sábado, 24 de janeiro de 2026


 

Entenda se o infarto fulminante dá sinais e o que pode ser feito para prevenir

O infarto fulminante é caracterizado pela interrupção súbita e completa do fluxo de sangue para o coração, geralmente provocada pela obstrução total de uma artéria coronária. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), esse bloqueio pode levar a arritmias graves ou à falência imediata do músculo cardíaco, com  evolução muito rápida e alto risco de morte.

<><>  É possível saber antes?

Não existe exame capaz de prever exatamente quando um infarto vai acontecer. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a maioria dos casos está associada a fatores de risco já conhecidos, como hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de doença cardiovascular.

Segundo André Rodrigues Durães, cardiologista e pesquisador da Universidade Federal da Bahia (Ufba), esses fatores de risco são determinantes na probabilidade de um evento cardíaco. “O controle médico regular, com exames e acompanhamento das condições crônicas, ajuda a reduzir as chances de um infarto, mesmo que não exista uma forma de prever exatamente quando ele vai ocorrer”, disse Durães em entrevista a órgãos de saúde e especialistas brasileiros que participam de estudos epidemiológicos nacionais.

O Ministério da Saúde reforça que essas condições podem estar presentes de forma silenciosa por anos, sem sintomas evidentes, o que dificulta a identificação do risco em parte da população.

<><> Há sinais prévios?

Especialistas explicam que, em alguns casos, sintomas podem surgir dias, semanas ou até meses antes do infarto. Esses sinais, no entanto, nem sempre são reconhecidos como problemas cardíacos.

Entre os sintomas mais comuns estão dor ou sensação de aperto no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula, falta de ar, cansaço excessivo, suor frio, náusea, tontura e mal-estar persistente. As informações constam em materiais educativos do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

“O infarto pode causar dor no peito, mas também pode se manifestar como cansaço excessivo, falta de ar ou desconforto em outras partes do corpo antes do evento principal. Esses sinais nem sempre são reconhecidos pelo paciente, por isso procurar um médico quando eles surgem é importante”, afirmou Dr. Roberto Kalil Filho, cardiologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor clínico do InCor, em entrevista ao programa CNN Sinais Vitais da CNN Brasil.

A SBC também alerta que até um quarto dos infartos pode ocorrer sem a dor torácica clássica, especialmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes. Nesses casos, os sintomas podem ser mais discretos, como desconforto no peito, indigestão frequente, fadiga fora do padrão habitual e sensação de ansiedade sem causa aparente.

<><> Infarto fulminante tem prevenção?

Segundo cardiologistas e diretrizes médicas, não é possível eliminar completamente o risco de um infarto, inclusive dos casos considerados fulminantes. Ainda assim, a prevenção reduz de forma significativa as chances de ocorrência.

O controle da pressão arterial, do colesterol e da glicemia, a prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada e a interrupção do tabagismo são medidas apontadas como essenciais tanto pelo Ministério da Saúde quanto pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Consultas médicas regulares e exames de rotina ajudam a identificar alterações silenciosas, como placas de gordura nas artérias coronárias, antes que elas evoluam para uma obstrução completa.

<><> Por que alguns infartos são tão rápidos?

De acordo com explicações da cardiologia, nos casos classificados como fulminantes, a obstrução da artéria ocorre de forma abrupta e total, muitas vezes associada a arritmias fatais. Mesmo pessoas sem sintomas evidentes podem apresentar placas instáveis nas artérias, que se rompem de maneira inesperada.

Nessas situações, o fator tempo é determinante. A Sociedade Brasileira de Cardiologia destaca que a chance de sobrevivência depende de atendimento imediato, algo que nem sempre é possível quando o quadro se instala de forma súbita.

<><> Quando procurar atendimento

O Ministério da Saúde orienta que qualquer dor no peito persistente, associada ou não a outros sintomas, deve ser tratada como emergência. A  recomendação é procurar atendimento médico imediato, já que a rapidez no socorro pode reduzir danos e salvar vidas.

        Esta é a pior bebida para o coração, alerta cardiologista

O funcionamento eficaz do coração, que cumpre a função de bombear o sangue para o organismo, é uma prioridade de saúde que pode ser ameaçada por uma série de hábitos prejudiciais. Dentre os fatores que colocam o órgão vital em risco, estão a má higiene bucal, o sedentarismo e uma dieta que abusa de opções ultraprocessadas, ricas em gordura, sal e, principalmente, açúcar.

Em busca de uma orientação específica sobre o impacto das bebidas, a coluna consultou o cardiologista Rafael Marchetti para determinar qual delas representa a maior ameaça ao sistema cardiovascular. O médico, que é um membro respeitado da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), afirma que existem diversas bebidas com potencial de afetar negativamente o coração.

Contudo, ao fazer uma escolha, o Dr. Marchetti destaca os refrigerantes, enfatizando especialmente aquelas versões que possuem alto teor de açúcar em sua composição. Ele explica que essas bebidas concentram altas doses de açúcar, somadas a aditivos químicos variados e, em alguns rótulos, também contêm cafeína.

Na sua avaliação, o especialista define claramente que os "refrigerantes adoçados são verdadeiros ‘agressores silenciosos’ do sistema cardiovascular," trabalhando de forma contínua para desgastar a saúde.

O cardiologista pós-graduado em medicina do exercício e do esporte reitera que o "maior vilão" presente nessas bebidas é o "açúcar em grande quantidade," frequentemente na forma de "xarope de milho com alto teor de frutose".

<><> A cascata de prejuízos metabólicos

O consumo excessivo do açúcar presente nos refrigerantes provoca uma rápida elevação dos níveis de glicose no corpo, o que causa um estresse e uma sobrecarga indesejada no pâncreas. Esse esforço constante do pâncreas tem como consequência o favorecimento do desenvolvimento da resistência à insulina, que é um marcador de doenças metabólicas.

Além de doenças metabólicas, esse ciclo leva ao estabelecimento de uma inflamação que é crônica, afetando o organismo de maneira sistêmica. Com o passar do tempo e a persistência do consumo, as artérias ficam desgastadas por essa inflamação, o que aumenta drasticamente o risco de complicações cardiovasculares.

Essa cadeia de eventos eleva o risco de hipertensão, um quadro de pressão alta que exige controle médico rigoroso, e também aumenta as chances de um infarto ou o desenvolvimento de outras doenças cardiovasculares sérias. O consumo de refrigerante, por sua natureza, desencadeia essas condições perigosas, como observado clinicamente.

<><> A formação de placas nas artérias

O médico acrescenta que a combinação de aditivos, conservantes e corantes, presentes junto ao açúcar, é capaz de acentuar o processo inflamatório e desregular ainda mais o metabolismo do corpo. Esses aditivos e corantes são considerados compostos tóxicos para o organismo, segundo o especialista, e são encontrados em grandes quantidades na bebida. O excesso  de açúcar na dieta é um fator que aumenta os níveis de triglicerídeos e também potencializa significativamente o acúmulo de gordura na região visceral, que é considerada particularmente perigosa para a saúde cardiovascular. Essa situação contribui para a formação gradual de placas nas artérias, conhecida tecnicamente como aterosclerose.

Os refrigerantes são ricos em aditivos e açúcar, e a atuação desses compostos afeta a saúde do coração de forma direta, sendo essencial reduzir o consumo. A aterosclerose, por sua vez, pode evoluir e desencadear quadros de pressão alta persistente, levar à insuficiência cardíaca e, em casos mais graves e avançados, causar arritmias cardíacas que exigem intervenção médica.

Para o funcionamento ótimo do órgão vital, a má alimentação é um obstáculo constante que deve ser superado. A bebida afeta a saúde do coração ao desgastar as artérias, sendo um perigo contínuo e silencioso.

 

Fonte: Correio


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