Entenda
se o infarto fulminante dá sinais e o que pode ser feito para prevenir
O
infarto fulminante é caracterizado pela interrupção súbita e completa do fluxo
de sangue para o coração, geralmente provocada pela obstrução total de uma
artéria coronária. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), esse
bloqueio pode levar a arritmias graves ou à falência imediata do músculo
cardíaco, com evolução muito rápida e
alto risco de morte.
<><> É possível saber antes?
Não
existe exame capaz de prever exatamente quando um infarto vai acontecer. De
acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a maioria dos casos está
associada a fatores de risco já conhecidos, como hipertensão arterial,
colesterol elevado, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico
familiar de doença cardiovascular.
Segundo
André Rodrigues Durães, cardiologista e pesquisador da Universidade Federal da
Bahia (Ufba), esses fatores de risco são determinantes na probabilidade de um
evento cardíaco. “O controle médico regular, com exames e acompanhamento das
condições crônicas, ajuda a reduzir as chances de um infarto, mesmo que não
exista uma forma de prever exatamente quando ele vai ocorrer”, disse Durães em
entrevista a órgãos de saúde e especialistas brasileiros que participam de
estudos epidemiológicos nacionais.
O
Ministério da Saúde reforça que essas condições podem estar presentes de forma
silenciosa por anos, sem sintomas evidentes, o que dificulta a identificação do
risco em parte da população.
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Há sinais prévios?
Especialistas
explicam que, em alguns casos, sintomas podem surgir dias, semanas ou até meses
antes do infarto. Esses sinais, no entanto, nem sempre são reconhecidos como
problemas cardíacos.
Entre
os sintomas mais comuns estão dor ou sensação de aperto no peito, que pode
irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula, falta de ar,
cansaço excessivo, suor frio, náusea, tontura e mal-estar persistente. As
informações constam em materiais educativos do Ministério da Saúde e da
Sociedade Brasileira de Cardiologia.
“O
infarto pode causar dor no peito, mas também pode se manifestar como cansaço
excessivo, falta de ar ou desconforto em outras partes do corpo antes do evento
principal. Esses sinais nem sempre são reconhecidos pelo paciente, por isso
procurar um médico quando eles surgem é importante”, afirmou Dr. Roberto Kalil
Filho, cardiologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de
São Paulo e diretor clínico do InCor, em entrevista ao programa CNN Sinais
Vitais da CNN Brasil.
A SBC
também alerta que até um quarto dos infartos pode ocorrer sem a dor torácica
clássica, especialmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes. Nesses
casos, os sintomas podem ser mais discretos, como desconforto no peito,
indigestão frequente, fadiga fora do padrão habitual e sensação de ansiedade
sem causa aparente.
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Infarto fulminante tem prevenção?
Segundo
cardiologistas e diretrizes médicas, não é possível eliminar completamente o
risco de um infarto, inclusive dos casos considerados fulminantes. Ainda assim,
a prevenção reduz de forma significativa as chances de ocorrência.
O
controle da pressão arterial, do colesterol e da glicemia, a prática regular de
atividade física, uma alimentação equilibrada e a interrupção do tabagismo são
medidas apontadas como essenciais tanto pelo Ministério da Saúde quanto pela
Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Consultas
médicas regulares e exames de rotina ajudam a identificar alterações
silenciosas, como placas de gordura nas artérias coronárias, antes que elas
evoluam para uma obstrução completa.
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Por que alguns infartos são tão rápidos?
De
acordo com explicações da cardiologia, nos casos classificados como
fulminantes, a obstrução da artéria ocorre de forma abrupta e total, muitas
vezes associada a arritmias fatais. Mesmo pessoas sem sintomas evidentes podem
apresentar placas instáveis nas artérias, que se rompem de maneira inesperada.
Nessas
situações, o fator tempo é determinante. A Sociedade Brasileira de Cardiologia
destaca que a chance de sobrevivência depende de atendimento imediato, algo que
nem sempre é possível quando o quadro se instala de forma súbita.
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Quando procurar atendimento
O
Ministério da Saúde orienta que qualquer dor no peito persistente, associada ou
não a outros sintomas, deve ser tratada como emergência. A recomendação é procurar atendimento médico
imediato, já que a rapidez no socorro pode reduzir danos e salvar vidas.
• Esta é a pior bebida para o coração,
alerta cardiologista
O
funcionamento eficaz do coração, que cumpre a função de bombear o sangue para o
organismo, é uma prioridade de saúde que pode ser ameaçada por uma série de
hábitos prejudiciais. Dentre os fatores que colocam o órgão vital em risco,
estão a má higiene bucal, o sedentarismo e uma dieta que abusa de opções
ultraprocessadas, ricas em gordura, sal e, principalmente, açúcar.
Em
busca de uma orientação específica sobre o impacto das bebidas, a coluna
consultou o cardiologista Rafael Marchetti para determinar qual delas
representa a maior ameaça ao sistema cardiovascular. O médico, que é um membro
respeitado da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), afirma que existem
diversas bebidas com potencial de afetar negativamente o coração.
Contudo,
ao fazer uma escolha, o Dr. Marchetti destaca os refrigerantes, enfatizando
especialmente aquelas versões que possuem alto teor de açúcar em sua
composição. Ele explica que essas bebidas concentram altas doses de açúcar,
somadas a aditivos químicos variados e, em alguns rótulos, também contêm
cafeína.
Na sua
avaliação, o especialista define claramente que os "refrigerantes adoçados
são verdadeiros ‘agressores silenciosos’ do sistema cardiovascular,"
trabalhando de forma contínua para desgastar a saúde.
O
cardiologista pós-graduado em medicina do exercício e do esporte reitera que o
"maior vilão" presente nessas bebidas é o "açúcar em grande
quantidade," frequentemente na forma de "xarope de milho com alto
teor de frutose".
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A cascata de prejuízos metabólicos
O
consumo excessivo do açúcar presente nos refrigerantes provoca uma rápida
elevação dos níveis de glicose no corpo, o que causa um estresse e uma
sobrecarga indesejada no pâncreas. Esse esforço constante do pâncreas tem como
consequência o favorecimento do desenvolvimento da resistência à insulina, que
é um marcador de doenças metabólicas.
Além de
doenças metabólicas, esse ciclo leva ao estabelecimento de uma inflamação que é
crônica, afetando o organismo de maneira sistêmica. Com o passar do tempo e a
persistência do consumo, as artérias ficam desgastadas por essa inflamação, o
que aumenta drasticamente o risco de complicações cardiovasculares.
Essa
cadeia de eventos eleva o risco de hipertensão, um quadro de pressão alta que
exige controle médico rigoroso, e também aumenta as chances de um infarto ou o
desenvolvimento de outras doenças cardiovasculares sérias. O consumo de
refrigerante, por sua natureza, desencadeia essas condições perigosas, como
observado clinicamente.
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A formação de placas nas artérias
O
médico acrescenta que a combinação de aditivos, conservantes e corantes,
presentes junto ao açúcar, é capaz de acentuar o processo inflamatório e
desregular ainda mais o metabolismo do corpo. Esses aditivos e corantes são
considerados compostos tóxicos para o organismo, segundo o especialista, e são
encontrados em grandes quantidades na bebida. O excesso de açúcar na dieta é um fator que aumenta os
níveis de triglicerídeos e também potencializa significativamente o acúmulo de
gordura na região visceral, que é considerada particularmente perigosa para a
saúde cardiovascular. Essa situação contribui para a formação gradual de placas
nas artérias, conhecida tecnicamente como aterosclerose.
Os
refrigerantes são ricos em aditivos e açúcar, e a atuação desses compostos
afeta a saúde do coração de forma direta, sendo essencial reduzir o consumo. A
aterosclerose, por sua vez, pode evoluir e desencadear quadros de pressão alta
persistente, levar à insuficiência cardíaca e, em casos mais graves e
avançados, causar arritmias cardíacas que exigem intervenção médica.
Para o
funcionamento ótimo do órgão vital, a má alimentação é um obstáculo constante
que deve ser superado. A bebida afeta a saúde do coração ao desgastar as
artérias, sendo um perigo contínuo e silencioso.
Fonte:
Correio

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