O
Fiasco da CPMI do INSS que fracassa e termina sem relatório final
A
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS foi encerrada na madrugada
deste sábado (28) sem a aprovação de um relatório final, após a rejeição do
parecer apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL). A informação foi
divulgada pelo jornal Estado de S. Paulo.
Por 19
votos a 12, o colegiado derrubou o relatório que pedia o indiciamento de 216
pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva, o banqueiro Daniel Vorcaro, o
senador Weverton Rocha (PDT-MA) e os deputados Euclydes Pettersen
(Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE).
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Comissão é encerrada sem relatório aprovado
Após a
rejeição do parecer, o presidente da CPI, senador Carlos Viana, recusou-se a
colocar em votação um texto alternativo apresentado por parlamentares da base
governista. Com isso, a comissão foi encerrada sem a aprovação de qualquer
relatório final — um desfecho incomum para CPIs no Congresso Nacional.
A
proposta alternativa dos governistas previa cerca de 170 indiciamentos,
incluindo o do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de organização criminosa,
improbidade administrativa e furto qualificado contra idosos. No entanto, esse
documento sequer foi analisado pelo colegiado.
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Governo mobilizou aliados para barrar relatório
Para
impedir a aprovação do relatório de Gaspar, o governo mobilizou sua base no
Senado. O senador Jacques Wagner (PT-BA) viajou de Salvador a Brasília no mesmo
dia para participar da votação.
Além
disso, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, foi temporariamente exonerado
do cargo para reassumir seu mandato no Senado e votar contra o parecer. Sua
suplente, Margareth Buzetti, integra a oposição ao presidente Lula.
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Relatório previa prisão de Fábio Luís Lula da Silva e investigação de ministros
do STF
O
documento rejeitado propunha medidas de forte impacto político e jurídico.
Entre elas, a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, que atualmente
reside na Espanha, sob a alegação de risco de fuga.
O
relatório também sugeria a investigação dos ministros do Supremo Tribunal
Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli por supostos crimes como
tráfico de influência em relações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
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Esquema bilionário e empresas de fachada
Segundo
o parecer, uma rede composta por 41 empresas teria sido utilizada para
pagamento de propinas e lavagem de dinheiro, movimentando cerca de R$ 39
bilhões entre 2018 e 2025.
O texto
afirmava ainda que “a quase totalidade” dessas empresas apresentava
características de fachada, com indícios de uso para circulação rápida de
recursos financeiros, típica de esquemas de ocultação de origem de dinheiro.
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Indiciamentos incluíam ex-ministros de diferentes governos
O
relator também pediu o indiciamento de dois ex-ministros da Previdência:
• Carlos Lupi, que comandou a pasta no
governo do presidente Lula
• José Carlos Oliveira, ministro durante o
governo Bolsonaro
No caso
de Lupi, foram apontados crimes como prevaricação, fraude eletrônica, furto
eletrônico e condescendência criminosa. Já Oliveira foi acusado de uma lista
mais ampla, incluindo organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção
passiva e inserção de dados falsos em sistema de informática.
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Leitura do relatório ocorreu após decisão do STF
O
relatório final, com mais de 4.300 páginas, foi lido integralmente na
sexta-feira (27), em uma sessão que durou cerca de oito horas. A leitura
ocorreu após o Supremo Tribunal Federal barrar a prorrogação dos trabalhos da
CPI.
Sem
consenso político e com forte divisão entre governo e oposição, a comissão
encerrou suas atividades sem produzir um documento final aprovado — deixando em
aberto as conclusões formais sobre as investigações conduzidas ao longo de seus
trabalhos.
• Relatório de governistas revela que
fraude contra aposentados começou na era Bolsonaro
relatório
da maioria da CPMI do INSS, que será apresentado pelos deputados Rogério
Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS), elaborado em voto em separado diante de
divergências com o texto do relator oficial, sustenta que a fraude dos
descontos associativos se transformou em um sistema nacional durante o governo
Jair Bolsonaro. Segundo o documento, a engrenagem operou com uso indevido de
dados de aposentados e pensionistas, falsificação de autorizações, criação de
associações de fachada, celebração irregular de Acordos de Cooperação Técnica
com o INSS e lançamento de descontos não autorizados diretamente nos
benefícios.
O texto
afirma que a comissão investigou fraudes ocorridas entre 2015 e 2025 e concluiu
que não se tratava de desvios isolados. A maioria governista fala em estrutura
sistêmica e organizada, com participação de entidades associativas, servidores
públicos, operadores financeiros, empresários, intermediários e agentes
políticos. A formulação central do relatório é que o esquema encontrou ambiente
favorável a partir de 2020, quando mudanças normativas e administrativas
reduziram barreiras de controle e facilitaram o ingresso de entidades sem
representação real de aposentados.
A
narrativa do documento reforça o eixo que a Fórum já destacou ao noticiar que a
PF situou o início da fraude no governo Bolsonaro e também dialoga com a
apuração de que alertas formais feitos ainda em 2020 não produziram reação
estatal proporcional. No relatório, esses elementos aparecem como parte da
reconstrução de um processo que começou com denúncias dispersas e terminou,
anos depois, em arrecadação bilionária por entidades autorizadas a descontar
valores de benefícios previdenciários.
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Relatório descreve abertura gradual do sistema
O texto
organiza a cronologia da fraude em etapas. Entre 2016 e 2018, segundo o
documento, surgiram as primeiras denúncias de descontos indevidos registradas
por órgãos de defesa do consumidor e pelo Ministério Público. Já apareciam,
nessa fase, reclamações sobre filiações não autorizadas e descontos automáticos
em aposentadorias e pensões. O relatório sustenta que o Estado já tinha
conhecimento do problema, mas não respondeu de forma compatível com a dimensão
do risco.
Em
2019, a maioria governista fala em “inércia institucional”. De acordo com o
voto em separado, o Ministério Público Federal e órgãos de defesa do consumidor
fizeram alertas formais sobre as fraudes, mas a reação ficou restrita a medidas
pontuais, sem auditoria ampla, sem bloqueio sistêmico dos descontos e sem
operação estruturada de enfrentamento. A tese do documento é que essa omissão
permitiu a consolidação do esquema.
O marco
decisivo, na leitura da base governista, é 2020. O relatório cita a Portaria
1048 da Presidência do INSS, que alterou atribuições internas e, segundo o
texto, abriu caminho para o ingresso de entidades fraudulentas. Também menciona
o Decreto 10.537, de 2020, que permitiu descontos associativos também para
pensionistas. O voto sustenta ainda que o governo passou a admitir acordos com
entidades que apenas alegavam representar aposentados, sem uma verificação
robusta do vínculo real com essa base. Para a maioria da CPMI do INSS, foi aí
que o esquema deixou de ser oportunista e passou a operar em escala industrial.
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Bolsonaro, ex-ministros e servidores aparecem no eixo central
O
relatório sustenta que a expansão da fraude não decorreu apenas de brechas
normativas, mas também da ocupação de postos estratégicos por agentes capazes
de autorizar, chancelar ou manter os descontos. O principal nome citado nesse
eixo é José Carlos Oliveira. Segundo o documento, ele passou pela Diretoria de
Benefícios, presidiu o INSS e depois assumiu o Ministério do Trabalho e
Previdência em 2022, sempre em áreas com influência direta sobre a política de
acordos com entidades. A Polícia Federal, conforme reproduz o voto, o apontou
como “pilar institucional” do esquema.
Também
são mencionados Edson Yamada, Virgílio Oliveira, André Fidélis e Jucimar
Fonseca da Silva, todos ligados a áreas decisivas para a assinatura de acordos,
o aval jurídico e o processamento de descontos em folha. O relatório afirma
que, mesmo após a troca de governo, servidores vinculados à estrutura anterior
permaneceram em posições-chave, o que teria ajudado a manter a resiliência do
sistema em 2023 e 2024.
O
documento também faz referência a Onyx Lorenzoni, que comandou o Ministério do
Trabalho e Previdência entre julho de 2021 e março de 2022. O texto registra
que ele admitiu ter recebido doação de campanha de Felipe Macedo Gomes,
dirigente da Amar Brasil Clube de Benefícios, e menciona questionamentos sobre
a atuação de seu filho como advogado da Unibap, uma das entidades investigadas.
Esse ponto retoma linha já explorada pela Fórum ao noticiar a conexão entre a
campanha de Onyx e nomes sob investigação.
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Como a fraude operava, segundo a CPMI do INSS
O voto
em separado descreve um método padronizado. O primeiro passo era a captação ou
o uso ilegal de dados de beneficiários. Depois vinham as filiações fraudulentas
a associações, com assinaturas forjadas ou documentação produzida para simular
adesão. Em seguida, os descontos eram inseridos diretamente na folha de
pagamento do INSS. A arrecadação era distribuída entre entidades e operadores,
enquanto os valores circulavam por transações financeiras destinadas a
dificultar a rastreabilidade.
O
relatório afirma que o elo institucional decisivo estava na celebração de
Acordos de Cooperação Técnica com o INSS. Esses ACTs permitiam que as entidades
realizassem descontos associativos diretamente nos benefícios de aposentados e
pensionistas. Segundo a maioria governista, a aparência de legalidade produzida
por esses acordos foi um dos fatores que garantiram longevidade ao esquema.
Com
base em relatórios da CGU, do TCU, da Polícia Federal, em auditorias do próprio
INSS e nas quebras de sigilo realizadas pela comissão, o documento conclui que
houve falhas sistêmicas de controle, movimentações financeiras suspeitas,
indícios de corrupção e lavagem de dinheiro. A leitura política da base
governista é que a fraude prosperou porque encontrou fragilidade institucional,
fiscalização insuficiente e baixa resposta mesmo depois de sucessivos alertas.
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Os núcleos operacionais mapeados no relatório
Para
demonstrar que não se tratava de irregularidades dispersas, o relatório divide
o esquema em núcleos operacionais. Um dos principais é o núcleo Conafer,
descrito como responsável pela operacionalização massiva de descontos
associativos. O documento afirma que a entidade já havia sido denunciada
formalmente em 2020 por filiações em massa, que o caso foi encaminhado à
Polícia Federal e que um servidor que fez a denúncia chegou a ser ameaçado de
morte. Mesmo assim, segundo o voto, nada aconteceu naquele momento.
Outro
núcleo citado é o da CBPA, apontada como estrutura de arrecadação e
distribuição de recursos. O relatório afirma que a entidade foi criada em 2020
e firmou Acordo de Cooperação Técnica com o INSS durante o governo Bolsonaro
mesmo sem ter associados à época. Também aparecem no mapeamento o grupo ligado
ao empresário Maurício Camisotti, com entidades como Ambec, Cebap e Unsbras, o
núcleo dos chamados “golden boys”, relacionado a entidades como Amar Brasil
Clube de Benefícios, Masterprev, AASAP e ANDDAP, e o núcleo de Antônio Carlos
Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, tratado como operador central do esquema.
A
cobertura da Fórum sobre os “golden boys” e a notícia sobre a prisão de
operador financeiro ligado ao Careca do INSS ajudam a contextualizar esses
grupos que o relatório agora incorpora numa mesma engrenagem.
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O capítulo do crédito consignado amplia o alcance da crítica
Além
dos descontos associativos, o relatório dedica uma parte ao crédito consignado.
O texto registra a ampliação da margem consignável ao longo do governo
Bolsonaro, de 35% em 2019 para 40% em 2020 e 45% em 2022. Também ressalta que a
Lei 14.431, sancionada em 2022, permitiu crédito consignado para beneficiários
do BPC e do Auxílio Brasil, hoje Bolsa Família.
Segundo
o voto em separado, auditoria da CGU identificou falhas relevantes no desenho e
na execução do consignado vinculado ao Auxílio Brasil, com ausência de estudos
técnicos, juros superiores à média do mercado e fragilidade nos mecanismos de
controle dos descontos. O relatório menciona ainda concentração atípica das
contratações em outubro de 2022, quando 93% dos contratos teriam sido firmados,
em coincidência com a campanha eleitoral e o segundo turno presidencial.
O
documento informa que, nesse universo, houve cerca de R$ 9,77 bilhões
desembolsados em operações de crédito consignado ligadas ao Auxílio Brasil,
alcançando 3,7 milhões de pessoas, com valor médio de R$ 2.567,52 por contrato
e taxa média anual de juros de 51,11%. A auditoria citada no relatório também
identificou 46 mil casos de descontos indevidos, totalizando aproximadamente R$
8,4 milhões. O texto afirma que a CGU enviou esse material ao TSE para análise
sobre eventual uso político ou eleitoral da política pública.
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Conclusão da maioria: fraude sistêmica e 170 responsabilizações
Nas
conclusões, o relatório diz que houve indícios de estelionato contra idosos,
falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e
lavagem de dinheiro. A maioria governista sustenta que existiu uma rede
estruturada de fraude com infiltração institucional e falhas graves do Estado
que permitiram a continuidade do esquema por anos.
O voto
em separado propõe o encaminhamento dos achados ao Ministério Público Federal e
à Polícia Federal, o aprofundamento das investigações, o indiciamento dos
envolvidos e a adoção de medidas institucionais para reforçar a fiscalização do
INSS, melhorar o controle de dados dos beneficiários e criar mecanismos
permanentes de prevenção a fraudes. Ao todo, o relatório fala em 170
envolvidos.
O
documento também afirma que o desmonte efetivo do esquema só ocorre em 2025 e
2026, com a atuação coordenada de PF e CGU na Operação Sem Desconto, o
afastamento e a prisão de investigados, a suspensão dos descontos associativos
e o ressarcimento em massa. Esse desfecho é o pano de fundo da disputa política
atual na comissão, tratada pela Fórum na cobertura da reta final da CPMI do
INSS. O objetivo do voto da maioria é fixar uma tese clara para o encerramento
da comissão: a de que a fraude não apenas cresceu sob Bolsonaro, mas encontrou
naquele período as condições normativas, administrativas e políticas que
permitiram sua expansão nacional.
• Paulo Pimenta diz que “verdade
prevaleceu” após derrota de relatório da CPMI no INSS
A
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi encerrada na
madrugada deste sábado (28) sem a aprovação de um relatório final, após a
rejeição do parecer do relator. Em meio ao impasse, o deputado Paulo Pimenta
(PT-RS) afirmou que o texto derrotado não refletia o conjunto das investigações
realizadas.
“A CPMI
do INSS termina com o trabalho do relator rejeitado. Foi apresentada uma peça
frágil, que não se sustenta e não reflete as quase 40 sessões da Comissão,
realizadas desde agosto de 2025”, declarou o parlamentar.
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Relatório rejeitado aprofunda divisão política
De
acordo com informações da Agência Brasil e do Brasil 247, o colegiado rejeitou,
por 19 votos a 12, o parecer apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL). O
documento previa o indiciamento de 216 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da
Silva, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e outros nomes do meio político e
empresarial.
Após a
derrota, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), optou por
não colocar em votação um relatório alternativo apresentado por parlamentares
governistas, levando ao encerramento da CPMI sem qualquer documento final
aprovado — um desfecho considerado incomum.
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Governistas defendem relatório alternativo
O
deputado Paulo Pimenta sustentou que havia um outro texto com respaldo da
maioria da comissão. “Este documento que carrego é o verdadeiro relatório,
entendido pela maioria dos parlamentares como aquele que aponta os reais
culpados pelos golpes cometidos contra os aposentados de todo o Brasil, em uma
trama instituída no Governo Bolsonaro”, afirmou.
Esse
relatório alternativo previa cerca de 170 indiciamentos, incluindo o do
ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma suposta organização
criminosa ligada a fraudes em descontos do INSS. O documento, no entanto, não
chegou a ser analisado pelo colegiado.
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Mobilização do governo foi decisiva
Para
barrar o parecer de Gaspar, o governo mobilizou sua base no Congresso.
Senadores foram chamados a Brasília para participar da votação, e o ministro da
Agricultura, Carlos Fávaro, foi temporariamente exonerado para reassumir o
mandato no Senado e votar.
A
movimentação evidenciou o peso político da disputa em torno das conclusões da
CPMI, marcada por forte polarização desde o início de seus trabalhos.
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Relatório rejeitado previa medidas de impacto
O
parecer derrotado incluía propostas de grande repercussão, como a prisão
preventiva de Fábio Luís Lula da Silva e a investigação dos ministros do
Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli por suposto tráfico
de influência.
O texto
também apontava a existência de um esquema que teria movimentado cerca de R$ 39
bilhões entre 2018 e 2025, envolvendo empresas com indícios de atuação como
fachada para lavagem de dinheiro.
Além
disso, previa o indiciamento de ex-ministros da Previdência, como Carlos Lupi e
José Carlos Oliveira, com acusações que variavam de fraude a organização
criminosa.
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Base governista aponta origem das fraudes
Já o
relatório alternativo da base governista sustentava que mudanças realizadas a
partir de 2019 facilitaram a atuação de entidades em descontos sobre benefícios
previdenciários.
“Em
2019, no governo Bolsonaro, começam a ocorrer as grandes mudanças internas
[...] que vão cada vez mais abrindo a possibilidade para que outras
instituições e entidades pudessem fazer descontos”, afirmou Pimenta.
O
documento também sugeria medidas legislativas para ampliar a proteção de
aposentados e pensionistas, com foco no combate a práticas abusivas em
operações de crédito consignado e no reforço à segurança de dados.
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CPMI termina sem conclusões formais
Sem
consenso político, a comissão encerrou suas atividades sem consolidar
oficialmente suas conclusões. Apesar disso, Pimenta afirmou que as
investigações não se encerram com o fim dos trabalhos parlamentares.
“A CPMI
acaba, mas a busca pela punição dos criminosos continuará. A verdade
prevaleceu”, declarou.
Fonte:
Brasil 247/Fórum

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