Miguel
do Rosário: Discurso da China foca em estabilidade, paz e respeito à soberania
“O
mundo não pode voltar à lei da selva, onde os fortes intimidam os fracos.”
A frase
foi dita por He Lifeng, vice-primeiro-ministro do Conselho de Estado da
República Popular da China, ao discursar no World Economic Forum. Em poucas
palavras, ela resume o eixo central da intervenção chinesa em Davos: a defesa
de regras comuns, do multilateralismo, do respeito à soberania dos países e da
cooperação como base da ordem internacional.
O
discurso de He Lifeng não teve a mesma repercussão que as declarações de Donald
Trump no mesmo período, dominadas por ameaças, retórica agressiva e o uso
explícito da coerção econômica como instrumento político. Ainda assim, deveria
ter tido. O pronunciamento chinês apresentou um contraste direto com essa
postura: em vez de confronto, diálogo; em vez de unilateralismo, instituições;
em vez de sanções e intimidação, regras e previsibilidade.
Logo
nos primeiros minutos de fala, He Lifeng deixou claro que a China vê com
preocupação o avanço do protecionismo e das guerras comerciais. “Guerras
tarifárias não têm vencedores”, afirmou, acrescentando que esse tipo de
política apenas eleva custos, fragmenta cadeias produtivas globais e prejudica
o crescimento econômico. A mensagem foi reforçada com dados: a participação do
comércio global sob regras de nação mais favorecida caiu de 80% para 72%,
enquanto o Fundo Monetário Internacional estima que a fragmentação econômica
pode reduzir o PIB mundial em cerca de 7%. “Isso não é do interesse de nenhum
país”, disse.
Foi
apenas no terceiro momento do discurso que veio a contextualização mais ampla.
A fala ocorreu em 20 de janeiro de 2026, em Davos, num cenário internacional
marcado por tensões crescentes, conflitos regionais e pelo enfraquecimento das
instituições multilaterais. Nesse ambiente, a China optou por se apresentar
como defensora declarada da estabilidade econômica global e da cooperação
internacional, retomando ideias já expostas pelo presidente Xi Jinping em
discursos anteriores no mesmo fórum.
He
Lifeng recuperou a metáfora usada por Xi em 2017, quando o líder chinês afirmou
que tentar “canalizar as águas do oceano de volta para lagos isolados” era
impossível e contrário à história. A imagem voltou agora para criticar o
isolamento econômico, o fechamento de mercados e a tentativa de reverter a
globalização por meio de barreiras artificiais.
O
discurso insistiu que a globalização pode gerar distorções, mas que a resposta
não está no isolamento. “O caminho correto é encontrar soluções por meio do
diálogo”, afirmou. A China, segundo ele, defende uma globalização
“universalmente benéfica e inclusiva”, baseada na cooperação e na
complementaridade entre economias.
A
defesa do livre comércio apareceu de forma indissociável da defesa da paz. Ao
falar sobre o sistema internacional, He Lifeng afirmou que “as regras devem se
aplicar igualmente a todos” e que nenhum país pode se arrogar privilégios
apenas com base em sua força econômica ou militar. A crítica à “lei da selva”
foi acompanhada da defesa explícita da soberania nacional e do direito de cada
país escolher seu próprio caminho de desenvolvimento.
Nesse
ponto, o vice-primeiro-ministro reafirmou o compromisso da China com a
Organização Mundial do Comércio. Lembrou que o país vem cumprindo rigorosamente
suas obrigações desde a adesão e destacou uma decisão recente: a China anunciou
que não buscará novos tratamentos especiais ou diferenciados em negociações
futuras. O objetivo, segundo ele, é fortalecer a credibilidade do sistema
multilateral e ampliar a representatividade dos países do Sul Global.
Outro
tema central foi a rejeição à lógica da soma zero. Para He Lifeng,
desenvolvimento não é um jogo de “eu ganho, você perde”. “Fazer o bolo crescer
juntos é mais importante do que brigar por fatias”, afirmou. A China, disse
ele, não busca superávits comerciais permanentes e pretende se consolidar
também como um grande mercado consumidor, ampliando importações e oportunidades
para outros países.
Ao
abordar as relações entre China e Estados Unidos, o discurso adotou um tom
pragmático. He Lifeng reconheceu que houve tensões recentes, mas destacou que o
diálogo permitiu estabilizar a relação econômica bilateral. “Os fatos mostram
que a China e os Estados Unidos ganham com a cooperação e perdem com o
confronto”, afirmou, acrescentando que sempre haverá “mais soluções do que
problemas” quando há disposição para negociar em pé de igualdade.
No
campo interno, o vice-primeiro-ministro apresentou a China como fator de
estabilidade para a economia global. Destacou o crescimento médio anual de
cerca de 5,4% nos últimos cinco anos, a expansão da economia para mais de 140
trilhões de yuans e a contribuição de aproximadamente 30% para o crescimento
mundial. Lembrou ainda que o país importou mais de US$ 15 trilhões em bens e
serviços nesse período, reforçando a ideia de que o dinamismo chinês beneficia
outras economias.
O
discurso avançou também sobre inovação e clima. He Lifeng reafirmou as metas
chinesas de pico de emissões antes de 2030 e neutralidade de carbono até 2060,
destacando que o país construiu o maior sistema de energias renováveis do
mundo. Defendeu cooperação internacional em tecnologia, inteligência artificial
e transição energética, ressaltando que inovação exige colaboração, não
isolamento.
Ao
final, a mensagem foi direta: “A sabedoria de Davos está no diálogo, e o futuro
do mundo depende da cooperação”. Em um momento em que parte do debate
internacional é dominada por ameaças, sanções e discursos de força, a China
apresentou uma narrativa alternativa — baseada em regras, soberania, comércio
aberto e paz.
Um
discurso que passou relativamente despercebido, mas que ajuda a entender a
disputa de projetos em curso na ordem internacional.
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Aos 95 anos, historiador analisa China, EUA e a disputa
por uma nova ordem
A
história chinesa, segundo o historiador Wong Gong Wu, não pode ser vista como
um arquivo encerrado. Ela funciona, ainda hoje, como um guia político que
influencia decisões estratégicas e a forma como a sociedade chinesa interpreta
o mundo. Aos 95 anos, o professor — um dos mais respeitados especialistas em
história da China, radicado em Singapura — afirma que conceitos forjados ao
longo de séculos seguem no centro da política contemporânea do país.
As
reflexões foram apresentadas em entrevista ao canal do YouTube do apresentador
Max Chernov, no vídeo “95-year-old Professor on China, US and a New World
Order”. Ao longo da conversa, Wong percorre o colapso do império, a guerra
civil chinesa, a vitória comunista em 1949 e os desafios atuais envolvendo os
Estados Unidos, Taiwan, liberdade política e estabilidade global.
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A unidade como valor central da história chinesa
Para
Wong Gong Wu, a noção de unidade nacional é um dos pilares mais profundos da
tradição política chinesa. Ele sintetiza essa herança de forma direta: “Na
tradição chinesa, existe apenas uma China, assim como existe apenas um sol no
céu. Essa China precisa estar unida.” Na avaliação do historiador, a
experiência histórica associou a fragmentação ao caos, à pobreza e à violência,
enquanto a unificação passou a ser vista como condição para prosperidade e
segurança.
Ao
revisitar o início do século 20, Wong explica que, após a derrota para o Japão
em 1894, as elites chinesas passaram a temer o desaparecimento do próprio país.
A criação da República da China, inspirada em modelos europeus e
norte-americanos, não trouxe estabilidade. “A revolução política fracassou. O
que veio depois foi a divisão do país entre senhores da guerra, durante cerca
de 15 anos”, afirmou. Esse cenário, segundo ele, abriu caminho para a guerra
civil entre nacionalistas e comunistas, com apoio externo das grandes potências
da época.
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Dois modelos ocidentais e a busca pela modernização
O
historiador destaca que, naquele momento, os chineses enxergavam dois caminhos
distintos de modernização, ambos considerados “ocidentais”. “Para os chineses,
havia dois Ocidentes: o anglo-americano, ligado aos Estados Unidos, e o
socialista, representado pela União Soviética”, explicou. Nacionalistas e
comunistas, embora rivais, concordavam em um ponto: era necessário aprender com
o Ocidente para salvar a China.
Décadas
depois, essa lógica reapareceu durante a abertura econômica. Wong associa esse
processo a uma releitura do marxismo feita pela liderança chinesa. “O
capitalismo sabe criar riqueza. Não há nada de errado nisso. E só quando existe
riqueza é possível falar em socialismo, porque o socialismo redistribui o que
já foi criado”, afirmou. Para ele, a ideia de “socialismo com características
chinesas” surgiu como tentativa de combinar crescimento econômico, identidade
nacional e controle político.
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Liberdade política e o pacto pela estabilidade
Wong
reconhece que a China impõe limites claros à liberdade política, mas ressalta
que muitos cidadãos enxergam essa restrição de forma pragmática. “A principal
coisa que você não é livre para fazer é dizer o que quiser sobre política”,
afirmou. Segundo ele, críticas públicas à liderança, especialmente em redes
sociais, são rapidamente bloqueadas. “Você não pode dizer em público que não
gosta do presidente Xi Jinping, muito menos publicar isso”, acrescentou.
Ao
comparar com sistemas eleitorais do Ocidente, Wong questiona se a disputa
política permanente é, de fato, central para a vida da maioria das pessoas.
“Para muitos, eleições acabam parecendo um espetáculo, como assistir a um jogo
de futebol”, disse. Em contraste, ele afirma que a tradição chinesa valoriza um
Estado orientado pelo desempenho administrativo. “A ideia de bom governo, na
China, é a de um governo que cuida das pessoas, formado por dirigentes
treinados, avaliados pelo desempenho e promovidos pelo mérito.”
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Estados Unidos, polarização e Donald Trump
Ao
analisar o cenário político norte-americano, Wong afirma que a polarização
extrema compromete o funcionamento da democracia. Para ele, o sistema depende
de uma maioria moderada, capaz de negociar e construir consensos, algo que
estaria se perdendo. “Hoje quase não existe mais centro. Os lados se vêem como
inimigos”, observou.
Nesse
contexto, ele cita Donald Trump como um exemplo de liderança que prospera em
ambientes altamente polarizados. “Alguém como Trump pode chegar ao poder
dizendo o que quiser e fazendo o que quiser, porque não há moderação suficiente
para contê-lo”, afirmou. Segundo Wong, quando a política se reduz à lógica do
“vencedor leva tudo”, a democracia perde legitimidade e estabilidade.
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Intervenções externas e perda de credibilidade
Wong
também avalia que a imagem de liderança global dos Estados Unidos foi
enfraquecida por intervenções militares mal sucedidas. “Onde quer que os
Estados Unidos tenham intervindo, os resultados foram ruins”, disse, citando
conflitos no Oriente Médio e no Norte da África. Para ele, essas ações minaram
a confiança internacional e também a autoconfiança da própria sociedade
norte-americana.
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China e EUA: competir sem guerra
Apesar
das tensões, o historiador diz acreditar que um confronto militar direto não é
o objetivo de nenhum dos lados. “Tenho razões para acreditar que tanto os
Estados Unidos quanto a China querem evitar uma guerra a qualquer custo”,
afirmou. A alternativa, segundo ele, é a disputa econômica e tecnológica. “Se
não houver guerra, a competição vai ocorrer na economia, na ciência e na
tecnologia”, explicou, apontando esse caminho como menos destrutivo para a
ordem global.
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Taiwan e o risco da escalada
Sobre
Taiwan, Wong afirma não acreditar que Pequim deseje resolver a questão pela
força. “Não acho que a China queira tomar Taiwan militarmente, porque isso
significaria matar muitos chineses”, disse. Para ele, a principal preocupação
de Pequim é estratégica: “O que a China quer é garantir que Taiwan não seja
usada como base para atacar o território continental.”
O
historiador considera possível manter o status quo por longo tempo, desde que
não haja iniciativas externas que tratem Taiwan como um Estado independente.
“Gestos que dão a impressão de que Taiwan é um país separado são vistos como
provocações”, alertou.
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Identidade, fronteiras e legado
No
plano mais filosófico, Wong relativiza o peso das fronteiras nacionais. “Não
vejo as fronteiras como algo sagrado. Elas são uma definição legal, não tudo
aquilo que somos”, afirmou. Para ele, identidades são múltiplas e mutáveis, e a
ideia de lealdade absoluta a uma única identidade nacional é um conceito
moderno, associado a conflitos e guerras.
Ao
final, o historiador reflete sobre a própria vida e o sentido do conhecimento.
“Você não pode levar nada com você”, disse. E completou: “O mais importante foi
aprender, reconhecer erros e transmitir o que aprendi. Se isso ajudou outras
pessoas, então valeu a pena.”
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A China diante do caos e de Taiwan. Por Elias Jabbour
O
presidente chinês Xi Jinping em sua mensagem de final de ano lançou uma frase
muito objetiva e que, mesmo para o senso comum diplomático, pode ter passado
despercebido: “A tendência histórica de reunificação da pátria é irreversível”.
O presidente claramente estava se referindo a Taiwan. Qual a grande novidade
semiótica deste pronunciamento? Simples sem ser simplista: a noção de
unificação pacífica desapareceu do léxico colocando em seu lugar a nada sutil
expressão de “tendência histórica”.
A
tradução de “tendência história” deve ser a mais clara possível. Trata-se de um
processo cuja nenhuma ação humana seja capaz de conter. Da mesma forma que as
leis da natureza impõe regularidades que dão o ritmo das mudanças no meio
natural. Na prática, nem as ações de outras potências – notadamente os Estados
Unidos – poderão conter esse processo. Processe este que já não poderá ser
pacífico como outrora e sim de acordo com as necessidades colocadas pela
própria história. Inclui-se a guerra propriamente dita.
De um
ponto de vista particular, para o lado chinês, o melhor cenário é o da
manutenção do atual status quo com a ilha mantendo seus
símbolos, moeda e sistema, porém sem declarar independência. Porém, o cenário
muda ao longo das duas últimas décadas na mesma proporção em que as forças de
oposição ao Kuomintang acumulam forças e alcançam o poder central da ilha em
linha com a direita mais inconsequente dos EUA que podem ser localizadas tanto
dentro dos Partido Democrata quando no Partido Republicano.
Vejamos,
ao mesmo tempo em que Donald Trump desautoriza a primeira-ministra japonesa a
provocar abertamente a China usando-se da questão de Taiwan como meio, os
Estados Unidos venderam um pacote de US$ 12 bilhões em armas à província.
Tratou-se de uma provocação aberta aos chineses que, por sua vez, responderam
com sanções contra cerca de 20 empresas de defesa dos EUA edez altos executivos
ligados às vendas de armas. Ao lado destas medidas, exercícios militares na
região foram retomados em clara demonstração de força e das capacidades do
continente em cercar e bloquear a ilha.
Porém,
ficam duas questões mais estratégicas. Como a China se preparou, e se prepara,
para o caos global tendo em vista seus interesses em Taiwan e no mar do Sul da
China? E como o país trabalha diante de um “acordão” com os Estados Unidos?
A
segunda questão é menos complexa, pois demanda um exercício de lógica formal
simples para uma conclusão. Os EUA não são um país confiável, mesmo acenando
para um recuo às outrora “áreas de influência”, o que deixaria a China com
liberdade de ação em seu entorno. Perguntemos. Tendo em vista que o grande
interesse estratégico estadunidense é deter a China, o que demanda desgastá-la,
qual o sentido de “abandonar” Taiwan e o mar do Sul da China? Respondo: nenhum.
Já a
primeira questão tem mais alto grau de complexidade. O caos. Ainda precisamos
encontrar uma dialética que nos entregue a relação entre a atual doutrina de
política externa do país, o “Corolário Trump” e a estratégia global de uma
potência decadente que necessita do caos enquanto forma de governança em um
mundo em intensa transformação e com bases materiais muito diferentes da
“retomada da hegemonia” nos anos de 1980 com Ronald Reagan.
Traduzindo,
a China de hoje é completamente diferente da então União Soviética e o próprio
Japão. No limite, os EUA nunca aceitarão sua superação. E nisso Taiwan é ainda
um grande ativo em suas mãos como forma de conter e desgastar a China.
A China
diante desse cenário opera em várias frentes e em nenhuma delas o trabalho
deu-se início agora ou recentemente. O próprio projeto de modernização iniciado
em 1978 foi uma resposta à demanda histórica de reunificação do país via
criação de uma zona de convergência econômica entre o continente e Hong-Kong,
Macau e Taiwan enquanto base do conceito de “um país, dois sistemas”.
O
resultado é uma dependência econômica de Taiwan em relação ao continente nada
pequena: quase um terço das exportações de Taiwan vai para a China, e
cerca de um quinto das suas importações vêm do continente – o que faz de
China/Hong Kong o parceiro econômico mais importante do ponto de vista do
comércio. Do ponto de vista econômico e comercial, Taiwan já foi absorvida pela
China. E isso é fundamental.
Militarmente,
a expansão dos gastos chineses no setor é uma necessidade tanto histórica
quanto de um entorno regional cada vez mais instável, incluindo a própria
dinâmica taiwanesa. Entre 2019 e 2025 o orçamento militar oficial da China tem
crescido todos os anos a taxas médias de 6,9%. Suas capacidades de dissuasão e
coerção tem-se elevado em grande proporção, ainda que uma ocupação militar da
província ainda não seja uma opção imediata.
O mais
importante nesse ponto é a já citada e demonstrada capacidade chinesa em isolar
Taiwan por mar, ar e terra. O país já conta com três porta-aviões, muito
distante dos EUA ainda, mas o recém-lançado Fujian é capaz de rivalizar com o
USS Gerald R.
A
elevação da pressão psicológica aliada a crescentes gastos e presença militar
ao redor da ilha tem sido altamente funcional para, ao menos por enquanto,
manter o atual status quo. Ao que tudo indica, a mudança semiótica conforme
notada no discurso de ano novo e Xi Jinping esteja em conformidade com a
oficialização do caos enquanto instrumento de governança mundial.
As
coisas não tendem a parar por aí. O consenso entre especialistas ocidentais é
que em 2027 o continente esteja pronto para uma tomada militar total da
“província rebelde”.
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Chancelaria chinesa: China e Estados Unidos se prejudicam
quando brigam
O
porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou
durante uma coletiva de imprensa, que, no ano passado, as relações entre a
China e os Estados Unidos passaram por altos e baixos e mantiveram, de modo
geral, uma estabilidade dinâmica, não apenas em consonância com os interesses
comuns dos povos dos dois lados, mas também em linha com as expectativas comuns
da comunidade internacional.
Segundo
ele, o desenvolvimento das relações entre Beijing e Washington comprovou mais
uma vez que, quando cooperam, ambos se beneficiam; quando brigam, ambos se
prejudicam. A China e os Estados Unidos devem explorar e encontrar um modo
correto de convivência, com base na igualdade, no respeito e no benefício
recíproco.
A China
está disposta a promover, junto com os Estados Unidos, o desenvolvimento
estável das relações bilaterais, ao mesmo tempo em que defende firmemente os
próprios interesses de soberania, segurança e desenvolvimento, disse o
porta-voz.
Fonte:
Brasil 247/A Terra é Redonda

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