Wagner
Sousa: Estratégia e fracasso dos EUA no Irã
O
“Oriente Médio” é uma criação ocidental, tanto no que se refere a esta
expressão (muitos se referem à mesma região como Ásia Ocidental) quanto pela
criação dos Estados Nacionais neste espaço. De regiões tribais tornadas Estados
pela “unificação” de tribos (os Estados Árabes do Golfo Pérsico) a um império
(Pérsia) que adquire a forma de um Estado (Irã), ambos sob decisiva influência
do Império Britânico, até a criação de Israel no pós-guerra, já sob os
auspícios da nova hegemonia norte-americana, culminação da proposta de um
Estado judeu, que já era apoiada pelos britânicos, têm-se, em linhas gerais, a
formatação dos principais atores estatais regionais.
A
descoberta de grandes reservas de petróleo, a partir do início do século XX,
deu a este espaço geográfico uma posição especial no mundo. A primeira grande
descoberta se deu no Irã, na cidade de Masjed Soleiman, em 1908, o que levou à
fundação da Anglo-Persian Oil Company, atual BP, com os britânicos à época como
sócios majoritários. Em 1927, no Iraque (Kirkuk) e, na década de 1930, em
vários outros países do Golfo Pérsico, foram descobertas novas reservas,
consolidando o papel da região como fornecedora de hidrocarbonetos essencial na
geopolítica energética mundial.
Ter
controle, influência e explorar seus vastos recursos, necessários à economia
industrial moderna, passou a ser objetivo das grandes potências, em especial
das dominantes anglo-saxãs. Mesmo após as nacionalizações do setor promovidas
pelos estados produtores na década de 1970 (esta mudança e o consequente fim do
petróleo muito barato foram uma das razões do fim dos “trinta anos gloriosos”
do pós-guerra), a garantia do suprimento norteou a política norte-americana
para a região e a manutenção da aliança, inclusive militar, com os Estados do
Golfo. A partir dos anos 2010, com a consolidação da exploração em seu
território do petróleo e gás provenientes de xisto, os Estados Unidos não mais
precisaram da região para o seu abastecimento interno.
A
região segue fundamental, contudo, para o abastecimento do mercado
internacional, com os reflexos de instabilidades neste espaço geográfico, como
a atual, no preço e no desempenho das economias de todo o mundo; a energia cara
vem reduzindo as perspectivas de crescimento global, o que evidentemente também
abala a economia estadunidense. Outro aspecto de fundamental importância para a
manutenção da hegemonia norte-americana é a denominação do comércio de
hidrocarbonetos em sua moeda nacional, o dólar. Os países do Golfo Pérsico
“reciclam” muitos desses dólares obtidos pelas receitas de suas exportações de
energia com papéis norte-americanos, sejam títulos de dívida pública, ações de
suas empresas e compra de material bélico (são um importante mercado). Mais
recentemente, com sua busca por diversificação econômica, têm-se feito acordos
em outras áreas, com destaque para Inteligência Artificial e a instalação
de data centers de grandes empresas norte-americanas nesta
região.
A
Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, lançada em novembro de
2025, delineou as “linhas mestras” dos objetivos a serem perseguidos pelo país
com reflexões acerca de sua posição no mundo e das mudanças necessárias; o
texto é bastante crítico ao internacionalismo liberal prevalecente na política
externa de ambos os partidos a partir do fim da Segunda Guerra Mundial e
enfatiza que o interesse nacional passará a guiar as ações dos EUA no campo
internacional, o que sempre ocorreu, contudo, o documento destaca que isto deve
se dar sem os Estados Unidos assumirem papel de árbitro ou “estabilizador” da
ordem global.
Esta
estratégia coloca entre seus objetivos, na página 09 do documento: “Queremos
impedir que uma potência adversária domine o Oriente Médio, seu fornecimento de
petróleo e gás e os pontos de estrangulamento por onde passam, evitando ao
mesmo tempo as ‘guerras intermináveis’ que nos atolaram naquela região a um
custo altíssimo”. Menciona ainda (p.18) “dominância energética” em petróleo,
gás, energia nuclear e carvão como vital para promoção dos interesses dos EUA e
ainda critica a “ideologia da mudança climática.” Mais ao final do texto, na
página 32, se diz que a política para a região “exigirá o abandono da
experiência equivocada dos Estados Unidos de pressionar essas nações —
especialmente as monarquias do Golfo — a abandonar suas tradições e formas históricas
de governo. (…) A chave para relações bem-sucedidas com o Oriente Médio é
aceitar a região, seus líderes e suas nações como são, enquanto se trabalha em
conjunto em áreas de interesse comum.” Premissas bem diversas das dos
neoconservadores do período George W. Bush com a sua ênfase em “promover a
democracia” na região. Mas é oportuno observar que o “respeito pela diferença”
no que diz respeito aos governos e regimes cabe àqueles países que se podem
considerar aliados e/ou tutelados. Mas a tolerância com as autocracias não vale
para o rival regional, o Irã, alinhado ao eixo Moscou-Pequim. Neste caso, se
tentou, e foi colhido um grande fracasso, uma mudança de regime.
<><>
As razões do conflito atual
Muito
se especula sobre as razões que levaram Donald Trump a decidir pelo ataque
iniciado em 28 de fevereiro deste ano ao Irã, em coordenação com Israel. Do
lobby israelense nos EUA, especialmente o do próprio primeiro-ministro Benjamin
Netanyahu, o que envolveria, talvez, chantagens referentes à informações,
ocultadas do grande público, do possível envolvimento do mandatário
estadunidense no caso Epstein, a uma possível crença do presidente
norte-americano em uma ação militar fulminante que derrubasse o regime iraniano
similar ao que ocorreu na Venezuela (embora neste caso não tenha havido “regime
change” e sim troca da principal liderança e subordinação do regime existente
aos EUA) somados a considerações mais propriamente estruturais no que diz
respeito à ordem internacional sobre a presença e primazia no chamado “Oriente
Médio”, a competição com a China (e, em menor grau, com a Rússia), o domínio no
setor energético e buscar impedir o país persa de possuir artefatos nucleares.
Como já
destacado, a aposta fracassou de forma retumbante, conforme percebido em todo o
mundo (até mesmo o chanceler alemão Friedrich Merz, dos normalmente contidos
europeus, disse que os EUA foram humilhados pelo Irã) e o governo
norte-americano busca uma “porta de saída” do conflito com um acordo que não
seja (ou não pareça) algo efetivamente pior para os interesses estadunidenses
do que a situação anterior ao início deste conflito. O que está se mostrando
algo bastante difícil, pois a eclosão da guerra durante uma negociação (o que
já tinha ocorrido em junho de 2025, quando EUA e Israel atacaram as instalações
nucleares iranianas, e supostamente, segundo Trump, teriam “obliterado” o
programa nuclear) demonstrou que a capacidade de resistência do Irã e os danos
que podem causar para as instalações militares norte-americanas nesta região e
também para os países que as hospedam é considerável. Com a guerra, um ponto
crítico da geopolítica internacional, o Estreito de Ormuz, está na prática
fechado há dois meses e o Irã pôde verificar na prática que pode utilizá-lo
efetivamente como elemento de barganha e eventualmente transformá-lo em fonte
de arrecadação. Sua característica como ponto de passagem vital de petróleo,
gás natural e outros derivados (como fertilizantes) para a economia
internacional transformou-se efetivamente em um trunfo da liderança iraniana e
um grande problema para o governo Trump, que enfrentará eleições legislativas
em novembro e amarga grande impopularidade com esta guerra e seus efeitos inflacionários.
Outras regiões vêm sofrendo com escassez de combustíveis, como vários países
asiáticos e a Europa, onde companhias aéreas já planejam cortes de voos, o
setor turístico refaz suas contas para um desempenho pior e se estimula o
trabalho em casa para poupar combustível.
Geoestratégia
é um subcampo da geopolítica que se concentra em como o poder estatal é
projetado e protegido no espaço geográfico. A geopolítica analisa a influência
da geografia na política internacional de forma ampla e a geoestratégia é a
aplicação prática desse conhecimento para atingir objetivos militares ou
políticos específicos. Do ponto de vista estratégico, portanto, os EUA foram
derrotados e, neste momento, em que estas linhas estão sendo redigidas, as
tratativas que vêm sendo feitas através da mediação do Paquistão para um
possível acordo não saem de um impasse e ambos os lados proferem ameaças. O
status do Estreito de Hormuz (aberto ou com controle iraniano) e a continuidade
ou período de pausa do programa nuclear iraniano são os maiores entraves. Cabe
destacar também que Israel vem descumprindo o compromisso de um cessar-fogo com
o Hezbollah no Líbano, que foi uma das exigências iranianas para o atual
cessar-fogo com os EUA, o que também pode inviabilizar um acordo de paz.
Os
países do Golfo Pérsico estão refazendo os seus cálculos geopolíticos. A
“inviolabilidade” da proteção das bases militares dos EUA se revelou falsa. O
fluxo de petróleo já tem o leste asiático (China em destaque) como principal
destino. O gigante asiático se revelou preparado para esta crise com grandes
estoques de hidrocarbonetos e diversificação da matriz energética e vai se
mostrando ao mundo como a grande potência mais previsível. O “Oriente Médio”,
criado pelos anglo-saxões, vai se reconfigurando e politicamente apontando para
o leste da Ásia.
¨
Alcançando aquilo que Israel não conseguiu alcançar por
meio da guerra. Por Heba Ayyad
O
“Conselho da Paz”, estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para
resolver o conflito em Gaza, inclui duas figuras que evocam fortes impressões
negativas na memória coletiva palestina, com base em suas experiências
anteriores na Palestina ocupada: Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico e
criminoso de guerra no Iraque em 2003, que também atuou como enviado do
Quarteto à Palestina ocupada durante o mandato do ex-primeiro-ministro
palestino Salam Fayyad; e Nikolay Mladenov, Alto Representante do Conselho da
Paz, que anteriormente atuou como Coordenador Especial da ONU para o Processo
de Paz no Oriente Médio e Representante Especial da ONU para o Território
Palestino Ocupado entre 2015 e 2020.
Ambos
trabalharam na Palestina ocupada e deixaram o território após causar imensos
danos ao povo palestino e à sua justa causa, dando cobertura para que Israel
continuasse seus crimes sob o pretexto da autodefesa e do combate ao
terrorismo. Ambos foram membros do Quarteto, que entrou em declínio sob a
liderança de Blair e, efetivamente, deixou de existir sob a atuação de
Mladenov.
Tony
Blair foi nomeado pelo ex-presidente dos EUA, George W. Bush, em 2007, como
recompensa por seu papel na guerra ilegal contra o Iraque em 2003. Permaneceu
no cargo até 2015. Sua missão era “auxiliar na reforma das instituições da
Autoridade Palestina e abordar questões de segurança e econômicas”. Durante seu
mandato, o general norte-americano Keith Dayton foi designado para treinar as
forças de segurança palestinas.
Blair e
Fayyad também são creditados por um programa que facilitou empréstimos para que
funcionários da Autoridade Palestina comprassem casas, apartamentos e carros.
Quando Blair deixou o cargo — sem que ninguém lamentasse sua saída —, as forças
de segurança palestinas haviam se transformado em um aparato de coordenação de
segurança e repressão aos protestos palestinos. Funcionários e agentes de
segurança tornaram-se reféns dos bancos, aguardando seus salários no fim do
mês. Isso reduziu sua preocupação com a ocupação e seus crimes, já que seu foco
principal passou a ser o pagamento das prestações e o cumprimento de suas
obrigações financeiras.
Em seus
últimos dias, Blair visitou a Mesquita de Ibrahimi, em Hebron, em 20 de outubro
de 2009. Um jovem palestino o viu, aproximou-se, cuspiu nele e disse: “Saia
daqui, descendente de Balfour. Seu terrorista. Você não é bem-vindo aqui.” Em
seguida, Blair encerrou abruptamente sua visita e foi embora.
Na
Faixa de Gaza, colocando-a sob o controle da Autoridade Palestina, ele disse
algo ainda mais perigoso. Prosseguiu explicando as origens da operação de 7 de
outubro, como se respondesse à declaração do secretário-geral de que ela não
surgiu do nada, mas sim da longa ocupação. Mladenov afirmou: “O 7 de outubro
foi resultado de quase duas décadas de incitação e mobilização”, querendo dizer
que a causa não foi a ocupação, mas uma ideologia baseada no ódio e na
demonização do outro.
Em seu
perigoso discurso de 21 de maio, começou dizendo: “As armas silenciaram em
grande parte em Gaza pela primeira vez em dois anos. Antes do outono passado,
cerca de 1.300 caminhões entravam em Gaza semanalmente, e a grande maioria
dessa ajuda era saqueada ou confiscada por grupos armados antes de chegar a
quem precisava. Desde o cessar-fogo, esse número aumentou significativamente, e
a situação da fome melhorou muito para a população.”
Poderia
haver uma distorção mais flagrante dos fatos? No mesmo discurso, também pediu
ao Conselho de Segurança que utilizasse todos os meios para instar o Hamas a
aceitar o Roteiro para a Paz sem mais demora. O ponto de partida, portanto, é o
Hamas, e não as etapas do plano de paz, porque Israel suspendeu toda a
implementação de suas obrigações relativas ao desarmamento do Hamas.
Quanto
a Blair, em seu pronunciamento de 28 de abril, afirmou: “As negociações de
desarmamento com o Hamas estão em andamento, lideradas pelos enormes esforços
dos mediadores do Egito, Catar e Turquia, juntamente com o Alto Representante
do Conselho de Paz para o Processo de Paz no Oriente Médio, Mladenov, e
representantes do Conselho de Paz.”
E
acrescentou: “O Hamas, em sua forma atual, não pode ter qualquer papel no
governo de Gaza, nem diretamente, administrando o governo de Gaza, nem
indiretamente, mantendo suas armas. Se o Hamas mudar e concordar com o objetivo
de buscar um Estado palestino por meio de negociações políticas, vivendo em paz
e segurança com o Estado de Israel, então terá liberdade para participar da
política em Gaza.”
Em
resumo, esses dois indivíduos foram escolhidos para alcançar aquilo que Israel
não conseguiu no campo de batalha. E alguém virá e gritará: “Parem com os
pretextos e entreguem suas armas, rapazes... Depois, formem uma longa fila
diante da guilhotina.”
¨
Trump adverte Netanyahu de que EUA não apoiarão novas
ações militares israelenses contra o Irã
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (8)
que advertiu o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de que
Washington não apoiaria Tel Aviv em suas ações militares contra o Irã.
Mais
cedo, o canal israelense N12 noticiou que Netanyahu havia conversado por
telefone com Trump em meio a uma nova escalada no conflito com o Irã.
"Eu
disse: 'Bibi [Netanyahu], é melhor você ter cuidado, ou logo estará
sozinho'", disse Trump em entrevista à Axios.
O presidente
republicano acrescentou
que cinco países da região lhe pediram que pressionasse Netanyahu para
interromper as ações militares.
"Esses
países estavam muito preocupados. Eles adoram o acordo que estamos
negociando", disse Trump.
Mais
cedo, a CBS News noticiou, citando fontes, que o Exército norte-americano não
interceptou nenhum dos mísseis iranianos disparados contra Israel durante a
noite e não participou dos ataques israelenses contra o Irã.
No
último domingo (7), o Irã disparou vários foguetes contra o
norte de Israel.
O alerta aéreo foi acionado diversas vezes, inclusive em Haifa. O ataque
ocorreu poucas horas depois de declarações do Irã de que Teerã responderia
ao recente ataque do exército israelense a um subúrbio de Beirute. Mais tarde,
as Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram bombardeios contra
alvos militares nas regiões central e oeste do Irã.
Mais
cedo naquele dia, o comando militar iraniano definiu a suspensão dos
ataques contra Israel. O Canal 12 da televisão israelense noticiou que Israel
também havia interrompido seus ataques contra o Irã a pedido de Trump.
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Irã causou sérios danos a Israel em recentes ataques de mísseis, diz
representante militar iraniano
O Irã
foi responsável por sérios danos a Israel no curso de recentes ataques, afirma
o representante oficial do quartel-general central das Forças Armadas iranianas
em Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari.
"No
decorrer de uma nova onda de ações [militares] contra alvos sensíveis e
importantes nos territórios ocupados, o inimigo recebeu golpes graves e
devastadores, tendo experimentado por si próprio uma operação ofensiva
bem-sucedida das Forças Armadas
iranianas",
disse Zolfaghari, citado pela agência
Tasnim.
Na
noite de 7 de junho, o Irã disparou vários mísseis contra o norte de Israel. O
ataque ocorreu horas após declarações no Irã de que Teerã retaliaria
contra um recente ataque das Forças de Defesa de Israel (FDI) nos
arredores de Beirute.
Mais
tarde, as Forças de Defesa de Israel anunciaram ataques contra alvos militares
nas regiões do centro e
oeste do Irã.
A República Islâmica do Irã respondeu continuando seu bombardeio ao território
israelense.
<><>
Vance: EUA continuarão a buscar acordo nuclear com Irã, independentemente da
posição de Israel
O
vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou nesta segunda-feira (8)
que Washington continuará a buscar o acordo nuclear com o Irã, quer Israel
goste ou não da decisão da Casa Branca.
"O
presidente [Donald Trump] acredita, e eu acho que ele está certo, que podemos
chegar a uma solução de longo prazo para o acordo nuclear com o Irã. Agora,
Israel pode gostar disso, pode não gostar, mas, fundamentalmente, acreditamos
que isso é do melhor interesse dos Estados Unidos da América", disse Vance
à Fox News.
O
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou por
telefone com o presidente norte-americano em meio a uma nova escalada no conflito com o Irã. Trump disse
posteriormente que Israel e o Irã buscam um cessar-fogo imediato, mas não
conseguiram chegar a um acordo devido à "ignorância ou
estupidez".
Mais
cedo, Trump afirmou que advertiu Netanyahu de que Washington não apoiaria Tel
Aviv em suas ações militares contra o Irã. O presidente
republicano acrescentou
que cinco países da região lhe pediram que pressionasse Netanyahu para
interromper as ações militares.
Também
nesta segunda-feira, uma emissora norte-americana noticiou, citando fontes, que
o Exército norte-americano não interceptou nenhum dos mísseis iranianos
disparados contra Israel durante a noite e não participou dos ataques israelenses
contra o Irã.
Fonte:
Outras Palavras/Brasil 247/Sputnik Brasil

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