Valéria
Paye: negociar com fundos indígenas exige ‘princípio da confiança’
As
emoções estavam à flor da pele quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
anunciou o reconhecimento formal de várias terras indígenas na COP30, a
conferência climática da ONU realizada em Belém, em novembro de 2025. Para os
povos de um desses territórios — a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, com quase
22 mil km2, tamanho similar ao estado de Sergipe —, foi um momento histórico de
luta após décadas por reconhecimento e autodeterminação.
Localizada
entre o noroeste do Pará e o norte do Amazonas, a terra indígena foi homologada
graças, em grande parte, ao esforço do Podáali — um dos muitos fundos liderados
por indígenas que têm redesenhado o mapa do financiamento ambiental no Brasil.
Esses
fundos são criados, geridos e
administrados por lideranças indígenas
de diferentes povos, tendo como base
suas visões de mundo e valores, como respeito, reciprocidade e
confiança.
O Podáali, Fundo Indígena para a Amazônia
Brasileira, é um exemplo disso. Foram mais de dez anos de discussões e
preparativos antes que a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia
Brasileira (Coiab) estabelecesse o fundo formalmente em 2020.
Um dos
objetivos do Podáali é possibilitar e ampliar o financiamento direto aos povos
e movimentos indígenas, nos termos deles. Apesar da grande dimensão de seu
papel na sustentabilidade e na defesa de um planeta saudável, os povos
originários e suas organizações recebem uma pequena fração do financiamento
filantrópico global. Um relatório de 2024 constatou a situação como “padrões
consistentes de desigualdades generalizadas e sistêmicas”.
“Se a
gente, no campo da filantropia, realmente quer apoiar os povos indígenas e até
comunidades tradicionais, a conversa e o diálogo têm que mudar”, disse Valéria
Paye, (dos povos Tiriyó e Kaxuyana), diretora-executiva do Fundo Podáali, à
Mongabay. “O princípio tem que ser o de reciprocidade de fato, dessa construção
conjunta.”
Em
entrevista a Holly Jonas e Alexandre de Santi, ambos da Mongabay, Valéria
reflete sobre os valores indígenas na filantropia, explica como o Fundo Podáali
difere e interage com a filantropia não indígena e aponta suas razões para
achar que “não haverá outra COP” como a COP30.
LEIA A
ENTREVISTA:
• Como os povos indígenas da Amazônia
enxergam o conceito de filantropia?
Valéria
Paye: O nosso princípio de filantropia, no geral, é muito baseado nas trocas e
em muita confiança. Essa é a base da nossa filantropia. Tanto é que o nome do
Podáali para nós é um sinônimo de troca mesmo, de reciprocidade. E, claro, como
povos da oralidade, a palavra tem muito valor. A palavra é assumir o
compromisso entre a gente. Então, acho que são esses os princípios que
valorizamos muito. Já o que a gente pensa dessa filantropia do lado de cá [no
contato com não indígenas] é exatamente o contrário disso. Acho que ela passa
hoje por uma construção de confiança.
• Como você descreveria sua experiência
com filantropia antes da criação do fundo Podáali?
Valéria
Paye: A gente conhecia outros fundos com histórico de atuação e apoio aos povos
indígenas no Brasil, mas fazer isso a partir de nós era uma coisa diferente,
até pela gestão. Porque o fundo lida com essa relação intermediária da gestão a
partir da perspectiva do lado de cá, dessa sociedade não indígena, e que é uma
coisa diferente para nós.
A gente
teve que aprender a lidar com isso, a entender um pouco disso para fazer essa
relação da sociedade indígena com a sociedade não indígena visando a gestão
mesmo. Então, acho que a gente está aqui depois de muitas experiências que
também foram negativas. Essa questão de lidar com a gestão a partir dessa
burocracia da sociedade não indígena… a gente apanhou muito.
Por
isso, a história de construção do Podáali é uma história bastante consolidada
de mais de dez anos de caminhada. Antes de criar o Podáali, foram dez anos de
muita reunião, assembleia e oficinas para a gente entender e também para dizer
o que queremos com esse novo instrumento. O que a gente quer com essa
organização? Para que estamos criando? Antes de mais nada, a gente dizia que
ele tinha que ser algo que respondesse a nós, não à sociedade de fora. Então,
acho que esse é um debate que estamos tentando trazer para o campo da
filantropia: por que o fundo foi criado? Para quê?
Se a
gente, no campo da filantropia, realmente quer apoiar os povos indígenas e até
comunidades tradicionais, a conversa e o diálogo têm que mudar. O princípio tem
que ser o de reciprocidade de fato, dessa construção conjunta, respeitando.
Também, ao mesmo tempo, temos que trazer a confiança de volta a esse diálogo,
porque o que a gente sente é que cada vez mais essa confiança foi deixada de
lado.
Impõe-se
a burocracia e, ao se impor mais burocracia, cada vez mais se dificulta o
acesso aos apoios em termos gerais.
Por
outro lado, é dizer que temos que dialogar, enxergando as nossas sinergias. O
que temos em comum? Se estamos falando de meio ambiente, já sabemos que os
resultados são concretos; são os povos que mais cuidam, a partir dos seus
saberes. Então, o nosso compromisso é apoiar o que já se faz, para que
continuem fazendo, para que a gente continue tendo essa contribuição dos povos
indígenas para o debate em termos gerais, principalmente do clima e da
biodiversidade.
• Quais são alguns dos desafios que você
enfrentou e como lidou com eles?
Valéria Paye: A gente não fez o Podáali para
responder à demanda de fora dos financiadores, ou seja lá de quem for.
Inclusive, já passamos por situações enfrentando isso: [quando um financiador
externo] via esse instrumento [o Podáali] como um intermediário em que [ele]
dita o que quer.
A gente
já passou muito por esses testes e aí eu digo: “Não, vamos sentar e conversar,
porque o Podáali, antes de mais nada, responde a nós; ele foi criado com esse
princípio”. Temos princípios que não vamos poder abandonar. Um exemplo concreto
disso é o enquadramento do Podáali sob muitas regras. Muitos parceiros querem
apoiar o Podáali para apoiar os povos indígenas, mas as regras são essas.
[Eles] vêm com o pacote completo e aí a gente fala: “Não é assim. Queremos isso
como uma parceria mesmo”. Partimos do princípio de que se tem que apoiar o que
os povos indígenas fazem. Eles têm seus planos de vida.
Muitas
instituições são engessadas; querem apoiar, mas, a partir desse diálogo,
começamos a sentir que, de fato, eles começam a refletir sobre os seus
processos. Tivemos que dizer muitos nãos, ao dizer que não estamos dispostos a
receber qualquer dinheiro em qualquer condição. Então, falamos: “Parceiro, se
você não está pronto ainda para uma relação com o Podáali, vamos dar um tempo”.
É bom
que você ganhe outras experiências. E, por incrível que pareça, lidamos com
essa situação inclusive com parceiros que já trabalham com povos indígenas e
comunidades tradicionais e que nem eles entenderam ainda esse processo
diferenciado. Ficamos impressionados: como assim? Você já está há 30 anos aqui
com a gente e ainda não conseguiu entender isso? Então, são processos de
aprendizado mesmo para nós, e acreditamos que também para o lado da sociedade
não indígena e das instituições.
• Você consegue dar um exemplo de como a
abordagem do fundo Podáali acontece na prática?
Valéria
Paye: Uma coisa que podemos trazer como exemplo é o princípio da confiança.
Vemos a confiança nos projetos no sentido de eles serem feitos a partir dos
acordos, das prestações de contas, que, no geral, para o lado de cá, é algo
muito difícil. Mas por que, por ora, avaliamos que isso é positivo e está dando
resultado? Por que nossos parentes estão assumindo e fazendo seus projetos
acontecerem?
Primeiro,
é uma coisa que colocamos: o projeto não é nosso, não é do Podáali, nem da
Coiab. O projeto é de vocês, parentes. Se o projeto der certo, o resultado
disso é para vocês primeiro e depois para o Podáali ou para os outros. Com
isso, começamos a enxergar uma virada. Sempre se dizia: “o projeto é da Funai
[Fundação Nacional dos Povos Indígenas], é do parceiro, é do governo, é do
município”. Nunca era deles [do povo ou movimento indígena]. Então esse projeto
tinha começo, meio e fim, mas ‘eu’ não tinha compromisso porque o projeto não
era ‘meu’. Começamos a observar essa virada deles dizerem que o projeto é deles
e que eles estão fazendo tudo para dar certo e para que as coisas sejam do
jeito que planejaram.
Outra
coisa é que a nossa ação [do Podáali], como parte dessa grande rede do
movimento indígena, faz com que eles nos enxerguem, de fato, como parceiros,
não como uma instituição que os fiscaliza. É diferente desta relação [com a
filantropia não indígena] em que, por mais que você seja parceiro, o processo
de monitoramento é normalmente visto como fiscalização. Com a gente, não parece
ser isso. Dizemos para eles: “vocês têm que monitorar as ações, mas são vocês
mesmos que têm que fazer e dizer para a gente os resultados a partir dos
acordos e dos princípios que estamos definindo”. Vamos olhar todo mundo junto,
não como fiscalização, mas como um compromisso, um resultado do que queremos
alcançar.
• Há algum caso que você possa mencionar,
que exemplifique algum projeto que só o
Podáali consegue apoiar?
Valéria
Paye: Pelo Podáali, estamos apoiando algumas iniciativas de processos de
demarcação de territórios indígenas na Amazônia brasileira. Uma das terras
indígenas homologadas pelo presidente Lula agora no âmbito da COP[30] teve o
apoio do Podáali para fazer a demarcação física do território
Kaxuyana-Tunayana. A demarcação física é o processo final para uma homologação
da terra indígena. Os nossos parentes, com apoio do Podáali, conseguiram
assumir o fazer de um processo de demarcar o território deles. Eles fizeram.
Isso é algo muito diferente, porque normalmente quem faz isso é o Estado ou
outros de fora.
• Há uma discussão sobre a dificuldade de
organizações indígenas terem acesso ao financiamento e de lidarem com as
questões administrativas. Outros dizem que as organizações não indígenas é que
deveriam se adaptar. E também dizem que indígenas como você, que saíram para
estudar, já têm o saber para fazer essa ponte. Existe essa dificuldade em
atender a demandas burocráticas. Qual é a sua opinião pessoal sobre quem deve
fazer o esforço: não indígenas ou os indígenas?
Valéria
Paye: Acho que essa é uma questão para os dois lados. Ambos têm que entender
que a gente do lado de cá está se esforçando para entender esse processo, que é
muito mais complicado. Essa questão das regras gerais, das regras dos países e
da gestão de recursos é algo realmente bastante burocrático no Estado e em
muitas organizações de filantropia. Por isso eu falo que aqui há um princípio
de desconfiança; é o que rege essa relação. Por isso, o lado de cá vai
burocratizando um processo que torna os recursos praticamente inacessíveis para
nós, povos indígenas.
Porque,
enquanto aprendo uma pequena coisa, o processo da burocracia já avançou e já
está mais complexo. Tenho que correr atrás disso para entender. Do lado da
sociedade não indígena, a filantropia, se não entender isso, também será muito
difícil.
Há uma
questão colocada hoje: “queremos apoiar os povos indígenas e comunidades
tradicionais diretamente”. Mas o que é apoio direto para você? Ao pensar no
apoio direto, você terá que se abrir para entender esta outra sociedade e a sua
visão para que de fato esse apoio direto chegue para essas organizações do
jeito que você quer. Pergunto o que é apoio direto para eles, porque para nós o
apoio direto é via as nossas organizações e nossa forma de se organizar.
• Quais são algumas considerações
específicas sobre o Brasil que as pessoas deveriam conhecer?
Valéria
Paye: Como Podáali, colocamos que apoiar diretamente exige entender a forma de
organização deles. Nem todos os povos indígenas têm uma instituição com CNPJ
[Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica], esse bendito documento que os enquadra
nesse campo. Muitos não têm. Se você impõe que exista uma organização formal
para receber recursos, talvez essa organização só exista para esse período,
porque eles não entendem como funciona a burocracia para manter uma organização
em dia. Como não faz parte da sua estrutura, o processo é de “cria e morre”.
Quais
são os caminhos que podemos seguir para que os apoios cheguem aos lugares mais
difíceis, respeitando a forma de organização [dos povos e movimentos
indígenas]? É se abrindo para juntos vermos que caminhos são esses. Pelo
Podáali, estamos dizendo: dentro do que é possível de acordo com a legislação,
podemos fazer esses apoios de reconhecimento. Os recursos chegam direto,
premiando e reconhecendo as iniciativas através de premiação. Por ora, esse é o
caminho; ao premiar, você reconhece o que eles já fazem.
• Existem iniciativas semelhantes de
fundos liderados por indígenas em todo o mundo. Que lições vocês aprenderam no
Podáali que gostaria de compartilhar com as outras organizações?
Valéria
Paye: O principal, que ainda é uma confusão, é realmente sermos o que somos. A
discussão precisa, antes de mais nada, responder a nós. Se não tivermos isso
firme e com segurança, acabamos nos adaptando e respondendo a outra demanda.
Também
é importante fazer esses processos dentro dos nossos tempos indígenas. Se isso
levar um, três ou dez anos, esse é o nosso tempo para que tenhamos um
instrumento que responda a nós e seja um mecanismo de diálogo com a sociedade
não indígena. Isso deve reger os princípios. No debate internacional, isso [se
alinhar com o tempo indígena de fazer as coisas] faz parte da discussão, mas há
dificuldade por conta dessa pressão global atual para que os recursos cheguem
aos territórios.
Vejo
muitos fundos sendo criados por instituições não indígenas para responder a
essa pressão global. Querem criar fundos para os povos indígenas, mas esses
fundos nunca serão dos povos indígenas. Esta é a diferença para mim. Se querem
fazer a diferença, os fundos têm que partir da discussão dos povos indígenas e
querer ser dos povos indígenas. Caso contrário, é mais um fundo onde a gestão e
a governança nunca passam por nós.
Eu
estudei, mas quem me guia às vezes não tem nem o primeiro grau. O princípio
indígena é o que tem que ser forte na governança para dar as direções gerais
enquanto operacionalizamos o instrumento. Digo aos meus parentes: vamos
primeiro nos entender entre nós. A criação deve partir de nós, respondendo a
nós primeiramente, para que o instrumento seja forte e com base. Não se
preocupem com o tempo; o tempo indígena é o que deve ser, porque é assim que
construímos as coisas.
• Existem novos mecanismos, como o fundo
Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que afirmam que vão entregar dinheiro
diretamente aos povos indígenas. O que precisa acontecer para que esses
processos deem certo? Esses mecanismos são um sinal de que o mundo filantrópico
está entendendo a necessidade de uma relação de mais confiança?
Valéria
Paye: Vamos exemplificar a partir do TFFF. Não vejo como algo novo. Talvez seja
novo para o lado de cá [não indígena] no processo de construção de processos.
Vejo-o como mais um fundo criado pelos Estados-nação, onde eles têm a voz mais
importante na governança de decisão. Não enxergo o que há de diferente nisso. A
garantia de uma porcentagem [de recursos a ser entregue diretamente para
movimentos indígenas] é resultado de muita pressão dos povos indígenas e
comunidades tradicionais.
Na
primeira reunião em que participei sobre o TFFF, diziam que no Brasil os 20%
seriam apoio direto a povos indígenas, mas que apoiariam as instituições
governamentais como Funai, o Ministério dos Povos Indígenas e a Secretaria
Especial de Saúde Indígena (Sesai). O que há de diferente nisso? Nada.
Eu
perguntei se isso era ‘direto’ para eles, porque para nós não é. Isso é
continuar apoiando a política pública, que é responsabilidade do Estado. E o
que o Brasil vai fazer com os 80%? Se conseguirmos incidir nesse espaço, só
podemos falar sobre os 20%.
Isso
mostra que o fundo não está sendo criado olhando os povos indígenas e
comunidades tradicionais; não faremos parte da governança geral. O Banco
Mundial vai receber o TFFF e temos experiência de acesso muito difícil. Quero
conhecer e espero que ande, mas diria que não é diferente dos muitos fundos que
os Estados criam.
• A tecnologia e as redes sociais têm dado
voz a muita gente, inclusive indígenas, e permitido que eles se conectem
diretamente com tomadores de decisão e com uma audiência global. Esse processo
tem sido transformador? Há formas de a filantropia apoiar esse processo?
Valéria
Paye: A Coiab lidera uma rede de comunicadores indígenas na Amazônia
brasileira, interligada à comunicação da Articulação dos Povos Indígenas do
Brasil (Apib). Essa comunicação feita por indígenas é muito positiva porque
leva nossa voz para fora e fala uma língua que nossos parentes entendem.
Queremos nos comunicar para fora e para dentro também. Esta rede tem feito isso
brilhantemente e é importante continuar apoiando. É a nossa voz e o nosso
próximo braço dentro deste processo liderado pelas nossas organizações.
A
campanha “A Resposta Somos Nós” nasceu na Coiab e ganhou o mundo. Ela é muito
potente e quem lidera isso é a comunicação. É um exemplo de comunicação que
ultrapassa as fronteiras liderada pelos povos indígenas.
• O Brasil recebeu a COP30e falou-se muito
sobre ser a “COP indígena” ou da floresta. Você avalia que a conferência
cumpriu essas expectativas?
Valéria
Paye: Foi, sim, uma COP grandiosa. Já estive em outras duas e esta realmente
foi diferente, com participação indígena forte em todos os espaços: Zona Azul
[onde ocorrem as negociações oficiais], Zona Verde [espaço aberto com acesso
livre ao público amplo]. A possibilidade de ter um espaço indígena lá
possibilitou essa grande participação. Conseguimos colocar a semente de que os
territórios indígenas são uma política de clima. O compromisso do governo
brasileiro ao fazer processos de demarcação de quase 20 terras indígenas foi um
ganho desta pressão. A Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, que foi homologada
[durante a COP30], é uma dos maiores [do Brasil] e foi resultado de muita
pressão.
Por
outro lado, a incidência no espaço azul permitiu mencionar os povos indígenas e
afrodescendentes em documentos globais importantes. Vemos isso como uma
resposta à atuação dos movimentos sociais. Não haverá outra COP como essa.
Ao
mesmo tempo, vivemos uma contradição: temos essas entregas
[internacionalmente], mas estamos vivendo um processo contrário no Congresso
brasileiro, que está desconstruindo o processo legal de demarcação e direitos
indígenas. Isso complica o compromisso. É importante que as instituições
continuem apoiando os povos indígenas, porque eles estão insistindo para
mostrar a importância de defender seus direitos.
É um
desafio; estamos refletindo sobre como reverter essa destruição da legislação.
Continuamos contando com o apoio de quem acredita nas nossas organizações
políticas. Entendemos que a nossa voz aqui às vezes não é ouvida, mas quando
damos recados lá fora, ela rebate aqui. É importante que as organizações
internacionais façam essa pressão junto conosco de fora para ajudar nos nossos
processos internos.
Fonte:
Mongabay

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