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Quem aprova as chacinas em favelas?
As
megaoperações policiais são um ator importante no jogo político no Rio de
Janeiro e em todo o Brasil. Na última semana, um grupo de moradores,
pesquisadores, ativistas e instituições de favelas publicou um estudo chamado
“Por que moradores de favelas aprovam ou reprovam operações policiais com
confronto armado?“, no qual apresentam que mais de 70% dos moradores de favelas
desaprovam as megaoperações, especialmente pelos seus efeitos na vida de quem
mora nesses territórios.
Em
2025, logo depois da operação no Alemão e na Penha, uma pesquisa produzida pela
Quaest apontou que mais de 60% da população fluminense aprovaria a chacina e
defenderia ações semelhantes em outras favelas. Na ocasião, o Presidente Lula
classificou a operação como desastrosa e afirmou que houve matança. O então
governador do estado, afirmou que os policiais mortos eram heróis, sem lamentar
a morte dos mais de 120 moradores que foram executados pelo Estado. Diante do
discurso punitivista quase hegemônico na sociedade, parte dos envolvidos
decidiu promover campanhas em torno das mortes, como o então governador do Rio
de Janeiro que anunciou mais dez operações semelhantes.
Por que
o dado atual é importante? Em 2025, logo após a chacina nos Complexos da Penha
e do Alemão, o Dicionário de Favelas Marielle Franco publicou, no Outras
Palavras, um texto discutindo o papel eleitoreiro daquela operação. No texto,
chamado “A direita convida à política do medo”, discutimos as relações da
operação policial, que se tornou a mais letal da história do Brasil, com o
cenário político pré-eleitoral que enfrentamos aqui no Rio de Janeiro. Desde
então, diferentes pesquisas confirmam a grande preocupação nacional com a
segurança pública.
Essa
preocupação tem sido respondida, por parte do poder público, com um modelo
punitivista e violento, sustentado pela retórica do confronto armado em
territórios de favelas e pela exploração da sensação de insegurança. Em nome de
um certo tipo de ordenamento, todos os direitos de parte da população são
suspensos, inclusive as garantias legais básicas. Com isso, a letalidade
causada pelo Estado dispara, mas outros crimes também são cometidos todos os
dias, como violações de domicílio sem ordem judicial, violências conhecidas
como esculachos, entre outros.
A
abordagem de segurança pública centrada na violência produz profundas disputas
de narrativa entre as esferas institucionais, como secretarias de segurança,
órgãos de pesquisa e empresas estatísticas que atuam em articulação com o
Estado ou atendem às demandas do grande capital, e a realidade vivida nos
territórios diretamente afetados por essas políticas. Para analisar essa
dinâmica, é necessário deslocar o olhar para os efeitos estruturais das ações
militarizadas nas favelas, compreendendo as lógicas políticas que sustentam sua
permanência.
Mais do
que perguntar se a população concorda com o enfrentamento ao crime organizado,
é preciso observar o que as operações recorrentes produzem concretamente na
vida das pessoas. Isso porque os estudos especializados em segurança pública
apontam, há décadas, os limites de estratégias de combate que operam sem
enfrentar as redes de financiamento do crime, sem refletir sobre políticas
antiproibicionistas e direcionando sua atuação quase exclusivamente aos
territórios pobres, pretos e favelados. Nesse sentido, um modelo de segurança
centrado na militarização das favelas tem se mostrado incapaz de alterar
estruturalmente a dinâmica da violência no país, ao mesmo tempo em que
intensifica a exposição cotidiana dessas populações à violência estatal.
O
estudo mencionado no início deste texto, de autoria de diferentes organizações
como o grupo A Rocinha Resiste, Fala Roça, Frente Penha, Instituto Papo Reto,
Instituto Raízes em Movimento e Redes da Maré afirma que “há uma longa tradição
no Brasil de colocar a favela no centro do debate público sem tomar em conta a
opinião dos seus moradores “, considerando que estudos como o publicado pela
Quaest são feitos de forma a não considerar o que pessoas que são afetadas de
fato pelas dinâmicas das operações pensam sobre esse tipo de política de
segurança e seus efeitos.
A
rotinização das operações policiais e do estado de exceção demonstra
incapacidade de enfrentar o crime organizado e, ao mesmo tempo, expõe a imensa
maioria da população, que não possui qualquer envolvimento com o regime
varejista de drogas, a uma experiência cotidiana marcada pela guerra, pelo
horror, pela violência e pela morte. Nesse sentido, o clamor social existente
não pode ser automaticamente traduzido como demanda por mais operações
policiais nos moldes atuais, nem por operações mais “eficazes”, mas como um
desejo de mudança da realidade marcada por opressões.
O
Governo Federal de Lula enviou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
sobre Segurança Pública ao Congresso Nacional, recriando o Ministério da
Segurança Pública e trabalha para constitucionalizar o Sistema Único de
Segurança Pública (SUSP), ampliando o poder de coordenação da União e tentando
integrar a inteligência em um sistema historicamente fragmentado. A intenção do
Governo Federal é demonstrar autoridade, serviço e competência para incidir
sobre o problema da segurança. O problema dessa lógica, contudo, é que produzir
arranjos burocráticos sem intervir diretamente na racionalidade da política
pública é insuficiente: é preciso contrapor o modelo punitivo com outro
projeto, outro paradigma para a segurança.
Um
exemplo que não é revisto pela PEC é o debate sobre a política de drogas. A
perpetuação da lógica da guerra às drogas é um problema estratégico na nossa
política de segurança, inclusive pelo recente mecanismo promovido pelos Estados
Unidos que classifica Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas
internacionais (fato celebrado e incentivado por lideranças vinculadas à
extrema direita como Flávio Bolsonaro). O populismo penal vende à sociedade a
ilusão de que o endurecimento de penas, a construção de mais presídios e o
aumento do policiamento ostensivo trarão paz. No entanto, essa lógica ignora
deliberadamente que o crime organizado transnacional não se combate no varejo
ou nas banquinhas de drogas das favelas, mas no estrangulamento de suas cadeias
logísticas e financeiras e na alteração dos paradigmas proibicionistas,
pensando a política de drogas como um problema que deve ser elaborado a partir
de políticas de saúde.
A PEC
enviada pelo Governo Federal foi apreciada pela Câmara dos Deputados, e agora
aguarda debate no Senado. Na proposta que seguiu para o Senado, há um
endurecimento de penas, acenos à redução da maioridade penal e ao aumento
rigoroso do tempo de internação de adolescentes em casos de crimes hediondos.
Além disso, em função de a tramitação ter sido simultânea ao debate do PL
Anti-Facção, prevê-se um endurecimento das regras de progressão de regime
prisional e a restrição das saídas temporárias.
Entre
as disputas dos governos, os favelados seguem reféns da lógica de guerra, entre
grupos civis armados e governos. E agora, com outro ator construindo essas
disputas: as pesquisas de opinião. Sim, a segurança pública preocupa a
população. Sim, parte da população concorda com as operações. Em tempos de
populismo penal, esse conjunto de pesquisas incentiva o recrudescimento da
violência nesses territórios, com vidas perdidas para que votos sejam ganhos.
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Entre PECs e operações, como ficam as favelas?
As
disputas políticas sobre o tema da segurança pública se materializam de forma
rotineira nas favelas. O estado do Rio de Janeiro é um dos grandes laboratórios
da necropolítica das operações policiais. Por aqui, lideranças políticas da
extrema direita, inclusive o ex-governador Cláudio Castro, surfam na estética
do confronto armado. Aqui, as chacinas são um indicador de produtividade
estatal, sucesso abertamente reivindicado.
Essa
relação entre governadores e favelados não é tensa apenas no período recente.
Há 20 anos, Sérgio Cabral dizia que a favela é fábrica de marginal. Com seu
sucessor, Luiz Fernando Pezão, houve intervenção militar na segurança pública.
Há menos de 10 anos, Wilson Witzel dizia que sua política de segurança envolvia
“mirar na cabecinha e atirar”. Essa sequência produz uma série histórica de
chacinas no estado que cresce a cada ano. Ao mesmo tempo, chama atenção o fato
de que muitos dos governadores que fizeram do endurecimento da segurança
pública sua principal plataforma eleitoral acabaram presos, denunciados ou
associados a esquemas de corrupção. O próprio presidente Lula chegou a afirmar
que o Rio de Janeiro foi governado por “ladrões” e “milicianos” que devem ser
presos. Há, portanto, uma contradição evidente, enquanto o discurso oficial
aponta permanentemente para o combate ao “crime”, parcela importante da própria
estrutura estatal é atravessada por relações de corrupção, milícias e captura
política. Ainda assim, a resposta oferecida segue sendo a ampliação da
violência e da retirada de direitos sobre os mesmos territórios pobres, pretos
e favelados.
Nesse
cenário, a relação do Estado com as favelas tem sido estruturada por uma
suspensão contínua das garantias constitucionais, com presenças marcantes do
caveirão e do fuzil, ao passo que é negligenciada qualquer outra forma de
presença ou cuidado. Quando uma operação policial da magnitude daquela ocorrida
na Penha e no Alemão é deflagrada, a favela para. O asfalto continua a viver,
mas, nos morros, as escolas fecham, os postos de saúde interrompem o
atendimento e o direito básico de ir e vir é interditado. Trabalhadores perdem
o dia de serviço, crianças perdem o direito ao aprendizado, quando não perdem a
própria vida, e o terror psicológico se instaura de forma generalizada.
A
retórica da guerra é utilizada para justificar a invasão de domicílios sem
mandado, as revistas vexatórias e a agressão verbal e física contra moradores,
os esculachos. Tenta-se construir a narrativa de que a favela é um território
inimigo que precisa ser conquistado, ignorando que ali pulsa uma rede complexa
de sociabilidade, inovação social e resistências. A violência do Estado não
desarticula as dinâmicas do crime, já que seus centros pensantes não estão ali.
O que ela desarticula são as redes de proteção social locais, retroalimentando
o ciclo de insegurança. O morador da favela se vê, assim, duplamente refém,
porque é pressionado pela regulação dos grupos civis armados de um lado e pelo
terror de Estado de outro.
A
insistência nesse modelo de confronto armado constitui um projeto de controle
socioterritorial que utiliza o pretexto da segurança para manter intacta a
estrutura de segregação e racismo da cidade. Nesse sentido, é preciso evitar
uma armadilha recorrente: a defesa da ideia de uma “operação policial
eficiente”, que muitas vezes opera apenas como atualização da própria guerra às
drogas. Mesmo quando não produz chacinas de grande repercussão, esse modelo
mantém a militarização das favelas, a suspensão cotidiana de direitos e a
presença armada do Estado como resposta central à questão das drogas.
A
chamada eficiência costuma ser medida pelo volume de drogas apreendidas ou pelo
número de prisões, sem que se questione se essas ações alteram as estruturas do
crime organizado ou reduzem concretamente a insegurança da população. A
experiência recente do Rio de Janeiro demonstra justamente o contrário:
operações celebradas como “bem-sucedidas” não impediram a expansão das facções
e milícias, nem interromperam as redes econômicas que sustentam o mercado
ilegal. As grandes apreensões de drogas também precisam ser problematizadas.
Além de não desarticularem o ecossistema do crime organizado, frequentemente
produzem reacomodações territoriais, disputas armadas e fortalecimento de
mercados ilegais mais violentos e lucrativos. O foco permanente no varejo das drogas
nas favelas preserva intactas as estruturas financeiras e políticas que
organizam o crime em larga escala. Nesse cenário, a defesa de operações
supostamente mais “inteligentes” ou “menos letais” acaba legitimando a
continuidade da lógica de guerra. O debate passa a girar em torno da gestão da
violência, e não da necessidade de romper com o paradigma proibicionista e
punitivista que sustenta o encarceramento em massa, a militarização dos
territórios pobres e a violência de Estado. Por isso, enfrentar a insegurança
exige deslocar o debate das drogas do campo exclusivamente policial para uma
perspectiva de saúde pública, redução de danos, regulação estatal e
enfrentamento das redes de financiamento do crime organizado.
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Quando as favelas pesquisam sobre segurança pública, o que aparece?
Diante
de um cenário marcado por profunda assimetria de poder e disputas de
narrativas, a segurança pública é um dos principais campos de antagonismo entre
debates, inclusive envolvendo pânico moral e caminhos autoritários de gestão
estatal. Os rios de sangue das megaoperações policiais nas favelas representam
uma peça macabra dessa disputa, em que a gramática da política é o populismo
penal.
Diante
disso, pesquisas publicadas, como a realizada pela Quaest, que apontou 64% de
aprovação dos cariocas às megaoperações, funcionam como o oxigênio que mantém
viva essa máquina letal, porque conferem certa legitimidade popular ao
extermínio. Contudo, é urgente questionar o sujeito dessa opinião pública e o
modo de produzir verdades nas instituições. O universo de respondentes é
afetado pelas operações de que forma? Quanto das respostas vêm de moradores do
asfalto e das classes médias e quanto vem das favelas?
A
produção de conhecimentos, pesquisas e dados deve compreender que, no processo
de fabricação de verdades, as diferentes vozes envolvidas nos fenômenos devem
ser ouvidas. Assim, a produção de conhecimentos das/pelas/nas favelas emerge
como uma ferramenta poderosa de resistência. É nesse lugar que a pesquisa “Por
que moradores de favelas aprovam ou reprovam operações policiais com confronto
armado?”, realizada “de dentro para fora” pela Redes da Maré, Frente Penha,
Instituto Raízes em Movimento, Instituto Papo Reto, Fala Roça e A Rocinha
Resiste, ganha centralidade.
A
pesquisa foi feita combinando grupos focais e entrevistas estruturadas com
moradores de quatro dos maiores conjuntos de favelas do Rio de Janeiro:
Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Maré e Rocinha. A coleta de dados foi
realizada em janeiro de 2026. Os territórios escolhidos foram justificados por
concentrarem parte expressiva dos tiroteios motivados por operações policiais e
por alto índice de pessoas baleadas.
No
material publicado, há resultados organizados em quatro eixos temáticos: 1.
análise dos moradores sobre as operações (considerando os que concordam e
discordam); 2. reflexões sobre as dinâmicas de vida no contexto das operações
(o que ocorre quando a polícia entra na favela?); 3. efeitos psicossociais das
operações; 4. abusos, ilegalidades e racismos no contexto das operações.
A
articulação de grupos, instituições, pesquisadores e coletivos de favelas para
produzir dados sobre sua realidade opera uma inversão nas metodologias mais
tradicionais entre os lugares predefinidos de sujeitos e objetos, rompendo com
o extrativismo da ciência tradicional, que historicamente tratou a favela e a
população negra e pobre como objetos passivos de análise. Esse campo de
produção cidadã de dados nas favelas ganha contornos próprios, com o
desenvolvimento de epistemologias de becos e vielas. Os conhecimentos favelados
afirmam o morador como sujeito crítico e cognoscente, capaz de produzir
sistematizações, proposições e interferências sobre sua realidade. Sob a lógica
do nós por nós, a experiência nos territórios, o cheiro da pólvora e a rotina de
proteção deixam de ser empecilhos à neutralidade científica e passam a ser a
própria condição de possibilidade para compreender a fundo a engrenagem da
violência estatal.
Os
achados dessa pesquisa implodem o mito do consenso punitivista explorado pela
pesquisa da Quaest no final de 2025. Ouvindo mais de 4.080 residentes de quatro
grandes conjuntos de favelas do Rio de Janeiro, os dados revelam que a
reprovação é ampla: 73% dos moradores discordam das operações policiais
realizadas em seus territórios.
Mais do
que isso, os dados confrontam diretamente a eficácia e a moralidade da força
extrema, evidenciando que, para 95% das famílias, incluindo as que
eventualmente dizem apoiar as ações pela absoluta falta de alternativas
públicas, as incursões não melhoram a segurança concreta de suas casas.
Além
disso, 85% dos entrevistados afirmam que operações de grande porte como a dos
Complexos da Penha e do Alemão, em 2025, não devem se repetir, 91% reconhecem
que a polícia comete excessos e ilegalidades e 61% identificam o racismo
estrutural no planejamento dessas ações.
A
dinâmica de segurança pública no Rio de Janeiro escancara o abismo entre a
percepção do asfalto sobre segurança e a realidade das favelas, onde o
cotidiano é regido por um permanente estado de exceção. As duas pesquisas
apontam isso de forma nítida. A violência de Estado impõe um ciclo de trauma
contínuo que se divide em ao menos três momentos: o “antes”, marcado pelo
terror psicológico, pelas notícias confusas de operações e pelo som dos
helicópteros que anunciam a invasão; o “durante”, que instaura o caos, suspende
o direito de ir e vir e fecha escolas e postos de saúde; e o “depois”, quando a
própria vizinhança é forçada a carregar os corpos das vítimas, a disputar a
memória de quem foi morto (“ele era trabalhador, ele não era bandido”) e a
lidar com as ausências. Essa rotina de guerra urbana gera impactos profundos na
saúde mental dos moradores e paralisa a vida e a economia local, uma vez que os
trabalhadores são impedidos de exercer seus ofícios e expostos a riscos.
Diante
desse cenário de violações sistemáticas, a produção cidadã de dados e as
epistemologias dos becos e vielas emergem como um imperativo de sobrevivência e
autodefesa. Essa inversão posiciona o morador como sujeito, capaz de formular
cartografias precisas sobre as dinâmicas de poder e as saídas estruturais
necessárias para o território.
Destacamos
que a superação desse modelo letal exige a articulação coletiva de grupos
locais e a consulta constante à população que historicamente é silenciada,
transformando a produção de informações e saberes em uma ferramenta incisiva
para disputar narrativas e confrontar o populismo penal dos governos. Para
isso, metodologias próprias são desenvolvidas, até porque é comum que as
práticas tradicionais da academia sejam rechaçadas nesses espaços, pelo
histórico extrativista que as universidades desenvolveram com as favelas.
A
consolidação desse conhecimento encarnado esbarra em limites estruturais
severos e em um histórico apagamento institucional. O principal gargalo
observado é a crônica falta de financiamento para pesquisas faveladas. Essa
escassez de recursos atua como uma barreira política que impede a realização de
levantamentos contínuos e em larga escala, restringindo o alcance de um
trabalho científico vital que frequentemente sobrevive apenas pelo esforço
comunitário.
O
horizonte de uma segurança pública cidadã exige posicionar as favelas como
produtoras de saberes e dados que devem ser o alicerce insubstituível para o
desmonte do Estado letal, a superação do paradigma proibicionista e a proteção
intransigente da vida.
Fonte:
Por Caíque Azael, Kharine Dantas, Mykaella Moreira, Thaise Albino e Palloma
Menezes, em Outras Palavras

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