Zé
Trovão gastou R$ 195,3 mil dos cofres públicos com aluguel de móveis e máquina
de café
O
deputado extremista Zé Trovão (PL-SC) gastou R$ 195,3 mil dos cofres públicos
para pagar o aluguel de móveis planejados e máquina de café em seu escritório
parlamentar em Joinville, norte de Santa Catarina. Os dados do portal da
transparência referem-se a despesas a partir de 2023, quando ele assumiu o
mandato.
Conhecido
pelas polêmicas que protagonizou nos últimos anos, como tomar posse com
tornozeleira eletrônica, ser suspeito de agredir a companheira e comprar um
imóvel milionário incompatível com sua declaração de patrimônio, o parlamentar
não economizou na montagem do seu escritório parlamentar.
Mesmo
tendo que cumprir expediente em Brasília, é na cidade onde constrói sua
carreira política que Zé Trovão montou um escritório cujo aluguel mensal custa,
hoje, R$ 7.600. O valor é reembolsado todo mês pela Câmara, e a prestação de
contas é feita via recibo. O fato se torna ainda mais curioso quando se observa
que, no discurso, o deputado se apresenta como alguém que é contra os impostos
que pagam suas despesas.
Uma
foto registrada no Google um ano atrás mostra um gabinete com a imagem do
parlamentar na sua fachada — uma sala comercial térrea situada próximo ao
centro da cidade mais populosa de Santa Catarina. O slogan “Deus, Pátria,
Família e Liberdade” também compõe a estética do ambiente, marcado por símbolos
religiosos e por um banner com convites de filiação ao PL.
O
deputado foi um dos que mais gastou verba pública da cota parlamentar por Santa
Catarina desde o início da legislatura, com mais de R$ 1,7 milhão ao longo dos
últimos anos. O luxo fica por conta da escolha do mobiliário planejado, que
custou R$ 169.200, valor semelhante ao que destinou para a compra de
equipamentos para uma escola de educação básica de Balneário Camboriú, via
emenda parlamentar.
A
máquina de café também está entre os itens à disposição do deputado federal. O
parlamentar usa dinheiro público para alugar, mensalmente, uma Bianchi Gaia.
Hoje, o aluguel é de R$ 780, que equivale a quase meio salário mínimo. Nos
últimos anos, o montante investido para essa finalidade, somado, ultrapassou os
R$ 26 mil — ou 16 salários mínimos — para um café fresquinho servido na hora.
O custo
do escritório luxuoso também inclui equipamentos tecnológicos igualmente
alugados, como notebooks, PCs e impressoras. No total, esses itens custaram aos
cofres públicos R$ 74.782 ao longo dos últimos anos. Todos esses gastos ocorrem
sem processos licitatórios, seguindo a lógica dos reembolsos da cota
parlamentar.
Para
manter seu espaço funcionando em Joinville, atualmente Zé Trovão gasta R$ 16
mil por mês. Para se ter uma ideia, ao longo dos últimos anos, o atual
presidente da Câmara, Hugo Motta, gastou R$ 816,08 na mesma rubrica de
manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar.
No
acumulado do ano, somente na manutenção desse escritório de luxo, o deputado
usou R$ 638.767,85 em dinheiro público, três vezes mais do que o também
deputado por Santa Catarina e atual líder do PT na Câmara, Pedro Uczai.
• Nikolas Ferreira associa negros e pardos
ao crime durante entrevista
deputado
federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disparou uma série de absurdos misóginos e
racistas durante participação no canal do YouTube chamado Red Cast.
Ao
longo de mais de uma hora de entrevista, Nikolas Ferreira repetiu os ataques
que tem feito contra o “PL da misoginia” e ofendeu colegas parlamentares, como
a senadora Soraya Thronicke, a quem classificou como “idiota”.
No
entanto, a parte mais problemática foi quando o deputado afirmou que, quando
pensa em criminoso, os primeiros tipos de pessoas que vêm à sua mente são
pardos e negros. Para justificar o seu posicionamento racista, Nikolas Ferreira
responsabilizou produções audiovisuais.
“Pensa
num padre vestido. Você pensou nele de sunga? Estereótipos existem. Você vai
pensar numa prostituta, você vai pensar numa mulher toda bem vestida? Você vai
pensar num bandido, talvez venha aquilo que está na sua mente. Quando você vê
‘Cidade de Deus’… a própria representação da esquerda sobre isso são pessoas
pardas ou negras. Mas aí você está querendo dizer que a minha cabeça é
preconceituosa pelo primeiro pensamento que eu tive?”
• Mídia esconde Tarcísio no mega esquema
de corrupção “fura-fila” do ICMS
m novo
avanço da apuração sobre o esquema do “fura-fila” do ICMS em São Paulo expõe um
problema que vai além de auditores, lobistas e empresas citadas na
investigação: a suspeita de corrupção alcança uma área estratégica da
Secretaria da Fazenda e atinge em cheio o governo Tarcísio de Freitas.
A
ofensiva mira servidores suspeitos de acelerar, de forma irregular, pedidos de
ressarcimento tributário que deveriam seguir a ordem normal de análise. Segundo
a investigação, o esquema teria operado com favorecimento indevido, liberação
antecipada de créditos e pagamento de propina dentro da estrutura fazendária
paulista.
O ponto
político é direto. Quando a fraude investigada se instala no coração da máquina
arrecadatória do Estado, o caso deixa de ser apenas policial ou administrativo.
Vira crise de governo.
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Esquema saiu da repartição e chegou ao centro do poder
A nova
etapa da investigação reforça que não se trata de um desvio periférico. O alvo
está em uma engrenagem central da administração paulista, responsável por
processos sensíveis ligados ao ICMS, um dos tributos mais relevantes do caixa
estadual.
Segundo
o Ministério Público de São Paulo, a operação é desdobramento das apurações
sobre um esquema de corrupção envolvendo ressarcimento de tributos. A suspeita
é de manipulação de procedimentos internos para furar a fila de pagamentos, com
possível contrapartida financeira.
O
próprio governo paulista já reconheceu a gravidade do caso ao anunciar medidas
internas após o avanço das investigações. A Secretaria da Fazenda informou, em
publicação oficial, ter reforçado controles e revisto procedimentos ligados ao
ressarcimento de ICMS-ST após a deflagração da Operação Ícaro, conforme
registro do portal da Fazenda de São Paulo.
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Foco no entorno reduz peso político do escândalo
Nas
chamadas que circularam sobre o caso, o destaque recaiu sobre empresas
apontadas como beneficiárias, sobre fiscais investigados e sobre a mecânica da
fraude. Esse recorte empurra para segundo plano o elemento central da história:
a suspeita de corrupção prosperou dentro de uma secretaria subordinada
diretamente ao governador.
O
efeito do enquadramento é evidente. O escândalo aparece fragmentado em nomes,
listas e personagens. Some, com isso, a responsabilidade política sobre a
estrutura de Estado em que o esquema teria funcionado.
Não é
detalhe. É a chave da notícia. Se a investigação aponta para um esquema
bilionário dentro da Fazenda paulista, o impacto principal não está apenas nos
possíveis beneficiários nem nos operadores do sistema. Está no abalo que isso
produz sobre o núcleo do governo.
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Crise amplia desgaste sobre Tarcísio
A
pressão sobre o Palácio dos Bandeirantes cresce porque a investigação não trata
de uma irregularidade localizada. Trata de suspeitas sobre o funcionamento de
uma área estratégica da administração, com capacidade de interferir em
pagamentos milionários e decisões fiscais de alto impacto.
A
Revista Fórum já mostrou que o avanço das apurações na Fazenda aumentou o risco
político para Tarcísio. Em outra frente, a revista também apontou que o
desgaste sobre a imagem do governador já vinha se acumulando em meio a
controvérsias na condução do Estado.
Agora,
com a nova ofensiva sobre o “fura-fila” do ICMS, esse desgaste ganha dimensão
ainda maior. Porque, no centro do caso, não está apenas a fraude. Está o fato
de que ela teria se enraizado dentro da máquina paulista sob o governo Tarcísio
e que a mídia oligárquica se recusa a colocar em suas manchetes.
• Felício Ramuth abandona Kassab e expõe
racha na base de Tarcísio
vice-governador
de São Paulo, Felício Ramuth, deixou o PSD e se filiou ao MDB, em um movimento
que aprofunda a crise entre Tarcísio de Freitas e Gilberto Kassab e movimenta o
tabuleiro das direitas paulista para 2026. A troca de legenda retira do partido
de Kassab da vice-presidência do projeto de reeleição do governador e reforça o
MDB no núcleo político do Palácio dos Bandeirantes.
O gesto
ocorre após semanas de atrito em torno da vaga de vice. Nos bastidores, o
recado de Kassab a Tarcísio foi direto: se Felício fosse mantido na chapa, não
teria mais legenda no PSD. A consequência foi a saída do vice-governador da
sigla e sua migração para um partido mais alinhado ao desenho que o governador
tenta preservar.
A
movimentação também confirma que a disputa pela chapa paulista já deixou de ser
apenas uma conversa interna. Ela passou a envolver o PSD de Kassab, o PL de
Jair Bolsonaro e o entorno imediato de Tarcísio, todos de olho em espaço na
eleição de 2026.
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Anotações de Flávio Bolsonaro já falavam em troca do vice
A
pressão sobre a vice de Tarcísio não surgiu agora. Em fevereiro, a Fórum
reproduziu a revelação de que anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro já
tratavam de uma “provável troca do vice de Tarcísio” em São Paulo. O registro
mostrava que a composição da chapa paulista vinha sendo tratada como peça
estratégica da disputa nacional da direita.
Dois
dias depois, a Fórum mostrou que o PL passou a cobrar publicamente a vaga de
vice. Na ocasião, Valdemar Costa Neto pressionou por um nome com a “marca da
direita” e ainda ironizou o espaço do PSD de Kassab na chapa de Tarcísio.
Em
março, a própria Fórum noticiou que, sem a vice, o PL teria de se contentar com
um “prêmio de consolação”. Tarcísio, até ali, resistia a entregar a vaga e
mantinha Felício como preferência. A ida de Ramuth para o MDB preserva esse
desenho, mas ao custo de tornar público o racha com Kassab.
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A fala de Kassab e a continuação da treta com Tarcísio
Publicamente,
Kassab tentou manter o discurso de aliança. Em declaração dada nesta semana,
afirmou que a definição partidária sobre Felício ficaria para depois de 4 de
abril e reforçou o apoio do PSD à reeleição de Tarcísio. O presidente do
partido também disse que a legenda estaria na “linha de frente” da campanha do
governador.
“O
importante é a questão maior, que é a mais relevante, que o PSD apoia o
governador Tarcísio, por merecimento. Tem sido um excelente governador e é um
privilégio para São Paulo ter o Tarcísio à frente do governo por mais quatro
anos.”
Na
superfície, a fala buscava esfriar a crise. No subsolo da política paulista, a
mensagem era outra. O PSD seguiria com Tarcísio, mas não aceitaria manter
Felício na vice sob sua própria legenda. A filiação ao MDB mostrou que o
impasse não foi resolvido, mas contornado.
O
episódio amplia uma sequência de ruídos entre Kassab e Tarcísio. A tensão já
havia aparecido no embate sobre lealdade e submissão ao bolsonarismo, na
pressão do PL por mais espaço e na disputa sobre quem controlará o eixo
político da direita em São Paulo na eleição deste ano.
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Fórum já revelou denúncias que pesam sobre Felício
A
mudança partidária ocorre enquanto Ramuth já convive com desgaste político. Em
2024, a Fórum revelou que o vice de Tarcísio foi acusado de fraude em
licitação, em caso ligado à sua trajetória política no interior paulista.
Mais
recentemente, a revista mostrou que Ramuth passou a ser investigado por
suspeita de lavagem de US$ 1,6 milhão em Andorra. Na sequência, a Fórum também
registrou a reação de Tarcísio ao caso, quando o governador saiu em defesa do
aliado.
Esse
histórico dá outra dimensão à ida de Felício para o MDB. O vice não troca de
legenda apenas por cálculo partidário. Ele muda de casa em meio a uma guerra
pela vice, sob pressão bolsonarista e carregando denúncias já reproduzidas pela
Fórum.
• MDB ganha espaço e 2026 esquenta antes
da campanha
Com
Felício Ramuth fora do PSD e abrigado no MDB, Tarcísio preserva, ao menos por
ora, o vice que quer manter ao seu lado. Kassab perde influência direta sobre a
composição da chapa. E o PL vê frustrada, neste momento, a tentativa de ocupar
a vice paulista.
O
movimento fortalece o MDB no entorno do governador e deixa mais visível a
fissura no centro-direita paulista. A base de Tarcísio continua formalmente
ampla, mas já opera sob lógica de disputa aberta por espaço, protagonismo e
herança política.
No
discurso público, a mudança foi tratada como continuidade. No bastidor, ela tem
outro nome: racha.
• Moderação de Flávio Bolsonaro enfrenta
limites impostos pelo próprio bolsonarismo
Flávio
Bolsonaro tenta se projetar como moderado para ampliar seu alcance eleitoral,
mas pesquisadores afirmam que sua imagem esbarra no caráter autoritário do
bolsonarismo e em seu próprio histórico político, enquanto aliados apostam que
o discurso mais suave pode reduzir sua rejeição.
Segundo
a Folha de S.Paulo, a tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de se apresentar como
um político moderado cria um desafio central para sua pré candidatura à
Presidência. Aliados defendem que seu estilo menos agressivo o diferencia do
pai, Jair Bolsonaro, condenado por golpe de Estado, e poderia ampliar seu
alcance eleitoral.
De
acordo com pesquisadores consultados pela mídia, a estratégia tem limites, já
que Flávio está inserido em um projeto político autoritário e sua trajetória é
inseparável do bolsonarismo. A esquerda, percebendo essa vulnerabilidade, já
trabalha para desconstruir a imagem moderada construída pelo senador.
Aliados
argumentam que Flávio é "dócil e equilibrado" e que sua rejeição pode
cair ao longo da campanha, pois parte dela seria herdada do pai. Acreditam que
a moderação não afastará o núcleo duro bolsonarista, já que ele é visto como um
herdeiro legítimo.
A
campanha tenta combinar discurso linha dura na segurança pública com gestos
voltados a pautas sociais, como vídeos sobre creches, condenação ao racismo e
apoio à liberdade sexual. Essa estratégia ecoa tentativas anteriores, como sua
campanha à Prefeitura do Rio em 2016, quando buscou se apresentar como versão
polida do pai, sem sucesso.
Especialistas
afirmaram à Folha que "bolsonarismo moderado" é uma contradição, pois
o movimento se sustenta na radicalização e no ataque às instituições. Para
eles, Flávio carrega essa essência como parte constitutiva de sua identidade
política, o que limita sua capacidade de ocupar o centro.
Em
paralelo, outros analistas discordam e dizem que movimentos radicais podem se
moderar com o tempo, defendendo que há diferentes "bolsonarismos" e
que apenas uma minoria defende pautas abertamente autoritárias.
Ainda
assim, eles avaliam que Flávio enfrentará dificuldades para equilibrar demandas
da base radical com a imagem moderada que tenta construir.
A
trajetória política do senador reforça sua ligação com o bolsonarismo:
homenagens a figuras controversas, defesa pública do pai em episódios de
racismo e elogios à ditadura, além de minimizar a tentativa de golpe de 8 de
janeiro. Ele também já defendeu indulto ou anistia a Jair Bolsonaro, mesmo
diante de eventual resistência do Supremo Tribunal Federal (STF).
No
entanto, juristas apontam que essas declarações têm caráter minimamente
controverso, por violarem a separação de poderes prevista na Constituição.
Fonte:
ICL Notícias/Fórum/Sputnik News

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