O
Mundial 'mais caro e mais politizado': 4 pontos importantes sobre a Copa do
Mundo de 2026
"Simplesmente,
o maior evento que a humanidade já viu."
Foi
assim que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, descreveu a Copa do Mundo
da Fifa de Futebol Masculino que começa nesta
quinta-feira (11/6) nos Estados Unidos, México e Canadá.
O
dirigente máximo da organização descreveu este primeiro Mundial disputado em
três países, com 48 seleções e 104 partidas, como a edição mais inclusiva,
acolhedora e unificadora do torneio já promovida até hoje.
Mas
muitas outras pessoas usariam adjetivos diferentes.
Esta
poderá ser, por exemplo, a edição mais politizada, a mais cara, possivelmente a
mais quente ou a mais poluidora. E, sem dúvida, a mais lucrativa para a Fifa.
Seja
qual for o ponto de vista, o que parece certo é que, além do espetáculo dentro
de campo, esta Copa do Mundo gigantesca poderá se tornar uma das mais
controversas da história.
Desde a
polêmica sobre os custos para
os torcedores e os impactos da geopolítica e das políticas
migratórias até questões de segurança, condições meteorológicas extremas,
sustentabilidade e o papel do presidente americano, Donald Trump, o megatorneio
vem causando inquietação e entusiasmo na mesma medida.
Mas
quais sãos os maiores problemas? Como chegamos até aqui? E o que está em jogo,
além do troféu de campeão?
Enquanto
todos os olhares do mundo do futebol se voltam nesta quinta-feira (11/6) para a
Cidade do México, frente ao jogo inaugural da Copa, os países anfitriões
oferecem uma imagem clara do que irá tornar as próximas semanas tão fascinantes
e, ao mesmo tempo, tão desafiadoras.
O lendário
Estádio Azteca, marco do futebol mundial, faz história como o
primeiro a receber a abertura de três Mundiais diferentes.
As
expectativas são imensas. Mas, da mesma forma que no seu vizinho do norte — os
Estados Unidos, que receberão cerca de 75% das partidas —, o alto preço dos
ingressos causa indignação.
O
México também tem preocupações com a segurança, já que o país vem sofrendo
muito com a violência dos grandes cartéis.
Na
capital mexicana, manifestantes derrubaram estátuas de jogadores relacionados à
Copa do Mundo. E grupos de professores, exigindo melhores salários, ameaçam
prejudicar as partidas se suas demandas não forem atendidas.
Já em
Tijuana, no oeste do país, a presença da
seleção iraniana é o maior exemplo das complexas tensões
políticas que atingem a competição.
A BBC
detalha abaixo os principais pontos que fazem deste Mundial um dos mais
controversos da história.
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1. Estados Unidos e Irã
Além da
sua enorme magnitude, a Copa do Mundo de 2026 não tem precedentes em vários
outros aspectos.
Nunca
antes na história das Copas, por exemplo, um país anfitrião esteve em guerra
com uma nação participante.
No mês
passado, a Fifa confirmou a transferência da base de operações da seleção
iraniana dos Estados Unidos para o México. Esta é mais uma consequência da
campanha militar iniciada em fevereiro, quando os Estados
Unidos e Israel atacaram o Irã, desencadeando represálias em todo o
Oriente Médio.
Apesar
do cessar-fogo estabelecido no início de abril, os ataques entre as partes
envolvidas permanecem
até hoje.
Nos
últimos meses, a participação do Irã na Copa do Mundo esteve cercada de
incertezas.
Trump
chegou a alertar que não seria "apropriada" a participação da equipe,
"pela sua própria vida e segurança".
Seu
enviado especial à região chegou até a sugerir a substituição do Irã pela
Itália, tetracampeã do mundo, que não conseguiu se classificar para o Mundial.
Agora,
aparentemente, o Irã irá participar da sua quarta Copa consecutiva, mesmo que o
país tenha acusado os Estados Unidos de negar vistos de entrada para alguns de
seus dirigentes e membros da comissão técnica.
Um
funcionário do governo afirmou que os jogadores foram orientados a entrar e
sair dos Estados Unidos no mesmo dia de cada um dos três jogos da fase de
grupos.
Na
terça-feira (9/6), a Federação Iraniana de Futebol anunciou que a designação de
ingressos para seus torcedores na fase de grupos foi revogada. Para
a entidade, a decisão "levanta sérias questões sobre a interferência de
considerações não esportivas e políticas na organização do maior evento de
futebol do mundo".
A Fifa
declarou estar trabalhando para "maximizar as oportunidades para que os
torcedores iranianos assistam às partidas".
Mas,
considerando que, aparentemente, será proibido exibir a bandeira do Irã
anterior à Revolução Islâmica nas sedes do torneio, os jogos da seleção
iraniana serão carregados de tensões políticas — especialmente os dois
primeiros, que serão disputados em Los Angeles, onde reside uma numerosa
comunidade iraniana.
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2. Restrições de entrada nos EUA
Já em
2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump, Infantino havia indicado que
a proibição de entrada de cidadãos de vários países de
maioria muçulmana nos Estados Unidos seria incompatível com o
regulamento da Copa e poderia frustrar as aspirações do país de receber a
edição de 2026.
"Evidentemente,
em relação às competições da Fifa, qualquer equipe que se classificar para o
Mundial precisa ter acesso ao país, incluindo seus torcedores e
dirigentes", alertou Infantino. "Do contrário, não há Mundial."
Mas as
políticas migratórias aplicadas por Trump durante seu segundo mandato levarão
os torcedores de quatro países participantes a enfrentar proibições totais ou
parciais de viagem: Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim.
A Casa
Branca credita a tomada desta medida à necessidade de administrar ameaças de
segurança.
Uma
análise realizada pela BBC revelou que os torcedores de mais de 25% dos 48
países participantes da Copa do Mundo enfrentam proibições de viagem,
restrições mais rigorosas ou altos índices de negação de vistos.
No mês
passado, foram concedidas exceções aos visitantes de cinco países participantes
da Copa: Argélia, Senegal, Costa do Marfim, Cabo Verde e Tunísia. Eles foram
liberados da obrigação de depositar uma caução de até US$ 15 mil (cerca de R$
77 mil) para obter o visto de entrada nos Estados Unidos.
No
último fim de semana (6-7/6), a Associação Internacional da Imprensa Esportiva
denunciou "um problema persistente e inaceitável para nós, jornalistas: a
negação de vistos de entrada a colegas devidamente credenciados".
Além
disso, na segunda-feira (8/6), a Fifa anunciou a exclusão do
árbitro Omar Artan da lista de colegiados, por ter sido negada
sua entrada nos Estados Unidos. Ele seria o primeiro árbitro da Somália a
apitar jogos da fase final da Copa do Mundo.
As
autoridades migratórias americanas não forneceram explicações, mas a Somália
figura na lista de países afetados por restrições de viagens no governo Donald
Trump.
"Este
é um torneio em que os jogadores, torcedores e dirigentes não estão livres de
riscos, se é que irão conseguir entrar", afirma o ex-capitão da seleção
australiana Craig Foster, atual defensor dos direitos humanos.
Ele
denunciou que, "para um esporte que preconiza há uma década seu
compromisso com sua própria política de direitos humanos, isso é simplesmente
vergonhoso".
"Isso
deveria enterrar de uma vez por todas a ideia, ainda bastante difundida pelo
mundo, de que existe uma separação entre a política e o esporte",
prossegue Foster.
"Diferentemente
de qualquer outro torneio esportivo de que se tenha lembrança nos tempos
modernos, esta é uma Copa do Mundo profundamente politizada."
Desde
sua eleição para a presidência da Fifa, em 2016, Infantino vem se aproximando
habitualmente dos líderes dos países anfitriões dos seus eventos.
Mas a
polêmica concessão do Prêmio da Paz
da Fifa a Donald Trump, durante o sorteio da Copa do Mundo no ano
passado, destacou suas estreitas relações com o presidente americano.
Desde
então, os Estados Unidos realizaram ações militares na Venezuela, Nigéria e
Irã. E Trump vem insinuando a possibilidade de novas operações na Groenlândia,
México e na Colômbia, que também disputa a Copa do Mundo de 2026.
Surgiram
ainda tensões entre
os três anfitriões, em temas relacionados ao comércio, imigração e a
luta contra o narcotráfico.
Na
semana passada, o presidente americano voltou a se referir ao Canadá como
"o 51° Estado"
americano. Mas existe também a esperança de que o torneio traga uma
oportunidade para a diplomacia.
Completando
o panorama, os Estados Unidos comemoram em 2026 os 250 anos da sua
independência. Espera-se que Trump ocupe um lugar central no torneio, como
ocorreu na final do Mundial de Clubes do ano passado e no sorteio da Copa, em
dezembro.
Depois
das acusações contra a Rússia e o Catar, por usarem as duas últimas Copas para
melhorar a sua imagem, a organização Human Rights Watch afirma que o evento
deste ano será um "festival
de sportswashing", a lavagem de imagem através do
esporte.
A
Anistia Internacional também alertou que o torneio corre o risco de se tornar
um "palco para a
repressão".
A
organização destaca as práticas "abusivas, discriminatórias e letais de
controle migratório e as detenções em massa nos Estados Unidos" e também
alerta sobre "riscos significativos" para os espectadores.
Grande
parte das críticas se concentram no Serviço de Imigração e Alfândega dos
Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), que faz parte do aparato geral de
segurança do evento.
No
início do ano, agentes do ICE mataram a
tiros dois cidadãos americanos, durante uma operação de controle
migratório em Minneapolis.
Em
resposta às críticas, o grupo de trabalho da Casa Branca para a Copa do Mundo
prometeu que o torneio será "o evento esportivo mais seguro e acolhedor da
história". E também afirmou estar trabalhando para oferecer um campeonato
"que destaque a hospitalidade dos Estados Unidos, seu compromisso com a
segurança e seu espírito de excelência".
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3. A polêmica dos preços
A Fifa
adjudicou a Copa do Mundo de 2026 aos Estados Unidos, México e Canadá oito anos
atrás. Na época, a entidade tentava se recuperar do escândalo
existencial de corrupção levantado pelas enorme polêmica das
votações realizadas em 2010, que elegeram a Rússia e o Catar como sedes das
Copas de 2018 e 2022, respectivamente.
Com os
dois países sendo obrigados a negar acusações de suborno, a Copa do Mundo na
América do Norte deve ter parecido uma opção muito menos arriscada, já que a
infraestrutura dos estádios nos três países já estava pronta.
O outro
grande atrativo era financeiro. Impulsionado por acordos multibilionários de
direitos de transmissão e patrocínio, o torneio ampliado será o evento mais
lucrativo da história do esporte — e ocorrerá no mercado esportivo mais
comercializado do mundo.
As
previsões indicam que a Fifa gere uma receita recorde de US$ 9 bilhões (cerca
de R$ 46 bilhões), apenas neste ano.
Todo
este dinheiro permitirá a redistribuição de US$ 2,7 bilhões (cerca de R$ 14
bilhões) entre as associações nacionais de futebol nos próximos quatro anos.
Este valor contribuirá para o desenvolvimento global do esporte e aumentará a
probabilidade da terceira reeleição de Infantino para a presidência da Fifa, em
2027.
Mas a
polêmica sobre a origem de grande parte deste dinheiro deixou grandes marcas
nas preparações para a Copa do Mundo.
Em
2018, os responsáveis pela candidatura tríplice afirmaram que as entradas para
a final custariam, no máximo, US$ 1.550 (cerca de R$ 8 mil). Mas, quando os
ingressos começaram a ser vendidos em dezembro, para os membros dos clubes
oficiais de torcedores de cada país, o bilhete mais caro custava US$ 8.680
(cerca de R$ 45 mil).
Um
importante grupo de torcedores qualificou os custos de "traição
monumental". A Fifa respondeu anunciando uma quantidade
limitada de ingressos a US$ 600 (cerca de R$ 3,1 mil).
Mas a
estratégia de preços gerou forte rejeição, aliada à implementação, pela
primeira vez em uma Copa do Mundo, das "tarifas dinâmicas", com
preços variáveis conforme a demanda no momento da compra.
Houve o
receio de que muitos dos torcedores mais leais e apaixonados fossem excluídos do
torneio, devido aos altos custos.
Na
plataforma oficial de revenda, os preços foram enormemente inflacionados, com a
Fifa retendo uma comissão de 30% de cada ingresso vendido.
No mês
passado, autoridades de Nova York e Nova Jersey lançaram
oficialmente uma investigação, frente às acusações de que a Fifa
estaria "inflando artificialmente os preços" e "enganando os
torcedores" durante a venda dos ingressos.
A Fifa
destacou o poder aquisitivo dos consumidores americanos e a forte demanda. A
entidade afirmou que foram vendidas mais de cinco milhões de entradas e que os
ingressos estariam esgotados.
Mas a
BBC Sport constatou a existência de milhares de entradas disponíveis para jogos
de seleções menos populares, a preços
muito abaixo do seu valor nominal, tanto no site oficial de revenda
da Fifa quanto no mercado secundário.
O
organismo também foi acusado de transferir para a plataforma SeatGeek o estoque
que não pôde ser vendido por outras vias.
Outros
custos também causaram mal estar.
As
passagens de trem do centro de Nova York até o Estádio MetLife em Nova Jersey,
sede da final da Copa, custam normalmente US$ 12,90 (cerca de R$ 66). Mas o
preço disparou para US$ 150 (R$ 771), tendo sido reduzido posteriormente para
US$ 98 (cerca de R$ 504).
O
governador do Estado de Nova Jersey responsabilizou a Fifa pelo aumento, por se
negar a subsidiar os gastos comtransporte.
O
descontentamento dos torcedores aumentou ainda mais na semana passada, quando a
Fifa anunciou que, por motivos de segurança, não será permitido o acesso aos
estádios com garrafas de água reutilizáveis. Muitos atribuíram
esta decisão de última hora a interesses comerciais.
Pesquisadores
indicam que as temperaturas em 14 das 16 sedes da Copa atingirão níveis
perigosos durante o torneio. Por isso, surgiu o receio de que a
proibição das garrafas de água possa colocar em risco a saúde dos espectadores.
Frente
às fortes críticas de grupos de torcedores e políticos, a Fifa recuou e acabou
permitindo a entrada com garrafas d'água descartáveis lacradas.
A
primeira Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos, 32 anos atrás, contribuiu
para popularizar o esporte entre o público do país.
Agora,
com uma liga nacional consolidada e investimentos americanos espalhados pelo
futebol europeu, a expectativa é que seja dado um novo passo importante.
"Em
1994, o mercado do futebol nos Estados Unidos estava começando. Hoje, contamos
com pujantes ligas profissionais e alguns dos melhores estádios do mundo",
declarou à BBC Sport o diretor-executivo da Federação Americana de Futebol (US
Soccer), J.T. Batson.
"Este
verão representa uma oportunidade incrível de transformar o panorama do futebol
nos Estados Unidos", destaca ele.
Mas uma
pesquisa recente indica que a maioria dos americanos acredita que assistir a
uma partida do torneio é caro demais para o cidadão médio.
Outra
pesquisa, realizada entre os hotéis, revelou que as reservas ficaram muito abaixo
do esperado em quase todas as cidades-sede, o que reforça a
percepção de que os recordes de custos, aliados ao contexto político, agiram
como fator de dissuasão.
"Haverá
muita gente que não poderá assistir devido aos preços", declarou à BBC o
líder da Associação de Apoiadores do Futebol da Inglaterra, Thomas Concannon.
Cerca
de 12 mil a 15 mil torcedores ingleses assistirão às três partidas da seleção
do seu país na fase de grupos, a serem disputadas em Dallas, Boston e Nova
Jersey.
"Estes
números são meio decepcionantes, considerando a expectativa que foi
gerada", lamenta Concannon. "Esperávamos um público maior."
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4. O prejuízo ambiental
A Fifa
se comprometeu a reduzir suas emissões de carbono em 50% até 2030, atingindo
zero emissões em 2040.
Realizar
todas as partidas deste Mundial em estádios já existentes colabora com este
objetivo. Mas a enorme ampliação do torneio é um ponto negativo, já que o
transporte aéreo representa 80% a 90% da sua pegada de carbono.
Os
ecologistas afirmam que este será o evento "mais prejudicial para o
clima" da história da Copa do Mundo. A grande dependência de viagens
aéreas irá gerar o equivalente a mais de 9 milhões de toneladas de dióxido de
carbono, quase o dobro da média dos quatro Mundiais anteriores.
Na sua
proposta de candidatura original, as três nações anfitriãs apresentaram uma
estimativa preliminar de 3,6 milhões de toneladas de CO₂e. Os Estados Unidos,
México e Canadá expressaram seu desejo de "estabelecer novos padrões de
sustentabilidade ambiental no esporte".
Poucas
semanas atrás, um grupo de cientistas de renome mundial alertou a Fifa que suas
atuais medidas de segurança frente ao calor durante a Copa do Mundo são
"insuficientes" e poderão colocar jogadores em risco de sofrer graves
danos.
A Fifa
declarou estar "comprometida com a proteção da saúde e da segurança dos
jogadores, árbitros, torcedores, voluntários e funcionários" e garante que
todos os riscos relacionados ao clima estão sendo avaliados.
Mas os
efeitos das condições
meteorológicas extremas devem sofrer intensa avaliação. Eles
incluem os longos atrasos que poderão ocorrer, em caso de partidas
interrompidas por tempestades.
Um
exemplo foi o jogo preparatório da Arábia Saudita contra Porto Rico, disputado
no Texas no último dia 6 de junho, que foi paralisado por quase duas horas.
Também
surgirão questões sobre a possibilidade de que a Fifa esteja contribuindo para
este problema.
Como se
tudo isso não bastasse, as autoridades precisam também enfrentar as crescentes
preocupações causadas pelo surto de
Ebola na República Democrática do Congo.
Classificada
para a Copa, a seleção do país irá jogar na fase de grupos em Houston e
Atlanta, nos Estados Unidos, além de Guadalajara, no México.
Um
porta-voz do Departamento de Estado americano confirmou que os Estados Unidos
estão coordenando uma estratégia "para proteger os nossos cidadãos,
incluindo os milhões de visitantes, torcedores, atletas e turistas esperados
durante a Copa do Mundo da Fifa".
Em
maio, Infantino expressou seu entusiasmo com o potencial econômico do futebol
nos Estados Unidos.
Ele
destacou que o mercado americano representa apenas 3% do PIB mundial do
esporte, o que representa uma enorme oportunidade de crescimento para os
investidores, avaliada em trilhões de dólares.
As
próximas semanas irão determinar se este fenômeno esportivo e comercial
conseguirá finalmente triunfar nos Estados Unidos, ou se o próprio torneio
corre o risco de ser manchado pelos altos custos e pelas questões políticas
envolvidas.
Tudo
está pronto para fazer brilhar os maiores astros de futebol do planeta. Mas o
evento também poderá revelar até que ponto o futebol e seus torcedores estão
dispostos a apoiar sua expansão e seus preços excessivos.
Fonte:
BBC Sport

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