terça-feira, 31 de março de 2026

Regime israelense volta a expor sua mentalidade perversa e desumana

Nos últimos dias, passou a rodar o mundo a notícia de um bebê palestino torturado pelas forças de ocupação israelenses. Trata-se de Karim Abu Nassar, filho de Osama Abu Nassar.

Segundo informações do jornalista Osama Al-Kahlout — publicadas diretamente da Faixa de Gaza em 22 de março de 2026 no canal oficial do veículo de comunicação palestino Quds News Network no Telegram —, o pai, Osama, teria sofrido um trauma psicológico após a morte de um cavalo que usava para ganhar a vida:

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Há alguns dias, enquanto levava o filho para comprar mantimentos, foi surpreendido por tiros perto de casa e obrigado por soldados a deixar o filho de um ano e cinco meses no chão e se aproximar do posto de controle israelense, onde teve suas roupas retiradas.Osama Al-Kahlout

Foi quando as forças de ocupação sionistas também detiveram e sequestraram a criança, no centro da Faixa de Gaza. Enquanto estava sob custódia, o bebê teria sido submetido a abusos e torturas na frente de seu pai. De acordo com publicação da Anadolu Agency, as tropas “chegaram a queimar uma de suas pernas com cigarros, espetá-la e inserir um prego em sua perna, conforme indicado no laudo médico”. Tudo teria ocorrido na tentativa de obter informações do pai.

<><> Mãe explica como o bebê foi torturado

“A Cruz Vermelha ligou para a família às 22h e pediu que viessem buscar a criança no mercado de Al-Maghazi. Eles ficaram surpresos ao saber que a criança havia sido torturada. O que vocês encontraram na criança?”, comentou e perguntou o jornalista Osama Al-Kahlout à mãe, Samah Abu Nassar. Enquanto mostrava os ferimentos de Karim, ela relatou:

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Encontramos quatro feridas; uma delas foi uma queimadura de cigarro que usaram para cutucá-lo. Havia também duas ou três marcas em sua perna, era como um instrumento afiado. Eles continuaram enfiando na perna dele para torturar a criança e pressionar o pai para que ele pudesse falar.

O jornalista ainda perguntou: “Quem disse a você que esses são sinais de torturas?”. A mãe respondeu que os doutores disseram isso, acrescentando: “Três ou quatro doutores a mais confirmaram que não se tratavam de ferimentos de bala ou arma de fogo, mas sim de sinais de tortura. Isso foi o que eles fizeram com ele.”
No vídeo, é possível ver o bebê gemer e chorar pela imensa dor que sente, enquanto a mãe mostra ao repórter as marcas de um objeto pontiagudo que teria sido inserido na sua perninha esquerda. É o que apresenta a publicação da PalPulse, site digital de notícias sobre a 
Palestina, em 23 de março de 2026, na entrevista realizada pelo jornalista Osama Al-Kahlout.

<><> Crime presenciado e entrega de relatório médico

“Em 20 de março, Jawad [identificado em reportagens prévias como Karim] estava com seu pai, Osama Abu Nassar, no campo de refugiados de Al-Maghazi. Testemunhas dizem que foram detidos justo depois de se aproximarem da denominada Linha de Demarcação Amarela”, reporta Tareq Abuo Azzum, correspondente da Al Jazeera English em Gaza, em 24 de março, após entrevistar Rana Abu Nassar, avó do bebê. Nas imagens da reportagem, é possível ver um arco vermelho com a frase em inglês “Welcome to Maghazi Camp” (Bem-vindos ao Campo Maghazi, em tradução livre).

A chamada “linha amarela” é a linha de demarcação até a qual o exército israelense se retirou, de acordo com a primeira fase do ‘cessar-fogo’ em Gaza que entrou em vigor em 8 de outubro de 2025.

A demarcação se estende de norte a sul para dentro da Faixa de Gaza a partir de sua fronteira oriental imposta pelos regimes de Israel e dos EUA, e abrange aproximadamente 58% do enclave. Nele, é possível ver bem no centro do mapa a localização relativa do Campo de Refugiados Al-Maghazi, identificado em inglês como “Maghazi refugee camp”, posicionado a 1,5 km de distância da linha fronteiriça.

Fadel Abu Awad foi testemunha ocular do incidente em Gaza. Ao ser questionado pelo jornalista Tareq Abou Azzum, em entrevista à Al Jazeera English, ele indicou a rua e a zona onde Osama e seu pequeno filho teriam sido detidos, e afirmou:

Nós corremos para chegar até ele [Osama Abu Nassar], mas fomos atacados por tanques. Ele foi detido com seu filho pelas tropas israelenses atrás daquela colina, enquanto as forças terrestres atiravam em nós e nos faziam recuar.Fadel Abu Awad

Da fachada do hospital Al-Aqsa, em Gaza, localizado na região central de Deir al-Balah, o jornalista da mesma reportagem ainda apresenta imagens do que, segundo ele, seria o relatório médico entregue pelos doutores da Cruz Vermelha que documentaria os sinais de abuso e tortura contra a criança.

<><> Isso é terrorismo, isso é genocídio

A criança foi libertada após aproximadamente dez horas de tormento, no dia 23 de março de 2026, e foi entregue à sua família através do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Al-Maghazi, enquanto o pai permanece detido em ‘Israel’, de acordo com matéria da TRT World, publicada em 23 de março, e reiterada pela reportagem da Al Jazeera English, acima mencionada.

“A família apelou às organizações internacionais para que intervenham a fim de garantir a libertação do pai, para que ele possa continuar recebendo tratamento médico”, apontou a Anadolu Agency.

Essas denúncias gravíssimas de violações brutais dos direitos humanos cometidas por militares israelenses contra civis na Faixa de Gaza, até mesmo contra as crianças mais jovens, demonstram um novo nível de horrores contra o povo palestino. Não se trata de segurança, mas de crueldade desprovida de qualquer pretensão, sistemática, deliberada e desumana. Essa gigante violência revela, mais uma vez, a doente e perversa mentalidade sionista. Notícias deste tipo confirmam o barbarismo e a bestialidade do sionismo: uma ameaça para a paz, a segurança e a humanidade.

A entidade colonial terrorista reduziu a maior parte de Gaza a ruínas e desalojou cerca de 90% da sua população. Desde outubro de 2025, Israel cometeu centenas de violações do cessar-fogo, matando pelo menos 680 palestinos e ferindo outros milhares a mais. Desde outubro de 2023, Israel matou mais de 72 mil palestinos — reconhecidos pelo mesmo regime —, em sua maioria mulheres e crianças, e feriu mais de 171 mil no genocídio que ainda não acabou e se estende pela Palestina Histórica invadida.

¨      O choro e a revolta de família libanesa ao enterrar criança de 11 anos morta em ataque israelense

Um funeral foi realizado em um vilarejo do sul do Líbano para um menino de 11 anos e seu tio, que foram mortos em um ataque aéreo israelense.

Jawad Younes e Ragheb Younes, de 41 anos, foram sepultados em Saksakiyeh neste sábado (28/3), depois que o complexo residencial de sua família foi atingido um dia antes.

Eles estão entre as mais recentes vítimas na ofensiva de Israel contra o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, depois que o grupo disparou foguetes contra Israel no início deste mês, em meio à guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Autoridades de saúde libanesas afirmam que mais de 1.100 pessoas foram mortas desde que a escalada começou, com civis cada vez mais presos no fogo cruzado.

Neste sábado, nove paramédicos foram mortos no sul do Líbano, segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

No X, ele informou que 51 profissionais de saúde mortos no Líbano neste mês — é o segundo mês mais letal para os trabalhadores da saúde do país desde que a OMS começou a monitorá-los, em outubro de 2023.

"Os ataques repetidos à assistência de saúde estão prejudicando gravemente a prestação de serviços no sul do Líbano", diz Ghebreyesus. "Profissionais de saúde são protegidos pelo direito humanitário internacional e nunca devem ser alvo."

Militares israelenses dizem ter atingido mais de 250 alvos iranianos e do Hezbollah neste fim de semana.

Em uma atualização, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter concluído "dezenas de ondas de ataques em larga escala" em todo o Líbano e no Irã.

No Irã, dizem ter atingido mais de 100 alvos, incluindo "locais de produção de mísseis balísticos, mísseis prontos para lançamento" e "instalações de armazenamento de mísseis".

No Líbano, afirmam que "mais de 170 alvos do Hezbollah foram atingidos".

<><> 'Gentil e puro'

O exército israelense não respondeu a um pedido de comentário sobre o alvo pretendido no ataque que atingiu o complexo da família Younes.

Centenas de pessoas se reuniram no centro da cidade de Saksakiyeh para o funeral de Jawad e Ragheb.

Mulheres vestidas com túnicas pretas lamentavam sobre os corpos, um deles coberto pela bandeira amarela do Hezbollah – um reflexo do apoio ao grupo nesta área majoritariamente xiita.

Malak Meslmani, mãe de Jawad, sentou-se ao lado do corpo do filho, com lágrimas escorrendo pelo rosto.

"Meu filho é gentil e puro", disse ela à BBC.

"Ele gostava da ideia de martírio e, quando crescesse, queria estar com a resistência.

"Ele queria resistir ao inimigo Israel que o matou."

Enquanto a procissão fúnebre seguia em direção ao local do enterro, o som de ataques aéreos israelenses ecoava ao longe. Nuvens de fumaça subiam sobre colinas próximas.

O ataque à casa da família Younes ocorreu pouco depois das 13h00 (11h00 GMT) de sexta-feira. O pai de Jawad, Hussein Younes, disse que o filho estava jogando futebol com nove primos naquele momento.

Em frente às ruínas de sua casa, o pai de Jawad ergueu as mãos e gritou: "Eu não sei! Eu não sei!", quando questionado por que o exército israelense teria alvo na residência.

"Se isto fosse uma base militar, não haveria crianças aqui", disse ele à BBC.

A BBC conversou com vários membros da família e integrantes do conselho local, que afirmaram que a família não tinha qualquer envolvimento militar com o Hezbollah.

Cinco pessoas sobreviveram ao ataque e os feridos foram levados a um hospital próximo. Entre eles estava a tia de Jawad, Zeinab.

"Antes de acontecer, eu e meu marido estávamos dentro de casa", disse ela, chorando de sua cama de hospital.

"Não vimos nada e não ouvimos nada... Depois, me encontrei debaixo de um monte de escombros."

Zeinab está sendo tratada por uma fratura na coluna e outra na perna. Médicos dizem estar esperançosos de que ela volte a andar, mas provavelmente precisará de cirurgias extensas.

Ela disse que não houve qualquer aviso antes do ataque e que a família teria fugido se tivesse sido alertada.

<><> Jornalistas libaneses são mortos em ataque

O enterro de Jawad e Ragheb ocorre apenas um dia depois de outra família no mesmo bairro ter enterrado duas crianças e a mãe delas. Elas também foram mortas em bombardeios israelenses em meio a outra onda de ataques letais no sul do Líbano.

Neste sábado, três jornalistas libaneses foram mortos em um ataque israelense direcionado contra o veículo de imprensa em que estavam, segundo seus empregadores.

Ali Shoeib, conhecido correspondente da Al Manar TV, emissora afiliada ao Hezbollah, foi morto junto com a repórter Fatima Ftouni e o cinegrafista Mohamed Ftouni, do canal Al Mayadeen, de acordo com as emissoras.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter matado Shoeib, descrevendo-o como um "terrorista" da elite Força Radwan, do Hezbollah apoiado pelo Irã, que teria "operado durante anos sob o disfarce de jornalista".

As IDF não comentaram as mortes de Fatima ou Mohamed Ftouni.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, chamou o ataque de um "crime audacioso" que violou todas as normas segundo as quais jornalistas deveriam ser protegidos durante a guerra.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas condena o ataque, dizendo que "jornalistas não são alvos legítimos, independentemente do veículo para o qual trabalhem".

A organização já acusou Israel anteriormente de matar profissionais de mídia enquanto alegava que eram militantes, sem fornecer evidências críveis.

Também no sábado, um ataque aéreo israelense matou cinco paramédicos na cidade de Zoutar. Grupos de direitos humanos afirmam que os ataques repetidos de Israel contra profissionais de saúde no Líbano podem configurar crimes de guerra.

Desde 2 de março, ataques aéreos israelenses têm atingido cidades e vilarejos em todo o Líbano, enquanto forças terrestres continuam avançando no sul como parte de uma ofensiva contínua. Israel afirma que suas operações têm como alvo o Hezbollah, mas civis frequentemente estão entre os mortos.

Na sexta-feira, a agência de refugiados da ONU alertou que o Líbano enfrenta uma crise humanitária crescente que pode se tornar catastrófica, com mais de um milhão de pessoas agora deslocadas.

O Líbano permanece preso em um ciclo de violência, com Israel e Hezbollah prometendo continuar o combate apesar do crescente custo humano.

Muitos, como os sobreviventes da família Younes, dizem estar dispostos a pagar o preço. "Não temos medo da guerra, porque não temos medo da morte", disse Ali, filho de Zainab.

¨      Invasão terrestre no Irã resultará em eliminação de pessoal norte-americano por drones, diz mídia

O Pentágono começou a se preparar para uma operação terrestre contra o Irã, que pode se estender por várias semanas ou "alguns meses", escreve o jornal The Washington Post.

O jornal destaca que qualquer campanha terrestre estadunidense não constituirá uma invasão em grande escala.

"Tal missão poderia expor os militares norte-americanos a uma série de ameaças, incluindo drones e mísseis iranianos, fogo de terra e explosivos improvisados", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, as operações consistirão em incursões das forças de operações especiais e da infantaria. Ao mesmo tempo, é apontado que, até 28 de março, não se sabia se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitaria um dos planos propostos pelo Pentágono.

Além disso, a reportagem salienta que o governo Trump oscila entre afirmar que a guerra contra o Irã está chegando ao fim e ameaçar intensificá-la.

Entre as discussões na Casa Branca, estão a possível ocupação da ilha de Kharg e ataques a bases costeiras iranianas próximas ao estreito de Ormuz.

Embora Trump negue planos de enviar tropas, os Estados Unidos já mobilizaram unidades navais e consideram o envio de reforços à região.

Nesse contexto, o artigo sublinha que a maioria dos cidadãos norte-americanos rejeita uma invasão terrestre e, mesmo dentro do Partido Republicano, há divisões sobre o tema.

Ao mesmo tempo, a publicação conclui que especialistas alertam que capturar Kharg seria rápido, mas manter o controle da ilha representaria graves riscos militares.

Anteriormente, a mídia informou que os EUA poderiam enviar mais de 17.000 militares para a fronteira com o Irã. Essa decisão poderá ser tomada caso Trump autorize a operação.

No dia 28 de fevereiro, os EUA e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos no território iraniano, incluindo Teerã, causando destruição e mortes de civis. O Irã vem realizando ataques de retaliação contra o território israelense, bem como contra instalações militares dos EUA no Oriente Médio.

 

Fonte: Diálogos do Sul Global/BBC News Persa/Spitnik Brasil

 

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