PF
mira desvio de R$ 500 milhões na Caixa Econômica durante gestão de indicado por
Arthur Lira
A
Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (25) a Operação
Fallax, uma ofensiva gigantesca para desarticular uma organização criminosa
responsável por uma fraude na Caixa Econômica Federal. Segundo a nota oficial
da corporação, o rombo bilionário aos cofres da instituição pública pode
ultrapassar a marca de R$ 500 milhões.
A
deflagração deste escândalo atinge o banco público em um momento de extrema
sensibilidade política. Atualmente, a Caixa é presidida por Carlos Vieira,
nomeado em novembro de 2023 pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. A entrega
do comando da principal instituição financeira social do país fez parte de uma
ampla negociação com o Centrão. Vieira foi uma indicação direta do deputado
federal Arthur Lira (PP-AL), que na época presidia a Câmara dos Deputados,
substituindo Rita Serrano no cargo.
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Como funcionava a fraude na Caixa e a lavagem com criptoativos
O
inquérito, conduzido pela Justiça Federal de São Paulo, revela uma engenharia
financeira sofisticada que dependia de infiltração na própria estrutura do
banco. A Polícia Federal aponta que o grupo criminoso atuava ativamente na
cooptação de funcionários da estatal e de outras instituições financeiras.
Esses empregados inseriam dados falsos nos sistemas internos, burlando os
rigorosos mecanismos de segurança para viabilizar saques e transferências
milionárias indevidas. Esta fraude na Caixa expõe uma vulnerabilidade grave nos
controles de integridade da instituição.
Para
ocultar o rastro do dinheiro público desviado, a organização utilizava uma
vasta rede de empresas de fachada. Os recursos eram pulverizados e, na etapa
final do complexo processo de lavagem de capitais, convertidos em bens de luxo
e criptoativos.
O uso
de criptomoedas, como Bitcoin e Ethereum, por organizações criminosas tem se
tornado um desafio constante para os investigadores. Ao transferir os recursos
desviados para carteiras digitais não hospedadas em corretoras tradicionais (as
chamadas cold wallets), os fraudadores criam uma barreira criptográfica. A
Polícia Federal, no entanto, utilizou ferramentas de blockchain intelligence
para quebrar o anonimato dessas transações, o que foi fundamental para rastrear
a rota do capital na Operação Fallax.
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Números da Operação Fallax e bloqueio milionário
A
magnitude do esquema reflete-se no tamanho da operação deflagrada. Agentes
federais, com o apoio tático da Polícia Militar de São Paulo, cumprem 43
mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva. As ordens
judiciais estão sendo executadas simultaneamente em três estados brasileiros:
São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. É uma das maiores operações recentes focadas
em crimes de colarinho branco e contra o sistema financeiro nacional.
Além
das prisões, a Justiça Federal determinou um duro golpe financeiro contra a
cúpula da organização. Foi ordenado o bloqueio e o sequestro de imóveis,
veículos de luxo e ativos financeiros que somam R$ 47 milhões. O objetivo
imediato da PF é descapitalizar o núcleo criminoso para tentar garantir uma
eventual reparação dos danos causados pela fraude na Caixa ao erário público.
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Impacto institucional e o peso do loteamento político
A
ofensiva judicial também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 33
pessoas físicas e de impressionantes 172 pessoas jurídicas. O volume massivo de
quebras indica que o rastreamento do dinheiro pode revelar ramificações ainda
maiores do esquema criminoso. Informações preliminares de bastidores da
apuração apontam que empresas ligadas ao Grupo Fictor estariam entre os alvos
da devassa, embora a corporação mantenha a lista nominal sob estrito sigilo.
Os
alvos da Operação Fallax responderão por uma extensa lista de crimes federais
gravíssimos. Entre eles estão organização criminosa, estelionato qualificado,
lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa, corrupção passiva e
crimes contra o sistema financeiro nacional. Se condenados por todos os
delitos, as penas somadas podem ultrapassar a marca de 50 anos de reclusão em
regime fechado.
Vale
lembrar que o controle da Caixa Econômica Federal sempre foi a “joia da coroa”
nas negociações políticas em Brasília. Com um orçamento bilionário e
capilaridade em todos os municípios brasileiros, o banco é vitrine. O fato de
uma fraude na Caixa destas proporções ocorrer e envolver a cooptação de
servidores de carreira coloca a gestão de Carlos Vieira sob intenso escrutínio
público e político. A oposição no Congresso Nacional certamente utilizará os
desdobramentos para desgastar a articulação política do Palácio do Planalto.
A
revelação de um esquema com tamanho nível de infiltração levanta
questionamentos sobre a eficácia dos mecanismos de compliance (conformidade)
sob a atual gestão. Até a publicação desta reportagem, a direção da Caixa não
havia emitido um posicionamento oficial detalhando as falhas de segurança
exploradas pela quadrilha ou confirmando o afastamento imediato dos
funcionários envolvidos no escândalo.
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Outro lado
“A
CAIXA informa que atua permanentemente em cooperação com os órgãos de segurança
pública e de controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a fraudes
bancárias, estelionatos e crimes de lavagem de dinheiro. A operação deflagrada
é resultado direto de investigações conduzidas pelas autoridades competentes,
com base em informações e comunicações realizadas pelo banco no curso regular
dos mecanismos de monitoramento e notificação de indícios suspeitos.
A CAIXA
reitera que possui políticas rigorosas de prevenção e combate a fraudes,
lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, alinhadas às melhores
práticas de mercado, à legislação vigente e às normas dos órgãos reguladores.
Sempre que identificadas movimentações atípicas ou evidências de
irregularidades, os casos são imediatamente reportados aos órgãos competentes,
colaborando de forma ativa com as investigações.
A CAIXA
reafirma seu compromisso com a integridade, a transparência e a proteção do
patrimônio público, bem como com a pronta adoção de todas as medidas
administrativas e judiciais cabíveis para responsabilização dos envolvidos e
ressarcimento de eventuais prejuízos, quando aplicável.
Por
envolver investigação em curso, a CAIXA respeita o sigilo legal do processo e
reforça que eventuais esclarecimentos adicionais devem ser solicitados às
autoridades responsáveis pela operação.”
• PF aponta elo entre Fictor e rede ligada
ao Comando Vermelho em fraude contra a Caixa
Polícia
Federal detalhou, na Operação Fallax, uma estrutura de fraude bancária e
lavagem de dinheiro que teria causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões à
Caixa Econômica Federal e a outras instituições financeiras. Entre os alvos
estão Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, e Luiz Phillippe Gomes
Rubini, ex-sócio do grupo.
Como
mostrou a matéria da Fórum sobre a fraude na Caixa, a Justiça Federal de São
Paulo autorizou 43 mandados de busca e apreensão, 21 de prisão preventiva e o
bloqueio de bens, veículos e ativos financeiros até R$ 47 milhões. A operação
foi deflagrada nesta quarta-feira (25) em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro
e Bahia.
O caso
também alcança a dimensão institucional da Caixa. A investigação descreve
participação de funcionários do sistema bancário, inserção de dados falsos em
sistemas internos e facilitação de operações suspeitas. Nesse cenário, a
operação amplia a cobrança sobre os mecanismos de controle do banco e sobre a
gestão do presidente da instituição, Carlos Vieira, já citado em outra frente
da cobertura da Fórum.
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O que a PF atribui ao núcleo empresarial
Segundo
a investigação, Rafael Góis e Luiz Rubini são suspeitos de participação em uma
estrutura voltada à obtenção fraudulenta de crédito e à posterior lavagem de
dinheiro. A apuração indica que o Grupo Fictor teria atuado na sustentação
financeira e operacional do esquema, com movimentações entre empresas ligadas
ao grupo para simular liquidez, gerar histórico bancário artificial e dar
aparência de atividade econômica regular.
Esse
ponto aprofunda o que a Fórum já mostrou na reportagem “Fraude na Caixa: o elo
entre Banco Master e Fictor”. A linha seguida pela PF é que a engrenagem não se
limitava à abertura de empresas de fachada para tomar crédito. Havia, segundo a
apuração, uma dinâmica permanente de circulação de recursos entre pessoas
jurídicas para mascarar a origem do dinheiro e sustentar novas operações.
A
investigação descreve um modelo em que empresas eram abertas com aparência
formal de regularidade, apresentando capital social simulado, objeto social
genérico e composição societária simplificada. Com base nisso, o grupo montava
documentação contábil fraudulenta, manipulava faturamento e criava lastro
artificial para pedir empréstimos e outras modalidades de crédito.
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Quem é Thiago Branco de Azevedo, apontado como operador da rede
No
núcleo operacional da fraude, a PF aponta Thiago Branco de Azevedo como
responsável pelo contato com a rede de “laranjas” usada para abrir e
administrar empresas fictícias. Segundo a apuração, ele operava cerca de 100
empresas de fachada, registradas com documentos falsos e, muitas vezes, em nome
de pessoas que desconheciam o uso de seus dados.
Essas
companhias eram usadas para solicitar crédito em instituições financeiras,
apresentar movimentação artificial e sustentar o ciclo de fraude. De acordo com
a investigação, o grupo utilizava certificados digitais para operações remotas,
produzia demonstrações de resultado e declarações fiscais falsas e simulava
capacidade de pagamento para obter aprovação bancária.
O
padrão descrito pelos investigadores seguia uma lógica recorrente. Primeiro, a
empresa era criada e mantida por algum tempo com aparência de normalidade.
Depois, passava a exibir faturamento inflado e histórico bancário montado
artificialmente. Na etapa seguinte, eram contratadas operações de crédito. Por
fim, vinha a inadimplência planejada, com dispersão dos valores e dificuldade
de recuperação pelos bancos.
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Empresas de fachada e lavagem de dinheiro
A PF
sustenta que a rede de empresas fictícias não era usada apenas para a obtenção
fraudulenta de empréstimos. A estrutura também servia para movimentar recursos
ilícitos e dificultar o rastreamento financeiro. Segundo a apuração, parte dos
valores passava por pagamentos cruzados entre empresas, o que ajudava a criar a
aparência de fluxo comercial legítimo.
Esse
modelo permitia, de acordo com os investigadores, gerar faturamento artificial,
sustentar pedidos de crédito e embaralhar a origem dos recursos. A investigação
também aponta conversão de parte do dinheiro em bens e ativos de mais difícil
rastreamento, inserindo a fraude bancária em um circuito mais amplo de
ocultação patrimonial.
A
dinâmica descrita pela PF inclui várias etapas articuladas: captação de pessoas
para cessão de dados pessoais, abertura de empresas em nome de terceiros,
produção de documentos contábeis falsos, manipulação de faturamento, obtenção
de crédito irregular e posterior circulação dos valores para ocultação da
origem.
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Fictor e Comando Vermelho
Um dos
pontos mais delicados da investigação é a conexão entre essa rede de “laranjas”
e o núcleo paulista do Comando Vermelho.
Segundo a apuração da PF , a estrutura operada por Thiago Branco tinha
ligação com uma malha de empresas de fachada usada também para movimentação de
dinheiro ilícito.
As
atividades atribuídas a Thiago Branco foram identificadas inicialmente pelo
Ministério Público de São Paulo em 2024, durante investigações sobre o chamado
“Bando do Magrelo”, grupo criminoso que atuava no interior paulista. Nessa
linha de apuração, Anderson Ricardo de Menezes aparece como liderança do grupo
investigado.
De
acordo com a investigação, Anderson Ricardo de Menezes tinha ligação com o
Comando Vermelho. A apuração também aponta que, após a prisão do grupo rival, a
área passou a ser controlada por uma estrutura ligada à facção, com menção ao
nome de Leonardo Felipe Calixto nesse novo arranjo criminoso.
O ponto
central para a PF é que a rede de empresas fictícias operada por Thiago Branco
teria servido tanto à fraude bancária quanto à lavagem de dinheiro vinculada a
essa estrutura criminosa. É nessa interseção que a investigação aproxima o
núcleo empresarial da fraude e a malha de “laranjas” ligada ao crime
organizado.
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Gerentes bancários e fragilidade de controle
Outro
eixo da Operação Fallax é a participação de gerentes bancários e de
funcionários com acesso aos sistemas internos das instituições. Segundo a PF, o
esquema contava com cooptação de agentes para repasse de informações, inserção
de dados falsos e facilitação de transações suspeitas.
A
apuração indica ainda pagamento de propina para viabilizar essas operações. Em
uma das frentes investigativas, os valores pagos a gerentes para facilitar
transações suspeitas chegariam a R$ 30 mil. Parte dos envolvidos foi presa na
ofensiva desta quarta-feira.
Esse
aspecto altera o peso institucional do caso. A investigação não descreve apenas
uma fraude externa contra bancos, mas também a atuação de pessoas com acesso à
engrenagem interna do sistema financeiro. No caso da Caixa, a dimensão de
compliance passa a ocupar posição central, porque a apuração envolve controles
internos, validação de operações e supervisão sobre concessão de crédito.
Por
isso, a presidência da Caixa entra no pano de fundo imediato da crise. Como a
Fórum já mostrou na reportagem sobre Carlos Vieira, o caso alcança o banco em
um momento de pressão política e administrativa. A nova etapa da operação
reforça o foco sobre as respostas da instituição para o esquema investigado.
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Instituições atingidas e alcance do esquema
A linha
principal da operação tem a Caixa Econômica Federal como foco. Mas a apuração
também indica indícios de prejuízos a outras instituições financeiras. Entre os
bancos citados no avanço investigativo estão Banco do Brasil, Bradesco,
Santander e Safra.
Segundo
a PF, o grupo usava essas empresas por prazo relativamente curto, entre um e um
ano e meio. Nesse período, havia esforço para aparentar regularidade fiscal e
bancária. Depois, com crédito já contratado e valores em circulação, a
estrutura deixava de honrar compromissos, encerrava operações ou substituía
empresas por novas pessoas jurídicas de fachada.
O
funcionamento em série permitia reaproveitar o método em diferentes frentes,
ampliando o alcance financeiro da fraude. É esse caráter continuado, com
múltiplas empresas, agentes financeiros, documentos falsos e circulação cruzada
de valores, que levou a PF a enquadrar o caso como atuação de organização
criminosa.
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O que segue sob investigação
A PF
afirma que a investigação continua para individualizar a conduta de cada
envolvido e medir a extensão total do esquema. Os investigados podem responder
por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão
fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro
nacional.
No
centro da apuração estão quatro perguntas: qual foi o papel exato do núcleo
empresarial ligado ao Grupo Fictor e Comando Vermelho, como funcionava a
conexão com a rede operada por Thiago Branco, qual foi o grau de participação
de gerentes bancários e qual a extensão da circulação de recursos por empresas
de fachada ligadas ao núcleo paulista do Comando Vermelho.
Esses
pontos devem orientar os próximos desdobramentos da investigação e também a
resposta institucional da Caixa. Na cobertura da Fórum, eles se somam às
frentes já abertas pela matéria pilar sobre a fraude, pela reportagem sobre o
elo entre Banco Master e Fictor e pelo perfil sobre Carlos Vieira, presidente
do banco.
• Quem é Carlos Vieira, o presidente da
Caixa indicado por Arthur Lira
Operação
Fallax, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (25), abriu uma
crise imediata na Caixa Econômica Federal. A investigação desarticulou um
esquema de fraudes e lavagem de dinheiro que pode ultrapassar R$ 500 milhões,
colocando sob pressão a governança do banco comandado por Carlos Antônio Vieira
Fernandes, que não é investigado pela PF.
A
fraude não ocorreu por ataques externos, mas pela cooptação de funcionários da
própria instituição. Empregados usavam acessos internos para liberar saques e
transferências milionárias, pulverizando os recursos em empresas de fachada e
criptoativos. O colapso nos controles internos reacende o debate sobre o
comando do maior banco social do país.
Em
nota, a Caixa afirmou que atua permanentemente em cooperação com os órgãos de
segurança pública e de controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a
fraudes bancárias, estelionatos e crimes de lavagem de dinheiro. Segundo o
banco, a operação é resultado direto de investigações conduzidas pelas
autoridades competentes, com base em informações e comunicações realizadas pela
própria instituição no curso regular dos mecanismos de monitoramento e
notificação de indícios suspeitos. – leia a íntegra da nota ao final da
reportagem.
Os
números da Operação Fallax
A
ofensiva da PF, baseada em investigações iniciadas em 2024, escancara o tamanho
do esquema que operou por dentro da Caixa:
• Mandados: 43 de busca e apreensão e 21
de prisão preventiva em SP, RJ e BA.
• Bloqueios: R$ 47 milhões em ativos
financeiros sequestrados pela Justiça Federal.
• Quebra de sigilo: 33 pessoas físicas e
172 empresas investigadas.
A
digital de Arthur Lira na presidência
Economista
e funcionário de carreira aposentado, Carlos Vieira voltou à Caixa em novembro
de 2023 pela porta da política. Ele assumiu o cargo máximo da estatal
substituindo Rita Serrano, como parte do acordo do Palácio do Planalto para
garantir maioria no Congresso Nacional.
O nome
de Vieira foi bancado por Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara dos
Deputados. A Caixa é considerada o principal ativo do loteamento político em
Brasília, pois concentra o crédito habitacional, programas sociais, FGTS e
orçamentos de infraestrutura.
Na
posse, a Fórum registrou o peso do acordo. Vieira sinalizou alinhamento
imediato à base que o indicou, afirmando que deputados e senadores teriam as
portas abertas no banco. A declaração materializou o controle do Centrão sobre
a máquina, modelo que agora é questionado pelas falhas de segurança expostas
pela PF.
O elo
Grupo Fictor, Banco Master e BRB
A PF
identificou que a rede empresarial beneficiada pela fraude tem vínculos com o
Grupo Fictor. O dado conecta a crise atual ao histórico recente do próprio
Carlos Vieira.
Conforme
a Fórum tem aprofundado na cobertura do caso, o Grupo Fictor tentou adquirir
recentemente o Banco Master. Antes de presidir a Caixa, Vieira foi
diretor-presidente da BRB Financeira, subsidiária do Banco de Brasília (BRB).
O BRB
enfrenta uma grave crise de transparência envolvendo operações com o próprio
Banco Master. Em fevereiro, o banco distrital informou ter encontrado “achados
relevantes” em auditorias forenses, acionando a PF e o Banco Central. A
proximidade de Vieira com esse núcleo gerou cobranças no mercado, especialmente
após rumores de que a Caixa negociaria a compra de ativos do BRB para salvar a
liquidez da instituição distrital.
O
passivo bilionário na Funcef
O
histórico de Vieira também registra forte turbulência na Funcef, fundo de
pensão da Caixa, que ele presidiu entre 2016 e 2019. O período foi marcado por
déficits bilionários e planos de equacionamento que impuseram descontos severos
aos aposentados e pensionistas.
Em maio
de 2024, a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa)
apontou que Vieira se omitiu na cobrança do contencioso judicial trabalhista.
Segundo a entidade, ele não obrigou a Caixa a assumir a conta dessas ações
judiciais, transferindo o ônus do rombo diretamente para os trabalhadores.
Fonte:
Fórum

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