Retomada
dos combates entre EUA e Irã ameaça ter consequências catastróficas, alerta
Guterres
O
secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para as consequências
catastróficas da retomada dos combates entre os EUA e o Irã, disse o seu
porta-voz Stéphane Dujarric.
"O
secretário-geral reitera que um retorno às
hostilidades em
grande escala teria consequências catastróficas – para os povos da região,
para a paz e segurança internacionais, bem como para a economia global",
disse Dujarric.
Guterres
também apelou aos EUA e ao Irã para usarem contenção, expressando preocupações
com a escalada.
O
Comando Central dos EUA anunciou, neste domingo (12), que bombardeou novos
locais no sul do Irã com o objetivo de diminuir o controle de Teerã sobre o
estreito de Ormuz. Esta é a quarta onda de ataques norte-americanos desde o
reinício das hostilidades, na semana passada.
Mais
cedo, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou veementemente os
ataques dos Estados Unidos ao país. Segundo a chancelaria de Teerã, além de
violar a Carta da ONU, as ações de Washington "tornaram inúteis todos
os esforços dos últimos meses para reduzir a tensão e estabelecer a paz
na região do Oriente
Médio".
<><>
Irã não negociará com os EUA até que Washington mude sua abordagem, diz mídia
iraniana
O Irã
não planeja negociar com os norte-americanos até que os EUA mudem sua
abordagem, informou a agência iraniana Fars, citando uma fonte próxima ao grupo
de negociadores iranianos.
"O
Irã não solicitou negociações com os EUA, e não haverá
negociações até que os EUA se afastem de suas posições", disse o interlocutor da agência.
A
agência não especifica o que exatamente o lado iraniano espera dos EUA.
Anteriormente,
o jornalista da Axios Barak Ravid, citando autoridades estadunidenses, afirmou
que os EUA estão exigindo que o Irã declare o estreito de Ormuz aberto no
sábado (11) e prometa parar de atacar navios comerciais.
Em meio
a esses relatos, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi,
chegou a Omã para negociações sobre
Ormuz.
<><>
Irã amplia ataques contra EUA no golfo Pérsico e tensão volta a crescer
A
escalada militar entre Irã e Estados Unidos voltou a se intensificar neste
domingo (12), com uma nova troca de ataques que atingiu diversos países do
Golfo Pérsico e elevou novamente o risco de um conflito regional de maiores
proporções.
Em
resposta aos bombardeios estadunidenses realizados nos últimos dias, Teerã
lançou mísseis e drones contra instalações
militares dos EUA em
países aliados da região e reafirmou que o estreito de Ormuz permanece
fechado à navegação.
Segundo
a imprensa iraniana, explosões foram registradas na cidade portuária de Bandar
Abbas e na ilha de Qeshm, localizada no estreito. A agência Fars informou que
as causas das explosões ainda não foram esclarecidas.
Diante
disso, o Corpo de Guardiões
da Revolução Islâmica (IRGC,
na sigla em inglês) afirmou ter atingido uma série de alvos militares ligados
aos Estados Unidos, incluindo um centro de comando e hangares de drones na
Jordânia, uma estação de radar no Kuwait, plataformas de apoio a
porta-aviões em Omã e instalações militares no Catar.
O
Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que suas forças continuam
posicionadas para garantir a liberdade de navegação na região e negou que a
passagem esteja sob controle iraniano. Só no último sábado (11), foram atacados
cerca de 140 alvos militares no país persa.
Já o
Irã informou que novas autorizações de uso da rota, uma das principais do
mundo, só serão emitidas quando a situação voltar à normalidade.
O
agravamento do conflito voltou a provocar impactos sobre o transporte aéreo na
região. A companhia Air Astana, do Cazaquistão, anunciou a suspensão temporária
dos voos para Dubai devido à deterioração da
situação de segurança no
Oriente Médio — foram canceladas as rotas Almaty-Dubai nos dias 13 e 14 de
julho e Astana-Dubai no dia 14.
A
empresa informou que os passageiros poderão solicitar reembolso integral ou
remarcar as viagens sem custos até o fim de julho.
<><>
Negociações entre Irã e EUA ameaçadas
A nova
onda de confrontos ocorre poucos dias após os Estados Unidos revogarem a
licença que autorizava operações envolvendo petróleo iraniano, medida que
praticamente inviabilizou o acordo provisório firmado entre Washington e Teerã
no mês passado.
O ministro das
Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, teve um encontro em Omã com seu
homólogo, Badr Albusaidi, para discutir a situação do estreito e possíveis
medidas diplomáticas. Posteriormente, Araqchi conversou por telefone com o
chanceler do Paquistão, Ishaq Dar, país que atua como um dos principais
mediadores entre iranianos e americanos.
Mesmo
durante as negociações, o principal negociador iraniano, Mohammad Baqer
Qalibaf, publicou uma mensagem em sua conta na rede X afirmando que "a era
dos acordos unilaterais acabou", além de advertir que os Estados
Unidos deveriam cumprir seus compromissos "ou pagar o
preço".
O
conflito teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel
lançaram uma ofensiva contra alvos iranianos, que levou a uma resposta do Irã.
Durante os bombardeios, diversas autoridades civis e militares foram mortas,
incluindo o líder supremo Ali
Khamenei.
O
estreito de Ormuz, que recebe cerca de um quinto do comércio marítimo
mundial de petróleo e gás natural liquefeito, virou um dos principais focos da
disputa. Um cessar-fogo chegou a ser anunciado em maio, mas nas últimas semanas
o Irã restringiu a navegação na região, enquanto os Estados Unidos
intensificaram sua presença militar.
<><>
Israel poderia induzir os EUA a retomar seus ataques contra o Irã, sugere mídia
Israel
pode ter persuadido os EUA a retomar seus ataques ao Irã fornecendo informações
sobre supostos preparativos iranianos para uma tentativa de assassinato contra
o presidente dos EUA, Donald Trump, relata um jornal americano com referência a
funcionários dos EUA.
A mídia
observa que foi depois de receber informações da inteligência
israelense que Trump deixou
a Turquia não em um avião oferecido a ele pelo Catar, mas em um velho avião
presidencial. A razão foi que a nova aeronave não tinha capacidade defensiva
adequada, aponta o artigo.
"Algumas
autoridades dos EUA dizem que estão preocupadas que Israel possa ter entregado
inteligência para influenciar as decisões nos EUA para uma retomada da guerra em grande
escala com o Irã",
escreve a publicação.
Enquanto
Trump expressou disposição para negociar com Teerã, Israel gostaria de
retomar sua campanha de bombardeios contra o Irã, a fim de diminuir suas
capacidades militares, relata o jornal com referência a fontes.
Oficiais
disseram ao jornal que o Exército israelense continuou a
planejar ataques contra alvos no Irã após o fim da campanha conjunta com os
EUA, mesmo enquanto Trump procurava avançar na via diplomática.
¨
Memorando entre Irã e EUA entra em colapso, declara Teerã
O
acordo de entendimento com Washington entrou em fase de crise, após os EUA
violarem os compromissos antes do prazo previsto para o cumprimento das medidas
ligadas ao estreito de Ormuz, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações
Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei.
Teerã
ressaltou que não seguirá os termos do memorando enquanto Washington
continuar descumprindo suas obrigações.
>>>
Confira mais declarações de Teerã:
# O
lado norte-americano mostrou impaciência e rompeu o acordo antes
mesmo do término do prazo;
# O Irã
não ameaça seus vizinhos, mas qualquer território usado por forças estrangeiras
contra o país será alvo legítimo;
# As
nações regionais devem impedir o uso de seus territórios para
agressões, em nome da lei internacional e da boa vizinhança;
# Lindsey
Graham é um ser cuja vida foi guiada pela agressão, pela guerra e pelo apoio ao
genocídio, e cuja morte não causará pesar a nenhum homem livre.
¨
Irã e Omã concordam em continuar conversas sobre a
navegação no estreito de Ormuz
Irã e
Omã concordaram em dar continuidade às conversas técnicas e políticas sobre a
navegação no estreito de Ormuz, informou a Agência de Notícias de Omã neste
sábado (11). As duas partes realizaram reuniões em Mascate, capital de Omã,
para discutir a garantia da segurança e da liberdade de navegação pelo
estreito.
Os
representantes dos dois países concordaram em prosseguir com as
discussões, tanto em nível técnico quanto político, visando alcançar os
entendimentos necessários em conformidade com o direito internacional.
Segundo
a Al Jazeera, Omã teria proposto duas rotas separadas no estreito, uma por
águas iranianas e outra por águas omanenses. Teerã, porém, defende uma
gestão única envolvendo os dois países.
A
preocupação iraniana é que uma divisão de controle leve os navios a
priorizarem a rota por Omã, reduzindo o poder de negociação do Irã em uma
das passagens marítimas mais estratégicas do mundo.
O
porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei,
disse na última sexta-feira (10) que o chanceler iraniano, Abbas Araghchi,
visitaria Omã neste sábado para consultas sobre o estreito de Ormuz. As
conversas ocorreram em meio a tensões
elevadas após
uma recente troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irã, desencadeada
por supostos ataques
iranianos a navios comerciais que transitavam pelo estreito de Ormuz.
Após ataques dos EUA e de Israel
contra o Irã no final de fevereiro, Teerã intensificou seu controle sobre o
estreito de Ormuz — uma via navegável estratégica por onde passa cerca de
um quinto do comércio mundial de petróleo e derivados via marítima —,
impedindo a passagem segura de navios ligados a Israel e aos EUA.
Em
junho, o Irã e Omã concordaram em continuar as discussões por meio de um
grupo de trabalho conjunto entre seus ministérios das Relações Exteriores,
buscando um entendimento sobre a futura gestão da navegação e dos serviços
marítimos relacionados no estreito.
<><>
Irã acusa EUA de impedir acordo com Omã sobre navegação no estreito de Ormuz
O
Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou neste domingo (12) que os
Estados Unidos impediram um acordo entre Teerã e Omã sobre a regulamentação da
navegação no estreito de Ormuz. Conforme comunicado, Washington pressionou o
governo omanense durante as negociações realizadas em Mascate.
"As
negociações em Mascate concentraram-se, de forma geral, nas questões
relacionadas à regulamentação da navegação no
estreito de Ormuz.
Infelizmente, os Estados Unidos impediram que um acordo fosse alcançado ao
exercerem pressões abertas e veladas sobre Omã", informou a
chancelaria iraniana em comunicado divulgado em seu canal no Telegram.
Na
última sexta-feira (11), o ministro das
Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajou a Mascate para discutir com
autoridades omanenses mecanismos de gestão da navegação no estreito.
Segundo
o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghaei, o futuro modelo de
administração da passagem marítima deverá ser definido por meio de
consultas entre Irã e Omã, levando em consideração os acontecimentos dos
últimos meses e as ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel
contra o território iraniano.
Em meio
ao aumento das tensões na região, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica
(IRGC, na sigla em inglês) anunciou o fechamento do estreito de Ormuz até o fim
da intervenção dos Estados Unidos na região e garantiu que nenhuma embarcação
seria autorizada a
atravessar a via marítima.
Mais
cedo, autoridades iranianas afirmaram que o país está pronto para defender
com uso da força na região. "Esta rota é mais importante do que dezenas
de bombas atômicas, o Irã a
defenderá", disse o assessor do líder iraniano Mohsen Rezaei, citado pela ISNA.
Por sua
vez, o representante da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do
Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, também declarou a intenção de Teerã
de lutar pelo estreito de Ormuz. "Tomamos o estreito de Ormuz pela força e
pela força vamos preservá-lo", escreveu um deputado na rede social X.
<><>
Teerã está pronta para defender sua posição no estreito de Ormuz pela força,
diz conselheiro iraniano
O Irã
está pronto para defender com uso da força suas posições em no estreito de
Ormuz, pois são mais importantes do que bombas nucleares, dizem autoridades
iranianas.
"Esta
rota é mais importante do que dezenas de bombas atômicas, o Irã a
defenderá", disse o assessor do líder iraniano Mohsen Rezaei, citado pela ISNA.
Por sua
vez, o representante da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do
Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, também declarou a intenção de Teerã
de lutar pelo estreito de Ormuz.
"Tomamos
o estreito de Ormuz pela força e
pela força vamos preservá-lo", escreveu um deputado na rede social X.
Neste
domingo (12), o Irã anunciou o fechamento do estreito de Ormuz até o fim
da intervenção dos EUA na região. Isso aconteceu em meio a outra onda de ataques
trocados entre os EUA e o Irã.
¨
Ataque dos EUA perto de usina Bushehr no Irã gera
conflito nuclear no Oriente Médio, diz analista
Um
recente ataque dos EUA nas proximidades da usina nuclear de Bushehr, no Irã,
foi uma aposta política deliberada e míope que poderia desestabilizar ainda
mais a situação no Oriente Médio, declarou à Sputnik Qian Yaxu, analista
político chinês.
Yaxu
destacou que, por muito tempo, Irã e Israel respeitaram uma
linha vermelha não escrita, evitando ataques às instalações nucleares um do
outro.
"Com
esse ataque, as Forças Armadas dos EUA ultrapassaram essa 'linha vermelha', e
qualquer retaliação iraniana poderia ter como alvo instalações nucleares
israelenses, o que poderia levar a graves consequências ambientais e
regionais em caso de vazamento de radiação", ressaltou.
Segundo
o analista, na verdade, os Estados Unidos carecem de uma
estratégia coerente em relação ao Irã.
Dessa
forma, ele concluiu que as ações dos EUA reforçaram o apoio interno ao governo
da República Islâmica do Irã e podem agravar as tensões no Oriente Médio.
No
sábado (11), o presidente estadunidense, Donald Trump, declarou que 1.000
mísseis já foram colocados em prontidão de combate e direcionados ao Irã
caso haja uma tentativa de matá-lo.
Vale
lembrar que a mídia iraniana Mehr reportou explosões nas cidades costeiras de
Chabahar, Sirik, Bandar Abbas e Konarak, e nas ilhas de Lavan, Qeshm e Abu
Musa. Bushehr, cidade onde está a central nuclear desenvolvida em parceria
com a Rússia, também foi atacada, mas a usina não teria sido atingida.
¨
Trump anuncia planos dos EUA para tirar proveito da
proteção do estreito de Ormuz
Os
Estados Unidos pretendem administrar o estreito de Ormuz, tornar-se os
"guardiões" da rota marítima e até adotar a denominação de "anjo
da guarda do estreito", afirmou o presidente dos EUA, Donald Trump, em
entrevista à Fox News.
>>>
Confira outras declarações do líder norte-americano:
# O
acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã estava praticamente
concluído, mas Teerã o violou;
# Os
Estados Unidos pretendem lançar ataques muito duros contra o Irã;
# Washington
pretende administrar o estreito de Ormuz e ser remunerado pelos serviços
de segurança prestados na região.
# Trump
também afirmou que os EUA protegeram o estreito de Ormuz durante 50 anos
sem receber qualquer compensação e disse que, desta vez, Washington
pretende cobrar por esse serviço.
Fonte:
Sputnik Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário