Cidade
brasileira vive há 64 anos sem cobrar conta de água graças a uma nascente que
abastece a cidade desde 1961
A
cidade brasileira Itapororoca, no interior da Paraíba, voltou ao centro das
atenções em 31/12/2025 por um detalhe que parece impossível no Brasil atual:
moradores não pagam conta de água há 64 anos, desde a fundação do município, em
1961, graças a uma nascente que abastece a área urbana.
Esse
modelo, porém, está sob pressão. O que antes atendia cerca de mil famílias
agora precisa sustentar mais de cinco mil residências somente na área urbana,
enquanto a cidade enfrenta crise hídrica e já tem concessão do abastecimento
aprovada para a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba, a Cagepa, ainda sem
data definida para assumir.
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Onde fica Itapororoca e por que virou exceção no abastecimento
Itapororoca
fica na Paraíba e é apontada como um caso raro no estado por manter
distribuição gratuita de água.
O
diferencial citado é que, entre os municípios paraibanos com essa
característica, Itapororoca seria o único com uma nascente que funciona como
reservatório próprio, o que ajuda a explicar por que a política de não cobrar
pela água conseguiu atravessar décadas.
Em um
país em que o serviço de abastecimento normalmente envolve estrutura de
captação, tratamento, distribuição, manutenção de rede e cobrança, o fato de
uma cidade manter a gratuidade por 64 anos chama atenção não só pelo custo
evitado pelos moradores, mas pela lógica do sistema: a cidade depende de uma
fonte natural considerada estratégica e historicamente confiável.
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A nascente que abastece a cidade desde 1961 e virou “reservatório” natural
O ponto
de partida é claro: desde 1961, ano da fundação do município, a água fornecida
aos moradores vem de uma nascente que, na prática, funciona como um
reservatório natural da própria cidade.
É esse
recurso que sustenta a distribuição sem cobrança, transformando a nascente em
um elemento central da identidade local.
Segundo
relato atribuído ao g1, mesmo em períodos de secas severas, a nascente de
Itapororoca nunca secou.
Esse
dado é o tipo de informação que explica por que o abastecimento gratuito se
consolidou ao longo do tempo: quando a fonte se mantém ativa mesmo sob estresse
climático, a população passa a tratá-la como garantia de sobrevivência
cotidiana.
A mesma
fonte é descrita como um “direito inalienável” da população, protegido por lei
municipal.
Isso
acrescenta um componente jurídico ao tema: não é apenas um hábito histórico,
mas um entendimento formalizado de que a água, ali, foi tratada como direito
assegurado por norma local.
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Parque da Nascença: a água que abastece casas também alimenta turismo e
preservação
A
nascente não aparece apenas como infraestrutura de abastecimento.
Ela
também alimenta as piscinas do Parque da Nascença, uma área de preservação
ambiental que se tornou um dos principais pontos turísticos da região e uma
opção para quem busca ecoturismo.
Esse
detalhe importa porque amplia a pressão sobre o recurso.
A mesma
água que sustenta o abastecimento da cidade brasileira Itapororoca também está
associada a um espaço de visitação e lazer.
Quando
uma fonte natural é, ao mesmo tempo, base do consumo diário e componente
turístico, a gestão do equilíbrio tende a ficar mais sensível, especialmente em
cenários de seca ou crescimento urbano.
O
Parque da Nascença, descrito como área de preservação, reforça ainda outra
dimensão: a nascente não é apenas um “ponto de captação”.
Ela
está inserida em um ambiente protegido, com significado ambiental e social, o
que torna qualquer mudança no modelo de gestão um tema com potencial de debate
público local.
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Do começo com mil famílias ao salto para mais de cinco mil residências urbanas
O
texto-base apresenta um contraste numérico que ajuda a entender por que a
gratuidade entrou em zona de tensão.
No
início, a nascente precisava abastecer cerca de mil famílias. Hoje, de acordo
com o portal E9, a cidade conta com mais de cinco mil residências, e esse
número se refere apenas à área urbana.
Essa
mudança de escala é o coração do problema.
Uma
fonte natural pode ter sido suficiente para um município pequeno no início da
história, mas o crescimento urbano eleva o volume de demanda, exige mais da
rede e aumenta a complexidade do abastecimento.
Em
termos simples, o sistema ficou maior, mas a origem da água continua a mesma.
O dado
“mais de cinco mil residências” na área urbana também sugere que a pressão pode
ser ainda maior quando se considera o conjunto do município, mas aqui é
importante manter a precisão: o número citado é o da zona urbana, e é ele que
já cria, por si só, um novo patamar de exigência para a nascente.
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Crise hídrica: quando um modelo histórico começa a ser testado
Apesar
de a nascente ter histórico de resistência, a base afirma que o abastecimento
gratuito está passando por uma crise hídrica.
O ponto
relevante aqui é a combinação de fatores já descritos: de um lado, uma fonte
que “nunca secou” mesmo em secas severas; do outro, um cenário atual de crise,
que indica que a estabilidade histórica não significa imunidade permanente.
Sem
acrescentar dados não informados, dá para resumir o quadro com precisão: a
cidade brasileira Itapororoca vive um modelo raro de gratuidade sustentado por
nascente desde 1961, mas o crescimento do número de residências e o contexto de
crise hídrica colocam o sistema sob estresse e forçam decisões administrativas.
Essa é
a virada narrativa do caso: não se trata apenas de uma curiosidade sobre não
pagar água.
Trata-se
de um município que precisa conciliar tradição, crescimento urbano e limitação
hídrica, com decisões de gestão já encaminhadas.
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Concessão à Cagepa aprovada: o que já está decidido e o que ainda está
indefinido
Um dos
dados mais fortes da base é que a concessão do serviço de abastecimento de água
para a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) já foi aprovada.
Ao
mesmo tempo, o texto é direto ao dizer que não há data definida para a Cagepa
assumir a gestão hídrica do município.
Isso
cria uma transição em aberto.
A
aprovação indica que o município já deu um passo institucional para mudar o
modelo de operação do abastecimento.
A
ausência de data indica que a população ainda vive, por enquanto, sob o formato
atual, mesmo com a pressão do sistema.
Aqui, é
importante não extrapolar. A base não informa como será a política de cobrança,
quais investimentos serão feitos ou qual será o formato do contrato. O que se
pode afirmar com segurança é:
# A
concessão foi aprovada
# A
gestão ainda não tem data para mudar
O
sistema atual está pressionado por crescimento e crise hídrica
Dentro
desse contexto, o tema tende a ganhar debate público porque mexe em um ponto
sensível: a água gratuita é parte da vida local há 64 anos, e qualquer mudança
é percebida como ruptura de um padrão histórico.
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Por que a discussão sobre conta de água ganha força quando se olha o resto do
Brasil
A base
traz uma comparação que ajuda o leitor a dimensionar o que significa “não pagar
água” em termos financeiros, ainda que a matéria não apresente o valor que
seria cobrado em Itapororoca.
Segundo
um relatório do governo federal citado no texto, o Rio Grande do Sul tem a
tarifa média de água mais cara do país, com R$ 4,18 por metro cúbico.
Na
outra ponta, a tarifa mais baixa mencionada é a do Maranhão, com R$ 1,62 por
metro cúbico.
Esses
dois números fazem a discussão ficar mais concreta por dois motivos:
Primeiro,
mostram que há variação grande entre estados, o que indica que custo de água,
em geral, depende de fatores estruturais, disponibilidade hídrica, modelo de
serviço e política tarifária.
Segundo,
destacam o quanto a gratuidade de Itapororoca é incomum.
Mesmo
usando a menor tarifa citada como referência de comparação nacional, o
contraste permanece: em grande parte do país, água é serviço tarifado, e em
Itapororoca a conta não chega há décadas.
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O que torna a água gratuita de Itapororoca um caso tão difícil de repetir
Mesmo
sem inventar dados, dá para entender por que o caso é descrito como raro. A
base apresenta três elementos que, juntos, formam uma “combinação difícil”:
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Fonte natural própria com função de reservatório
A
cidade tem uma nascente que, além de abastecer, é tratada como reservatório, o
que reduz dependência de estruturas externas.
>>
Histórico de resiliência em secas severas
A
informação de que a nascente nunca secou, mesmo em secas severas, sugere uma
estabilidade que poucas cidades conseguem ter.
>>
Proteção por lei municipal como direito inalienável
Quando
o tema vira lei local, a gratuidade deixa de ser apenas decisão administrativa
e passa a ser enquadrada como direito, elevando o peso político de qualquer
alteração.
Por
isso, quando entram em cena crescimento urbano e crise hídrica, o debate não é
apenas técnico.
Ele
mexe com identidade local, com percepção de direito e com a lembrança de que,
desde 1961, o abastecimento foi tratado de forma diferente do padrão nacional.
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Cronologia do caso: 1961, 31/12/2025 e o ponto de virada sem data marcada
Para o
leitor não se perder, vale organizar os marcos temporais que aparecem na base:
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1961: ano da fundação do município e início do abastecimento gratuito, conforme
descrito no texto.
>>
31/12/2025: data em que a história volta a repercutir, destacando a longevidade
de 64 anos e os sinais de pressão sobre o sistema.
>>
Sem data definida: momento futuro em que a Cagepa deve assumir a gestão, já que
a concessão está aprovada, mas a data ainda não foi informada.
Essa
falta de data é, por si só, um elemento que prende o leitor. A cidade está
entre dois mundos: um modelo histórico de gratuidade e uma mudança
institucional já aprovada, mas ainda sem calendário público de transição.
Na sua
opinião, essa cidade brasileira vai conseguir manter a água gratuita mesmo com
a crise hídrica e mais de cinco mil residências urbanas, ou a concessão à
Cagepa deve mudar tudo de vez?
Fonte:
Clickpetroleoegás

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