segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Esporte, imperialismo e a “neutralidade” seletiva

O banimento da Rússia das competições esportivas internacionais, promovido pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) e pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) após o início da guerra na Ucrânia, foi apresentado como uma medida ética, civilizatória e em defesa da paz mundial. Em nome da “neutralidade política” e da “proteção dos valores universais do esporte”, atletas, seleções e delegações russas passaram a ser impedidas de participar oficialmente de eventos esportivos globais. Contudo, quando se observa o comportamento dessas mesmas instituições diante de ações belicosas, intervencionistas e flagrantemente violadoras do direito internacional por parte dos Estados Unidos — incluindo golpes de Estado, invasões militares, bloqueios econômicos e, mais recentemente, o sequestro de um chefe de Estado estrangeiro — se expressa uma contradição estrutural: a neutralidade esportiva é, na prática, seletiva, ideológica e funcional à ordem imperial vigente, atendendo aos interesses do capital internacional.

Parto do entendimento de que o esporte constitui um aparelho ideológico fundamental da ordem capitalista global, não operando fora da política, mas como um aparelho ideológico do estado burguês que acentua e legitima o poder geopolítico hegemônico, no qual sanções são aplicadas não a partir de princípios universais, mas de alinhamentos ideopolíticos estratégicos.

<><> O banimento da Rússia e a retórica moral do esporte

A decisão de excluir a Rússia de competições organizadas pela FIFA e pelo COI foi rapidamente justificada como uma resposta excepcional a uma agressão militar “inaceitável”. Essa retórica humanitária opera como ideologia, no sentido clássico do termo, ao converter interesses geopolíticos específicos em valores universalizados. Essa expressão da “falsa consciência”, ao longo dos anos, construiu a ideia de que o esporte, enquanto espaço de fraternidade entre os povos, não poderia compactuar com um Estado que viola a soberania de outro. Assim, o banimento foi apresentado como um gesto de responsabilidade ética, quase pedagógico, em defesa da paz.

No entanto, essa postura ignora deliberadamente um elemento fundamental: o esporte internacional jamais adotou critérios semelhantes de forma sistemática. A história recente está repleta de conflitos armados, intervenções militares e ações de guerra protagonizadas por potências ocidentais — especialmente pelos Estados Unidos — que jamais resultaram em qualquer tipo de sanção esportiva. Invasões como as do Iraque, Afeganistão, Líbia ou Síria, além de operações militares indiretas, assassinatos seletivos e golpes patrocinados, nunca suscitaram debates equivalentes sobre banimento, neutralidade ou valores universais do esporte.

Essa assimetria revela que o problema não é a guerra em si, mas quem a protagoniza.

<><> Estados Unidos: violência estrutural sem punição esportiva

Os Estados Unidos, cujo presidente, no dia 5 de dezembro, recebeu do mandatário da Fifa, Gianni Infantino, o Prêmio da Paz, figuram como o principal agente militar global nas últimas décadas. Seu histórico inclui intervenções diretas, guerras preventivas baseadas em informações falsas, sanções econômicas que produzem crises humanitárias e práticas de sequestro, prisão arbitrária e extradições forçadas de lideranças políticas estrangeiras. Ainda assim, a delegação estadunidense segue participando normalmente de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo e demais eventos esportivos internacionais, sem qualquer questionamento institucional relevante.

O recente sequestro do presidente venezuelano — um ato que viola frontalmente princípios básicos do direito internacional, da soberania nacional e da autodeterminação dos povos — reforça esse padrão de exceção imperial. O silêncio da FIFA e do COI diante desse episódio não é um lapso, mas uma expressão coerente de sua inserção política no sistema internacional.

Se a defesa da paz fosse um princípio real e universal, os Estados Unidos deveriam figurar como os primeiros a sofrer sanções esportivas (mas, como observamos, seu presidente recebe prêmio em evento oficial de entidade esportiva). O fato de isso jamais ter ocorrido demonstra que tais instituições não atuam como árbitros morais globais, mas como atores políticos subordinados à hegemonia ocidental.

<><> O mito da neutralidade esportiva

A contradição entre o tratamento dado à Rússia e aos Estados Unidos desmonta o mito da neutralidade esportiva que na essência cumpre função hegemônica, organizando o consenso em torno de uma ordem que se apresenta como natural e inevitável. A ideia de que o esporte pode se manter “acima da política” funciona como um discurso ideológico que oculta relações de poder. Na prática, o esporte internacional se articula com interesses econômicos, diplomáticos e estratégicos, operando como uma plataforma de soft power.

Diversos estudos no campo da educação física/ciências do esporte demonstram que a chamada neutralidade esportiva jamais foi um princípio efetivo, mas uma construção ideológica funcional aos conflitos geopolíticos, especialmente durante a Guerra Fria. As pesquisas evidenciam como eventos esportivos internacionais foram sistematicamente instrumentalizados tanto pelos Estados Unidos quanto pela União Soviética como arenas de disputa simbólica, afirmação de modelos civilizatórios e demonstração de superioridade política, econômica e cultural.

Os Jogos Olímpicos, em particular, constituíram-se como espaços privilegiados dessa confrontação, seja pela contagem de medalhas como indicador de eficiência e eficácia do modelo econômico adotado, seja pelo uso do boicote, da propaganda e da exclusão seletiva como estratégias políticas. Nesse contexto, o discurso da neutralidade operou como uma mistificação: enquanto se proclamava o afastamento da política, o esporte cumpria uma função ativa na produção de consenso, na legitimação ideológica dos blocos – socialista e/ou capitalista – em disputa e na naturalização da ordem internacional bipolar.

É importante ressaltar que FIFA e COI dependem financeiramente de patrocinadores, direitos de transmissão, mercados consumidores e alianças com Estados centrais do capitalismo global. Nesse contexto, sancionar países periféricos ou rivais geopolíticos é viável; confrontar a potência hegemônica, não. Assim, o esporte torna-se um instrumento de punição simbólica seletiva, reforçando narrativas de “bem” e “mal” alinhadas à política externa das potências dominantes.

<><> Considerações finais

O banimento da Rússia e a complacência diante das ações belicosas dos Estados Unidos não representam incoerências pontuais, mas revelam a lógica estrutural do esporte internacional sob o capitalismo global. FIFA e COI não são entidades neutras, nem guardiãs universais da ética esportiva. São instituições inseridas em uma ordem mundial desigual, que utilizam o discurso dos valores para legitimar decisões políticas assimétricas.

Reconhecer essa contradição é fundamental para desmistificar o esporte como espaço puro e apolítico. Ao contrário, ele constitui um campo privilegiado de disputa ideológica, no qual se reproduzem hierarquias globais, interesses imperialistas e estratégias de dominação simbólica. Questionar essa neutralidade seletiva não é politizar o esporte; é, antes, revelar a política que sempre esteve nele.

•        O capital-imperialismo no futebol. Por Vinicius Almeida

Por trás do sucesso midiático da primeira Copa do Mundo de Clubes da FIFA, realizada no meio do ano de 2025 nos EUA, esconde-se uma disputa envolvendo duas entidades, FIFA e UEFA, as relações econômicas entre “grandes potências do futebol mundial” e uma longa espoliação de países sul-americanos, sobretudo brasileiros e argentinos.  A FIFA (Federação Internacional de Futebol) faturou mais de US$ 7 bilhões no último ciclo da Copa do Mundo, sua principal competição, entre 2019 e 2022, foi um recorde histórico. Mesmo com essas grandes cifras, com apenas um torneio, a UEFA (Federação Europeia de Futebol) consegue arrecadar ainda mais dinheiro. A Europe Champions League arrecada anualmente mais de US$ 3,5 bilhões com o torneio, o que em quatro anos, supera em dobro a arrecadação da FIFA. 

A discrepância entre FIFA e UEFA é sintomática de como o futebol europeu enquanto produto mercadológico está hoje bem acima de outros mercados da bola e, até mesmo, acima do mercado de seleções. Provocado por esse cenário, Gianni Infantino, atual presidente da FIFA, buscou “expandir sua influência e formas de receita”, e o novo mundial de clubes exemplificou isso.   O torneio contou com 32 clubes e a mesma exigência de jogos para os clubes europeus e os do resto do mundo, algo inimaginável, considerando o espaço tomado no calendário e a inclusão de jogos. Oferecendo maior premiação, cerca de US$ 125 milhões para os vencedores, quantia ainda inferior aos US$ 154 milhões pagos na Champions League, e contando com uma derrota da UEFA diante do Tribunal de Justiça Europeu, Infantino foi capaz de seguir adiante com seu plano. Além disso, o novo mundial de clubes foi apoiado por personagens poderosos não europeus, como Mohammed Bin Salman, da Árabia Saudita, e Donald Trump. 

<><> O capital-imperialismo  

Hoje o futebol mundial está configurado de uma forma inédita, mas sua maior fonte de arrecadação vem de torcedores, e são os torcedores jovens que movimentam as novas tendências, que acreditam que o estado atual das coisas é o que sempre foi e sempre será. Uma negação da história e, portanto, dos processos históricos que nos levaram ao mundo atual.   Em entrevista coletiva após o jogo entre Flamengo e Chelsea, Filipe Luís, comandante do time brasileiro destacou que “existe uma elite no futebol da qual dez clubes fazem parte e são muito superiores”. Os dez clubes são europeus, tais como PSG, Manchester City, Real Madrid e Liverpool. São estes clubes que formam os elencos mais valorizados, compostos quase inteiramente por seleções transnacionais, com jogadores como Vini Júnior, Mbappé, Mohamed Salah, Yamal e Lewandowski, protagonistas de suas respectivas seleções nacionais. Isso desequilibra completamente a disputa esportiva, sobretudo para países que estão fora da Europa e nem sequer se aproximam das receitas dessa elite. 

O fenômeno que constatamos aqui é um reflexo do modo de produção capitalista e de uma das suas faces mais conhecidas: a tendência à acumulação e à concentração de riquezas. O desenvolvimento desse sistema nas últimas décadas atingiu um nível de globalização inédito na história. O predomínio da finança, que se caracteriza pela submissão de todo o modo de produção a movimentos autonomizados da esfera financeira, combina-se com a realização de expropriações e com contornos de barbárie que superam a ideia de prosperidade na sociedade atual alcançada pelo esforço empreendedor e meritocracia.   Valorizações fraudulentas de ações, falsos esquemas de enriquecimento imediato, a destruição estruturada de ativos por meio da inflação, a dilapidação de ativos mediante fusões e aquisições e a promoção de níveis de encargos de dívida que reduzem populações inteiras, mesmo nos países capitalistas avançados, a prisioneiros da dívida (…) tudo isso são características centrais da face do capitalismo contemporâneo. (HARVEY, 2003, p. 123) 

Outro aspecto fundamental do capitalismo contemporâneo é a presença constante de sobreacumulação do capital (capital acumulado que não encontra boas alternativas de valorização), e o fato de que a espoliação permite a apropriação de um conjunto de ativos a custos baixos ou nulos.   Indo além, para o geógrafo britânico David Harvey, o “novo imperialismo” ou capital-imperialismo fez da acumulação via espoliação, uma forma dominante de acumulação no capitalismo, em relação à reprodução expandida do sistema (para ordenação do espaço-tempo) ou à expansão de mercados, característico da globalização. Em outras palavras, essa forma de acumulação é, em muitos casos, vista como o custo necessário para o desenvolvimento capitalista em determinada região. 

A financeirização do capitalismo obrigou uma busca por novos canais e formas de acumulação num ritmo ainda mais acelerado do que em outros períodos históricos. Todas essas transformações socioeconômicas traduziram-se para o esporte mais rentável do planeta de maneira própria, porém inexoravelmente coerente com a ideia de financeirização e acumulação via espoliação.   As dinâmicas do capitalismo imperialista se traduzem nas mudanças da qualidade dos times do sul global em comparação aos clubes europeus. Em 1981, o Flamengo de Zico derrotou o Liverpool por 3 x 0, uma vitória incontestável de um time absolutamente superior tecnicamente ao seu adversário. Com o tempo, algumas mudanças importantes na regulamentação do futebol europeu, especialmente a ampliação dos números de jogadores não europeus nos times e a integração europeia pela consolidação da União Europeia, permitiram que seus clubes se transformassem em seleções transnacionais, com atletas de elite de diversos países do mundo.   Somado ao aumento de estrangeiros nos times europeus, esses clubes se enriqueceram ainda mais com a elitização dos estádios, a partir da década de 1990, o que gerou uma inflação significativa nas arrecadações do esporte e em seus locais de espetáculo. A Europa, pioneira nessas mudanças, se beneficiou ainda mais e foi capaz de se distanciar financeiramente dos clubes das periferias mundiais. 

A reboque de todas essas transformações europeias, a periferia econômica do futebol mundial sofreria graves consequências, sobretudo a América do Sul. De 1960 a 1979, o que foi convencionado (e hoje reconhecido pela FIFA) como campeão mundial de clubes dava-se pela disputa em dois jogos realizados entre o campeão europeu e o campeão sul-americano, no formato de ida e volta (um jogo na Europa e outro na América do Sul). Nesse período, das dezoito disputas ocorridas, os europeus venceram sete, enquanto os sul-americanos, onze. De 1980 até 2004, o formato mudou para jogo único realizado no Japão. Nesse período, os sul-americanos venceram doze títulos mundiais, enquanto os europeus venceram treze. Embora os números apresentem uma leve vantagem para os europeus no período da chamada Copa Toyota havia enorme discrepância entre os resultados nos anos 1980, com sete vitórias dos sul-americanos, e os resultados entre 1996 e 2004, após o caso Bosman, com sete vitórias europeias e apenas duas vitórias americanas, ambas do Boca Juniors de Juan Riquelme. Já de 2005 até 2024, apenas três sul-americanos (os brasileiros São Paulo, Internacional e Corinthians) venceram europeus e sagraram-se campeões mundiais de clubes.   Nos países do sul global, as mudanças em suas economias nacionais – adequando-se, na maioria dos casos, à cartilha neoliberal do FMI e do Banco Mundial – favoreceram ainda mais o futebol europeu. Um exemplo emblemático foi a aprovação da chamada Lei Pelé, sancionada em 1998, que acabou com o conceito de “passe” na legislação trabalhista brasileira. Motivada pela conquista de direitos para os jogadores (o que não deixa de ser verdade), a mudança facilitou imensamente a contratação de jogadores brasileiros por clubes mais ricos da Europa.

<><> Hegemonia europeia e a construção de um mito 

Sem seus maiores talentos nativos, os craques da bola na América do Sul, a exemplo de Ronaldo, Maradona, Rivaldo, Crespo, Kaká e Ronaldinho Gaúcho, passaram a jogar seus melhores anos de carreira em clubes europeus. A partir da década de 2010, a busca pela mão-de-obra ultra qualificada brasileira e sul-americana passou a ocorrer com atletas ainda menores de idade. Um dos pioneiros foi Lionel Messi, transferido ao Barcelona com 14 anos de idade, ainda em 2001. Exemplos como o de Vinicius Júnior, Endrick, e agora Estevão, negociados com 16 anos e liberados ao completar 18 anos, passaram a ser a regra das compras europeias dos nossos “diamantes brutos”. Hoje podemos admitir que se trata de uma esfoliação capitalista, que golpeia o amor do torcedor pela magia de seus ídolos, que nem se tornam mais, ídolos que nunca foram. 

<><> Mundial de clubes: destruindo um mito 

Houve também uma profunda evolução tática do futebol europeu, simbolizada pela figura de Josep “Pep” Guardiola e seu futebol tiki taka, que substituiu o estilo físico e com bolas altas e longas do passado e adotou um estilo de toque de bola e habilidade, consagrado no futebol sul-americano. Porém, na I Copa do Mundo de clubes, a expectativa de grande imposição tática e técnica de times europeus sobre sul-americanos não se deu, com derrotas importantes de PSG, Inter de Milão e Chelsea para respectivamente Botafogo, Fluminense e Flamengo.   Ainda assim, um clube europeu, o Chelsea, sagrou-se campeão do torneio mundial e a forma como o fez evidencia a análise aqui abordada sobre a relação do futebol mundial com a evolução do capitalismo. Pelo regulamento do torneio, foi permitido que clubes se reforçassem durante a disputa do torneio. Uma regra absurda que permitiu que o Chelsea, classificado apenas como segundo de seu grupo, contratasse um jogador por 55 milhões de Libras, o equivalente a cerca de R$ 415 milhões de reais9. Em comparação, pela primeira vez em sua história, o Palmeiras gastou em um ano cerca de R$ 633 milhões e o Flamengo, clube mais rico da América do Sul, pouco mais de R$ 300 milhões. 

A entrada de João Pedro desequilibrou o confronto entre Fluminense e Chelsea, visto que o atacante brasileiro marcara os dois gols do jogo. Foi também o principal nome do jogo contra o PSG, marcando mais um gol e sendo um dos artilheiros do clube, mesmo tendo jogado apenas três jogos na Copa. Mas o que isso tem a ver com a discussão deste artigo? João Pedro deixou claro sua origem em entrevista coletiva pós-jogo contra o Fluminense, dizendo que “quando eu era jovem, eles (Fluminense) deram tudo para mim, me mostraram o mundo e se eu estou aqui é porque eles acreditaram em mim”. João foi formado e revelado pelo clube carioca em 2011 e vendido ao Watford, outro clube inglês, em 2020. Resumindo: o Chelsea venceu o Fluminense com um jogador formado por este clube, podendo comprá-lo no meio da competição. Antes disso, o mesmo time sofreu uma derrota vergonhosa contra o Flamengo e teve muitas dificuldades no confronto contra o Palmeiras, nas quartas-de-final. 

Não podemos decretar que Chelsea não seria capaz de vencer o mundial sem João Pedro, mas sem dúvida seria muito mais difícil do que foi. Precisou um clube europeu recorrer a um recurso do futebol brasileiro e sul-americano para derrotar os próprios sul-americanos. E podemos afirmar que a máxima de que o futebol europeu é “outro esporte” em comparação aos sul-americanos e o resto do mundo é um absoluto mito. Não nos coube negar a realidade, porém elucidá-la ainda mais. O futebol europeu abriga hoje os melhores times do mundo. São os melhores porque são mais ricos, compram jogadores mais valorizados e, na maioria dos casos, mais técnicos e com mais valências para a competição futebolística. Tudo isso segue sendo verdade. Porém, a ideia de que não há disputa a ser feita e qualquer clube europeu é invencível diante de um clube de fora da Europa é mentira. Soma-se a isso o fato de que hoje a Europa vive um grande dilema financeiro. Clubes como Chelsea, Manchester City e PSG são mantidos por financiamento internacional, estranho à economia europeia, tema para ser aprofundado em outra oportunidade e colocam mais uma questão sobre o real mérito do futebol europeu em ser o melhor hoje. Não sabemos por quanto tempo essa hegemonia europeia durará, mas sua sustentação é, inegavelmente, o resultado do assalto de mão-de-obra formada pelos sul-americanos com o financiamento de agentes econômicos não europeus, com resultados diante de condições climáticas e de calendário adversas, bem menos impactantes que humilhações de clubes como Barcelona de Guardiola e Messi ao Santos de Neymar e Muricy, confronto do mundial de 2011. 

 

Fonte: Por Wellington Araújo Silva, em Outras Palavras/Le Monde

 

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