Colágeno,
niacinamida e mais: qual melhor ativo para a sua faixa etária?
Quando
o assunto é cuidado com a pele, é essencial entender que cada faixa etária
demanda de um tratamento específico. Nem sempre o que funcionou aos 18 anos,
vai fazer o mesmo efeito aos 50.
De
acordo com o biomédico Thiago Martins, mestre em medicina estética, os ciclos
podem ser divididos em quatro etapas principais. Na infância e adolescência,
até os 20 anos, os cuidados devem focar no controle da oleosidade que, muitas
vezes, aumenta com as alterações hormonais da puberdade, além do uso de
protetor solar.
Já
faixa dos 20 aos 35 anos, os tratamentos se tornam preventivos contra o
envelhecimento precoce, com ênfase no uso de antioxidantes e renovadores
celulares leves.
Entre
35 e 50 anos, começa uma diminuição importante na produção de colágeno, então
os cuidados se voltam para a reposição dessa perda e o reparo de danos, como
hidratação intensa e tratamento de linhas finas. Acima dos 50 anos, a
prioridade é restaurar a barreira cutânea, combater a flacidez e hidratar
profundamente devido à redução da elasticidade e do afinamento da pele.
"O
cuidado mais intenso com a pele deve começar entre os 25 e 30 anos, quando
ocorre a queda natural na produção de colágeno e aumenta o risco de
envelhecimento precoce. É nessa idade que a inclusão de antioxidantes, como a
vitamina C, no skincare diário se torna essencial, assim como o uso de produtos
que estimulem a renovação celular", explica à CNN.
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O que muda nos cuidados entre pele negra e branca
Thiago
comenta ainda que existem diferenças importantes entre a pele negra e a pele
branca. "A primeira é mais rica em melanina, o que oferece maior proteção
contra os danos causados pelos raios ultravioleta e retarda sinais de
envelhecimento precoce". No entanto, ela é mais suscetível ao
desenvolvimento de hiperpigmentações, como manchas e melasma, e ao aparecimento
de queloides.
"Já
a pele branca, por conter menos melanina, é mais sensível ao sol e tende a
envelhecer mais rapidamente, com maior propensão ao desenvolvimento de rugas e
ao câncer de pele. Os cuidados, portanto, envolvem uniformização e prevenção de
manchas para a pele negra e foco no combate ao fotoenvelhecimento para a pele
branca, ambos sempre com o uso diário de protetor solar", acrescenta.
Também
à CNN, o dermatologista Lucas Miranda, membro da Sociedade Brasileira de
Dermatologia, explica quais são os principais ativos indicados para cada faixa
etária.
"Para
quem está até os 20 anos, os principais ativos são o ácido salicílico,
excelente para o controle da oleosidade e da acne; a niacinamida, por suas
propriedades anti-inflamatórias e equilibrantes; e os protetores solares
oil-free, com FPS 30 ou superior", diz.
"Na
faixa dos 20 aos 35 anos, ativos como a vitamina C, por sua ação antioxidante e
uniformização do tom da pele, o ácido hialurônico, que mantém a hidratação e a
elasticidade, e os peptídeos, que estimulam o colágeno, são ideais",
comenta.
"Entre
35 e 50 anos, é necessário incorporar ativos como o retinol, para renovar as
células e suavizar linhas finas; o ácido glicólico, que melhora a textura da
pele; e a coenzima Q10, que atua na reparação celular. Acima dos 50 anos, os
cuidados se intensificam com as ceramidas, que restauram a barreira cutânea,
peptídeos de colágeno para combater a flacidez, e a vitamina E, que hidrata
profundamente e combate danos dos radicais livres", detalha.
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Cuidados simples e que podem transformar a sua pele
O uso
diário do protetor solar ainda é o cuidado mais simples e eficaz na saúde da
pele. Ele protege contra os efeitos nocivos da radiação UV, prevenindo manchas,
envelhecimento precoce e câncer de pele.
Além
disso, manter uma rotina de limpeza suave da pele pela manhã e à noite,
hidratar adequadamente de acordo com o tipo de pele e manter-se bem hidratado
ao consumir bastante água ajudam significativamente a preservar a saúde
cutânea.
"Adotar
uma dieta balanceada, rica em frutas e vegetais por seu conteúdo antioxidante,
e evitar o tabaco também são hábitos essenciais para a manutenção de uma pele
saudável ao longo do tempo", finaliza.
• Maquiagem fora da validade? Entenda
riscos no uso de cosméticos vencidos
Embora
seja uma prática comum, o uso de maquiagens fora da data de validade pode
causar diferentes problemas, incluindo vermelhidão, infecções, alergias e
irritações, uma vez que os principais componentes presentes nos cosméticos,
responsáveis por mantê-los longe de fungos e bactérias, param de ter o devido
efeito com o passar do tempo.
À CNN,
o dermatologista Lucas Miranda, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia,
explica que depois de abertos, os produtos possuem prazos estabelecidos pelo
fabricante, normalmente representados pelo símbolo de um potinho aberto em sua
embalagem.
"Produtos
líquidos ou cremosos, como bases e corretivos, costumam ter uma vida útil entre
seis e 12 meses depois de abertos. Já produtos em pó, como sombras e blushes,
podem durar até 24 meses. Esse período varia conforme a composição e as
condições de armazenamento. Usar cosméticos além desse prazo aumenta
consideravelmente o risco de reações indesejadas na pele devido à degradação de
componentes e à proliferação de micro-organismos”, comenta.
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Já o
biomédico Thiago Martins, acrescenta que, ao se falar de batons e gloss, ainda
há risco de desenvolver ressecamentos, rachaduras e inflamações dos lábios,
mais conhecidas como queilite. "Alterações na cor, textura ou odor são
indicativos claros de contaminação e deterioração do produto", comenta à
CNN.
Ainda
que os produtos em pó sejam "menos" vulneráveis à contaminação, com o
tempo eles podem acumular fungos e bactérias, especialmente se aplicados com
pincéis ou esponjas não higienizadas. "O uso de sombras vencidas pode
causar reações alérgicas nas pálpebras, coceira e infecções oculares”,
acrescenta.
O
ideal, segundo Lucas, é respeitar rigorosamente a data indicada. Após esse
período, não há garantias quanto à estabilidade e à segurança dos ingredientes
cosméticos. "Mesmo que um produto aparente estar em boas condições, podem
ocorrer alterações invisíveis a olho nu, tornando-o inadequado para uso e
potencialmente prejudicial à saúde. Portanto, não é recomendável considerar um
prazo maior”, afirma.
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Armazenamento e compartilhamento de cosméticos
Ainda
que o banheiro pareça o ambiente mais prático para se guardar produtos de
beleza, a recomendação é de que os cosméticos fiquem longe da variação de
temperatura e alta umidade - que favorecem a multiplicação de fungos e
bactérias responsáveis pelo aceleramento da degradação dos cosméticos.
Sendo
assim, o local mais adequado precisa ser fresco, seco e protegido de luz solar.
“Opte por gavetas ou armários fechados e arejados”, diz Miranda.
O
dermatologista ainda alerta para o compartilhamento de produtos, com destaque à
máscara de cílios. “Nenhum produto de aplicação direta na área dos olhos tem
essa recomendação. Esse hábito aumenta expressivamente o risco de transmissão
de infecções, como conjuntivite, blefarite e até herpes ocular, já que a região
dos olhos é muito sensível e suscetível à contaminação", comenta.
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Identificando uma reação alérgica
Ao
perceber qualquer reação alérgica, como vermelhidão, coceira, ardor, inchaço ou
descamação, o ideal é interromper imediatamente o uso do produto suspeito e
lavar a área afetada com água abundante. Em seguida, recomenda-se evitar o uso
de outros cosméticos no local e procurar atendimento dermatológico para
avaliação adequada.
"Em
casos mais graves, com sintomas como dificuldade para respirar ou formação de
bolhas, é imprescindível buscar atendimento médico de urgência", finaliza
Fonte:
CNN Brasil

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