quinta-feira, 11 de junho de 2026

Brasil, Messi, Klose e mais: as seleções e jogadores que detêm recordes nas Copas do Mundo

A Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, já vem quebrando recordes antes mesmo de começar.

Com 48 seleções, o torneio deste ano é, de longe, a maior Copa do Mundo da história. São 50% a mais que os 32 participantes registrados desde a Copa de 1998, na França.

Mas existem muitos outros recordes que poderão ser quebrados este ano, como o do maior artilheiro da Copa do Mundo — e até (tomara que não) do país com maior número de gols marcados na história da competição.

Aqui estão detalhes sobre alguns dos atuais recordistas da Copa do Mundo e como as próximas semanas poderão alterar seus lugares nos livros de história do esporte.

<><> Qual país ganhou mais Copas do Mundo?

Em 96 anos de história da Copa, apenas oito nações venceram o torneio. Destas, seis ganharam mais de uma vez.

O Brasil — único país a disputar todas as Copas do Mundo — detém o recorde de títulos, com cinco vitórias: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Alemanha e Itália vêm em seguida, ambas com quatro conquistas.

Três dos títulos alemães foram conquistados no tempo da antiga Alemanha Ocidental. A reunificação da Alemanha ocorreu logo após a Copa do Mundo de 1990, na Itália — que, por sinal, está fora da disputa em 2026.

A Argentina, atual campeã, venceu três Copas do Mundo. A França e o Uruguai conquistaram dois títulos cada. Inglaterra e Espanha são os únicos países que venceram a Copa apenas uma vez.

>>>> A lista completa dos vencedores da Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino é a seguinte:

•        1930 - Uruguai

•        1934 - Itália

•        1938 - Itália

•        1950 - Uruguai

•        1954 - Alemanha Ocidental

•        1958 - Brasil

•        1962 - Brasil

•        1966 - Inglaterra

•        1970 - Brasil

•        1974 - Alemanha Ocidental

•        1978 - Argentina

•        1982 - Itália

•        1986 - Argentina

•        1990 - Alemanha Ocidental

•        1994 - Brasil

•        1998 - França

•        2002 - Brasil

•        2006 - Itália

•        2010 - Espanha

•        2014 - Alemanha

•        2018 - França

•        2022 - Argentina

<><> Quais seleções (e jogadores) marcaram mais gols na Copa do Mundo?

Miroslav Klose, ex-atacante alemão, é o maior artilheiro da Copa do Mundo. Ele marcou 16 gols em 24 jogos.

Klose conquistou o recorde isolado ao marcar o segundo gol da Alemanha na goleada de 7x1 contra o Brasil, na Copa de 2014. Até então, ele estava empatado com o brasileiro Ronaldo, com 15 gols em 19 partidas.

Gerd Müller (1945-2021), da antiga Alemanha Ocidental, é o terceiro maior marcador, com 14 gols em apenas 13 jogos. Em quarto lugar, vêm o argentino Lionel Messi e o ex-atacante francês Just Fontaine (1933-2023), com 13 gols cada um.

Kylian Mbappé, da seleção francesa e do Real Madrid, é o sexto maior artilheiro do torneio, ao lado de Pelé (1940-2022), ambos com 12 gols em 14 jogos.

Destes, apenas Messi e Mbappé ainda estão em atividade e têm a chance real de superar Klose na Copa de 2026. O francês foi o artilheiro em 2022, no Catar, com oito gols, seguido por Messi, com sete.

Em oitavo lugar na lista de artilheiros, vêm o húngaro Sandor Kocsis (1929-1979) e o alemão Jürgen Klinsmann, ambos com 11 gols.

No ranking de países, o Brasil é o país que mais marcou gols em Copas do Mundo. Foram 237 — apenas cinco a mais que a vice-artilheira Alemanha, que atingiu as redes 232 vezes.

A Argentina vem em terceiro lugar, 80 gols atrás dos alemães. Foram 152 tentos marcados na história da competição.

As demais seleções que atingiram a marca dos três dígitos são a França (136 gols), Itália (128), Espanha (108) e Inglaterra (104).

A Holanda é o país que mais marcou gols em Copas do Mundo sem nunca ter sido campeã (96). Uruguai (89) e Hungria (87) fecham o top 10 dos países artilheiros do torneio.

<><> Qual é o jogador com mais tempo de jogo em Copas do Mundo?

Vencedor da Bola de Ouro de melhor jogador do mundo por oito vezes, Lionel Messi pode não ser o maior artilheiro das Copas, mas é o atual recordista em minutos jogados em Copas do Mundo.

O argentino já disputou 26 jogos no torneio. Foram 2.314 minutos jogados em Copas do Mundo, 98 a mais que o segundo colocado, o ex-zagueiro italiano Paolo Maldini, vice-campeão mundial em 1994, nos Estados Unidos.

O meio-campista alemão Lothar Matthäus, vencedor da Bola de Ouro e campeão do mundo em 1990, na Itália, vem em terceiro, com 2.045 minutos. Todos os demais jogadores têm menos de 2 mil minutos jogados em Copas do Mundo.

O atacante alemão-ocidental Uwe Seeler (1936-2022) é o quarto colocado, com 1.980 minutos jogados entre as Copas de 1954 e 1970. Seguem-se os argentinos Javier Mascherano (1.950) e Diego Maradona (1960-2020), que jogou 1.940 minutos em Copas do Mundo.

O ex-zagueiro alemão Philipp Lahm vem em sétimo lugar (1.920 minutos), seguido pelo francês Hugo Lloris e pelo polonês Wladislaw Zmuda.

Outro polonês, Grzegorz Lato, fecha o top 10 da categoria. Lato é conhecido pela torcida brasileira por ter marcado o gol que deu à seleção da Polônia o terceiro lugar na Copa de 1974, na Alemanha Ocidental, deixando o Brasil com a quarta posição.

•        Sem seleção na Copa, chineses torcem por árbitro 'campeão de cartões vermelhos'

Com a seleção da China novamente fora da Copa do Mundo de futebol, os torcedores chineses passaram a tratar um árbitro como o principal representante do país no torneio, que começa nesta quinta-feira (11/6).

Como a China não conseguiu se classificar para disputar a Copa do Mundo dos Estados Unidos, muitos torcedores chineses adotaram o árbitro Ma Ning como seu representante na competição.

O juiz de 46 anos inspirou memes virais e ganhou até patrocínio de grandes marcas da China, como as fabricantes de computadores e eletrônicos Hisense e Lenovo.

Conhecido pelo estilo durão, Ma ganhou o apelido de "mestre dos cartões".

Em uma partida em Xangai, em 2015, mostrou nada menos que nove cartões amarelos e três vermelhos — um recorde em sua carreira.

Esta será a sua segunda participação em uma Copa. Há quatro anos, ele atuou como quarto árbitro, assessorando o juiz principal.

Posts e discussões relacionados a Ma ganharam milhões de visualizações no RedNote e em outras redes sociais chinesas. Enquanto alguns usuários torcem por ele, outros lamentam a situação do esporte no país.

"Temos Ma Ning. E vocês, têm quem?", escreveu um usuário no RedNote.

"Outros países vão assistir às próprias seleções jogando, enquanto nós vamos assistir ao nosso árbitro distribuindo cartões", comentou outro usuário.

Ma já se encontra em Miami, nos Estados Unidos, participando de um período de treinamento de dez dias para o corpo de arbitragem do campeonato. Ele está acompanhado de outros dois representantes chineses: Zhou Fei, árbitro assistente (conhecido popularmente como "bandeirinha"), e Fu Ming, árbitro assistente de vídeo (que atua no VAR, que revisa as decisões do juiz que está em campo).

Tanto Zhou quanto Fu trabalham no apoio aos árbitros principais à beira do campo.

Ma é credenciado como árbitro da FIFA desde 2011. Ele também leciona no Instituto de Esportes de Nanquim, na China continental.

Para acompanhar a sua trajetória rumo à Copa, Ma criou uma conta no RedNote, plataforma chinesa semelhante ao Instagram, há duas semanas. Desde então, já acumulou 197 mil seguidores.

Na primeira publicação na plataforma, Ma Ning aparece sacando um pequeno livro vermelho do bolso frontal da camisa de árbitro, uma referência ao nome chinês do RedNote e também à fama que ele tem de distribuir cartões vermelhos, punição que expulsa jogadores por faltas graves.

Em outra publicação, Ma compartilhou um vídeo arrumando a mala e treinando na academia em preparação para a Copa do Mundo. O vídeo, acompanhado de música dramática, mostra um tablet da Lenovo entre outros produtos.

"Assumo essa missão com confiança e tranquilidade. Copa do Mundo, aí vamos nós", escreve Ma na legenda.

A China não consegue se classificar para a Copa do Mundo desde sua primeira participação no torneio, em 2002, quando foi eliminada ainda na fase de grupos sem somar nenhum ponto.

Nas últimas duas décadas, o futebol chinês enfrentou crises financeiras e sucessivos escândalos de corrupção, que levaram jogadores, árbitros e dirigentes de clubes a serem punidos e proibidos de atuar no esporte por tempo indefinido.

 

Fonte: BBC Sport

 

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