Gilberto
Lopes: Os senhores da tecnologia
“Os
engenheiros de elite do Vale do Silício têm a obrigação de participar da defesa
de nossa nação, de nossos valores. De preservar a ligeira vantagem que os
Estados Unidos e seus aliados ocidentais ainda têm sobre seus adversários”.
Assim começam Alexander C. Karp, cofundador e CEO da Palantir, e Nicholas W.
Zamiska, responsável pelos assuntos corporativos e conselheiro jurídico do
escritório de Alexander C. Karp, A república tecnológica, um
livro de 220 páginas, publicado em fevereiro do ano passado.
Este
livro – dizem eles – pretende promover a discussão sobre o papel que o Vale do
Silício pode desempenhar na reinvenção do projeto nacional; sua base é um firme
compromisso com o liberalismo e seus valores.
<><>
Palantir
O que é
Palantir? É o nome da pedra de obsidiana com a qual Sauron vigia seus
subordinados na obra O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien. É o
nome escolhido para esta empresa, uma empresa de software do
Vale do Silício, fundada em 2003 com um investimento da In-Q-Tel, o fundo de
capital de risco da CIA, que presta serviços aos setores de defesa, segurança e
inteligência, não só dos Estados Unidos, mas também de vários outros países.
Peter
Thiel, multimilionário fundador da Palantir e do Paypal, entre outras empresas,
instalou-se na Argentina de Javier Milei, com quem compartilha os princípios do
anarcocapitalismo.
Estima-se
que a Palantir valha hoje cerca de 400 bilhões de dólares, mais de 80 vezes sua
receita anual, graças a seus contratos com órgãos de defesa e segurança e com
departamentos de polícia, sem que se saiba ao certo a extensão de seus
negócios. Dentre eles estão o Ministério da Defesa britânico, as Forças de
Defesa de Israel e as forças armadas da Ucrânia.
Inspirados
em sua visão liberal da sociedade – Alexander C. Karp fez um doutorado em
filosofia na Universidade Goethe de Frankfurt e estudou brevemente com o
filósofo alemão Jürgen Habermas, recentemente falecido, que ele cita em seu
livro –, afirmam que “a capacidade das sociedades livres e democráticas de se
imporem exige mais do que um apelo moral. Exige hard power, e
o hard power deste século se baseará no software”.
A república
tecnológica começa
com uma crítica ao que consideram uma perda de rumo por parte das empresas
tecnológicas do Vale do Silício. Tendo sido abandonada a alma do país em nome
da inclusão, defendem a necessidade de apoiar um “projeto político mais
ambicioso”, fazer algo que “realmente valha a pena”. Não poupam críticas a
figuras como o já falecido CEO da Apple, Steve Jobs, nem à sua empresa,
dedicada a satisfazer a demanda de um público ávido por iPhones ou computadores
portáteis, mas pouco comprometida com um projeto nacional.
Para a
Palantir, não se trata apenas de um compromisso com o capitalismo e os direitos
do indivíduo, que consideram insuficientes “para sustentar a alma humana”.
Reivindicam “uma noção substantiva de uma vida boa ou virtuosa”, uma definição
que “exclui algumas ideias e defende outras”.
“Hoje,
nos Estados Unidos, os principais temas que a sociedade compartilha não são
cívicos ou políticos. São, antes, entretenimento, esportes, celebridades e
moda. Os velhos temas que constituíam uma nação – um sistema educacional, o
serviço militar obrigatório, a religião, a língua comum, uma imprensa próspera
e livre – foram desmantelados”.
Caberá
a essa república tecnológica recuperar a identidade perdida, os objetivos
comuns e os rituais cívicos capazes de manter a sociedade unida.
Quais
são eles? Não ficam claramente definidos na proposta de Alexander C. Karp e
Nicholas W. Zamiska.
<><>
A defesa da nação
A
Palantir encontrou, na guerra do Afeganistão, no início do século, um cenário
particularmente importante para as aspirações da empresa.
“Havia
informação suficiente para trabalhar, mas estava distribuída por dezenas, ou
centenas, de departamentos, que não a compartilhavam. A tarefa de reuni-la, de
torná-la útil para decidir que povoado atacar, que prisioneiros interrogar, que
perguntas fazer, era uma tarefa impossível”. Para torná-la possível, o software
da Palantir desempenhou um papel essencial, unificando a informação e
colocando-a à disposição dos militares, “que precisavam navegar rapidamente
numa base de dados que lhes permitisse ver o contexto em que desenvolveriam sua
missão”.
“Os
ventos estavam mudando. Era essencial concentrarmos nossa atenção na construção
de uma nova geração de armas com Inteligência Artificial”. Em março de 2019, “a
Palantir ganhou um contrato para construir novas plataformas de inteligência
para o Pentágono”. Segundo o Washington Post, “pela primeira vez, o
governo recorreu a uma empresa de software do Vale do Silício, em vez dos
habituais contratantes militares”.
O
secretário da defesa (ou da guerra, como prefere o atual governo), Pete
Hegseth, definiu os novos objetivos em dois discursos, em outubro e novembro do
ano passado.
Em 7 de
novembro, no National War College, em Washington, Pete Hegseth
discursou perante generais e representantes da indústria de defesa. Disse-lhes
que “o sistema de contratação pública de defesa, tal como o conhecem, deixou de
existir. Agora é um sistema para a guerra”.
Para
Pete Hegseth, a revisão desses critérios “é um passo decisivo na reconstrução
da nação que outrora liderou o mundo, transformando ideias em poderio bélico,
pensamentos em letalidade”. Queremos que as empresas “apresentem soluções
inovadoras aos nossos combatentes para que possamos ter uma vantagem esmagadora
nas guerras futuras”.
Vantagens
esmagadoras em guerras futuras? Em quais delas Pete Hegseth está pensando? Em
que vantagens?
A
Palantir encaixa bem, de qualquer forma, no novo cenário. O setor tecnológico –
dizem Alexander C. Karp e Nicholas W. Zamiska – “afastou-se dos militares,
desinteressado em lutar contra uma burocracia crescente e uma opinião pública
negativa”.
A
Palantir tomou outra decisão, “talvez por algum gosto pelo conflito ou pela
obstinada busca de algo, de algo que funcionasse”. Eles acreditam que foi “a
vontade de responder ao mundo tal como ele é, e não como gostaríamos que fosse,
a principal razão pela qual a última geração de gigantes do Vale do Silício
chegou tão longe”.
<><>
O manifesto da Palantir
Em 18
de abril, a Palantir publicou, em sua conta do X, um manifesto de 22 pontos
onde resumia o essencial de A república tecnológica. Em apenas dois
dias, já tinha mais de 30 milhões de visualizações.
O
manifesto começa com um apelo para “rebelarmo-nos contra a tirania dos
aplicativos”. “O Vale do Silício tem uma dívida moral com o país que tornou
possível sua ascensão”, afirmam. Em seguida, referem-se à forma como pretendem
cumprir essa missão: “a elite da engenharia do Vale do Silício tem a obrigação
positiva de participar da defesa da nação”.
Sua
visão sobre o papel dos Estados Unidos não é diferente da de praticamente todos
os seus líderes políticos. Nenhum outro país na história do mundo – afirmam –,
“promoveu mais os valores progressistas do que este”. Acrescentam que o poder
estadunidense tornou possível uma paz extraordinariamente prolongada.
As duas
afirmações merecem alguma reflexão. Sobre o papel dos Estados Unidos, que
surgiu do desenvolvimento do capitalismo há mais de dois séculos, livre dos
entraves que, na Europa, representava a velha ordem feudal, isso não só lhes
permitiu uma rápida expansão geográfica, ocupando territórios indígenas e
avançando sobre territórios de nações vizinhas, como também estendeu seus
interesses econômicos, até impor um sistema praticamente universal.
Um
sistema no qual se observam hoje sinais de decadência que a Palantir pretende
enfrentar. Não se trata apenas da ordem econômica, mas também da política, como
a democracia liberal submetida a novas formas, tanto nos Estados Unidos como em
outros países do mundo.
Sua
visão de que “o poder estadunidense tornou possível uma paz extraordinariamente
prolongada” refere-se, naturalmente, ao território norte-americano. O resto do
mundo viveu uma guerra permanente, levada a cabo pelos Estados Unidos nos mais
diversos recantos do mundo, na mesma medida em que ampliava sua influência
econômica e impunha sua ordem política.
A
proposta da Palantir não é outra senão manter viva essa condição, ameaçada por
outros modelos de organização econômica e política com forças que,
gradualmente, foram sendo equiparadas e, em alguns casos, superaram as dos
Estados Unidos.
<><>
A Palantir e a encruzilhada
A
Palantir sugere que a era da dissuasão nuclear chegou ao fim. Uma nova geração
de armas baseadas na Inteligência Artificial substituirá as armas nucleares
como novo instrumento de dissuasão. É aí que o Vale do Silício pode desempenhar
um papel decisivo, muito diferente daquele que tem desempenhado, orientado para
a defesa da nação, tal como Alexander C. Karp e Nicholas W. Zamiska propõem em
seu livro.
Eles
estimam que chegamos a uma nova encruzilhada, semelhante à que os inventores da
bomba atômica enfrentaram: o software e as capacidades de inteligência
artificial que a Palantir e outras empresas estão desenvolvendo facilitam a
implantação de novas armas letais. Um sistema de armas com uma Inteligência
Artificial cada vez mais autônoma e seus riscos, contra os quais o Papa alertou
recentemente, como veremos.
Alexander
C. Karp vê a aplicação da inteligência artificial ao desenvolvimento de armas
modernas como um instrumento de equilíbrio de poder. Na opinião dele, a nova
tecnologia tem o potencial de condicionar a política internacional neste século
e no próximo, da mesma forma que as armas nucleares o fizeram no século
passado.
Os
engenheiros do Vale do Silício encontram-se, assim – tal como os do Projeto
Manhattan, através do qual os Estados Unidos construíram a primeira bomba
atômica –, diante de uma nova encruzilhada, ética e política. Um dilema
resolvido, como sabemos, com a decisão de avançar na construção das novas
armas, tal como se fez naquele momento e como fazem hoje empresas como a
Palantir.
John
Ganz, escritor e colunista do The Nation, não poupou críticas ao
livro de Alexander C. Karp e Nicholas W. Zamiska. Para ele, é um livro
“terrível”. É, literalmente, um apelo às armas. Anuncia um futuro sombrio e
deprimente. É péssimo tanto na forma como no conteúdo. Mal escrito, enfadonho,
cheio de ideias ruins – quando conseguimos distingui-las dos clichês e das
repetições – que vão desde o simplesmente duvidoso até o execrável e
inquietante.
“Os
autores defendem a democracia como um dos valores ocidentais, mas parece que
têm algo mais em mente. Olham com inveja para nossos rivais autoritários”, diz
John Ganz. Na verdade, a visão que o livro apresenta é profundamente
antidemocrática e elitista. Em sua opinião, o livro e o manifesto são pouco
mais do que uma estratégia de vendas.
Naturalmente,
ele não é o único crítico. Gideon Lewis-Kraus, colunista do The New
Yorker, antecipou-se a ele alguns dias. Num artigo intitulado “O guia da
Palantir para salvar a alma dos Estados Unidos”, afirma que o argumento central
do livro é que a sobrevivência dos Estados Unidos depende da revitalização do
complexo militar-industrial.
Com a
possível exceção de De zero a um (livro de Peter Thiel, que
Lewis-Kraus classifica como um dos exemplos mais sólidos de um gênero que
combina negócios e autoajuda), “a maioria dos livros dos especialistas em
tecnologia resulta decepcionante. Alexander C. Karp parece o tipo de pessoa que
pode ter aumentado a lista”.
As
aspirações de alguns engenheiros do Vale do Silício de restaurar a grandeza de
um país que visualizam em decadência não são novas. Alexander C. Karp acredita
que a restauração do complexo militar-industrial pode “tornar nosso país grande
novamente”.
O
próprio Lewis-Kraus refere-se, no início de seu artigo, publicado em 19 de
fevereiro do ano passado, a um engenheiro trans-anarquista do Google que, na
primavera de 2014, exigiu da Casa Branca que “parasse a decadência nacional”.
Seu plano era simples: aposentar todos os funcionários públicos; transferir a
autoridade administrativa para a indústria tecnológica; nomear Eric Schmidt CEO
dos Estados Unidos. Schmidt – lembra-nos ele – era CEO do Google e um “avatar
do liberalismo tecnocrático”.
O
ex-ministro da economia grego, Yanis Varoufakis, foi mais um, entre muitos, dos
que reagiram à proposta, no artigo “Palantir e a nova ordem”.
Surge
uma nova forma de capital, um capital na nuvem, máquinas algorítmicas que
garantem aos seus proprietários o notável poder de alterar nosso comportamento,
afirmou.
A
república tecnológica seria
uma tentativa de definir a ideologia que a justifica. Yanis Varoufakis chama de
“techlordism”. Os “senhores da tecnologia”, cuja tarefa seria fornecer a
cobertura ideológica para colonizar tudo: o comportamento humano, as
instituições públicas e a própria Wall Street, o público e o privado, além dos
indivíduos.
<><>
Desarmar a Inteligência artificial
O Papa
Leão XIV também se juntou ao debate sobre o tema. O uso da inteligência
artificial para fins militares foi analisado na recente encíclica Magnifica
humanitas, com cerca de 42 mil palavras, que teve grande repercussão, para
além dos círculos religiosos.
O
“crescimento do complexo militar-industrial tornou-se uma característica
própria do panorama político atual”, com o “ressurgimento da guerra como
instrumento de política internacional”, afirmou o Papa, que, já num discurso
diante dos cardeais no ano passado, tinha alertado que a inteligência
artificial era uma ameaça potencial para a “dignidade humana, a justiça e o
trabalho”.
“Não se
devem confiar decisões letais ou irreversíveis a sistemas artificiais”, afirmou
o Papa, no que parece ser uma referência velada ao que aconteceu na guerra
contra o Irã, quando mísseis norte-americanos, baseados em mapas antigos,
utilizados pelo software da Palantir para definir alvos, destruíram uma escola
primária feminina na localidade de Minab, causando a morte de mais de cem
meninas.
Antonio
Spadaro, um jesuíta italiano que foi próximo do Papa Francisco, comentou a
encíclica de Leão XIV numa entrevista concedida a Gilles Gressani, diretor do
site Le Grand Continent.
“A
encíclica é mais política, mais geopolítica, mais conflitiva”. As novidades
doutrinárias mais relevantes são, pelo menos, cinco, afirmou, entre as quais a
introdução do conceito de desarmar a inteligência artificial, retirando-a da
lógica da competição armada. A possibilidade de delegar a uma máquina a decisão
de matar é um fenômeno sem precedentes. “A decisão letal não pode ser delegada
a processos automatizados, deve permanecer sob um controle humano efetivo”,
afirma o documento.
A
encíclica não menciona Donald Trump, mas a referência é evidente em várias
passagens, diz Antonio Spadaro, como quando critica a normalização da guerra, o
rearmamento como resposta a qualquer crise ou quando desmonta a lógica do “eu
primeiro”.
Antonio
Spadaro destaca o significado da presença de Christopher Olah, um milionário
cofundador da Anthropic, uma empresa de inteligência artificial, à mesa com o
Papa, quando foi anunciada a Magnifica humanitas. Donald Trump
cancelou contratos com a Anthropic em fevereiro passado, depois que a empresa
se recusou a permitir a utilização de seu software em
vigilância interna ou em armas totalmente autônomas.
<><>
Um olhar sobre o mundo
Parece-nos
que aqui é necessária uma pausa, para vermos além do Vale do Silício e
lançarmos um olhar sobre o mundo. O de então e o de agora. Alexander C. Karp
afirma que a supremacia do poder militar norte-americano no século passado
ajudou a manter a atual paz frágil no mundo. Para mantê-la hoje, propõe um novo
tipo de Projeto Manhattan, mantendo “o controle exclusivo das formas mais
sofisticadas de Inteligência Artificial no campo de batalha”.
Mas
isso já não parece possível. A análise ignora – por um lado – a natureza de uma
guerra em que a capacidade destrutiva das armas é cada vez maior, sem
descartar, certamente, as armas nucleares. Por outro lado, a decadência dos
Estados Unidos, confrontados com a ascensão da China como nova potência
mundial.
A
ausência dessa consideração política enfraquece o argumento de Alexander C.
Karp, sempre concentrado na preocupação de manter uma vantagem tecnológica que
ele mesmo reconhece como precária. Provavelmente cada vez mais precária e, em
alguns aspectos, já ultrapassada por seus adversários.
É muito
diferente enfrentar um inimigo muito mais fraco, mesmo que também fosse uma
potência nuclear (como a União Soviética, durante a Guerra Fria; ou a Rússia,
posteriormente), do que enfrentar uma potência emergente que já a supera em
vários aspectos, inclusive militares, como a China. E que, além disso, não é o
único rival. É preciso acrescentar a Rússia e potências nucleares como a Coreia
do Norte, um cenário muito mais complexo do que o de há apenas cerca de 45
anos.
É
evidente – e o próprio Alexander C. Karp sabe disso – que, numa
confrontação da natureza que ele imagina, não haverá vencedores. Seria
simplesmente o fim da humanidade. No entanto, ele sonha com uma república
tecnológica capaz de vencer essa guerra. Não lhe escapa totalmente a ideia da
decadência das sociedades que ele chama de “livres” e “democráticas”. Ele faz
isso quando reconhece que elas precisam hoje de mais do que um apelo moral para
atrair aliados. “Isso serviu durante algumas décadas”, após a Guerra Fria. Hoje
é necessário, mais claramente do que naquela época, poder militar.
É uma
república muito semelhante à que Pete Hegseth propõe quando delineia as novas
orientações do Pentágono, ao afirmar que “não nos contentamos em construir um
exército mais forte. Estamos lançando as bases para um domínio contínuo nas
próximas décadas”. “Se for necessário, entraremos em guerra com o exército e o
equipamento que temos, e venceremos”. “Teremos o arsenal necessário para
defender a liberdade e seremos seus guardiões”, acrescenta.
Tanto
Alexander C. Karp como Pete Hegseth não percebem que, mais do que a bomba, o
fundamento da supremacia dos Estados Unidos foi o desenvolvimento da economia
norte-americana. Como sugeri em outro trabalho (e não vou alongar-me aqui sobre
isso), os Estados Unidos atingiram o auge de seu poder com a vitória na Guerra
Fria e a dissolução da União Soviética. Desde então, vivem uma lenta
decadência, cujas manifestações mais evidentes são a enorme concentração de
riqueza (da qual a Palantir é um exemplo) e o crescimento insustentável de sua
dívida pública.
Gostaria
de sugerir que essa decadência não é apenas a base de um atraso que não
conseguem recuperar, mas também a causa fundamental da desordem política que a
democracia liberal vive hoje.
Fonte:
A Terra é Redonda

Nenhum comentário:
Postar um comentário