César
Fonseca: Escândalo "Toffoli-Master" contamina sucessão presidencial
Presidente
Lula acendeu sinal vermelho.
Ele
sabe que a direita e a ultradireita fascista jogarão no colo dele o
"Escândalo Toffoli".
Elas
manipularão os fatos, porque foi Lula que indicou o ministro Dias Toffoli para
o STF.
Os
indícios e desconfianças de corrupção aumentaram com decisão do ministro de
colocar o assunto sob sua jurisdição, monocraticamente.
Porque
ele fez isso, é o que todos perguntam.
Nesse
tempo de inteligência artificial, marqueteiros da oposição vão deitar e rolar.
Por
isso, o presidente teria pedido, entre seus pares, a cabeça de Toffoli.
O
magistrado ultrapassou os limites em relações suspeitas com advogado do dono do
Master, Daniel Vorcaro.
Também
pairam denúncias de envolvimento de parentes de Toffoli em fundo de
investimento que teria aplicado em resort associado ao Master.
A
reputação de muita gente está indo para o espaço.
Exemplo:
governador Ibaneis, do DF, com o qual Vorcaro disse ter encontrado diversas
vezes, embora o executivo do GDF negue.
O BRB,
com autorização de Ibaneis, comprou papel podre do Master, cerca de R$ 12,2
bilhões.
Se
tentar disputar eleição para o Senado, como vinha sendo cogitado, perde.
O
presidente do STF, ministro Fachin, saiu em defesa de Toffoli, num primeiro
momento.
Mas, na
sequência, viu que se desmoralizaria.
Pede
Código de Ética para tentar consertar o estrago.
Nessa
altura do campeonato, seria a saída, com a porta já arrombada?
A
posição de Fachin é, implicitamente, de clara desconfiança por trás da sua
reivindicação.
O STF
está rachado.
O
ministro Gilmar Mendes saiu em defesa de Toffoli: ele teria cumprido todos os
rituais jurídicos necessários à condução do caso, disse.
Fachin
chama atenção para perigo de interferência de outros poderes na atuação do STF.
Se
demorarem, serão considerados coniventes.
O
Congresso está desmoralizado.
O caso
das emendas parlamentares e o orçamento secreto, urdidos pelos próprios
parlamentares, é escândalo tão grande quanto o do Banco Master.
Para
este ano, os congressistas reservaram para si, no orçamento, verbas de R$ 61
bilhões!
Com
esse dinheirão, comprarão votos que garantirão à maioria conservadora e
reacionária de direita e ultradireita fascista a continuidade do status quo.
Quanto
ao executivo, o presidente Lula disse a interlocutores do mercado que a
providência técnica já foi tomada: liquidação do Master pelo BC.
O
problema técnico, porém, vira, em campanha eleitoral, no ambiente da IA, tema
eminentemente político.
¨ Lula foi procurado
por sócios do Master e disse que todos os assuntos seriam tratados de forma
técnica pelo BC
A
notícia publicada nesta segunda-feira (26) pelo Metrópoles e pelo UOL sobre um
encontro ocorrido em dezembro de 2024 entre os banqueiros Daniel Vorcaro e
Augusto Lima e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, intermediado pelo
ex-ministro Guido Mantega, que havia sido contratado como consultor do Master,
deixa o governo federal numa boa posição.
Como as
duas reportagens revelam, o presidente Lula deixou claro que todos os temas
relacionados ao Master seriam tratados de forma técnica — e pelo Banco Central.
Ou seja: sem qualquer tipo de favorecimento.
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Dito e
feito. De forma técnica, o Banco Central decretou a intervenção no Banco
Master, em razão dos problemas de liquidez do banco. Além disso, também de
forma técnica, a Polícia Federal vem investigando o caso.
Na
última semana, Lula falou sobre o caso e condenou a fraude supostamente
cometida por Vorcaro no banco. O presidente fez referência direta, em um evento
em Maceió-AL, ao caso envolvendo o Master e Vorcaro. “Não é possível que a
gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco
Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”, declarou.
¨ Lula teria dito a
aliados que Toffoli deve sair do STF ou da relatoria do caso Master
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria manifestado irritação com a conduta
do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na relatoria do
inquérito do Banco Master, chegando a dizer a auxiliares que o magistrado
deveria deixar a Corte, por renúncia ou aposentadoria. Lula acompanha de perto
o andamento do caso e as repercussões políticas e institucionais sobre a
atuação do relator.
As
informações foram relatadas pela Folha
de S.Paulo,
que afirma ter colhido depoimentos de interlocutores segundo os quais Lula, em
conversas reservadas com ao menos três auxiliares, fez comentários considerados
duros sobre Toffoli e sinalizou que não pretende defendê-lo diante das críticas
que se acumulam contra o ministro.
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Irritação no Planalto e cálculo político
De
acordo com os relatos citados, Lula pretende chamar Toffoli para uma nova
conversa sobre sua conduta no inquérito. Os dois já discutiram o assunto no fim
do ano passado. Apesar do tom dos desabafos atribuídos ao presidente,
colaboradores duvidam que Lula leve adiante a ideia de pedir formalmente ao
ministro que se afaste do tribunal ou mesmo que abra mão da relatoria do caso.
O
incômodo, segundo aliados, tem um componente institucional: Lula estaria
preocupado com o desgaste do STF provocado por notícias que passaram a expor
ligações envolvendo parentes do ministro e estruturas relacionadas a fundos que
integram a teia do Banco Master. Na avaliação do presidente, a credibilidade do
Supremo e a confiança pública no andamento da investigação entraram no centro
da crise.
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O sigilo e o temor de abafamento
Outro
ponto que teria ampliado o desconforto no Planalto é o regime de sigilo imposto
ao processo. Segundo a reportagem, Lula reclamou com auxiliares do “sigilo
elevado” e demonstrou receio de que o caso seja abafado, alimentando a
percepção de impunidade em investigações que envolvem cifras bilionárias e
atores com trânsito político.
Na
visão exposta por aliados, o presidente defende que as investigações avancem e
que o governo sustente, de forma coerente, uma postura pública de combate a
fraudes sem seletividade. A preocupação é dupla: evitar que a narrativa de
blindagem se imponha e impedir críticas sobre supostas interferências do
Executivo em apurações sob responsabilidade do Judiciário.
Em uma
fala atribuída a Lula e reproduzida no texto-base, o presidente teria reforçado
essa linha ao comentar o contraste entre o peso da punição sobre os mais pobres
e a tolerância com fraudes em grande escala:
Lula: "Não é
possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um
cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões"
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Um caso que pode atingir diversos campos políticos
A
reportagem descreve ainda a avaliação, no entorno presidencial, de que a
investigação pode atingir políticos de oposição e deve prosseguir mesmo que
respingue em governistas. Nesse contexto, o Planalto enxerga risco político
tanto na hipótese de estagnação das apurações quanto na de escalada do caso com
novos nomes e conexões.
O texto
aponta que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria ligações com políticos
do centrão e também com aliados do governo do PT na Bahia. É mencionada, ainda,
a relação do empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, com
figuras do governo, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador
Jaques Wagner, líder do governo.
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A decisão de sigilo e a cronologia do desgaste
Segundo
o relato, Lula monitora o inquérito desde o fim do ano passado e teria ficado
intrigado com a decisão de Toffoli de colocar sob sigilo elevado um pedido da
defesa de Daniel Vorcaro para levar as investigações ao STF. A medida, conforme
descrito, ocorreu uma semana antes de o jornal O Globo revelar que o escritório
de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, tinha
contrato mensal de R$ 3,6 milhões para defender interesses do Banco Master.
Ainda
segundo o texto-base, um aliado teria resumido o sentimento do presidente como
desconfiança de que o caso terminaria em “uma grande pizza”, expressão que
traduz, no debate político brasileiro, a ideia de que escândalos acabam sem
consequências proporcionais.
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O almoço no Planalto e a cobrança por desfecho
Em
dezembro, Lula teria convidado Toffoli para um almoço no Palácio do Planalto,
com a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A conversa,
descrita como amistosa, teria sido usada pelo presidente para reforçar que tudo
o que o governo desvendasse deveria ser levado “às últimas consequências”, e
para aferir se a disposição no Supremo seria a mesma mesmo após a decretação do
sigilo.
De
acordo com os relatos apresentados, Toffoli teria dito que nada seria abafado e
que o sigilo era justificável. Lula, então, teria afirmado que o ministro faria
a coisa certa. O texto também registra que Lula teria dito, segundo informação
do colunista Lauro Jardim confirmada pela Folha, que a relatoria representaria
uma oportunidade para Toffoli “reescrever sua biografia”.
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As críticas ao relator e a resposta de Toffoli
O
texto-base afirma que Toffoli está sob pressão por sua postura na supervisão do
inquérito. As críticas incluem o regime de sigilo imposto ao caso, a viagem de
jatinho com um dos advogados da causa e negócios que associariam familiares do
ministro a um fundo de investimentos ligado ao Banco Master.
Segundo
o relato, Toffoli teria dito a interlocutores que, neste momento, descarta
abdicar do processo por não ver elementos que comprometam sua imparcialidade.
Ele teria sustentado que nem a viagem na companhia do advogado nem a sociedade
entre seus irmãos e o fundo de investimentos afetariam sua atuação como
relator.
O texto
também menciona que, historicamente, o STF só reconheceu impedimento ou
suspeição de ministros em casos de autodeclaração, o que ajuda a explicar por
que o relator resiste a qualquer movimento de afastamento.
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Um vínculo antigo e frustrações acumuladas
A crise
também é atravessada por um histórico político e pessoal. Lula foi responsável
pela indicação de Toffoli ao STF e, segundo o texto-base, coleciona decepções
com o ex-advogado do PT. Entre elas, é citado o episódio em que Toffoli impediu
Lula de ir ao velório do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, quando o
presidente estava preso em Curitiba.
A
reportagem afirma que Toffoli pediu desculpas a Lula anos depois, em dezembro
de 2022, após a eleição do presidente. Vavá morreu em janeiro de 2019.
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O próximo passo e o impasse institucional
O
cenário descrito aponta para um impasse: de um lado, Lula quer sinalizar
compromisso com investigação e punição de fraudes, sem blindagens; de outro,
precisa evitar que qualquer gesto seja interpretado como pressão indevida sobre
o Supremo. Nesse equilíbrio delicado, a ideia de uma nova conversa com Toffoli
aparece como tentativa de reduzir o dano institucional e, ao mesmo tempo,
preservar a linha política do governo.
O foco
do Planalto, conforme retratado no texto-base, é que a investigação avance com
credibilidade, sem que o STF seja arrastado para uma crise de confiança
ampliada. Para Lula, o custo maior não está apenas nas disputas em torno da
relatoria, mas no risco de o país assistir, mais uma vez, a um caso de grandes
cifras perder força no caminho, alimentando a sensação de que o sistema pune o
andar de baixo e protege o andar de cima.
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‘O cidadão deu um golpe de R$ 40 bilhões e tem gente que defende’, diz Lula
sobre Vorcaro, do Master
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, que o Brasil só avança
quando o dinheiro público chega a quem realmente precisa e criticou duramente a
concentração de riqueza no país. Ao abordar o tema da desigualdade social, Lula
declarou que não é aceitável que a população mais pobre continue sendo
penalizada enquanto grandes prejuízos financeiros permanecem sem a devida
responsabilização.
A
declaração foi feita durante discurso em Maceió (AL), no evento de celebração
de 2 milhões de moradias contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida e da entrega
de mais de 1.337 unidades habitacionais na capital alagoana. Na ocasião, o
presidente ressaltou que políticas públicas voltadas à inclusão social têm sido
determinantes para a retomada do combate à fome e à miséria no país.
Lula
lembrou que o Brasil havia superado a fome em 2014, mas voltou a conviver com
um cenário crítico nos anos seguintes. “Em 2014 tínhamos acabado com a fome
nesse país. Quando voltei, em 2023, tinham 33 milhões de pessoas passando
fome”, afirmou. Segundo ele, em pouco mais de dois anos, o governo conseguiu
reverter novamente esse quadro. “Nós, em dois anos e meio, acabamos com a fome
outra vez, porque comer é um direito sagrado, que está na Bíblia, na
Constituição, e nós temos que garantir.”
O
presidente defendeu que a dignidade deve ser o princípio central das ações do
Estado. “Vocês vão ser tratados com decência que um ser humano tem que ser
tratado”, disse, ao enfatizar que não é possível aceitar um modelo em que os
mais pobres pagam a conta de irregularidades bilionárias no sistema financeiro.
Foi
nesse contexto que Lula fez referência direta ao caso envolvendo o banco Master
e seu controlador, Daniel Vorcaro. “Não é possível que a gente continue vendo o
pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do banco Master que deu um golpe
de mais de R$ 40 bilhões”, declarou. O presidente acrescentou que, segundo sua
avaliação, os prejuízos acabam sendo socializados. “E quem vai pagar são os
bancos, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o Itaú.”
Lula
reforçou a crítica ao destacar o contraste entre o impacto do desfalque e a
reação de parte da sociedade. “Um cidadão que deu um desfalque de R$ 40 bilhões
nesse país, e tem gente que defende”, afirmou, em tom de indignação. Na
sequência, completou: “Porque também está cheio de gente que falta vergonha na
cara nesse país.”
Ao
encerrar o trecho, o presidente reiterou que o crescimento do país passa
necessariamente pela redução das desigualdades e pela responsabilização de quem
causa prejuízos de grande escala, destacando que a prioridade do governo é
garantir direitos básicos e justiça social para a população.
Fonte:
Brasil 247

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