Custos,
inchaço e Trump: as muitas polêmicas da Copa de 2026
Mundial
da Fifa é alvo de críticas antes mesmo do pontapé inicial. Polêmicas envolvem
ações do governo americano contra time do Irã, preços recordes, comercialização
excessiva e expansão para 48 times.
>>>>
1. A Fifa não deveria ser politicamente neutra?
Nos
meses que antecederam a Copa do Mundo de 2026, houve muitas críticas pelo fato
de a Federação Internacional de Futebol (Fifa), sob a presidência de Gianni
Infantino, demonstrar proximidade incomum com Donald Trump. Infantino apareceu
diversas vezes ao lado do presidente dos EUA.
Entre
outros episódios, ele participou do lançamento do Conselho de Paz de Trump
usando um boné vermelho e agindo como um fã do ex-presidente no palco, além de
ter entregado a Trump o Prêmio da Paz da Fifa durante o sorteio da Copa. A
premiação, criada especialmente para a ocasião, foi vista como uma espécie de
compensação pelo fato de Trump não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz –
reconhecimento para o qual ele próprio se considerava o candidato mais
adequado.
Segundo
os próprios estatutos da entidade, a Fifa deveria ser politicamente neutra. No
entanto, Infantino vem interpretando seu papel de forma cada vez mais política,
dando a impressão de conectar deliberadamente a política esportiva
internacional aos interesses estatais.
As
tensões aumentam ainda mais pelo fato de os Estados Unidos estarem em conflito
com o Irã. Até hoje, nunca houve um país-sede de Copa do Mundo envolvido em um
conflito militar com uma das seleções participantes.
>>>>
2. Todos os torcedores não deveriam poder ver sua seleção jogar?
As
regras de entrada nos Estados Unidos também geram fortes críticas: devido ao
endurecimento das regras de visto, torcedores de vários países participantes
ficaram, na prática, excluídos do torneio. Para Irã e Haiti, há proibição total
de entrada para espectadores – apenas os times e as comissões técnicas podem
entrar no país.
Torcedores
do Senegal e da Costa do Marfim também têm pouquíssimas chances de conseguir
entrar, já que os vistos de turismo para esses países foram amplamente
suspensos, entre outros motivos porque muitos viajantes desses locais
permaneceram nos EUA além do período permitido.
Por
algum tempo, o governo americano chegou a exigir um depósito de até 15 mil
dólares de visitantes de determinados países, valor que seria devolvido apenas
após a saída do país. Embora essa medida tenha sido retirada para muitos
portadores de ingresso pouco antes do início do torneio, ela mostra claramente
como políticas de segurança e imigração influenciam esta Copa.
Além
disso, a política migratória agressiva dos EUA e possíveis ações da agência de
imigração ICE geram insegurança. O governo americano não quis descartar
previamente a possibilidade de controles ou detenções também nos arredores dos
jogos. Organizações de direitos humanos alertam, por isso, para um "efeito
intimidador", especialmente para torcedores de nacionalidades que formam
grandes comunidades de imigrantes nos EUA – muitos deles já disseram preferir
não viajar para a Copa por medo.
>>>>
3. Um ingresso deveria realmente poder custar 690 mil dólares?
A venda
de ingressos para a Copa de 2026 é considerada extremamente comercializada. Já
no lançamento oficial, os preços eram muito altos: para muitos lugares, foram
cobrados vários milhares de dólares, enquanto ingressos premium para a final
custavam originalmente cerca de 11 mil dólares (R$ 57 mil).
No
entanto, a Fifa introduziu pela primeira vez o chamado "preço
dinâmico" ("dynamic pricing"), o que faz com que os preços
variem fortemente de acordo com a demanda. Assim, mesmo dentro da mesma fase de
vendas, torcedores pagam valores diferentes por lugares idênticos.
Também
surgiram relatos de compradores que selecionaram uma determinada categoria ou
posição no estádio, mas acabaram recebendo assentos em setores piores.
Organizações de torcedores e entidades de defesa do consumidor acusam a Fifa de
praticar preços abusivos, falta de transparência e vendas injustas – chegando
inclusive a apresentar reclamações à União Europeia. As procuradorias-gerais de
Nova Jersey e Nova York anunciaram investigações sobre a venda de ingressos da
Fifa.
Mesmo
poucas semanas antes do início do torneio, a maioria dos jogos ainda não estava
esgotada. Em 28 de maio, o ingresso mais barato para a final custava, no site
da Fifa, 8.625 dólares (R$ 44,7 mil). Quem precisasse de um lugar acessível
para cadeirantes teria de pagar pelo menos 10.350 dólares (R$ 53,7 mil). O
último assento disponível na primeira fila de um bloco de canto, próximo à
bandeirinha de escanteio, chegou a ser anunciado por 690 mil dólares (R$ 3,6
milhões).
Além da
venda oficial, a Fifa também opera sua própria plataforma de revenda, lucrando
com 30% de cada transação. Críticos afirmam que os interesses financeiros estão
claramente em primeiro plano e que muitos torcedores acabam excluídos da Copa
devido aos preços elevados.
>>>>
4. Não deveriam jogar na Copa apenas as melhores seleções?
Pela
primeira vez, a Copa do Mundo de 2026 contará com 48 seleções em vez de 32. Com
isso, o número de partidas sobe de 64 para 104. Especialistas e muitos
torcedores criticam a expansão, argumentando que ela pode prejudicar a
qualidade técnica do torneio, já que mais equipes de nível inferior
participarão.
Ao
mesmo tempo, ficou mais fácil alcançar a fase eliminatória, pois não apenas os
dois primeiros colocados dos 12 grupos avançam, mas também os oito melhores
terceiros colocados.
Como
agora 32 equipes – em vez de 16 – passarão da fase de grupos, haverá pela
primeira vez uma fase de 16 avos de final. Isso aumenta a carga física dos
jogadores e também os custos para os torcedores. Ao mesmo tempo, a expansão
oferece à Fifa novas oportunidades de gerar ainda mais receita.
Alguns
observadores consideram a reforma uma decisão politicamente motivada: quem mais
se beneficia das vagas adicionais são federações menores, cujos votos têm
grande peso dentro da estrutura da Fifa. Isso levanta dúvidas sobre se os
critérios esportivos realmente foram prioritários ou se o presidente da Fifa,
Gianni Infantino, impulsionou a ampliação do torneio principalmente para
fortalecer sua base de poder dentro da entidade.
>>>>
5. Torneio não deveria ser climaticamente sustentável?
Embora
a Fifa afirma defender sustentabilidade e proteção climática, a Copa de 2026
vem sendo fortemente criticada por seus impactos ambientais. Estudos estimam
que o torneio poderá gerar mais de nove milhões de toneladas de CO₂,
principalmente devido às grandes distâncias entre as cidades-sede e ao elevado
número de voos.
Isso
corresponde praticamente à quantidade de CO₂ emitida em um ano inteiro pela
ilha mediterrânea de Chipre, que possui cerca de 1,25 milhão de habitantes e
mais de 4 milhões de turistas anuais. Organizações ambientais já falam na
possivelmente "Copa mais prejudicial ao clima" da história.
O
problema continua também no local: muitos estádios ficam fora dos centros
urbanos e têm pouca conexão com o transporte público. Onde há transporte
disponível, os preços chegaram a disparar. Para um curto trajeto de trem até o
MetLife Stadium, próximo de Nova York, chegou-se a cobrar até 150 dólares (R$
778), em vez dos cerca de 13 dólares (R$ 67,4) normalmente cobrados.
Após
intensos protestos de torcedores, os organizadores recuaram parcialmente e
definiram uma taxa "mais razoável" de 98 dólares (R$ 508,3). O ônibus
que leva ao estádio agora deverá custar 20 dólares (R$ 103,7) em vez dos 80
dólares (R$ 415) previstos anteriormente.
Quem
vai de carro também enfrenta altos custos: estacionamentos custam entre 75 e
300 dólares (R$ 389 a R$ 1,5 mil), dependendo do jogo. Pelo menos na maioria
dos estádios há alguma alternativa pública mais barata, com exceção de Boston.
Críticos
enxergam nisso uma contradição: apesar das promessas climáticas, a estrutura do
torneio obriga muitos torcedores a viagens poluentes e ainda torna essas
viagens mais caras.
>>>
6. Por que o Irã teve de mudar sua base para o México?
Em meio
às tensões geradas pela guerra pelos EUA e Israel contra o Irã, o governo dos
EUA protelou a concessão de vistos de entrada aos jogadores e à comissão
técnica da seleção iraniana, que disputará os três jogos da fase de grupos no
território americano.
Em
março, Trump tentou desencorajar os iranianos de participarem da Copa, dizendo
que não achava "apropriada" a presença do país na competição e
levantando preocupações sobre a "vida e a segurança" dos jogadores. A
seleção do Irã reagiu, afirmando que ninguém poderia excluí-la da competição,
após ter se classificado em 1º lugar em seu grupo nas eliminatórias asiáticas.
Em
abril, segundo reportagem do jornal Financial Times, um alto enviado de Trump
teria pedido à Fifa que substituísse o Irã pela Itália na Copa do Mundo. A
seleção italiana não conseguiu, pela terceira vez seguida, se classificar para
o Mundial. O pedido, no entanto, não foi atendido pela entidade.
A
Federação de Futebol do Irã continuou a insistir que todos os jogadores e
membros da comissão técnica recebessem vistos, incluindo aqueles que serviram
no Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
Diante
da demora, o Irã negociou, de última hora, a mudança da base da equipe do
Arizona para Tijuana, no México. Também tentou negociar a transferência dos
jogos, sem sucesso.
Após a
confirmação dos vistos para os jogadores, a federação iraniana afirmou que 14
membros da comissão tiveram o visto de entrada negado pelos EUA. A entidade
afirma que a não emissão dos vistos "efetivamente negou à seleção iraniana
a oportunidade de disputar em condições de igualdade e uma competição livre de
discriminação."
O Irã
jogará suas duas primeiras partidas em Inglewood, na Califórnia, contra a Nova
Zelândia e a Bélgica e, em seguida, seguirá para Seattle para enfrentar o
Egito.
As
seleções do Irã e dos EUA podem se encontrar na fase eliminatória da Copa se
ambas as equipes terminarem em segundo lugar em seus grupos.
• A Copa da Vergonha. Por Benedito Tadeu
César
Acompanho
o futebol há toda a minha vida. Não apenas como torcedor, mas também como
pesquisador. Em 1981, defendi no Programa de Pós-Graduação em Antropologia
Social da UNICAMP a dissertação "Os Gaviões da Fiel e a Águia do
Capitalismo ou O Duelo", considerada o primeiro mestrado acadêmico
realizado no Brasil sobre uma torcida organizada. Naquele trabalho, procurei
compreender o futebol como fenômeno social, cultural e político, muito além das
quatro linhas do campo.
Naquela
época, o futebol e o esporte em geral ainda não eram considerados temas
"sérios" por boa parte da academia brasileira. Muitos viam essas
manifestações como assuntos menores, indignos da atenção das ciências sociais.
A consolidação da sociologia e da antropologia do esporte no Brasil só
ocorreria anos mais tarde, graças ao trabalho de diversos pesquisadores que
demonstraram como o futebol expressa conflitos sociais, identidades coletivas,
disputas políticas, interesses econômicos e visões de mundo. Hoje isso parece
evidente. Há quarenta e cinco anos, não era.
Talvez
por isso seja impossível assistir aos acontecimentos que cercam a Copa do Mundo
de 2026 sem uma profunda sensação de desconforto. Ao longo de décadas estudando
política e sociedade, aprendi que o futebol nunca esteve isolado das disputas
de poder. Governos, interesses econômicos, conflitos internacionais e projetos
ideológicos sempre encontraram no esporte um espaço privilegiado de projeção e
influência. O que muda são as circunstâncias históricas e o grau de
visibilidade dessas interferências.
<><>
Futebol, poder e política
A
história do esporte internacional oferece inúmeros exemplos dessa relação entre
competição esportiva e poder político. As grandes competições foram
frequentemente utilizadas como instrumentos de projeção de prestígio nacional,
afirmação ideológica e disputa simbólica entre Estados. As Olimpíadas de
Berlim, em 1936, realizadas sob o regime nazista, permanecem como um dos
exemplos mais conhecidos dessa instrumentalização política do esporte. Décadas
depois, os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, ofereceriam outro exemplo
dramático e doloroso da profunda imbricação entre esporte e política. O
sequestro e assassinato de onze atletas israelenses por integrantes da
organização palestina Setembro Negro chocou o mundo e transformou uma
celebração esportiva em palco de uma tragédia geopolítica de repercussão
global. O episódio demonstrou de forma brutal que os conflitos internacionais
não ficam necessariamente do lado de fora dos estádios e das vilas olímpicas.
Eles podem atravessar seus portões e ocupar o centro da cena mundial.
Essa
relação é ainda mais intensa no futebol. Nenhuma outra modalidade mobiliza
simultaneamente tantos sentimentos, tantas identidades coletivas, tantos
recursos econômicos e tantos interesses políticos. O futebol movimenta bilhões
de espectadores e bilhões de dólares em todos os continentes. Chefes de Estado,
governos, corporações globais, organismos internacionais e grupos econômicos
disputam permanentemente sua influência sobre esse gigantesco espetáculo
planetário. Justamente por isso, exige das entidades esportivas, dos governos e
das organizações internacionais um compromisso ainda maior com critérios
transparentes, universais e coerentes. O peso político do futebol pode explicar
muitas decisões. Não pode justificá-las quando são marcadas pela discricionariedade.
Tampouco pode servir de desculpa para a omissão de governos democráticos e de
federações nacionais que, diante de situações semelhantes, adotam posições
radicalmente diferentes conforme os interesses estratégicos dos atores
envolvidos.
Por
essa razão, a Copa de 2026 corre o risco de entrar para a história como a Copa
da Vergonha.
<><>
O Irã diante das portas fechadas
Realizada
conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México, a competição acontece sob a
sombra da escalada militar no Oriente Médio. Os Estados Unidos participaram de
ações militares contra o Irã e continuam oferecendo apoio político, diplomático
e militar às operações de Israel em Gaza e no Líbano. Nesse contexto, uma das
seleções classificadas para o Mundial passou a enfrentar obstáculos impostos
justamente por um dos países-sede da competição.
Os
fatos são conhecidos. Integrantes da delegação iraniana tiveram dificuldades
para obter autorização de entrada nos Estados Unidos. Dirigentes da Federação
Iraniana de Futebol foram impedidos de ingressar no país e precisaram retornar
ao Irã, desfalcando a estrutura administrativa e técnica da seleção. As
autoridades norte-americanas também impuseram restrições especiais à
permanência da delegação iraniana em território estadunidense.
Não se
trata de uma questão burocrática qualquer. Trata-se de uma situação que
compromete o princípio da igualdade de condições entre os participantes de uma
competição internacional.
Outras
delegações também foram atingidas por procedimentos incomuns. O atacante
iraquiano Aymen Hussein foi submetido a cerca de sete horas de interrogatório
ao desembarcar nos Estados Unidos para participar do torneio. Um fotógrafo da
delegação iraquiana teve sua entrada negada após longo período de
questionamentos. Episódios como esses demonstram que a política externa e as
tensões geopolíticas estão interferindo diretamente no ambiente esportivo da
competição.
<><>
O silêncio da FIFA
Até
agora, a FIFA não apresentou uma resposta pública compatível com a gravidade
desses acontecimentos. A entidade que frequentemente se apresenta como guardiã
da universalidade do futebol parece aceitar passivamente situações que afetam o
tratamento isonômico das seleções participantes.
O
silêncio da FIFA torna inevitável uma comparação com o tratamento dispensado à
Rússia após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. Naquele momento, FIFA e
UEFA suspenderam rapidamente as seleções e os clubes russos de suas
competições. A Rússia foi excluída da Copa do Mundo do Catar e de diversos
torneios internacionais. O Comitê Olímpico Internacional recomendou o
afastamento de atletas e dirigentes russos das competições esportivas
internacionais, desencadeando uma ampla rede de sanções esportivas.
As
justificativas eram conhecidas: a defesa dos valores do esporte, da paz
internacional e dos direitos humanos.
<><>
Dois pesos e duas medidas
A
questão que se coloca hoje não é a defesa da Rússia nem a reivindicação de
novas punições. A questão é a coerência.
Se a
comunidade esportiva internacional considera legítimo adotar sanções em
determinados conflitos, por que critérios semelhantes não são sequer discutidos
quando os Estados Unidos e Israel estão envolvidos em ações militares que
provocam milhares de mortes, destruição de cidades inteiras e forte condenação
por parte de organismos internacionais e de amplos setores da opinião pública
mundial?
A
resposta parece desconfortável. Há agressões que despertam imediata indignação
internacional. E há massacres — alguns deles denunciados por amplos setores da
comunidade internacional como práticas genocidas — que continuam sendo tratados
com complacência, silêncio ou justificativas diplomáticas.
<><>
A omissão das democracias
O
problema não está apenas nas decisões das entidades esportivas. Está também no
silêncio dos governos e das federações nacionais. Até o momento, nenhum
movimento relevante de boicote foi organizado. Nenhuma pressão significativa
foi exercida sobre a FIFA. Nenhuma mobilização coletiva surgiu para questionar
as restrições impostas à seleção iraniana.
A
história do esporte oferece exemplos distintos. Durante décadas, o regime do
apartheid na África do Sul foi alvo de isolamento esportivo internacional.
Naquele caso, compreendeu-se que a neutralidade era impossível diante de uma
injustiça tão evidente.
Hoje,
porém, a neutralidade parece ter sido substituída pela seletividade.
<><>
Uma questão moral
A Copa
segue seu curso. Os patrocinadores continuam seus negócios. As transmissões
alcançam bilhões de espectadores. Os dirigentes fazem discursos sobre
integração entre os povos. Mas a realidade insiste em invadir os gramados.
Por
isso, esta pode ser chamada de Copa da Vergonha.
Vergonha
pela normalização da guerra. Vergonha pelo silêncio das instituições
esportivas. Vergonha pela aplicação desigual dos critérios políticos. Vergonha
pela omissão dos governos democráticos diante de situações que, em outros
contextos, seriam objeto de indignação e sanções. Vergonha pela ausência de
solidariedade internacional. Vergonha porque uma seleção participante enfrenta
restrições impostas por um país-sede sem que isso provoque uma reação à altura
por parte das autoridades do futebol mundial.
O
futebol continua sendo uma das mais importantes expressões culturais do
planeta. Justamente por isso, não pode servir de cortina para ocultar
injustiças nem para naturalizar práticas que seriam condenadas em outras
circunstâncias. Quando a política invade os gramados para restringir direitos
de alguns e preservar privilégios de outros, a questão deixa de ser apenas
esportiva.
Passa a
ser moral.
Fonte:
DW Brasil/Brasil 247

Nenhum comentário:
Postar um comentário