STF
continuará 'sangrando' enquanto Toffoli não se afastar do caso Master
O
ambiente interno do Supremo Tribunal Federal (STF) segue marcado por forte
tensão diante do avanço das investigações envolvendo o caso Master. Ministros
da Corte e investigadores avaliam que o tribunal continuará sob desgaste
enquanto o ministro Dias Toffoli permanecer como relator do inquérito,
sobretudo pelo risco de surgirem novos fatos negativos relacionados à condução
do processo. A percepção predominante é de que a crise atual não encontra
solução imediata dentro do próprio Supremo, segundo Valdo Cruz, do G1.
Nos
bastidores, a leitura é de que eventuais mecanismos institucionais, como a
adoção de um código de conduta para os ministros do STF, não seriam suficientes
para conter o desgaste atual. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro Edson
Fachin afirmou que há maioria no tribunal favorável à criação de um código de
conduta, mas reconheceu que não existe ambiente político para aprová-lo em ano
eleitoral. Segundo ele, mesmo entre os ministros que consideram a medida necessária,
prevalece o entendimento de que o momento não é adequado para sua
implementação.
De
acordo com integrantes da Corte, o código poderia ajudar a prevenir crises
futuras, mas não teria impacto sobre a situação atual, que tende a se prolongar
enquanto Toffoli seguir à frente da relatoria e, segundo a avaliação interna,
buscando influenciar o andamento das apurações. Essa percepção se intensificou
após depoimentos anteriores, agendados pelo próprio relator, nos quais teriam
sido entregues perguntas previamente elaboradas para serem feitas pela delegada
da Polícia Federal Janaína Palazzo, procedimento considerado incompatível com
as regras da investigação.
Ainda
segundo os relatos, a delegada só teria aceitado formular as perguntas mediante
o registro de que elas não eram de sua autoria, mas sim do relator do caso
Master no Supremo. Para ministros ouvidos na apuração, a repetição desse tipo
de conduta indicaria uma tentativa de ir além da supervisão judicial,
interferindo diretamente no curso do inquérito.
Diante
desse cenário, cresce no STF a defesa de que o inquérito seja devolvido à
Justiça Federal, como forma de reduzir a pressão sobre a Corte e preservar a
regularidade das investigações. A Polícia Federal apura depoimentos de oito
investigados ligados ao banco Master e ao Banco de Brasília (BRB), buscando
esclarecer se eles tinham conhecimento da existência de carteiras de crédito
fraudulentas que podem gerar prejuízos ao BRB.
As
investigações já reuniram dados do Banco Central e da Polícia Federal que
indicam a inexistência de lastro nas carteiras analisadas. Segundo esses
elementos, os supostos empréstimos não teriam ocorrido de fato, sendo
estruturados para viabilizar operações fraudulentas e criar artificialmente a
aparência de que a instituição financeira tinha condições de cumprir seus
compromissos.
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Novo aciona PGR e PF por apuração contra Toffoli no caso
Banco Master
A
bancada do partido Novo no Congresso Nacional acionou, na segunda-feira (26), a
Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) para que sejam
apurados fatos relacionados à atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo
Tribunal Federal (STF), no inquérito que envolve o Banco Master. Os
parlamentares protocolaram uma notícia-crime e uma comunicação de fatos,
solicitando a investigação de possíveis irregularidades atribuídas ao
magistrado.
Nos
documentos encaminhados às autoridades, os congressistas mencionam uma suposta
“interferência atípica” de Toffoli na condução do inquérito. As representações
pedem a apuração de eventuais ilícitos penais e administrativos decorrentes da
atuação do ministro no caso.
De
acordo com a representação dirigida à Procuradoria-Geral da República, os
integrantes do Novo sustentam que a conduta atribuída ao magistrado teria
extrapolado os limites da função jurisdicional. Na avaliação dos parlamentares,
os fatos descritos podem, em tese, configurar crimes como gestão fraudulenta,
manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, além de possíveis violações aos
princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
O líder
do Novo na Câmara, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), afirmou que os órgãos
responsáveis precisam atuar de forma independente diante das suspeitas
levantadas. “A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal precisam
agir com independência e cumprir seu dever constitucional. A sociedade exige
uma resposta clara das instituições de Estado. Este não é um caso que vai ser
varrido para debaixo do tapete”, declarou o parlamentar.
Além da
representação enviada à PGR, a bancada também solicitou, em documento separado,
a instauração de procedimento investigatório no âmbito da Polícia Federal. No
pedido, os deputados destacam a necessidade de uma análise técnica e
independente sobre a sequência de atos praticados no caso e sobre os efeitos
práticos dessas decisões.
As
solicitações agora aguardam manifestação da Procuradoria-Geral da República e
da Polícia Federal, que deverão avaliar a existência de elementos suficientes
para a eventual abertura de investigações formais relacionadas ao caso.
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Presidente da OAB-SP critica tramitação do caso Banco
Master no STF
O
presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção de São Paulo (OAB-SP),
Leonardo Sica, criticou nesta segunda-feira, 26, a tramitação da ação
envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, o caso
não deveria estar sob análise da Corte e deveria permanecer em instâncias
inferiores, para evitar o desvio da função constitucional do tribunal.
Em
entrevista ao UOL News, Sica afirmou que levar o processo ao STF causa prejuízo
institucional. “Esse caso do Banco Master não deveria estar no Supremo, jamais.
Submetê-lo à jurisdição do Supremo Tribunal Federal faz mal ao tribunal”,
declarou.
Na
avaliação do presidente da OAB-SP, o Supremo vem sendo progressivamente
transformado em um tribunal criminal. “Nós estamos transformando nosso Supremo
Tribunal Federal em um tribunal criminal, esse e tantos outros casos criminais
não deveriam estar na Suprema Corte, ela é uma Corte constitucional, não
penal”, afirmou.
Questionado
sobre a atuação do ministro-relator Dias Toffoli, Sica evitou comentar a
condução do magistrado, mas reiterou a crítica ao foro da ação. Segundo ele, o
problema central não está na relatoria, mas no deslocamento de processos
criminais para o STF.
O
processo do Banco Master foi avocado para o Supremo por Toffoli após o deputado
João Carlos Bacelar (PL-BA) aparecer em documentos apreendidos. A ação
tramitava no TRF-1 e chegou ao STF a partir de um pedido da defesa do banqueiro
Daniel Vorcaro, que alegou a presença de autoridade com foro privilegiado.
As
declarações de Sica ocorrem em meio ao debate sobre a conduta dos ministros do
STF. Na última sexta-feira, 23, a OAB-SP enviou ao presidente da Corte, Edson
Fachin, uma proposta de resolução para a criação de um Código de Conduta,
defendido por Fachin como forma de evitar limites externos à atuação do
Supremo.
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“Faria Lima foi fiadora da irresponsabilidade no caso
Master”, diz José Dirceu
O
ex-ministro José Dirceu afirmou em artigo publicado na Folha de São Paulo que o caso
Master não pode ser tratado como um episódio isolado ou um simples erro de
gestão, mas como o resultado direto de uma arquitetura financeira baseada em
baixa regulação, elevada opacidade e incentivos permanentes à
irresponsabilidade no mercado.
Segundo
Dirceu, o colapso envolvendo o Master, inicialmente associado ao BRB (Banco de
Brasília) e posteriormente também ao Will Bank, ambos liquidados, “revela, de
forma contundente, as fragilidades de um sistema regulatório que falhou em sua
missão básica”. Para o ex-ministro, a crise expôs a incapacidade do Estado de
proteger investidores, preservar a estabilidade financeira e impedir a
recorrente socialização de prejuízos privados.
No
artigo, Dirceu sustenta que o problema ultrapassa um banco específico e assume
caráter estrutural. Ele afirma que o país vive “uma crise estrutural da
regulação do mercado financeiro e de capitais”, marcada pela tolerância — e até
estímulo — à captura da poupança popular por meio de “produtos de alto risco
disfarçados de investimentos seguros”.
Ao
analisar o papel das autoridades, o ex-ministro aponta para a flexibilização
adotada durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central.
Segundo ele, prevaleceu uma visão dogmática de mercado autorregulado,
acompanhada da redução deliberada da supervisão substantiva. Esse ambiente
teria permitido a proliferação de estruturas societárias opacas, ativos de
difícil mensuração e níveis excessivos de alavancagem.
Dirceu
também critica o esvaziamento progressivo da Comissão de Valores Mobiliários
(CVM). Para ele, a autarquia perdeu capacidade operacional, autonomia política
e instrumentos eficazes para fiscalizar um mercado cada vez mais complexo,
concentrado e financeirizado. “Em ambos os casos, trata-se de um modelo
defendido, articulado e protegido pela Faria Lima”, afirma no texto.
Na
avaliação do ex-ministro, plataformas digitais de investimento tiveram papel
central nesse processo. Ele escreve que essas empresas passaram a atuar como
“verdadeiros canais de distribuição de risco sistêmico”, promovendo CDBs como
produtos “seguros” e explorando o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como um
selo de confiabilidade absoluta. Segundo Dirceu, consolidou-se a falsa ideia de
que “risco elevado e segurança plena podem coexistir”.
Para o
autor, essa construção não foi acidental. “A Faria Lima foi a principal fiadora
desse modelo”, afirma, ao lembrar que o discurso dominante classificava
qualquer reforço regulatório como atraso, intervencionismo ou ameaça à
inovação. O resultado, diz ele, foi um mercado que “premia a
irresponsabilidade” e se sustenta na expectativa implícita de que o Estado
sempre intervirá para evitar um colapso sistêmico.
Dirceu
também atribui responsabilidade a auditores, entidades autorreguladoras e
agentes financeiros. Segundo ele, esses atores “sabiam — ou tinham todas as
condições técnicas para saber — dos riscos envolvidos”, mas optaram pelo
silêncio, que define como “uma escolha política e econômica” funcional a um
modelo lucrativo para poucos e perigoso para muitos.
No
texto, o ex-ministro afirma ainda que o Banco Central não pode se eximir de
responsabilidade ao priorizar uma leitura restrita da estabilidade monetária e
indicadores formais de solvência, negligenciando riscos sistêmicos fora de seu
radar convencional. Paralelamente, a CVM teria passado a atuar de forma
reativa, sempre a reboque dos acontecimentos, enquanto a Receita Federal
permaneceu isolada de informações estratégicas.
Esse
quadro de fragmentação institucional, segundo Dirceu, favoreceu a exploração de
brechas regulatórias e a arbitragem institucional por grandes grupos
financeiros. O Estado, afirma, chega sempre tarde, pressionado pelo fato
consumado e pelo risco de contaminação do sistema.
Diante
desse cenário, o ex-ministro defende uma reforma profunda do Fundo Garantidor
de Créditos, argumentando que o mecanismo não pode continuar funcionando como
“fiador silencioso da irresponsabilidade privada”. Ele sustenta que o FGC
precisa ter sua governança revista, com contribuições proporcionais ao risco
assumido, limites mais rigorosos por instituição e a proibição explícita de seu
uso como instrumento de marketing.
Ao
concluir, Dirceu afirma que o caso Master-BRB-Will deve ser encarado como um
ponto de inflexão. Para ele, a financeirização descontrolada da economia
brasileira não fortaleceu o desenvolvimento nacional, não ampliou o crédito
produtivo nem democratizou o acesso à riqueza, mas criou bolhas, fragilizou
instituições e aprofundou desigualdades, evidenciando a necessidade de um
Estado regulador forte e integrado.
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Fachin garante que não cruzará os braços no caso Master
“doa a quem doer”
O
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou
que não ficará de “braços cruzados” caso seja “necessário” avaliar
questionamentos relacionados ao caso do Banco Master, investigação que está sob
relatoria do ministro Dias Toffoli. A declaração foi dada em entrevista ao jornal O
Globo, publicada nesta terça-feira.
Ao ser
questionado sobre as condições de permanência de Toffoli à frente da
investigação, Fachin evitou antecipar qualquer posição sobre circunstâncias que
eventualmente venham a ser analisadas pelo tribunal. Ainda assim, sinalizou que
pode atuar se o tema chegar ao colegiado: “Quando for necessário atuar,
eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer.”
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Pressão sobre a relatoria e questionamentos públicos
Dias
Toffoli vem sendo cobrado publicamente sobre a possibilidade de continuar como
relator do caso Banco Master no STF. Na entrevista, foi mencionado que dois
irmãos do magistrado já foram sócios de um resort no Paraná e venderam a
participação para um fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, apontado como
dono da instituição financeira investigada.
Diante
desse contexto, Fachin ressaltou que, como presidente do tribunal, não pode
“antecipar juízo” sobre situações que podem ser apreciadas pelo colegiado. Ele
observou que parte do que foi mencionado envolve “atos não jurisdicionais”, mas
reforçou que o STF tem mecanismos internos para lidar com questionamentos
formais, caso eles sejam apresentados pelos interessados.
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Nota institucional e defesa da “institucionalidade”
Fachin
também comentou as reações negativas à nota divulgada pela presidência do STF
na semana anterior em defesa de Toffoli e da Corte. Segundo ele, uma nota
institucional tem, antes de tudo, a função de proteger a “institucionalidade”.
No caso específico, explicou, a presidência defendeu a regularidade da atuação
jurisdicional durante o recesso, sustentando que o relator foi designado por
sorteio aleatório e optou por continuar trabalhando.
Na
entrevista, o ministro afirmou ter buscado enfatizar a autonomia técnica das
instituições de controle e investigação, citando Banco Central, Polícia Federal
e Ministério Público. E reconheceu que o Supremo não está acima do escrutínio
público: “Nada está imune à crítica, nem o Supremo, nem qualquer um de
seus ministros.” Para Fachin, as interpretações da nota são legítimas
“sejam elas quais forem”.
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O caminho regimental para discutir vícios e irregularidades
Questionado
sobre a possibilidade de outros ministros avaliarem a permanência do caso
Master no STF ou a devolução do processo à primeira instância, Fachin descreveu
o rito interno: eventuais arguições de irregularidade devem ser apreciadas pelo
colegiado competente, conforme o regimento.
Segundo
ele, se houver recurso ou irresignação por parte de interessados, o tema será
submetido ao órgão colegiado correspondente, com apresentação de razões pelo
relator e decisão posterior do grupo. Fachin apontou que, pela regra
mencionada, a análise caberia à Segunda Turma, colegiado do qual Toffoli faz
parte.
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Código de conduta para ministros e critérios objetivos
Além do
caso Banco Master, Fachin dedicou parte da entrevista a defender a adoção de um
código de conduta para ministros do STF. Ele disse entender que a Corte, após
37 anos, alcançou maturidade institucional para adotar regras claras, citando a
ampliação da visibilidade do tribunal desde a Constituição de 1988 e o impacto
da TV Justiça nesse processo.
Na
avaliação do presidente do STF, um código de conduta fortalece a instituição
por reforçar a legitimidade e aumentar a confiança social. Fachin defendeu que
a resposta do tribunal a cobranças por transparência não pode ser improvisada
nem direcionada a casos específicos. Para ilustrar, citou um exemplo prático:
transparência sobre palestras ministradas por ministros, com informações como
local, quem convidou, quem patrocinou e se houve pagamento.
Ele
também apontou que parte das resistências internas não se relaciona ao conteúdo
do código, mas ao “momento” político, já que alguns defendem que o tema seja
deixado para depois do período eleitoral. Fachin disse respeitar essa posição,
mas não concordar, argumentando que o Brasil vive eleições frequentes e que o
debate público é inerente à democracia: “A democracia é um canteiro de
obras ruidoso.”
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Conversas com ministros e proposta da OAB-SP
Fachin
relatou que o diálogo com os ministros tem sido “bom” e “muito positivo”, com
sugestões e contraposições consideradas relevantes. Disse que conversou com
Toffoli por telefone e que a conversa foi cordial, com apresentação de ideias
que avaliou como positivas.
Ele
também comentou a proposta de código de conduta encaminhada pela OAB-SP,
afirmando que ainda não leu detalhadamente, mas classificando a iniciativa como
“salutar”. Fachin citou que a comissão responsável reúne ministros aposentados,
professores e ex-integrantes do Ministério da Justiça.
No
debate jurídico, defendeu que o Supremo pode, sim, aprovar regras internas mais
restritivas do que as previstas na Lei Orgânica da Magistratura Nacional, desde
que existam critérios objetivos e o foco seja a proteção do interesse público.
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Ataques ao Judiciário e “legitimidade da caminhada”
Por
fim, Fachin abordou o tema dos ataques ao Judiciário. Ele afirmou que, por não
ser eleito, o Judiciário não tem legitimidade derivada do voto, mas do ingresso
por concurso ou indicação constitucional, seguida de sabatina — o que chamou de
“legitimidade de entrada”. A outra dimensão, disse, é a “legitimidade da
caminhada”, construída por decisões fundamentadas, jurisprudência estável e
conduta compatível com a função.
Fachin
atribuiu os ataques a três fatores: o papel de controle sobre os demais
Poderes, a vulnerabilidade de um Poder sem força material própria e a atuação
contemporânea voltada à proteção de direitos fundamentais e minorias, que
provoca reações de setores contrários a esse tipo de jurisprudência.
Fonte:
Brasil 247

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