Tudo
que você precisa saber para conversar sobre a Copa do Mundo – mesmo sem gostar
de futebol
Com a
chegada da Copa do Mundo, você provavelmente está ouvindo muito mais conversas
sobre futebol do que o normal.
Mas, se
você não é um grande fã de futebol, como acompanhar o torneio?
Confira
abaixo sete tópicos de conversa que farão você parecer um especialista no
assunto.
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1) Será a maior das Copas
A
edição de 2026 acontece nos EUA, Canadá e México — marcando a primeira vez que
a principal competição de futebol do mundo foi co-organizada por três nações.
Também
haverá mais partidas do que nunca — já que o torneio foi expandido de 32 para
48 equipes. Os críticos acusam os organizadores da Fifa de diluírem o torneio,
mas torcedores de Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão estão felizes em
verem seus países estreando.
A final
será realizada em Nova Jersey e incluirá, pela primeira vez, um show no
intervalo, muito parecido com o que acontece no Super Bowl — o maior jogo do
futebol americano. Madonna, Shakira e BTS estarão entre as atrações.
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2) A esperada aposentadoria de duas estrelas
Cristiano
Ronaldo, de 41 anos, e Lionel Messi, que completará 39 anos durante o torneio,
serão capitães de Portugal e Argentina, respectivamente.
Cristiano
Ronaldo confirmou que esta será sua última apresentação no cenário global.
Muitos acham que também pode ser o último torneio de Messi, que venceu a
competição em 2022 com a Argentina.
As duas
lendas vivas poderiam fazer história como os primeiros jogadores masculinos a
aparecerem em seis Copas do Mundo. O goleiro mexicano Guillermo Ochoa, de 40
anos, também foi selecionado para o sexto torneio, embora não tenha entrado em
campo em todos os torneios.
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3) Anfitriões estão sob pressão
Historicamente,
sediar dá uma vantagem ao país — e desde a primeira Copa do Mundo em 1930,
cerca de um em cada quatro torneios foi vencido por um país que organizou a
competição.
Mas as
edições recentes não foram gentis com os países anfitriões: a África do Sul (em
2010) e o Catar (em 2022) foram eliminados no início do torneio, e o Brasil (em
2014) sofreu uma humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha nas semifinais.
O
México chegou às oitavas de final nas duas vezes em que foi anfitrião, em 1970
e 1986, e os EUA chegaram às oitavas de final em 1994. Os canadenses estão
sediando o torneio pela primeira vez.
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4) Vibrações da América Latina
Os
torcedores da campeã mundial Argentina são especiais, diz o principal redator
de futebol da BBC Sport, Phil McNulty. A animação dos argentinos foi uma das
principais atrações no torneio do Catar.
Mas,
segundo Phil, os torcedores do Brasil conseguem criar uma atmosfera de carnaval
em cada cidade que a seleção joga — literalmente. A combinação de batidas de
samba com Copa do Mundo é uma marca dos brasileiros.
E os
jogos do México no magnífico Estádio Azteca da Cidade do México trarão à tona
memórias da vitória do Brasil na final da Copa do Mundo de 1970 contra a
Itália, bem como da infame “Mão de Deus” de Diego Maradona contra a Inglaterra
nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, seguida por seu espetacular
segundo gol.
A
Inglaterra pode acabar voltando ao estádio nas oitavas de final do torneio
deste ano.
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5) Prêmios aos jogadores
Como se
o incentivo de ganhar o prêmio principal do futebol não bastasse, os jogadores
também recebem bônus financeiros de suas associações nacionais. Isso varia
significativamente entre os países — com prêmios para quem participa, para quem
passa de fases, ou combinando essas duas modalidades, diz o professor Rob
Wilson, do University Campus of Football Business, de Londres.
Alguns
países oferecem a cada um de seus jogadores centenas de milhares de dólares —
mas poucas informações são divulgadas.
A
Alemanha tem uma das associações mais transparentes. Cada integrante da equipe
alemã de 2014 recebeu 300 mil euros (cerca de R$ 1,7 milhão na cotação atual)
de prêmio.
Mas nem
todas as associações podem oferecer bônus no mesmo nível. Em 2014, jogadores de
três nações africanas — Camarões, Gana e Nigéria — acabaram em disputa com as
autoridades nacionais sobre pagamentos de bônus.
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6) Técnicos campeões
O
técnico da França, Didier Deschamps, faz parte de um grupo de elite de todos os
tempos de apenas três homens que venceram a Copa do Mundo como jogador e
técnico — ao lado de Mario Jorge Lobo Zagallo e Franz Beckenbauer.
Mas ele
não é o único ex-jogador que veremos comandando seu país a partir do banco.
Mais de uma dúzia de treinadores presentes já jogaram em uma Copa do Mundo.
E a
maioria deles comandará as mesmas nações que representaram — com algumas
exceções, como Mauricio Pochettino, que está a frente dos EUA, mas jogou pela
Argentina.
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7) Uma 'estrela' improvável
Ronaldo
e Messi são os jogadores mais populares da Copa do Mundo no Instagram, com mais
de meio bilhão de seguidores cada.
Por
outro lado, Tim Payne, um zagueiro da Nova Zelândia, foi recentemente apelidado
de jogador de futebol “menos conhecido” do torneio, com menos de 5 mil
seguidores.
Isso
foi até a intervenção do influenciador argentino Valen Scarsini, também
conhecido na internet como elscarso, que criou uma campanha para angariar
"amor" a Payne.
O
resultado? Payne agora tem mais de quatro milhões de seguidores.
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Três aberturas, com Shakira, Anitta e Alanis Morissette
Como a
Copa 2026 acontecerá em três países, haverá três cerimônias de abertura.
A
primeira será na Cidade do México a partir das 14h30 desta quinta-feira
(horário de Brasília), 90 minutos antes do início da partida entre México e
África do Sul, às 16h.
O
cantor mexicano Alejandro Fernández cantará o hino dos donos da casa, enquanto
a sul-africana Tyla entoará o de seu país. A atriz mexicana Salma Hayek dará as
boas-vindas ao público.
No
palco, ainda se apresentam as mexicanas Lila Downs e Belinda, além das bandas
nacionais Los Ángeles Azules e Maná. Também cantam na cerimônia o venezuelano
Danny Ocean e os colombianos J Balvin e Ryan Castro.
A
estrela colombiana Shakira e o nigeriano Burna Boy apresentam Dai Dai, a música
oficial da Copa do Mundo da Fifa 2026.
Na
sexta-feira (12/6), é a vez dos Estados Unidos e do Canadá darem boas-vindas à
Copa.
Em solo
canadense, a cerimônia acontece no Estádio de Toronto a partir das 14h30
(horário de Brasília), antes da partida entre Canadá x Bósnia e Herzegovina.
O hino
canadense será ouvido na voz de Alanis Morissette, enquanto o bósnio será
interpretado por Aleksandar Gajić. O ator e humorista canadense Will Arnett
será o mestre de cerimônia.
Outros
artistas confirmados são: os canadenses Michael Bublé, Alessia Cara, Jessie
Reyez, William Prince e Nora Fatehi, além da palestina Elyanna, do francês
Vegedream e do DJ bengali Sanjoy.
Já nos
EUA, a festa acontece no Estádio de Los Angeles a partir das 20h30 de sexta
(horário de Brasília), antes da partida entre EUA e Paraguai, homenageando a
"energia criativa" da capital americana do entretenimento. Jason
Sudeikis, famoso pelo papel do técnico na série Ted Lasso, falará aos
torcedores.
A dupla
country Dan + Shay cantará o hino americano, e o grupo Purahei Soul, o
paraguaio.
Participam
ainda os cantores americanos Katy Perry e Future. Também haverá uma
apresentação que juntará a brasileira Anitta, a tailandesa LISA e o nigeriano
Rema. O trio lançou a música Goals, parte do álbum musical da Fifa.
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Quando serão os jogos?
O
torneio será disputado entre 11 de junho e 19 de julho. Ou seja, a Copa terá
uma duração recorde de 39 dias — mais que os 29 dias do Catar em 2022 e os 32
das Copas da Rússia em 2018 e do Brasil, em 2014.
Ao
todo, a fase de grupos terá 72 jogos em 17 dias, do jogo inicial até o sábado,
27 de junho.
As
fases eliminatórias serão disputadas nas seguintes datas:
• segunda fase, ou 16 avos de final, entre
28 de junho e 3 de julho;
• oitavas de final, entre 4 e 7 de julho;
• quartas de final, entre 9 e 11 de julho;
e
• semifinais, em 14 e 15 de julho.
A
decisão do terceiro lugar ocorrerá no dia 18 de julho em Miami, no Estado
americano da Flórida. E o novo campeão será conhecido no Estádio MetLife de
Nova Jersey, também nos Estados Unidos, no domingo, dia 19 de julho.
O
Brasil está no grupo C e os jogos da seleção na fase de grupos serão os
seguintes (os horários são de Brasília):
• Brasil x Marrocos: sábado, 13 de junho,
às 19 horas, em Nova Jersey.
• Brasil x Haiti: sexta-feira, 19 de
junho, às 21h30, na Filadélfia.
• Brasil x Escócia: quarta-feira, 24 de
junho, às 19 horas, em Miami.
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Quais são as sedes?
Pela
primeira vez, a Copa do Mundo será celebrada em 16 cidades de três países: 11
nos Estados Unidos, três no México e duas no Canadá.
Como a
Fifa restringe os nomes comerciais pré-existentes dos estádios, eles serão
identificados pelo nome de cada cidade-sede durante o Mundial.
No
México, a abertura do torneio terá lugar no Estádio Cidade do México, que fará
história ao ser o primeiro a receber três edições da Copa do Mundo (1970, 1986
e 2026).
Haverá
também jogos nas cidades mexicanas de Guadalajara e Monterrey.
O
Canadá terá duas sedes: Toronto e Vancouver.
E os
Estados Unidos formam a sede majoritária do torneio, com jogos em Atlanta,
Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova York/Nova
Jersey, Filadélfia, São Francisco/Santa Clara e Seattle.
• Os horários dos jogos
Como as
partidas serão disputadas em quatro fusos horários e em sedes separadas por até
4,5 mil quilômetros, haverá um total de 13 horários de início de partidas
diferentes.
Os
torcedores do continente americano terão comodidade relativamente maior para
acompanhar o Mundial. Todas as partidas serão realizadas com início a partir
das 13 horas e término até meia-noite, pelo fuso horário das suas respectivas
sedes.
Mas, no
horário brasileiro, as últimas partidas de alguns dias poderão terminar depois
das 4h da madrugada.
Nos
outros continentes, os horários são distintos.
Na
Europa, por exemplo, a maioria dos jogos ocorrerá entre as 18 horas e as 5h da
manhã do dia seguinte. E, na Ásia oriental e na Oceania, as pessoas
acompanharão as partidas principalmente de madrugada e pela manhã.
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Quem são os favoritos?
A
seleção da Espanha, campeã europeia, é a favorita para levar a Copa do Mundo de
2026. Sua campanha nas eliminatórias foi praticamente impecável.
O
plantel espanhol está repleto de talentos, com jogadores como Pedri, Fabián
Ruiz, Martín Zubimendi, Rodri (vencedor do prêmio Bola de Ouro de 2024) e
Lamine Yamal, um dos melhores jogadores do mundo da nova geração.
Um
pouco atrás da Espanha, está a Inglaterra, vice-campeã das duas últimas
Eurocopas. Espera-se que a atual geração de jogadores ingleses possa aspirar ao
título.
A
equipe inglesa, do técnico alemão Thomas Tuchel, classificou-se para o Mundial
vencendo todos os jogos, sem levar nenhum gol. Ela conta com um plantel repleto
de grandes nomes, como Jude Bellingham e Harry Kane.
A
França também está entre os favoritos. A seleção de Didier Deschamps conta com
uma poderosa linha de ataque, com destaque para Michael Olise, Kylian Mbappé e
Ousmane Dembele, atual vencedor da Bola de Ouro.
Os
vice-campeões de 2022 terminaram invictos as eliminatórias europeias.
A
Argentina, atual campeã do mundo, venceu as eliminatórias sul-americanas com
larga vantagem, terminando nove pontos acima do segundo classificado, o
Equador.
Depois
de vencerem a Copa América por duas vezes seguidas (2021 e 2024) e o último
Mundial no Catar, os argentinos vêm para a Copa 2026 com muita força.
E,
mesmo com sua campanha decepcionante nas eliminatórias, terminando em quinto
lugar na América do Sul, com seis derrotas em 18 jogos e sem ganhar um Mundial
há 24 anos, quem pode em sã consciência descartar o Brasil?
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Outras seleções para acompanhar
A
Noruega não participa de uma Copa do Mundo desde 1998, na França. E nunca
passou das oitavas de final.
Mas o
time de Erling Haaland, do Manchester City (autor de 16 gols nas
eliminatórias), pode ser uma surpresa.
Sua
trajetória nas eliminatórias europeias foi impecável. Os noruegueses venceram
os oito jogos disputados, incluindo duas vitórias sobre a Itália, tetracampeã
do mundo — dentro e fora de casa.
A
Noruega disputa o grupo I da Copa do Mundo, contra a França, Senegal e Iraque.
O
Marrocos foi outra equipe que venceu todas as suas partidas nas eliminatórias.
O país ocupa atualmente o oitavo posto no ranking da Fifa.
Os
marroquinos chegaram à final da Copa Africana de Nações deste ano. E, mesmo
perdendo para o Senegal por 1x0, acabaram levando o título de forma
controversa.
É
provável que o Marrocos se classifique para a segunda fase, disputando o grupo
C, que tem ainda o Brasil, Escócia e Haiti.
Já o
Egito de Mohamed Salah também espera se classificar no grupo G, contra a
Bélgica, Irã e Nova Zelândia.
O Japão
tem hoje a seleção mais forte da Ásia. Os japoneses passaram com facilidade
pelas eliminatórias, levando apenas três gols em 16 jogos.
No
final de março, a seleção japonesa venceu pela primeira vez a Inglaterra, por
1x0. O jogo amistoso foi disputado no Estádio de Wembley, em Londres.
O Japão
está no grupo F, com a Holanda, Tunísia e Suécia.
A
Colômbia confia que irá fazer um bom papel na Copa, após sua boa campanha nas
eliminatórias sul-americanas.
A
seleção colombiana venceu o Brasil e a Argentina, terminando em terceiro lugar.
A Colômbia disputa o grupo K, com Portugal, Uzbequistão e República Democrática
do Congo.
E sobre
os anfitriões? Bem, o Canadá, na sua terceira participação em Copas do Mundo,
poderia ser uma surpresa.
É
verdade que a seleção canadense perdeu seus seis jogos anteriores ao Mundial,
mas seu grupo B parece favorável, com o Catar, Suíça e Bósnia e Herzegovina.
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Os debutantes do Mundial
Quatro
países farão a sua estreia na Copa do Mundo.
A
pequena Curaçao passará a ser o menor país a participar do Mundial. A ilha
caribenha tem apenas 150 mil habitantes e uma superfície de 444 km².
Curaçao
está no grupo E, com a Alemanha, Costa do Marfim e Equador.
Com
menos de 525 mil habitantes, Cabo Verde é o terceiro menor país a se
classificar para o Mundial. Ele fica atrás apenas de Curaçao e da Islândia, que
disputou a Copa de 2018, na Rússia.
O
arquipélago composto por 10 ilhas no oceano Atlântico enfrentará a Espanha,
Uruguai e Arábia Saudita, no grupo H da Copa 2026.
Os dois
outros estreantes vêm do continente asiático.
O
Uzbequistão foi semifinalista da Copa da Ásia em 2011.
O país
pôs fim à sua longa fila de espera pela classificação sob a direção do técnico
Fabio Cannavaro. Como jogador, ele foi campeão mundial pela seleção italiana em
2006, na Alemanha.
Os
Lobos Brancos contam com jogadores como o zagueiro Abdukodir Khusanov, do
Manchester City, e o ex-atacante da Roma Eldor Shomurodov.
Os
uzbeques esperam causar sensação no grupo K, que também inclui Portugal,
Colômbia e a República Democrática do Congo.
Já a
Jordânia terminou a terceira fase das eliminatórias asiáticas atrás da Coreia
do Sul, com quatro vitórias e quatro empates em 10 partidas.
Os
jordanianos ocupam o 64° lugar do ranking da Fifa e apresentam progressão
constante. Eles chegaram à final da Copa da Ásia de 2023, quando foram
derrotados pelos anfitriões, o Catar.
Fonte:
BBC Sport

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