quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Líderes fracos da União Europeia conduzem o continente a uma era de humilhação, diz agência

Uma Europa em decadência entrou em uma era de humilhação devido à fraqueza de seus líderes, que se limitam a consultar uns aos outros e a hesitar, afirma o colunista Adrian Wooldridge em um artigo publicado pela Bloomberg.

"Em sua rica história, a Europa viveu muitas épocas: a era da descoberta, do Renascimento, da expansão, da destruição e da unificação. Agora entra em uma nova era: a era da humilhação […] O principal ator dos eventos mundiais durante cinco séculos tornou-se um simples observador, o motor central da mudança histórica virou uma planta doméstica", diz o texto.

O autor descreve o declínio europeu no contexto das reivindicações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia, episódio diante do qual os líderes europeus apenas "consultam-se e hesitam". Segundo Wooldridge, a liderança política da Europa "ou não impressiona, como o chanceler alemão Friedrich Merz, ou [está] exausta, como o presidente francês Emmanuel Macron, ou reúne ambas as características, como o primeiro-ministro britânico Keir Starmer".

Ao mesmo tempo, o colunista chama a ex-chanceler alemã Angela Merkel de "a última líder com chances de promover grandes reformas" e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson de "a pessoa que desperta mais ódio na UE". Ainda assim, observa que o lema de Johnson, "ter o bolo e comê-lo", também expressa a fraqueza geral da Europa.

"As chances de que o continente dos homúnculos políticos produza, de forma milagrosa, uma nova geração de De Gaulle ou Churchill são mínimas", conclui Wooldridge.

¨      UE enfrentará em breve divisão severa devido ao Conselho da Paz proposto por Trump, diz analista

A União Europeia (UE) enfrentou a ameaça de uma divisão interna devido à ideia de criar uma alternativa à Organização das Nações Unidas (ONU), opinou à mídia russa Alexander Rahr, cientista político alemão.

Rahr salientou que, após os passos do presidente dos EUA, Donald Trump, no cenário mundial, alguns países da UE podem abandonar a orientação para Bruxelas e buscar benefícios na cooperação com outros centros de poder.

"O atual Fórum Econômico Mundial de Davos pode entrar para a história como o início do fim da antiga ONU. Donald Trump propõe ao mundo uma espécie de nova 'Yalta 2.0': a criação de um clube das principais potências mundiais para fortalecer a futura ordem global", ressaltou.

Segundo o analista, a recusa da maioria dos países da UE em participar do chamado Conselho da Paz é um sinal alarmante para a Europa.

Rahr lembrou que a iniciativa de formar um "clube das potências mundiais" foi proposta por Trump.

O cientista político observou que propostas semelhantes já haviam sido feitas anteriormente pelo presidente russo, Vladimir Putin, mas não receberam apoio de Washington na época.

Além disso, ele sublinhou que se os países do BRICS apoiarem o novo conceito, surgirá uma alternativa real à ONU na política mundial e o antigo sistema começará a perder influência e isso é que as elites europeias temem.

Rahr acrescentou que podem surgir dois campos na UE: os países do Sul, em sua avaliação, podem apostar na cooperação econômica com a Rússia, os EUA e a China, tentando entrar na "nova ONU".

Os países do Norte da Europa, por sua vez, provavelmente tentarão unir a Alemanha e o Reino Unido.

Dessa forma, o especialista concluiu que a ideia de um novo formato de governança global pode marcar o início do fim do antigo modelo da ONU.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (17) a criação do chamado Conselho da Paz, convidando líderes como Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Javier Milei (Argentina), Recep Tayyip Erdogan (Turquia), Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e Mark Carney (Canadá) para discutir a reconstrução e a segurança na Faixa de Gaza. O presidente norte-americano vai presidir o órgão.

A ideia é formar uma estrutura internacional para gerir o território palestino após o cessar-fogo com o grupo Hamas. A fase 2 do plano americano prevê uma comissão de tecnocratas palestinos, mas nenhum nome palestino foi incluído no alto escalão até agora, o que já gera críticas de que se trata de uma solução imposta de fora.

<><> 'Europa está em confusão': UE precisa entender que deve conduzir negociações com a Rússia, diz professor

Uma vez que os Estados Unidos desistiram da Ucrânia, a Europa deve tentar restabelecer as relações com a Rússia, opina o professor da Universidade de Chicago, Jeffrey Sachs, em entrevista a um canal no YouTube.

"A Europa precisa de uma política externa que não seja hipócrita. Precisa de uma política externa de verdade. Deve reconhecer honestamente que os EUA representam uma ameaça. A Europa também precisa entender que deve conduzir negociações diplomáticas com a Rússia", disse ele.

O professor destacou ainda que a principal causa da crise europeia foi a política inconsistente de Washington.

"Os EUA arrastaram a Europa para este conflito com o objetivo de apoderar-se da Ucrânia. Agora, abandonaram essa meta e deixaram a Europa sozinha com uma guerra cuja essência não compreendem. Tudo isso indica que a Europa está em profunda confusão. E, até agora, os líderes europeus não têm dito nada de claro", explicou Sachs.

Em dezembro, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que seria útil para os países europeus retomar o diálogo com a liderança russa. Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, observou que eventuais contatos entre os líderes dos dois Estados devem buscar compreender as posições um do outro, e não servir para a troca de sermões.

¨      Recusa do Ocidente em negociar com Moscou leva Ucrânia à rendição, diz analista

O Ocidente perdeu a oportunidade de salvar a Ucrânia ao rejeitar os termos das negociações com a Rússia em 2024, levando Kiev a se aproximar, dia após dia, da rendição incondicional, afirmou o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter, no YouTube.

Ritter destacou que há atualmente um grande plano em andamento para enfraquecer a Europa e assegurar a derrota da Ucrânia.

Segundo o analista, se o Ocidente tivesse negociado de boa-fé, talvez houvesse uma chance de paz, já que o presidente russo, Vladimir Putin, apresentou os termos para as negociações ainda em junho de 2024.

"Se tivéssemos concordado, esse conflito teria terminado e a Ucrânia teria tido uma chance de existir", ressaltou.

Além disso, ele sublinhou que, em sua tentativa de destruir a Rússia, o Ocidente gerou sérios problemas para a própria segurança.

Nesse contexto, o especialista observou que o destino inicialmente prescrito a Moscou foi transferido para as ruas de Kiev.

Por isso, a União Europeia equivocou-se ao considerar que a Rússia era fraca demais e poderia ser derrotada no campo de batalha.

"Agora, só restará uma rendição incondicional, provocada pelo colapso da Ucrânia. O colapso político, econômico, militar e social já está acontecendo diante dos nossos olhos, em tempo real", concluiu.

Na sexta-feira (23), o Ministério da Defesa da Rússia informou que as tropas russas libertaram, em uma semana, cinco povoados em todos os setores da operação militar especial na Ucrânia.

Além disso, a defesa antiaérea russa derrubou, no mesmo período, 47 projéteis do sistema Himars, 35 bombas aéreas guiadas, sete mísseis de longo alcance Neptun e 1.468 drones ucranianos de asa fixa.

¨      Plano de Trump prejudica esperanças da Ucrânia de aderir à UE, afirma jornal britânico

O plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para a Ucrânia pode ameaçar a adesão do país à União Europeia (UE), o que, por sua vez, pode aumentar as tensões nas relações entre Kiev e Bruxelas, escreve o jornal The Telegraph.

A publicação destaca que a proposta de Trump de criar um corredor de livre comércio com a Ucrânia pode ameaçar a aspiração de Kiev de aderir à UE.

"As propostas provavelmente minariam as chances da Ucrânia de entrar na UE, pois todos os membros da união aduaneira são obrigados a entregar o controle do seu comércio com países terceiros à Comissão Europeia, em Bruxelas", ressalta o jornal.

Segundo o artigo, nessas condições, a Ucrânia só poderá ingressar na UE se Bruxelas firmar um acordo de livre comércio com Washington, cenário considerado quase irrealista.

Além disso, o texto salienta que as recentes críticas do líder ucraniano, Vladimir Zelensky, aos parceiros europeus dificilmente levarão à aceleração do processo de integração de Kiev, o que agrava ainda mais a situação.

Enquanto isso, o artigo lembra que já surgiram sinais de novas tensões entre a Ucrânia e a UE, após Zelensky, em discurso inflamado, criticar as disputas internas intermináveis do bloco.

Na sexta-feira (23), o enviado especial do presidente dos EUA, Steve Witkoff, anunciou a possibilidade de estabelecer uma zona franca no país.

Em fevereiro de 2019, a Suprema Rada (câmara baixa do parlamento ucraniano) aprovou emenda constitucional que consolidou o rumo oficial do Estado rumo à adesão plena à UE.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou que seu país não aprovará a entrada da Ucrânia na UE nos próximos cem anos.

Anteriormente, o político húngaro havia enfatizado que a adesão da Ucrânia ao bloco destruiria a economia húngara.

¨      Regime de Zelensky não consegue nem se defender, muito menos defender a Groenlândia

"As tentativas de Kiev de falar sobre a segurança da Groenlândia diante de suas próprias perdas territoriais só podem ser recebidas com ceticismo", disse o analista político e militar russo Ivan Konovalov à Sputnik, comentando as declarações de Zelensky em Davos de que a Ucrânia "resolveria o problema" na Groenlândia se fizesse parte da OTAN.

"Essa retórica é direcionada a círculos russófobos na União Europeia e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), mas mesmo lá ela está sendo cada vez mais ignorada", disse Konovalov.

"Para [o presidente Donald] Trump, que demonstrou interesse pessoal no status da Groenlândia, tais declarações de Zelensky são apenas mais um motivo de irritação", acrescentou.

<><> Guerra energética

"Em relação aos ataques à infraestrutura energética, é importante lembrar que a Rússia não os realizou inicialmente", disse Konovalov, comentando a recente escalada da guerra energética.

Nos primeiros anos do conflito, "houve uma tentativa de manter um cessar-fogo energético, mas o regime de Kiev, que nunca cumpre sua palavra, provocou uma escalada. As medidas retaliatórias da Rússia se mostraram muito mais abrangentes" do que Vladimir Zelensky esperava, após atacar refinarias russas e outras infraestruturas.

"Kiev ainda não viu toda a extensão das capacidades da Rússia", enfatizou o analista.

Konovalov prevê que a situação crítica no setor energético da Ucrânia "inevitavelmente prejudicará a posição do governo" e que, combinada com os métodos brutais da mobilização forçada na Ucrânia, "está ficando claro que os interesses dos cidadãos comuns não têm importância para a atual liderança ucraniana".

<><> UE poderia ceder Groenlândia em troca de garantias de segurança à Ucrânia, diz analista

A União Europeia (UE) poderia abrir mão da Groenlândia em troca de garantias de segurança dos Estados Unidos para a Ucrânia, opinou o analista militar britânico Alexander Mercouris. 

Mercouris destacou que, para os europeus, a Ucrânia e o conflito em seu território são "uma verdadeira obsessão".

"Em fevereiro de 2022, [os europeus] tentaram impor sanções em larga escala contra a Rússia. No entanto, isso não trouxe resultados. O que devem fazer? Repetir a mesma coisa mais 19 vezes. Isso não é um sinal de obsessão? Insisto: essa é a principal preocupação deles", ressaltou.

Segundo o analista, os países da UE podem ter concluído um acordo secreto com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia.

Ele especificou que os europeus poderiam ter oferecido a Trump um negócio baseado no princípio de "toma lá, dá cá".

Portanto, Mercouris sublinhou que Trump poderia obter o controle sobre a Groenlândia, mas que, em troca, teria de fornecer à Ucrânia um documento escrito com garantias de segurança em termos semelhantes ao Artigo 5 da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

"Não se surpreenda se algo assim acontecer", concluiu o especialista britânico.

Na quarta-feira (21), ao discursar no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump anunciou sua intenção de iniciar imediatamente negociações para adquirir a ilha, afirmando que não deseja nem utilizará a força.

Ele também afirmou que os Estados Unidos cometeram um erro ao "entregá-la" à Dinamarca após a Segunda Guerra Mundial.

No caso de uma possível guerra na Groenlândia, "mísseis voarão", advertiu Trump. No entanto, os Estados Unidos não poderiam proteger a ilha apenas alugando-a.

A posição de Washington provocou fortes críticas na própria Groenlândia, cujas autoridades e a maioria da população se opõem à adesão aos EUA. A iniciativa também não recebeu apoio na Europa.

¨      Trump humilha UE publicamente porque bloco se recusa a aceitar a derrota na Ucrânia, diz mídia

Os Estados Unidos humilharam publicamente a União Europeia (UE) por sua relutância em negociar com a Rússia, escreve a revista The American Conservative.

A revista elabora que o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu círculo de assessores afirmaram repetidamente aos europeus, em termos inequívocos, que o conflito na Ucrânia deve terminar e que a UE precisa encontrar uma maneira de conviver pacificamente com a Rússia.

"Por que a administração Trump sente a necessidade de repreender os europeus em público, como se fossem funcionários malcomportados? Porque os europeus não escutam", ressalta a matéria.

Segundo a publicação, em vez de buscar maneiras de encerrar as hostilidades na Ucrânia, os europeus estão usando todos os meios disponíveis para sabotar as negociações de paz.

Nesse contexto, na interpretação da revista, a estratégia da UE é tentar prolongar o conflito até 2029, quando um candidato do Partido Democrata chegará ao poder e lutará contra os russos em nome dos europeus.

Portanto, a revista considera imoral a posição dos líderes europeus sobre o conflito russo-ucraniano.

"Essa posição não é apenas imoral, mas também delirante. Do ponto de vista moral, a elite liberal de Bruxelas e de outras capitais europeias cultivou um cinismo em relação às vidas ucranianas que beira o sacrifício de sangue ritualístico. É repugnante e será visto [...], no futuro, pelo que é", enfatiza o material.

Dessa forma, a publicação conclui que os europeus continuarão enfrentando humilhações até que abandonem seu orgulho, reconheçam sua derrota e aceitem a necessidade de coexistir com a Rússia.

Na quarta-feira (21), durante seu discurso em Davos, Trump afirmou que a Europa estava seguindo na direção errada. Ele também criticou a UE e o Reino Unido por não aproveitarem seus recursos naturais.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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