terça-feira, 28 de outubro de 2025


 

Encontro com Trump foi 'tremenda vitória' de Lula e 'terá impacto significativo na eleição', diz cientista político

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu, em poucos meses, reverter o mal-estar com o governo dos Estados Unidos e se reuniu com o presidente Donald Trump neste domingo (26/10), na Malásia, onde ambos participam da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). A conversa foi marcada pelo clima cordial, com Trump se dizendo "honrado" em encontrar o presidente brasileiro.

Para o cientista político Hussein Kalout, ex-secretário de Assuntos Estratégicos no governo Michel Temer (MDB), o encontro foi uma "tremenda vitória" do petista e "terá impacto eleitoral significativo" em 2026, quando Lula tentará um quarto mandato presidencial. Do outro lado, ele vê o campo bolsonarista enfraquecido, com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) condenado por tentativa de golpe de Estado e Trump, seu mais importante aliado, tecendo elogios a Lula.

Isso não significa, porém, que a tarifa de 50% imposta contra produtos importados do Brasil será facilmente revertida. Essas negociações devem se alongar, e o desfecho dependerá da disposição de cada lado em fazer concessões, avalia Kalout. A próxima conversa entre os dois países está marcada para segunda-feira (27/10), ainda na Malásia, entre o chanceler Mauro Vieira e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. "Trump se colocou aberto a negociar. Pode ser que reduza a tarifa para alguns produtos e para outros não", pondera Kalout. Ainda assim, na sua visão, o episódio deixa o presidente bem posicionado junto ao setor produtivo brasileiro, afetado pelo tarifaço. Logo após a reunião dos presidentes, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou uma nota avaliando o encontro como "positivo": "O diálogo entre os dois líderes representa um avanço concreto nas tratativas bilaterais e reforça o compromisso de ambos os governos com a construção de soluções equilibradas para o comércio entre Brasil e Estados Unidos".

Na visão de Kalout, a aproximação de Lula e Trump esvazia o discurso que candidatos opositores poderiam usar contra o presidente na campanha eleitoral. "Antes desse encontro, seria um flanco [para a campanha de Lula] qualquer candidato da direita dizer que ele pode estabelecer relações melhores com os Estados Unidos do que Lula, em prol de benefícios para o setor produtivo", diz o cientista político. "Esse flanco deixou de existir, a não ser que as negociações degringolem até lá. E, obviamente, o governo vai ser muito cuidadoso para evitar esse fracasso."

Kalout acredita que a gestão Lula fará o possível para manter esses dividendos eleitorais na disputa pela Presidência em 2026. "O governo, no limiar, pode eventualmente fazer concessões que não estaria disposto [em outro momento] para não perder essa vitória política. Ou pode fazer ofertas atraentes para os americanos para manter a negociação em curso e esse bom diálogo." Para Kalout, a experiência política de Lula contou para superar a crise com Trump e o petista soube atuar "com paciência, com firmeza e com prudência". Por outro lado, ele nota que a mudança de postura do presidente americano tem relação com interesses econômicos, já que o tarifaço encarece produtos importados do Brasil, gerando inflação nos EUA. Além disso, afirma, a aproximação de Trump tem a ver com o receio de que o Brasil pendesse mais para a órbita chinesa. "A estratégia americana me parece clara. Compreenderam o peso e importância do Brasil economicamente e estrategicamente", diz Kalout. Em postagem no Twitter, Lula disse que a reunião foi "ótima" e acrescentou que as negociações continuam "imediatamente" para buscar soluções para o tarifaço e também para sanções contra autoridades brasileiras impostas por Trump, no contexto do julgamento de Bolsonaro.

<><> O impacto sobre o bolsonarismo

As sanções adotadas por Trump contra o Brasil foram justificadas como uma resposta a uma suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro pela Justiça brasileira.

Além do tarifaço, a Casa Branca suspendeu o visto de sete ministros do Supremo Tribunal Federal e aplicou punições financeiras ao ministro Alexandre de Moraes, usando a lei Magnitsky. Ainda assim, a Corte condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. As medidas foram adotadas nos últimos meses após forte atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto ao governo americano, após se mudar para Washington em fevereiro.

Em setembro, a Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia ao STF contra o deputado e o blogueiro Paulo Renato Figueiredo por coação devido a sua campanha nos Estados Unidos. Se, naquele momento, o filho de ex-presidente deixou claro o prestígio de sua família na gestão Trump, agora a reunião do republicano com Lula "enterra a força do bolsonarismo junto à Casa Branca", nota Kalout.

Na sua visão, é improvável que esse cenário se reverta, embora o presidente americano possa muitas vezes atuar de forma volátil. "Trump é mercurial? Sim. Se perceber que Lula está muito enfraquecido daqui a um ano e que Bolsonaro está fortalecido, ele pode mudar de opinião. Mas não é o cenário que se avista", avalia Kalout.  O ex-presidente está preso preventivamente em prisão domiciliar desde agosto. Embora ele ainda possa recorrer da condenação, a expectativa é que o STF mantenha a decisão.

Além de pedir o fim do tarifaço, Lula também tenta convencer Trump a retirar as sanções contra os ministros do STF. Até o momento, porém, o presidente americano não deu indicações de que fará isso. Para Kalout, a tendência é que as sanções sejam mantidas, porque sua retirada tão rapidamente seria uma admissão de que os EUA erraram ao acusar o STF de perseguir Bolsonaro. Por outro lado, diz o cientista político, essas sanções podem ser usadas por Trump como ferramenta de negociação, na tentativa de obter mais concessões do Brasil. O país tem interesse em maior acesso às reservas brasileiras de terras raras — grupo de elementos químicos usados na fabricação de produtos tecnológicos e equipamentos de alta precisão. Outro tema importante para Trump é a regulamentação das big techs (grandes empresas de tecnologia) no Brasil. Na área comercial, a Casa Branca quer a abertura do mercado brasileiro ao etanol à base de milho produzido nos EUA.

<><> Durante a semana, Trump defendeu tarifa sobre carne brasileira

Mesmo com os esforços do encontro para tentar selar a paz, os dois líderes também deram sinais de que não pretendiam recuar de suas posições durante a semana que antecedeu o encontro. Na quarta-feira (22/10), Trump afirmou que os pecuaristas americanos "estão indo bem" graças à tarifa imposta sobre o gado de outros países, como o Brasil. "Os pecuaristas, que eu adoro, não percebem que a única razão pela qual estão indo tão bem — pela primeira vez em décadas — é porque impus tarifas sobre o gado que entra nos Estados Unidos, incluindo uma tarifa de 50% sobre o Brasil", escreveu em sua rede social.

O republicano acrescentou que, se não fosse por ele, os criadores de gado americanos "estariam na mesma situação dos últimos 20 anos", que classificou como "péssima".

Já Lula, na quinta (23/10), voltou a defender alternativas ao dólar no comércio global. Durante visita à Indonésia, antes de ir para a Malásia, o presidente afirmou que tanto o Pix quanto o sistema de pagamentos indonésio têm potencial para facilitar o intercâmbio entre os dois países e entre os membros do bloco Brics. "O século 21 exige que tenhamos a coragem que não tivemos no século 20", disse Lula, ao defender "uma nova forma de agir comercialmente, para não ficarmos dependentes de ninguém", sem citar diretamente os Estados Unidos. A defesa de moedas alternativas à americana, reforçada pelo Brasil durante a cúpula dos Brics em julho, foi apontada por Trump como um dos motivos para a imposição das tarifas às exportações brasileiras.

¨      Entenda o que foi discutido e quais são os próximos passos

A reunião entre os presidentes dos Estados UnidosDonald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aconteceu neste domingo (26), marcou um novo passo das negociações entre os dois países. Veja a íntegra do encontro ao final desta reportagem. Essa foi a primeira vez que os líderes se encontraram oficialmente para conversar sobre as tarifas impostas pelos EUA às exportações brasileiras. Antes disso, Trump e Lula chegaram a falar por telefone e se encontraram brevemente na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro. Em entrevista a jornalistas após a reunião, o ministro das relações exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou que o encontro foi positivo, e reiterou que Lula voltou a pedir a suspensão das tarifas durante o período de negociação. Entenda nesta reportagem o que foi discutido na reunião entre Lula e Trump e quais os próximos passos.

>>>> O que foi discutido na reunião?

  • Negociação bilateral

O encontro entre os dois líderes teve início na manhã deste domingo (26) e durou cerca de 50 minutos. Segundo representantes brasileiros, Lula voltou a pedir a suspensão das tarifas impostas a exportações brasileiras durante o período de negociação. Em resposta, Trump declarou que dará instruções à sua equipe para começar um processo de negociação bilateral entre EUA e Brasil. "Nós esperamos em pouco tempo agora, em algumas semanas, concluir uma negociação bilateral que trate de cada um dos setores da atual tributação americana ao Brasil", afirmou o ministro de relações exteriores do Brasil, Mauro Vieira, após a reunião.

  • Déficit na balança comercial

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou, ainda, que Lula deixou claro que a motivação usada pelos EUA para impor a elevação de tarifas para o restante do mundo não se aplica ao Brasil, uma vez que o país tem déficit na balança comercial com os norte-americanos.

  • Situação de Bolsonaro não foi discutida

Rosa também destacou que os dois líderes não discutiram sobre a atual situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, reiterando que Lula apenas teria citado a injustiça da aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF), indicando que os ministros respeitaram o processo legal e que "não há nenhuma perseguição política ou jurídica".

  • Interlocução com a Venezuela e visitas recíprocas

Por fim, Lula também se dispôs a ser um interlocutor no diálogo entre os EUA e a Venezuela, para buscar soluções "mutuamente aceitáveis e corretas entre os dois países", e os dois líderes concordaram na necessidade de uma visita recíproca.

Quais os próximos passos?

  • Início das negociações bilaterais e suspensão de tarifas

Segundo os representantes brasileiros, Trump afirmou que daria instruções à sua equipe para dar início a um período de negociação bilateral. A expectativa do governo brasileiro era de um encontro entre as equipes ainda na noite deste domingo, no horário da Malásia, segundo o chanceler Mauro Vieira. Houve, entretanto, uma conversa por telefone entre ele e Jamieson Greer, e o encontro ficou para a manhã de segunda-feira (27). "Esse será o primeiro passo do processo negociador, o encontro com os três membros da delegação americana [...]. E vamos estabelecer um cronograma de negociação e estabelecer os setores sobre os quais vamos conversar para que possamos avançar", disse Vieira. Ainda de acordo com o ministro, o Brasil também deve pedir a suspensão das tarifas impostas pelos EUA durante o período de negociação. Não há, no entanto, previsão de se e quando as taxas devem ser suspensas. "Esperamos em pouco tempo agora, em algumas semanas, concluir uma negociação bilateral que trate de cada um dos setores da atual tributação americana ao Brasil", disse Vieira, destacando que Lula está disposto a conversar sobre "todos os setores e áreas de comércio bilateral, e também sobre a questão de minerais críticos e terras raras".

  • Interlocução com a Venezuela

Segundo Vieira, Trump teria agradecido e concordado com a proposta de Lula, de servir como um interlocutor para o diálogo entre os EUA e a Venezuela. O ministro, no entanto, não detalhou de que forma ou quando essa intermediação poderia acontecer.

  • Trump no Brasil e Lula nos EUA

Vieira também afirmou que houve um entendimento entre os dois presidentes sobre a necessidade de visitas recíprocas. "O presidente Trump quer ir ao Brasil e o presidente Lula aceitou também, disse que irá com prazer aos Estados Unidos no futuro", disse o ministro, sem dar mais detalhes de quando as visitas devem acontecer.

¨      A reação do meio politico sobre o encontro entre Lula e Trump

O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, dos Estados Unidos, neste domingo (26), repercutiu nas redes sociais entre políticos apoiadores e críticos do governo petista. Ministros do governo Lula celebraram o encontro. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou as redes sociais para condenar as pautas discutidas e questionar o que se passou a "portas fechadas".

>>>>> Veja a repercussão:

  • presidente em exercício, Geraldo Alckmin

"O encontro entre o presidente Lula e o presidente Donald Trump, hoje, na Malásia, prova que temos bons motivos para acreditar no diálogo. Foi mais um passo para Brasil e EUA estreitarem ainda mais seus laços de amizade. E é mais uma evidência do compromisso do governo do presidente Lula com o povo brasileiro."

  • presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP)

"Avalio de forma muito positiva o encontro realizado hoje, na Malásia, entre o presidente Lula e o presidente Donald Trump. A relação de amizade entre Brasil e Estados Unidos é histórica e estratégica. Cumprimento todos os atores que contribuíram para que chegássemos a este momento, que representa um marco importante de um processo que continua. O gesto de diálogo e a busca pelo bom entendimento são fundamentais para o fortalecimento das relações e para o avanço da cooperação entre as nações. O Congresso Nacional permanece atento e unido na defesa do diálogo e da diplomacia como caminhos para construir consensos e aproximar os nossos povos."

  • presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)

"Cumprimento os presidentes Lula e Donald Trump pelo importante encontro de hoje. Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos. Quando líderes escolhem conversar, a História agradece. Foi assim nas grandes viradas do mundo, sempre pela palavra, nunca pelo silêncio. A Câmara continua à disposição de nossa diplomacia, votando assuntos importantes sobre o tema e comprometida em servir ao país".

  • ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann

"O encontro do presidente Lula com Donald Trump destravou as negociações sobre as tarifas comerciais e abriu caminho para o diálogo sobre as sanções da Magnitisky e sobre um outro tema importantíssimo: a preservação da América Latina como zona de paz. Lula mostrou mais uma vez como deve agir um verdadeiro líder, defendendo os interesses do país e da região, sem abrir mão da soberania nacional e com a máxima dignidade pessoal. Momento para lembrar que, há apenas três meses, Bolsonaro, sua família e seus aliados, como Tarcísio Freitas, festejavam os ataques injustos ao nosso país e aos ministros do STF. Parabéns, presidente Lula!"

  • deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

"Lula encontra Trump e na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO. Imagine o que foi tratado a portas fechadas?. "Então, segundo o MRE:

  • Não falaram de Bolsonaro;
  • Lula explicou a injustiça de sancionar Moraes (sem citar JB!);
  • Trump curtiu Lula ter-se posto como mediador para o assunto: narcoditador Maduro.
  • Nos poucos minutos com o 01 da economia mundial trataram de... VENEZUELA🤦‍♂".

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) — condenado pela trama golpista — republicou o post do Eduardo e outros em crítica à reunião.

  • vereador Carlos Bolsonaro (RJ)

"Deve ser a terceira reunião e os caras que atacam diariamente Trump se fazem de idiotas para enganar outros idiotas. Para a organização ficar como está é positivo…. O plano de dominação segue em pleno vapor!".

  • presidente do PT, Edinho Silva

"O diálogo é sempre o caminho. Lula provou que defender respeito e a soberania é o caminho fundamental para mantermos nossa relevância no cenário mundial. Depois da primeira reunião entre Lula e Trump, os dois governos vão dialogar sobre um acordo para tirar as barreiras tarifárias impostas unilateralmente. O mundo precisa fortalecer os mecanismos do multilateralismo. É em mais diálogo e não em imposições que resolveremos os problemas do planeta".

  • Líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE)

"Desarmada a crise Brasil/Estados Unidos, tramada por falsos patriotas contra nossa soberania. As mentiras, que resultaram no 'Tarifaço' sobre nosso produtos e sanções contra nossas autoridades, caíram por terra. No amigável encontro dos presidentes Lula e Trump, foi dado start para negociações imediatas. Todos os temas estarão sobre a mesa, inclusive as sanções contra autoridades brasileiras e as tarifas contra os produtos nacionais".

  • Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA)

"Diálogo sempre! 🤝 As negociações sobre o tarifaço têm avançado, e o tom da conversa foi de respeito e cooperação. O presidente Lula mostrou, mais uma vez, por que é um dos maiores estadistas do nosso tempo, sempre aberto ao diálogo, mas extremamente firme na defesa da nossa soberania e do povo brasileiro. Independente de quem esteja do outro lado da mesa, o Brasil e o nosso povo sempre estarão em primeiro lugar."

  • governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB)

"Momento crucial! O encontro entre Lula e Trump demonstra que a política internacional se constrói com diálogo e cooperação. As relações multilaterais são fundamentais para proteger o interesse da população de cada país. Também mostra como é importante fortalecer as instituições, para que o respeito nas relações prevaleça."

  • governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB)

"Um encontro que mostra como o diálogo e a diplomacia são caminhos essenciais. Que as conversas avancem de forma positiva e contribuam para o fortalecimento das relações entre as duas nações".

  • ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macedo

"Mais uma vez, o presidente Lula mostra sua capacidade de diálogo e liderança internacional. O encontro deste domingo, na Malásia, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirma o compromisso do Brasil em buscar soluções justas para as tarifas e em fortalecer uma relação de respeito e cooperação entre as duas nações".

  • senador Humberto Costa (PT-PE)

"Eita que a química só aumenta! "A extrema direita achou que o Brasil ficaria de joelhos. Enganou-se. Com Lula, a soberania nacional é inegociável. O diálogo venceu, o ódio perdeu. Ponto final".

  • deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP)

"Prevejo gente bastante triste e com soluço hoje. Bom dia".

  • senador Fabiano Contarato (PT-ES)

"Uma foto que marca um momento diplomático decisivo e o prelúdio do fim do tarifaço. O Brasil dialoga de igual para igual com qualquer nação. E não há sabotador-geral da República capaz de minar nossa soberania".

  • senador Nelsinho Trad (PSD-MS)

"O entendimento alcançado entre os presidentes brasileiro e norte-americano na Malásia representa um ponto de inflexão importante no fortalecimento das relações bilaterais. Um marco que coroa o esforço institucional de reaproximação iniciado pelo Senado Federal. A política externa brasileira deve ser pautada pela convergência de propósitos nacionais e nossa Comissão Temporária Externa para Interlocução sobre Relações Econômicas Brasil–EUA (CTEUA) tem sido a expressão dessa maturidade: uma instância suprapartidária, responsável e comprometida com o interesse nacional, que atua com técnica e equilíbrio para preservar pontes entre democracias e promover os resultados que o Brasil precisa. Durante a missão oficial a Washington, estabelecemos contato direto com parlamentares republicanos e democratas. Apresentamos dados econômicos que demonstram os prejuízos das tarifas impostas ao Brasil para ambos os países. Esse esforço ajudou a consolidar um ambiente de confiança que contribuiu diretamente para o avanço político observado agora. Tanto a disposição manifestada pelo presidente norte-americano em negociar acordos equilibrados quanto o movimento recente de senadores americanos com quem estivemos pela revogação das tarifas refletem a importância do trabalho de diplomacia parlamentar. O Senado tem cumprido seu papel com equilíbrio, responsabilidade e foco no interesse nacional, oferecendo base institucional ao Executivo — representado, neste processo, com competência pelas ações do vice-presidente Geraldo Alckmin, do chanceler Mauro Vieira e da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, que têm sido fundamentais na manutenção de uma agenda construtiva de diálogo econômico e comercial. A política externa deve servir ao desenvolvimento do país, não aos extremos ideológicos ou à conveniência de governos. Em nossa comissão externa, a orientação foi e continuará sendo clara: proteger o Brasil e os brasileiros que trabalham, empreendem e geram riqueza."

  • ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD-MT)

"Presidente Lula se reuniu com o presidente Donald Trump. Um grande passo na diplomacia brasileira e nas relações restabelecidas entre os dois países. Bom para os brasileiros, bom para os americanos. Lula destacou que o diálogo é o melhor caminho e enfatizou a necessidade da suspensão imediata do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Na fala do presidente, eles disse: “O Brasil tem interesse de ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos”. 🤝 Esse é grande passo na diplomacia brasileira e nas relações restabelecidas entre os dois países. Bom para os brasileiros, bom para os americanos."

 

Fonte: BBC News Brasil/g1


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