Hemoglobina
glicada alterada e glicose em jejum normal: saiba o motivo
Receber
um exame com hemoglobina glicada alterada mesmo com glicose em jejum normal é
uma situação comum na prática clínica. Ainda assim, esse tipo de resultado
costuma gerar insegurança e sensação de incoerência. O principal motivo é que o
jejum não reflete tudo o que acontece ao longo do dia.
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O controle real acontece fora do jejum
Na
maior parte dos casos, o descompasso está ligado a elevações da glicose que
ocorrem após as refeições ou durante a madrugada. Segundo a endocrinologista
Denise Franco, esses períodos “muitas vezes passam despercebidos quando a
pessoa olha apenas um horário isolado”. Ainda assim, essas oscilações repetidas
impactam diretamente o resultado da hemoglobina glicada.
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Pequenas oscilações frequentes têm peso cumulativo
Mesmo
elevações curtas, quando se repetem ao longo das semanas, entram na conta da
média glicêmica. Além disso, refeições com maior carga de gordura e
carboidratos podem provocar elevações tardias, que não aparecem no exame de
jejum. Portanto, o padrão diário pesa mais do que um número pontual.
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A madrugada também interfere no resultado
Durante
o sono, alterações hormonais podem elevar a glicose sem provocar sintomas
claros. “A pessoa pode acordar com um valor aparentemente normal, mas ter
passado horas fora da faixa durante a noite”, explica o endocrinologista
Fernando Valente, membro da Sociedade Brasileira de Diabetes. Esse padrão,
quando frequente, contribui para a elevação da hemoglobina glicada.
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O que a monitorização contínua revelou na prática
A
chegada dos sensores de glicose mudou a forma de entender o controle glicêmico.
“Antes, a gente via uma fotografia. Hoje, a gente assiste a um filme”, resume
Denise Franco. Com isso, ficou mais claro que pessoas com resultados
semelhantes podem ter perfis completamente diferentes ao longo do dia.
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Variabilidade importa tanto quanto a média
Fernando
Valente chama atenção para outro ponto relevante: a variabilidade glicêmica.
“Duas pessoas podem ter a mesma média, mas uma oscila muito mais do que a
outra”, explica. Ainda assim, essa diferença nem sempre aparece na hemoglobina
glicada, o que reforça a necessidade de uma análise mais ampla.
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Quando o exame pede um olhar além dos números
Em
alguns casos, a hemoglobina glicada pode sofrer influência de fatores que vão
além da glicose. Condições clínicas associadas, inflamações e alterações
individuais entram nessa equação. Por isso, interpretar o exame de forma
isolada pode levar a decisões imprecisas.
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Impacto direto na condução do tratamento
Olhar
apenas a glicose em jejum pode atrasar ajustes importantes. Por outro lado,
focar exclusivamente na hemoglobina glicada também tem limitações. “O mais
importante é entender onde está o problema para saber onde atuar”, reforça
Fernando Valente. Nesse cenário, integrar exames, rotina e dados do dia a dia
se torna essencial.
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Informação para orientar, não para gerar culpa
A
endocrinologista Denise Franco reforça que episódios pontuais não definem o
futuro de ninguém. “Não é um momento isolado que vai trazer complicações. O que
faz diferença é o que se repete ao longo do tempo e o que a pessoa faz a partir
dessa informação”, afirma. A proposta, portanto, é usar os dados para ajustar o
cuidado, não para gerar medo.
• Cinco opções de alimentos para o café da
manhã que não elevam a glicose e aumentam a saciedade
Para
muitas pessoas que convivem com diabetes, o café da manhã é o momento em que a
glicose parece mais difícil de controlar. Isso ocorre porque, ao acordar, o
organismo libera hormônios que aumentam a resistência à insulina. Nesse
contexto, alimentos ricos em carboidratos refinados tendem a provocar elevações
rápidas da glicemia.
No
entanto, a dificuldade não está apenas no horário, mas também nas escolhas
alimentares. Ainda assim, alguns alimentos praticamente não elevam a glicose e
ajudam a manter a saciedade por mais tempo, facilitando o controle glicêmico ao
longo da manhã.
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Alimentos com baixo impacto glicêmico fazem diferença logo cedo
Quando
o café da manhã prioriza proteínas, fibras e gorduras boas, a absorção da
glicose ocorre de forma mais lenta. Além disso, esse padrão alimentar reduz
oscilações bruscas e contribui para maior estabilidade metabólica.
A
seguir, listamos cinco alimentos que podem ser aliados no café da manhã de quem
convive com diabetes, sempre considerando porções adequadas e orientação
profissional.
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1. Ovos
Os ovos
são fonte de proteína de alto valor biológico e praticamente não contêm
carboidratos. Por isso, não provocam aumento direto da glicose. Além disso,
promovem saciedade e ajudam a reduzir a fome ao longo da manhã.
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2. Iogurte natural sem açúcar
O
iogurte natural oferece proteínas e gorduras, com baixo impacto glicêmico
quando não há adição de açúcar. Nesse sentido, ele pode ajudar a equilibrar a
resposta glicêmica da refeição, especialmente quando combinado com fibras.
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3. Abacate
Rico em
gorduras monoinsaturadas e fibras, o abacate não eleva a glicose de forma
significativa. Portanto, é uma opção que contribui para saciedade e ajuda a
evitar picos glicêmicos após o café da manhã.
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4. Chia ou linhaça
Essas
sementes são fontes concentradas de fibras solúveis. Quando consumidas, formam
um gel no trato digestivo, retardando a absorção da glicose. Assim, pequenas
quantidades já oferecem benefício metabólico relevante.
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5. Castanhas e nozes
Oleaginosas
apresentam baixo teor de carboidratos e são ricas em gorduras boas. Além disso,
ajudam no controle do apetite e não costumam elevar a glicose quando consumidas
com moderação.
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O conjunto da refeição é mais importante do que o alimento isolado
Embora
esses alimentos tenham baixo impacto glicêmico, o resultado final depende da
combinação do prato, da quantidade ingerida e do tratamento utilizado. Ainda
assim, priorizar essas opções no café da manhã pode facilitar o controle da
glicose em um dos horários mais desafiadores do dia.
Por
outro lado, a resposta glicêmica varia entre indivíduos. Portanto, observar o
comportamento da glicose e contar com acompanhamento profissional continuam
sendo medidas essenciais.
Fonte:
Um Diabético

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