Irã
deve não negociar paz com EUA porque o país está ganhando a guerra, aponta
analista
Os
Estados Unidos propuseram um plano de paz ao Irã por desespero, opinou o
analista militar britânico Alexander Mercouris em seu canal no YouTube.
Mercouris salientou que o presidente
estadunidense, Donald Trump, está ficando em um impasse no Irã.
Na
ótica dele, os Estados Unidos precisam agora evitar a potencial catástrofe
militar que está chegando.
"Não
importa o que Trump faça, acho que ele está ficando sem tempo agora. Daí as
muitas tentativas de negociar com o Irã", ressaltou.
Segundo
o analista, Teerã não deve aceitar os termos de encerramento do conflito
que o lado estadunidense lhe propõe.
Alexander
Mercouris explicou que na verdade a vantagem e iniciativa estratégica
atualmente estão inteiramente do lado do Irã.
Portanto,
o analista militar concluiu que Donald Trump está sofrendo
fracassos e derrotas nesse conflito.
Na
quarta-feira (25), a mídia informou que os Estados Unidos haviam entregado
ao Irã um plano para acabar com o conflito de 12 pontos e três provisões,
que a Casa Branca cumpriu em troca. Como foi observado, Teerã recusou as
exigências, chamando-as de ilógicas. Nos Estados Unidos afirmaram que a
publicação contém muita desinformação, mas também contém informações
verdadeiras.
No
mesmo dia, a televisão iraniana informou que o país pretende resistir à
agressão até que todas as suas exigências sejam cumpridas. Entre elas estão
garantias de não repetição da guerra no futuro, indenização por danos e
controle sobre o estreito de Ormuz.
Na
segunda-feira (23), Donald Trump disse que as partes teriam concordado com uma
trégua, então ele ordenou uma suspensão de cinco dias dos ataques às
instalações de energia iranianas. Em Teerã, chamaram suas palavras de
operação psicológica para manipular os mercados.
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Pausa dos EUA em ataques ao Irã revela manobra diplomática, diz especialista
As
alegações dos EUA sobre suas conversas com Teerã e a "pausa de cinco
dias" nos ataques a usinas de energia iranianas podem ser interpretadas
como uma "manobra diplomática para alcançar vários objetivos
interligados", afirmou à Sputnik Asif Narimanly, analista político
azerbaijano.
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Segundo ele, estão em jogo os seguintes pontos:
🟠 Primeiro, os EUA buscam lidar com
a crise que afeta o mercado de energia, pressionados pela disparada dos
preços do petróleo após o fechamento do estreito de Ormuz;
🟠 Segundo, trata‑se de ganhar tempo:
há necessidade de repor perdas no arsenal de mísseis dos EUA e, ao
mesmo tempo, decidir os próximos passos da guerra contra o Irã — se avançar
para uma nova fase ou tentar cumprir os objetivos iniciais;
🟠 Terceiro, Washington
tenta fortalecer sua posição na guerra contra o Irã diante de forças
de oposição, tanto dentro dos EUA quanto no cenário internacional.
O
especialista reiterou que a Casa Branca sinaliza abertura para o
diálogo e, ao mesmo tempo, tenta encerrar a guerra ao impor condições que
o Irã não aceitará, incluindo exigências anteriores como a reabertura do
estreito de Ormuz.
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BRICS terá papel central na resolução do conflito no
Oriente Médio, diz enviado especial russo
O BRICS
será fundamental para superar os desafios decorrentes da escalada de tensões no
Oriente Médio, disse aos jornalistas o chefe do Fundo Russo de Investimentos
Diretos (RFPI) e representante especial do presidente russo para o investimento
e cooperação econômica com países estrangeiros, Kirill Dmitriev.
Na
ótica de Dmitriev, a cooperação no âmbito
do BRICS,
inclusive em questões da segurança energética, terá um papel fundamental no
mundo de hoje.
"Nesse
momento difícil, a cooperação entre os países do BRICS será fundamental
para superar os desafios decorrentes da escalada de tensões no Oriente
Médio", ressaltou Dmitriev nos bastidores do congresso anual da União
Russa de Industriais e Empresários (RSPP, na sigla em russo).
Ao
mesmo tempo, ele destacou que o setor energético russo desempenha um
papel bastante importante.
Segundo
Dmitriev, a energia russa é absolutamente fundamental para a sobrevivência,
neste momento, não apenas dos países do BRICS, mas de todo o mundo.
Vale
ressaltar que o congresso anual da RSPP encerra tradicionalmente as Semanas do
Negócio Russo (NRB, na sigla em russo). A Sputnik é a principal parceira
de comunicação do evento.
Anteriormente,
Dmitriev escreveu na rede
social X que
os países da UE vão ficar orgulhosamente no fim da fila para obter fontes de
energia russas. Ele salientou que as medidas tomadas na UE não suavizarão a
maior crise energética de sempre e os países da UE tentarão em breve ir
para a fila para obter energia russa.
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Conflito iraniano mostra que China é capaz de esmagar EUA
usando drones e mísseis baratos, diz revista
Ao
expor a dependência das Forças Armadas dos Estados Unidos de um pequeno número
de armamentos altamente custosos, o conflito no Oriente Médio mostra como a
China poderia sobrepujar as tropas norte-americanas, diz artigo publicado pela
revista 19FortyFive.
Segundo a publicação, os Estados Unidos
usam poucas e caras armas no conflito contra o Irã, e elas podem ser
facilmente destruídas por drones baratos e mísseis em grande quantidade.
Observando a situação no
Oriente Médio,
a China entende que isso pode se tornar uma estratégia eficaz para
combater aeronaves e navios de guerra norte-americanos em caso de conflito na
Ásia.
"O
Irã está mostrando à China que uma estratégia baseada em armas de massa de
média qualidade contra uma estreita gama de armas norte-americanas é
viável", ressaltam os autores do texto.
Além
disso, enfatiza-se que, no caso de um
confronto armado entre
os Estados Unidos e a China no leste asiático, a Força Aérea dos EUA não
poderá dominar o ar da mesma forma que no Irã.
"Se
o conflito eclodir na região do Indo-Pacífico, a China pode facilmente
superar esses caros sistemas de defesa norte-americanos usando um fluxo
contínuo de drones baratos e mísseis produzidos em massa", lê-se no
artigo.
Mais do
que isso, na opinião do autor do artigo, a guerra no Oriente Médio
revelou o pequeno número de
armamentos das
Forças Armadas dos EUA.
"Unidades
de defesa terrestre e aérea dos EUA foram puxadas para o Golfo a partir de
posições dos EUA em todo o mundo. Os estoques de mísseis e interceptores dos
EUA são baixos. A força de porta-aviões dos EUA está claramente
sobrecarregada", diz a publicação.
Em 28
de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar
alvos no Irã,
incluindo Teerã, com vítimas civis relatadas. O Irã está retaliando contra
o território israelense, bem como contra instalações militares dos
EUA na região do Oriente Médio.
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Analistas preveem quando EUA estarão sem munições para defesa antiaérea
Os
estoques norte-americanos de mísseis interceptores de defesa antiaérea avançada
e de ataque ao solo se esgotariam em poucas semanas se o ritmo atual dos
combates contra o Irã persistisse, escreve o portal Business Insider, citando
avaliações de analistas.
O
portal salienta que o centro
analítico Instituto Real de Serviços Unidos (RUSI, na sigla em inglês), com
sede no Reino Unido, afirma que os EUA esgotariam seus interceptores THAAD até
17 de abril.
"Os
estoques de munição para os Sistemas de Mísseis Táticos do Exército, bem como
para o Míssil de Ataque de Precisão, ou ATACMS e o PrSM, se esgotariam
mais rapidamente, até 12 de abril", ressalta a publicação, citando
previsão do RUSI.
Ao
mesmo tempo, os analistas preveem que os estoques de mísseis antiaéreos Arrow 2
e Arrow 3 de Israel se esgotarão até sexta-feira (27), o que forçará Israel a
correr maiores riscos com aeronaves e permitirá que mais mísseis e drones
iranianos passem.
Os Estados Unidos estão
preocupados com a possibilidade de esse esgotamento enfraquecer a dissuasão do
Pentágono em regiões como o Indo-Pacífico.
Nesse
contexto, a publicação lembra que baterias THAAD estão implantadas no Oriente
Médio e que os interceptores custam até US$ 15 milhões (R$ 86,8 milhões)
cada.
É
especificado que, nos primeiros 16 dias de guerra, os EUA e seus aliados
gastaram 11.294 munições, incluindo mais de 5.000 nos primeiros quatro dias.
Tal
ritmo do conflito esgota os suprimentos estadunidenses e israelenses
diante dos radares danificados.
O
artigo conclui que repor os estoques poderia custar US$ 50 bilhões (R$
260,8 bilhões) e levar anos, prejudicado por limites na base industrial de
defesa e pelo controle chinês sobre 80% do tungstênio global.
Anteriormente,
o jornal The Economist informou que os estoques de
munição gastos durante a operação dos EUA contra o Irã, denominada Fúria Épica,
levarão anos para serem repostos.
Segundo
a matéria, a administração do presidente Donald Trump não conta com um
orçamento aprovado pelo Congresso para essa finalidade, e o esgotamento
dos estoques implica redução na prontidão do Exército norte-americano para
possíveis novos conflitos.
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Há divergências entre aliados: EUA perdem capacidade de
deter ações de Israel, afirma analista
No
decorrer do conflito iraniano, surgiram crescentes divergências entre os
Estados Unidos e Israel no contexto dos ataques à infraestrutura energética do
Irã, observou em entrevista à Sputnik a pesquisadora de assuntos
internacionais, Andishe Kazemi.
Kazemi
destacou que os ataques contra as instalações da energia iraniana
continuam apesar da declaração de Donald Trump sobre uma pausa de
cinco dias.
Segundo
a especialista, Washington finge não ter participado dos ataques contra as
instalações de energia no Irã, mas sua continuação indica desrespeito
à posição dos EUA. Isso aponta para um enfraquecimento da capacidade de
Washington de conter as ações de Israel, ressaltou Kazemi.
A
pesquisadora enfatizou que Israel está cada vez mais agindo de forma
independente, não se considerando obrigado a coordenar suas manobras
táticas com o comando das Forças Armadas dos Estados Unidos quando se
trata de ameaças vitais.
Outro
ponto de divergência, segundo a especialista, é o fato de que, na lógica
israelense, qualquer pausa nas ações militares é percebida como um fortalecimento do
inimigo.
Kazemi
alertou que tal independência na tomada de decisões pode minar a confiança
estratégica entre os dois aliados, especialmente se as ações de Israel envolverem os
Estados Unidos em uma crise mais ampla.
Nesse
contexto, os ataques contra a infraestrutura iraniana representam riscos não
apenas para a segurança regional, mas também para a unidade da coalizão
americano-israelense, resumiu a especialista.
Nesta
segunda-feira (23), o presidente norte-americano Donald Trump disse que EUA e Irã
tiveram conversas muito positivas e produtivas. Ele observou que havia
instruído o Pentágono a adiar os ataques à infraestrutura energética do
Irã por cinco dias.
Embora
o presidente norte-americano tenha declarado ter realizado "boas
conversações" com o Irã, o Ministério das Relações Exteriores
iraniano negou essas declarações, reiterando que as conversações não
podem ser realizadas durante
bombardeamentos.
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Irã fortalece defesa da ilha de Kharg para repelir
eventual ataque dos EUA, informa mídia
Teerã
está fortalecendo a defesa da ilha de Kharg em caso de eventual ataque
terrestre das Forças Armadas dos EUA, informou uma mídia ocidental, citando
fontes da inteligência norte-americana.
Segundo
a informação divulgada, nas últimas semanas, o Irã tem montado armadilhas
e implantado pessoal militar adicional e sistemas de defesa antiaérea na ilha
de Kharg, em preparação para uma possível
operação terrestre dos EUA para estabelecer o controle sobre a ilha.
Além
disso, segundo os oficiais e especialistas militares estadunidenses, o Irã
implantou na ilha sistemas adicionais de defesa aérea portáteis e colocou minas
antipessoal e antitanque ao redor da ilha, inclusive no litoral, onde as
tropas norte-americanas poderiam realizar uma operação anfíbia se o presidente
Donald Trump decidir realizar uma operação terrestre.
As
mesmas fontes afirmaram que tal operação terrestre acarreta riscos
significativos, incluindo pesadas perdas
entre militares norte-americanos. O próprio Comando Central das Forças
Armadas dos EUA não deu nenhum comentário sobre a questão.
"Alguns
dos aliados do presidente [Donald Trump] estão fazendo perguntas sérias
sobre a necessidade de tal operação, uma vez que a tomada bem-sucedida da ilha
por si só não resolverá os problemas associados ao estreito de Ormuz e ao monopólio do Irã no mercado
global de energia", lê-se no material.
Além
disso, os autores da publicação, citando fontes israelenses não identificadas,
afirmaram que a captura da ilha de Kharg poderia levar a ataques com
drones iranianos e sistemas de defesa antiaérea portáteis, o que resultaria na
morte de tropas norte-americanas.
Até 90%
das exportações de petróleo do Irã passam pela ilha. Segundo o texto, o
objetivo de sua possível captura é privar Teerã de um recurso econômico
fundamental e fortalecer a posição de
negociação de
Washington.
Na
véspera, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da
Rússia, Maria Zakharova, disse que Moscou
ouve especulações sobre a preparação de uma operação terrestre na ilha de
Kharg, mas espera que tudo se limite a palavras e ameaças.
A
escalada do conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã levou a uma
cessação quase completa do transporte através do estreito de Ormuz, uma
rota chave para o fornecimento de petróleo e GNL dos países do golfo Pérsico.
Depois disso, os preços da energia começaram a bater recordes.
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Irã ameaça abrir frente em estreito no mar Vermelho para
conter os EUA, dizem fontes
Localizado
no Iêmen, o estreito de Bab al-Mandeb é considerado um dos pontos mais
estratégicos do comércio global, por onde passam cerca de 12% do tráfego
marítimo do mundo e aproximadamente 9 milhões de barris de petróleo por dia.
O Irã ameaçou abrir
uma "frente" no estreito de Bab el-Mandeb, no mar
Vermelho, para conter Washington, informou a agência iraniana Tasnim News Agency,
citando uma fonte militar.
Anteriormente,
o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que o país poderia abrir
novas frentes de hostilidade contra os Estados Unidos e Israel caso o
conflito na região continue.
A fonte
disse à agência que Teerã é capaz de ameaçar essa via marítima
estratégica.
Assim como o estreito de Ormuz, a região é vital para o comércio global de
energia e qualquer interrupção na rota afeta diretamente o fluxo entre Europa e
Ásia e pressiona cadeias globais de energia e logística.
Na
última semana, o movimento houthi chegou a ameaçar bloquear a região para o
tráfego de embarcações de países considerados agressores, afirmou um integrante
de sua liderança política.
Segundo
Mohammed al-Bukhaiti, membro do escritório político do grupo, a medida teria
como alvo exclusivamente nações envolvidas em ações militares contra
aliados do chamado Eixo da Resistência, como o Irã.
"Se
formos forçados a fechar o estreito de Bab al-Mandeb, atacaremos apenas países
que participem de agressões contra a Palestina, o Líbano ou outros integrantes
do Eixo da Resistência, como Irã e Iraque", disse.
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Risco de agravar a crise no Oriente Médio
Enquanto
isso, Arábia Saudita e Estados Unidos buscam evitar que o grupo entre
no conflito, o que poderia ampliar drasticamente a crise no Oriente
Médio,
segundo o The Wall Street Journal.
A
possível escalada preocupa por seu impacto em rotas estratégicas como
o canal de Suez e o estreito de Bab al-Mandeb, por onde passa uma parcela
significativa do comércio global de petróleo e gás.
Autoridades
alertam que, se os houthis entrarem na guerra, o bloqueio de rotas
marítimas pode se intensificar, elevando os riscos para o comércio
internacional e pressionando ainda mais o Oriente Médio. Líderes houthis
afirmam que a entrada no conflito é "apenas questão de tempo".
Fonte:
Sputnik Brasil

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