com as pessoas espantadas,
preocupadas e irritadas com o aumento no preço dos combustíveis.
Até
preço do etanol, que não tem nada a ver com a guerra dos Estados Unidos e de
Israel contra o Irã, também disparou nas bombas. No caso, é o agronegócio em
parceria com a distribuição privada, se aproveitando da situação para aumentar
o faturamento.
Além de
esconder os motivos pelos quais o governo federal enfrenta dificuldade para
conseguir reduzir o preço dos combustíveis, o Grupo Globo deve ter circulado
determinação para que nenhum de seus veículos mostre a realidade como ela é.
Na
época em que o patriarca do grupo, Roberto Marinho, estava vivo, estas ordens
eram conhecidas como “voz do trono”.
Na
terça-feira (24), o portal G1, que pertence ao conglomerado,
veiculou o podcast “O Assunto”, comandado pela jornalista Natureza Nery,
denominado “O cerco à alta nos preços dos combustíveis”.
Entre
os convidados estava o repórter Fábio Couto, do Valor Econômico,
que também pertence ao conglomerado. Especializado no setor de energia há mais
de 20 anos, Couto falou de tudo, menos do fato de que os aumentos abusivos de
preços decorrem da privatização da BR Distribuidora.
A “Voz
do trono” foi seguida à risca.
Couto
não disse, por exemplo, que com o mercado no comando, a lógica é a maximização
dos preços. E que se danem os consumidores.
O
podcast abordou ainda outros aspectos do assunto, como a proposta do governo de
isentar o diesel de tributos federais (PIS/Cofins) até maio para conter os
preços e solicitou que os estados isentassem o ICMS do diesel por igual
período, com contrapartida de 50% de compensação federal.
Mesmo
buscando parecer imparcial, o podcast deixou nítido que tem lado, escondendo a
raiz do problema e dando razão aos governadores, a maioria de extrema-direita,
que não aceita acompanhar o governo federal numa medida fiscal importante e
necessária neste momento.
A
impressão que fica, para quem ouve o podcast até o final, é de que a
responsabilidade pelo problema é do governo Lula.
O
impacto disso num ano eleitoral, em que Lula busca a reeleição, pode ser
grande.
Não é
nenhuma novidade para quem estuda a mídia brasileira, o comportamento dos seus
principais veículos contra a Petrobras.
A ordem
no Grupo Globo é falar sobre os combustíveis, mas ignorar as razões pelas quais
o governo está tendo dificuldade na redução destes presos.
A
determinação é esconder e abafar acertos e esforços do governo.
Ela
vale para todos os veículos, inclusive este podcast veiculado em streaming,
como o Spotify. Lá, em espaço fora do controle do Grupo Globo, não faltam
comentários de ouvintes do tipo: “foi um absurdo do Bolsonaro ao vender
(privatizar) refinarias, gasodutos” ou “faltou abordar a questão da
privatização da BR distribuidora pelo governo Bolsonaro”, curtidos por dezenas
de pessoas.
É
incrível como a mídia corporativa brasileira esconde a centralidade do petróleo
no momento atual e como a cobiça imperialista se faz presente.
O
bombardeio da Venezuela pelos Estados Unidos, seguido do sequestro do
presidente, Nicolas Maduro, e de sua esposa, a deputada Cilia Flores, teve o
objetivo de se apoderar das reservas petrolíferas do país, a maior do mundo.
Donald Trump não se preocupou, sequer, em esconder este fato.
Na
sequência, Trump ameaçou os governos da Colômbia e do México, também dois
grandes produtores de petróleo, e culminou, junto com Israel, no absurdo e
criminoso ataque ao Irã, cuja guerra já dura quase um mês e sem expectativa de
fim.
Também
nesta guerra, na qual Estados Unidos e Israel mataram o Líder Supremo iraniano,
Ali Khamenei e altos oficiais, o motivo é o petróleo. O Irã possui a segunda
maior reserva mundial de petróleo.
Desde o
século passado, o petróleo se converteu em item fundamental para a segurança, a
prosperidade e a própria natureza da civilização. Os países foram classificados
entre os que possuíam o “ouro negro” e os que eram obrigados a importá-lo,
pagando preços pré-fixados.
Derrubadas
de governo e guerras passaram a acontecer em função da cobiça do petróleo pelos
países imperialistas.
Há uma
vasta bibliografia sobre o tema, na qual se destacam os livros “O Petróleo. Uma
história mundial de conquistas, poder e dinheiro”, de Daniel Yergin (Editora
Paz e Terra) e “Geopolítica do Petróleo”, de Philippe Sébille-Lopez (Editora
Instituto Piaget).
A
derrubada do governo nacionalista do presidente Mahmmed Mossadegh, no Irã, em
1953, pela Inglaterra e Estados Unidos, é um caso clássico.
No
lugar de Mossadegh assumiu o xá Reza Pahlevi que, sob o argumento de modernizar
o país, abriu todas as portas para os interesses imperialistas.
A
situação só mudou com a vitória da Revolução, em 1979.
A
guerra que o Irã enfrenta neste momento mostra que o imperialismo está mais
vivo do que nunca.
No
Brasil, a luta pelo estabelecimento do monopólio estatal do petróleo e pela
criação da Petrobras foi tremenda. Deu origem a uma das maiores mobilizações
populares de que se tem noticia, a campanha “O Petróleo É Nosso”.
A
derrubada de Getúlio Vargas em 1945 e seu suicídio em 1954 guardam relação
direta com estes episódios.
Sua
carta testamento, redigida pouco antes do suicídio em 24 de agosto, deixa isso
claro. (…) “Quis criar liberdade na potencialização das nossas riquezas através
da Petrobras e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma.
(..) Não querem que o povo seja independente”.
O
governo João Goulart foi derrubado por um golpe militar apoiado pelos Estados
Unidos em 1964, por defender a Petrobras, regular o envio de lucros de empresas
estrangeiras para o exterior e encampar refinarias privadas.
O golpe
aconteceu 14 dias após anunciar estas medidas no famoso Comício da Central do
Brasil, no Rio de Janeiro, em 13 de março.
Os
chamados grandes jornais brasileiros sempre se alinharam aos interesses
estrangeiros contra o monopólio estatal e a criação da Petrobras.
Quase
todos dedicaram amplos espaços para “especialistas” de fora garantirem que
“aqui não havia petróleo”.
O então
todo poderoso dono dos Diários e Emissoras Associados, Assis Chateaubriand, o
primeiro magnata da mídia corporativa brasileira, foi porta-voz destes
interesses, seguido por Carlos Lacerda, um político-jornalista que, de tanto
trabalhar contra o Brasil, recebeu o apelidado de “o corvo”.
Em
1957, uma CPI do Senado comprovou que os jornais O Estado de S. Paulo, O
Globo e Correio da Manhã foram remunerados pela
publicidade estrangeira para moverem campanhas contra a nacionalização do
petróleo.
Em
momentos cruciais para o país se inclinaram para o golpismo e a traição aos
interesses nacionais: contra Getúlio, a Petrobrás, Juscelino Kubitschek, contra
Jango, apoiando a ditadura, Collor, Fernando Henrique Cardoso e suas
privatizações, atacando Lula e na linha de frente para a derrubada de Dilma
Rousseff.
FHC, em
seus dois governos, atuou decisivamente contra a Petrobras, a ponto de tentar
privatizá-la.
Já
tinha até uma campanha preparada: saia a marca Petrobras e entrava a Petrobrax.
Uma mudança sutil, mas que excluía o Brasil da empresa.
Lula,
no primeiro mandato, fortaleceu o quanto pode a Petrobras. O que lhe valeu todo
tipo de crítica desta mídia, Grupo Globo à frente.
Próximo
ao final de seu segundo mandato, depois de anunciar a descoberta do pré-sal
pela Petrobras, foi alvo de combate por comentaristas de O Globo,
como Carlos Alberto Sardenberg. Eles consideravam inviável a exploração do
pré-sal, pelo Brasil não deter tecnologia e pelos custos.
É
importante observar que no passado as chamadas “sete irmãs” estavam entre os
maiores anunciantes da mídia brasileira.
“Sete
irmãs” foi o apelido dado ao monopólio das sete maiores companhias de petróleo
multinacionais que dominavam o mercado entre as décadas de 1940 e 1970. Algumas
são bem conhecidas dos brasileiros: Exxon, Shell, Texaco, e Chevron.
Em que
pese a Petrobras ter se tornado uma grande empresa e também um grande
anunciante, os veículos da classe dominante brasileira, esta mídia
subimperialista, continuam trabalhando para os interesses estrangeiros.
Dessa
ausência de visão crítica não escapam nem jornalistas.
Basta
lembrar que durante décadas (1955 a 2016), o principal prêmio para o jornalismo
brasileiro foi o Esso, patrocinado pela Exxon.
Mais
ainda, durante décadas o noticiário que antecedeu ao JN, exibido
pelos Diários e Emissoras Associados, era o Repórter Esso (1941-1968),
patrocinado pela Standard Oil Company of Brazil, conhecida popularmente como
Esso Brasileira de Petróleo.
O
patrocínio fazia parte da política de boa vizinhança dos Estados Unidos durante
a Guerra Fria.
Apesar
de premiar reportagens importantes, não se tem notícia de alguma que abordasse
a penetração do capital estrangeiro no Brasil e, menos ainda, a questão do
petróleo.
No
entanto, é de 1966, o livro do jornalista Genival Rabelo, “O Capital
Estrangeiro na Imprensa Brasileira” (Editora Civilização Brasileira) hoje um
clássico, que retrata, com riqueza de detalhes, como foi implantada a Editora
Abril e como atuavam no Brasil os 15 departamentos de Relações Públicas das
grandes empresas multinacionais da época, todas com instruções absolutamente
claras de quem patrocinar.
Não é
mero acaso que o livro publicado por Rabelo no ano seguinte tenha tido o título
de “A Conquista da Opinião Pública”.
Ele
sabia do que se tratava e do que estava falando.
Voltando
à questão do aumento no preço dos combustíveis, o que a mídia corporativa
brasileira está fazendo não tem nada de novo.
É a
continuação do que sempre fez: combater governos progressistas e contribuir
para a entrega de nossos recursos minerais.
Os
editoriais de O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de
S. Paulo sobre o assunto parecem redigidos em gabinetes em Washington
ou Londres, com os “corvos” atuais atendendo por nomes como Malu Gaspar e Vera
Magalhães.
Na
recente cúpula Celac-África, na Colômbia, o presidente Lula, ao lado do
anfitrião Gustavo Petro, disse com todas as letras que o Brasil não é colônia
de ninguém e que os países do Sul Global têm o direito de utilizar seus
recursos naturais e minerais a favor do desenvolvimento e de suas populações.
Dispensável
dizer que o JN ignorou esta fala do presidente.
Fonte:
Viomundo

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