Regime
israelense volta a expor sua mentalidade perversa e desumana
Nos
últimos dias, passou a rodar o mundo a notícia de um bebê palestino torturado
pelas forças de ocupação israelenses. Trata-se de Karim Abu Nassar, filho de
Osama Abu Nassar.
Segundo
informações do jornalista Osama Al-Kahlout — publicadas diretamente da Faixa de Gaza em 22 de março
de 2026 no canal oficial do veículo de comunicação palestino Quds News
Network no Telegram —, o pai, Osama, teria sofrido um trauma
psicológico após a morte de um cavalo que usava para ganhar a vida:
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Há
alguns dias, enquanto levava o filho para comprar mantimentos, foi surpreendido
por tiros perto de casa e obrigado por soldados a deixar o filho de um ano e
cinco meses no chão e se aproximar do posto de controle israelense, onde teve
suas roupas retiradas.Osama Al-Kahlout
Foi
quando as forças de ocupação sionistas também
detiveram e sequestraram a criança, no centro da Faixa de Gaza. Enquanto estava
sob custódia, o bebê teria sido submetido a abusos e torturas na frente de seu
pai. De acordo com publicação da Anadolu Agency, as tropas “chegaram a
queimar uma de suas pernas com cigarros, espetá-la e inserir um prego em sua
perna, conforme indicado no laudo médico”. Tudo teria ocorrido na tentativa de
obter informações do pai.
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Mãe explica como o bebê foi torturado
“A Cruz
Vermelha ligou para a família às 22h e pediu que viessem buscar a criança no
mercado de Al-Maghazi. Eles ficaram surpresos ao saber que a criança havia sido
torturada. O que vocês encontraram na criança?”, comentou e perguntou o
jornalista Osama Al-Kahlout à mãe, Samah Abu Nassar. Enquanto mostrava os
ferimentos de Karim, ela relatou:
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Encontramos
quatro feridas; uma delas foi uma queimadura de cigarro que usaram para
cutucá-lo. Havia também duas ou três marcas em sua perna, era como um
instrumento afiado. Eles continuaram enfiando na perna dele para torturar a
criança e pressionar o pai para que ele pudesse falar.
O
jornalista ainda perguntou: “Quem disse a você que esses são sinais de
torturas?”. A mãe respondeu que os doutores disseram isso, acrescentando: “Três
ou quatro doutores a mais confirmaram que não se tratavam de ferimentos de bala
ou arma de fogo, mas sim de sinais de tortura. Isso foi o que eles fizeram com
ele.”
No vídeo, é possível ver o bebê gemer e chorar pela imensa dor que sente,
enquanto a mãe mostra ao repórter as marcas de um objeto pontiagudo que teria
sido inserido na sua perninha esquerda. É o que apresenta a publicação da PalPulse, site digital de notícias sobre
a Palestina, em 23 de março de
2026, na entrevista realizada pelo jornalista Osama Al-Kahlout.
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Crime presenciado e entrega de relatório médico
“Em 20
de março, Jawad [identificado em reportagens prévias como Karim] estava com seu
pai, Osama Abu Nassar, no campo de refugiados de Al-Maghazi. Testemunhas dizem
que foram detidos justo depois de se aproximarem da denominada Linha de
Demarcação Amarela”, reporta Tareq Abuo Azzum, correspondente
da Al Jazeera English em Gaza, em 24 de março, após
entrevistar Rana Abu Nassar, avó do bebê. Nas imagens da reportagem, é possível
ver um arco vermelho com a frase em inglês “Welcome to Maghazi Camp” (Bem-vindos
ao Campo Maghazi, em tradução livre).
A
chamada “linha amarela” é a linha de demarcação até a qual o exército
israelense se retirou, de acordo com a primeira fase do ‘cessar-fogo’ em Gaza
que entrou em vigor em 8 de outubro de 2025.
A
demarcação se estende de norte a sul para dentro da Faixa de Gaza a partir de
sua fronteira oriental imposta pelos regimes de Israel e dos EUA, e
abrange aproximadamente 58% do enclave. Nele, é possível ver bem no centro do
mapa a localização relativa do Campo de Refugiados Al-Maghazi, identificado em
inglês como “Maghazi refugee camp”, posicionado a 1,5 km de distância da linha
fronteiriça.
Fadel
Abu Awad foi testemunha ocular do incidente em Gaza. Ao ser questionado pelo
jornalista Tareq Abou Azzum, em entrevista à Al Jazeera English, ele
indicou a rua e a zona onde Osama e seu pequeno filho teriam sido detidos, e
afirmou:
Nós
corremos para chegar até ele [Osama Abu Nassar], mas fomos atacados por
tanques. Ele foi detido com seu filho pelas tropas israelenses atrás daquela
colina, enquanto as forças terrestres atiravam em nós e nos faziam recuar.Fadel Abu Awad
Da
fachada do hospital Al-Aqsa, em Gaza, localizado na região central de Deir
al-Balah, o jornalista da mesma reportagem ainda apresenta imagens do que,
segundo ele, seria o relatório médico entregue pelos doutores da Cruz Vermelha
que documentaria os sinais de abuso e tortura contra a criança.
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Isso é terrorismo, isso é genocídio
A
criança foi libertada após aproximadamente dez horas de tormento, no dia 23 de
março de 2026, e foi entregue à sua família através do Comitê Internacional da
Cruz Vermelha em Al-Maghazi, enquanto o pai permanece detido em ‘Israel’, de
acordo com matéria da TRT World, publicada em 23 de
março, e reiterada pela reportagem da Al Jazeera English, acima
mencionada.
“A
família apelou às organizações internacionais para que intervenham a fim de
garantir a libertação do pai, para que ele possa continuar recebendo tratamento
médico”, apontou a Anadolu Agency.
Essas
denúncias gravíssimas de violações brutais dos direitos humanos cometidas por
militares israelenses contra civis na Faixa de Gaza, até mesmo contra as
crianças mais jovens, demonstram um novo nível de horrores contra o povo
palestino. Não se trata de segurança, mas de crueldade desprovida de qualquer
pretensão, sistemática, deliberada e desumana. Essa gigante violência revela,
mais uma vez, a doente e perversa mentalidade sionista. Notícias deste tipo
confirmam o barbarismo e a bestialidade do sionismo: uma ameaça para a
paz, a segurança e a humanidade.
A
entidade colonial terrorista reduziu a maior parte de Gaza a ruínas e desalojou
cerca de 90% da sua população. Desde outubro de 2025, Israel cometeu centenas
de violações do cessar-fogo, matando pelo menos 680 palestinos e ferindo outros
milhares a mais. Desde outubro de 2023, Israel matou mais de 72 mil palestinos
— reconhecidos pelo mesmo regime —, em sua maioria mulheres e crianças, e feriu
mais de 171 mil no genocídio que ainda não
acabou e se estende pela Palestina Histórica
invadida.
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O choro e a revolta de família libanesa ao enterrar
criança de 11 anos morta em ataque israelense
Um
funeral foi realizado em um vilarejo do sul do Líbano para um menino
de 11 anos e seu tio, que foram mortos em um ataque aéreo israelense.
Jawad
Younes e Ragheb Younes, de 41 anos, foram sepultados em Saksakiyeh neste sábado
(28/3), depois que o complexo residencial de sua família foi atingido um dia
antes.
Eles
estão entre as mais recentes vítimas na ofensiva de Israel contra o grupo
armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, depois que o grupo disparou foguetes contra
Israel no início deste mês, em meio à guerra entre os Estados Unidos e Israel
contra o Irã.
Autoridades
de saúde libanesas afirmam que mais de 1.100 pessoas foram mortas desde que a
escalada começou, com civis cada vez mais presos no fogo cruzado.
Neste
sábado, nove paramédicos foram mortos no sul do Líbano, segundo o diretor-geral
da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
No X,
ele informou que 51 profissionais de saúde mortos no Líbano neste mês — é o
segundo mês mais letal para os trabalhadores da saúde do país desde que a OMS
começou a monitorá-los, em outubro de 2023.
"Os
ataques repetidos à assistência de saúde estão prejudicando gravemente a
prestação de serviços no sul do Líbano", diz Ghebreyesus.
"Profissionais de saúde são protegidos pelo direito humanitário
internacional e nunca devem ser alvo."
Militares
israelenses dizem ter atingido mais de 250 alvos iranianos e do Hezbollah neste
fim de semana.
Em uma
atualização, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter concluído
"dezenas de ondas de ataques em larga escala" em todo o Líbano e no
Irã.
No Irã,
dizem ter atingido mais de 100 alvos, incluindo "locais de produção de
mísseis balísticos, mísseis prontos para lançamento" e "instalações
de armazenamento de mísseis".
No
Líbano, afirmam que "mais de 170 alvos do Hezbollah foram atingidos".
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'Gentil e puro'
O
exército israelense não respondeu a um pedido de comentário sobre o alvo
pretendido no ataque que atingiu o complexo da família Younes.
Centenas
de pessoas se reuniram no centro da cidade de Saksakiyeh para o funeral de
Jawad e Ragheb.
Mulheres
vestidas com túnicas pretas lamentavam sobre os corpos, um deles coberto pela
bandeira amarela do Hezbollah – um reflexo do apoio ao grupo nesta área
majoritariamente xiita.
Malak
Meslmani, mãe de Jawad, sentou-se ao lado do corpo do filho, com lágrimas
escorrendo pelo rosto.
"Meu
filho é gentil e puro", disse ela à BBC.
"Ele
gostava da ideia de martírio e, quando crescesse, queria estar com a
resistência.
"Ele
queria resistir ao inimigo Israel que o matou."
Enquanto
a procissão fúnebre seguia em direção ao local do enterro, o som de ataques
aéreos israelenses ecoava ao longe. Nuvens de fumaça subiam sobre colinas
próximas.
O
ataque à casa da família Younes ocorreu pouco depois das 13h00 (11h00 GMT) de
sexta-feira. O pai de Jawad, Hussein Younes, disse que o filho estava jogando
futebol com nove primos naquele momento.
Em
frente às ruínas de sua casa, o pai de Jawad ergueu as mãos e gritou: "Eu
não sei! Eu não sei!", quando questionado por que o exército israelense
teria alvo na residência.
"Se
isto fosse uma base militar, não haveria crianças aqui", disse ele à BBC.
A BBC
conversou com vários membros da família e integrantes do conselho local, que
afirmaram que a família não tinha qualquer envolvimento militar com o
Hezbollah.
Cinco
pessoas sobreviveram ao ataque e os feridos foram levados a um hospital
próximo. Entre eles estava a tia de Jawad, Zeinab.
"Antes
de acontecer, eu e meu marido estávamos dentro de casa", disse ela,
chorando de sua cama de hospital.
"Não
vimos nada e não ouvimos nada... Depois, me encontrei debaixo de um monte de
escombros."
Zeinab
está sendo tratada por uma fratura na coluna e outra na perna. Médicos dizem
estar esperançosos de que ela volte a andar, mas provavelmente precisará de
cirurgias extensas.
Ela
disse que não houve qualquer aviso antes do ataque e que a família teria fugido
se tivesse sido alertada.
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Jornalistas libaneses são mortos em ataque
O
enterro de Jawad e Ragheb ocorre apenas um dia depois de outra família no mesmo
bairro ter enterrado duas crianças e a mãe delas. Elas também foram mortas em
bombardeios israelenses em meio a outra onda de ataques letais no sul do
Líbano.
Neste
sábado, três jornalistas libaneses foram mortos em um ataque israelense
direcionado contra o veículo de imprensa em que estavam, segundo seus
empregadores.
Ali
Shoeib, conhecido correspondente da Al Manar TV, emissora afiliada ao
Hezbollah, foi morto junto com a repórter Fatima Ftouni e o cinegrafista
Mohamed Ftouni, do canal Al Mayadeen, de acordo com as emissoras.
As
Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter matado Shoeib, descrevendo-o
como um "terrorista" da elite Força Radwan, do Hezbollah apoiado pelo
Irã, que teria "operado durante anos sob o disfarce de jornalista".
As IDF
não comentaram as mortes de Fatima ou Mohamed Ftouni.
O
presidente do Líbano, Joseph Aoun, chamou o ataque de um "crime
audacioso" que violou todas as normas segundo as quais jornalistas
deveriam ser protegidos durante a guerra.
O
Comitê para a Proteção dos Jornalistas condena o ataque, dizendo que
"jornalistas não são alvos legítimos, independentemente do veículo para o
qual trabalhem".
A
organização já acusou Israel anteriormente de matar profissionais de mídia
enquanto alegava que eram militantes, sem fornecer evidências críveis.
Também
no sábado, um ataque aéreo israelense matou cinco paramédicos na cidade de
Zoutar. Grupos de direitos humanos afirmam que os ataques repetidos de Israel
contra profissionais de saúde no Líbano podem configurar crimes de guerra.
Desde 2
de março, ataques aéreos israelenses têm atingido cidades e vilarejos em todo o
Líbano, enquanto forças terrestres continuam avançando no sul como parte de uma
ofensiva contínua. Israel afirma que suas operações têm como alvo o Hezbollah,
mas civis frequentemente estão entre os mortos.
Na
sexta-feira, a agência de refugiados da ONU alertou que o Líbano enfrenta uma
crise humanitária crescente que pode se tornar catastrófica, com mais de um
milhão de pessoas agora deslocadas.
O
Líbano permanece preso em um ciclo de violência, com Israel e Hezbollah
prometendo continuar o combate apesar do crescente custo humano.
Muitos,
como os sobreviventes da família Younes, dizem estar dispostos a pagar o preço.
"Não temos medo da guerra, porque não temos medo da morte", disse
Ali, filho de Zainab.
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Invasão terrestre no Irã resultará em eliminação de
pessoal norte-americano por drones, diz mídia
O
Pentágono começou a se preparar para uma operação terrestre contra o Irã, que
pode se estender por várias semanas ou "alguns meses", escreve o
jornal The Washington Post.
O
jornal destaca que qualquer
campanha terrestre estadunidense não constituirá uma invasão em grande escala.
"Tal
missão poderia expor os militares norte-americanos a uma série de ameaças,
incluindo drones e mísseis iranianos, fogo de terra e explosivos
improvisados", ressalta a publicação.
Segundo
a matéria, as operações consistirão em incursões das forças de operações especiais e da
infantaria. Ao mesmo tempo, é apontado que, até 28 de março, não se sabia se o
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitaria um dos
planos propostos pelo Pentágono.
Além
disso, a reportagem salienta que o governo Trump oscila entre afirmar que
a guerra contra o Irã está chegando ao fim e ameaçar intensificá-la.
Entre
as discussões na Casa Branca, estão a possível ocupação da ilha de Kharg e
ataques a bases costeiras iranianas próximas ao estreito de Ormuz.
Embora
Trump negue planos de enviar tropas, os Estados Unidos já mobilizaram
unidades navais e consideram o envio de reforços à região.
Nesse
contexto, o artigo sublinha que a maioria dos cidadãos norte-americanos
rejeita uma invasão terrestre e, mesmo dentro do Partido Republicano, há
divisões sobre o tema.
Ao
mesmo tempo, a publicação conclui que especialistas alertam que capturar Kharg
seria rápido, mas manter o controle da ilha representaria graves riscos
militares.
Anteriormente,
a mídia informou que os EUA poderiam enviar mais de 17.000 militares para a
fronteira com o Irã. Essa decisão poderá ser tomada caso Trump autorize a
operação.
No dia
28 de fevereiro, os EUA e Israel iniciaram uma
série de ataques contra alvos no território iraniano, incluindo Teerã, causando
destruição e mortes de civis. O Irã vem realizando ataques de
retaliação contra o território israelense, bem como contra instalações
militares dos EUA no Oriente Médio.
Fonte:
Diálogos do Sul Global/BBC News Persa/Spitnik Brasil

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