Transtornos
de saúde mental reduzem a expectativa de vida em até 20 anos
A
relação entre doenças mentais como depressão, ansiedade e esquizofrenia com a
saúde cardiovascular é profunda e muitas vezes desconsiderada. Esses distúrbios
podem encurtar a vida de uma pessoa, com as doenças cardíacas sendo uma das
principais causas de morte entre elas.
Depressão e seu impacto de 72% no risco
cardíaco.
Esquizofrenia e seu aumento de risco
cardiovascular em 95%.
Desafios no tratamento de pacientes
mentais em sistemas de saúde.
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Por que as doenças mentais aumentam o risco cardiovascular?
Pessoas
com distúrbios mentais enfrentam estresse crônico, levando a mudanças
biológicas nocivas. Isso inclui aumento da inflamação e pressão arterial
elevada, fatores que prejudicam o coração. Além disso, eventos como ataques
cardíacos podem desencadear novos problemas mentais.
Estudos
recentes também sugerem que medicamentos psiquiátricos, como antipsicóticos de
segunda geração, podem contribuir para alterações metabólicas, elevando ainda
mais o risco cardiovascular. Novas pesquisas vêm associando ainda distúrbios do
sono, comuns em doenças mentais, ao agravamento do perfil inflamatório, o que
pode ser mais um componente de risco para o sistema cardiovascular.
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Como os problemas cardíacos agravam questões mentais?
O
desenvolvimento de doenças cardíacas pode piorar condições mentais existentes,
criando um ciclo prejudicial. Aproximadamente 18% das pessoas com doenças
cardíacas desenvolvem depressão, enquanto muitos sobreviventes de AVC enfrentam
novos desafios mentais. Pesquisas mostram que a ansiedade após eventos
cardiovasculares pode dificultar a reabilitação e a adesão ao tratamento,
impactando negativamente a recuperação global desses pacientes. Além disso, há
indícios de que o isolamento social provocado por limitações físicas crônicas
também agrava quadros de depressão e ansiedade.
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Quais são as lacunas no tratamento da saúde mental e cardíaca?
Embora
pacientes com distúrbios mentais tenham mais contatos com o sistema de saúde,
eles geralmente recebem menos exames e tratamentos cardiovasculares. Isso
agrava a saúde global dessas pessoas e destaca a falta de diretrizes eficazes
para lidar com estes casos. A estigmatização social e barreiras de comunicação
também dificultam o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado dessas
condições associadas. Segundo entidades internacionais, muitos profissionais de
saúde relatam falta de preparo para distinguir sintomas físicos e mentais, o
que pode retardar intervenções importantes.
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A integração de cuidados é a solução?
Programas
que coordenam o tratamento mental e cardiovascular têm melhorado os resultados
para a saúde mental. Entretanto, ainda não mostram redução significativa em
eventos cardíacos graves. Novas estratégias, como equipes multidisciplinares e
o uso de tecnologia para monitoramento remoto, estão sendo estudadas para
potencializar o impacto dessas intervenções integradas. A integração de dados
entre setores de saúde mental e cardiologia pode ser um próximo passo
promissor, promovendo maior personalização no cuidado ao paciente.
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Atenção: o que os pesquisadores defendem?
Os
pesquisadores defendem mudanças no sistema de saúde, como a formação de médicos
preparados para conectar saúde mental e física e a expansão da cobertura de
saúde mental pelas seguradoras. Destacam ainda a importância de campanhas de
conscientização e do fortalecimento de políticas públicas que incentivem o
cuidado integral, beneficiando tanto a saúde mental quanto a física.
Resumo:
principais lições e insights
Atenção às doenças mentais é crucial para
evitar doenças cardíacas.
Integração de cuidados melhora resultados
mas ainda há muito a avançar.
Educação médica e políticas de saúde
devem se alinhar à evidência que conecta saúde mental e cardiovascular.
Fonte:
Correio Braziliense

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