sexta-feira, 27 de março de 2026

PF mira desvio de R$ 500 milhões na Caixa Econômica durante gestão de indicado por Arthur Lira

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (25) a Operação Fallax, uma ofensiva gigantesca para desarticular uma organização criminosa responsável por uma fraude na Caixa Econômica Federal. Segundo a nota oficial da corporação, o rombo bilionário aos cofres da instituição pública pode ultrapassar a marca de R$ 500 milhões.

A deflagração deste escândalo atinge o banco público em um momento de extrema sensibilidade política. Atualmente, a Caixa é presidida por Carlos Vieira, nomeado em novembro de 2023 pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. A entrega do comando da principal instituição financeira social do país fez parte de uma ampla negociação com o Centrão. Vieira foi uma indicação direta do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que na época presidia a Câmara dos Deputados, substituindo Rita Serrano no cargo.

<><> Como funcionava a fraude na Caixa e a lavagem com criptoativos

O inquérito, conduzido pela Justiça Federal de São Paulo, revela uma engenharia financeira sofisticada que dependia de infiltração na própria estrutura do banco. A Polícia Federal aponta que o grupo criminoso atuava ativamente na cooptação de funcionários da estatal e de outras instituições financeiras. Esses empregados inseriam dados falsos nos sistemas internos, burlando os rigorosos mecanismos de segurança para viabilizar saques e transferências milionárias indevidas. Esta fraude na Caixa expõe uma vulnerabilidade grave nos controles de integridade da instituição.

Para ocultar o rastro do dinheiro público desviado, a organização utilizava uma vasta rede de empresas de fachada. Os recursos eram pulverizados e, na etapa final do complexo processo de lavagem de capitais, convertidos em bens de luxo e criptoativos.

O uso de criptomoedas, como Bitcoin e Ethereum, por organizações criminosas tem se tornado um desafio constante para os investigadores. Ao transferir os recursos desviados para carteiras digitais não hospedadas em corretoras tradicionais (as chamadas cold wallets), os fraudadores criam uma barreira criptográfica. A Polícia Federal, no entanto, utilizou ferramentas de blockchain intelligence para quebrar o anonimato dessas transações, o que foi fundamental para rastrear a rota do capital na Operação Fallax.

<><> Números da Operação Fallax e bloqueio milionário

A magnitude do esquema reflete-se no tamanho da operação deflagrada. Agentes federais, com o apoio tático da Polícia Militar de São Paulo, cumprem 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva. As ordens judiciais estão sendo executadas simultaneamente em três estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. É uma das maiores operações recentes focadas em crimes de colarinho branco e contra o sistema financeiro nacional.

Além das prisões, a Justiça Federal determinou um duro golpe financeiro contra a cúpula da organização. Foi ordenado o bloqueio e o sequestro de imóveis, veículos de luxo e ativos financeiros que somam R$ 47 milhões. O objetivo imediato da PF é descapitalizar o núcleo criminoso para tentar garantir uma eventual reparação dos danos causados pela fraude na Caixa ao erário público.

<><> Impacto institucional e o peso do loteamento político

A ofensiva judicial também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e de impressionantes 172 pessoas jurídicas. O volume massivo de quebras indica que o rastreamento do dinheiro pode revelar ramificações ainda maiores do esquema criminoso. Informações preliminares de bastidores da apuração apontam que empresas ligadas ao Grupo Fictor estariam entre os alvos da devassa, embora a corporação mantenha a lista nominal sob estrito sigilo.

Os alvos da Operação Fallax responderão por uma extensa lista de crimes federais gravíssimos. Entre eles estão organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa, corrupção passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. Se condenados por todos os delitos, as penas somadas podem ultrapassar a marca de 50 anos de reclusão em regime fechado.

Vale lembrar que o controle da Caixa Econômica Federal sempre foi a “joia da coroa” nas negociações políticas em Brasília. Com um orçamento bilionário e capilaridade em todos os municípios brasileiros, o banco é vitrine. O fato de uma fraude na Caixa destas proporções ocorrer e envolver a cooptação de servidores de carreira coloca a gestão de Carlos Vieira sob intenso escrutínio público e político. A oposição no Congresso Nacional certamente utilizará os desdobramentos para desgastar a articulação política do Palácio do Planalto.

A revelação de um esquema com tamanho nível de infiltração levanta questionamentos sobre a eficácia dos mecanismos de compliance (conformidade) sob a atual gestão. Até a publicação desta reportagem, a direção da Caixa não havia emitido um posicionamento oficial detalhando as falhas de segurança exploradas pela quadrilha ou confirmando o afastamento imediato dos funcionários envolvidos no escândalo.

<><> Outro lado

“A CAIXA informa que atua permanentemente em cooperação com os órgãos de segurança pública e de controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a fraudes bancárias, estelionatos e crimes de lavagem de dinheiro. A operação deflagrada é resultado direto de investigações conduzidas pelas autoridades competentes, com base em informações e comunicações realizadas pelo banco no curso regular dos mecanismos de monitoramento e notificação de indícios suspeitos.

A CAIXA reitera que possui políticas rigorosas de prevenção e combate a fraudes, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, alinhadas às melhores práticas de mercado, à legislação vigente e às normas dos órgãos reguladores. Sempre que identificadas movimentações atípicas ou evidências de irregularidades, os casos são imediatamente reportados aos órgãos competentes, colaborando de forma ativa com as investigações.

A CAIXA reafirma seu compromisso com a integridade, a transparência e a proteção do patrimônio público, bem como com a pronta adoção de todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para responsabilização dos envolvidos e ressarcimento de eventuais prejuízos, quando aplicável.

Por envolver investigação em curso, a CAIXA respeita o sigilo legal do processo e reforça que eventuais esclarecimentos adicionais devem ser solicitados às autoridades responsáveis pela operação.”

•        PF aponta elo entre Fictor e rede ligada ao Comando Vermelho em fraude contra a Caixa

Polícia Federal detalhou, na Operação Fallax, uma estrutura de fraude bancária e lavagem de dinheiro que teria causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões à Caixa Econômica Federal e a outras instituições financeiras. Entre os alvos estão Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, e Luiz Phillippe Gomes Rubini, ex-sócio do grupo.

Como mostrou a matéria da Fórum sobre a fraude na Caixa, a Justiça Federal de São Paulo autorizou 43 mandados de busca e apreensão, 21 de prisão preventiva e o bloqueio de bens, veículos e ativos financeiros até R$ 47 milhões. A operação foi deflagrada nesta quarta-feira (25) em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

O caso também alcança a dimensão institucional da Caixa. A investigação descreve participação de funcionários do sistema bancário, inserção de dados falsos em sistemas internos e facilitação de operações suspeitas. Nesse cenário, a operação amplia a cobrança sobre os mecanismos de controle do banco e sobre a gestão do presidente da instituição, Carlos Vieira, já citado em outra frente da cobertura da Fórum.

<><> O que a PF atribui ao núcleo empresarial

Segundo a investigação, Rafael Góis e Luiz Rubini são suspeitos de participação em uma estrutura voltada à obtenção fraudulenta de crédito e à posterior lavagem de dinheiro. A apuração indica que o Grupo Fictor teria atuado na sustentação financeira e operacional do esquema, com movimentações entre empresas ligadas ao grupo para simular liquidez, gerar histórico bancário artificial e dar aparência de atividade econômica regular.

Esse ponto aprofunda o que a Fórum já mostrou na reportagem “Fraude na Caixa: o elo entre Banco Master e Fictor”. A linha seguida pela PF é que a engrenagem não se limitava à abertura de empresas de fachada para tomar crédito. Havia, segundo a apuração, uma dinâmica permanente de circulação de recursos entre pessoas jurídicas para mascarar a origem do dinheiro e sustentar novas operações.

A investigação descreve um modelo em que empresas eram abertas com aparência formal de regularidade, apresentando capital social simulado, objeto social genérico e composição societária simplificada. Com base nisso, o grupo montava documentação contábil fraudulenta, manipulava faturamento e criava lastro artificial para pedir empréstimos e outras modalidades de crédito.

<><> Quem é Thiago Branco de Azevedo, apontado como operador da rede

No núcleo operacional da fraude, a PF aponta Thiago Branco de Azevedo como responsável pelo contato com a rede de “laranjas” usada para abrir e administrar empresas fictícias. Segundo a apuração, ele operava cerca de 100 empresas de fachada, registradas com documentos falsos e, muitas vezes, em nome de pessoas que desconheciam o uso de seus dados.

Essas companhias eram usadas para solicitar crédito em instituições financeiras, apresentar movimentação artificial e sustentar o ciclo de fraude. De acordo com a investigação, o grupo utilizava certificados digitais para operações remotas, produzia demonstrações de resultado e declarações fiscais falsas e simulava capacidade de pagamento para obter aprovação bancária.

O padrão descrito pelos investigadores seguia uma lógica recorrente. Primeiro, a empresa era criada e mantida por algum tempo com aparência de normalidade. Depois, passava a exibir faturamento inflado e histórico bancário montado artificialmente. Na etapa seguinte, eram contratadas operações de crédito. Por fim, vinha a inadimplência planejada, com dispersão dos valores e dificuldade de recuperação pelos bancos.

<><> Empresas de fachada e lavagem de dinheiro

A PF sustenta que a rede de empresas fictícias não era usada apenas para a obtenção fraudulenta de empréstimos. A estrutura também servia para movimentar recursos ilícitos e dificultar o rastreamento financeiro. Segundo a apuração, parte dos valores passava por pagamentos cruzados entre empresas, o que ajudava a criar a aparência de fluxo comercial legítimo.

Esse modelo permitia, de acordo com os investigadores, gerar faturamento artificial, sustentar pedidos de crédito e embaralhar a origem dos recursos. A investigação também aponta conversão de parte do dinheiro em bens e ativos de mais difícil rastreamento, inserindo a fraude bancária em um circuito mais amplo de ocultação patrimonial.

A dinâmica descrita pela PF inclui várias etapas articuladas: captação de pessoas para cessão de dados pessoais, abertura de empresas em nome de terceiros, produção de documentos contábeis falsos, manipulação de faturamento, obtenção de crédito irregular e posterior circulação dos valores para ocultação da origem.

<><> Fictor e Comando Vermelho

Um dos pontos mais delicados da investigação é a conexão entre essa rede de “laranjas” e o núcleo paulista do Comando Vermelho.  Segundo a apuração da PF , a estrutura operada por Thiago Branco tinha ligação com uma malha de empresas de fachada usada também para movimentação de dinheiro ilícito.

As atividades atribuídas a Thiago Branco foram identificadas inicialmente pelo Ministério Público de São Paulo em 2024, durante investigações sobre o chamado “Bando do Magrelo”, grupo criminoso que atuava no interior paulista. Nessa linha de apuração, Anderson Ricardo de Menezes aparece como liderança do grupo investigado.

De acordo com a investigação, Anderson Ricardo de Menezes tinha ligação com o Comando Vermelho. A apuração também aponta que, após a prisão do grupo rival, a área passou a ser controlada por uma estrutura ligada à facção, com menção ao nome de Leonardo Felipe Calixto nesse novo arranjo criminoso.

O ponto central para a PF é que a rede de empresas fictícias operada por Thiago Branco teria servido tanto à fraude bancária quanto à lavagem de dinheiro vinculada a essa estrutura criminosa. É nessa interseção que a investigação aproxima o núcleo empresarial da fraude e a malha de “laranjas” ligada ao crime organizado.

<><> Gerentes bancários e fragilidade de controle

Outro eixo da Operação Fallax é a participação de gerentes bancários e de funcionários com acesso aos sistemas internos das instituições. Segundo a PF, o esquema contava com cooptação de agentes para repasse de informações, inserção de dados falsos e facilitação de transações suspeitas.

A apuração indica ainda pagamento de propina para viabilizar essas operações. Em uma das frentes investigativas, os valores pagos a gerentes para facilitar transações suspeitas chegariam a R$ 30 mil. Parte dos envolvidos foi presa na ofensiva desta quarta-feira.

Esse aspecto altera o peso institucional do caso. A investigação não descreve apenas uma fraude externa contra bancos, mas também a atuação de pessoas com acesso à engrenagem interna do sistema financeiro. No caso da Caixa, a dimensão de compliance passa a ocupar posição central, porque a apuração envolve controles internos, validação de operações e supervisão sobre concessão de crédito.

Por isso, a presidência da Caixa entra no pano de fundo imediato da crise. Como a Fórum já mostrou na reportagem sobre Carlos Vieira, o caso alcança o banco em um momento de pressão política e administrativa. A nova etapa da operação reforça o foco sobre as respostas da instituição para o esquema investigado.

<><> Instituições atingidas e alcance do esquema

A linha principal da operação tem a Caixa Econômica Federal como foco. Mas a apuração também indica indícios de prejuízos a outras instituições financeiras. Entre os bancos citados no avanço investigativo estão Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra.

Segundo a PF, o grupo usava essas empresas por prazo relativamente curto, entre um e um ano e meio. Nesse período, havia esforço para aparentar regularidade fiscal e bancária. Depois, com crédito já contratado e valores em circulação, a estrutura deixava de honrar compromissos, encerrava operações ou substituía empresas por novas pessoas jurídicas de fachada.

O funcionamento em série permitia reaproveitar o método em diferentes frentes, ampliando o alcance financeiro da fraude. É esse caráter continuado, com múltiplas empresas, agentes financeiros, documentos falsos e circulação cruzada de valores, que levou a PF a enquadrar o caso como atuação de organização criminosa.

<><> O que segue sob investigação

A PF afirma que a investigação continua para individualizar a conduta de cada envolvido e medir a extensão total do esquema. Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional.

No centro da apuração estão quatro perguntas: qual foi o papel exato do núcleo empresarial ligado ao Grupo Fictor e Comando Vermelho, como funcionava a conexão com a rede operada por Thiago Branco, qual foi o grau de participação de gerentes bancários e qual a extensão da circulação de recursos por empresas de fachada ligadas ao núcleo paulista do Comando Vermelho.

Esses pontos devem orientar os próximos desdobramentos da investigação e também a resposta institucional da Caixa. Na cobertura da Fórum, eles se somam às frentes já abertas pela matéria pilar sobre a fraude, pela reportagem sobre o elo entre Banco Master e Fictor e pelo perfil sobre Carlos Vieira, presidente do banco.

•        Quem é Carlos Vieira, o presidente da Caixa indicado por Arthur Lira

Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (25), abriu uma crise imediata na Caixa Econômica Federal. A investigação desarticulou um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro que pode ultrapassar R$ 500 milhões, colocando sob pressão a governança do banco comandado por Carlos Antônio Vieira Fernandes, que não é investigado pela PF.

A fraude não ocorreu por ataques externos, mas pela cooptação de funcionários da própria instituição. Empregados usavam acessos internos para liberar saques e transferências milionárias, pulverizando os recursos em empresas de fachada e criptoativos. O colapso nos controles internos reacende o debate sobre o comando do maior banco social do país.

Em nota, a Caixa afirmou que atua permanentemente em cooperação com os órgãos de segurança pública e de controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a fraudes bancárias, estelionatos e crimes de lavagem de dinheiro. Segundo o banco, a operação é resultado direto de investigações conduzidas pelas autoridades competentes, com base em informações e comunicações realizadas pela própria instituição no curso regular dos mecanismos de monitoramento e notificação de indícios suspeitos. – leia a íntegra da nota ao final da reportagem.

Os números da Operação Fallax

A ofensiva da PF, baseada em investigações iniciadas em 2024, escancara o tamanho do esquema que operou por dentro da Caixa:

•        Mandados: 43 de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva em SP, RJ e BA.

•        Bloqueios: R$ 47 milhões em ativos financeiros sequestrados pela Justiça Federal.

•        Quebra de sigilo: 33 pessoas físicas e 172 empresas investigadas.

A digital de Arthur Lira na presidência

Economista e funcionário de carreira aposentado, Carlos Vieira voltou à Caixa em novembro de 2023 pela porta da política. Ele assumiu o cargo máximo da estatal substituindo Rita Serrano, como parte do acordo do Palácio do Planalto para garantir maioria no Congresso Nacional.

O nome de Vieira foi bancado por Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara dos Deputados. A Caixa é considerada o principal ativo do loteamento político em Brasília, pois concentra o crédito habitacional, programas sociais, FGTS e orçamentos de infraestrutura.

Na posse, a Fórum registrou o peso do acordo. Vieira sinalizou alinhamento imediato à base que o indicou, afirmando que deputados e senadores teriam as portas abertas no banco. A declaração materializou o controle do Centrão sobre a máquina, modelo que agora é questionado pelas falhas de segurança expostas pela PF.

O elo Grupo Fictor, Banco Master e BRB

A PF identificou que a rede empresarial beneficiada pela fraude tem vínculos com o Grupo Fictor. O dado conecta a crise atual ao histórico recente do próprio Carlos Vieira.

Conforme a Fórum tem aprofundado na cobertura do caso, o Grupo Fictor tentou adquirir recentemente o Banco Master. Antes de presidir a Caixa, Vieira foi diretor-presidente da BRB Financeira, subsidiária do Banco de Brasília (BRB).

O BRB enfrenta uma grave crise de transparência envolvendo operações com o próprio Banco Master. Em fevereiro, o banco distrital informou ter encontrado “achados relevantes” em auditorias forenses, acionando a PF e o Banco Central. A proximidade de Vieira com esse núcleo gerou cobranças no mercado, especialmente após rumores de que a Caixa negociaria a compra de ativos do BRB para salvar a liquidez da instituição distrital.

O passivo bilionário na Funcef

O histórico de Vieira também registra forte turbulência na Funcef, fundo de pensão da Caixa, que ele presidiu entre 2016 e 2019. O período foi marcado por déficits bilionários e planos de equacionamento que impuseram descontos severos aos aposentados e pensionistas.

Em maio de 2024, a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) apontou que Vieira se omitiu na cobrança do contencioso judicial trabalhista. Segundo a entidade, ele não obrigou a Caixa a assumir a conta dessas ações judiciais, transferindo o ônus do rombo diretamente para os trabalhadores.

 

Fonte: Fórum

 

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