segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Após um ano de Trump, relação com Alemanha está por um fio

A disputa entre os parceiros europeus da Otan e os EUA está se intensificando a cada dia. O presidente dos EUA, Donald Trump , acirrou o conflito sobre a Groenlândia ao anunciar tarifas especiais contra oito países europeus. A Alemanha e outras nações europeias haviam enviado soldados à Groenlândia como um sinal – em grande parte simbólico – de resistência à exigência de Trump de anexar a ilha semiautônoma dinamarquesa, se necessário pela força. Agora, a UE cogita lançar tarifas retaliatórias caso Trump leve adiante sua proposta. Há poucos dias, durante uma visita a Washington, o ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, se mostrara otimista. "Nossa parceria é forte, somos capazes de agir e estamos determinados a expandir ainda mais essa parceria", declarou. Os EUA, acrescentou, estão "total e completamente ao lado da Europa", tanto política quanto militarmente.

<><> Anexação mudaria tudo

Mas sobre a aliança dos EUA com os países europeus da Otan pairam dúvidas cada vez maiores. Dúvidas não apenas sobre se Washington realmente protegeria seus parceiros em caso de um ataque russo. Caso os EUA violem a soberania da Dinamarca , seu parceiro na Otan, a aliança estaria acabada, como afirmou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen . "Este é um momento de tensão dramática", diz Rachel Tausendfreund, especialista americana do think tank Conselho Alemão de Relações Exteriores (DGAP), sediado em Berlim. "A Alemanha agora se pergunta se deve se preparar para um ataque de seu parceiro mais importante na Otan. Nesse sentido, a relação nunca esteve tão tensa. Por outro lado, pelo que ouvimos, Trump e o chanceler federal alemão Friedrich Merz têm uma relação de trabalho bastante boa." Mas essa boa relação não pode ser colocada indefinidamente à prova. O chanceler alemão ainda se mostrou cauteloso ao comentar o ataque à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro por forças especiais americanas, classificando a ação como "complicada" do ponto de vista jurídico, embora ela tenha sido claramente uma violação do direito internacional. Tal contenção agora dificilmente se sustenta.

Johannes Varwick, professor de relações internacionais da Universidade de Halle, na Alemanha, acredita que uma invasão da Groenlândia "seria, de fato, a gota d'água".

"A relação de confiança com os EUA seria provavelmente destruída de forma irremediável. Seria necessário recomeçar do zero e avaliar em que bases a cooperação futura seria possível. Mas isso será muito, muito difícil, porque, ao mesmo tempo, dependemos dos EUA em muitas questões. E essa ruptura seria cara, arriscada, mas provavelmente inevitável", avalia.

<><> Diferenças de interesse

Ferrenho defensor da cooperação transatlântica, Merz está determinado a evitar essa ruptura. Trump, que assumiu um segundo mandato como presidente dos EUA em 20 de janeiro de 2025, subverteu praticamente todos os princípios anteriores da outrora estreita parceria. Merz ainda não era chanceler federal quando Trump humilhou o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski , perante o mundo em fevereiro. Na ocasião, Merz afirmou: "Desde as declarações de Trump, no mínimo, ficou claro que esse segmento da população americana se mostra amplamente indiferente ao destino da Europa". Sua principal prioridade agora, disse ele, é ajudar a Europa a "conquistar, passo a passo, a independência dos EUA". Mas o problema não é tão simples, alerta Varwick. "A única coisa que poderia realmente causar algum impacto [em Trump], se é que causaria algum, é uma posição europeia verdadeiramente unificada. Friedrich Merz está trabalhando nisso, mas as diferenças de interesses entre os Estados europeus ainda são muito significativas".

<><> Merz em Washington

As relações continuaram a deteriorar-se ao longo do ano. As tarifas de importação americanas sobre produtos europeus estão afetando duramente a economia alemã, que é fortemente dependente das exportações. Na guerra da Ucrânia, Trump deixou cada vez mais claro que faria concessões significativas ao presidente russo Vladimir Putin para alcançar a paz. No entanto, apesar de todos os conflitos – ou talvez por causa deles –, Merz foi Washington no início de junho. O encontro correu melhor do que o esperado, provavelmente também porque Merz pôde afirmar que a Alemanha agora pretende gastar consideravelmente mais em defesa, como Trump havia exigido. Já por parte de Trump, não houve concessões.

<><> Volta do imperialismo

Desde dezembro, os eventos têm se desenrolado rapidamente: na nova estratégia de segurança nacional, o governo americano alerta a Europa sobre a "aniquilação civilizacional" por meio da migração. O Hemisfério Ocidental é declarado esfera de influência dos EUA. Em seguida, após a intervenção na Venezuela, veio a ameaça da Groenlândia. O governo alemão parece perplexo sobre como, por um lado, manter a parceria com Trump na busca pela paz na Ucrânia e como protetor da Europa e, por outro, permanecer fiel aos seus valores autoproclamados: a adesão ao direito internacional e a uma ordem internacional baseada em regras.

Rachel Tausendfreund não acredita que os EUA irão virar completamente as costas para a Europa. "Os Estados Unidos querem recalibrar seu relacionamento com a Europa; querem arcar com um fardo muito menor na segurança da Ucrânia, mas mesmo o governo Trump ainda vê a Europa como parceira, embora alguns membros do governo sejam muito anti-UE."

O cientista político Johannes Varwick, no entanto, prevê tempos turbulentos para a Alemanha, pois o imperialismo e a "lei da selva", segundo ele, retornaram com Trump. "Esta é, obviamente, uma notícia muito, muito ruim para a Alemanha, porque, como quase nenhum outro país, a Alemanha depende de um ambiente internacional estável, tanto em termos de política de segurança quanto de política econômica. O modelo de negócios alemão está à beira do colapso e não há nada melhor à vista."

<><> Baixa popularidade entre alemães

No final do ano passado, o gabinete do chanceler federal alemão anunciou que Trump havia aceitado o convite de Merz para visitar a Alemanha. O convite foi feito durante a visita a Washington em junho, ocasião em que Merz também presenteou Trump com uma certidão de nascimento de seu avô, que emigrou de Kallstadt, na região do Palatinado, Alemanha, para os EUA. Tausendfreund acredita que Trump provavelmente se sentiu lisonjeado com o presente do país de seus ancestrais. No entanto, alerta para que não se tirem conclusões precipitadas. "Isso não significa que ele tenha qualquer sentimento forte ou duradouro de apego à Alemanha."

Uma pesquisa divulgada no início de janeiro pela TV pública alemã ARD revelou o sentimento público que Trump encontraria no paí: apenas 15% dos entrevistados consideram os EUA um parceiro confiável, contra 76% que acham que o país já não é mais digno de confiança uma inversão radical do sentimento que prevalecia sob o governo do presidente Joe Biden. O convite à Alemanha foi feito quando as relações já estavam bastante tensas, mas muito antes da recente escalada de tensões na Groenlândia. Diante dessas circunstâncias, uma visita de Trump à Alemanha parece inconcebível a curto prazo.

¨      O plano da Europa para reagir à ameaça tarifária de Trump

O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que pretende aplicar tarifas extras a oito países europeus para forçar a compra da Groenlândia provocou ondas de choque no continente, com representantes europeus pedindo medidas retaliatórias inéditas contra o que foi descrito por diversos líderes como "intimidação". A União Europeia (UE) realizou uma reunião emergencial de seus embaixadores em Bruxelas neste domingo (18/01) para discutir o tema. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também decidiu convocar uma cúpula extraordinária dos líderes do bloco, que deve ocorrer na quinta-feira. Seis dos oito países que entraram na mira de Trump – Alemanha, França, Holanda, Dinamarca, Suécia e Finlândia – são membros da União Europeia. O Reino Unido e a Noruega também serão taxados.

De acordo com o presidente americano, uma sobretaxa de 10% entrará em vigor no início do próximo mês contra essas nações. A tarifa subirá para 25% em junho se não houver acordo para que os Estados Unidos assumam o controle da ilha ártica. Segundo diplomatas da UE ouvidos pela agência de notícias Reuters, embaixadores do bloco europeu chegaram a um acordo no domingo para intensificar os esforços diplomáticos a fim de dissuadir Trump da medida, mas também preparam instrumentos retaliatórios caso as tarifas avancem.

As opções do bloco incluem um pacote de contratarifas sobre 93 bilhões de euros (R$ 580 bilhões) em importações dos Estados Unidos, além de uma gama de medidas inéditas previstas no chamado "instrumento anticoerção", que poderiam atingir também o comércio de serviços e investimentos americanos. Os representantes concordaram em aguardar até 1º de fevereiro para avaliar se as sanções de Washington de fato serão impostas, segundo a Reuters.

<><> Pacote de contratarifas pode afetar aviões, carros e soja

A imposição do pacote de 93 bilhões de euros em contratarifas já havia sido aprovada em julho do ano passado, também durante um conflito tarifário com os Estados Unidos. Na ocasião, o bloco concordou em aplicar as sanções como retaliação à retórica de Trump, que ameaçava impor tarifas abrangentes a diversos países, incluindo os membros da UE. Sua implementação acabou sendo suspensa após a UE fechar um acordo com Washington, que estabeleceu uma tarifa de 15% para produtos europeus entrarem nos EUA.

O jornal britânico Financial Times também informou que essa é a primeira opção discutida pelos europeus neste domingo. Se for mantido o mesmo modelo de retaliação preparado no ano passado, o pacote poderia afetar produtos americanos como aeronaves, automóveis, autopeças e produtos agrícolas como a soja. Segundo o jornal, a possibilidade de retaliação dá poder de negociação aos líderes que participarão do Fórum Econômico Mundial, em Davos. A medida, que ainda precisaria ser formalmente acatada pelos membros do bloco, entraria em vigor em 6 de fevereiro.

<><> França pressiona por mecanismo anticoerção

Segundo a imprensa francesa, o presidente da França, Emmanuel Macron, também pressiona nos bastidores para que a UE ative um mecanismo retaliatório mais duro e jamais utilizado, o chamado "instrumento anticoerção". De acordo com o jornal britânico The Guardian, o presidente da comissão de comércio do Parlamento Europeu, Bernd Lange, também apoia a medida, cujo uso não foi descartado pelo bloco. Conhecido como "bazuca comercial", o instrumento permite que a UE adote medidas de retaliação quando houver pressão econômica para forçar decisões políticas. Ele foi criado para proteger o bloco de medidas comerciais da China, mas agora pode ser usado, por exemplo, para barrar grandes empresas de tecnologia americanas de prestarem serviços na Europa. Também poderia ser aplicado para controles de exportação, restrições à propriedade intelectual e aos fluxos de investimento, além do bloqueio de acesso ao mercado único da UE. O uso da ferramenta, que já havia sido aventado pela França em 2025, seria considerado drástico, uma vez que pode acentuar as tensões com Washington e levar a uma escalada comercial sem precedentes.

<><> Países reafirmam apoio à Groenlândia

Os países alvos de Trump são os mais vocais contra a anexação da Groenlândia pelos EUA, todos membros da aliança de defesa da Otan. O presidente americano diz que tais nações jogam um "jogo muito perigoso" ao enviarem militares à Groenlândia para treinamento na última semana.

Os oito países reafirmaram apoio à Dinamarca e a Groenlândia e advertiram neste domingo que o gesto "mina as relações transatlânticas e arrisca desencadear uma perigosa espiral descendente". O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou em uma publicação nas redes sociais que suas consultas com os Estados-membros demonstraram forte compromisso em apoiar a Dinamarca e a Groenlândia e prontidão para se defender contra qualquer forma de coerção, ao mesmo tempo em que se mantém o engajamento construtivo com os Estados Unidos. Ele convocou uma cúpula extraordinária para discutir o assunto nesta semana. 

<><> "Europeus projetam fraqueza", diz secretário americano

Já o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou à emissora NBC neste domingo que o governo americano precisa assumir o controle da Groenlândia porque a ilha ártica só poderia ser defendida se fizesse parte dos Estados Unidos. "Não haverá conflito, porque os Estados Unidos, neste momento, são o país mais forte do mundo. Os europeus projetam fraqueza. Os EUA projetam força", afirmou.

Segundo Bessent, Trump "está tentando evitar um conflito". Ele descreveu um cenário no qual a Rússia ou outro país atacaria a Groenlândia, arrastando os Estados Unidos para um confronto. Por isso, argumentou, seria melhor tornar a Groenlândia parte dos EUA agora. Situada entre o Oceano Atlântico e o Ártico, a Groenlândia é um território semiautônomo da Dinamarca, mas Trump quer subordiná-la ao controle de Washington. Ele alega que o tema é uma questão de segurança nacional, dada a localização estratégica do território, suas reservas minerais e as ameaças vindas da Rússia e da China.

¨      O que é a 'bazuca comercial' da União Europeia que França quer usar contra Trump

"A Europa não será chantageada." Com essas palavras, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, respondeu ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que pretende impor tarifas adicionais a oito países europeus que se opõem ao plano americano de anexar a Groenlândia. "A paz mundial está em jogo! A China quer a Groenlândia e a Dinamarca não pode fazer nada a respeito", declarou Trump no sábado (17/1), na rede social Truth Social.

Na postagem, o americano afirmou que os produtos importados da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia estarão sujeitos a uma tarifa de 10% a partir de 1º de fevereiro. A taxação subirá para 25% em 1º de junho e permanecerá nesse patamar até que as autoridades dinamarquesas concordem em vender a ilha ártica, disse o republicano. Trump fez o anúncio dias depois de os países sancionados enviarem uma missão militar à Groenlândia para reforçar a segurança do território.

Embora os governos dos países afetados tenham iniciado contatos diplomáticos com o governo americano e expressado sua "disposição para dialogar com base nos princípios da soberania e da integridade territorial", alguns sinalizaram que estão se preparando para um confronto sem precedentes com Washington. E a prova disso é o pedido do presidente francês Emmanuel Macron, que solicitou aos demais presidentes da União Europeia (UE) a ativação do Instrumento contra a Coerção Econômica (ACI, na sigla em inglês), conhecido como a "bazuca comercial", em resposta à ameaça considerada "inaceitável" de Trump.

O ACI foi aprovado pela UE em 2023 e é uma arma "dissuasiva" para a resolução de litígios comerciais, como explica o site do Parlamento Europeu. Além de procurar "dissuadir países terceiros de exercerem medidas coercivas contra os interesses da União", o instrumento "permite, em última instância, a aplicação de medidas retaliatórias".

Quais são as medidas retaliatórias que ele prevê? O instrumento autoriza "a imposição de restrições comerciais, na forma, por exemplo, de tarifas mais altas, licenças de importação ou exportação, restrições ao comércio de serviços ou restrições ao acesso a investimento estrangeiro direto ou licitações públicas."

Se o pedido francês for aprovado, a UE poderá não só impor tarifas adicionais às importações dos EUA, como também impedir que empresas americanas comprem ações de empresas de qualquer um dos seus 27 Estados-Membros, recebam financiamento público ou privado e participem em licitações para contratos públicos com os seus governos. Além disso, o ACI autoriza a UE a exigir "reparação" financeira do país que exercer coerção contra ela.

<><> Com China e EUA na mira

O texto foi elaborado para desencorajar países terceiros de "tentarem pressionar a UE ou um Estado-Membro a tomar uma decisão específica, aplicando, ou ameaçando aplicar, medidas que afetem o comércio ou o investimento. Este instrumento permite-nos reagir rapidamente à pressão de outros países", afirmou o eurodeputado alemão Bernd Lange após a aprovação da legislação. "Agora temos uma vasta gama de contramedidas, completando o conjunto de ferramentas defensivas à nossa disposição. Embora o objetivo principal seja a dissuasão, também poderemos agir, se necessário, para defender a soberania da União", acrescentou o legislador alemão.

As autoridades da UE começaram a elaborar o ACI logo após o fim do primeiro mandato de Trump, período em que as relações comerciais transatlânticas sofreram vários reveses. No entanto, foi um incidente envolvendo a Lituânia em 2021 que finalmente impulsionou a iniciativa.

Naquele ano, a China impôs restrições comerciais ao país báltico depois que suas autoridades anunciaram que melhorariam as relações comerciais com Taiwan, uma ilha que o gigante asiático considera uma "província rebelde" e busca anexar. "Poucos meses após o anúncio, empresas lituanas relataram dificuldades em renovar ou firmar contratos com empresas chinesas. Além disso, tiveram problemas com remessas não liberadas e com a recusa de pedidos de importação", observa o site do Parlamento Europeu. Na época, a UE justificou a aprovação do ACI argumentando que a "coerção" não está contemplada nos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC) e, portanto, não pode ser resolvida por meio do sistema de solução de controvérsias da OMC. No ano passado, quando Trump lançou sua guerra tarifária global e atingiu a UE, a possibilidade de aplicar o instrumento foi explorada. No entanto, naquela ocasião, Bruxelas optou simplesmente por recorrer ao diálogo.

<><> Esgotar a diplomacia

Antes de solicitar a ativação do ACI, Macron já havia deixado clara sua insatisfação com o anúncio de Trump. "Nenhuma intimidação ou ameaça nos influenciará, nem na Ucrânia, nem na Groenlândia, nem em qualquer outro lugar do mundo", declarou ele. Além do presidente francês, outro líder europeu que se pronunciou sobre a chamada "bazuca comercial" da UE foi o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, que reiterou no domingo (18/1) que o instrumento "está sobre a mesa".

No entanto, em entrevista à emissora pública irlandesa, Martin defendeu que se esgotem primeiro todas as vias de diálogo. Outros líderes europeus, incluindo os de alguns dos países ameaçados por Trump, também defenderam a diplomacia antes de se prepararem para uma batalha comercial com os EUA. "Devemos ter muito cuidado para não entrarmos numa guerra comercial que saia do controle. Não acho que ninguém se beneficie disso", disse o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoke, à emissora norueguesa NRK.

O comércio de bens e serviços entre a União Europeia e os EUA atingiu US$ 1,8 trilhão (R$ 9,7 trilhões) em 2023. Isso significa que, diariamente, bens e serviços no valor de US$ 5 bilhões atravessam o Atlântico entre a UE e os EUA, segundo a Comissão Europeia.

Em termos de bens, a UE registrou um superávit de mais de US$ 170 bilhões, enquanto em termos de serviços, os EUA saíram vencedores, com quase US$ 120 bilhões, de acordo com os mesmos dados da União Europeia. Em julho passado, Washington e Bruxelas chegaram a um acordo. O primeiro acordo reduziu as tarifas de 25% para 15% em troca do compromisso de a União Europeia investir bilhões de dólares nos setores industrial e de defesa dos EUA. A possibilidade de congelamento deste acordo também está em discussão.

 

Fonte: DW Brasil/BBC News Mundo

 

Nenhum comentário: