Trump
empobrece os EUA enquanto enriquece outro país que não começou a guerra
A
escalada militar liderada pelos Estados Unidos contra o Irã já produz efeitos
claros — e previsíveis. Enquanto Washington amplia tensões no Oriente Médio, o
mercado global reage com a disparada do petróleo. E quem lucra com isso não é
quem iniciou o conflito, mas quem já ocupa posição estratégica na geopolítica
da energia: a Rússia.
Dados
recentes mostram que Moscou arrecadou cerca de €7,7 bilhões em apenas duas
semanas, com ganhos diários próximos de €372 milhões em exportações
de petróleo. O motivo é direto: o barril ultrapassou os US$
100 diante do risco de interrupção no Estreito de Ormuz, rota por onde
passa uma fatia relevante do petróleo mundial.
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Crise criada pelos EUA gera lucro para quem não iniciou a guerra
A
lógica é simples. Ao tensionar uma das regiões mais sensíveis do planeta, o
governo Trump provoca instabilidade no fornecimento global de energia. O
mercado reage com aumento de preços — e países exportadores, como a Rússia,
ampliam receitas sem disparar um único míssil.
Enquanto
isso, o Irã, alvo direto das ofensivas, reafirma sua posição estratégica ao
demonstrar capacidade de influenciar uma das rotas mais importantes do planeta.
O resultado é um redesenho imediato do equilíbrio global, no qual quem resiste
à pressão militar mantém relevância econômica.
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Petróleo expõe contradição da estratégia americana
A
ofensiva dos EUA escancara uma contradição: ao tentar pressionar o Irã,
Washington fortalece indiretamente economias que não estão alinhadas à sua
política externa.
A
Rússia, já consolidada como potência energética, amplia sua influência global
exatamente no momento em que o Ocidente tenta isolá-la. O aumento do preço do
petróleo não é um efeito colateral — é consequência direta de uma política
externa baseada em confronto.
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Quem paga a conta é o resto do mundo
Enquanto
Rússia lucra e o Irã sustenta sua posição estratégica, o impacto recai sobre a
população global. Combustíveis mais caros, aumento no custo do transporte e
pressão inflacionária atingem países dependentes de importação de energia.
Ou
seja, a guerra não apenas falha em atingir seus objetivos geopolíticos como
transfere o custo para economias mais frágeis e para o consumidor comum.
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Resultado: desgaste dos EUA e fortalecimento de polos alternativos
A crise
atual evidencia um cenário que já vinha se consolidando: o enfraquecimento da
estratégia unilateral dos Estados Unidos e o fortalecimento de um mundo
multipolar.
Ao
invés de isolar adversários, a escalada militar contribui para ampliar o espaço
de países como Rússia e Irã, que passam a exercer influência econômica e
geopolítica ainda maior.
No fim,
a guerra promovida por Washington não apenas aumenta a instabilidade global —
ela redefine o jogo de poder, favorecendo justamente quem está fora do eixo de
decisão dos EUA.
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EUA avançam em destruição global, mas são incapazes de
vencer Irã, afirma coalizão internacional
No
último sábado (21), foi realizada a manifestação virtual em massa “Apoie
o Irã, o Líbano e a Palestina contra o ataque
imperialista e sionista dos EUA”. O encontro reuniu palestrantes de Irã,
Colômbia, Indonésia, Filipinas, Paquistão, Chipre, Palestina, EUA, Venezuela,
Cuba e Brasil — representado por Amyra El Khalili, professora economista,
editora das redes Movimento Mulheres pela Paz na Palestina e Aliança RECOs –
Aliança de Redes de Cooperação Comunitária desde o Sul Global.
A
Coalizão Nacional Unida Antiguerra (UNAC), o Movimento Resistir à Guerra
Liderada pelos EUA, a Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS) lideraram a
iniciativa, com o apoio de diversos movimentos sociais e políticos. Em suas
mais diversas e contundentes falas, os ativistas transmitiram a indignação
coletiva contra a guerra de agressão que desde 28 de
fevereiro já matou mais de 1.400 pessoas no Irã e 880 no Líbano, o que se soma
aos mais de 75 mil palestinos martirizados
desde 7 de outubro pela mesma força genocida liderada por EUA e Israel.
A
manifestação visou ainda educar e promover a luta por uma paz justa e
duradoura, a expulsão da aliança EUA-OTAN-Israel do Oriente Médio e a defesa da
autodeterminação contra essa aliança, responsável por cometer uma série de
crimes de guerra, incluindo, entre outros, o assassinato de civis, ataques a
hospitais e escolas, e ataques a depósitos e refinarias de petróleo e gás,
causando danos ecológicos catastróficos e sofrimento e doenças em massa.
Em
legítima defesa, lembraram os presentes, o Irã e as forças de resistência
regionais agem em legítima defesa, retaliando contra as bases americanas que
permitem esses crimes de guerra, como os milhões de mortos nas guerras
lideradas pelos EUA no Oriente Médio e no Sul da Ásia, na Palestina, Iraque,
Síria, Líbia, Líbano, Afeganistão, Paquistão e Iêmen.
Os
ativistas destacaram ainda que os militares dos EUA, que atualmente conduzem
esses ataques devastadores, são financiados por uma rede global de bases
militares e trilhões de dólares em gastos com defesa, mesmo antes do
governo Trump, e que atingem o
ápice da destruição global neste momento. No entanto, mesmo com esse poderio
militar, os EUA são incapazes de derrubar o governo iraniano e alcançar seus
objetivos, estando, em vez disso, atolados em uma guerra mais longa do que o
esperado devido à resistência do Irã a essa agressão.
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A seguir, confira a fala da beduína palestino-brasileira Amyra El Khalili na íntegra:
O
“Movimento Mulheres pela Paz na Palestina” é uma formação de rede, fundada há
26 anos, durante a segunda intifada Palestina, transdisciplinar, apartidária,
que tem como objetivo promover a paz entre grupos étnicos, povos e nações.
Temos
como princípio norteador construir, por meio do debate e da informação, ações
que propiciem a aproximação, a criação e o fortalecimento de relações
inter-raciais e interculturais, orientando a não intervenção, a não ingerência
e a não dominação de uns sobre outros.
Neste
“Dia Internacional de Jerusalém”, mesmo sob bombas e intensos ataques, o povo
iraniano — lado a lado com suas lideranças — esteve nas ruas demonstrando sua
capacidade e competência inabalável na linha de frente em solidariedade aos
povos oprimidos e apoio às forças de resistência, da Palestina ao Líbano, à
Síria, ao Iêmen e ao Iraque.
Estamos
com orgulho reafirmando, mais uma vez, que herdamos a luta, a coragem e a
resiliência de nossos heroicos mártires, lembrando aos árabes e muçulmanos que,
enquanto os símbolos sagrados da Nação Islâmica e das sacralidades cristãs
estiverem sob o controle dos inimigos, não haverá dignidade nem futuro.
Agradecemos
à Coalizão Nacional Unida Antiguerra, ao Movimento Resistir à Guerra Liderada
pelos EUA, à Liga Internacional da Luta dos Povos, as organizações e ativistas
aqui presentes pela realização deste encontro em apoio o Irã, Líbano e a
Palestina contra os agressores americano-sionista.
Continuaremos
em comunhão, promovendo a tolerância, a harmonia e a colaboração e o auxílio
mútuo, de modo que a identidade e a liberdade sejam indissociáveis e utilizadas
como instrumentos para a construção de um mundo que compreenda a existência de
desígnios superiores e transcendentais para a Humanidade, por ser essa a nossa
convicção de que este é o único caminho para garantir a segurança e soberania
dos povos.
Enviamos
nossas orações a todos(as) que se opuseram ao genocídio e massacres cometidos
pelo regime sionista e se posicionaram do lado certo da história.
Que
a paz e as bênçãos estejam sobre os mártires da verdade e da retidão!
Amyra
El Khalili
Movimento
Mulheres pela Paz na Palestina
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Hegemonia americana entra em colapso e Sul Global avança
para ocupar o vácuo…
A
arquitetura de poder global construída após a Segunda Guerra Mundial está
desmoronando diante dos olhos do mundo contemporâneo.
O
pressuposto de que os Estados Unidos seriam os fiadores perpétuos das
instituições internacionais perdeu sua validade histórica e prática.
Washington
iniciou um processo de retração estratégica que sinaliza o fim definitivo da
era da unipolaridade absoluta.
Esse
movimento não significa o colapso da cooperação global, mas sim uma
transformação profunda em sua liderança e nos seus objetivos fundamentais. De
acordo com análises publicadas pelo South China Morning Post, as chamadas
potências médias estão assumindo o protagonismo na governança multilateral.
Países
que antes orbitavam apenas a vontade das superpotências agora buscam formas
flexíveis de integração econômica e política sem pedir licença. O recuo
norte-americano reflete uma crise interna de um império que não consegue mais
sustentar os custos de sua própria hegemonia militar e financeira.
Ao
adotar posturas protecionistas e abandonar acordos climáticos ou comerciais, os
Estados Unidos deixam um vácuo de poder imenso que ninguém mais pretende
ignorar. Esse espaço está sendo preenchido por nações comprometidas com a
soberania e com a construção de um mundo onde o desenvolvimento não dependa de
uma única capital.
O
exemplo mais visível dessa mudança é a consolidação de blocos comerciais que
excluem a participação de Washington de forma deliberada. A Parceria
Transpacífica é citada como um experimento revelador dessa nova liderança
exercida por economias dinâmicas que buscam autonomia. Países como Japão,
Canadá e Austrália tentam manter as engrenagens do comércio funcionando sem as
diretrizes impostas pela Casa Branca.
No
entanto, para o público brasileiro e para o Sul Global, essa transição tem um
significado ainda mais profundo do que simples trocas comerciais. Trata-se da
oportunidade histórica de consolidar um projeto nacional que não seja submisso
aos interesses do Departamento de Estado norte-americano. O governo de Luiz
Inácio Lula da Silva compreende perfeitamente esse momento de transição de
poder no cenário internacional e age com estratégia.
A
diplomacia brasileira voltou a atuar com altivez, priorizando a integração
regional e o fortalecimento de mecanismos como o grupo dos países emergentes. A
multipolaridade não é mais uma promessa teórica, mas uma realidade que se impõe
através de novos polos de poder tecnológico e econômico. A China exerce um
papel fundamental nesse processo ao oferecer alternativas de financiamento e
infraestrutura que não exigem a renúncia da soberania nacional.
O
imperialismo ocidental, liderado pelos Estados Unidos e secundado pela Europa,
demonstra sinais claros de exaustão e falta de propostas para o futuro. Suas
ferramentas de pressão, como as sanções unilaterais, já não surtem o mesmo
efeito paralisante de décadas atrás sobre as nações soberanas. Nações do Sul
Global agora olham umas para as outras em busca de parcerias estratégicas que
respeitem as diversidades políticas e sociais de cada povo.
O Irã
surge como um símbolo de resistência e integração em uma Eurásia que se recusa
a ser dominada por interesses externos e pressões descabidas. A ideia de uma
ordem baseada em regras, termo frequentemente usado por Washington, revelou-se
uma farsa para manter privilégios coloniais anacrônicos. Quando as regras não
favorecem mais o centro do império, elas são simplesmente descartadas pelos
próprios criadores do sistema internacional.
Nesse
cenário, as parcerias flexíveis mencionadas por analistas internacionais são
apenas a ponta do iceberg de uma mudança tectônica na geopolítica. O mundo está
deixando de ser um tabuleiro de soma zero para se tornar um ambiente de
cooperação pragmática entre iguais. Para o Brasil, o avanço dessa nova ordem
mundial representa a chance de reindustrializar o país com o apoio de parceiros
que valorizam a transferência tecnológica.
A
soberania nacional é fortalecida quando o país deixa de ser um mero exportador
de commodities para se tornar um articulador global de primeira grandeza. A
resistência contra a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte e a
denúncia do genocídio na Palestina são marcos dessa nova postura das nações que
buscam a justiça internacional. O Sul Global não aceita mais o papel de
espectador passivo das decisões tomadas em Washington ou Bruxelas sem qualquer
consulta prévia.
O
declínio da influência americana abre caminho para que a ciência, a tecnologia
e a infraestrutura sejam voltadas para o bem-estar real dos povos. Potência
líder nesse processo, Pequim acumula avanços impressionantes em energia limpa e
inteligência artificial, oferecendo um modelo de desenvolvimento focado na
concretude e nos resultados sociais. A transição para a multipolaridade exige
que o Brasil continue investindo em sua própria defesa e em políticas públicas
de redistribuição de renda.
O
desenvolvimento nacional-popular é a única resposta sólida contra as tentativas
de desestabilização que ainda emanam do norte em decadência. O futuro pertence
aos países que souberem ler corretamente os sinais desta mudança de época e
agirem com coragem política inabalável. O Cafezinho seguirá acompanhando cada
passo dessa transformação que devolve aos povos o direito de decidir seu
próprio destino sem interferências.
O mundo
que emerge das cinzas da hegemonia americana é mais complexo, mas também muito
mais promissor para quem defende a liberdade real. A soberania e a cooperação
entre iguais são os pilares dessa nova era que já começou a ser escrita pelas
potências do Sul Global. Não há mais volta para o modelo de dominação única que
asfixiou o desenvolvimento de tantas nações ao longo do século passado.
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Aprovação de Trump desaba após guerra contra o Irã e
revela declínio de influência do Império
A
tentativa do governo de Donald Trump de impor uma derrota militar ao Irã começa
a produzir efeitos políticos claros dentro dos próprios Estados Unidos. Dados
de pesquisas recentes, divulgados por veículos internacionais como a Reuters,
mostram que a estratégia não apenas falhou em gerar consenso, como aprofundou o
desgaste do presidente.
Segundo
levantamento Reuters/Ipsos, a aprovação de Trump caiu para 36%, o menor
nível de seu atual mandato. O dado vem acompanhado de um indicador ainda mais
significativo: a rejeição à guerra cresce de forma consistente entre os
norte-americanos.
A mesma
pesquisa aponta que 61% dos entrevistados desaprovam os ataques contra o
Irã, enquanto apenas uma parcela minoritária sustenta a ofensiva. Em outro
recorte, apenas cerca de 27% apoiam diretamente os ataques, evidenciando o
isolamento da estratégia militar dentro da própria sociedade americana.
O
impacto não é apenas político — é estrutural. A guerra provocou aumento
expressivo nos preços de energia, ampliando o custo de vida e pressionando
ainda mais a avaliação do governo. Apenas 25% aprovam a condução econômica
de Trump, enquanto 29% aprovam sua gestão geral da economia, ambos os
piores índices de sua trajetória.
Diante
desse cenário, o discurso oficial da Casa Branca tenta sustentar uma narrativa
de sucesso, mas encontra resistência fora dos canais institucionais. Enquanto
Trump afirma avanços e proximidade de objetivos militares, o conflito segue
ativo e sem resolução clara, ampliando tensões no Oriente Médio e críticas
internacionais.
Do lado
iraniano, a resposta tem sido direta. Autoridades rejeitam a existência de
negociações e classificam as declarações dos Estados Unidos como desconectadas
da realidade. Um porta-voz militar chegou a afirmar que Washington
está “negociando consigo mesmo”, em crítica aberta à narrativa americana.
No
plano global, o isolamento também se intensifica. A guerra afetou mercados,
elevou preços de energia e ampliou a percepção de instabilidade gerada pela
política externa dos Estados Unidos. Análises internacionais já apontam que a
postura de Trump tem transformado o país de um ator de estabilidade em um fator
de desordem no cenário global.
O
conjunto dos dados revela um quadro claro: a tentativa de pressionar e
enfraquecer o Irã não produziu o resultado esperado. Em vez disso, gerou
resistência regional, críticas internacionais e perda de apoio interno.
No fim,
o que era apresentado como uma ofensiva decisiva se traduz, até aqui, em
desgaste político e crescente isolamento — tanto fora quanto dentro dos Estados
Unidos.
Fonte:
O Cafezinho

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