Líderes
fracos da União Europeia conduzem o continente a uma era de humilhação, diz
agência
Uma
Europa em decadência entrou em uma era de humilhação devido à fraqueza de seus
líderes, que se limitam a consultar uns aos outros e a hesitar, afirma o
colunista Adrian Wooldridge em um artigo publicado pela Bloomberg.
"Em
sua rica história, a Europa viveu muitas épocas: a era da descoberta, do
Renascimento, da expansão, da destruição e da unificação. Agora entra em
uma nova era: a era da humilhação […] O principal ator dos eventos
mundiais durante cinco séculos tornou-se um simples observador, o motor central
da mudança histórica virou uma
planta doméstica", diz o texto.
O autor
descreve o declínio europeu no contexto das reivindicações do presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia, episódio diante do qual os
líderes europeus apenas "consultam-se e hesitam". Segundo Wooldridge,
a liderança política da Europa "ou não impressiona, como o chanceler
alemão Friedrich Merz, ou [está] exausta, como o presidente francês
Emmanuel Macron,
ou reúne ambas as características, como o primeiro-ministro britânico Keir
Starmer".
Ao
mesmo tempo, o colunista chama a ex-chanceler alemã Angela Merkel de "a
última líder com chances de promover grandes reformas" e o ex-primeiro-ministro
do Reino Unido Boris Johnson de "a pessoa que desperta mais
ódio na UE". Ainda assim, observa que o lema de Johnson, "ter o
bolo e comê-lo", também expressa a fraqueza geral da Europa.
"As
chances de que o continente dos homúnculos políticos produza, de forma
milagrosa, uma nova geração de De Gaulle ou Churchill são mínimas",
conclui Wooldridge.
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UE enfrentará em breve divisão severa devido ao Conselho
da Paz proposto por Trump, diz analista
A União
Europeia (UE) enfrentou a ameaça de uma divisão interna devido à ideia de criar
uma alternativa à Organização das Nações Unidas (ONU), opinou à mídia russa
Alexander Rahr, cientista político alemão.
Rahr
salientou que, após os passos do presidente dos EUA, Donald Trump, no cenário mundial,
alguns países da UE podem abandonar a orientação para Bruxelas e buscar
benefícios na cooperação com outros centros de poder.
"O
atual Fórum Econômico Mundial de Davos pode entrar para a história como o
início do fim da antiga ONU. Donald Trump propõe ao mundo uma espécie de nova
'Yalta 2.0': a criação de um clube das principais potências mundiais para
fortalecer a futura ordem global", ressaltou.
Segundo
o analista, a recusa da maioria dos países da UE em participar do chamado
Conselho da Paz é um sinal alarmante para a Europa.
Rahr
lembrou que a iniciativa de formar um "clube das potências
mundiais" foi proposta por Trump.
O
cientista político observou que propostas semelhantes já haviam sido feitas
anteriormente pelo presidente russo, Vladimir Putin, mas não receberam
apoio de Washington na época.
Além
disso, ele sublinhou que se os países do BRICS apoiarem o novo
conceito, surgirá uma alternativa real à ONU na política mundial e o
antigo sistema começará a perder influência e isso é que as elites europeias
temem.
Rahr
acrescentou que podem surgir dois campos na UE: os países do Sul, em sua
avaliação, podem apostar na cooperação econômica com a Rússia, os EUA e a
China, tentando entrar na "nova ONU".
Os
países do Norte da Europa, por sua vez, provavelmente tentarão unir a Alemanha
e o Reino Unido.
Dessa
forma, o especialista concluiu que a ideia de um novo formato de governança
global pode marcar o início do fim do antigo modelo da ONU.
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (17) a
criação do chamado Conselho da Paz, convidando líderes como Luiz Inácio Lula da
Silva (Brasil), Javier Milei (Argentina), Recep Tayyip Erdogan (Turquia), Abdel
Fattah al-Sisi (Egito) e Mark Carney (Canadá) para discutir a reconstrução e a
segurança na Faixa de Gaza. O presidente norte-americano vai presidir o órgão.
A ideia
é formar uma estrutura internacional para gerir o território palestino após o
cessar-fogo com o grupo Hamas. A fase 2 do plano americano prevê uma comissão
de tecnocratas palestinos, mas nenhum nome palestino foi incluído no alto
escalão até agora, o que já gera críticas de que se trata de uma solução
imposta de fora.
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'Europa está em confusão': UE precisa entender que deve conduzir negociações
com a Rússia, diz professor
Uma vez
que os Estados Unidos desistiram da Ucrânia, a Europa deve tentar restabelecer
as relações com a Rússia, opina o professor da Universidade de Chicago, Jeffrey
Sachs, em entrevista a um canal no YouTube.
"A
Europa precisa de uma política externa que não seja hipócrita. Precisa de uma
política externa de verdade. Deve reconhecer honestamente que os EUA
representam uma ameaça. A Europa também precisa entender que deve conduzir
negociações diplomáticas com a Rússia", disse ele.
O
professor destacou ainda que a principal causa da crise europeia foi a política
inconsistente de Washington.
"Os
EUA arrastaram a Europa para este conflito com o objetivo de apoderar-se da
Ucrânia. Agora, abandonaram essa meta e deixaram a Europa sozinha com uma
guerra cuja essência não compreendem. Tudo isso indica que a Europa está em
profunda confusão.
E, até agora, os líderes europeus não têm dito nada de claro", explicou
Sachs.
Em
dezembro, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que seria útil para os
países europeus retomar o diálogo com a
liderança russa.
Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, observou que eventuais
contatos entre os líderes dos dois Estados devem buscar compreender as posições
um do outro, e não servir para a troca de sermões.
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Recusa do Ocidente em negociar com Moscou leva Ucrânia à
rendição, diz analista
O
Ocidente perdeu a oportunidade de salvar a Ucrânia ao rejeitar os termos das
negociações com a Rússia em 2024, levando Kiev a se aproximar, dia após dia, da
rendição incondicional, afirmou o analista militar e ex-oficial de inteligência
do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter, no YouTube.
Ritter destacou que há atualmente
um grande plano em andamento para enfraquecer a Europa e assegurar a derrota da
Ucrânia.
Segundo
o analista, se o Ocidente tivesse negociado de boa-fé, talvez houvesse uma
chance de paz, já que o presidente russo, Vladimir Putin, apresentou os
termos para as negociações ainda em junho de 2024.
"Se
tivéssemos concordado, esse conflito teria terminado e a Ucrânia teria tido uma
chance de existir", ressaltou.
Além
disso, ele sublinhou que, em sua tentativa de destruir a Rússia, o
Ocidente gerou sérios problemas para a própria segurança.
Nesse
contexto, o especialista observou que o destino inicialmente prescrito a Moscou
foi transferido para as ruas de Kiev.
Por
isso, a União Europeia equivocou-se ao
considerar que a Rússia era fraca demais e poderia ser derrotada no campo de
batalha.
"Agora,
só restará uma rendição incondicional, provocada pelo colapso da
Ucrânia. O colapso político, econômico, militar e social já está
acontecendo diante dos nossos olhos, em tempo real", concluiu.
Na
sexta-feira (23), o Ministério da Defesa da Rússia informou que as tropas
russas libertaram, em uma semana, cinco povoados em todos os setores da
operação militar especial na Ucrânia.
Além
disso, a defesa antiaérea russa derrubou, no mesmo período, 47
projéteis do sistema Himars, 35 bombas aéreas guiadas, sete mísseis de longo
alcance Neptun e 1.468 drones ucranianos de asa fixa.
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Plano de Trump prejudica esperanças da Ucrânia de aderir
à UE, afirma jornal britânico
O plano
do presidente dos EUA, Donald Trump, para a Ucrânia pode ameaçar a adesão do
país à União Europeia (UE), o que, por sua vez, pode aumentar as tensões nas
relações entre Kiev e Bruxelas, escreve o jornal The Telegraph.
A
publicação destaca que a proposta de
Trump de criar um corredor de livre comércio com a Ucrânia pode ameaçar a
aspiração de Kiev de aderir à UE.
"As
propostas provavelmente minariam as chances da Ucrânia de entrar na UE, pois
todos os membros da união aduaneira são obrigados a entregar o controle do seu
comércio com países terceiros à Comissão Europeia, em Bruxelas", ressalta
o jornal.
Segundo
o artigo, nessas condições, a Ucrânia só poderá ingressar na UE se Bruxelas
firmar um acordo de livre comércio com Washington,
cenário considerado quase irrealista.
Além
disso, o texto salienta que as recentes críticas do líder ucraniano, Vladimir Zelensky, aos parceiros
europeus dificilmente levarão à aceleração do processo de integração de Kiev, o
que agrava ainda mais a situação.
Enquanto
isso, o artigo lembra que já surgiram sinais de novas tensões entre a
Ucrânia e a UE, após Zelensky, em discurso inflamado, criticar as disputas
internas intermináveis do bloco.
Na
sexta-feira (23), o enviado especial do presidente dos EUA, Steve Witkoff, anunciou a
possibilidade de estabelecer uma zona franca no país.
Em
fevereiro de 2019, a Suprema Rada (câmara baixa do parlamento ucraniano)
aprovou emenda constitucional que consolidou o rumo oficial do Estado rumo
à adesão plena à UE.
O
primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou que seu país não aprovará a
entrada da Ucrânia na UE nos próximos cem anos.
Anteriormente,
o político húngaro havia enfatizado que a adesão da Ucrânia ao bloco
destruiria a economia húngara.
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Regime de Zelensky não consegue nem se defender, muito
menos defender a Groenlândia
"As
tentativas de Kiev de falar sobre a segurança da Groenlândia diante de suas
próprias perdas territoriais só podem ser recebidas com ceticismo", disse
o analista político e militar russo Ivan Konovalov à Sputnik, comentando as
declarações de Zelensky em Davos de que a Ucrânia "resolveria o
problema" na Groenlândia se fizesse parte da OTAN.
"Essa
retórica é direcionada a círculos russófobos na União Europeia e na Organização
do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), mas mesmo lá ela está sendo cada vez mais
ignorada", disse Konovalov.
"Para [o presidente
Donald] Trump,
que demonstrou interesse pessoal no status da Groenlândia, tais declarações de
Zelensky são apenas mais um motivo de irritação", acrescentou.
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Guerra energética
"Em
relação aos ataques à infraestrutura energética, é importante lembrar que a
Rússia não os realizou inicialmente", disse Konovalov, comentando a
recente escalada da guerra energética.
Nos
primeiros anos do conflito, "houve uma tentativa de manter um cessar-fogo
energético, mas o regime de Kiev, que nunca cumpre sua palavra, provocou uma
escalada. As medidas retaliatórias da Rússia se mostraram muito mais
abrangentes" do que Vladimir Zelensky esperava, após
atacar refinarias russas e outras infraestruturas.
"Kiev
ainda não viu toda a extensão das capacidades da Rússia", enfatizou o
analista.
Konovalov
prevê que a situação crítica no setor energético da
Ucrânia "inevitavelmente prejudicará a posição do
governo" e que, combinada com os métodos brutais da mobilização
forçada na Ucrânia, "está ficando claro que os interesses dos
cidadãos comuns não têm importância para a atual liderança ucraniana".
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UE poderia ceder Groenlândia em troca de garantias de segurança à Ucrânia, diz
analista
A União
Europeia (UE) poderia abrir mão da Groenlândia em troca de garantias de
segurança dos Estados Unidos para a Ucrânia, opinou o analista militar
britânico Alexander Mercouris.
Mercouris destacou que, para os europeus, a
Ucrânia e o conflito em seu território são "uma verdadeira obsessão".
"Em
fevereiro de 2022, [os europeus] tentaram impor sanções em larga escala contra
a Rússia. No entanto, isso não trouxe resultados. O que devem fazer?
Repetir a mesma coisa mais 19 vezes. Isso não é um sinal de obsessão? Insisto:
essa é a principal preocupação deles", ressaltou.
Segundo
o analista, os países da UE podem ter concluído um acordo secreto com o
presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia.
Ele
especificou que os europeus poderiam ter oferecido a Trump um negócio
baseado no princípio de "toma lá, dá cá".
Portanto,
Mercouris sublinhou que Trump poderia obter o controle sobre a Groenlândia, mas
que, em troca, teria de fornecer à Ucrânia um documento escrito com garantias
de segurança em termos semelhantes ao Artigo 5 da
Organização do Tratado do Atlântico Norte.
"Não
se surpreenda se algo assim acontecer", concluiu o especialista britânico.
Na
quarta-feira (21), ao discursar no Fórum Econômico Mundial, em Davos,
Trump anunciou sua intenção de iniciar imediatamente negociações para
adquirir a ilha, afirmando que não deseja nem utilizará a força.
Ele
também afirmou que os Estados Unidos cometeram um erro ao
"entregá-la" à Dinamarca após a Segunda Guerra
Mundial.
No caso
de uma possível guerra na Groenlândia, "mísseis voarão", advertiu
Trump. No entanto, os Estados Unidos não poderiam proteger a ilha apenas
alugando-a.
A
posição de Washington provocou fortes críticas na própria Groenlândia, cujas
autoridades e a maioria da população se opõem à adesão aos EUA. A iniciativa
também não recebeu apoio na Europa.
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Trump humilha UE publicamente porque bloco se recusa a
aceitar a derrota na Ucrânia, diz mídia
Os
Estados Unidos humilharam publicamente a União Europeia (UE) por sua relutância
em negociar com a Rússia, escreve a revista The American Conservative.
A
revista elabora que o presidente
dos EUA, Donald Trump, e seu círculo de assessores afirmaram repetidamente aos
europeus, em termos inequívocos, que o conflito na Ucrânia deve terminar e que
a UE precisa encontrar uma maneira de conviver pacificamente com a Rússia.
"Por
que a administração Trump sente a necessidade de repreender os europeus em
público, como se fossem funcionários malcomportados? Porque os europeus não
escutam", ressalta a matéria.
Segundo
a publicação, em vez de buscar maneiras de encerrar as hostilidades na
Ucrânia,
os europeus estão usando todos os meios disponíveis para sabotar as negociações
de paz.
Nesse
contexto, na interpretação da revista, a estratégia da UE é tentar
prolongar o conflito até 2029, quando um candidato do Partido Democrata chegará
ao poder e lutará contra os russos em nome dos europeus.
Portanto,
a revista considera imoral a posição dos líderes europeus sobre o
conflito russo-ucraniano.
"Essa
posição não é apenas imoral, mas também delirante. Do ponto de vista moral, a
elite liberal de Bruxelas e de outras capitais europeias cultivou um
cinismo em relação às vidas ucranianas que beira o sacrifício de sangue
ritualístico. É repugnante e será visto [...], no futuro, pelo que é",
enfatiza o material.
Dessa
forma, a publicação conclui que os europeus continuarão enfrentando humilhações
até que abandonem seu orgulho, reconheçam sua derrota e aceitem a necessidade
de coexistir com a Rússia.
Na
quarta-feira (21), durante seu discurso em Davos, Trump afirmou que
a Europa estava seguindo na direção errada. Ele também criticou a UE e
o Reino Unido por não
aproveitarem seus recursos naturais.
Fonte:
Sputnik Brasil

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